Seo Fabio é a transição do têmpo e espaço, e nessa tentativa inútil de viver entre o saber e o descobrir, abri a fenda do tempo de imortalizar meu avô em palavras.
Nascido na fenda da pedra dura (chamada Itaquera), nasceu o homem de poucas palavras, ironia extrema, franqueza, e batedor-de-dedo-indicador na mesa quando bebe cerveja e come azeitona de tira-gosto.
Seo Fabio foi o homem (cujas profecias, pois homens desse calibre não estão na história, fazem), de bairro, futebol, de namoro-de-portão, de trabalho duro, e salário muito baixo, pouca comida e um omelete para quatro filhos. Uma esposa que lhe ajudava onde podia, e muitas vezes só aliviava o peso do mundo no bar, tomando a cana mansa-couro, ou o futebol onde se quebra ou é quebrado. O peito de meu avô é o lugar mais inacessível do mundo, e louvado seja quem o adentrou. Creio que se eu tivesse tantos dinheiros quanto bolsos em minha calça, deixaria todo isso guardado no peito de meu avô, nunca soube eu que alguém passou ali - e se passou, não voltou para contar a história.
De todo, meu avô sempre foi racional em tudo o que fez, agiu e constituiu ao longo de sua existência, claramente, nunca deixou muito o sentimento ir em sua frente, mas ao mesmo tempo, com sua forma, deixou o sentimento aguar parcas vezes - mas dessas parcas vezes, cada vez que me recordo, sei que vale mais do que uma vida sendo amado e amando. O altar que ponho Seo Fábio, o Velho, é digno por saber que foi um homem comum, que acordou cedo, labutou, jogou bola, bebeu, falou palavrão, brigou, riu, falou da política, ajudou quem pôde e como pôde, e se dedicou a família como pôde, em todas suas instâncias. Se meu pai foi omisso, nas raras vezes que pude estar pareado com meu avô, ele foi mais que avô, foi pai, mestre, profeta e amigo. Meu avô, por mais que não saiba, é um de meus melhores amigos.
É a prova cabal de que a vida não precisa de muito, mas o pouco tem que ser bem-feito, e feito com carinho e lucidez. E que na dificuldade proliferam coisas boas sim. Me ensinou tantas coisas, e mesmo sem saber, me incentivou em tantas outras, e indiretamente, me ensinou por tantas outras. Seo Fábio ainda hoje acorda, pega a bicicleta, vai até a banca, pega um jornal, passa um café, e lê o jornal ouvindo as notícias no rádio, e sempre que pode acompanha seu time jogando. Sempre que estou por lá, ouvimos uns discos, ou quando não estou lá, ele mesmo ouve os discos dele.
Seo Fábio não sabe, mas ele é uma das pessoas que mais sinto saudades.
Seo Fábio não pode morrer, e quando (infelizmente) a Irmã Morte o abraçar, rogo ao Santo dos Santos que mandem anjos em seu encontro, e que na presença da Virgem, sua alma seja amparada e consolada pelos serafins. Peço que ele, muro de arrimo e casa-forte de tanta gente dessa família, esteja em paz, pois não houve e nem haverá um espelho tão belo e límpido como esse homem. Espero ainda que segure meu rebento no seu colo. Espero poder curti-lo mais um tanto, e mais além: Espero poder abraçar aquele velho mais um tanto, mesmo nunca tendo a coragem de o fazer, e que no derradeiro momento, ele saiba que apesar de minha ausência, sempre se faz lembrado por palavras, atitudes, carinhos e prece.
E por último, mas como cimento, digo que meu avô, mesmo com sua agnosticidade, ou ateísmo, foi quem mais me ensinou de Deus, pois ao afirmar sua dúvida, me ensinou a entender o credo e correr atrás das Potências Celestes em meu caminho.
A benção, Seo Fábio!
"E eu que não creio, peço a Deus por minha gente; É gente humilde - que vontade de chorar"
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
domingo, 17 de novembro de 2019
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sábado, 16 de novembro de 2019
Lucky Seven.
memento mori
Ah, vai dizer que você não sabia que a morte é o princípio da vida, e que nada se começa sem se terminar? Vai me dizer que você acha que simplesmente tudo está aqui, suspenso no universo e nada aconteceu antes e nem depois? No escuro da noite, o norte do que vacila é uma oração - e o quanto mais se questiona mais sabe. No fim das contas, zerando a reza, o que sobra do homem é apenas a carne exposta e um coração que sangra: Ecce Homo! gritaram da platéia, e o palhaço, de íris-esmeraldina mete os pés pelas mãos e o mar verde é submarino, o cordão que aperta o pescoço é seda, e o que é velado, também sabe velar; Não dizem nada das arquibancadas, mas quando se desce para ouvir o universo, todos tem um palpite, uma coordenada, um conselho, e no fim do juízo, quem aconselha o conselhereiro? Afinal, de certo deve saber que a sapiência é dom dado e multiplicado quando dividido, mas, quando empirizado e descartado como vantagem, a burrice é o pé da soleira.
Até agora, os anjos continuam a voar pelo Céu e se distânciando de aviões e ônibus espaciais, então nossas bençãos estão garantidas; Os olhos ainda lacrimeijam de raiva e de lágrima, e não se ouve, não se sente, não se vê, no côvado de um banheiro, toda uma raiva se externa com as santas águas bentas do chuveiro - onde os touros de basã sentem mêdo, ali não me acharão, e vou mais além; Profeta de mim, sabia muito bem e antes de minha sina, e marcado por meu vaticínio sabia do que aconteceria, e parafraseando a velha senhora: Deus dá e Deus tira. As coisas, o tempo de convivência, tudo, é apenas um tempo de aprendizagem, mas Deus dá e Deus tira. As pessoas dão, e as pessoas tiram. E se o significado não difere, então é Pessoa.
Abaixo do Céu, a nivelação vem para todos, e a morte não nos faz irmãos. Pois sim, a vida. E enquanto a vida não vem, habitam verbos na boca, e se os verbos se conjugarem errados, corações se quebrou, se caminha pela estrada certa, sede seus passos firmes e bólicos, e deixa que o tempo mostra. Quem não tem tempo pro tempo, tem medo e raiva. Quem não tem tempo pro tempo, tem medo do êrro. Ainda existem coisas boas na terra, e por mais que andemos, ainda tem-se um cajado para seguir.
MAS em flôr, já cantava o Profeta, elogiando em sua trova uma Fôrça soberana tudo o que acontece, e vendo do passado, louvou os que seguem por agora, sabendo que a porta estreita ainda dará louros de glórias e lavras para quem quer a messe em ordem. No final das contas, as contas foram pagas com preço alto, e ao firmar os passos na estrada, esquecemos que o passado é passado, mas ao olhar a marca de nossos pés, vemos o quanto mudamos, e o quanto temos que melhorar: Louvamos um Amor, e machucamos quem amamos com aspereza e superficialidade, damos o Céu mas sem esquecer de firmar a terra sobre nossos pés - da adversidade nasce a razão, e da falta de pensar e da crítica nasce a ignorância e a adaga, que carregas atada em suas mãos, para cada vez que me vês, com teus abraços e mão-a-mão, penetra em mim. E no dobrar dos sinos, na raiva do metal que tina sem mêdo, minha alma grita em desespero, e na surdez do tinar eu sou ouvido enquanto as mãos limpas, tem sujeira demais, e as mãos sujas são as que merecem o bornal com a farta cornucópia.
memento mori
Ah, vai dizer que você não sabia que a morte é o princípio da vida, e que nada se começa sem se terminar? Vai me dizer que você acha que simplesmente tudo está aqui, suspenso no universo e nada aconteceu antes e nem depois? No escuro da noite, o norte do que vacila é uma oração - e o quanto mais se questiona mais sabe. No fim das contas, zerando a reza, o que sobra do homem é apenas a carne exposta e um coração que sangra: Ecce Homo! gritaram da platéia, e o palhaço, de íris-esmeraldina mete os pés pelas mãos e o mar verde é submarino, o cordão que aperta o pescoço é seda, e o que é velado, também sabe velar; Não dizem nada das arquibancadas, mas quando se desce para ouvir o universo, todos tem um palpite, uma coordenada, um conselho, e no fim do juízo, quem aconselha o conselhereiro? Afinal, de certo deve saber que a sapiência é dom dado e multiplicado quando dividido, mas, quando empirizado e descartado como vantagem, a burrice é o pé da soleira.
Até agora, os anjos continuam a voar pelo Céu e se distânciando de aviões e ônibus espaciais, então nossas bençãos estão garantidas; Os olhos ainda lacrimeijam de raiva e de lágrima, e não se ouve, não se sente, não se vê, no côvado de um banheiro, toda uma raiva se externa com as santas águas bentas do chuveiro - onde os touros de basã sentem mêdo, ali não me acharão, e vou mais além; Profeta de mim, sabia muito bem e antes de minha sina, e marcado por meu vaticínio sabia do que aconteceria, e parafraseando a velha senhora: Deus dá e Deus tira. As coisas, o tempo de convivência, tudo, é apenas um tempo de aprendizagem, mas Deus dá e Deus tira. As pessoas dão, e as pessoas tiram. E se o significado não difere, então é Pessoa.
Abaixo do Céu, a nivelação vem para todos, e a morte não nos faz irmãos. Pois sim, a vida. E enquanto a vida não vem, habitam verbos na boca, e se os verbos se conjugarem errados, corações se quebrou, se caminha pela estrada certa, sede seus passos firmes e bólicos, e deixa que o tempo mostra. Quem não tem tempo pro tempo, tem medo e raiva. Quem não tem tempo pro tempo, tem medo do êrro. Ainda existem coisas boas na terra, e por mais que andemos, ainda tem-se um cajado para seguir.
MAS em flôr, já cantava o Profeta, elogiando em sua trova uma Fôrça soberana tudo o que acontece, e vendo do passado, louvou os que seguem por agora, sabendo que a porta estreita ainda dará louros de glórias e lavras para quem quer a messe em ordem. No final das contas, as contas foram pagas com preço alto, e ao firmar os passos na estrada, esquecemos que o passado é passado, mas ao olhar a marca de nossos pés, vemos o quanto mudamos, e o quanto temos que melhorar: Louvamos um Amor, e machucamos quem amamos com aspereza e superficialidade, damos o Céu mas sem esquecer de firmar a terra sobre nossos pés - da adversidade nasce a razão, e da falta de pensar e da crítica nasce a ignorância e a adaga, que carregas atada em suas mãos, para cada vez que me vês, com teus abraços e mão-a-mão, penetra em mim. E no dobrar dos sinos, na raiva do metal que tina sem mêdo, minha alma grita em desespero, e na surdez do tinar eu sou ouvido enquanto as mãos limpas, tem sujeira demais, e as mãos sujas são as que merecem o bornal com a farta cornucópia.
memento mori
sexta-feira, 15 de novembro de 2019
Swinging Along.
Se você me conhecesse, saberia do motivo do brilho dos meus olhos, e não me afastaria do que me faz bem. Me colocaria em um dos nichos, e nos muros de pó-de-ostra estaria eu cohabitando entre o tempo e a história, sendo mais um dos que se passaram, a viver o que convém.
No final, a história seria apenas um pedaço no tempo, e diversos períodos de tempo contemplam uma cena na biblioteca da vida, e se não houvesse memórias a se consultar, de nada valeriam, mas sabe-se que as referência mudam completamente. O livro escrito, por mais que semelhante ao que se escreve, tem lá suas diferenças. Muda-se as pessoas, e finalmente muda-se a cena, há uma nova fase em progresso, e a música continua a mesma - apenas entrou numa suíte diferentes.
Deitaria minha cabeça no seu colo e não diria nada, e no peso de seu colo sentiria como pesa uma cabeça que tenta achar a resposta de tudo, não para si, mas para ter o causo crítico da razão para tudo e para todos, e assim, vendo-me entre o acordar e dormir, iria respirar, e somente sorriria, e nada diria. Os carinhos cessariam, e minha cabeça, finalmente podendo descansar, faria a sua pensar. Os dias correm, e frios ou quentes os pássaros ainda estão lá, e pouco importa o que possa acontecer, somente valem que os pássaros estajam brigando contra o Céu para morar no ar, e ainda bem que em alguma fase de minha vida eu vou morar no Céu - cabe mais a terra funda que me encerca do que o concreto que me causaria uma ruína.
E não muito longe de onde ela olha da janela e vê a ávida multidão, ele anda na rua vendo as gotas de chuva caírem por completo na rua, o asfalto ficando úmido e as marquises se apoderando do mar de gentes que lhes cabem por baixo. Enquanto a chuva não derrete quem não é feito-de-açúcar, ela olha as gotas molharem a janela, meias no pé, e enquanto o pão está no forno, uma coberta quente e uma cama lhe esperam para descansar, afinal, o que mais lhe valeria? O corpo pequeno e macio que repousa é também aquele que abriga o esconderijo da alegria que se sente mais ainda não vê, os olhos cuidam de cruzar o que a alma não vê, e os corações ainda se fazem encontrar numa sintonia mesmo que dissonante, e aquilo que é alegria, não se estabiliza, apenas se mantém de forma alteradas, afinal: Não é a vida que acontece?
No final, a história seria apenas um pedaço no tempo, e diversos períodos de tempo contemplam uma cena na biblioteca da vida, e se não houvesse memórias a se consultar, de nada valeriam, mas sabe-se que as referência mudam completamente. O livro escrito, por mais que semelhante ao que se escreve, tem lá suas diferenças. Muda-se as pessoas, e finalmente muda-se a cena, há uma nova fase em progresso, e a música continua a mesma - apenas entrou numa suíte diferentes.
