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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O Vôo Rasante de Byrdie.

Perdoe-me, por ser assim.
Não é minha intenção;
Eu só fui apenas pré-fabricado;
Nessa minha vã condição.
Quando rompi o selo e fui a luta;
Eu mal percebi que ser certo era errado,
que o cabelo repartido causa fúria;
E que Deus também é amigo.

Não sou eu o culpado assim;
Melhor dizendo, eu bem sou,
foi isso que eu quis pra mim,
toda a metodicidade,
junto com a racionalidade,
e o jeito de ser paciente.

Olha para o Céu;
Corre e vê que lindo;
O que Deus tem guardado pra ti;
Este não é o fim;
É só um começo, 
para começar a ser forte e feliz de novo;
Para se reafirmar entre todo o cosmo.

Olha para a tua beleza, ria e deboche;
E pense em voz claralta:
que tolo foste tu;
Que deixaste tudo isso,
para tentar achar o que não existe,
mais se o acho,
nem penso, corro até ti.
Mantenha-me avisado;
Em qual ninho estás,
pois quando eu voltar,
eu irei te buscar.
Irás ter comigo,
a maior e melhor noite,
e sobre a candeia da lua,
iremos renascer.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Quinze Pra Meia-Noite.

Minha cama é meu templo, com todas as suas cobertas desarrumadas, com o painel cheio de fotos e lembranças, com instrumentos, discos, livros e roupas. Meu quarto é aonde se encontra a minha essência, e aonde eu levo minha carne cansada para repousar; E logo, remoer o que sinto.
Sinto que cada dia que passa, envelheço dois dias a mais, e minha experiência fica firme, a ponto de não doer mais, porém, ainda sou novo, e me ocorre o erro de acreditar que tudo um dia há de melhorar; Ledo engano.
Tem dias que eu durmo, tem dias que nem durmo, tem dias que remoo cada sentimento que brota na cabeça, como se fosse algum torpor de alguma droga que experimentei há minutos atrás, e isso me incomoda, e logo, se me deixo abater, eu vejo o Leviatã se aproximar e olhar nos meus olhos. Apesar de corpo fechado e alma livre, a carne tem medo, e se a carne se retrai, todo o resto é vão. Eu acordo, e vou para meu dia, mas, é tudo sempre a mesma coisa.
Eu olho pra trás, para as coisas que vivi e deixei de viver para agradar os outros, todos os meus sonhos pisados, todas as minhas idéias descartadas, e todo o meu talento que morreu. Não faz mal, não faz mal. Deus dá em dobro, e uma hora a justiça vem a galope contra toda essa gente que um dia me quis em maldade. Se eu não presto, eu não sei, mas, que na boca do povo eu sou pior que o Diabo, isso é fato consumado, afinal, viver minha vida e ter uma razão, um motivo, e correr atrás dele - passando por tudo e todos - é só uma prova de que você não presta (só porque você tem uma meta de vida). A vida é cruel e latente, por isso, eu corro atrás do que me convém, e do que convém pros meus.
Quando penso em você, meus olhos se enchem de água. Chega a hora, tenho que ir embora, e sei que você não vai em deixar ir, por mais que eu precise, eu ainda estarei aqui no seu coração, como você vai estar no meu, juro. Mas, e se eu jurar estar aqui pra sempre, junto com as flores perto do teu ninho, ou com a coberta que te cobre na cama? Existem coisas que podem ser perdoáveis, e outras que não podem, simplesmente nos fazem perder dias, noites, horas, segundos pensando no que fizemos de errado. Se você entender meu ponto de vista, e aceitar tudo o que sinto, penso e falo, e ver que não quero mal, apenas um segundo da atenção do universo, você me entenderia? Você olharia pra mim? Você é realmente tudo aquilo que eles dizem e eu há tanto ouço?
Nasça, Sol. Candeie teu raio mais quente contra a bruma fria. Mostra pra quê tu veio, e olha por cada um de nós. Jogue sua luz em nossas cucas, e nos dá o bom conselho do Criador, mostra-se grande perante nós, e deixe o Sol individual de cada um brilhar cada vez mais forte e intenso. Me lave dessa maldade e me seque com seu carinho, e olha por mim perante o Sinédrio que vai começar...
...E só apague sua luz rasteira quando isso houver terminado.

domingo, 10 de novembro de 2013

Auto-dissertação não-crônica.

Eu sou único. E isso me atordoa.
Eu sou dono de uma terra fértil, aonde meus sonhos e minhas carências afloreiam sozinhas, tenho mil guitarras d'onde tiro sons inimagináveis, porém já tocados por anjos, santos, pecadores e demônios. Abaixo da terra aonde piso, encontram-se meus ancestrais, e seus conjugues, e assim a vida continua e prossegue mansamente dia após dia, sem ter com o quê brigar. Meus vizinhos não se situam em meu condado, e as ruas que eu cruzo - apesar de cheias - são vazias, vazias do tamanho de Deus, aonde preencho com meus pensamentos, minha música e minha devoção.
Eu sou diferente. E isso não me abdica de nada.
Eu sinto o cheiro dela, mas, ela não está. Eu visto a camisa dele, mas ele não liga. Eu rezo por ela, mas ela não muda. Eu faço meu melhor, e ainda não se é suficiente. Eu caio em pranto, e sou fraco. Eu olho para Deus, e vejo uma plaquinha de "saí para almoçar". Tudo se ajeita, tudo se acerta. Só não se sabe por quanto, ou quando, ou por quê/quem. A verdade e a justiça sempre vem a tona, mas, até para quem vive com a bunda colada na cadeira da paciência, o tempo ás vezes custeia em passar. Não me importo mais em como a porta abra, mas, importa-me a forma que algo/alguém chegue, e pareie-se comigo na mesa, nos instrumentos, nos sorrisos e sente em minha sala e seja minha companhia.
Eu sou eu. Eu quero que você se lasque, caralho.
Minha voz faz o grito, meu braço aspanca o pendão, e meu escudo pena no outro. Eu sou linha de frente, pendonista, guerreiro, general e batedor do cordão. Que cordão? O da solidão, o cordão d'mim mesmo. O cordão que cada um participa coletivamente, porém solitáriamente no seu próprio mundo, ora se isolado para bem (seu ou do universo), ou para o bem de um determinado bando (hipócritas, pois ninguém deve se anular ou exilar por ninguém, mundo livre com cucas livres, cresce criança, pena em nascer pro mundo cavar minha cova, pra eu em paz me morrer, honra o sangue do teu nome, que a sombra não lhe faz crescer) por pura bondade - sim, bondade.
Eu sou a paz. Eu sou a maldade.
Concentro em mim um fraccionário de tudo, e nisso meço todas as coisas, assim como aquele mágico e místico Alquimista Ortodoxo da Capadócia que um dia meu pai me contou. Tudo e todo o complemento é único e útil para cada um de nós, só me cabe saber porque eu guardo tantas coisas na bagagem, e porque num caminho tão movimentado e tão cheio de festas, a avenida e a casa aonde eu fico sempre ficam vazias.
Eu me calo. Eu não falo mais hoje.

domingo, 20 de outubro de 2013

Soneto Da Byrdie.

