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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Oração.

Senhor, isola meus amigos numa nuvem, perto de Ti, e do Véu da doce Mãe Maria. Guarda eles em cada um na sua devida força motriz e amor. Guarda eles como guardas a mim e minha família. Protege cada um e seus projetos, inclina-se para ouvir a mim, e a eles, meu bom Deus. Guarda minha família, embaixo de sete chaves, sete correntes e sete cadeados, e que cada um tenha sua força conservada em natural estado, e que mal algum atinja a porta deles. Senhor Deus, confirma meu escrito sobre essa terra bruta.
Cuida, Deus, de cada coisa que se mantém viva e inteira no mundo. Protege, faça parte, e interaja com cada um de nós que se perde nas ruas cheio de dúvidas e porquês, e se sente cada vez mais perto da morte, ou da caída do ser, olha por cada um de nós que se perde a cada esquina, a cada copo, riso fútil ou vontade de sair andando por aí, sem ter mais ou sem ter porque. Deus, olha por cada um que tem seu coração esmigalhado por uma menina, ou por cada garota que decide virar uma durona, sendo que nunca foi assim, nem há de ser. Deus, cuida de mim e de minha mente atribulada, e que algum dia - que não tarde, Dulcíssimo Deus - eu ache o colo certo para minha cabeça pesada parar de pensar, e assim cair meu corpo contra a grama, e assim deixar o mundo ruir em pedaços.
Cuida, do meu coração, e que nunca ninguém alcance ele, sequer mexa, machuque, pise, humilhe ou debande dele. Deixa-me voltar a ser a coisa errante e cega de antes, se debatendo nos cantos de cimento e concreto para poder brotar um riso sádico da boca - e sim, tem gosto de sangue. Que mal algum adentre em meu coração, e qualquer pessoa que o magoar e o machucar, não o faça parte. Eu agora, Deus, estou deixando e passando para depois todo tipo de maldade, descaso, e mentira, sinto-me unido, porém vivendo por mim, e não por nada. Conserva-me em minha essência, e se eu estiver errado, mostra-me agora meu errado (cousa que sei que você NUNCA irá me mostrar, porque cada vez que eu erro, você só sabe me afundar em dúvidas e porquês).
Deus, por quê?
Deus, a menina mais linda, do sorriso mais lindo, do corpo mais lindo, do mais do mais está por aí, e eu estou aqui. Seria isso karma, cousa da vida passada, ou maldade com minha alma que tanto se importa com cousas vãs? Deus, será que pedi tanto pelos meus amigos, que - a grosso modo - você esqueceu de mim, ou eles não retribuíram as orações? Deus, olha por mim, e por tantas cousas que deixei de fazer pelos outros (tolamente). Deus, segura-me em tua mão, e percebe o quão dependo de ti, e o quanto ninguém liga, ninguém importa, ninguém tá nem aí. Deus, se pá tá todo mundo omisso nessa porra, enquanto eu tô de peito aberto, esperando por alguém, alguma coisa, alguma forma de vida que me abraça e me tire desse furacão de pensamentos e que realmente se importe comigo, que realmente tenha a porra da voz ativa, que tenha palavra, que chore, que sangre, e pereça de joelhos ante essa terra de gosto amargo que meus avós pisaram em 1958.
Deus, cuida da minha mente tão conturbada, dos meus sonhos tão esmigalhados, dos meus desejos há tanto perdidos, das minhas vontades tão distantes e silenciadas, dos meus medos tão ocultos e da minha música, da nossa música, do que me leva até Ti. Me põe em tua vista, despe de minhas vestes e me guarda em teu altar. Olha por mim, Doce Cristo. Eis-me aqui. Me fiz em tua morada, e agora nada mais sou além de um servo teu. Faça-me em mim segundo tua vontade. Tira de mim tudo o que tenho, para ser apenas a base certa e nivelada para ti, e para teu caminho. Sou Teu, demasiadamente Teu, e dos Teus planos divinos ante a toda essa balbúrdia e calamidade. Sou Teu filho, discípulo e seguidor, e por ti hasteio qualquer bandeira, mestre.
Olha por mim, urgentemente. E se não olhar, vai olhar de perto. Cara a cara.

quarta-feira, 5 de março de 2014

The Everlasting First.