Deitaria minha cabeça no seu colo e não diria nada, e no peso de seu colo sentiria como pesa uma cabeça que tenta achar a resposta de tudo, não para si, mas para ter o causo crítico da razão para tudo e para todos, e assim, vendo-me entre o acordar e dormir, iria respirar, e somente sorriria, e nada diria. Os carinhos cessariam, e minha cabeça, finalmente podendo descansar, faria a sua pensar. Os dias correm, e frios ou quentes os pássaros ainda estão lá, e pouco importa o que possa acontecer, somente valem que os pássaros estajam brigando contra o Céu para morar no ar, e ainda bem que em alguma fase de minha vida eu vou morar no Céu - cabe mais a terra funda que me encerca do que o concreto que me causaria uma ruína.
E não muito longe de onde ela olha da janela e vê a ávida multidão, ele anda na rua vendo as gotas de chuva caírem por completo na rua, o asfalto ficando úmido e as marquises se apoderando do mar de gentes que lhes cabem por baixo. Enquanto a chuva não derrete quem não é feito-de-açúcar, ela olha as gotas molharem a janela, meias no pé, e enquanto o pão está no forno, uma coberta quente e uma cama lhe esperam para descansar, afinal, o que mais lhe valeria? O corpo pequeno e macio que repousa é também aquele que abriga o esconderijo da alegria que se sente mais ainda não vê, os olhos cuidam de cruzar o que a alma não vê, e os corações ainda se fazem encontrar numa sintonia mesmo que dissonante, e aquilo que é alegria, não se estabiliza, apenas se mantém de forma alteradas, afinal: Não é a vida que acontece?
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domingo, 10 de novembro de 2019
José.
Na madrugada, não muito longe desse mar, dois amantes se deitaram após de ver a rua, e no parco moviemento, como duas sentinelas, do alto da janela, se abstém. A cama quente sabe se entreter melhor que a madrugada que desponta pelos olhos acastanhados, olhos que só sobrevivem no crepúsculo, olhos que nascem quando o dia morrer. Ali, no eleio, elegem-se arrimo um do outro, e enquanto dorme, com o cabelo acacheado perfumado, no grosso do sono eu a ouvi dizer meu nome. Pele branca, cintura fina, pés pequenos, sorriso esmaecido e a tranquilidade que finalmente encontrou-se no sono. Dos justos, dos incertos, do que valer, mas ali se encontra o fim.
Eu ouvi, você chamar, o meu nome.
De fato, não me assusta por um segundo que a vida se aconteça e se renove. Me assusta as pessoas querem dominar o alheio, transfigurar aquilo que lhes cabem na vista de um palmo, para deturpar para seu próprio prazer - ou dor.
Cabe me a cova de desejos, e um mar ferreo aonde não consigo mais navegar - e foi ali, aonde deitei meu coração, por baixo do mar ferreo, aonde os heróis nunca saberão de seu panteão, e aonde as donzelas choram suas miçangas, lágrimas de môça e rugido de transformação, é ali onde ele está, pouco abaixo da linha da razão e um pouco acima da serviliência. Aonde os deuses podem pisar.
E dentre toda essa multidão, ouvi sua voz me dizer coisas, uma mão que segurou a minha, um abraço que me afagou e um beijo que tomou meu segredo. Eu estou esperando um milagre. Eu estou esperando os sinos tocarem. Eu estou esperando os pássaros marrons. Eu estou esperando o dia acontecer. Eu estou esperando o meu Sol rasgar o peito. Entretanto, esperar todas essas coisas nunca significou nada para os outros além de mim, e mesmo que as pessoas estejam a dizer: Estou aqui, conte comigo, só eu sei o que carrego - que vale dizer que está, e que compartilha, se no final não está e não compartilha? Me vale mais um silêncio do que a falsa esperança, e a falsa caridade. Me vale mais a solidão do que falsas companhias, e deixo o ouro na mão dos que o almejam, pois me basta apenas meus pés cansados, e o que tenho dentro de mim. Cabe a mim apenas ter a esperança de que já está tudo consumado entre os pés e contrapés da casa. Fiz o que pude e não pude, guardei a fé dentro de meu peito e distribui como a eucaristia a quem quis. O resto não me interessa.
Senhor, Tu tens tido feito o Vosso Refúgio em meu peito.
Nos velhos muros tricentenários, ainda consigo reunir as últimas forças para ver o Amado. E ao me entregar como cordeiro ao Pastor, sinto ao menos mais uma vez o Único amôr que realmente me ama sem ter adagas e pedras na mão, e sinto pela primeira vez que mesmo com todos os defeitos e falhas de minha vida, ainda tenho a minha redenção e glória. Sei que no final das contas tenho em minha alma uma grande coisa fervilhando, mas não sei o quê ou como, de qual forma ou proceder; Ponho-me defronte de um turbilhão de coisas que não sei decifrar, e apenas espero o tempo passar para entender tudo.
E toda vez que (se) sentir a dôr, respira, refrão. Acaso não sabe que a Mãe daquele que remiu o mundo olha pelo povo que come as migalhas? De certo, não é a destra do Senhor que se opera em maravilhas e salva o justo da morte? Que vida é essa, que faz os amados se degladiarem e dar a dôr em vez da esperança? Será mesmo que é isso, apenas brigar, até mesmo com quem se ama e crescer cada vez mais solitário, para depois de tudo ajeitado, vir alguém como um ladrão e dizer que sempre quis nosso bem? De fato, se a solidão nos faz bem, não nos cabe mais em sociedade ou como falsos amigos, falsos parentes, ou pequenos transeuntes de vida, que nos dão falsa força, ou falso carinho - a velha cultura do bate-e-assopra.
Eu ouvi, você chamar, o meu nome.
De fato, não me assusta por um segundo que a vida se aconteça e se renove. Me assusta as pessoas querem dominar o alheio, transfigurar aquilo que lhes cabem na vista de um palmo, para deturpar para seu próprio prazer - ou dor.
Cabe me a cova de desejos, e um mar ferreo aonde não consigo mais navegar - e foi ali, aonde deitei meu coração, por baixo do mar ferreo, aonde os heróis nunca saberão de seu panteão, e aonde as donzelas choram suas miçangas, lágrimas de môça e rugido de transformação, é ali onde ele está, pouco abaixo da linha da razão e um pouco acima da serviliência. Aonde os deuses podem pisar.
E dentre toda essa multidão, ouvi sua voz me dizer coisas, uma mão que segurou a minha, um abraço que me afagou e um beijo que tomou meu segredo. Eu estou esperando um milagre. Eu estou esperando os sinos tocarem. Eu estou esperando os pássaros marrons. Eu estou esperando o dia acontecer. Eu estou esperando o meu Sol rasgar o peito. Entretanto, esperar todas essas coisas nunca significou nada para os outros além de mim, e mesmo que as pessoas estejam a dizer: Estou aqui, conte comigo, só eu sei o que carrego - que vale dizer que está, e que compartilha, se no final não está e não compartilha? Me vale mais um silêncio do que a falsa esperança, e a falsa caridade. Me vale mais a solidão do que falsas companhias, e deixo o ouro na mão dos que o almejam, pois me basta apenas meus pés cansados, e o que tenho dentro de mim. Cabe a mim apenas ter a esperança de que já está tudo consumado entre os pés e contrapés da casa. Fiz o que pude e não pude, guardei a fé dentro de meu peito e distribui como a eucaristia a quem quis. O resto não me interessa.
Senhor, Tu tens tido feito o Vosso Refúgio em meu peito.
Nos velhos muros tricentenários, ainda consigo reunir as últimas forças para ver o Amado. E ao me entregar como cordeiro ao Pastor, sinto ao menos mais uma vez o Único amôr que realmente me ama sem ter adagas e pedras na mão, e sinto pela primeira vez que mesmo com todos os defeitos e falhas de minha vida, ainda tenho a minha redenção e glória. Sei que no final das contas tenho em minha alma uma grande coisa fervilhando, mas não sei o quê ou como, de qual forma ou proceder; Ponho-me defronte de um turbilhão de coisas que não sei decifrar, e apenas espero o tempo passar para entender tudo.
E toda vez que (se) sentir a dôr, respira, refrão. Acaso não sabe que a Mãe daquele que remiu o mundo olha pelo povo que come as migalhas? De certo, não é a destra do Senhor que se opera em maravilhas e salva o justo da morte? Que vida é essa, que faz os amados se degladiarem e dar a dôr em vez da esperança? Será mesmo que é isso, apenas brigar, até mesmo com quem se ama e crescer cada vez mais solitário, para depois de tudo ajeitado, vir alguém como um ladrão e dizer que sempre quis nosso bem? De fato, se a solidão nos faz bem, não nos cabe mais em sociedade ou como falsos amigos, falsos parentes, ou pequenos transeuntes de vida, que nos dão falsa força, ou falso carinho - a velha cultura do bate-e-assopra.
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sábado, 3 de agosto de 2019
Been It.
Olha só esse pôvo tôdo que se amontoa na estação, achando que a felicidade é só um estado de espírito, ou até mesmo um motivo do qual eles se orgulham. Quem diz que a vida é assim? Quem diz algo semelhante? Na vasta multidão de corpos que correm sobre a calçada, muitos sons não dizem sôm algum, no final, não importou muito: A segmentação dos sorrisos, dos corpos, das tarefas, tudo se mantém da mesma forma, mesmo que com um aspecto diferente. Tudo ainda se mantém tendo um como e porquê. Ainda existe uma explicação no ar, mesmo que em aramaico.
Fecha os olhos, dorme. Aparta-se de mim e mantém longe o que sente, pois afinal, de que adianta se deixar sangrar se o sangue pôsto como valôr não é nada? Fecha os olhos e medita, respira, segura, extende, entende - nem tudo se parece com o passado, mas os gestos afirmam o que há de acontecer, as pessoas anunciam com seus trejeitos repetitivos seus atos diferentes, porém tão em comum. Ninguém é igual a ninguém, mas o erro é mal-comum que qualquer um faz da mesma forma. E a desculpa é da mesma forma, e o perdão é da mesma forma, e a rotina é da mesma forma.
Até mesmo a dôr e o desterro que nós sentimos, é da mesma forma.
Ok, o leitor deve estar pensando: Hurrdurr, sério que é da mesma forma? Que óbvio... E, definitivamente, pelas últimas lidas aqui, é um tanto quanto necessário, mostrar a você, leitor, que nem sempre a escrita incutida deve ser tomada, há pessoas que necessitam do óbvio, e que, sim, algumas vezes, para algumas muitas pessoas, o óbvio precisa (sempre) ser dito. Não que isso me assuste, pois já me conformei com isso, mas, como a minha escrita, assim como meu canto, é para tôdos, desenvolvo minha escrita para tôdos, então, até pros que não entendem o que nada digo, nada sinto, nada faço, pretendo ou mostro, mostro me didático cada vez mais, para cada vez mais estar em acesso a quem entende, para difundir minhas idéias, ou mostrar a minha versão dos fatos, corriqueiros ou extra-sensoriais, eu consigo ouvir a grama crescer. Eu consigo ouvir a grama crescer, eu vejo arco-íris pela noite.
Não importa realmente se as coisas se encaixam, apenas devemos por algum tempo deixar suspensas, o tempo e as atitudes geraes irão dar cabo da necessidade, e incluir ou excluir de nossas vidas. No final, não importa se chove lá fora se iremos encontrar quem nos ama, ou não importa o Sol, se no salgar da pele vale o esforço de socorrer quem precisa de nós, o tempo se encarrega das explicações de forma sábia, dando a entender a coisa mais bela do mundo: Não temos o que queremos, mas sim o que precisamos (mesmo ainda que por julgar que não mereçamos isso ou aquilo).
A balança é neutra, no final nós mesmo fazemos o peso e o contra-peso da vida.
Éfeta!
Fecha os olhos, dorme. Aparta-se de mim e mantém longe o que sente, pois afinal, de que adianta se deixar sangrar se o sangue pôsto como valôr não é nada? Fecha os olhos e medita, respira, segura, extende, entende - nem tudo se parece com o passado, mas os gestos afirmam o que há de acontecer, as pessoas anunciam com seus trejeitos repetitivos seus atos diferentes, porém tão em comum. Ninguém é igual a ninguém, mas o erro é mal-comum que qualquer um faz da mesma forma. E a desculpa é da mesma forma, e o perdão é da mesma forma, e a rotina é da mesma forma.
Até mesmo a dôr e o desterro que nós sentimos, é da mesma forma.
Ok, o leitor deve estar pensando: Hurrdurr, sério que é da mesma forma? Que óbvio... E, definitivamente, pelas últimas lidas aqui, é um tanto quanto necessário, mostrar a você, leitor, que nem sempre a escrita incutida deve ser tomada, há pessoas que necessitam do óbvio, e que, sim, algumas vezes, para algumas muitas pessoas, o óbvio precisa (sempre) ser dito. Não que isso me assuste, pois já me conformei com isso, mas, como a minha escrita, assim como meu canto, é para tôdos, desenvolvo minha escrita para tôdos, então, até pros que não entendem o que nada digo, nada sinto, nada faço, pretendo ou mostro, mostro me didático cada vez mais, para cada vez mais estar em acesso a quem entende, para difundir minhas idéias, ou mostrar a minha versão dos fatos, corriqueiros ou extra-sensoriais, eu consigo ouvir a grama crescer. Eu consigo ouvir a grama crescer, eu vejo arco-íris pela noite.
Não importa realmente se as coisas se encaixam, apenas devemos por algum tempo deixar suspensas, o tempo e as atitudes geraes irão dar cabo da necessidade, e incluir ou excluir de nossas vidas. No final, não importa se chove lá fora se iremos encontrar quem nos ama, ou não importa o Sol, se no salgar da pele vale o esforço de socorrer quem precisa de nós, o tempo se encarrega das explicações de forma sábia, dando a entender a coisa mais bela do mundo: Não temos o que queremos, mas sim o que precisamos (mesmo ainda que por julgar que não mereçamos isso ou aquilo).
