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segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Sunday Morning.

Estávamos bebendo eu e meu irmão ontem. Na sexta ou sétima garrafa, sei lá.
Rindo e conversando da vida.
Curando as feridas um do outro.
Acabamos de comemorar a morte de um desafeto nosso.
Eu o tangi. Feri de faca como há muito não o fazia, e desaguei naquele momento enquanto o punhal maldito descia entre a pele e jorrobatava sangue marrom, de raiva toda a minha agressividade e cólera soterrados por anos de cristianismo e bons pensamentos eu desapeguei para apenas ali fazer a justiça que não esperei do Céu, e tampouco a dos homens.
Quando, já em ponta de morte o desafeto ganiu, meu irmão puxou o gatilho com os olhos em riste e bradando de raiva. Os capangas dele deram um jeito no corpo, parece. E isso o ensinaria a não mexer mais com um casal que desce a rua para se divertir e tampouco balear a esposa grávida, roubar o dinheiro de alguém e quase aleijar alguém que não tem a ver.
Ríamos, brincavamos, como se aquilo fosse quotidiano em nossas vidas - e talvez, num passado distante o fora. O meu irmão, assim como eu e a gama de nossos amigos, vem de uma raíz nordestina, aonde ainda mantemos a situação a se resolver no brilho da faca - não que isso explique, mas denuncia muito a nossa conta.
Não tinhamos pais, e nossa formação era das brigas de rua, das missas, e das idas em estádios e tomar cerveja num bar que vendia escondido para nós. Eu, na verdade, me enveredei pelos caminhos de Padre Deus e me inseri no contexto apostólico e diplômatè. Meu irmão, pegou em armas verdadeiras e se sujou com hasseldamas, mas de contrapartida ergueu capelários, doou dinheiro, cuidava das crianças e viúvas e os que em dolosa aflição estavam, foi mecenas da providência divina. Eu, vivi. Ele, também.
Na mesa, cerceados por cervejas e pizzas, nós falávamos de Alvares de Azevedo, da existência de Deus, do princípio da minha - por supuesta - cura, dos heróis de nossa juventude, e de nossos demônios taciturnos, que arrodeiam nossa cama, daqueles que nos abrem os olhos quando queremos fechar.
Ele, em respeito a mim, não há de guiar e pretorar os passos da amada a quem um dia lhe pedi para que sentinelasse para que eu não me sujasse. Eu, em respeito a ele, pedi uma última alegria.
Tangemos aquele que nos fizera mal, e deixando-o na tendinha, seguimos como fazíamos na época em que éramos deuses: nos lavamos, olhamos um pro outro, nos abraçamos, e fomos descarregar o acontecido em cervejas para esquecer. Pusemo-nos um no lugar do outro: Fui assediado enquão acompanhado pela amada e doente, ele, ferido e pobre, com sua esposa ferida e sem o fruto no ventre dela. Isso nos impulsionou ao último ato transgressor - mas ainda lemos Agostinho, rimos e sabemos falar da somatória do medo, somos os mesmos, apesar de evoluídos(?).
O bar estava pra fechar, embrulhou a pizza e me deu os pedaços para jantar, me levou até em casa e me abraçou, e foi depois ver sua mulher e cuidar dela. E assim seguimos a noite de um domingo.

E apesar de tudo, somos humanos. Relicáriamente humanos. E eu acordei.

domingo, 19 de junho de 2022

Carta a Alberto Rosa.

 1 - Prefácio e Saudação;

Marcvs, escriba e leitor, para Alberto Rosa. Que Deus olhe por você, tenha misericórdia de vós, e te dê um bom coração.

2 - Denúncia e malfeito;

Ora, acaso eu te chamei para parte de mim? Se te disse que lhe queria longe de mim, não é agora que me entrego a morte que digo o oposto. Se denunciei tuas faltas, teu levianismo, suas atitudes para com os teus, e as vezes que humilhastes as pessoas, porque eu agora teria que te perdoar? Teu coração é pedra seca, dura, fria e maldita, e tua boca que ousa proferir vernáculos e evangelhos é mentirosa. Afasta-te de mim, Satanás! Não vos conheço mais.

3 - Preparação para a morte;

Cada dia mais cansado, mas ainda com a cabeça em bom funcionamento, vos rogo; não me procure mais, e pelo meu pedido, digo que não lhe quero em meu enterro, e amaldiçoo-vos se fordes, tanto muito se após você dizer coisas sobre minha ida. Por isso, deixo catalogado aqui minha ojeriza por quem você é, o que se tornou, e as coisas que o faz ser assim.

