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segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Time To Hide.

 "E aí, Pedro, seu glad bird?"
Quando olhei assustado com essa saudação, vi a épica Irmã Eunice descer das escadas do Carmo Velho com algumas freirinhas. Eunice é uma das pessoas que mais senti falta quando saí da minha vida no convento. Ela tinha olhos tímidos, cálidos e cantava como um rouxinol; mas hoje parece ter mais vida e seus olhos pratejavam como se pegasse fogo. Ao subir a Martiniano de Carvalho, passando pela Casa do Carmo Velho indo ao festejo dos amigos, a encontrei saindo dos beiras da Casa Santa - a qual me interpelou com a frase e nome antigo. Ainda com o mesmo hábito de sempre, o véu puído tampando seus cabelos, e pelo visto trocou o violão por uma flauta que dava pra ver guardado em seu bornal. Conversamos brevemente, e subi para o folguedo, prometendo nos ver tão muito e tão logo. E ao sair da Igreja, lembrei de uma mulher que me falou do lado Carmelitano da força.
Chegado eu pois no edifício, senti de fato um frio em minha espinha e dores nos músculos e nos brônquios, como que de fato me houvesse saído de mim. Respirei. Vi rostos conhecidos, estimados, mas no dado ponto a dor me valeu tanto que não pude ver nada ou sentir nada além da lata de cerveja na minha mão. Respira, inspira. Deixe entrar, deixe sair. Respira. Essas dores me seguem desde quarta passada.
(Penso pois muito nas obras feitas das mãos, e num valor que se dá quando dedicamos o tempo, espaço e energia a cada uma dessas coisas - e se a intenção da qual ofertamos a quem damos é realmente intencionada. Apesar de hesitante, ainda sou o labrador humano que tem o coração ardente por um evangelho à moda franciscana, com pitadas de patrística; tiro de mim para os outros, dou o que é meu para quem amo, e reparto do pouco que tenho porque sei que na hora devida Deus me dará o que é por direito de meu aceitar e viver. Se, pois, to escrevo cartas, te dou a melhor parte de mim, pois é a dita letra. Se, então, to entalho ou trabalho por vós na madeira, é para ter algo que demonstre meu afeto e apego por você, e se, logo, dou-te algo meu, é porque te dou minha vida e te significo na minha vida.)
Após tonturas e leves enjôos, respirei e segui, como sempre. E após um leve bem-estar, vi teu rosto aparecer pela porta. Me emudeceu a voz depois de tanto tempo olhar para você, e além do emudecer, me turvou a vista e disparou o coração, me deixou sem graça. Ainda mexe. Vi o sorriso sem-jeito, os brincos, e as unhas claras, e a joaninha na perna. Leve disparo no coração; ansiosidade, paixão, passando mal ou princípio de infarto? Talvez tudo.
Fuma um cachimbo, ri, faz besteira, fala da vida, faz piada e vê as coisas acontecendo e sendo como são - vida se transformando, família, risos, festas, incenso e azul. Olha o Céu, vê que Céu lindo Deus pintou pros meus amigos, foi esse o dia que o Senhor preparou, e apesar das dores, alegrei e me exultei n'Ele.
Quão desprevenido, na hora de tomar uma água, veio quem me dispara o peito até mim. Uma conversa rápida. Um diálogo civilizado. Seu perfume me faz lembrar tanta coisa, fecho os olhos e evito contato visual. A água no copo acaba. Sua voz ainda me soa como um Angelvs.
Dói um pouco mais, respira. Dói um pouco mais, respira um pouco mais. Só tomo dois remédios se estiver em casa. A noite desponta, sinto as carnes vibrarem, melhor ir pra casa.
Deito, descanso. A janela aberta mostra uma noite épica, e consigo notar as estrelas fazendo cena no mesmo Céu ainda. Um vento gostoso entra ventilando na casa, e carinhando minhas costas, na vitrola tocando Asinhas Over America, e lembrei de tudo até aqui. E a dor me consumiu de tal forma, que de cansaço ou exaurido, dormi.

E algo em mim continua igual. Imutável como Deus.

sábado, 15 de outubro de 2022

Quanto Vale Um Poema?

N. Do E.: Poema dedicado ao mecenas que contribuiu com o café do escriba. Benedictvs si!

Um poema pode ser apenas palavras;
carregadas de ar ou gesta,
mas pode também,
remoçar um tempo de
dias, meses ou da década passada. 

Pode falar da fumaça do tabaco;
da cidade que anoitece,
da falta de ter com quem se abraçar,
de uma esperança e fé cega no futuro
até, pode conter uma mensagem encravada. 

Também pode ser de milady's e milordes;
reis e profetas, assuntos e permanecidos,
de um chão translúcido e de primeiros beijos,
flôres, incensos, e azuis tão belos
que tangem o céu, e os olhos cromáticos vívidos. 

Custa, de fato muita coisa,
entre um espaço de sim e não,
há o talvez de se entender errado e certo,
assim como pode ser a certeza de
ter, ser e viver como se manda o roteiro. 