Abre um sorriso;
Para é de chorar;
Logo s'amanhece;
E eu vou te carinhar;
Esquece toda a maldade alheia e nossa;
E guarda este segredo grandioso:
somente você minha pequena,
eu irei amar.

Me guarda em teus lábios, 
salva minha imagem em tua mente;
Ergue-me como um alpendre,
e faz-me cada vez melhor, como te faço,
como te amo,
como te desejo,
como te abraço,
como eu como qualquer coisa que você cozinha.
Eu vejo você, em tudo e em todo.
Por toda a vastidão que Deus criou;
Lá está você, em cada e qualquer;
Me fazendo cada vez mais feliz e humano.
Você me domou;
Você me acertou;
Você me ganhou;
Você me cheirou;
Você me levou;
Você me é minha.

Nesse momento, tudo ficará suspenso;
E você verá todas as coisas do universo.
Nisto, veja que as coisas pedem seu devido valor;
E assim como dá o que me é de direito,
dê o que merece seu lugar ao sentimento certo.
Não pense com a casa bruta, nem com a língua em fogo;
Guarda teu medo para ti, e tua raiva para a hora fea.
Põe teu amor e tua fé para trabalhar, e persevera, Crê.
Pelo intermédio tudo se afirma e prende no universo;
Assim como dois imãs opostos, nós nos unimos.

domingo, 29 de setembro de 2013

Byride (IV)

Se eu te contasse tudo o que sei, nunca pararia de falar, seria uma matraca sem fim.
Por isso tenho em mim a omissão - por mais que tardia, e a vontade de dizer tanto, e ao mesmo tempo não dizer nada, ou resumir estóicamente tudo o que sinto, penso, falo e creio veemente, assim como ás vezes altero a voz e canto alto ou falo efusivamente e levanto as mãos: É porque estou na graça do estado emocional, totalmente longe do eu mesmo: Não falo baixo, tampouco gaguejo: Burro e bobo, trafego assim na rua entre os dias de brumeio.
Se eu te desse meus olhos você veria tudo como vejo, e pensaria nos prismas como eu penso? Eu não devo temer, eu não vou ter medo, temendo não estarei. Direi o que eu penso, e ouvirei sua rebatida, sincoparei teu ritmo e assim tentaremos entrar nos eixos, ou então eu entrarei no seu coração, ou você entrará na minha mente (cada vez mais e mais e mais...).
Se eu lhe dizer ofensa, perdoa. A palavra fea me é brotada não por maldade, mas pelo o que penso e diverge de ti, e pelo o que sei que queres, e pela tua auto-contradição. Perdoe se não estou me fazendo entender, mas, se o pássaro quer um voo melhor, não se há de fazer vôos rasantes, e sim vôos altos, com ricas jardas para depois apenas planar no céu anilado, sabe? Ao mesmo tempo que eu tento lhe dar o "bom conselho", também fico do teu lado a cada entrada e saída, a cada momento e a cada situação, sendo-a por bem ou por ruindade, só que: Há bondades que podem se antecipar, assim como maldades podem ser prevenidas. Ás vezes, um cachecol na sua mochila pode livrar sua namorada do frio, e fazer ela te amar um pouquinho, assim como uma gentileza gera uma benção, e como uma oração lhe eleva para Deus, ou lhe dá uma graça. Tudo depende de tudo. Basta-nos abrir a mente oca e pensar. O que quero, acima de qualquer coisa é teu bem, é teu riso, é teu calor, e teu amor.
Olha o Céu, e vê através dele. A vida é maior e melhor que tudo isso que nós imaginamos crer, ver, e ter. O mundo é maravilhoso, é cheio de lindas pessoas, e tudo o que se passa aqui, fica aqui. O que levamos, é opção nossa, são momentos nossos, e é a nossa vida. Daqui pra frente, seu vôo há de ser forte e sênil, e não mais desajuizado e caído, uniretilíneo ao chão. Se quiserdes ainda me ter no teu ninho, apeia comigo que lhe darei tuas asas mais aprumadas, tua coroa, casa, caserna, rosa e coroa. Porque eu estou aqui para cuidar de você e do teu ninho, assim como tens o dever de cuidar de um coração que morto já, não pulsa: Apenas emite um chacoalho estranho como se dançasse um frevo descompassado...

domingo, 18 de agosto de 2013

O Vento.

Tudo é eterno, único, forte e mítico, a partir do momento que você queira que determinada coisa dê certo, evolua e prossiga caminhando; Assim como determinadas cousas, outros sentimentos, ações e falas nossas, que as vezes não tem um significado concreto, mas, no nosso inconsciente, valeram o sono bem dormido, mas, enfim...Tudo pode ser imortal, desde que tenhamos a certeza de como eternizar, de como o fazer ser o que queremos.
Pai, esteja comigo o tempo que pude, mas, fique. Qu'a estrela que brilhe mais alto no Céu seja a tua, e que minha oração chegue até você; Ajuda teu filho, e olha por ele quando a onda turvar contra o barco. Não deixa acontecer, e barra toda a negatividade; Esteja com Deus e Nossa Senhora, e me livre de toda a maldade e revés. Me ensina a ser menos cabeça dura, eu não quero perder mais nada.
Muitas pessoas dizem coisas, muitas pessoas falam coisas, muitas pessoas forçam, e você é você. Você me abraça, sorri, beija, puxa, força, empurra, turva, geme, prende, solta, leva, trás, coloca, retira, diz, pede, faz, chora, conta, suspira, e se entrega. E eu te amo. E muitos são muitos, e você é você. Muitos não são você. E eu sou mais você do que muitos, e mais você do que eu. Você é o que eu quero. Tudo há de dar certo, e você há de estar em minha essência em todos os poros e lugares do mundo.
Byrdie, em algum lugar, nós nos perdemos, ou eu me perdi, ou me desafinei da tua entoação vocal. Só que alguns de nós nos deixam ser encontrados e resgatados, outros permanecem-se perdidos por querer assim. Deixa eu ser o vento, e ir até você; Ou vira você o vento e vem até mim, ou sejamos nós dois um vento, e façamos nossa tormenta, nosso ciclone mais inflado, nossa torrente mais bonita e ébria! Ama-me, como amo-te, devotadamente, legalmente, subitamente, letalmente, desesperadamente - e não menos importante - unicamente. Entrega-te, põe, pesa e deita teu corpo contra o meu e se rende ao meu cafuné e ao meu beijo de humilde, e forte gosto. Seja minha.
Vento, venteia minha cabeça, funga em meu pescoço, beija minha boca e limpa minha alma; Pois em ti sinto o cheiro dela. Que as asas da Minha Byrdie estejam sobre esse vento, e se aprumem e apeiem em mim por uma longa estadia.