4 - Justificativa e apelo;
Me chamas de pobre, e eu sou. Mas não me vê agindo como um rico, tampouco tendo hábitos que fogem de mim. Você não me vê vendendo coisas para arcar com um padrão de vida que não é meu, e tampouco que eu mudei de essência para fazer um padrão social: meus amigos ainda são os mesmos e ainda converso com todos; e todos sentam e ceiam comigo. Não recrimino quem tem ou não poder aquisitivo, e quando pedem minha ajuda, ajudo da forma mais exímia possível como o Bom Deus me pede. Não tenho nojo que venham a minha casa, e aceito todo presente, sorte e benção que me dão. Entrego a face - por vezes a contragosto - e tento me manter bem, por mais que agora me doa o corpo, me dê tontura, e uma tristeza infindável tenta me tomar; nestas horas eu clamo pelo Espírito Santo Paráclito, e vós? Qual massa cara te consola? Qual vinho caro vai embriagar tua alma? Qual dos teus amigos vazios hão de te cuidar, prostrar diante de ti e te consolar na hora da solidão? Vêde: escolheste o dinheiro como meta, e não errou, mas tua falta foi deixar Deus para viver o materialismo. Deixaste a missa de manhã para dormir até tarde das noitadas vazias e fantasiosas que tens com jovens que também se acham ricos. Deixaste nós para essas pessoas que não ouvem, não gostam e não respeitam o que você também gosta, mas como uma cadela ciadeira, te abnegas e vae até eles, e por isso e mais coisas, te denuncio, anatemizo e te aparto de mim. Se credes em Deus, muda, vê quem te ama, te importa, padece, luta e vae adiante. Corre e vê o Céu, e as respostas mais importantes estarão dentro do teu coração, e eu quero que dentro dessa têz você ainda possa ver tudo o que vos digo. Por favor, acorda-te disso!

5 - Despedida;
Me despeço de ti, e espero que tenhas vida justa e alegrias. Espero que você fique bem, e que você possa ver com meu fim, que ainda há tempo de conversão. Espero que você consiga ajeitar tudo, ainda é tempo, sempre é tempo. E se me verdes na rua, só venha ter comigo se teu coração estiver pronto e puro.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

De ti:

De ti nem mais um bom dia
ou um bendizer
atos geram escolhas
você já fez as suas
e só me resta compreender

Não me espere dizer
pois minha voz é muda
meu escrito contém lamentos
e você saberá identificá-los
você soube apreciá-los

troco os dias, datas, horários
levei até seu confeito na bolsa
Fui idiota, realmente achei que
Você sabe, você não sabe, mas eu sei
Ao menos de mim eu bem sei.

E te apago de mim
com a dôr de um lance no lado
mas não te quero em mal
quero muito em paz e bem
mais do que se pudesse estar aqui

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Segunda Canção da Estrada.

Primeiramente, vá tomar no cu todos vós que postam cousas e cousas sobre o "Setembro Amarelo". Malditos sejam cada um de vós, degredados que se acham no direito de salvar vidas sendo que nem ouvem a centelha divina de dentro de vós, e malditos sejam vocês que quando ouvem no exercício de serem bons ouvintes, só acabam pondo seu julgamento em volta, e só magoam mais ainda quem tenta se salvar no seu átrio, e não no seu riste. Arietes, caiam sobre eles.
Caiam sobre todos nós, raios de bom senso. De genuinidade, íntegra e veracidade.
Que a menina de cabelos negros, que eu encontrei na estrada, encontre nos passos e na passada do eixão a vontade de ficar mais um pouco. Sorriso largo, voz de quem possui o sentimento e razão em sincronia, pessoa perigosa, vida maravilhosa, o dinheiro nunca tem, mas o Genesis ainda toca na vitrola, o Sá & Guarabyra também, moça barranqueira, quem é teu amor?
Vivemos tempos conturbados, idéias florescendo, e pessoas querendo ajudar as outras de forma impulsiva e maluca, enquanto as flores sobem loucas em primavera, e meu coração pulsa descompassado, procurando aquilo que não mais se nomeia mas se encontra Vivo em todas as coisas boas. Se o tempo é bom, o tempo (não) é ruim, e isso explica tudo, tudo mesmo. Inclusive seus olhos. Eu vou roubar aquele velho navio.
E eu estou ainda bem seguro nesta casa enquanto alguns sonhos perduram, outros morrem, e alguns apenas perduram pela teimosia, restauram o universo em paz. Alunar, manda dizer para aquelas estrelas todas que a vontade ainda existe, mas o medo me prende como sempre, e a vontade de sentir o vento carinhando meu cabelo é as vezes matada, mas as vezes o Sol perdura. Nem tudo é como queremos, mas algunas coisas são piores e outras - graças a Deus - melhores!
Já chegou pra mim de tanta coisa empatando, invadindo, dividindo, deixando minhas raízes soltas por aí, eu quero me pertencer ao meu lugar, gente de peito rasgado, boca seca por cerveja, avida pelo fim de semana e pela alegria sem fim. É a conta do mesmo terço, antes de quebrado, nos dedos de minh'avó.
O terço arrebentado, o show incrível cedido, a desprendição da alma, é tudo a parte mais extasiante do dia que se corre sem perceber, e quando a noite pena, o dia insiste em nascer, e tudo volta ao seu lugar: E o verdadeiro perdura, o falso cai e a modésita deixa de ser qualidade para ser apenas virtude. Das mais belas.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Barracona.