Enfim, que mais posso afirmar?
das crônicas sociais eu lido,
mas sobre poemas não os sei,
pois sei que custam muito, tal
como amor, saudade, palavras e verdade.

sábado, 16 de novembro de 2019

Lucky Seven.

memento mori
Ah, vai dizer que você não sabia que a morte é o princípio da vida, e que nada se começa sem se terminar? Vai me dizer que você acha que simplesmente tudo está aqui, suspenso no universo e nada aconteceu antes e nem depois? No escuro da noite, o norte do que vacila é uma oração - e o quanto mais se questiona mais sabe. No fim das contas, zerando a reza, o que sobra do homem é apenas a carne exposta e um coração que sangra: Ecce Homo! gritaram da platéia, e o palhaço, de íris-esmeraldina mete os pés pelas mãos e o mar verde é submarino, o cordão que aperta o pescoço é seda, e o que é velado, também sabe velar; Não dizem nada das arquibancadas, mas quando se desce para ouvir o universo, todos tem um palpite, uma coordenada, um conselho, e no fim do juízo, quem aconselha o conselhereiro? Afinal, de certo deve saber que a sapiência é dom dado e multiplicado quando dividido, mas, quando empirizado e descartado como vantagem, a burrice é o pé da soleira.
Até agora, os anjos continuam a voar pelo Céu e se distânciando de aviões e ônibus espaciais, então nossas bençãos estão garantidas; Os olhos ainda lacrimeijam de raiva e de lágrima, e não se ouve, não se sente, não se vê, no côvado de um banheiro, toda uma raiva se externa com as santas águas bentas do chuveiro - onde os touros de basã sentem mêdo, ali não me acharão, e vou mais além; Profeta de mim, sabia muito bem e antes de minha sina, e marcado por meu vaticínio sabia do que aconteceria, e parafraseando a velha senhora: Deus dá e Deus tira. As coisas, o tempo de convivência, tudo, é apenas um tempo de aprendizagem, mas Deus dá e Deus tira. As pessoas dão, e as pessoas tiram. E se o significado não difere, então é Pessoa.
Abaixo do Céu, a nivelação vem para todos, e a morte não nos faz irmãos. Pois sim, a vida. E enquanto a vida não vem, habitam verbos na boca, e se os verbos se conjugarem errados, corações se quebrou, se caminha pela estrada certa, sede seus passos firmes e bólicos, e deixa que o tempo mostra. Quem não tem tempo pro tempo, tem medo e raiva. Quem não tem tempo pro tempo, tem medo do êrro. Ainda existem coisas boas na terra, e por mais que andemos, ainda tem-se um cajado para seguir.
MAS em flôr, já cantava o Profeta, elogiando em sua trova uma Fôrça soberana tudo o que acontece, e vendo do passado, louvou os que seguem por agora, sabendo que a porta estreita ainda dará louros de glórias e lavras para quem quer a messe em ordem. No final das contas, as contas foram pagas com preço alto, e ao firmar os passos na estrada, esquecemos que o passado é passado, mas ao olhar a marca de nossos pés, vemos o quanto mudamos, e o quanto temos que melhorar: Louvamos um Amor, e machucamos quem amamos com aspereza e superficialidade, damos o Céu mas sem esquecer de firmar a terra sobre nossos pés - da adversidade nasce a razão, e da falta de pensar e da crítica nasce a ignorância e a adaga, que carregas atada em suas mãos, para cada vez que me vês, com teus abraços e mão-a-mão, penetra em mim. E no dobrar dos sinos, na raiva do metal que tina sem mêdo, minha alma grita em desespero, e na surdez do tinar eu sou ouvido enquanto as mãos limpas, tem sujeira demais, e as mãos sujas são as que merecem o bornal com a farta cornucópia.
memento mori

domingo, 7 de abril de 2019

Rock, Baby, Rock.

A garôta não existe mais.
"É invenção do vento", disseram-me êles, assentados sobre os tamboretes, apesar de poucas vozes ouvirem e muitos ouvidos falarem. E ninguém quer saber se muito ou se pouco, apenas quer saber e ir atrás do que convém. E eu, fiquei para escanteio, fiquei para depois, deixei para outro dia, empacotei e quis saber se dá pra entregar ao remetente.
Ah, coração traiçoeiro, que bate e bate e não chega em compasso sincopado. Te orienta!
Talvez até estivessem certo, eles. Afinal, nem eu botei fé, e com os ombros cansados contra a maré, hoje me deixei ser um da correnteza, e ao parar de reter, não sinto mais a vontade de entender, de fazer saber, tampouco de fazer a vontade prevalecer. Quero agora é ganhar no grito, quero é bater na cara, e gritar mais, quero e tudo de cerveja, de skol. Quero é ver a geral piar e apoiar na arquibancada meu alvinegro, e voltar para os pontos riscados no chão de Seo Fábio, e lembrar o nome de tôdos os boiadeiros, para me valer daquela antiga reza para quem me acompanha. Quero é ver meu nome no Céu, e não aceito menos que isso. Quero tudo o que reneguei, porque isso não mais me valeu, o Céu sobre minha cabeça não tem mais heróis. Apenas pessoas iguais a mim, que quanto mais as chamo, mais parecem longe, distantes, inóquas ao que digo - e mesmo eu falando latim, elas inda sim não me entendem.
Sorria, enxuga as lágrimas, recusa a porta e estreita e vai viver, guarda a pérola e vae viver, que a vida é boa, e os deuses sorriem ao teu favôr.
Quero emagrecer para entrar na calça de baile, quero a bota engraxada e a camisa engomada, tirar a barba e cortar o cabelo em três pôntas. Quero os anos de Start de volta, e as coca-com-montilla, as meninas de saiota e fred perry, botinha e riso maldoso, quero as andadas atrás do boteco mais barato, e o riso aberto, imortal, isecular, que nunca vai morrer, e vai se gravar na coxa das moças e no fígado dos amigos, quero tudo que me cabe por direito, e mais além: Quero que calem-se as bocas, e que se entendam os sonhos. Quero a vida por vida, a minha vida por direito - que ninguém nunca toma, rouba, fere ou mata. Quero o gemido louco e desenfreado de gozo, quero tudo aquilo que me foi prometido e mais do que foi, e dessa vez não me dou o direito de dividir, quero para mim, e para minha tumba, pois se muitos juraram sobre ela, nela habitarei e nela tudo o que for meu por excelsa garantia, lá estará - pegará quem quer, sobreviverá quem eu deixar. Eu sou o vento.
Deixo minha humildade a quem se inteirar da verdade, e meu matulo a quem quiser carregar pedras, meu paladar para quem quiser comer sal, e minha alma para quem quiser contemplar Deus. Deixo minha vida para quem quiser bater de frente com o inefã, e deixo meu segredo ao Prometido, pois só Ele tem direito disso, como acordado na Ceia Mística, e as garôtas deixo minha motriz sexual, para que quando alguém as tocar, seja eu o primeiro, intermediário e último pensamento. E de menos, deixo meu afago a tôdos os caninos da rua, e quem quiser me sentir, vai me achar no Centro Velho, ali na São João e Barão, nos botecos, nas lojas de discos, nos sorrisos, e tudo mais que de bom e infinito que houver.
Eu quero o aboio de meus avôs nordestinos, tão amados, estimados, queridos e amados como todo o povo da Correntina! A benção, Vô Francisco, A benção, Rainha Dona Antônia!