A balança é neutra, no final nós mesmo fazemos o peso e o contra-peso da vida.
Éfeta!
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segunda-feira, 8 de julho de 2019
Beco do Mota.
Desce com o passo apressado, aprecia a visão, segue um cortejo desconexo, com as pessoas que se comprimem e não cumprimentam, desce o Sol do Céu e tange o zênite com a morte. Morre o Céu, morre o atropelado, morre as oito horas trabalhistas, morre um pouco de tudo a cada dia. A Igreja tricentenária mantém-se imortal comparedes de taipa de pilão, sensação de paz e morte e o acobreado entrando nas narinas. Há de ser.
Quisera eu imprimir um pequeno gesto meu nas paredes e espaços que couberam no universo dessas ruas e dessas casas, desses copos e dessas garrafas, e quisera eu ser um alguém que realmente fosse de parte inteligente e interessante para alguém, quisera eu ter sido mais um dos que contestam, fazem e apeiam. Quisera eu ser o nôme que se dizem antes de dormir, linha razonal de ser alguém benquisto e bem-vindo pelas pessoas que me acercam - sabem de mim, mas não sabem acerca de mim, dizem saber de mim, mas guardam o que eu posso ter dito, ou fingem lembrar, ou lembram até onde cabem. Eles falam muito e nada dizem, eles penam muito pelos pecados ao longo da vida, eles dizem que esquecem, ou dizem o que lhês convém, sendo que o jeito é outro.
Aprendi, então, que na morte não existe fome, dor, tristeza, ou raiva. Existe a paz - que busquei minha vida tôda.
Decidi, então, deixar meu nome nos ladrilhos do triângulo, aonde ninguém (há de) sabe(r), mas quando notar, verá a minha fuligem lá, no chão, paredes, varandas, sacadas, architetura, nomeclatura e acinzentar, ali serei mais (m)eu do que serei (por) vocês. E quando nas bases sólidas dos pórticos das Igrejas ouvir o choro de quem pede o trôco, eu irei sorrir e deixar minha alma tão solta como o vento aonde os pássaros se voam para uma eternidade. Serei eu o que mais quis por mim, e pela vontade que me cabe, e deixarei escrito nas paredes o que vocês nunca quiseram ver, mas em tempo hão de encarar a realidade.
Há sangue inocente sendo derramado. Jorra-se água e vinho. Ao ler isto, será tarde demais.
Para os que achei serem meus, retiro o cargo de se encarregarem de algo, ando a perceber que faz quem quer, e ninguém tem motivo de poder incubir missões a ninguém. Ninguém é dono ou senhor de ninguém, tampouco pode se deixar preceitos ou missões post-mortem. Ninguém está nem aí pra porra nenhuma, e os poucos que estavam, agora, estão começando a deixar essa terra, e partir para novos rumos, novas histórias, e novos sentidos.
Há dias a vida deixou de ser vida.
Eu já me decidi, sem reconsideração.
Quem diz entender apenas vê a carne, e não sente o espírito, e por isso julgo de ser burrice. Julgo de ser idiota, julgo de ser digno de maldição, julgo de ser réu de morte, porque se cuida de carne, deve se cuidar de alma, de espírito de essência, não se deve limitar o cuidado na carne, pois a carne padece, mas todo cuidado dado a alma, seja por alento, alegria, ou conforto, este sim é digno de júbilo e de vero agrado a Deus, pois a alma não se corrompe ao descer da carne na terra fria. Os dias passam, e a dissimulação torna-se cada vez mais forte e visível. Em um quarto, uma pessoa chora. E no frio, a salvação não vem em forma de martírio, enquanto os corações duros reinarem.
Ao tocar o sino, cada fração minha há de deixar esse tempo e esse espaço, formando um novo local, e um novo minuto para minha existência, e aprendi (e continuo a aprender) a cada dia que passa que por mais que as pessoas digam que estão com você, não estão. Você apenas corre tão sozinho e cansado pelos caminhos sem ninguém a te dar alento, e a te dar seguridade. No final nada disso importa muito, e esta crônica de alerta social entona desabafo, e ninguém há (de ter questão) de entender.
No final, as pessoas só ganham carinho, valor ou um amôr (digno) quando morrem. Talvez seja esse o sentido: Morrer para ser (finalmente) amado de verdade.
Quisera eu imprimir um pequeno gesto meu nas paredes e espaços que couberam no universo dessas ruas e dessas casas, desses copos e dessas garrafas, e quisera eu ser um alguém que realmente fosse de parte inteligente e interessante para alguém, quisera eu ter sido mais um dos que contestam, fazem e apeiam. Quisera eu ser o nôme que se dizem antes de dormir, linha razonal de ser alguém benquisto e bem-vindo pelas pessoas que me acercam - sabem de mim, mas não sabem acerca de mim, dizem saber de mim, mas guardam o que eu posso ter dito, ou fingem lembrar, ou lembram até onde cabem. Eles falam muito e nada dizem, eles penam muito pelos pecados ao longo da vida, eles dizem que esquecem, ou dizem o que lhês convém, sendo que o jeito é outro.
Aprendi, então, que na morte não existe fome, dor, tristeza, ou raiva. Existe a paz - que busquei minha vida tôda.
Decidi, então, deixar meu nome nos ladrilhos do triângulo, aonde ninguém (há de) sabe(r), mas quando notar, verá a minha fuligem lá, no chão, paredes, varandas, sacadas, architetura, nomeclatura e acinzentar, ali serei mais (m)eu do que serei (por) vocês. E quando nas bases sólidas dos pórticos das Igrejas ouvir o choro de quem pede o trôco, eu irei sorrir e deixar minha alma tão solta como o vento aonde os pássaros se voam para uma eternidade. Serei eu o que mais quis por mim, e pela vontade que me cabe, e deixarei escrito nas paredes o que vocês nunca quiseram ver, mas em tempo hão de encarar a realidade.
Há sangue inocente sendo derramado. Jorra-se água e vinho. Ao ler isto, será tarde demais.
Para os que achei serem meus, retiro o cargo de se encarregarem de algo, ando a perceber que faz quem quer, e ninguém tem motivo de poder incubir missões a ninguém. Ninguém é dono ou senhor de ninguém, tampouco pode se deixar preceitos ou missões post-mortem. Ninguém está nem aí pra porra nenhuma, e os poucos que estavam, agora, estão começando a deixar essa terra, e partir para novos rumos, novas histórias, e novos sentidos.
Há dias a vida deixou de ser vida.
Eu já me decidi, sem reconsideração.
Quem diz entender apenas vê a carne, e não sente o espírito, e por isso julgo de ser burrice. Julgo de ser idiota, julgo de ser digno de maldição, julgo de ser réu de morte, porque se cuida de carne, deve se cuidar de alma, de espírito de essência, não se deve limitar o cuidado na carne, pois a carne padece, mas todo cuidado dado a alma, seja por alento, alegria, ou conforto, este sim é digno de júbilo e de vero agrado a Deus, pois a alma não se corrompe ao descer da carne na terra fria. Os dias passam, e a dissimulação torna-se cada vez mais forte e visível. Em um quarto, uma pessoa chora. E no frio, a salvação não vem em forma de martírio, enquanto os corações duros reinarem.
Ao tocar o sino, cada fração minha há de deixar esse tempo e esse espaço, formando um novo local, e um novo minuto para minha existência, e aprendi (e continuo a aprender) a cada dia que passa que por mais que as pessoas digam que estão com você, não estão. Você apenas corre tão sozinho e cansado pelos caminhos sem ninguém a te dar alento, e a te dar seguridade. No final nada disso importa muito, e esta crônica de alerta social entona desabafo, e ninguém há (de ter questão) de entender.
No final, as pessoas só ganham carinho, valor ou um amôr (digno) quando morrem. Talvez seja esse o sentido: Morrer para ser (finalmente) amado de verdade.
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segunda-feira, 20 de maio de 2019
Após o Amanhecer.
Enquanto ela dorme, acordo para fitar o milagre miraculoso do amôr, e a mulher que repousa em meu peito, e sinto sua respiração suave, e seu sono me segura num aceso de preguiça, pedindo um pouco mais de nós dois na cama do que a luz do Sol lá fora.
A maneira dela quando fala só é boa quando fala comigo, e o sorriso dela só brilha quando o Sol reitera-se na glória, e todos as potências celestes se inclinam para ouvir uma oratória tão forte de uma mulher tão pequena, disse Basílio de Cesaréia para Lourenço de Brindisi: "Mas quem é essa moça que dizendo pouco e desconexo, diz com a mesma força dos Hierarcas?". Dizem que o amôr é a forma mais linda de oração, e quando um amôr se sente com tôdas as máculas do côrpo, até os Santos param para ver a dedicação de um casal. De seus olhos descem lágrimas, de meu peito jorra água e vinho, de nossas bocas, nossos nomes.
Seu corpo é uma escultura, que nunca se corrompe ou suja, e seus olhos mudam de côr quando acometidos de sentimentos: Seus beijos são desencontrados, mas sincopados, e seu amôr é desenfreado, mas meu.
E isso não é comigo, ela tem todo o débito da situação, pois bem sabe ela que a doçura do mundo reside nela, e em sua loucura, por mais que se sobreponham os sentimentos, ainda sim ela fala desordenada e sem ordem do que se passa em seu coração - e mesmo que sejam três palavras, ela se basta nisso, como se aprendesse que o básico, a nível de simples e de silêncio fôsse apenas o necessário, se vale de dizer pouco ou nada para externar do mundo que se diz no coração, na mente, na alma - solta o brilho agudo musical.
O corpo nu na cama, os braços atados ao travesseiro, o busto colado ao meu, as ancas se realçando pelo contraste do Sol e o rosto sereno, de quem dorme com toda a paz do universo. Aqui dorme uma rainha. O sôm nenhum que se propaga no quarto trás a experiência da contemplação, e dado o sentido de acordar, ao se estirar na cama, o milagre da vida toma cena: Os braços que se arqueijam, os olhos que se abrem, os pés que tocam o chão, a janela que se abre, e a São Paulo nebulosa e fria.
As marcas de beijo e mordida, as lembranças boas, os segredos, a vida, os dias e as noites, os carinhos e tudo o mais que há, tudo isso, sem exceção, cabe na glória de nos sermos, nos termos, e nos vivermos. E qualquer coisa além disso soaria total loucura e diáspora se não fôsse, houvesse, ou tivesse como ser.
E de uma janela semi-secular, de um apartamento no ponto mais estimado da Nova Cidade Velha, o amôr inflamou o chão de taco de uma casa. A janta vira café da manhã, e os amantes se isolam do mundo no eleio de um abraço.
A maneira dela quando fala só é boa quando fala comigo, e o sorriso dela só brilha quando o Sol reitera-se na glória, e todos as potências celestes se inclinam para ouvir uma oratória tão forte de uma mulher tão pequena, disse Basílio de Cesaréia para Lourenço de Brindisi: "Mas quem é essa moça que dizendo pouco e desconexo, diz com a mesma força dos Hierarcas?". Dizem que o amôr é a forma mais linda de oração, e quando um amôr se sente com tôdas as máculas do côrpo, até os Santos param para ver a dedicação de um casal. De seus olhos descem lágrimas, de meu peito jorra água e vinho, de nossas bocas, nossos nomes.
Seu corpo é uma escultura, que nunca se corrompe ou suja, e seus olhos mudam de côr quando acometidos de sentimentos: Seus beijos são desencontrados, mas sincopados, e seu amôr é desenfreado, mas meu.
E isso não é comigo, ela tem todo o débito da situação, pois bem sabe ela que a doçura do mundo reside nela, e em sua loucura, por mais que se sobreponham os sentimentos, ainda sim ela fala desordenada e sem ordem do que se passa em seu coração - e mesmo que sejam três palavras, ela se basta nisso, como se aprendesse que o básico, a nível de simples e de silêncio fôsse apenas o necessário, se vale de dizer pouco ou nada para externar do mundo que se diz no coração, na mente, na alma - solta o brilho agudo musical.
O corpo nu na cama, os braços atados ao travesseiro, o busto colado ao meu, as ancas se realçando pelo contraste do Sol e o rosto sereno, de quem dorme com toda a paz do universo. Aqui dorme uma rainha. O sôm nenhum que se propaga no quarto trás a experiência da contemplação, e dado o sentido de acordar, ao se estirar na cama, o milagre da vida toma cena: Os braços que se arqueijam, os olhos que se abrem, os pés que tocam o chão, a janela que se abre, e a São Paulo nebulosa e fria.
As marcas de beijo e mordida, as lembranças boas, os segredos, a vida, os dias e as noites, os carinhos e tudo o mais que há, tudo isso, sem exceção, cabe na glória de nos sermos, nos termos, e nos vivermos. E qualquer coisa além disso soaria total loucura e diáspora se não fôsse, houvesse, ou tivesse como ser.
E de uma janela semi-secular, de um apartamento no ponto mais estimado da Nova Cidade Velha, o amôr inflamou o chão de taco de uma casa. A janta vira café da manhã, e os amantes se isolam do mundo no eleio de um abraço.
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domingo, 7 de abril de 2019
Rock, Baby, Rock.
A garôta não existe mais.
"É invenção do vento", disseram-me êles, assentados sobre os tamboretes, apesar de poucas vozes ouvirem e muitos ouvidos falarem. E ninguém quer saber se muito ou se pouco, apenas quer saber e ir atrás do que convém. E eu, fiquei para escanteio, fiquei para depois, deixei para outro dia, empacotei e quis saber se dá pra entregar ao remetente.
Ah, coração traiçoeiro, que bate e bate e não chega em compasso sincopado. Te orienta!