Descendo a rua íngreme,
que tange e esnoba a linha férrea,
do outro lado do metal há um lugar,
perto de onde eu costumava ficar;
Lá era uma barracona humilde entre tantas,
cheia de gente boa, simples e feliz sempre,
vestidos de branco e amor,
e ali comiam-se todos,
cantavam-se todos,
e tudo estava bem.
Mas por ordem do tempo e dos homens;
O tempo virou;
O mal cessou água e luz,
o tempo virou, e tudo se perdeu de vista.

Quando eu era novo, meu pai me levou lá;
disse que aquele povo poderia me ajudar a curar meus medos,
e ali aprendi a ser mais forte, mesmo sem nenhum motivo...
E foi ali que eu aprendi,
quando o policial foi tirar a força a mulher iaô da barracona,
que a força tem motivo sim, e ela brotou ali;
Quando me fiz homem ante ao povo,
e quando me fiz homem ante ao momento,
para mostrar que tudo tem lugar no mundo.
Assim tudo cessou e as coisas passaram;
E com elas passaram o tempo,
mas toda vez que vejo a barracona do morro;
Noto que a coragem vem embutida, e só é desarmada na hora certa.

domingo, 26 de janeiro de 2014

AtaMaPa.

Um minuto, por favor.
Guerreiros também choram, penam a cabeça em dúvidas e não sabem qual caminho escolher, por isso, na base da oração, leitura, música ou conselho, ou no dom que for lhe ofertado, um guerreiro também se perde em densos pensamentos para achar o clarão de seu motivo, e assim prosseguir, e um guerreiro também perde muitas prendas, espólios, amigos, e cavalos e lanças, por não ter mulher, casa, dinheiro ou motivação fixa, um guerreiro também padece perante o mal, mas, raramente adentra na porta, um guerreiro é grato apesar de todos os revés que sua estrada tem. A gratidão é o motor do humilde de vera.
Seja grato, por tudo, seu desgraçado. Honre a sua camisa, nome, e sobrenome, e tire a sua vida na mão dos outros, pegue a sua vida na sua mão, e a vista, e use a indecorosamente, ela é tua. Glorifique tudo o que for para bem, e louve aquilo que pode ser considerado de ser feito, o impossível; Pois aí ele fica possível, e passível de ser fácil. Louve a quem você quiser, mas, louve sua divindade, e não obstrua as vias de contato com ela. O Divino é único, e nada pode ser maior ou equiparado com ele. Cuide de sua família, independente do que ela já fez, faz ou fará contigo, pois, um dia ela gerou você, ou alguém que você gosta que obtém seus genes inscritos no sangue. Sofra até onde puder, e aguente o que não puder, e lute demasiadamente contra as forças do mal, ou o que você considere maldade, esteja tu e seus desejos do lado bom da positividade, porque até a positividade tem sua coisa ruim.
Um guerreiro luta contra a negatividade e confronta a si mesmo com seus delírios, sonhos, solidões e pensamentos mais líricos, e mesmo assim não foge de nada, nem de sua estrada, e quando desvia de seu caminho, o retorna, ou cria um novo rumo, um novo cenário, ou novo termo para continuar, um guerreiro luta com o mal dentro de si mesmo para ser bom, e quando consegue, chora lágrimas de alegria, por vencer o pior de todos o inimigos: A ele mesmo.
Lutar com quem ou por quem? Apenas lute, não cale sua voz e seu espírito contra ninguém, sua vida e sua esperança apenas depende de ti e seus passos, e enquanto você estiver em comunhão, você conseguirá irromper toda a negatividade que envolve pessoas de bem, pessoas de fé, pessoas como eu e você. Lute com toda e qualquer coisa que te incomoda, pois tudo é derivado ou de Um, ou de Outro. Basta-nos discernir e fazer a escolha que nos fará mais feliz. Não julgo quem escolhe a maldade, pois a maldade se faz necessária para o bem existir, então, tem-se em análise dois lados, o omisso e o executor, e ou carrega-se a cruz pesada para poder renascer a cada dia mais forte e com a alma limpa, ou serra-se a madeira e divide o peso e deixa-se alguns para fazer fogueira, e perder-se na total penumbra (afinal, um dia a lenha também acaba).
Um guerreiro é benzido e protegido por suas sibilas, e é fortalecido por Deus, e protegido na barra da saia da Mãe das Candeias, e acompanhado por São Jorge e São Paulo nos seus caminhos (ora para a briga feita, ora para ter a boa palavra), e quando se aperta, corre para o colo da Doce Mãe, e nela encontra a paz da vida que tomou nas mãos, e ali prossegue, e ali luta mais uma vez, e ali tem prumo para poder vencer e encontrar o desconhecido. E ali o cordão engrossa. E ali Deus é bom, e ali ele venceu o demônio que sussurrava atrás de tua porta.
Considera-se um fato consumado que a justiça divina é maior que a de Deus. Mas, os homens teimam a se brincar de Javé, e portanto digo que é maldito o homem que usa de seu poder, posse e afeto público para seu bem próprio ou para a maldade com seu semelhante, e eu declaro hoje que a vida não se dá ou tira, ela se é conquistada a cada lágrima de alegria ou derrota, e quando o Corinthians for campeão, quando Fela Kuti gritar, quando Mayara sorrir e brilhar os olhos, quando a Alice vir correndo e me beijar, quando minha vó me oferecer seu colo quando eu chorar, quando as tranças da Tamiris Melo ficarem lindas, quando Deus for absoluto em sua reinança, quando o Amém for mais forte que o "depois" e quando o tiro que tocar a cabeça do executado não matar, e sim, o libertar da fase terrena para o desconhecido: O segredo velado e guardado perante nós homens e ele o Sacro Santo Deus.
Um Guerreiro é qualquer um, mas, nem todos tem a força, situação, mentalidade e caráter para ser um guerreiro. Um Guerreiro é qualquer um que sustenta sua família, que mata seus sonhos por quem ama, por quem luta demasiadamente por um lugar melhor, e que morre com a palavra justiça entrevada na boca. Guerreiro é quem carrega o pendão de Deus em lugares aonde não se o aceita, e quem tem a marca do pentencostes, e é renegado por falsos carneiros. Guerreiro é quem vai de madrugada dar sopa pra mendigo, e para quem benze quem passa mal, e quem ora e faz algo pelas crianças carentes, e por aquele que passa pela desgraça material, física ou espiritual. Guerreiro é qualquer um que tem o dom de lutar por uma boa causa, ou por um bom fundamento, com ou sem causa.
Ser Guerreiro, é ser a positividade enraízada desde sua gênese. Ou ser a nascente de uma.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Secanjas.