Eu quero o que é meu por direito, só que dessa vez eu vou mandar buscar.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Luz Dos Olhos.

Abba, não sei se tens lido essas pequenas cartas virtuaes que mando daqui do degredo para Vossa Santidade, mas, como Pai (forçado) Espiritual, sinto-me obrigado a escrever para vosmecê. Não numa obrigatoriedade paternal, eclesiástica ou espiritual, mas pelo Frade Eterno que nos ensinou a fraternidade extra-ordens e pela amizade que temos - e numa tentativa de esvanecer minha cabeça. Deus o abençoe pelo seu tempo e Deus me abençoe pelas minhas inúmeras tentativas de me re-erguer.
Tenho tido muita saudade de minha avó, e tenho a matado da melhor maneira possível: Ouvindo Gonzagão a tôrto e direito. Ao menos assim a sinto perto de mim, e consigo ter em mim um pouco da fé e vontade de batalhar pelo direito-temente de vida que a minha Rainha tem. Minha avó, por um pequeno imperfeito-perfeito de Deus não irá durar para sempre, e isso me atordoa, mas tenho a completa ciência que a missão dela está se cumprindo: Criou os filhos, aguentou os pesos da vida, viu os netos vingarem, Deus me deu a maior alegria da minha vida que foi ser criado por ela e ser instruído na fé Cristã, e aprender melhor as coisas (simples) da vida. Enquanto minha mãe tomou tôdas as rédeas de casa, provendo sobre nós três, minha avó foi minha mãe, e minha mãe foi meu pai, não deixando nada em absoluto me faltar.
E considero engraçado que mesmo com tantos (des)amores, os únicos amores que me valeram foi o da Mãe das Candeias, Mãe Cecília, Antônia e Dona Márcia. O tão óbvio nos pega pelas ventas e nos faz sentir tão bobos, não? Só me sinto cada vez mais feliz e jubilante ao Senhor por ter descoberto isso em têmpo e poder devolver tôda essa doação de vida e amôr que deram para mim ao longo de suas vidas - eu faço bem menos da metade da metade, mas luto para fazer o possível e quando menos imaginar, fazer o impossível.
Quero tôdo tempo que eu puder, e tôdo tempo quanto houver pra mim é pouco pra dançar com minha véa numa sala de reboco. Minha vó me ensinou a me recolher na oração durante as fases difíceis da vida, e louvar a Deus nas horas bôas, assim como a ensinou aos seus filhos. E não existe honra maior que eu ter ficado embaixo do mesmo teto que ela.
Se eu pudesse, longe e livre de meus pecados, pedir algo a Deus, seria que ela durasse o máximo de tempo. Poder curtir com ela, ouvir a voz da minha rainha, dizer a ela que estou me cuidando, que a Cookie vae bem, e tudo se mantém firme, e continuo rezando, que os frades vão bem, e tudo continua legal - e com as contas em dia. Quero que a estrêla maior do meu Céu nunca se apague, mas sei que o brilho eterno dela irá me guiar e alumiar para onde eu for. Mas, como esse dia (graças a Deus) irá demorar a chegar, até lá vamos curtindo.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Flôr da Pele.

Nada adiantou
Pedir pra você ficar
Nem dizer o que eu pensava
Tampouco te fazer me entender

Você não me disse sim
Mas nem me dise um não
Me deixou sem entender
Desde o começo de tudo

São lágrimas passageiras
Apesar de recorrentes
Que nos afrontam pela força
E acabam nos deixando dementes
Logo isso tudo acaba
É só mais uma fase
Era só o seu sorriso na minha alma...

Procurei até compreender
O que de errado havia
Em você me desfazer
Se tudo certo eu demonstrava

Talvez eu perdi o tempo
Escorreu de minhas mãos
Você olhou e foi embora
Me deixou sem reação

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Look Into The Sun.