Talvez até estivessem certo, eles. Afinal, nem eu botei fé, e com os ombros cansados contra a maré, hoje me deixei ser um da correnteza, e ao parar de reter, não sinto mais a vontade de entender, de fazer saber, tampouco de fazer a vontade prevalecer. Quero agora é ganhar no grito, quero é bater na cara, e gritar mais, quero e tudo de cerveja, de skol. Quero é ver a geral piar e apoiar na arquibancada meu alvinegro, e voltar para os pontos riscados no chão de Seo Fábio, e lembrar o nome de tôdos os boiadeiros, para me valer daquela antiga reza para quem me acompanha. Quero é ver meu nome no Céu, e não aceito menos que isso. Quero tudo o que reneguei, porque isso não mais me valeu, o Céu sobre minha cabeça não tem mais heróis. Apenas pessoas iguais a mim, que quanto mais as chamo, mais parecem longe, distantes, inóquas ao que digo - e mesmo eu falando latim, elas inda sim não me entendem.
Sorria, enxuga as lágrimas, recusa a porta e estreita e vai viver, guarda a pérola e vae viver, que a vida é boa, e os deuses sorriem ao teu favôr.
Quero emagrecer para entrar na calça de baile, quero a bota engraxada e a camisa engomada, tirar a barba e cortar o cabelo em três pôntas. Quero os anos de Start de volta, e as coca-com-montilla, as meninas de saiota e fred perry, botinha e riso maldoso, quero as andadas atrás do boteco mais barato, e o riso aberto, imortal, isecular, que nunca vai morrer, e vai se gravar na coxa das moças e no fígado dos amigos, quero tudo que me cabe por direito, e mais além: Quero que calem-se as bocas, e que se entendam os sonhos. Quero a vida por vida, a minha vida por direito - que ninguém nunca toma, rouba, fere ou mata. Quero o gemido louco e desenfreado de gozo, quero tudo aquilo que me foi prometido e mais do que foi, e dessa vez não me dou o direito de dividir, quero para mim, e para minha tumba, pois se muitos juraram sobre ela, nela habitarei e nela tudo o que for meu por excelsa garantia, lá estará - pegará quem quer, sobreviverá quem eu deixar. Eu sou o vento.
Deixo minha humildade a quem se inteirar da verdade, e meu matulo a quem quiser carregar pedras, meu paladar para quem quiser comer sal, e minha alma para quem quiser contemplar Deus. Deixo minha vida para quem quiser bater de frente com o inefã, e deixo meu segredo ao Prometido, pois só Ele tem direito disso, como acordado na Ceia Mística, e as garôtas deixo minha motriz sexual, para que quando alguém as tocar, seja eu o primeiro, intermediário e último pensamento. E de menos, deixo meu afago a tôdos os caninos da rua, e quem quiser me sentir, vai me achar no Centro Velho, ali na São João e Barão, nos botecos, nas lojas de discos, nos sorrisos, e tudo mais que de bom e infinito que houver.
Eu quero o aboio de meus avôs nordestinos, tão amados, estimados, queridos e amados como todo o povo da Correntina! A benção, Vô Francisco, A benção, Rainha Dona Antônia!
Eu quero o que é meu por direito, só que dessa vez eu vou mandar buscar.
"É invenção do vento", disseram-me êles, assentados sobre os tamboretes, apesar de poucas vozes ouvirem e muitos ouvidos falarem. E ninguém quer saber se muito ou se pouco, apenas quer saber e ir atrás do que convém. E eu, fiquei para escanteio, fiquei para depois, deixei para outro dia, empacotei e quis saber se dá pra entregar ao remetente.
Ah, coração traiçoeiro, que bate e bate e não chega em compasso sincopado. Te orienta!
Talvez até estivessem certo, eles. Afinal, nem eu botei fé, e com os ombros cansados contra a maré, hoje me deixei ser um da correnteza, e ao parar de reter, não sinto mais a vontade de entender, de fazer saber, tampouco de fazer a vontade prevalecer. Quero agora é ganhar no grito, quero é bater na cara, e gritar mais, quero e tudo de cerveja, de skol. Quero é ver a geral piar e apoiar na arquibancada meu alvinegro, e voltar para os pontos riscados no chão de Seo Fábio, e lembrar o nome de tôdos os boiadeiros, para me valer daquela antiga reza para quem me acompanha. Quero é ver meu nome no Céu, e não aceito menos que isso. Quero tudo o que reneguei, porque isso não mais me valeu, o Céu sobre minha cabeça não tem mais heróis. Apenas pessoas iguais a mim, que quanto mais as chamo, mais parecem longe, distantes, inóquas ao que digo - e mesmo eu falando latim, elas inda sim não me entendem.
Sorria, enxuga as lágrimas, recusa a porta e estreita e vai viver, guarda a pérola e vae viver, que a vida é boa, e os deuses sorriem ao teu favôr.
Quero emagrecer para entrar na calça de baile, quero a bota engraxada e a camisa engomada, tirar a barba e cortar o cabelo em três pôntas. Quero os anos de Start de volta, e as coca-com-montilla, as meninas de saiota e fred perry, botinha e riso maldoso, quero as andadas atrás do boteco mais barato, e o riso aberto, imortal, isecular, que nunca vai morrer, e vai se gravar na coxa das moças e no fígado dos amigos, quero tudo que me cabe por direito, e mais além: Quero que calem-se as bocas, e que se entendam os sonhos. Quero a vida por vida, a minha vida por direito - que ninguém nunca toma, rouba, fere ou mata. Quero o gemido louco e desenfreado de gozo, quero tudo aquilo que me foi prometido e mais do que foi, e dessa vez não me dou o direito de dividir, quero para mim, e para minha tumba, pois se muitos juraram sobre ela, nela habitarei e nela tudo o que for meu por excelsa garantia, lá estará - pegará quem quer, sobreviverá quem eu deixar. Eu sou o vento.
Deixo minha humildade a quem se inteirar da verdade, e meu matulo a quem quiser carregar pedras, meu paladar para quem quiser comer sal, e minha alma para quem quiser contemplar Deus. Deixo minha vida para quem quiser bater de frente com o inefã, e deixo meu segredo ao Prometido, pois só Ele tem direito disso, como acordado na Ceia Mística, e as garôtas deixo minha motriz sexual, para que quando alguém as tocar, seja eu o primeiro, intermediário e último pensamento. E de menos, deixo meu afago a tôdos os caninos da rua, e quem quiser me sentir, vai me achar no Centro Velho, ali na São João e Barão, nos botecos, nas lojas de discos, nos sorrisos, e tudo mais que de bom e infinito que houver.
Eu quero o aboio de meus avôs nordestinos, tão amados, estimados, queridos e amados como todo o povo da Correntina! A benção, Vô Francisco, A benção, Rainha Dona Antônia!
Eu quero o que é meu por direito, só que dessa vez eu vou mandar buscar.
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domingo, 24 de março de 2019
Waiting In Vain.
Ela tinha um cheiro incrível, Deus sabe mais que eu. Descia-se de sua cabeça fios enrolados, de mística e vera sorte que podiam ser chamados de cabelo - juba de um leão suntuoso, e apregoavam de suas orelhas um par de brincos, que realçavam das sardas em seu rôsto, boca pequena, riso riste, número dela. Era de tôdo pequena, cintura fina, e gestos módicos, mas como um cais, parecia grande para que houvesse em si sentimento. Tinha gestos de quem vivia só, mas que se soltava a conversar se você estivesse disposto.
Talvez fôsse ela a maior definição de estar só no mar de gente, e talvez fôsse por isso que tudo aconteceu; Foi ali que os Céus tôdos caíram: Ao sentir o cheiro da pele, um leve aroma de infância, e quando dijunto a pele, não pude raciocinar muito e efetuei o disparo contido na boca que procurou a sua - definitivamente estava lá (eu) de coração e chaga aberta; E de fato, como nunca pude ser meio, fui tôdo para ela, e deixei as demais coisas suspensas no ar.
Sinceramente, não me importei da Quaresma, nem do carnaval, nem da chuva, nem de nada, era apenas necessário ter você nos meus braços, e sentir seu corpo contra o meu, e era mais do que importante você ter percebido todas as coisas que foram incluídas em silêncio no pacote, que só sabe quem ama: Dos sacrifícios, cabe apenas quem faz e quem sente, senão, não tem porquê. De tudo, quero guardar apenas o sôm dos sinos, o turvar feliz, o gôsto bôm na bôca, e de sorrisos, apenas. De todo o resto me esvaneço e caio de novo na ávida multidão, e no primeiro eu paro, no segundo eu fico, e no terceiro eu caio. Não penso mais no que há de acontecer, só penso que no final isso tem que valer muito a pena. No final, só quero levar alegria a todos os corações - de tiro, riso ou morte.
Kyrie, Elesion.
Não devo dizer que estou bem, os meus pilares já estão sabendo, e os amigos próximos estão me dando um Hovercraft(TM) maravilhoso, mas, o rebento do meu peito ainda é maior, e por hora, não me sinto afã em olhar a janela, e nem ver o Sol no frio. Zécão está aí, fazendo seu papel, e a vida vai se encaminhando, mas, não consigo deixar algumas coisas passarem tão rápido; A peneira mental me força lembrar a cada cinco minutos do que mais queria esquecer agora: Cada sorriso, abraço, beijo, turvor, suspiro, mordida, palavra, segredo, mão-a-mão, afago, cada cena dessas vem a minha mente agora, contrastado com o que não faz sentido, e me deixa atordoado, tentando entender o que não entendo, e estando a dizer o que não consigo conjugar, e a esperar uma resposta que possívelmente não terei. Hoje não teve música para dormir porque nem dormir se dormiu.
Kyrie, Eleison.
Eu espero que o vento não se importe se eu disseminar umas palavras tortas aqui, que se doam os ouvidos, mas que lavam a alma, mas eu só sei dizer que tôda tristeza padece de um momento, e tôdo momento dura uma parte, e depois não há de doer mais, fica apenas a cicatriz, apenas um sorriso disseminado no ar, trastejado com a lágrima que eu não quis te dar o prazer de ver, e quanto as flôres do jardim que eu queria que você visse, irei arrancar uma-por-uma, pois nenhuma delas se equiparou a sua beleza - mais além - as flôres crescem e se desenvolvem, a terra se realoca, e fica o sentimento, e a mim na ventania. E nada realmente importa, não é mesmo? As coisas já estão arrumadas, e meu coração pesa. Meu sorriso não tange a aparecer, porque realmente rir agora seria desrespeitoso e inútil: A minha definição de alegria se atristejou, e agora está indo embora por aquela porta...
Kyrie, Eleison.
Quanto a mim, não se cabe em dias, ou medida de têmpo, cabe apenas orar, meditar, e esperar, fazer as coisas como sempre fiz, e com o têmpo esperar o plano de Deus se acertar, ver as coisas se encaminhar, e fazer o bêm, olhar para os meus, e esperar por aquilo que desconheço. Cabe a mim, apenas lembrar sem tristeza, mas com o amôr natimorto, amôr esse que foi todo guardado para você. E estará.
Deixo os meus discos falarem por mim, e as músicas sonarem por mim, as pessoas próximas agirem, nos Céus deixo o meu sentimento, e para os que cingirem meu rosto, não verão minhas lágrimas, e nem meu riso, me verão como sempre viram. Minha alma ainda aboia em momentos do dia, e meus olhos transporão para as minhas mãos os sentidos de ver a alma de cada um, e quando eu deitar minha cabeça na campa fria, sentirei em mim todos os sentidos do mundo, sem medo de saber o que há por vir, ter, ou fazer. Quando a vida estiver pronta, arrumarei minhas malas e pegarei o primeiro trem para as terras da Correntina, e lá, haverá um aboio para fazer, uma maia pra deitar, um gai pra acender. Em algum lugar, o seu sorriso ainda será o meu maior prazer, mas em algum lugar, sentirei sua falta mais do que agora.
Talvez fôsse ela a maior definição de estar só no mar de gente, e talvez fôsse por isso que tudo aconteceu; Foi ali que os Céus tôdos caíram: Ao sentir o cheiro da pele, um leve aroma de infância, e quando dijunto a pele, não pude raciocinar muito e efetuei o disparo contido na boca que procurou a sua - definitivamente estava lá (eu) de coração e chaga aberta; E de fato, como nunca pude ser meio, fui tôdo para ela, e deixei as demais coisas suspensas no ar.
Sinceramente, não me importei da Quaresma, nem do carnaval, nem da chuva, nem de nada, era apenas necessário ter você nos meus braços, e sentir seu corpo contra o meu, e era mais do que importante você ter percebido todas as coisas que foram incluídas em silêncio no pacote, que só sabe quem ama: Dos sacrifícios, cabe apenas quem faz e quem sente, senão, não tem porquê. De tudo, quero guardar apenas o sôm dos sinos, o turvar feliz, o gôsto bôm na bôca, e de sorrisos, apenas. De todo o resto me esvaneço e caio de novo na ávida multidão, e no primeiro eu paro, no segundo eu fico, e no terceiro eu caio. Não penso mais no que há de acontecer, só penso que no final isso tem que valer muito a pena. No final, só quero levar alegria a todos os corações - de tiro, riso ou morte.
Kyrie, Elesion.
Não devo dizer que estou bem, os meus pilares já estão sabendo, e os amigos próximos estão me dando um Hovercraft(TM) maravilhoso, mas, o rebento do meu peito ainda é maior, e por hora, não me sinto afã em olhar a janela, e nem ver o Sol no frio. Zécão está aí, fazendo seu papel, e a vida vai se encaminhando, mas, não consigo deixar algumas coisas passarem tão rápido; A peneira mental me força lembrar a cada cinco minutos do que mais queria esquecer agora: Cada sorriso, abraço, beijo, turvor, suspiro, mordida, palavra, segredo, mão-a-mão, afago, cada cena dessas vem a minha mente agora, contrastado com o que não faz sentido, e me deixa atordoado, tentando entender o que não entendo, e estando a dizer o que não consigo conjugar, e a esperar uma resposta que possívelmente não terei. Hoje não teve música para dormir porque nem dormir se dormiu.