Hoje abri um livro, e nele tinha uma rosa amarrotada, logo me lembrei de ti; De ti e de tudo o que um dia pôde ser chamado de "nós". Com você eu era forte, imbatível, imortal, quase um Deus, hoje sou folha morta, carta marcada do baralho de Deus e sortudo por ter pessoas em minha vida que me querem bem, me querem melhor, me querem, e querem um eu longe de uma você.
Se eu morri pela metade, morri quando você foi embora, e o rombo que você deixou, não sarou ainda, e talvez nunca sare. Você foi o grande amor da minha vida, e o seu rombo se fechou, e apareceu tantas outras meninas tão legais, tão maneiras, tão melhores e tão mais na minha do que você...E de repente, eu vi que o meu único pilar de sustentação que tinha em ti, era infundado, logo, eu me afundei; Sendo que outra pessoas deveria passar por esta experiência.
Eu tinha tudo para você, e era por você. Nunca você vai achar alguém igual a mim, como sei que nunca vai achar alguém como você, só que desta frase escrita há lestras atrás, um sai contente, outro chorando, pois um tinha tudo a seus pés, e outro tinha o desprezo como escambo amoroso. Logo, vi que viver não era bom sem você, mas, na minha phase "Pós-Morenística" vi tanta coisa, conheci tantas gentes, aprendi tanto comigo mesmo, e o principal: Me reencontrei e pude ser quem eu bem sou a todo tempo e em qualquer lugar:
Se sua falta me atordoava a ponto d'eu quase morrer, hoje ela me nota que me fez voltar a viver como nunca.
Lembro-me bem de tudo: Os gatos, cama cheia de pelúcias, a unha pintada de renda, as mãos que eram frias, o buquê que eu mandei na sexta para chegar sábado de manhã, o frio que era teu quarto, a concha e tudo o mais. Se arrumar três horas antes de sair, rir de tudo e qualquer coisa, e ter você. Incondicionalmente, te amar acima de qualquer coisa vigente, e existente. Fomos trouxas. Trouxa eu de trocar tudo por você que mal me quis bem, e me brasou, e você por me tanger e perder o único homem que faria tudo por você (e você bem sabe disso). Não me faz falta nada disso mais, tapei sua existência e seu sentimento a mim com meus amigos, com meu corinthians, minha cerveja, minha fé, Minha Mãe das Candeias, com meu pai, meus avós, minha mãe e família. E graças a Deus por você não perco mais peso, sono, fome ou dinheiro. Eu venci você hoje, e você perece diante de mim, erva rasteira e pueril.
Olha em tua cama, estou nas pelúcias, olha na coberta, a minha está lá, no teu guarda roupa, na tua cama, na tua escrivaninha, nos teus calçados, nos teus presentes. Você me amaldiçoou com a morte e o demônio-em-terra? Pois te amaldiçoo com minha presença, e com minha face, não por vingança, mas, bem sei que hoje, eu sou mais feliz que ti, e todo riso que eu dou, é mais feliz com que o riso que tinha ao teu lado, pois hoje meu riso é livre, minha voz é tênue, e meu braço é forte.
Fico feliz em verdes que é forte o bastante para ter comigo, mas, fico mais feliz ainda por ver que me ensinastes a ser forte. E bem mais que você, e como dizia Dona Antônia, mulher do puro amor: "Deus ama quem é pisado, Bem aventurados os humilhados, pois deles é o reino dos Céus". Então, filha, bora caicar o chão, porque eu fiz tudo por ti, e hoje deito numa cama boa. E tu que mesmo me amando me tangeu, deita-se aonde com teu corpo amorenado e bem moldado pelas mãos do Piedoso e Misericordioso Deus?
Isso tudo é só um desabafo, e sei que de alguma forma irá chegar até ti. E se não chegar, o vento leva. Ele sempre leva...