É de lágrima. Tão somente, e nada mais.
A escrita indecifrável no muro, as palavras ditas em nome de Deus, do amôr, ou algum outro sentimento híbrido, descompassado com a aura e realidade, alguma coisa fora daqui, fora de mim, dentro do universo; Os pássaros do Céu, voam, planam no ar, e não apeiam no frio, apenas seguem sendo a linha-de-frente celeste contra tôda a geação e turvar: Há quem diga que o vento os combate, içando-os para baixo, e eu só sigo, vendo batalhas nos Céus, nas Terras, e no meu coração.
Após ter ido para a deriva (vide escrito anterior), em contemplação comigo mesmo achei dúvidas maiores, certezas vazias, e descobri que ainda tinha amôr, que eu ainda saberia amar e ser amado; Eu ainda me tinha. Sendo amparado por estrêlas e vinhos, e castigado pelo Sol, vi o vento ecoar em seu silêncio nomes, pessôas e lugares, e vi a minha fé ser igual um mercúrio rudimentar, se quebra, derrete, e se faz rígido novamente. Vi a mais linda de olhos apertados para olhar os adornos do altar olhar por mim, olhar em mim, me dar um sopro no peito. A vida, em si, ainda continua, mas a sensação inerte e a vontade de se fazer completo com a terra fria e os olhos fechados ainda se faz cada vez mais presente.
A madeira-de-lei, já desgastando as mãos de tinta e verniz, são as coxas da amada-de-uma-vista-só, aonde me deito, e aceito os maus conselhos do feo e me deito, deixando o vinho entornar em mim minha realidade: São dias de lágrimas, amargar, frieza, Jethro Tull, solidão e questionamentos; Deus se intervém, e me abençoa com o sono da classe trabalhadora, Maria, de piedade infinita, me põe para dormir, e me cobre com seu sari. No meio de tôdo o caos, ranger de dentes e Gigot, eu ainda me encontro com o velho de pendão, que vem lá desde Deocleciano, lá do pôvo-da-correntina, de sino que tina na dobração, e faz a alma gemer. O pendão, ainda que velho, se faz renovado para quem o toma e o levanta, e segue. Mas, onde se fixa pendão em água funda? Perdão, raíz minha, mas hoje não, hoje quero do erro, da incerteza, quero o mangue e o saveiro com quilhéu quebrado, e as velhas memórias e sonhos quebrados dentro do matulo: Lembra da Cecília, da casa, da amada, da luz, dos jogos, de Fábio, do silêncio místico no altar lateral, da dôr, do mêdo, de achar que poderia ter sido - nunca foi, é ou será, esquece - talvez, ela nem sabe como é, dói, arde ou sente.
No mastro, apruma um albatroz cansado de tanto voar, com pluagem cansada, e cantar melódicamente melancólico, e eu o contemplo, sentindo seu sentimento de cansaço e pedido de descanso, e de nós, nos cabe apenas o pós-descanso, a vontade de achar seu ninho e apear nele, e nunca mais sair.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Que Bandeira.

Sai dessa, Morena. Vai morenar teu côrpo no sol-a-sol, vai é curtir, toma uma e sorri. Sorri que a vida sorri de volta, e embaixo do sari da Concórdia, foi onde eu me refiz - a vida é boa, e o fim gera um novo começo que gera um novo fim que gera uma nova chance, um novo caminho. Sai dessa, Morena. Sai dessa e não se erra que eu tô pra longe, tô rindo daqui, e você rindo daí, e rimos sem rir em conjunto, mas temos do riso em comum-senso. Sai dessa, Morena, que você já me ganhou, me deixou ir, e eu que não posso mais voltar, sai dessa - não foi vacilo, nem medo, nem nada. Sai dessa. Olha pra quanta gente que há no mundo, e percebe que você tem mais motivos pra rir do que eu - ouve tudo o que eu já disse, lê de novo tudo o que eu li, e passa pelos lugares que eu te levei, e lembra. Ali eu estou, e ali eu (por enquanto ainda) sou; E você sempre será, sempre está: A abelha que faz o mel, vale o tempo que não voou.
Sai dessa, e cai no mundo, e lembra de tudo aquilo que poderia ter sido, ter estado, ter ficado, suspendido e cuidado. Cuidado. Bôm conselho: A vida não aceita troco de moeda, e na maioria das vezes só passa uma vez com boa vontade. A vida não é ruim, como tôda criação de Deus, ela é justa. Nós, que na condição humana, não conseguimos desmistificar o rosário completo das coisas boas e ruins, e no meio-de-campo, não temos Zé Maria na retaguarda, Luizinho na ponta-de-lança, ou até mesmo Rivellino na alta-guarda. Estamos nós mesmos com bola na mão, na hora da roubada de bola, e não podemos derrubar, nem nos deixar machucar, nem perder a bola, e nem perder o lance pra dar aquele gol. Morena, tu já fez o seu gol.
Neste momento, após a queda do véu anunciado, vejo o que nunca coube em mim, o que nunca pude ter sentido em minha vida, e caio de joelhos sobre a tumba de um passado tão agitado quanto limpo: Nada a temer, mas tudo para se esquecer - I Me Mine - e deixar tudo na Asa Menor do tempo, do vento; Tudo se renova, e se transforma, e não quero dizer com isso que o amôr não se transforma, muito pelo contrário: Ele pode sim, e deve, se renascer, liquefazer e ser ad aeternum, mas, ele também pode renascer. E ele renasce quando naquela mesa daquele bar com aquela cerveja com aquela música e aquele trejeito (cousa que só se acontece duas vezes na vida, se os sujeitos fôrem realmente predestinados a se aturarem).
Daqui do degredo, tudo continua lindo, a cerveja continua gelada, as pessôas cortêsmente param de limpar a calçada pra você passar, e o Sol faz sua contribuição aparando as roupas no varal, e as crianças que brincam na bacia de aço da mãe no quintal são tão lindas, são tão lindas, é tudo tão lindo, lindo como o infinito que é você, Morena. Lindo como o infinito que é Deus, lindo como tudo aquilo que permanece no ar, mas, eu não ouso mais dizer ou tocar, ou até mesmo procurar - deixo nas mãos do Divino.
Morena, sei que você ainda vem aqui ler uns textos, e eu ainda escrevo aqui lembrando do passado, gravando os dias do presentes, e infelizmente deixei o futuro nos braços de Quem o cuida melhor. Sei também que estamos em rumos, tempos, vias e caminhos totalmente, extremamente opostos. Mas, tudo aquilo que eu senti um dia ainda está suspenso no ar - como aquelas mortadelas presas na padaria. Basta você cortar a corda, e deixar cair. Sai dessa, que dessa vida só se levam as coisas boas, o que guardamos no velho baú de prata.