domingo, 11 de agosto de 2013

Canto Da Verônica. (I)

"O que é meu está em você, filhão." 
Meu braço, meu riso, minha alma e minha música estão na ponta da faca, estão no riso da criança, no vento frio, na maldade e no raio de luz que Deus põe sob nossas cabeças. Meu amor se encontra esparramado nos esgotos da cidade, sobre os pés de inúmeras pessoas, sobre o olhar de inquisidores que esperam falhas e faltas, e de pessoas que nunca o mereceram (ou eu nunca as mereci, vai saber). E meu coração, deve estar penando em algum lugar, com uma linda mulher negra de laço na cabeça e suspensório, se alguém o encontrar, favor me dizer como ele está e se ele ainda aguenta moer mais um pouquinho.
"Ô Maria!"
Está chovendo. E a chuva vai molhar alguém. Que outrora caíra toda molhada nos braços meus. Não é verdade, mal pode ser. Silêncio, vá embora, me deixa, sem perdão. Mas, me desculpem meus amigos, gente! Eu estou confuso e triste, e até desgastado. Mas, a vida incrivelmente forja seus grilhões em mim e me faz mais uma vez um escravo de agosto, me fazendo dobrar os joelhos contra minha vontade e assistir na primeira fila do Leviatã comendo meus sonhos, planos, verdades e concretizações. 
"Se você quiser alguém, pra ser só seu;
É só não se esquecer, estarei aqui..."

Sinto falta do meu velho, poder ligar pra ele, e falar com ele. Se eu, um maldito, desgraçado, fudido, desgarrado, desajustado, sangrado e excluído contasse todas as coisas, e pedisse por ajuda, ele iria me ajudar, ele estaria aqui por mim, ele me motivaria a continuar, ele me daria aquele gás enérgico, me abraçaria, beijaria a testa, e se eu seguisse os conselhos dele, daria tudo certo. Como sempre deu. Sei no fundo de mim que ele sabe, só que ele não vem, não ajuda, como se estivesse contido e preso em algum tipo de dimensão cósmica. Imagine perder a única pessoa com quem você poderia conversar de igual pra igual, e que não lhe censura, mede, fala, interrompe, e ainda continua lhe amando. Esse era o meu pai. Tenho receio de ser um décimo do maravilhoso homem que ele foi. Porque apesar de tudo - creia em mim, leitor - aquele canalha foi o melhor pai do mundo. E ainda é.
Eu vejo um brumeio muito denso e espesso na minha frente, como se o Céu descesse sobre mim, ou eu me crescesse como um Anjo ou Santo Guerreiro e subisse até as nuvens. E eu não consigo ver nada a fronte ou aos lados, apenas sinto que qualquer hora um golpe será desferido - Não que eles já o foram - para acabar com todo o resto do meu castelo. 
Fui iludido na minha vida. Fui trocado, embalado, enrolado, traído, jogado, disputado, menosprezado, extorquido, cantado, matado e surrupiado. Não consigo sorrir, porque tenho mágoas demais, e qualquer coisa que o vejo não me contenta, eu quero a verdadeira felicidade, e não um motivo fútil para sorrir. 
"Ai! Se eu pudesse, fazer flores e estrelas;
Eu conquistaria você; Moça..."
Eu quero ir em lugares aonde me sinta bem, e não aonde fico com falta de ar. Eu quero poder conseguir agradar quem está do meu lado, e quero poder mostrar minha cara sem se preocupar com o tabefe que ela vai levar. Eu tô cansado de levar pedras, e é por isso que eu vivia isolado em meu Ibi. De onde eu venho, é sensato ficar isolado, porque assim nem você, e nem ninguém se machuca. Eu só queria fazer ela feliz, eu só não queria ter cíumes dela, eu só queria que ela notasse que apesar de trabalhar como um cão, e estar morrendo de dor de cabeça e falta de ar, eu tava ali, dançando com ela, e tentando proteger ela, eu só queria não querer tanto, eu só queria menos do mundo e menos ainda de mim. Eu queria cair numa cova funda e morrer, porque assim talvez eu teria mais crédito com muita gente, afinal: Quem morre vira santo. 
Se as pessoas não sentem sua falta, não corra atrás, deixem elas virem. Pode demorar, mas, elas vem. E vem de joelho dobrado, pedindo perdão, e se avergonhando por todas as injúrias. Não é história, é lição: Isso já me aconteceu. E meu pai me avisou que voltariam, e só dependeria de mim o próximo passo, e até agora eu fui feliz. Eu como do boteco sujo, eu ando esfarrapado, gosto do frio, falo com mendigos, rezo a Ave-Maria dos malditos, e ouço tudo o que malvadeza da boca das pessoas. Eu sou da miséria, e na miséria vocês querem que eu fique. E eu ficarei, estarei sentado no banco da Sé, com a cabeça em pé, aguardando a punch-line final - Ou de Deus, ou de vocês - como quem aguarda uma nova fornada de pães. Ansiosamente.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Byrdie (II)