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Byrdie.

Byrdie, se apeie em mim. Ondas turvas tentaram nos derrubar, e por tantas com quantas vezes olhares tetaram nos turvar - sem muito sucesso. Após beijar minha boca, e ter de mim o que só você tem por hoje, deita-te em meu peito, e trás em mim a paz que eu tanto não sentia, e a calmaria para um tempo tão nublado e brumeiado, que até dá medo de analisar.
Olha as rosas no jardim, que brilham, reluzem, sorriem e se curvam perante a sua rosa primal. Para quê se renegar, Byrdie? Se soubesses como é linda e a tanto e a como e a muito desejava ter o meu estio contigo, e ter uma gritaria tão forte em meu ouvido, que de toda essa barulheira, só ouvia nossos dois corações: Batendo descompassados, um sobrepondo a batida de outro, como um pífano sobrepondo um toque de bumbo no côco de Jackson do Pandeiro.
Sorri pra mim, e fixa na tua face; É assim que te quero. Te amo não por amar, por comodismo, ou por associação, mas, pelo incrível - e inenarrável - conjunto da obra. Você chegou até aqui, e há de ir mais longe, Byrdie. Apeia, e sai do ninho, avôa por todo esse campo de centeio e trigo que nos arrodeia e vê que o mundo é seu, e nessa vida quem para cria musgo, e se perde numa maré d'ilusões. Byrdie, trouxe um livro para fazer sua cabeça, trouxe um beijo para lhe florir amor, trouxe um amasso pra lhe excitar, trouxe meu coração para você machucar.
Byrdie, tenha a gratidão, a fé, e a paciência, pois tudo se ajeita e se afirma no universo, assim como cada dia nos solidificamos e vemos cada vez mais o que se tem depois de "lá". Esqueça os pendões que levantam, meu amor, fique por detrás de mim, me abraça e sorri, e ri tão forte, tão bem, e tão gostoso, que cega até São Miguel Arcanjo e sua legião de Santos Anjos com essa sua felicidade e amor todo. Deixa que o Sol se ponha entre seus ombros macios, cansados, esmaecidos e carentes de uma proteção, e deixa eu estar aqui, e cuidar de você.
Crêde em mim e nestas escritas tortas, que penam em lhe dizer tão aguçadamente, o que a boca diz tremendo e gaguejando, e os olhos desviando destes olhos seus, não irão em suma lhe dizer.
Byrdie, abre tuas asas e voe por todos os cantos do universo, e solte esse seu perfume de avenca-forte no meu peito cansado. Olhe as pessoas nas ruas, e deixe elas ser elas, porque o que importa está guardado e sacramentado dentro de nós dois, e o que cabe a nós, não se dá, toma, ou empresta a ninguém. Corra e olha comigo o Céu que Deus nos deu, e sob ele, anda comigo de mãos dadas sobre todos os campos da terra.
Deixa que o seu cheiro seja o meu favorito, seus olhos minhas gemas, sua pele minha capa e tecido nobre, cetim de três cortes em "F". Deixa, que eu ponha minha mão em sua cintura, e saia por aí te exibindo, como se você fosse um troféu. Você é muito digna disso, eu quero mostrar pro mundo como lhe quero, e como me sinto honrado de ter sua presença sob mim.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Espiral.