Kyrie, Eleison.
Eu espero que o vento não se importe se eu disseminar umas palavras tortas aqui, que se doam os ouvidos, mas que lavam a alma, mas eu só sei dizer que tôda tristeza padece de um momento, e tôdo momento dura uma parte, e depois não há de doer mais, fica apenas a cicatriz, apenas um sorriso disseminado no ar, trastejado com a lágrima que eu não quis te dar o prazer de ver, e quanto as flôres do jardim que eu queria que você visse, irei arrancar uma-por-uma, pois nenhuma delas se equiparou a sua beleza - mais além - as flôres crescem e se desenvolvem, a terra se realoca, e fica o sentimento, e a mim na ventania. E nada realmente importa, não é mesmo? As coisas já estão arrumadas, e meu coração pesa. Meu sorriso não tange a aparecer, porque realmente rir agora seria desrespeitoso e inútil: A minha definição de alegria se atristejou, e agora está indo embora por aquela porta...
Kyrie, Eleison.
Quanto a mim, não se cabe em dias, ou medida de têmpo, cabe apenas orar, meditar, e esperar, fazer as coisas como sempre fiz, e com o têmpo esperar o plano de Deus se acertar, ver as coisas se encaminhar, e fazer o bêm, olhar para os meus, e esperar por aquilo que desconheço. Cabe a mim, apenas lembrar sem tristeza, mas com o amôr natimorto, amôr esse que foi todo guardado para você. E estará.
Deixo os meus discos falarem por mim, e as músicas sonarem por mim, as pessoas próximas agirem, nos Céus deixo o meu sentimento, e para os que cingirem meu rosto, não verão minhas lágrimas, e nem meu riso, me verão como sempre viram. Minha alma ainda aboia em momentos do dia, e meus olhos transporão para as minhas mãos os sentidos de ver a alma de cada um, e quando eu deitar minha cabeça na campa fria, sentirei em mim todos os sentidos do mundo, sem medo de saber o que há por vir, ter, ou fazer. Quando a vida estiver pronta, arrumarei minhas malas e pegarei o primeiro trem para as terras da Correntina, e lá, haverá um aboio para fazer, uma maia pra deitar, um gai pra acender. Em algum lugar, o seu sorriso ainda será o meu maior prazer, mas em algum lugar, sentirei sua falta mais do que agora.
sábado, 23 de março de 2019
Apenas Um Rapaz Latino-Americano.
...E foi embora junto com a blusa, foi embora junto com o sorriso, e com a vontade de mais uma vez ir ver as flôres daquele jardim, e foi embora como muitas vezes foi embora. Foi de mim que saiu a virtude de continuar a viver. Pensando bem, saiu de mim o início para sair dali o fim.
Em cada altar do meu coração em que ergui um altar para você, eu vou o demolir, e para cada oração que fiz por nós dois, abrirei meus braços pedindo a verdade aos Céus, e para cada sorriso inocente, deixo uma Luz que incandeia na estrada, e para cada dôr, aprenderei a lidar, como sempre tive que lidar, e deixar mais um rastro de conhecimento para ninguém, mais uma gama de planos jogados ao vento, casa que foi planejada na areia fofa, e sonho que nao vou sonhar mesmo.
O sôm dos sinos é aonde guarda a minha verdade. É onde nunca deixei de ser meu.
Dona Antônia, que falta me faz. Seus 89 anos batidos nos meus (quase) 27 iriam ter a regula certa do que fazer neste momento. Sua mão, tão sôfrega e torta na minha, durante o Ofício, me diria algo que me faria pensar melhor, meditar, considerar, ou ao menos olhar ao meu redor e me desafogar daqui. Véa, a vida anda sendo pesada e dificultosa, não venho me mantendo, e sinto cada vez mais das dôres que lhe dizia. Ouvir sua voz agora seria mais que bálsamo, mas o melhor presente de aniversário. E por mais que eu saiba dos "ricos que pisam nos pobres", e os "bem-aventurados os humilhados", e "fazer seu melhor e esperar, pois tudo tem seu tempo e sua vez", mas, franciscanismos a parte, minha Véa, quando vai chegar a minha vez? Quando minha chaga irá fechar?
Percebo, mais uma, mil, vinte mil vezes, que ainda me entrego, e não me reservo, ainda sou temporão em tudo que faço, e mantenho meu melhor. Percebo mais ainda, que as pessoas nos olham como peso de prumo, e nunca como pessoas que sentem, olham, falam, e por isso nos tratam com objetificação, daí, consigo somente pautar a tristeza dessas linhas assim. Talvez Dona Jorgina estivesse certa em algunas aspectos. Alguns.
Eu só queria dizer nesta crônica de desabafo que meu peito dói, mas, que não vou seguir sorrindo. Minha fé ainda me ajuda a seguir, como a todos acontece, mas, hoje em diante me reservarei mais, voltando a ser aquela isolada, vulcão inativo, perdido no oceânico, que quase ninguém sabe que existe. E que a meta pra esse ano, não é mais chorar (lágrima última que foi derramada hoje), e sim rezar, pensar, e entender os planos de Deus para hoje - e sempre; Afinal, fui eu mesmo que pedi na oração de sempre: "E Que eu só leve alegria a tôdos os corações", não é mesmo? Então, que assim seja.
De resto, que o têmpo flua. - Que as lindas garôtas ouvirem, e que o Céus turvem ao meu favôr.
Kyrie, Eleison.
Em cada altar do meu coração em que ergui um altar para você, eu vou o demolir, e para cada oração que fiz por nós dois, abrirei meus braços pedindo a verdade aos Céus, e para cada sorriso inocente, deixo uma Luz que incandeia na estrada, e para cada dôr, aprenderei a lidar, como sempre tive que lidar, e deixar mais um rastro de conhecimento para ninguém, mais uma gama de planos jogados ao vento, casa que foi planejada na areia fofa, e sonho que nao vou sonhar mesmo.
O sôm dos sinos é aonde guarda a minha verdade. É onde nunca deixei de ser meu.
Dona Antônia, que falta me faz. Seus 89 anos batidos nos meus (quase) 27 iriam ter a regula certa do que fazer neste momento. Sua mão, tão sôfrega e torta na minha, durante o Ofício, me diria algo que me faria pensar melhor, meditar, considerar, ou ao menos olhar ao meu redor e me desafogar daqui. Véa, a vida anda sendo pesada e dificultosa, não venho me mantendo, e sinto cada vez mais das dôres que lhe dizia. Ouvir sua voz agora seria mais que bálsamo, mas o melhor presente de aniversário. E por mais que eu saiba dos "ricos que pisam nos pobres", e os "bem-aventurados os humilhados", e "fazer seu melhor e esperar, pois tudo tem seu tempo e sua vez", mas, franciscanismos a parte, minha Véa, quando vai chegar a minha vez? Quando minha chaga irá fechar?
Percebo, mais uma, mil, vinte mil vezes, que ainda me entrego, e não me reservo, ainda sou temporão em tudo que faço, e mantenho meu melhor. Percebo mais ainda, que as pessoas nos olham como peso de prumo, e nunca como pessoas que sentem, olham, falam, e por isso nos tratam com objetificação, daí, consigo somente pautar a tristeza dessas linhas assim. Talvez Dona Jorgina estivesse certa em algunas aspectos. Alguns.
Eu só queria dizer nesta crônica de desabafo que meu peito dói, mas, que não vou seguir sorrindo. Minha fé ainda me ajuda a seguir, como a todos acontece, mas, hoje em diante me reservarei mais, voltando a ser aquela isolada, vulcão inativo, perdido no oceânico, que quase ninguém sabe que existe. E que a meta pra esse ano, não é mais chorar (lágrima última que foi derramada hoje), e sim rezar, pensar, e entender os planos de Deus para hoje - e sempre; Afinal, fui eu mesmo que pedi na oração de sempre: "E Que eu só leve alegria a tôdos os corações", não é mesmo? Então, que assim seja.
De resto, que o têmpo flua. - Que as lindas garôtas ouvirem, e que o Céus turvem ao meu favôr.
Kyrie, Eleison.
sexta-feira, 22 de março de 2019
Runaway.
Ela acorda, revira na cama com as mantas apregoadas ao côrpo, o cheiro de dormida e o Sol quarando seu côrpo. Alguém abriu a janela antes que ela despertasse: Está na hora. É mais um dia aonde tudo que não poderia, pode, e o que pode, há de ser mais ainda.
Ela levanta, toma banho, o velho novo cheiro de dormida dá lugar ao cheiro de sabonete, e a avenca que depois perfuma o restante. Escolhe qualquer roupa, e sai para o primeiro ponto. Senta-se, lê, predica, e vê, labora - os sorrisos denunciam as ações, e mesmo que ela não queira, corações grandes machucam grandemente. Não, não quebre um oldre de barro, menina. Não o jogue fora. Sorrisos carregados de olhares vagam pela cátedra onde o púrpuro rosa reina. A voz que acalma e atiça, é a que peçonha; Um bocadiho não faz mal, mas mais mal faz do que mal pouco. Ninguém sabe, ninguém vê - a Deus tudo vê. Por quanto tempo rondaras a essas noites vazias? Até onde a estrada vai dar para você (não) ser do jeito que é?
Ele deitado, tenta-se levantar, lê, olha, ora. Respostas demoradas, descompassadas, anos inteiros jogados no lixo dos dias. Ossos que doem. Imagens que fitam, testemunhas do que se passam na carne e alma, no pescoço um voto, no coração uma certeza, na cabeça um falso brilhante. Uma música gira na cabeça, e os olhos turvam. Do outro lado da cidade, a segunda parte da libra pesa de uma forma inacreditável, aqui, apenas se levanta para acender uma vela. Eia a candeia.
De um lado a oração, do outro a ação.
O silêncio que permeia é o veneno dos pensamentos, e o silêncio que permeia é a ausência. Pode estar fazendo como não está, o cheiro da avenca está se disseminando no ar, no riso, no cheiro, no beijo, no caxangá, e a falta do ar o corrompe, eles falam de amôr e Tarrasca Guidón, Marian.
É tudo o som das guitarradas no ar, ela brinca de amôr enquanto o escapamento solta fumaça no ar, e enquanto a garôa cai, há um beijo sem um casal, e um abraço incompleto - nada é (tão) real. A ausência da resposta evidência algo na mente, e mesmo que não se entenda, lá no fundo se sabe, a respiração afundada embaixo da água quente. E que evangelho é esse que a própria igreja não leva aos que necessitam, e que Deus sabe da verdade, e que beijos são esse que matam a cada íngua boca-a-boca, e que dôr é essa que não dói em mal algum? E que pôvo é esse que por carregar o dinheiro acha que a tudo pode, a tudo faz, e tão impune faz? Que síndrome de Oséias é essa ao povo, e que chaga é essa que nunca fecha, só aumenta e corrói? Que me faz isso que me corrói? Que me corrói.
Eles falam de um amôr impossível, e pregam uma realidade falsa, e rezam sem rezar, dizendo que estão certos, mas quando deitam a cabeça no travesseiro sabem que não estão, nunca estiveram, e mesmo quando estimarem saber algo sobre o que "pregam" nunca saberão, a avenca some do alvo corpo, já com cheiro de alguém, e um sorriso vazio no corpo esmaecido de outro cheiro - agora marinho, e nada é real, ELES FALAM DE AMÔR QUE MORREU, e das coisas do Céu, mulher. Descem pelo Rossio em canções lindas que só cortam um coração pesoroso. Isso de dizer em exaltação já cansou, e ele olha pela janela imaginando como era ser marrom. Ela olha pela janela, e pensa se amanhã de manhã será o mesmo ou outra coisa nova, uma nova atração, um novo a descobrir, e as estrêlas somem sem dizer se é a chua que arma, ou se no brumeio da tarde cai o Céu.
Você pode me dizer, Abba, se as coisas que predico são tão reais quanto as vejo, ou se tudo aquilo que finca em minha mente deveria morrer comigo, e eu deveria adentrar nessa caravana aonde não me reconheço, nem me pertenço, mas vejo cada vez mais que tenta me englobar - eu não vou deixar de ser meu, mas peço a Deus que a ávida multidão não me veja com essas armas de malícia. Que essa multidão, ao me tocar, não me macule como eu não tirarei deles o direito de se pertencerem. Que eu passe invisível e intocável a tudo o que não for Luz próximo de mim.
...E que eu só leve alegria a todos os corações, Amén.
Ela levanta, toma banho, o velho novo cheiro de dormida dá lugar ao cheiro de sabonete, e a avenca que depois perfuma o restante. Escolhe qualquer roupa, e sai para o primeiro ponto. Senta-se, lê, predica, e vê, labora - os sorrisos denunciam as ações, e mesmo que ela não queira, corações grandes machucam grandemente. Não, não quebre um oldre de barro, menina. Não o jogue fora. Sorrisos carregados de olhares vagam pela cátedra onde o púrpuro rosa reina. A voz que acalma e atiça, é a que peçonha; Um bocadiho não faz mal, mas mais mal faz do que mal pouco. Ninguém sabe, ninguém vê - a Deus tudo vê. Por quanto tempo rondaras a essas noites vazias? Até onde a estrada vai dar para você (não) ser do jeito que é?
Ele deitado, tenta-se levantar, lê, olha, ora. Respostas demoradas, descompassadas, anos inteiros jogados no lixo dos dias. Ossos que doem. Imagens que fitam, testemunhas do que se passam na carne e alma, no pescoço um voto, no coração uma certeza, na cabeça um falso brilhante. Uma música gira na cabeça, e os olhos turvam. Do outro lado da cidade, a segunda parte da libra pesa de uma forma inacreditável, aqui, apenas se levanta para acender uma vela. Eia a candeia.