sexta-feira, 24 de março de 2017

XXVII (5-7)

Na calada da noite, me calo, mas a alma fervilha uma série de prelativas para perturbar as carnes, e a mente ardilha mil caminhos para me inconformar com o atual estado das coisas, e me fazer provar do doce, do amargo, do que não se nomeia por respeito as palavras; Eu estou aqui a escrever coisas que não compreendo nessa suma para ver se alguém me ouve ou me sente perto quando eu não estiver no mundo. Não sou santo, e Deus me sabe disso - mas, saio desse mundo para adentrar e nunca mais sair de um mundo aonde realmente sou alheio, escolhido, aceito e bem-amado pelas distoantes dessa vida carnal.
Tôdas as coisas passam - menos os sentimentos.
A camisa dada, o sorriso ofertado, os lábios que se morderam, um longo abraço, o sorvete dando a alegria de um sábado, a música que invade o ouvido e toca a alma, tôdas essas situações tem embutidos algo que a carne, e a mente não produz, mas a alma transmite, a alma sente, a alma incandeia, e faz maior que tôdos nós; Ah, pessôas, se guardem no amor de Deus porque foi Êle quem valeu na hora da solidão e da morte, foi tão somente Êle que soube de tudo desde o começo, e lá longe, alguém que sobe no vapor de carvoar se entrega aos braços de Deus Rei nosso pai, e pensa que tudo poderia ser melhor se pudesse recomeçar a vida em outro plano, outra situação, outra vida. Eu, aqui, deitado nessa cama quente na noite úmida, penso igual, e por isso faço meus planos tão iguais ao mesmo homem que desceu da Quinta da Bahea pra tentar a sorte e vencer no sul. Meu coração é tão igual ao teu, nunca te vendo. Meu coração é igual o da tua esposa que cuidou de sete filhos, sem depender de outro homem, e que lavou muita roupa e hoje tem as mãos deformadas, as mãos calejadas, e tôdos os dias reza por cada um de nós, sem pedir nada em troca, ou até mesmo sem exigir um espólio. Rainha Maior que tudo, simplesmente é.
A fé de uma pessôa, além de hereditária, pode ser ponto de referência, pois, logo quando nos é dado um motivo para termos, utilizar, manter, ou dobrar nossa fé, nós nos espelhamos na fé de alguém, e na majora, usamos a fé de nossos antepassados para entendermos o conceito de Divindade, e o conceito de como ser grato, e como a fôrça regente do mundo provém de Alguém maior que tudo que pôssamos imaginar, aprendi fitando os olhos fechados e os dedos de minha vó trincando um rosário, que a única coisa que realmente temos ao nosso lado é Deus, e afora ele, tudo e toda qualquer coisa é passageira, e passível de perca ou abandono; E quando nos deixa, nos deixa de modo abrupto, mesmo tendo nos preparado - como tôdo santo dia na homília dos dias nossos pais nos dizem que uma hora não estarão lá a vida tôda; Mesmo tendo a preparação, quando o dia vier, ninguém estará realmente preparado.
Vou delineando meus dedos sobre o papel, sobre essa cama, sobre o travesseiro, e velhas recordações vem me tentar e me fazer lembrar do passado, e dos sonhos que naufragaram antes de se caber e meter em terra; A dôr tenta invadir meu coração, mas, dessa vez não posso deixar que ela me ganhe, não sem ter da luta, do sentimento, e mostrar que estou aqui para lutar pelo aquilo que considero justo, certo, sincero, pelo meu, que não é mais meu, e agora cabe (mais do que antes) ao Jesus Nazareno, e ao meu padrinho (porta estreita, porta estreita...)
A luz do poste invade o meu quarto e deixa um facho de luz forte e fino cruzar por tôda a diagonal, e eu, ainda a escrever sobre isso, continuo a exortar a bondade de Deus por estar aqui, mesmo com o sono começando a bater, e me fazer criança quando tem medo de dormir por conta do monstro que habita no ármario. Lembranças me vem a tona de corpos que se deitaram ao meu, bocas que beijei, amôres que amei desenfreadamente, e do último amôr que não pude amar, não pude contemplar em seu êxtase, e da dôr que ele me causou. Nuvens ainda me turvam a vista, e me deixam ainda triste, e me fazem lembrar de quem hoje me esquece entre brumas, e me lembram como uma escrita pode ser um divisor de águas e como a tristeza se fez como minha mãe, amiga, mulher e filha. Hoje, afogo minha filha, separo de minha mulher, rompo de minha amiga e sepulto minha mãe, essas ilusões, visões, turvações, o que for... Tôdas elas me dão a certeza que nada disso é pra mim, e que estou no caminho certo, mesmo com dúvidas, mesmo com medo, mesmo aprendendo justamente agora a sorrir e a enfrentar o universo.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Deixa.