Deita minha cabeça na grama, ou no teu colo. Ou o teu ventre seco ou a grama serão meu travesseiro, apenas depende de ti. Entre pela porta, e não saia, fique o tempo que você achar bem necessário e cuide deste coração que agora é teu.
Olha nos meus olhos e tange o branco de vermelho, ou ao menos profere alguma palavra que muda toda a situação. Tire o medo e dê a certeza de que o que tento tanto lhe dar sem sucesso algum, é o que mais quero de ti. Não porque quero por comodidade, por estorvo, ou por troca fea de câmbio, muito pelo contrário. Quero pelo dom de te amar, querer e ser por ti bem aventurado.
Saiba que quero mais de ti. Quero seus beijos, seus olhares, sua vida, seus abraços, amassos, segredos, verdades e todos os afãs que estiverem propensos a estar entre nós, quero tudo que possa ser emanado e vindo de ti, porque é a ti que quero, e não a ninguém mais.
Pode se ter 40 mulheres. Quais das 40 iria fazer um bolo de limão, cafuné, pegar metrô comigo na hora do rush, e estar comigo nos dias bons e ruins como você, Byrdie? Quantas delas "Keep the Faith" como você faz comigo? Quantas dançariam Al Green comigo? Quantas seriam metade do que você é? Quantas tem o teu beijo?
Olha nos meus olhos, e vede quanta coisa tenho comigo. O material é medido, mas, o que se encontra minha mente, espírito e falar, não se é. Vem comigo, amada minha, e abra todas essas janelas deste quarto, deixando a luz do Sol tocar seu corpo e brincar de esquentar você enquanto todos os dias correm no tempo, e correm ao nosso favor.
Deita-se cama, e apoia-se e mim, faz o que quiseres, põe tuas coxas entre minhas coxas, e brinda a nós dois com o teu sorriso, põe-se acima de mim, se fixe, e volte em mim, se entrelace, percalce, ria, suspire, e chame meu nome. Diga que (me) quer.
Estou atado e posto em teu altar, sou teu cordeiro, pronto ao teu estadio, sem medo algum do que venha acontecer. Só peço que se vier, que venha como nunca se veio antes, e que faça meu Céu tenha outra cor, mas, se for para o barco virar, que me avise antes que eu caia num mar aonde não sei nadar.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Confronto.

Deixo, não deixo,
faz o silêncio ser Rei da razão.
Ouso ser quieto.
Para você ver seu erro e correr até o acerto.
Jogo o caxangá para alguém poder ouvir:
Meu canto doído,
e sentir amor em mim.
Deus me fez forte,
mais forte, minha trovada.
Nada temo, nem muo:
Faze-me teu instrumento, Javé.
Se sou tua harpa,
Tocas em mim a boa música;
E me ensina o semeio dela.
Me livra do mal,
e das coisas tolas.
Que as palavras caiam;
E eu seja (re) erguido.
Dá-me a frieza boa para ninguém mangar de mim.
Quando era criança;
Eu tinha medo, até chorava,
pois fortes touros de Basã me arrodeavam,
e juízes me julgavam pela trova.
Mal conto até dois,
e Tu vem até mim,
me livrando do mal e ungindo,
E aperreia, e segue me amando.
Se eu cair, me levante.
Dá a força de carregar mil esquifes.
E se eu chorar, seque o meu pranto. Me ame.
Seja meu pendão, alpendre, brasão e motivo.
Esteja comigo, e me livra de todas essas maldades.
Me complete, e me livre de todas essas angústias.
Me dê um sorriso, para eu lhe devolver.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Âncora.

Pai, que saudade de você.
Como já é de praxe, você já sabe de tudo o que tá pegando. E sabe como estou, e porque estou assim. Você agora está num lugar melhor, melhor até mesmo do que aonde gostaríamos de estar, melhor do que você mesmo imaginaria: Ao lado direito do Mestre Criador. Sem dor, ódio, mágoa ou receio.
Pai, Se foi você, ou alguns dos anjos e santos eu não sei, mas, que eu agradeço a todos vocês pelas viradas/guinadas/segredos/mistérios da vida, isso eu agradeço, sem erro ou mistério. Perdoe se meus modos me fizeram errar em alguns pontos malfeitos ou fechados. Perdoa. Mas, olha por mim e me mantém sóbrio para o que vier. Olha por mim e pela menina de cabelos lindos e miraculosos que se aesconde por baixo da minha asa, e que tem um riso lindo, voz meiga, e a mania de fazer todas as minhas vontades. Abençoa. Cuida de cada um que estende seu braço para me ajudar, e cada um que atira sua pedra pra me deitar. Perdoa.
Que o riso dela seja uma janela aonde eu veja o sorriso de Deus, que o abraço dela tenha o abraço de meus pais quando eu era uma criança, que a voz dela seja a música mais que perfeita - cadenciada. Que o amor seja a semente de frutos, que nós cresçamos, e sejamos melhores, coerentes e reais um pro outro, que a vontade de possuir desagrave todas as guerras, e que a cada amasso, cada beijo, cada compasso, movimento, mordida, beijo e sussurro, estejamos cada vez mais um perto do outro; Não por fazer o dois se virar um, mas para poder fazer cada vez mais você perceber que eu sou teu, e que você é minha. Toda minha.
Deixa eu te beijar, Byrdie. Eu te beijo e vou embora, eu só amo uma mulher por mês. Eu te amasso e vou embora. Eu te uso e vou embora, eu te carinho e vou embora, eu te rezo e vou embora, eu te gemo e vou embora. Deixa eu ser a sua anágua, sua cinta-liga, corselet, saiote, prenda, pendão, reza e minarete. Deixa eu ser mais que seu cobertor, e menos que bel instrumento de prazer. Que você seja a barra de chocolate igual a que eu dei pro mendigo daquela Igreja da Mãe das Candeias na Brigadeiro. Que você me aqueça, entorpeça, me dê endorfina e me faça feliz...Como eu tento lhe fazer.

domingo, 30 de junho de 2013

A Mente Sionita (I)