Cada dia que passa, tenho uma certeza pungente que nós tomamos caminhos, que nos resumem o que somos, para onde vamos, e porque vamos por determinado caminho. Muitos, dizem que eu sou um exímio músico, muitos, dizem que eu não sou nem metade do que meu pai foi. Muito, dizem que eu não valho nem a bosta do cavalo, e muitos, ainda acham que eu vou estar vagando por aí, com o violão embaixo do braços, um brilho nos olhos, e uma alegria singular. Doce mistério da vida, impulso frágil e secular.
Um dia, o Céu há de se abrir, e o caminho de todo mundo será fácil de entender. O que sinto, penso, falo, canto, rezo ou digo é o que me compõe, e o que me mostra o que sou. Como todo Ariano, eu também ser agir por impulso, também sei dizer amén na hora ruim, e também sei rezar na hora ruim. Eu sou bom, sou justo, e sou legal. Mas, também sou rude, burro, bobo, infantil e mesquinho. Sei ser amigo, como sei ser inimigo, tenho a casa forte como esquadra, e o Manto Vermelho do Cavaleiro Calado me protegendo, mais, não lhe esqueça que: Não é porque ando vestido e protegido, que isso me faça imortal, ou com o corpo fechado (mais ainda), se for minha hora, ou for de meu merecimento, que venha. É melhor ainda morrer, ao menos fico perto de Deus, do meu Criador. Não existe saída ruim, sabe? Existe uma saída que não faz sentido na hora, mas, depois se encaixa no plano divino e carnal, essa é a graça da vida.
Eu, me prometi que este iria ser meu ano, e nada, e nem ninguém pisaria nele, e logo, vejo que tive baixas fenomenais só para poder ter "o meu ano", para poder ter a minha vida. Ultimamente tenho me sentido oco e vazio. Deve ser por causa da Quaresma, semana santa, sei lá; Vai saber, o que eu sei, é que tirando tudo isso, ainda estou bem, ainda tenho a saúde de ferro, Deus ainda me abençoa, e eu ainda tenho amor quando o vento arrodeia meus cambitos e faz um friso. O outono é místico e mítico.
Toda a vez que eu olho o Céu, eu não vejo astros, nuvens, ou o raio que me parta em dois. Tampouco, vejo histórias, pessoas, coisas, mundos, e juras de amor e cálculos épicos. Eu pressinto momentos bons, e coisas boas para mim e para os meus. E sei que a hora de cada um chega, assim como chegou a mim, irá chegar a de todos. A de qualquer um, a qualquer tempo, e faço votos que seje logo.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Sinédrio.

" [...] De mediocridade grande, pungente e visível, este são todos vocês [...]"

Somos todos humanos, passíveis de erros. Somos todos juízes e réus de um eterno sinédrio aonde nos dão a voz ativa. E ainda sim, alguns tentam gritar em vão. Estes tolos, pobres tolos tão moços. Moços mais experientes, e mais sabidos e mais senhores do que eu. Idade não mostra experiência, tampouco como botar um dedo na cara e dizer mil coisas é tolo, como nossos atos são tolos.
Veja, por exemplo: A moça diz que tal pessoa precisa crescer, evoluir, ser um homem, fazer, isto, aquilo, tirar a barba, bláblábláblá, e quer mudar totalmente o cenário para que ele seja um "homem", que seja mais durão...Mas, e aquele papo de que: "As pessoas vão gostar de ti como você é?"; E aquela exata de "Não se muda por ninguém"; E adjacentes.
E o que aconteceu com a tal pessoa que eu conhecia? Que era decidida, firme, inteira, e convicta de tudo? Disse que ouvia meus conselhos, que a cada três meses chorava por uma menina diferente e dizia que aquilo era tudo uma mentira, que era o Stand Up favorito de Deus, mais não ouviu minhas profecias, tampouco meus avisos, e as vezes que eu disse que o tempo dele inda estava por vir. O amigo que era um irmão, que toca bem, que tem boa voz e cuca legal, barba estilosa, e tinha os mesmos gostos que eu, e hoje me vê como apenas mais um, apenas um trouxa. Os tempos de Sionita voltaram, é hora de se encaminhar ao encontro dos ventos. Minha Mãe das Candeias, olha por mim, uma humilde jamanta mor do universo de 3ª classe, e pelas outras jamantas superiores que levantam as mãos cheias de pedras contra mim - pedras que também já as atiraram em outros, e em si mesmas.
Que as pedras que forem atiradas, não causem dor alguma, nem anulem-se de nada; Mais, que seja feita a vontade maior. E que ninguém dúvide disso, e que ninguém proíba o amor. Que quando meu corpo se curvar perante a terra, o sangue escorrer da carne batida, e eu não estiver mais entre vós, que seja ali saciada a sede de sangue de cada um de vocês, e que assim cada um de nós volte para a sua casa feliz, e assim durma em paz, com a cabeça no travresseiro, tendo a total certeza de que fez o bem, e fez certo, e que uma execução foi feita com toda a veracidade e voracidade, e assim mais um delinquente pagou bem pelos seus exércitos de erros. Parabéns senhores e senhoras, vocês fizeram um ótimo trabalho hoje.

domingo, 21 de outubro de 2012

Arranjo.