De um lado a oração, do outro a ação.
O silêncio que permeia é o veneno dos pensamentos, e o silêncio que permeia é a ausência. Pode estar fazendo como não está, o cheiro da avenca está se disseminando no ar, no riso, no cheiro, no beijo, no caxangá, e a falta do ar o corrompe, eles falam de amôr e Tarrasca Guidón, Marian.
É tudo o som das guitarradas no ar, ela brinca de amôr enquanto o escapamento solta fumaça no ar, e enquanto a garôa cai, há um beijo sem um casal, e um abraço incompleto - nada é (tão) real. A ausência da resposta evidência algo na mente, e mesmo que não se entenda, lá no fundo se sabe, a respiração afundada embaixo da água quente. E que evangelho é esse que a própria igreja não leva aos que necessitam, e que Deus sabe da verdade, e que beijos são esse que matam a cada íngua boca-a-boca, e que dôr é essa que não dói em mal algum? E que pôvo é esse que por carregar o dinheiro acha que a tudo pode, a tudo faz, e tão impune faz? Que síndrome de Oséias é essa ao povo, e que chaga é essa que nunca fecha, só aumenta e corrói? Que me faz isso que me corrói? Que me corrói.
Eles falam de um amôr impossível, e pregam uma realidade falsa, e rezam sem rezar, dizendo que estão certos, mas quando deitam a cabeça no travesseiro sabem que não estão, nunca estiveram, e mesmo quando estimarem saber algo sobre o que "pregam" nunca saberão, a avenca some do alvo corpo, já com cheiro de alguém, e um sorriso vazio no corpo esmaecido de outro cheiro - agora marinho, e nada é real, ELES FALAM DE AMÔR QUE MORREU, e das coisas do Céu, mulher. Descem pelo Rossio em canções lindas que só cortam um coração pesoroso. Isso de dizer em exaltação já cansou, e ele olha pela janela imaginando como era ser marrom. Ela olha pela janela, e pensa se amanhã de manhã será o mesmo ou outra coisa nova, uma nova atração, um novo a descobrir, e as estrêlas somem sem dizer se é a chua que arma, ou se no brumeio da tarde cai o Céu.
Você pode me dizer, Abba, se as coisas que predico são tão reais quanto as vejo, ou se tudo aquilo que finca em minha mente deveria morrer comigo, e eu deveria adentrar nessa caravana aonde não me reconheço, nem me pertenço, mas vejo cada vez mais que tenta me englobar - eu não vou deixar de ser meu, mas peço a Deus que a ávida multidão não me veja com essas armas de malícia. Que essa multidão, ao me tocar, não me macule como eu não tirarei deles o direito de se pertencerem. Que eu passe invisível e intocável a tudo o que não for Luz próximo de mim.
...E que eu só leve alegria a todos os corações, Amén.
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terça-feira, 19 de março de 2019
I Need Sleep.
A verdade é uma só, nós nos perdemos ao longo do têmpo. Usamos uns aos outros como régua, mas não temos vontade de entender/ser/carregar o fardo alheio, muito menos dividir, tampouco olhar com misericórdia.
Por mais que me assemelho ao pensamento do homem rapper da zona sul, ora as vezes me alterno, sabendo dentro de mim que a natureza humana se corrompeu ao longo dos anos, e nem de perdição foi, foi é de maldade, de se corromper, de entender que se valendo da carne, cede a desejos temporãos, nos tirando da pureza e caminhando nossas estradas para rumos de lama. O mal existe. O mau também, mas nós contribuímos para nosso estado de caos, também.
Olhemos um pouco para cada um de nós, e tiremos o véu dos rostos, descobrindo-nos e deixando nos ser descobertos, amando e sendo amados. E que os muitos que nos enxergam, nos olhem como somos, e os que nos abraçam e tangem nossa vida, nos amem pelo que somos. Sem máscaras, sem enganos, erros ou incertezas, mostrando nossas chagas, cicatrizes, sorrisos e cabelos ao vento - quem está conosco, durante os dias que nos permeiam, irá nos amar pelo que carregamos no peito, porque nosso coração vale mais do que temos no bolso, e nossa vida vale mais que nosso celular, e nosso sorriso vale mais que um relatório, e nossas esperanças vale mais do que qualquer renegação. Sim, eu creio e abençoo meu pôvo. Ainda vocês Serão Reis, ainda vocês Serão Profetas, e terão cheiro de jasmins sobre a cabeça, e avenca sobre o corpo. Mal nenhum teme meu povo pois na frente do cortejo caminha o Cordeiro Imaculado, de lado transpassado, e sorriso brejeiro, tranquilo tranquilo, muito natural, muito lindo, assentado no colo da Matrona, que carinha seu pêlo de lã alva. E por onde vamos, assentam sobre nós tão miraculosa figura do Ventre Belo e seu Rebento.
Ainda sim, desejo aos meus amigos que não se rendem e enfrentem a face concretada dos senhores com um sorriso, desarmando todas as pessôas que encontrarem ao caminho e que só levem alegria a todos os corações, e me desejo que as coisas melhorem gradativamente, sem precisar explicar e entender, deixando o ciclo do universo agir e no mirar das situações, criar aquilo que me compete por direito.
Ainda sim, desejo aos meus amigos que não se rendem e enfrentem a face concretada dos senhores com um sorriso, desarmando todas as pessôas que encontrarem ao caminho e que só levem alegria a todos os corações, e me desejo que as coisas melhorem gradativamente, sem precisar explicar e entender, deixando o ciclo do universo agir e no mirar das situações, criar aquilo que me compete por direito.
Desejo a felicidade de uma vida sem fim para quem se encontra no fôlego final, faltando pouco, se segurando aqui por um ou dois motivos. Desejo que o Céu seja a rampa de ânimo para quem bate o queixo contra o asfalto quente. Que ao olhar as nuvens nos lembramos da calmaria de tempos felizes, e a felicidade impere sôbre nós.
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sexta-feira, 15 de março de 2019
Caravan.
(I)
Alguém está me chamando por diante de minha caravana
Não consigo ver seu rôsto, mas seu sorriso me acalma
Quero lhe encontrar
Preciso lhe falar...
Os flashs da rua movimentada,
irá pretender me separar?
Um perfume esvanece no vento
você já passou aqui então? Antes ou depois de mim?
O vento bate forte contra o meu amôr
Trovões se apregoaram - chove lá fora, bem sei.
A multidão deve passar por mim
Devo eu debandar dessa caravana?
Minha amada está além de mim
(as questões me passam solfejando)
Devo eu ficar nesta caravana?
(II)
Levaram-me embora - tomaram minhas mãos
Chorei sorrindo alegrias, frias como a campa larga
Sobrou-me apenas o Céu, penou-me a terra míngua
Aonde você dorme, acorda, e a incógnita permanece
Onde você se esconde nesse mar de gêntes
Por quê não te encontro?
Nada parece tão certo quanto sua existência
Nada parece tão errado quando não te conhecer
Todas as ruas sabem você
Todos os ventos te abraçam
E eu te espero; Padeço; Despeço; Esqueço; Desapareço.
E é bem provável que você não me veja
Ou esvaneça - não interessa nada
São todos erros meus,
são todos grilos meus
são todos pesos meus.
É tudo culpa minha, e eu não estou afã
Apenas pensativo; Álias, êste problema é seu.
Se cuide e boa noite - sinto sua falta
Corre pros meus braços, é tudo culpa minha
Deita-te do meu lado, e não diz nada, palavra alguma.
Coisa alguma.
Tudo se transformou, tudo se refez.
(III)
Qual terrível sina no peito da dor,
faz-se criança pra fugir da dor
Corre para seu leito na clausura do têmpo
Se isola do mundo pois o amôr dói nos ossos
Ninguém pode sentir
Os Céus (não) irão turvar
Os anjos irão chorar
Acorda para trabalhar diante de toda essa dôr
Sorri para o resto da vida
Dói, mas vai passar(?)
Segue a nau de gêntes, sorri mais um pouco
Bebe que isso passa, logo vai mudar
O cheiro vai perseguir os têmpos de sua alma
O AGNI PARTHENE!
Tem pêna de mim
Se a Cruz pesada fôr, me ajude a prosseguir
Cuide de tudo o que tenho, ajude-me a sentir
O que carrego no peito: Tenho, fui e sou.
E de tôdas as dôres, forma-me a ser quem sou
Quebra-me no meio, e restaura meu valôr
Pelos azuis mares, navios caem e morrem
Deus Vos Salve muher, cujo beijo é ignóbil
Se tens que me deixar, que sejas bem feliz
Aquela que nunca conheci a fio-de-espada
Nesta vida eu ainda vou te amei.
Alguém está me chamando por diante de minha caravana
Não consigo ver seu rôsto, mas seu sorriso me acalma
Quero lhe encontrar
Preciso lhe falar...
Os flashs da rua movimentada,
irá pretender me separar?
Um perfume esvanece no vento
você já passou aqui então? Antes ou depois de mim?
O vento bate forte contra o meu amôr
Trovões se apregoaram - chove lá fora, bem sei.
A multidão deve passar por mim
Devo eu debandar dessa caravana?
Minha amada está além de mim
(as questões me passam solfejando)
Devo eu ficar nesta caravana?
(II)
Levaram-me embora - tomaram minhas mãos
Chorei sorrindo alegrias, frias como a campa larga
Sobrou-me apenas o Céu, penou-me a terra míngua
Aonde você dorme, acorda, e a incógnita permanece
Onde você se esconde nesse mar de gêntes
Por quê não te encontro?
Nada parece tão certo quanto sua existência
Nada parece tão errado quando não te conhecer
Todas as ruas sabem você
Todos os ventos te abraçam
E eu te espero; Padeço; Despeço; Esqueço; Desapareço.
E é bem provável que você não me veja
Ou esvaneça - não interessa nada
São todos erros meus,
são todos grilos meus
são todos pesos meus.
É tudo culpa minha, e eu não estou afã
Apenas pensativo; Álias, êste problema é seu.
Se cuide e boa noite - sinto sua falta
Corre pros meus braços, é tudo culpa minha
Deita-te do meu lado, e não diz nada, palavra alguma.
Coisa alguma.
Tudo se transformou, tudo se refez.
(III)
Qual terrível sina no peito da dor,
faz-se criança pra fugir da dor
Corre para seu leito na clausura do têmpo
Se isola do mundo pois o amôr dói nos ossos
Ninguém pode sentir
Os Céus (não) irão turvar
Os anjos irão chorar
Acorda para trabalhar diante de toda essa dôr
Sorri para o resto da vida
Dói, mas vai passar(?)
Segue a nau de gêntes, sorri mais um pouco
Bebe que isso passa, logo vai mudar
O cheiro vai perseguir os têmpos de sua alma
O AGNI PARTHENE!
Tem pêna de mim
Se a Cruz pesada fôr, me ajude a prosseguir
Cuide de tudo o que tenho, ajude-me a sentir
O que carrego no peito: Tenho, fui e sou.
E de tôdas as dôres, forma-me a ser quem sou
Quebra-me no meio, e restaura meu valôr
Pelos azuis mares, navios caem e morrem
Deus Vos Salve muher, cujo beijo é ignóbil
Se tens que me deixar, que sejas bem feliz
Aquela que nunca conheci a fio-de-espada
Nesta vida eu ainda vou te amei.
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domingo, 3 de março de 2019
To Zion.
Vêde, que as coisas ao meu redor desmoronam, e como Jan Palach continuo a rir frenéticamente de tudo, pois assim me faz bem, me é melhor, e me ajuda a passar pelas trovas de dôr e dor e dôr e dor e dôr e dor. De repente, noto que as flôres daquele jardim morreram há meses, e só me importava o cheiro, hoje apenas as cultivo por qualquer motivo de menor afanismo. Algo irá acontecer, me rasgará como o Véu do Santo, e eu nem ligo. Só quero não estar aqui.
Não me importo com os dias. E sinceramente, não posso evitar de não me importar com a vida e com as coisas ao meu redor, apenas, mais uma vez, dessa vez, eu deixo os Céus caírem sem me ver, e sem me perceber, burro e bobo trafego na rua, e como o deferido Carneiro môrto no madeiro, me deixo sangrar, sem que ninguém perceba, pois no silêncio eu aprendi a viver. Aprendi tanto de tantos que esqueci de mim, e ao me esquecer, deixo-me morrer a cada esquina, a cada copo, a cada beijo, a cada sorriso distribuído, a cada Kyrie, a cada benção sôbre a terra, e pior: A cada rastro que deixo, sinto esvanecer um pouco de mim, ficando nada por nada, e deixando as lindas garôtas não mais cantando, e não mais a sentir o Céu turvar.
Sinto-me próximo do encontro do meu amado, do que me amôu primeiro, e irei de encontro a Êle sem me preoucupar com ninguém, nem nada, nem se deveria ou não, o vento bate forte contra o amôr, e eu irei deixar esta caravana. Caio do degredo na areia fofa dos têmpos, deixando-me saber quem sou. Sou dono de mim, e faço o que quiser.
Entendo da glória dos Céus, mas não entendo a glória dos homens, e sinto Deus cada vez mais perto de mim, mas não sinto o vento das fôlhas ou o lancete do inimigo, e nem a mão lançada da amada, mais uma vez, dessa vez, pela milésima vez, me apresento ao Deserto de Cemal, aonde vago ser ter quê ou por quê(m). Devo eu deixar essa caravana. Eu não quero nenhum Cadillac.
Você lembra do dia em que andamos pelo Rossio, e o frio tocou minhas mãos cortadas, e atrelado no cabelo, segui a fôlha que caiu do Céu? Lembra-te do dia na praia, com o velho genitor e a cerveja gelada? Lembra do show, aonde sozinho foi mais que a multidão? Lembra-ti, da vida antes da vida, e do tempo montado no tempo, e de tantas coisas? Lembra de quando você tocou para todas aquelas pessoas? Ou do 1º abraço de Bep? Lembra-te de alguma glória cativa? Lembra apenas que você é homem, e como homem deve permanecer.