Eu quero a paz dos braços de minha avó, e a positividade dos hare-krishnas do centro da cidade. Eu quero o mais duro dos rochedos como travesseiro, a terra como cama feita, urtigas e espinhedos como cobertores e lençóis, e a paz de Deus em meu coração. Eu mereço. Deixa-me só, isolado do universo, remoendo meus problemas, medos, percas, e traçando meus dias de sionita num esquadro desregulado e insosso.
Abra teus olhos e lembra-te de mim quando lhe tomei pela mão, e lhe mostrei as coisas do lugar e fiz minhas asas serem as tuas asas; Lembra-te de rir desembocadamente quando você sentir o Sol tocando seu corpo amorenado, e seus cabelos tão cheios, tão avoados, tão caóticos, tão lindos...Vocês dois, me guardem individualmente, e mutuamente, me guardem em vossos peitos, como filho entranhado e amado incubado.
Olha por mim enquanto eu não puder atravessar essa barreira para ir te encontrar, meu velho. Cuide, ria, beija, proteja, sinta, fale, brigue, disfarce, gema, mas, o faça. Não deixe passar qualquer oportunidade batida de me crucificar, ou me aceitar.
Deixe eu segurar você mais forte - Não para lhe machucar - para não te deixar esvair de mim, mas, como o vento teimas em ir embora. Sua efige com sua barba, seu óculos, seu cheiro de cigarro, sua magreza abrupta, nada disso, nada mais. Foi-se tudo. Ficam as músicas aprendidas, os dias vividos, as músicas, as histórias, a religião e a família, e todo o resto que se aplicar perante nós, é mentira, pois bem sabemos.
Byrdie, apeia. Santos homens, e Sacras mulheres me ousam penar. Eles estão certos, assim como estou certo em minha inocência. Cada um tem uma verdade, e Deus tem-se em todas; Por isso lhe digo que esteja no lado em que lhe sentir bem, em que lhe for melhor, e de mais útil. Ide e vede, pelas ramas de plantas, e pelo segredo guardado no ventro que arrodeia minha cintura, que tudo é irreal, tudo é mistíco, tudo é épico. Lembra-te da tua derrota, para esmerilhar a glória que Deus há de lhe dar. Não julge, e nem faça da dor, demência ou mau afã, um motivo de riso: Poderia ser ti que sofria do mal pôsto. Tome cuidado, reze, tenha fé, tenha coragem, seja sisuda, seja menina, carregue um sorriso brocado, não tenha medo da morte, seja forte para o futuro, seja como o trigo, seja minha.
Eu não vou renunciar, eu não vou desistir. Meu pendão é de madeira oca, e dentro guardo minhas histórias e poucas recordações. Meus brasões e distintivos são poucos/nulos, mas isso não há de afetar o que penso. Meu português oscila entre o português atual e um perfeito português lisboeta de 1965, e isso não m'afeta em nada de mod'algum.
Eu espero de riso largo, e braços abertos minha morte. Eu não vou renunciar aos meus pensamentos, eu não vou sair brigando como uma criança mimada, birrenta e inconsequente, eu não vou chorar no ombro de qualquer um uma dor punguente e maldita, eu não vou cair, eu não vou esquecer de Deus, eu não vou falar maldades do que sei, penso, falo e acredito. Eu não vou dizer nunca, e eu estarei sentado na beira da estrada de algum lugar, com meu violão embaixo do braço, minha costeleta toda preenchida, meus pés descalços, e com meu sorriso amarelado completo: Tocando uma música, e me perdendo paisagem adentro, apenas para você me ver, e crer que agora eu aprendi a tocar aquela música do Roberto que meu pai não me ensinou...
E muito prazer, eu sou o Búfalo de Gelo no Santo Campo de Centeio, eu vou lhe por pra baixo, eu vou lhe magoar, eu vou lhe fazer sofrer, eu vou lhe fazer morrer.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Transe.

O Céu está lindo hoje;
E o seu sorriso mais ainda;
O sofá será pouco para nós, Byrdie.
Incandeia, ascende, pulsa e dobra.
Cada um em seu ápice,
cada momento se eternizando no hall,
e assim seguimos o sinuoso e lindo caminho do "nós".
No seu café eu acordo, agito, e fico aceso,
e você na minha calmaria se rende, desarma, entrega.
Cada um de nós dois deixamos cair nossa armadura;
Canela mescla com o leite, faz um cappucino gostoso,
No meu peito toca uma música que só você ouve,
enquanto eu carinho seu cabelo e lhe falo do mundo,
é quando o dois se torna um e funde no amor,
o que a maldade tenta desgranhar em tempo normal,
e quando fala no pé-do-ouvido, como tanto me quer mais,
é o tanto que tenho tentado, estar mais em ti.
E te vejo, lindamente, como quem posa para uma foto,
com o busto preparado, riso debochado, pernas precisamente anguladas,
e de repente, você me beija, e me desarma para começar a amar de novo.
Só mais uma, só mais duas, só dessa vez,
seu cheiro está em mim, sua face virou uma foto na minha mente,
e eu me perco no seu infinito, e dele não saio tão cedo,
seu corpo é um disco sem riscos e nunca ouvido,
que eu faço questão de poder ouvir e tocar.
Nossas roupas se perdem umas com as outras,
e nosso riso se funde com nossa história,
deixamos o hoje para ontem, para viver o agora.
Só mais vinte, só mais um, só mais nove.
Hoje é eu e você, e mais ninguém.
E nem nada.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Bilhete Para Byrdie.

Eu te amo;
E nesse amor quero me inundar.
Quero me afogar em teus cabelos,
nadar no seu íntimo,
ser um vírus que não seja resistente.
Quero que pereças em meus braços,
e deixe eu te levar para o meu mundo.
Apesar de ser você o meu pássaro,
deixa eu te levar nas minhas asas tristes,
dá-me a chance de te levar pelo Rossio,
e te mostrar tudo o que ainda não contei;
As flores, torres, cores, e açores.
Deixa, eu te beijar calma e excitadamente,
e que a nossa vida seja pouco para isso,
deixa eu ser seu Céu coberto de estrelas;
E que nessa constelação tão intensa;
Não se caba nada, nem ninguém.
E aquilo que tenta nos interferir, ou dividir o dois que é um;
Que pereça, caia, e refugeie.
De nós, só cabe o nosso, e mais nada;
Tampouco, mais ninguém.
Menina, apeia, eu tô aqui na rua,
esperando você, para me completar mais e mais...

sábado, 22 de junho de 2013

A Via Láctea.