Não vou me abater, tão pouco me chatear. Tuas palavras caem como a chuva que cai sobre meus ombros, e a diferença é que as gotas me abençoam, e tuas divagações sobre minha pessoa não lhe obtém um resultado preciso: Nem de mim, nem do que procuras em saber, que está dentro de ti.
...E assim continuamos separados, tu e eu.
Cada um te sua dor, e foi-me ensinado que cada dor no universo é incomensurável, então, não meço a dor dos outros, e nem quero que meçam a minha, pois, o que me dói pode não afetar o outro; Afinal, entenda: Ninguém nasce com o mesmo caráter pré-moldado e fabricado, e se o faz, é porque vive sobre uma cadenciada e latente ditadura, e não a cultura de pensamento livre e dizer dado em cada língua feita com células, espírito e amor domiciliar.
Prende abaixo de tua asa quem é livre, e arrasta para o teu vôo um bojo cheio de joio, porque o trigo que plantaste na criança cresceu com os teus pisões, com os pisões da vida, com os pisões de quem um dia a antiga criança amou. Hoje a criança é moço, de canto forte, cabelo confuso e formosa voz, ouve teu canto antes de sair dessa casa construída de orações: Seu canto é uma oração, que só cabe a ele, e mais ninguém, mulher, lembra-te que lhe ensinou das mãos destra e esquerda, e lembra do Alto que vê tudo e a tudo guarda, a tudo sente e a tudo perdoa. Não leve contigo quem já sabe andar, e não carregue quem já sabe andar, mesmo quem em poucos passos: Deixa o magistral tempo tomar conta de tudo.
Guarda tua língua dentro de vossa boca, e olha apenas: Guarda a cena de teu filho dando passos se segurando na dobra do sofá, olha que agora ele corre, e logo mais avoa. Ninguém tem o mesmo caminho que ninguém, existem-se apenas referências, e quem segue o mesmo trilho que outro vagão, não se permite conhecer todas as maravilhas, erros e acertos do mundo, pondo se em pequenos potes de isolamento, e se abnegando de tomar sua vida em mãos, se desmitificando de sentir o gosto da vida entre suas gengivas!  Vê que tudo cresce neste solo, mas, teus frutos, estão bem, mesmo não sendo igual a ti, nem puxando teus traços; Afinal, coragem não se carrega a mostra, oração não se mostra em boca, pensamento se guarda no silêncio, e ações e caridade ninguém necessita ver. E ninguém precisa saber, o julgamento dos homens tem pena menor (seja qual for) relativo ao julgamento daquele que guarda os passos de seu filho, mulher incrédula do Hebron.
A religião que cada um escolhe, é igual a porra da cueca: Cada um tem seu gosto, e usa a que achar melhor, a optativa é válida, mas, o uso só é feito se realmente for melhor, mesmo que para isso sejam requeridos testes, entende? Ninguém pode/deve/quer/vai se muda por ninguém, e quem faz isso necessita urgentemente de uma aprovação, de um tratamento, ou de uma personalidade e caráter, quem se deita perante qualquer palavra não tem sua própria noção da vida, ou de como deve se viver. Há se o respeito, porém, o respeito acaba quando o conselho vira ordem e depois, mando. Em terra de carneiro de cabeça dura, quem bate fraco morre de crânio rachado.
Não chore, não guarde seus braços, não bata o anel na mesa de vidro, não arqueie os ombros, não ata nos móveis, tampouco venha para cima: Você criou tão bem sua filha, Leoa solitária de Gaza, que não percebe a grandiosidade daquilo que lh'O tornou, e mesmo quando tentam te mostrar, você se faz de cega. Abre teus olhos e vê que a grandiosidade de uma pessoa não depende de ninguém, a não ser de si mesma. Assim o mundo foi criado, e dele foi feito cada um de nós, de nossa própria foça e grandeza, nosso altruísmo e medo. E cada um desses componentes nos formam; Pessoas que se comprimem no metrô rezando por um amanhã melhor, sem que pisem nos nossos pés.
Mulher, olha. O Céu estrelado caiu, e hoje amanhece cinza. Cinza sim, a cor favorita não do teu filho; Mas daquele teu companheiro antigo que hoje está sentindo a própria vida nas mãos, antes que ela se esvaia, ou antes que ele mesmo se esvaia.

domingo, 10 de novembro de 2013

Auto-dissertação não-crônica.