"Eu tenho outra pessoa"

Em todos os teus fazeres;
Faça o que fizer, faça bem.
Mostre teu ponto de vista a quem te interessar:
Diga, ouça, brigue, exponha.
Não ande para trás, nem olhe pro lado.
Honre sua família, sua história, seu feitio!
Tenha sua opinião, seu caráter e valor.
Tenha a força de andar, e ser forte.
Ande com a cabeça erguida;
E tenha da tua vontade como guia!
Nunca perca, ou esmoreça!
O mal padece e perece diante do justo que tem amor!
Você nasceu para ser único,
e sua unicidade valerá por tudo.
Até pela vida, até pela morte!
Fique firme, e lute até o fim.
Pois no fim da guerra,
quando a névoa abaixar;
E ninguém contar a história;
Conte o teu ponto de vista, e mostra:
Que tudo valeu a pena,
Tudo foi lindo,
E tudo permanece-se lindo;
Com ou sem tua razão de viver...
A vida não se acaba. Nunca.

sábado, 22 de setembro de 2012

O pé-direito do universo.

Meus senhores, meus amigos, meus heróis, deuses, e violões, titãs e vilões; Me perdoem, mas, eu não quero, nem aceito, e me desapego de tudo nesta vida. Minha mão está solta, livre, e a reia está vazia; Mas uma vez, eu estou só. Mas, dessa vez para eu tô só por opção, não porque foi me delegado, estou caminhando por um caminho torto, visceral, lacrimejante e sofrênciante, porque eu descobri que devo ser assim, que devo estar assim. A sela de meu cavalo está aprencada, pois nela Milady não senta, Milady não está, Milady não se encontra entre mim, e o universo. Eu ando, e com afinco, cuido de meu baio branco, pois nele venci batalhas incríveis, amei meninas por dias de fio, jurei e concretizei a vingança, e hoje apenas deixo ser, deixo estar, deixo acontecer, esou numa correnteza sem fim, e quero que ela me leve até onde Deus (ou o ocaso) quer que eu esteja.
Eu olho para o Céu, vejo o Sol, nuvens, e sinto a energia de Setembroe em mim, mas, Setembroe parece que está passando por passar, e não vai deixar sua influência em mim, e isso me assusta. Assusta, pois a energia positiva de andar nas ruas com o peito da camisa aberto, cheio de bençãos e glórias, não se tem mais, tampouco a felicidade de ter do meu lado quem se ame, se goste, ou se queira.
Deus meu, Deus meu, por mais 7 e 700, e eu morreria na doce graça, doce glória dos teus beijos e abraços. Deus meu, Deus meu, guarde-nos sobre tua vista, livre os meus e os nossos de todo o tipo de mal, e nos dê o doce acorde da justiça para todos os ouvidos. Me ponha entre todos os leões, faça eu ser a isca do Leviatã, deite-me entre as meninas sadias e sádicas da Babilônicéia! Eu não sentirei mal algum. Sei que estás comigo, sei que me sondas, sei que me fazes tão bem, por favor, me faça cada vez mais bem...
O vento está frio e gostoso, acho que vou passar a noite andando, para viver e fazer minha vida viver afora. Deus meu, a vida é tão linda, que nela eu quero absorver tudo o que posso, tudo o que sinto, tudo o que tenho eu trocaria apenas para poder passar um dia convosco, e pescar contigo, e ouvir o meu vinil do Simonal comendo solto. Deus, obrigado pela vida, pela vivença, e pela alegria, alegria! Deus meu, obrigado por tudo o que me acerca, e obrigado pelos dons e desgraças, obrigado pelo "OREMOS", "PRIYA", e etc...Deus, obrigado por estar em mim, e nos que são de fé.
Dê a força, para quem precisa de força, dê amor para quem é carente, dê atenção a quem necessita reclamar de todos, dê a paz para quem arde na guerra, dê sua vida, para quem desiste da própria. Misture tudo, faça um completo complexo, funda a cuca das pessoas, e dê do SEU pão, para quem tem a fome dos dias, e dê de TUA água, para quem necessita da fonte nova de vida, deixe Deus te usar, e faça parte da maravilhosa máquina mercantilista e divina que se chama Javé. Oremos!

terça-feira, 10 de julho de 2012

O Pai e a Filha.

Dedicado a Fábio Cardoso de Queiroz.