Me ponha em uma estrela;
Me oponho ao universo;
Proponho um cotidiano belo;
No sonho a Lua se alteia;
E se guarda nas nuvens
Para eu deixar o Sol brilhar,
por cada fresta da minha janela,
e farei o riso brotar em cada boca;
Deixa eu fazer você ser feliz,
te encantar e te conquistar;
Te tatuar no meu coração;
E lhe amar até o meu fim.
Me guarde em teus braços,
e não cure minhas feridas,
deixe eu ser apenas seu segredo,
e que ninguém saiba de nós dois.
Num canto mal-iluminado;
Entre Saturno e Júpiter,
eu pedi a tua mão,
e você me disse que iria pensar,
e os anéis que lhe dei,
e as etrelas que eu relutei,
e as nuvens que eu limpei,
só pra lhe fazer feliz;
Não valeram a pena?
Vem comigo,
minha rainha,
navegar distantes,
num céu que abrange,
todo o infinito e mais além,
e que só sabe a nós
e a mais ninguém.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Quereres.

Quero morrer cedo.
Quero poder ao menos segurar meu filho nos braços, ter você ao meu lado, e rir. Rir de tudo isso, porque a vida é uma piada gostosa e sadia, por mais que me pareça sádica as vezes. Quero poder deitar meu corpo feito numa rede, e ouvir um canto - qualquer um - e saber que está tudo bem. Quero acordar ao menos uma vez na nossa casa, na nossa cama, te acordar com um beijo, e ver que valeu tudo a pena.
Quero ir embora.
Sinto que a cada ato meu, a cada cuidança, a cada passo que dou, um rastro de destruição e desgraça me acompanham. Sento-me no chão e observo senhores tão alinhados, e tão lindos, e tão poderosos. Por quê eu não posso ser um deles? Deus sabe o porque. Renego a boa cama, a palavra fértil, a gota de doce e o medo da vida, porque não me compensa ser igual a vocês - Eu tenho o meu caminho. Percebo as rosas e lhe mostro tais rosas, com um espináceo forte, mas, minha amada Byrdie, elas são rosas, apenas rosas. Nada, e nem ninguém há de se comparar ao que és e tens, e o que fazes comigo.
Quero uma cova funda.
Quero ter a certeza de que eu possa estar em um lugar aonde nada - nem ninguém - possa se perturbar, se sentir aflito, se agoniar, ou crer em mim. Eu sou um Cão feo, Ás Negro, e flêuma de dissonância. Eu não deveria existir, e tampouco hordar linhas que julgam, hm..."Bonitas". Eu não mereço um nono das coisas que tenho comigo, por isso agradeço a Deus tudo o que tenho, mesmo não sabendo quanto tempo dure.
Quero seu cheiro.
Quero dormir sentindo no vento o seu cheiro, e no brumeio denso da cidade, o teu abraço. E nas andanças de cadências do dia-a-dia, quero ter você aqui comigo, até o dia em qu'eu segurar nosso filho. Sonho bobo, porém o que eu mais queria. Dormir, acordar, trabalhar, brigar, beijar, amar, torcer, respeitar, sorrir, chorar,  e viver você. Sem medo algum de errar.
Quero a liberdade em azul. E sem gelo.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Byrdie.

Byrdie, se apeie em mim. Ondas turvas tentaram nos derrubar, e por tantas com quantas vezes olhares tetaram nos turvar - sem muito sucesso. Após beijar minha boca, e ter de mim o que só você tem por hoje, deita-te em meu peito, e trás em mim a paz que eu tanto não sentia, e a calmaria para um tempo tão nublado e brumeiado, que até dá medo de analisar.
Olha as rosas no jardim, que brilham, reluzem, sorriem e se curvam perante a sua rosa primal. Para quê se renegar, Byrdie? Se soubesses como é linda e a tanto e a como e a muito desejava ter o meu estio contigo, e ter uma gritaria tão forte em meu ouvido, que de toda essa barulheira, só ouvia nossos dois corações: Batendo descompassados, um sobrepondo a batida de outro, como um pífano sobrepondo um toque de bumbo no côco de Jackson do Pandeiro.
Sorri pra mim, e fixa na tua face; É assim que te quero. Te amo não por amar, por comodismo, ou por associação, mas, pelo incrível - e inenarrável - conjunto da obra. Você chegou até aqui, e há de ir mais longe, Byrdie. Apeia, e sai do ninho, avôa por todo esse campo de centeio e trigo que nos arrodeia e vê que o mundo é seu, e nessa vida quem para cria musgo, e se perde numa maré d'ilusões. Byrdie, trouxe um livro para fazer sua cabeça, trouxe um beijo para lhe florir amor, trouxe um amasso pra lhe excitar, trouxe meu coração para você machucar.
Byrdie, tenha a gratidão, a fé, e a paciência, pois tudo se ajeita e se afirma no universo, assim como cada dia nos solidificamos e vemos cada vez mais o que se tem depois de "lá". Esqueça os pendões que levantam, meu amor, fique por detrás de mim, me abraça e sorri, e ri tão forte, tão bem, e tão gostoso, que cega até São Miguel Arcanjo e sua legião de Santos Anjos com essa sua felicidade e amor todo. Deixa que o Sol se ponha entre seus ombros macios, cansados, esmaecidos e carentes de uma proteção, e deixa eu estar aqui, e cuidar de você.
Crêde em mim e nestas escritas tortas, que penam em lhe dizer tão aguçadamente, o que a boca diz tremendo e gaguejando, e os olhos desviando destes olhos seus, não irão em suma lhe dizer.
Byrdie, abre tuas asas e voe por todos os cantos do universo, e solte esse seu perfume de avenca-forte no meu peito cansado. Olhe as pessoas nas ruas, e deixe elas ser elas, porque o que importa está guardado e sacramentado dentro de nós dois, e o que cabe a nós, não se dá, toma, ou empresta a ninguém. Corra e olha comigo o Céu que Deus nos deu, e sob ele, anda comigo de mãos dadas sobre todos os campos da terra.
Deixa que o seu cheiro seja o meu favorito, seus olhos minhas gemas, sua pele minha capa e tecido nobre, cetim de três cortes em "F". Deixa, que eu ponha minha mão em sua cintura, e saia por aí te exibindo, como se você fosse um troféu. Você é muito digna disso, eu quero mostrar pro mundo como lhe quero, e como me sinto honrado de ter sua presença sob mim.

domingo, 2 de junho de 2013

Reza.