Eu sou único. E isso me atordoa.
Eu sou dono de uma terra fértil, aonde meus sonhos e minhas carências afloreiam sozinhas, tenho mil guitarras d'onde tiro sons inimagináveis, porém já tocados por anjos, santos, pecadores e demônios. Abaixo da terra aonde piso, encontram-se meus ancestrais, e seus conjugues, e assim a vida continua e prossegue mansamente dia após dia, sem ter com o quê brigar. Meus vizinhos não se situam em meu condado, e as ruas que eu cruzo - apesar de cheias - são vazias, vazias do tamanho de Deus, aonde preencho com meus pensamentos, minha música e minha devoção.
Eu sou diferente. E isso não me abdica de nada.
Eu sinto o cheiro dela, mas, ela não está. Eu visto a camisa dele, mas ele não liga. Eu rezo por ela, mas ela não muda. Eu faço meu melhor, e ainda não se é suficiente. Eu caio em pranto, e sou fraco. Eu olho para Deus, e vejo uma plaquinha de "saí para almoçar". Tudo se ajeita, tudo se acerta. Só não se sabe por quanto, ou quando, ou por quê/quem. A verdade e a justiça sempre vem a tona, mas, até para quem vive com a bunda colada na cadeira da paciência, o tempo ás vezes custeia em passar. Não me importo mais em como a porta abra, mas, importa-me a forma que algo/alguém chegue, e pareie-se comigo na mesa, nos instrumentos, nos sorrisos e sente em minha sala e seja minha companhia.
Eu sou eu. Eu quero que você se lasque, caralho.
Minha voz faz o grito, meu braço aspanca o pendão, e meu escudo pena no outro. Eu sou linha de frente, pendonista, guerreiro, general e batedor do cordão. Que cordão? O da solidão, o cordão d'mim mesmo. O cordão que cada um participa coletivamente, porém solitáriamente no seu próprio mundo, ora se isolado para bem (seu ou do universo), ou para o bem de um determinado bando (hipócritas, pois ninguém deve se anular ou exilar por ninguém, mundo livre com cucas livres, cresce criança, pena em nascer pro mundo cavar minha cova, pra eu em paz me morrer, honra o sangue do teu nome, que a sombra não lhe faz crescer) por pura bondade - sim, bondade.
Eu sou a paz. Eu sou a maldade.
Concentro em mim um fraccionário de tudo, e nisso meço todas as coisas, assim como aquele mágico e místico Alquimista Ortodoxo da Capadócia que um dia meu pai me contou. Tudo e todo o complemento é único e útil para cada um de nós, só me cabe saber porque eu guardo tantas coisas na bagagem, e porque num caminho tão movimentado e tão cheio de festas, a avenida e a casa aonde eu fico sempre ficam vazias.
Eu me calo. Eu não falo mais hoje.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Sinédrio.

" [...] De mediocridade grande, pungente e visível, este são todos vocês [...]"