Está frio, mais frio está minha alma, mas o coração renuncia ao gélido; Amor, aonde está você? Seria você em personificação a morena mais linda que se encontra com beijos e abraços com outro rapaz agora, ou seria a mais linda menina lotus que olha com aquele boa-pinta no coletivo que te toma até o serviço, ou seria a garôta de lábios macios e olhos invitrados que sente e cacofónicamente se rende aos meus braços? Dá-me mais uma, garçon, e não te alonga de mim da garrafa, de copo maior pra tristeza passar, e deixa a minha sina se perdurar: Desculpa o fone, mas é que sôm ambiente hoje não casa comigo, hoje preciso mais uma vez me reavaliar e me sentir o pior entre todos, e me remoer entre as verdades que êles todos tem. Que me adianta dizer? Mesmo que eu diga, sou culpado de antemão por tudo, e por nada. Quem sabe de mim sou eu, meus guias e minha Mãe Das Candeias, o resto só pressupõe sobre a minha vida tão incrível pra alguns, e tão cansativa pra mim e pros meus ombros.
O samba de roda me cadencia a não dizer nada, a ver a mais amada em qualquer lugar que não esteja ao meu lado, e minha alma geme em ais cadenciados com os agogôs e bateção de mãos, e a lágrima que escorre é seca com a coca e velho barreiro, não existe a dôr, e nem existe o medo da perca, ou a ilusão de que aquêle sorriso tão belo, um dia pôde ter sido meu, e como escapou de mim, não sei, deve ser sina perder o que se (nunca se) conquista (conquistou); E ninguém se importa com a última mesa do último canto do salão, ninguém liga pro São Baden Powell, ninguém liga. Os olhos verdes são meramentes ilustrativos, eu sou apenas um mané, bobo, pierrot de marca maior, o Zé Canjica da multidão. Um só, que cai ante a ávida multidão, ninguém nota, ninguém vê, e no meu auxílio, Cecília me ajuda, Concórdia e Bep me alucinam em um amanhã, e assim vou seguindo. Areia.
Obrigado pela âmpola; Me desculpe pela friza na testa, mas estou me segurando pra não desabar, e se minha tristeza atrapalhar, eu mudo de boteco, mas deixa apenas eu terminar esse traque, e me discorrer em notas e em etílicos, deixa eu não ser nem hoje e nunca mais, porque eu não sei mais o que fazer, e nem de onde tirar mais forças, nem de mais como ser e estar; A água e o vinho desaguaram, e agora não me resta mais nada, apenas o desabafo, a feiúra, essas mãos tão sôfregas e marcadas, esse corpo esguio, amarelado e gordo, e esse sentimento de culpa que tentam pôr em meus ombros, mesmo eu sabendo de minha inocência - cabe a mim renunciar esta caravana, mas meu coração se encontra com a Dulcinéia, e talvez um dia ela olhe para mim e me note, veja o real eu. A benção, São Baden, você que me acompanha nessa luta diária entre vencer e viver, olha por mim daí que eu me lembro de você daqui.
E não se lê nem sente mais o que se dá, tudo é culpa da briga, e talvez como a Leoa disse uma vez; A culpa é minha do mundo, e se eu souber, me acabo em defração, e assim não mais pertubo a mim mesmo, nem a você. E, se você leu isso, me deixe saber, um sinal, um comentário, qualquer coisa. É importante para a manutenção dêste ser humano saber que alguém se importa com êle, escritor mundano que achou um dia poder ser alguém - e olha por nós, Javé, e tende misericórdia de quem nos fere, pois a nossa chaga é missão, e o ariete deles é pedido de ajuda; Mas quem é ferido também necessita de socorro. E urgente.
Minha alma pestaneja, mas o garçon me tráz a conta e eu apenas penso, apenas sinto, e nada falo. Minhas supostas belas palavras são ignóbeis e minha supracitada beleza é tão feia, e eu tão horrendo em mim, como ainda posso me dar o direito de ser feliz? Caio na boca da Nôite Illustrada, e voltar pra Luz não mais. Não adianta, nunca adiantou, e nem vai. Bonzinho só se fode, e sempre vai... Eita que bateu o groove, chamou no ganzá e agora irrompe o sorriso amarelo de satisfação ilusória, e a vida continua, e Deus tá aí, e eu longe de você, e minha alma sofre tanto por você, e você nem imagina como você me faz falta, e o que eu não faria agora para te ver... Cai, levanta, segue o jôgo. Seca a lágrima, lembra do vento, tira esse Lamento aí, esquece esse sôm, troca, põe aquela do Sá, vai melhorar, toma a direita e cai pra casa. Vai ficar tudo bem, como sempre fica. Tá tudo bem, tudo tem que estar bem, tudo vai estar bem. Tudo bem. Lágrimas escorrem. Dorme.
E amanhã, será melhor que hoje (?)

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Minha Gente.