Obrigado, Meu Bom Deus por tudo. Muito, muito, muito obrigado mesmo. Obrigado por sua bondade sob nós, sobre os aprendizados, pela coragem, determinação, amor, e dom de fazer dor florar alegria no coração da Byrdie. Muito grato por tudo isso que me dás a mão-pronta, e eu nem sei como agradecer, ou louvar a tua graça.
Obrigado, também, ao meu pai, que há tanto floreou histórias de reis e cavaleiros medievais e pela intervenção que valeu um soco na cara de alguém, e a devoção no meu Glorioso São Cristóvão, que me guiou nos passos firmes, Meu Glorioso São Jorge Da Capadócia que me valeu na hora do aperreio e me deu coragem que há tanto perdi em algum back-corner mental, e principalmente a minha mãe e minha vó, por eu ainda ser um gentleman, e como todo bom guerreiro protegido pelo Guerreiro Do Cavalo Imaculado, ter a força e vontade de intervir na maldade fea. Obrigado por tudo isso, Meu Deus.
Obrigado, pela minha armadura, pelos anjos no meu caminho, pela força sobre-humana, por ser rude, seco, feio, burro e bobo, obrigado pelo beijo bom, pelo abraço, pelo riso, e pela frieza de perdoar o inimigo ante a batalha fea. Obrigado, obrigado, e obrigado.
Deus, perdoa. Perdoa cada um de nós, principalmente eu e ela por estarmos correndo atrás de nossa vida, nossa felicidade, e por eles, que se julgam liberais, extremos, inteligentes, leitores, "de presença", mas não tem a coragem que destes em mim hoje.
Obrigado por eu novamente ter um sorriso que ilumine até o fundo da minha alma, Bondoso. Obrigado por achar uma pessoa que compartilhe de mim, a simplicidade, o amor, a esperança, a fé, e a coragem. Obrigado pelo Senhor me dar a chave de um coração tão maltratado, que agora bate vivo, e tão inteligente, e tão maravilhoso, e não por mim, mas porque tu me deu este merecimento, Bom Deus.
Deus, obrigado pro tudo que está ao meu redor, e todas as coisas que emanam energia positiva. Que eu possa, lindamente, retribuir. E o que me mandar negativa, que eu prisme para positiva. Abençoe cada um de nós, Deus, crianças tão bobas, e abençoa aquela linda menina que chorou pelo medo, mas, depois da presença de seus anjos, chorou de emoção quando viu as pinturas, desenhos, e sacrários no Mosteiro de São Bento.
Abençoa, aquela que é hoje uma das pessoas mais importantes e influentes na minha vida. Obrigado, Meu Glorioso São Jorge pela força dada a mim, nunca lhe retribuirei tal graça. Mãe Aparecida, e Mãe das Candeias, suas lindas! Obrigado por esse manto gostoso que nos cobre, intercede, e livra a gente dessa mesma maldade fea. Ah como eu as amo.
Deus, abençoa toda a plantação de trigo. Cada uma de nós - sementes tortas, retas, finas e grossas - tem uma chance de ser feliz. Multiplique essa chance a cada um de nós, bom Deus. Que se não deu certo, que tentemos com outro solo fértil, até que floresça e cresça a linda Rosa - Vivença do ser.
Byrdie, olha pro Céu e disfarça essa sua lágrima d'alegria, como quem viu Deus. Deus está dentro de ti. Olha para as pessoas e vê, que o mundo é lindo e tudo vai continuar, continuar, para louvar sua vitória. Deixa eu sorrir e beijar tua boca, essa boca, aonde me perco de devaneio em razão. Sorri para o Jardineiro Deus, que cultiva cada uma dessas flores, mas, que flor é mais rosa que rosa? Amada seja essa sua rosa, esta nossa rosa. Me puxe e ande comigo, me tenha em seus braços, eu vou te amar, juro! Eu vou te equilibrar, e toda a maldade, não deseje de volte. Cultive bondade, para o bem florar ao nosso redor, assim como florou entre eu e você, e há de florar mais na frente. Byrdie, você quer namorar comigo?

Bom Dia, Byrdie.

Acordei, e abri a janela, o Sol está escondido e frio, e um ventinho gostoso. Está frio agora, e o que eu mais queria era um beijo teu. O que eu mais queria por toda a minha vida era um beijo teu. Queria poder ser seu abraço, seu beijo, seu carinho, seu copo de coca, seu sorriso, seu facho de luz, o cacho bonito que se acurveia e dá o tom perfeito de meiguice ao seu rosto, queria eu ser seu cinto pra se arrodear na tua cintura e nunca mais poder se soltar de ti, e dos teus carinhos.
Se esqueça da ruindade e lave-se da maldade, você está em outro lugar agora, e vivendo outra situação, Byrdie. Saiu o Sol, e é hora de acordar, te acendo mil velas, por favor, vem me falar o que faço pra você não sair da minha pacata e humilde vida, o que faço pra cada vez mais ter você do meu lado. De repente você volta do seu vôo distante, e me trás presentes maravilhosos, e nem eu sei como aceitar tudo isso, só sei que estou muito feliz em estar contigo e que cada vez te sinto vontade de te prender numa gaiola, pra nunca mais lhe soltar. Há tanto e como lhe quero, pequena minha.
Nestes amontoados de palavras vãs, feas, e bobas, sinta o que peno em lhe dizer, quero você, anseio você, e se depender de mim, a lágrima que tanger teu rosto, há de ser d'alegria, e nunca de dor. No máximo, dor de parto de um bebê com black power.
Não me conte e nem me mostre o que está guardado e fringido por detrás do véu.
Deixe que com o tempo eu consiga abrir todas as suas janelas, e lhe faça feliz o bastante para que o véu caia por si só. Deixe que esta barreia de vento que irá nos arrodear mais tarde, seja o suficiente pra você gostar de mim, do jeito que eu há tanto gostava contido (e hoje grito tanto para dizer como gosto)  de ti.
Suas meias, cintura, cabelo, olhos, sorriso, boca, pose, charme, enfim...Tudo o que lhe move, lhe faz feliz, lhe é guia e lhe permite o lúdico e maravilhoso maquináceo dom de viver, abençoado seja. Agora, o que for vão, torto, humilhante, ludibriante, e vão e feo, aparta-te de ti no primeiro golpe de vento, e que seja longe de ti no primeiro piscar de olhos de Deus; Pois tampouco a ti merece maldade alguma, como a maldade precisa de uma companheira tão boa assim como ti.
(Infelizmente) Eu não posso lhe obrigar a tomar um rumo. E mesmo se eu pudesse não se faço isso, mas, peço ao mínimo, que venha comigo, para ser feliz, e curtir ao meu lado tudo o que eu puder lhe dar, e para poder ser maravilhoso, lindo, único, e forte, todos os dias das nossas vidas, aonde apenas tenha eu e você, e mais ninguém.
Hoje, quando você acordar nesse frio tão gostoso, que você sinta meu abraço, que mandei na asa do vento, e meu beijo. E quando você me ver, não hesite, pule, corra, abrace, beije, morda, mas, venha. E aí eu serei bem mais que feliz.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O Vôo da Byrdie.