A filha olha pro pai. O pai que a quer bem, a tudo faz, a tudo atende. A vida é para ser vivida e curtida, ele deve pensar, e ele não a vive e nem a curte. No meio do medo de tanto dar e tanto querer fazer pela filha, ele só se faz presente poucas vezes. Mas ele a ama, e ela o ama. E isso é o que vale.
O pai agrada, diz que gosta, abraça, e diz que o tem como filho. Ele acredita. A filha ri, e diz que o pai gosta dele, pois os dois tem praticamente a mesma história, e ele vê no "filho", o que ele tinha na juventude. Quando ele ficou desempregado, o "Pai" até ia pagar a carta de carro pra ele, sem ele saber! Meu Deus! Este Pai é único, demais, e poderoso!  Ele não existe melhor como.
Ele ri, quando lembra e pensa nisso; Ele foi aprovado, e está tudo bem, enfim; Os dias passam, e ela não quer mais ele. Ele está só. Ela arranja outro, ele quase se mata, os amigos não deixam. Ela leve ele pra casa, e o Pai o acolhe, e o tem como filho. Ela ri, conta para o novo, o novo ri. Ele foi aprovado. Mas, aonde fica a razão? Aonde fica, o sentimento, meus caros leitores? Aonde, em qual peso dos dois prumos, encontra-se a dama da justiça? Lhes respondo: Em nenhum dos dois. De tanto o Pai amar a Filha, ele acolheu o novo, sem saber mesmo quem lhe era. O amor, em todas as suas formas e concepções, é a rampa d'alegria para uns, e tristeza para outros.
O "filho" (a partir d'agora, tratado como bastardo), segue sua vida, e lembra se do seu pai real, seu pai carnal e sangüineo, e na beira da pedra do porto, chora, e grita com vêemente dor. Esqueceu-se das raízes, dos conselhos, avisos e bençãos que seu Pai lhe deu, e foram por intermédio destes mesmos avisos e atalhos, que lhe fizeram chegar até Ela, a filha - e consequentemente -, e ao Pai.
Hoje, o bastardo tenta entender a vida, ouve músicas, e vive somente por viver, ele arranjou uma pessoa, e está feliz pra caralho com Ela, obrigado! E, se alguém perguntar-lhe sobre o futuro, ele lhe dará um anzol na boca, pois, agora é Do Zero Adiante, ou, como o ouvi dizendo outro dia: "A escrita é outra, meu irmão".

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sobre a definição do: "Meu Herói."

E quem de nós iria até os Santos Confins do Inferno para salvar alguém?
Digo, não no sentido "Constantine" ou "WitoldPickeliano" da coisa, mas, algo como os bombeiros, ou até mesmo os heróis verdadeiros, heróis como nós que pegam o mesmo metrô, comem da mesma comida, e morrem e caem na mesma terra. Pessoas como nós.
Sim, somos todos heróis. Desde o negão fedido com o sovaco na nossa cara no metrô até a mulher baranga que roça a bolsa enorme na nossa cara no ônibus, todos nós, somos heróis em ascenção; Quase um...Sei lá, Rei Arthur em potencial.
Acho lisonjeiro e até um pouco docemente febril da parte de alguns heróis, não quererem aparecer, mas, isso é certo. Nos dias atuais, ser herói é posar nu para uma revista, fazer uma ponta na novela da Globo, e gravar um CD qualquer, e mais além: Ser rainha-de-bateria (ou destaque)de alguma G.R.E.S. da vida, e assim se cuidar. Agradeço a vocês, heróis anônimos (principalmente você, que sustenta você, sua amada, e teus três filhos com um salário de 550,00), por estarem de novo aqui, lendo e relendo palavras tortas, e cricando no anúncio, para vosso cronista mundano ganhar um santo troco.
Faço hoje, a cadeira de vocês, heróis verdadeiros. Os que emprestam dinheiro aos que necessitam, ou fazem "o bem sem olhar a quem" (e sem saber que tipo de bem fizeram); A você que deixa de comer um confeito depois do almoço, para levar um agrado ao teu filho; OU MELHOR AINDA: A você que chega cansado, fudido, estarrecido do serviço escravo, não tem um dinheiro no bolso, e lê meu escrito, e vai agora dar valor a tua vida; Sobre ti: Dou-te minha benção de escritor-nomadê-marmotador-do beco, para que você veja que a vida é menos que a morte, e mais que dinheiro. A vida é ter seus filhos no colo, seu cachorro contigo, um lindo amor a se viver, e trabalhar e receber seu ordenado. Para você...Toda a feliccitá do mundo; Meu Herói.

Ótima Noite.


terça-feira, 20 de julho de 2010

A Batalha Dos Dias, Parte II

É uma noite fria, poucos sobreviverão.
A vingança vem com gosto de justiça
O cara, e seus amigos estão virados no machado.
Eu poderia ser um cavaleiro medieval
Mas, é apenas eu mesmo com um soco inglês
É a hora da justiça, a minha justiça, só minha.
Ninguém entende, é como o mar e areia, uma briga eterna:
-Quem está por cima de quem ? Quem vence ?
Eu, depois de uma boa briga, me sinto no vazio.
No vazio que tanto amei, das pedras do Sinal 30.
Em poucos segundos, me torno infinito, secular:
-Oceânico.
Deus é testemunha que esses olhos meus, tão teus, choram:
A cada esquina, a cada passo que você dá.
Eu não estarei lá, mas, rezarei por você
E pedirei do Alto, a justiça mais bonita que há.
Para poder eu morrer em paz nos olhos de Deus;
Enquanto esses olhos teus fitam os seus olhos meus.
As lágrimas que descem tem gosto de sal.
Eu gostaria de que o meu amor te levasse ao Céu.
Talvez você não leia, e nem vá entender.
Mais, o meu remédio acabou, e eu não pretendo viver;
Então eu corro aos meus horizontes, e penso no que ter
Uma manhã desponta cinza, no horizonte laranja;
Mas, depois de um café, sempre eu penso em você.