Somos todos humanos, passíveis de erros. Somos todos juízes e réus de um eterno sinédrio aonde nos dão a voz ativa. E ainda sim, alguns tentam gritar em vão. Estes tolos, pobres tolos tão moços. Moços mais experientes, e mais sabidos e mais senhores do que eu. Idade não mostra experiência, tampouco como botar um dedo na cara e dizer mil coisas é tolo, como nossos atos são tolos.
Veja, por exemplo: A moça diz que tal pessoa precisa crescer, evoluir, ser um homem, fazer, isto, aquilo, tirar a barba, bláblábláblá, e quer mudar totalmente o cenário para que ele seja um "homem", que seja mais durão...Mas, e aquele papo de que: "As pessoas vão gostar de ti como você é?"; E aquela exata de "Não se muda por ninguém"; E adjacentes.
E o que aconteceu com a tal pessoa que eu conhecia? Que era decidida, firme, inteira, e convicta de tudo? Disse que ouvia meus conselhos, que a cada três meses chorava por uma menina diferente e dizia que aquilo era tudo uma mentira, que era o Stand Up favorito de Deus, mais não ouviu minhas profecias, tampouco meus avisos, e as vezes que eu disse que o tempo dele inda estava por vir. O amigo que era um irmão, que toca bem, que tem boa voz e cuca legal, barba estilosa, e tinha os mesmos gostos que eu, e hoje me vê como apenas mais um, apenas um trouxa. Os tempos de Sionita voltaram, é hora de se encaminhar ao encontro dos ventos. Minha Mãe das Candeias, olha por mim, uma humilde jamanta mor do universo de 3ª classe, e pelas outras jamantas superiores que levantam as mãos cheias de pedras contra mim - pedras que também já as atiraram em outros, e em si mesmas.
Que as pedras que forem atiradas, não causem dor alguma, nem anulem-se de nada; Mais, que seja feita a vontade maior. E que ninguém dúvide disso, e que ninguém proíba o amor. Que quando meu corpo se curvar perante a terra, o sangue escorrer da carne batida, e eu não estiver mais entre vós, que seja ali saciada a sede de sangue de cada um de vocês, e que assim cada um de nós volte para a sua casa feliz, e assim durma em paz, com a cabeça no travresseiro, tendo a total certeza de que fez o bem, e fez certo, e que uma execução foi feita com toda a veracidade e voracidade, e assim mais um delinquente pagou bem pelos seus exércitos de erros. Parabéns senhores e senhoras, vocês fizeram um ótimo trabalho hoje.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Agradecimentos Adiados.

No dia que você foi embora, você fez um arrombo no meu peito e tirou meu ar. Você pegou a minha alma, e colocou ela sobre o chão e pisou nela. E eu não me senti feliz, triste, ou revoltado, tampouco inano. Eu me senti apenas como me sinto: Normal. 
Lembro de quando te conheci, lembro do teu passado, e agora vejo você. Eu sei que eu também mudei, e os meus quatro quarteirões antes eram apenas dois. Eu me lembro que antes de você, eu era vivo, feliz, forte, independente e indomável, e eu tocava guitarra pelado, e eu sorria para todo tipo de pessoa, e eu conseguia ver Jesus acima da minha cabeça, e eu brigava por tudo que achava certo, e eu sentia a paz de Deus nos olhos das pessoas, e eu sentia que algum dia eu poderia ser feliz. De tudo o que disse, a única coisa que eu errei, foi a parte de ser feliz. E graças a Deus, eu errei. Obrigado Meu Deus pelos discos, pelos amigos, pelas cores, flores, casas, arvoredos, praia, família, K, e por tudo aquilo que vem com o tempo; Obrigado por me reconstruir e hoje me fazer mais forte, mais "marvellous titanium" do que antes. 
Hoje eu me sinto forte, e a minha fortaleza é saber que eu estou ótimo assim, e nada pode me abater ou machucar, não mais como você me fez; Os dias que passei ao teu lado, foram "os dias da minha vida", mais, não são mais "melhores/maravilhosos/perfeitos", eles podem ter sido bons, mais, não são mais tudo isso, sabe? Você me destriuiu, e destruiu junto o que havia entre nós dois. Eu te perdoo  e peço para que você siga teu rumo, cuje teu prumeio, e se assente, e não me procure mais, não me mande mensagens, não fale comigo, por favor. 
Tenho tantos amigos, tantos planos, tantas coisas boas a se fazer, beijar tanto a minha amada, ver a água do rio correr, ouvir o pássaro a cantar, eu quero renascer, eu quero morrer! Eu ando tão atarefado na minha nova vida, que eu não tenho tempo mais de pensar em você, ou de sequer arranjar um motivo para isto. Vejo que agora eu cresci, e evoluí depois de tanto tempo atrelado a você. Você me fez bem, mais o mal ultimamente quer fazer compensar mais que o bem. Por isso te peço, toma seu prumeio, porque eu já estou no meu, e nele cabe apenas eu e meus quatro quarteirões.
Quando eu vim do Sul, eu não temi. Eu já conheci o Sudeste, e vim aprumado na humildade do trigo pisado, e na cadência da perseverança. Quem conhece eu, conhece minha verdade, minha mentira, e a mim mesmo. Quem não me conhece, só sabe que eu sou estranho, burro, feio e bobo. Mais, eu prefiro assim. Me veja estranho, do que me ver como o melhor do mundo. O melhor do Mundo, morreu por mim, e o outro melhor do mundo, está me protegendo com suas roupas e armas.
Eu hoje estou inteiro, eu hoje estou completo, e não me cabe mais nada, nem interessa mais nada do que avenha de fora. Na porta da minha casa tem espada de São Jorge, arruda e avenca, entra na minha casa todos, mais só fica quem é de bem. Abençoado seja quem estiver do meu lado, e quem deseja estar, e que a estrada da minha vida seja cheia de percalços, para eu ter mais força nos ombros, e que tenha muitas feridas no meu corpo, para que a minha amada possa cuidar de todos eles. O Corinthians ganhou, nada me abate. Não esse ano.