Pelo sôm, te dói no peito, e a cabeça quer dormir, por isso você escoa em lágrimas poucas - porém pesadas, e assim você se faz o último de Terceiros. Você sabe que o peso da sociedade lhe faz sentir coisas que você adoraria, mas, manter o mundo sendo mundo, é mais doloroso do que manter sua cabeça em ordem. E na Ordem, nem tudo está em ordem.
Não me importo com os dias. E sinceramente, não posso evitar de não me importar com a vida e com as coisas ao meu redor, apenas, mais uma vez, dessa vez, eu deixo os Céus caírem sem me ver, e sem me perceber, burro e bobo trafego na rua, e como o deferido Carneiro môrto no madeiro, me deixo sangrar, sem que ninguém perceba, pois no silêncio eu aprendi a viver. Aprendi tanto de tantos que esqueci de mim, e ao me esquecer, deixo-me morrer a cada esquina, a cada copo, a cada beijo, a cada sorriso distribuído, a cada Kyrie, a cada benção sôbre a terra, e pior: A cada rastro que deixo, sinto esvanecer um pouco de mim, ficando nada por nada, e deixando as lindas garôtas não mais cantando, e não mais a sentir o Céu turvar.
Sinto-me próximo do encontro do meu amado, do que me amôu primeiro, e irei de encontro a Êle sem me preoucupar com ninguém, nem nada, nem se deveria ou não, o vento bate forte contra o amôr, e eu irei deixar esta caravana. Caio do degredo na areia fofa dos têmpos, deixando-me saber quem sou. Sou dono de mim, e faço o que quiser.
Entendo da glória dos Céus, mas não entendo a glória dos homens, e sinto Deus cada vez mais perto de mim, mas não sinto o vento das fôlhas ou o lancete do inimigo, e nem a mão lançada da amada, mais uma vez, dessa vez, pela milésima vez, me apresento ao Deserto de Cemal, aonde vago ser ter quê ou por quê(m). Devo eu deixar essa caravana. Eu não quero nenhum Cadillac.
Você lembra do dia em que andamos pelo Rossio, e o frio tocou minhas mãos cortadas, e atrelado no cabelo, segui a fôlha que caiu do Céu? Lembra-te do dia na praia, com o velho genitor e a cerveja gelada? Lembra do show, aonde sozinho foi mais que a multidão? Lembra-ti, da vida antes da vida, e do tempo montado no tempo, e de tantas coisas? Lembra de quando você tocou para todas aquelas pessoas? Ou do 1º abraço de Bep? Lembra-te de alguma glória cativa? Lembra apenas que você é homem, e como homem deve permanecer.
Pelo sôm, te dói no peito, e a cabeça quer dormir, por isso você escoa em lágrimas poucas - porém pesadas, e assim você se faz o último de Terceiros. Você sabe que o peso da sociedade lhe faz sentir coisas que você adoraria, mas, manter o mundo sendo mundo, é mais doloroso do que manter sua cabeça em ordem. E na Ordem, nem tudo está em ordem.
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sexta-feira, 1 de março de 2019
A Fôrça do Vento.
No eleio, deleitado com o beijo da mais amada, calado faz-se um voto. Uma jura. O silêncio que no seu bôjo carrega a denúncia do que nem êles sabem, mas fazem.
Na escada, as pernas lhe dão de travesseiro, e sua mão lutando contra a gravidade de um tempo inerte, tange o pálido rosto, está ali, nasceu ali: Foi ali que o amôr nasceu. Ela tange os dedos com outros dedos e o sorriso bobo não é, sendo, justificado. Dando-se a entender que a coisa mais simples do mundo convém de grande peso e confiabilidade. Eis a marca do amôr, o mundo ruindo em desprezo, egoísmo, solidão, e dois seres desprezam o universo e dentro do seu verso, imaginam-se sendo o universo. E são. Ele se põe por ela, e ela dá-se a suporte d'ele.
E no final, quando a chuva toca o asfalto, nada realmente importa, porque nada nunca realmente importa quando alguém lhe põe o Sol no peito. Estrêla da manhã, Deus Vos salve, cheia de graça divina, formosa e louçã. E se meu chefe me ligar, nada realmente importaria agora, porque seu perfume não vale minhas contas pagas, mas paga toda a agitação da minha alma, e ela fitando o amado, sente-se completa pelos dias de solidão, por não achar ter, não merecer ser. Nada além de você, nada além de você, por favor, deixa eu te amar mais uma vez depois desses últimos 30 segundos amando você. Despreparadamente, mesmo vivendo isso tantas outras vezes, noto que o amor dos tantos dois únicos unidos ao grupo de milhões dois únicos unidos é tão igual, mesmo sendo tão diferente. E isso não importa a ninguém, e isso não vale a ninguém. O sorriso dispara o peito, o beijo eleva o sangue, o abraço contrai a lágrima, e o perfume relaxa a mente, e a presença aflora algo de total débil verdade, que nem os escribas mais qualificados conseguiriam dizer. Faz-se tão presente o amôr, que de tão forte passa desapercebido, e quem está ao redor acha loucura a vida assim, dá-se a julgar loucura o amôr quem nunca amou - e digo o vero amor, e não esses amôres de hora comercial, ou de obrigação contratual.
Ela põe a blusa dele, ele a abraça por trás, ela sussura, ele ri, eles sorriem. Nada realmente importa. Ele levanta, ela pega a bolsa, ele estende a mão, ela aceita, ele a puxa para um beijo, ela sorri beijando, êle tem o Sol no peito, nada realmente importa. O Céu cai dentre as lindas nuvens que desabam água dos Céus, Jesus mandou lavar o casal para um começo purificado, a água mísitica científicamente comprovada pelo ciclo de evaporação cinge a luz do semáforo, ele anda de mãos dadas, ela pensa em até o fim do dia, ele planeja a semana, ela imagina o mês, ele ora por um semestre, ela não cria expectativas mas imagina os filhos, ele nem quer nada de tão ângular, mas pensa se ela vai amar ele até o fim da 2ª morte.
Fazem um sorriso, na escada rolante, outro beijo, ela cheira a avenca. Ele tem ótimas recordações de avenca, planta de infância. Ele pensa em amenar a barba, ela nunca cogita isso. Há uma alinhada de certezas no Céu que fazem as noites do centro serem bonitas e mágicas. Ele é recluso e evita multidões, ela sociabiliza e quer o movimento das ruas. Ele contempla e fita, ela sente e quer tanger, ele quer a casa, ela a caserna. Ele não quer, mas ela quer. Eles querem apenas o amôr. E tão só e somente.
Eles se despedem. Ele volta pra casa como um herói incerto, que poderia ter sido mais, e foi o comum, e se sente triste por não ser tôdo em expectativas. Ela volta, sorri, dança e turva, e ela manda mil mensagens se ele chegou bem. E o amôr assim se renasce, pela 27ª vez só naquele dia, pra esse casal.
E nada realmente importa.
Na escada, as pernas lhe dão de travesseiro, e sua mão lutando contra a gravidade de um tempo inerte, tange o pálido rosto, está ali, nasceu ali: Foi ali que o amôr nasceu. Ela tange os dedos com outros dedos e o sorriso bobo não é, sendo, justificado. Dando-se a entender que a coisa mais simples do mundo convém de grande peso e confiabilidade. Eis a marca do amôr, o mundo ruindo em desprezo, egoísmo, solidão, e dois seres desprezam o universo e dentro do seu verso, imaginam-se sendo o universo. E são. Ele se põe por ela, e ela dá-se a suporte d'ele.
E no final, quando a chuva toca o asfalto, nada realmente importa, porque nada nunca realmente importa quando alguém lhe põe o Sol no peito. Estrêla da manhã, Deus Vos salve, cheia de graça divina, formosa e louçã. E se meu chefe me ligar, nada realmente importaria agora, porque seu perfume não vale minhas contas pagas, mas paga toda a agitação da minha alma, e ela fitando o amado, sente-se completa pelos dias de solidão, por não achar ter, não merecer ser. Nada além de você, nada além de você, por favor, deixa eu te amar mais uma vez depois desses últimos 30 segundos amando você. Despreparadamente, mesmo vivendo isso tantas outras vezes, noto que o amor dos tantos dois únicos unidos ao grupo de milhões dois únicos unidos é tão igual, mesmo sendo tão diferente. E isso não importa a ninguém, e isso não vale a ninguém. O sorriso dispara o peito, o beijo eleva o sangue, o abraço contrai a lágrima, e o perfume relaxa a mente, e a presença aflora algo de total débil verdade, que nem os escribas mais qualificados conseguiriam dizer. Faz-se tão presente o amôr, que de tão forte passa desapercebido, e quem está ao redor acha loucura a vida assim, dá-se a julgar loucura o amôr quem nunca amou - e digo o vero amor, e não esses amôres de hora comercial, ou de obrigação contratual.
Ela põe a blusa dele, ele a abraça por trás, ela sussura, ele ri, eles sorriem. Nada realmente importa. Ele levanta, ela pega a bolsa, ele estende a mão, ela aceita, ele a puxa para um beijo, ela sorri beijando, êle tem o Sol no peito, nada realmente importa. O Céu cai dentre as lindas nuvens que desabam água dos Céus, Jesus mandou lavar o casal para um começo purificado, a água mísitica científicamente comprovada pelo ciclo de evaporação cinge a luz do semáforo, ele anda de mãos dadas, ela pensa em até o fim do dia, ele planeja a semana, ela imagina o mês, ele ora por um semestre, ela não cria expectativas mas imagina os filhos, ele nem quer nada de tão ângular, mas pensa se ela vai amar ele até o fim da 2ª morte.
Fazem um sorriso, na escada rolante, outro beijo, ela cheira a avenca. Ele tem ótimas recordações de avenca, planta de infância. Ele pensa em amenar a barba, ela nunca cogita isso. Há uma alinhada de certezas no Céu que fazem as noites do centro serem bonitas e mágicas. Ele é recluso e evita multidões, ela sociabiliza e quer o movimento das ruas. Ele contempla e fita, ela sente e quer tanger, ele quer a casa, ela a caserna. Ele não quer, mas ela quer. Eles querem apenas o amôr. E tão só e somente.
Eles se despedem. Ele volta pra casa como um herói incerto, que poderia ter sido mais, e foi o comum, e se sente triste por não ser tôdo em expectativas. Ela volta, sorri, dança e turva, e ela manda mil mensagens se ele chegou bem. E o amôr assim se renasce, pela 27ª vez só naquele dia, pra esse casal.
E nada realmente importa.
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019
Conversando no Bar.
Minha barba não é modismo. É voto.
É meu vaticínio a vida que escolhi, e o que quero para minha vida - escolha que pelo visto nunca mais me poderer desvincilhar, sequer cogitar não ser; Noto hoje que o têmpo me trouxe experiência para aprender a ficar quieto, não chorar na frente dos outros, e aprender a sorrir, mesmo quando tudo vai mal. Mais além, o têmpo me ensinou a pensar na frente, o que me dá tino necessário para ir ou ficar. Sentir ou absortar. Viver ou morrer.
Deitado, ouvi a notícia que atordoa, e caminhando, não sentindo o respirar, ouvi os outros pordizeres, até não entender mais nada, e apenas ratificar a verdade que sabia deste pôvo, tão estranho, pequeno, vazio e sem ter nem porquê de ser. No mesmo instante que a bomba caiu em meus ouvidos, lembrei da vida no interior, dos sinos tinando, e das Laudes. Lembrei da vida depois da morte, a 2ª vida. Lembrei dos amigos, e suas caminhadas, e de mim, tão pequeno, sempre se reduzindo nos mesmos de ser, ter, e viver. Até hoje não sei meu erro, mas, de facto deve de ser algo grave, pois não é possível.
No alto da madrugada, após a conversa com o Herói das Estepes, percebo que eu necessitei viver idosamente enquanto alguns outros modernos e contemporâneos necessitam dessa rapidez e fluidez na vida, nas coisas, no universo que orbita ao seu redor - nunca fiz ou quis ter parte nesse batalhão, ainda me pertenço e sei de mim.
Ainda com o peito em sangue, noto que ainda estou cansado e despreparado para muitas coisas, pessoas, e seus golpes; Melhor dizendo: Suas reações. Eu sou apenas mais um dos inúmeros rapazes burros, feios e bobos que trafegam na rua, nunca pude - e hoje mais ainda - e nem posso acreditar que exista a pureza que busco, ou a clareza retilínea dos factos que vivo, a pureza que eu busco, talvez esteja apenas na 2ª morte, indubitávelmente, e quanto as minhas decepções, já se fazem num saco grande, arrobatado e pesado, penoso.
É meu vaticínio a vida que escolhi, e o que quero para minha vida - escolha que pelo visto nunca mais me poderer desvincilhar, sequer cogitar não ser; Noto hoje que o têmpo me trouxe experiência para aprender a ficar quieto, não chorar na frente dos outros, e aprender a sorrir, mesmo quando tudo vai mal. Mais além, o têmpo me ensinou a pensar na frente, o que me dá tino necessário para ir ou ficar. Sentir ou absortar. Viver ou morrer.
Deitado, ouvi a notícia que atordoa, e caminhando, não sentindo o respirar, ouvi os outros pordizeres, até não entender mais nada, e apenas ratificar a verdade que sabia deste pôvo, tão estranho, pequeno, vazio e sem ter nem porquê de ser. No mesmo instante que a bomba caiu em meus ouvidos, lembrei da vida no interior, dos sinos tinando, e das Laudes. Lembrei da vida depois da morte, a 2ª vida. Lembrei dos amigos, e suas caminhadas, e de mim, tão pequeno, sempre se reduzindo nos mesmos de ser, ter, e viver. Até hoje não sei meu erro, mas, de facto deve de ser algo grave, pois não é possível.