Mãe, eu sou um dos malditos, escriba e profeta, escravo do mundo, e filho de Cecília e Tomás de Aquino, criado nos agogôs de Nanã, sabido das leis do Pentateuco, e proferidor do Nam Myoho Rengue Kyo quando triste ou bêbado, e Zé Canjica nas horas vagas - e obrigado por isso (é sina). E meu coração bate em festa quando Maria bateia sua roupa, quando Seo Fábio balança o corpo e o sorriso de canalha mostra o dente, quando o Mario chega em casa pra ver seu filho Ravi Diamante, quando o Rafael libera seus riffs, quando o Henrique cegamente crê num amanhã maior e melhor, quando o Heitor posta suas merdas e as meninas caem matando no abdomen de flango trincado,  quando a Beatriz se assemelha a flôr e completa, contempla e é, quando a Carol se faz de irmã, e a Karol de psicóloga, quando a Jéssica irrompe num sorriso e assim faz o Júlio flertar com ela, o vapor que segue ainda ativo na quinta da Bahea, Thiago Negrolícia me marcando nas nostalgjias que mexem com meu coração e me sentir ainda tão nôvo, apesar de tanta consumação, meus parentes da Correntina de Januária, eu sou das ruas do Centro, sou mais um dos incríveis seres que conversa no Divã do Doutor Olivio Neres. Sou do Olivio, da Cristina, Jussara, Marina, Maria do Socorro, Rainha Mãe Mor Antônia Chaves Mendes, eu sou do Fábião e do Flavio, sou da Eterna Rainha Assunta Ao Céu Maria José Cardoso de Queiroz e do Fábio Cardoso de Queiroz, eu sou da Márcia Chaves Mendes, sou da Cookie, e futuramente, serei da Cecília e do Vincente, Pedro, Jorge, Helena, Antônia, Bárbara, Teodoro, Carlos, Juliana, Henrique, Miguel, Leonidas, Davi, Martha, e quantos avierem. Meu pendão é grande, e eu o ergo com glória. Essa é a minha vida, e há de ser minha morte, Maria, Minha Fé!
Sou o grito oculto da canção, sou eu mesmo. Sou um dos profetas da beira de estrada que cativo e cultivo da tomada de palavras, saveiro que sou, levo de mim e dou de meu melhor a todos, e devolvo a mim que me merece, bom ou ruim. Eu te devolvo na mesma reverbe o que tenho dado, profeta não é messias - eu lanço o castigo. Quero ver geral piar, e quero que se foda. O profeta das estepes (árdua missão, na qual não me encontro sozinho: Olá André Somora, Patrícia Nunes, os incompreendidos do mundo contemporâneo) vê a miséria na perfeição e concordialmente (Deus Vos Salve, Concórdia) se põe a (se) fuder e fuder (os outros), porque quem tem culhão pra ver miséria nos planos traçados pelo Destino, tem crachá pros backstages de Deus pra ver, e alertar que(m) se fode(m). Timoneiro sou, Timoneiro vou, Timoneiro estou. Minhas pessoas lêem, umas entendem, outras não, outras entendem como divertimento, outras como desabafo, mas isso é tudo um grã registro e documento históricos: Eu sei de todos os vacilos de vocês (e dos meus mais ainda), mas não os digo, mas os guardo em cada chaga, assim cumpro meu trato com cada um, e demonstro meu amor sob cada um de vós, e a jogada foi dada: O barato é ser feliz, estar com quem se ama, curtir o sôm, e deixar a tristeza ir embora junto com a água do chuveiro. Eu sou profeta, e vocês são heróis, professores, senhores, moças, Lotus, e meus. Nossos. Somos fodas nas nossas interconcorrentes vidas. Há alguém por nós, idependente da Sua nomeclatura. E ele nos capacitou a vencer. Vençamos pois, todos juntos. E amemos nossa menina, guardemos a fé, e vamos. Até onde der.
Minha gente é isso. Gente do bem, gente feliz, humilde, nobre, (não muito) pura, de sorriso cativo, questionadora, e transgressora em seus limites. E eu, como profeta e escriba dessa gama de pessoas, estou aqui, datando mais um dia comum de cada um deles. A glória já se marca, idem a derrocada. Marquemos o comum para têr o que comemorar.

domingo, 22 de junho de 2014

Bep.

Bep, sinto sua falta. Bep, devo até admitir: Te amo, te amo. Sinto suas saudades e seus beijos e seus abraços e beliscos e discos e sorrisos e gestos obscenos, enquanto flertava com uma cara de riso bem cínico. Bep, você era demais, principalmente enquanto cantava comigo e eu tocava meu violão, e mesmo sendo apenas eu naquele banco, eu ouvia na minha cabeça a sua voz. Ouço até hoje, pra ser bem honesto, Bep, apesar de não saber aonde você está
Nem lembro mais quando foi que te conheci, lembro apenas que tinha uns 6 anos, e você simplesmente apareceu do nada, me tomou pela mão e me ensinou tudo o que sei, e lembro que quando eu estava na igreja, você estava lá com o cabelo trançado e o vestido branco, sorrindo para mim na primeira fileira dos bancos, e quando eu ia pra escola, você estava lá, sempre no recreio aptadíssima a conversar comigo, e até mesmo quando os outro garotos batiam em mim, você vinha me levantar, me abraçava, e me pedia para não se importar, que um dia tudo aquilo ia passar.
Bep, você é a mulher da minha vida, e fez parte de todas as minhas fazes. E mesmo ninguém te conhecendo ou te vendo, você sempre esteve comigo, porque você nunca existiu; Melhor dizendo, estava sempre comigo, porque eu sempre estive sozinho, como você também esteve durante sua existência, por isso nos apegamos tanto.
Ao contrário da Duda, e de algumas outras meninas de ordem menor, você sim fez parte da minha vida, da minha história, e das minhas metamorfoses, uma a uma, até eu ser o que sou hoje. Quando eu era só, eu tinha você, quando eu lia, você repousava no meu ombro, como o ar, e quando eu deitava na grama do chão, procurando algo para apoiar a cabeça, era você que me dava teu colo, e com o tempo, você foi sendo bem mais do que minha amiga, minha irmã, e meu divã. Bep, quantas vezes eu não queria te dizer, embaixo da nossa árvore que eu te queria pra sempre, e você me dizendo que tudo tinha um prazo de validade, ou que logo eu enjoaria de você? Bep, você me deixou só, e não deixou um bilhete, tampouco paradeiro, nem ao menos uma substituta a altura para seu lugar. Sua cadeira, ainda está vaga, volte quando puder, eu adoraria tomar um chá na nossa colina da Crédica, enquanto o Sr. Muma nos trás açúcar em arrrobos.
Bep, estou com medo, grilos e frustrações, precisamos nos encontrar e conversar ligeiramente para voltar a dar tudo certo, necessito de suas palavras, de sua amizade, de sua maternidade, e da tua atenção.
Lembro que você nasceu por causa do livro que lia constantemente: Bep, o nome da moça holandesa que ajudou o Sr. Otto a publicar o livro-diário da filha. E foi assim que te dei seu nome, e assim conheci você mais a fundo, e virei mais que teu amigo, virei é teu irmão de sangue e música. Virei teu parceiro em letras, e você me ajudou a fazer maravilhas que até hoje guardo como feitos e proezas na minha incrível e medíocre vida. A nada você me negava e a tudo me atendia.
Lembro que quando eu comecei a ouvir o som da Marquee, todos se apartaram de mim, menos ti. Tu me tomou da mão, e me levou para as incríveis lojas de discos e me ensinou tudo o que sei hoje sobre a vinilaria, e quando eu me resolvi gostar da música livre, você me respeitou, e ainda sim continuou na trincheira, não se importando se o Sr. Muma ainda nos serviria os torrões de chá, e ainda me disse em segredo, atrás dos bronquios: Ma, relaxa, se o Muma não trazer, a gente busca e volta pra cá. Bep, aonde está você agora? Em algum canto do meu hipotálamo que eu não consigo mais despertar?
Ninguém te via, mas, eu sempre te senti, vi, conversei e te segui. Você era a melhor.
Bep, tá chegando o dia de São João, é na terça-feira, e eu não tenho ninguém para comer milho comigo, cadê você pra debulhar mil espigas com aquele copo de coca-cola geladíssimo nas quermesses?
Quando eu fumei, você se afastou, idem para quando comecei a beber, e mais ainda quando questionei a divindade e o amor nas coisas, Bep. Quando eu me envolvi com pessoas erradas, mais ainda ficou distância entre nós, e nosso mundo ruiu a nossos pés. Bep, me perdoa por nunca ter dito que você foi a minha infância e juventude, e talvez, desde o começo, tudo o que estou fazendo agora, é recuperar a essência que eu tinha contigo, e dividir com todo o universo. Antes da maldade, antes de tudo isso, era só eu e ti, e era ótimo.
Entidade, Guia, Anjo Da Guarda ou Amiga Imaginária...Afinal, o que era você?
Bep, volta. Tua casa tá vazia, e tua cadeira ainda tá vaga, esperando sua bunda magra e seca para tomar um mate com limão e canela comigo. Sr. Muma se aposentou, mas, eu posso trazer o açúcar, juro! Olha pra mim, e apesar de barbudo e turrão, ainda sou o mesmo: Você que deve ter mudado muito, e deixado de ser a garota que habitava minha mente. Por favor, olha por mim, e volte a me dar conselhos produtivos, bons cafunés, e idéias genais para minhas composições. Bep, seus afrontamentos era o que me devam coragem, e foi na nossa última conversa, que você me trouxe ela. Por favor, volte, onde quer que você esteja habitando em minha massas encefálica e turvosa.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