Eu tinha um pássaro. E ele voou para longe. E eu não o vejo mais.
Eu tinha um pássaro, e eu não o prendi na gaiola por aquela linda canária ser do mundo, e não minha. E por isso, ela foi embora. Toda a noite pesa nas minhas costas mais uma vez, e mais uma vez eu sinto um pesar de uma sina sem compreensão integral: A do caminho de um só. Sem amigos, sem amor, sem cachorro, nem  nada. O pássaro me jurou lealdade, lealdade que a dei, e não recebi. E isto dói. A Byrdie, de tantos estilos, palavras, jeitos e faceiros, não deu por valer-se no que lhe pedi. E mais uma vez eu tombo.
Logo, quando dei por mim, o canto daquela canária não encantava mais, e suas prumagens apareciam cada vez mais longe, num vôo mais demorado e distante, até sumir por adentro do horizonte.
Eu jurava algum dia a mim mesmo ser feliz; Nem que isso custasse minha cabeça. E vejo que nem se botasse minha cabeça a tal mister, eu conseguiria ter essa situação. Minhas felicidades são momentâneas e sub-divididas e agrupadas em níveis de sinceridade, momento, e pessoas. 
Nunca tive algo que durasse 100% de mim e me desse total alegria, conforto e satisfação (como exceção da Mãe Música). Tudo de repente some, desabrocha, foge, briga, rompe, trai, renega, ou ignora. E nisso continuo a labuta diária de um Sionismo infinito.
Não tenho mais vontade de sair na rua, nem de ver o poente do Sol no alto da São João. Meus amigos moram na minha cabeça, e perco a cada dia a vontade de continuar brigando por um futuro, brigando por alguém, brigando pela felicidade, e por tudo. 
Sou totalmente grato e humilde a Deus por tudo que me tenho nas mãos e dependências, porém, rezo muito para que a barca vire, e eu morra afogado no veneno de tudo aquilo que um dia pode me fazer "bem".
Estou cansado. 
Muito cansado de tudo isso e todas as pessoas. Quando meus pés semi-cansados vão encontrar pés semi-cansados também, e descansar com eles? Quando eu vou poder conversar de igual pra igual, olhando no olho? Quando vou beijar a doce boca tão esperada e prometida pelas Síbilas? Quando eu irei ter algo de que me orgulhe por ter participado? Quando poderei ter (novamente) a vontade de gritar ao mundo um "Obrigado" por tudo que ele me ofereceu? Quando eu poderei ter bons amigos de novo, e não essas ovelhas tão desgranhadas e soltas como eu? Quando eu vou poder ir ver meu pai e jogar tudo isso pro alto?

terça-feira, 28 de maio de 2013

O Deserto de Cemal (II)

Eis que estou aqui de novo, sentado no topo de uma duna. Meus olhos não enxergam nada. O pássaro pernicioso do passarinhedo, místicamente deixou uma pena cair, e com essa pena escrevo esta continuação malcriada de minha história, e faço de Deus, da Música, e da Coragem minha hóstia para comungar. Tem noites que não durmo, e houveram dias em que passei fome, mas consegui suprir necessidades. Amigos me abandonaram, musas sumiram, mares secaram. O vento foi meu confessor, e o Sol meu juiz; A chuva, quando penava em cair, me machucava a pele, porém me hidratava, e me lavava da poeira má, me dando uma razão para continuar...
Carrego pessoas. Elas estão nas minhas vesitmentas, nas minhas orações, nos meus escritos, nos meus olhares, pensamentos, vontades, desejos, e no meu falar. Todas elas, sem exceção alguma, estão comigo. Mas eu não fiz questão d'estar em qualquer uma delas. E nenhuma delas fez questão de levar um pedaço de mim co'elas, assim como eu levo elas em mim. Me sinto como Christóvãm: Eu apenas carrego, apenas faço a travessia, e de súbito, quando tudo dá certo, sou de novo jogado ao back-corner para fazer outra travessia. Engraçada a vida, não?
Ás vezes dá vontade de chorar, de gritar, e espernear, pedindo pra ir embora, ou até mesmo tentando, mas,  se é isso que vai acontecer, por quê fugir do inevitável? Tudo acaba aonde se começa, e toda a história é escrita aos dedos do Criador, porém, Byrdie; Meenie; Sinhá; e geral: Você pode irromper o destino e mudar sua história, porém, se for sua sina viver para presenciar e ser peça d'um único momento, ele não sairá da tua vida por nada neste mundo; E você viverá atordoado nesta situação.
Irromper mundos, transformar sua história e tomar as rédeas da vida é doloroso, pesaroso e incauto, mas, se você o fizer, você terá uma história a contar, de tal modo que você nem imagina como desenvolver o personagem, por isso algumas pessoas preferem viver como marionetes (de Deus ou do sistema).
Sinto saudades do que já se foi, de risos, abraços, beijos, brigas, mesas de sinuca, violões uníssonos, discos e vocais potentes. Sinto falta dos que eram meus pilares e de ter um porto seguro carnal. Sinto falta de ter uma idéia boa da vida, e de um sonho juvenil - Não que hoje eu não esteja bem, afinal de contas nada mudou, só os sonhos que cresceram, pessoas que morreram e entraram e saíram da minha vida, e a solidão que continua a me cercar.
De certo modo, sinto que a morte é a boa idéia e a melhor das guerras a ser vencida, por isso concordo com meus inimigos quando eles rezam pela minha morte, e quando juram me quebrar, ou quando dizem que eu deveria ter morrido no lugar do hamster deles. Eles tem razão, eu sou um homem mal, eu nunca fiz e nunca hei de fazer um bem a alguém mesmo, por isso rezo que qualquer dia Deus veja o erro que fez pondo essa pobre titica no mundo, e o arrebate para assim, e que eu fique na proteção da Mãe Das Candeias; Aí não tem mais deserto, tristeza, solidão, solteirice, mágoa, angústia, percas, e o Deserto, levemente, começa a florir em torno de minha lápide de Jásper.