terça-feira, 29 de junho de 2010

...Ver as águas dos rios correrem.

Nos anos de 2008, até a primavera de 2009, o cara metido a escritor aqui, estava metido em coisas ilícits, entre elas, bebidas, brigas de rua, e até gangues. Mas, qual a diferença ? De um jeito ou outro não são todos os jovens que se perdem, são apenas alguns que desejam se aventurar mais. Existe uma longa diferença em que se aventura por diversão, e quem tem que viver de um jeito arriscado todos os dias.

De todas as andanças, de todos os amigos, socos, dores, e os caralhos já ditos em todas as horas, eu nunca esqueço quando desci as quebradas da Augusta, próximo ao antigo Teatro Record, aonde mais pro fim se encontram inúmeros sebos e puteiros. Lá sim foi a forra da minha vida, lá eu conheci muitos Ska's, muitos Soul's, e reconheci muitos sons há tempos perdidos no meu baú.

Dentre eles, eu sempre me lembrava daquele som do James Brown. Violento, pesado, e cheio de metais, e aquele grito seco: "REVENGE !". Aquilo sim era um Soul carregado, que tempos depois eu fui descobri que se chama The Big Payback. E não o que me falaram: "Power Of Soul". E isso não se compara a minha última descida a baixa de lá, aonde redescobri Cartola. Foi a coisa mais linda que existe. Em agosto de MMVIII nosso herói estava brigado com sua Morena, logo precisava espairecer a cabeça e desanuviar do sentimento de dor, e todo aquele blábláblá.

Encontrando os amigos, sorrindo, e vendo a vida, entrou no tradicional sebo pra cavucar alguma música boa, só que quando ouviu aquele violão se entrelaçando com aquele metal, foi a gota-d'água. Parou todas as buscas por um vinil do Kinks, e olhou fixamente para o compacto: Preciso Me Encontrar. E aí foi. Fodeu. O samba que seus pais dançavam na sala, logo tomou conta dele, Ox logo se encontrara, pela primeira vez, vendo a música na sua vida, como uma trilha sonora, ao pé do clichê. Ele viu seus pais dançando, sua mãe ouvindo os sambas de Cartola, sua vó cantando, e ele ainda pequeno, se voltava ao que hoje ouvia. Foi a última e a melhor descoberta de toda as suas Cruzadas atrás de música boa nos sebinhos da Augusta.

E, hoje ouvindo "Soul Revenge", eu penso, que sem música não há nada, e sem amor também não. Mais, mesmo havendo coisas que há de se esquecer, uma música é sempre uma música, ela sempre será a melodia que há de te levar lá.