No alto da madrugada, após a conversa com o Herói das Estepes, percebo que eu necessitei viver idosamente enquanto alguns outros modernos e contemporâneos necessitam dessa rapidez e fluidez na vida, nas coisas, no universo que orbita ao seu redor - nunca fiz ou quis ter parte nesse batalhão, ainda me pertenço e sei de mim.
Ainda com o peito em sangue, noto que ainda estou cansado e despreparado para muitas coisas, pessoas, e seus golpes; Melhor dizendo: Suas reações. Eu sou apenas mais um dos inúmeros rapazes burros, feios e bobos que trafegam na rua, nunca pude - e hoje mais ainda - e nem posso acreditar que exista a pureza que busco, ou a clareza retilínea dos factos que vivo, a pureza que eu busco, talvez esteja apenas na 2ª morte, indubitávelmente, e quanto as minhas decepções, já se fazem num saco grande, arrobatado e pesado, penoso.
No mais, para acabar essa infeliz contra-crônica de ordem sentimental: Triste de mim por achar que as coisas iriam dar 100% certo, ou que eu iria ser feliz de primeira, ou do dias corridos, pensamentos e atos, mais ainda: Das coisas que foram ditas pela felicidade, pelo carinho, menos além, do sentimento de tristeza, por reviver a história e remoçar a dor do passado, ou por saber o final de uma história que poderia ter sido a mais linda de uma vida: Uma Torre Eifel que tornou-se Taj Mahal, um silêncio que quebrei achando que era recíproco, ou que pude me igualar a Thomas de Aquino, achando que eu poderia ter o Sol no peito. Ledo engano.
...O Sol só brilha para quem tem tempo de se queimar por Êle, não é?
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sábado, 16 de fevereiro de 2019
O Poeta Está Vivo.
Quando o Sol desce, cai sobre a Terra o brumeio de uma neblina, uma chuva, um cansaço que tange todos nós, e a natureza se mescla com nossos sentimentos. E o tempo tão cinza nos torna mais cinza ainda - não por mal, mas esse é mais um dos místicos momentos aonde comungamos com a natureza, e mesmo sabendo muito bem disso, negamos a nos afirmar.
A nível de sinceridade, nós negamos e nos negamos muito muitas vezes.
Jura nunca me esquecer?
Quando dentro do navio, e longe da baía, teus olhos cingirem o horizonte acquático, não lembra de nada, porque no mar de lágrimas, até a nau mais forte naufraga. Quando a luz trocar o escuro pelo claro, a forma densa da noite recuperará o brilho e eu não estarei mais lá. Habitarei apenas no imaginário de cada um com sua coisa específica: Em cada sonho, cada palavra, atitude ou querer, lá eu estarei - e não mais que isso. Os discos continuarão parados, e os instrumentos desafinados, desatinados. Eu serei o vento, mas você não me verá no vento (vaga lembrança dos dias de Junho).
Jura nunca me esquecer?
Quando você ver uma foto ou uma música, lembra do sorriso, e das coisas boas. Daquela tarde gostosa quando o vento gemeu nas árvores,e as fôlhas caíram sobre nós. Lembra da madrugada na praia, da pedra do pôrto, os amigos conversando, a Lua, as estrêlas, o eleio... Não lembra do fim, mas do meio para trás, lembra do têmpo antes do têmpo, e quando os gostos eram próximos, e a vida era maravilhosa. Lembrar de quando nos tínhamos e nos havíamos. Lembra daquilo que só sabe o que fica, e o que vai embora, e no reencontro, consome a verdade em um só.
E a chuva continua lá fora. E o dia continua penando em ser cinza. A fumaça do escapamento brinca com o côrpo de luzes que se tintilam no universo de uma rua. Há um irmão dormindo no papelão molhado na rua - e resto de marmita não o salvará de uma gripe.
Ah, quem me dera se eu sentisse na vida o gôsto agridoce das sensações, e assim julgasse o que habitaria em mim, em torno de mim, ou o que se passasse. E no vento que emaranha entre as coxas da menininha do portão, nas mãos que se lavam na pia de louça branca, do casal que desesperadamente está a fazer amor num apartamento vazio, na senhora com suas sacolas de feira, nos frades que passam apressados para o claustro, e na criança que segura a mão do pai para não se perder no metrô;
Ali não estará o tempo, mas alguém que viveu a medida do tempo em si.
A nível de sinceridade, nós negamos e nos negamos muito muitas vezes.
Jura nunca me esquecer?
Quando dentro do navio, e longe da baía, teus olhos cingirem o horizonte acquático, não lembra de nada, porque no mar de lágrimas, até a nau mais forte naufraga. Quando a luz trocar o escuro pelo claro, a forma densa da noite recuperará o brilho e eu não estarei mais lá. Habitarei apenas no imaginário de cada um com sua coisa específica: Em cada sonho, cada palavra, atitude ou querer, lá eu estarei - e não mais que isso. Os discos continuarão parados, e os instrumentos desafinados, desatinados. Eu serei o vento, mas você não me verá no vento (vaga lembrança dos dias de Junho).
Jura nunca me esquecer?
Quando você ver uma foto ou uma música, lembra do sorriso, e das coisas boas. Daquela tarde gostosa quando o vento gemeu nas árvores,e as fôlhas caíram sobre nós. Lembra da madrugada na praia, da pedra do pôrto, os amigos conversando, a Lua, as estrêlas, o eleio... Não lembra do fim, mas do meio para trás, lembra do têmpo antes do têmpo, e quando os gostos eram próximos, e a vida era maravilhosa. Lembrar de quando nos tínhamos e nos havíamos. Lembra daquilo que só sabe o que fica, e o que vai embora, e no reencontro, consome a verdade em um só.
E a chuva continua lá fora. E o dia continua penando em ser cinza. A fumaça do escapamento brinca com o côrpo de luzes que se tintilam no universo de uma rua. Há um irmão dormindo no papelão molhado na rua - e resto de marmita não o salvará de uma gripe.
Ah, quem me dera se eu sentisse na vida o gôsto agridoce das sensações, e assim julgasse o que habitaria em mim, em torno de mim, ou o que se passasse. E no vento que emaranha entre as coxas da menininha do portão, nas mãos que se lavam na pia de louça branca, do casal que desesperadamente está a fazer amor num apartamento vazio, na senhora com suas sacolas de feira, nos frades que passam apressados para o claustro, e na criança que segura a mão do pai para não se perder no metrô;
Ali não estará o tempo, mas alguém que viveu a medida do tempo em si.
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sábado, 2 de fevereiro de 2019
Bolero.
Se quiser me entender, venha comigo, entenda o lirismo e o meu recente silêncio, olha minha mão vazia, mas tão cheia de marcas, e apenas ouve, sente, vê. Assim como mil vezes saí de mim para ter com os outros, necessito agora, de quem saia de si.
Quando eu era novo, me sentia velho; E quando envelheci, me sinto mais velho ainda. Não há um dia que eu não me sinta preparado para morrer - e não há um dia que eu não medite no rumo das coisas.
Minhas mãos vazias ficaram, e o fardão do matulo há muito está vazio. A vitrola empoeirada, a cama cheia de cobertas, e as imagens fitando qualquer mexida na cama durante o sono turbulento. A dôr no corpo, nas pernas, a visão rareando, as dôres na boca do estômago, e a falta de empatia com a belêza fisíca, e uma dependência exascerbada daquilo que não se conhece em Tôdo, mas pela veracidade da fé já maturada.
E tudo isso, nesse intermédio, só me faz sentir saudade de intes fixos do passado:
Dá-me saudades da casa de janelas históricas, do(s) convento(s), dos sorrisos, da cerveja pendurada, dos discos nas lojas, das moças, da imagem do Bôm Jesus que nos seguia com os olhos policromados, da Dona Antônia, do Fabinho, da Igreja Ortodoxa, do baixo estralando, do Daniel Leão, de tocar beatles, de viver as sextas e morrer aos domingos, e de principalmente ser meu. Saudades de sentir frio na barriga para beijar, de rir com a mão na boa após uma besteira, andar no centro descompromissadamente, dos amigos há muito já idos, já sumidos, já sentidos. Dá-me saudade do dia que eu ainda era rei, não só profeta da estepe; Dá-me o prazer da morte pela alegria que uma hora tudo isso acaba, e a libra dos homens será meu epígrafo: Se notarem minha bondade, serei santo; Se aclamarem só minha má conducta, louvado em Cristo pela minha morte serei. A libra de Deus me acanhará e me dará (espero) o convívio dos eleitos.
Deitado, vejo o côrpo dela quarando o Sol no meu quebra-luz, a abrir a janela, vendo o Sol nascer tão ímpar, com preguiça, me movo. Sinos tocam em algum lugar no espaço. O vestido curto evidência as coxas, que se sentam ao meu lado, e o riso morno denuncia o gostar, e o cabelo se confunde com carinho, o vento entra pela janela, e o sôm da voz me dá o sinal da dobração dos sinos, deitado com a cabeça em suas pernas, esqueço de mim, e morro no infinito de sua existência, e ao colher o último pensamento, antes de fechar os olhos, sorrio, pois enfim no último minuto tive o que lutei pela vida: A paz.
Ando cansado demais para tomar partido, apesar de ter minhas convicções, e muito triste para sorrir, apesar de querer fazer alegrias nos mais turvados corações. Minhas mãos não tocam mais a moça de vestido curto, e tampouco sorvem o mel da abelha, apenas querem rezar sintomáticamente, e alisam a barba, atestando que renunciei (a pouca) beleza fisíca que tinha, para não viver pelo mundo, e meus cabelos crescem para que a tonsura de minhas idéias não seja dolorosa. Me sinto confortável em poucos bandos, com pouquíssimos amigos, tomando o incrível café da moça de nome egipcío, me sinto bem quando louvo as coisas pequenas, puras e simples de coração - as borboletas que em suas asas levam a minha oração a Deus como mensageiras, na minha cachorra, nos archotes que ascendi no peito de meus conhecidos, quando pude levar o Evangelho, nos porres homéricos, no frango frito do Julioso, no vento que bate na beira do mar, na ruiva pequena, naquela história não terminada, dos barcos na marina, dos irmãos sendo irmãos, e da vida dando seus pequenos nuances. Sinto saudades da vida antes da vida.
Quando eu era novo, me sentia velho; E quando envelheci, me sinto mais velho ainda. Não há um dia que eu não me sinta preparado para morrer - e não há um dia que eu não medite no rumo das coisas.
Minhas mãos vazias ficaram, e o fardão do matulo há muito está vazio. A vitrola empoeirada, a cama cheia de cobertas, e as imagens fitando qualquer mexida na cama durante o sono turbulento. A dôr no corpo, nas pernas, a visão rareando, as dôres na boca do estômago, e a falta de empatia com a belêza fisíca, e uma dependência exascerbada daquilo que não se conhece em Tôdo, mas pela veracidade da fé já maturada.
E tudo isso, nesse intermédio, só me faz sentir saudade de intes fixos do passado:
Dá-me saudades da casa de janelas históricas, do(s) convento(s), dos sorrisos, da cerveja pendurada, dos discos nas lojas, das moças, da imagem do Bôm Jesus que nos seguia com os olhos policromados, da Dona Antônia, do Fabinho, da Igreja Ortodoxa, do baixo estralando, do Daniel Leão, de tocar beatles, de viver as sextas e morrer aos domingos, e de principalmente ser meu. Saudades de sentir frio na barriga para beijar, de rir com a mão na boa após uma besteira, andar no centro descompromissadamente, dos amigos há muito já idos, já sumidos, já sentidos. Dá-me saudade do dia que eu ainda era rei, não só profeta da estepe; Dá-me o prazer da morte pela alegria que uma hora tudo isso acaba, e a libra dos homens será meu epígrafo: Se notarem minha bondade, serei santo; Se aclamarem só minha má conducta, louvado em Cristo pela minha morte serei. A libra de Deus me acanhará e me dará (espero) o convívio dos eleitos.
Deitado, vejo o côrpo dela quarando o Sol no meu quebra-luz, a abrir a janela, vendo o Sol nascer tão ímpar, com preguiça, me movo. Sinos tocam em algum lugar no espaço. O vestido curto evidência as coxas, que se sentam ao meu lado, e o riso morno denuncia o gostar, e o cabelo se confunde com carinho, o vento entra pela janela, e o sôm da voz me dá o sinal da dobração dos sinos, deitado com a cabeça em suas pernas, esqueço de mim, e morro no infinito de sua existência, e ao colher o último pensamento, antes de fechar os olhos, sorrio, pois enfim no último minuto tive o que lutei pela vida: A paz.
Ando cansado demais para tomar partido, apesar de ter minhas convicções, e muito triste para sorrir, apesar de querer fazer alegrias nos mais turvados corações. Minhas mãos não tocam mais a moça de vestido curto, e tampouco sorvem o mel da abelha, apenas querem rezar sintomáticamente, e alisam a barba, atestando que renunciei (a pouca) beleza fisíca que tinha, para não viver pelo mundo, e meus cabelos crescem para que a tonsura de minhas idéias não seja dolorosa. Me sinto confortável em poucos bandos, com pouquíssimos amigos, tomando o incrível café da moça de nome egipcío, me sinto bem quando louvo as coisas pequenas, puras e simples de coração - as borboletas que em suas asas levam a minha oração a Deus como mensageiras, na minha cachorra, nos archotes que ascendi no peito de meus conhecidos, quando pude levar o Evangelho, nos porres homéricos, no frango frito do Julioso, no vento que bate na beira do mar, na ruiva pequena, naquela história não terminada, dos barcos na marina, dos irmãos sendo irmãos, e da vida dando seus pequenos nuances. Sinto saudades da vida antes da vida.
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