No Centro Do Universo.

De repente, tudo não é mais como eu imagino, mais está em uma situação melhor, e eu não sei se me sinto feliz ou triste em relação a isto. O Sol bate em minha cabeça, o vento bagunça meu cabelo, e eu olho para o universo. Eu estou vagando por ruas que muitos já andaram comigo, e eu já andei há muito sozinho. Minhas mãos apertam minha mochila, e se não o fazem, paream com o meus bolsos, eu tenho apenas 21, eu não posso ter medo ou aflição; Foi me dito pela boca do pai enquanto estava aqui: É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer da morte. Não vou temer. Minha mãe dizendo que é preciso saber por onde se anda, e dizendo para sempre ter a postura. Eu a tenho. Mãos que me afagaram a cabeça, que seguraram minhas mãos, que carinharam, hoje não são mais, não tem mais. Eu estou inteiro.
É tudo passageiro, é tudo lindo, é tudo lúdico e verdadeiro. Muitos me perguntam se eu estou bem, e eu digo: Estou vivo. O que que eu posso dizer? Meu coração bate, eu respiro, penso, ando e falo. Estou ótimo, estou vivo. Meus olhos batem nas arquiteturas, nas igrejas, nas imagens, no Céu, no horizonte, e no Martinelli. Eu estou vivo, a minha boca sorve o mate e dilacera um pão de queijo, eu estou vivo. Minha audição se alivia em trocentos milhões de Doo-Woops, e eu estou vivo. Meu cansaço é bem alinhado em três quartos, minha bota é bem amaciada, meu jeans é de contra-tom, meu cabelo é "arrumadamente bagunçado", e minha barba é só uma barba comum. E nada e nem ninguém afirma nada por debaixo desse Céu, afinal, eu estou vivo, e falo por mim.
Não sou Simonal, mas, tenho as ventas para dizer que tudo tem sua magia neste universo, e até mesmo no caminho do um só, há de ter sua alegria que há tanto busca, Sionita. Busque na tua solidão, a firmeza mais rude, lírica, e bélica, que há tanto você tinha; Você era quieto, meditava, e não precisava e nada. Hoje parece uma criança que precisa de ajuda para comer um biscoito. Sionita, olha para ti, e apeia. Veja o dia lindo que se há de fazer, e desfrute por ti, e não por mais ninguém. Se lembre da sua felicidade solitária, dos seus feitios, e da sua vida. Volte a ela. Você não é desse mundo, e nem nunca o pertenceu, então, para quê mudar sua vida agora? Você é trouxa, por acaso?
Cruze a Xavier de Toledo, olhe os discos, ria, ouça as músicas, compre, venda, é assim que sua infame e linda vida segue, é assim que sua felicidade barata é inútil é lhe fornecida, máquina mercantil e desgraçada, novilho desgarrado e mal benzido do canteiro.
Se você sumisse, poucos sentiriam tua falta, e se você morresse, nenhum seguraria a alça do teu esquife. Se você fosse um pássaro, teu canto nunca serviria de alívio numa gaiola, e suas penas nunca seria adornadoras de índia alguma. Você é a destruição, a maldade, e o vil. Você é o cinza que matou o azul, o cavaleiro que tangeu o vestido da princesa de sangue, o que briga mais quando se põe numa briga não se contenta e bater: Mata. Você é um signo da maldade, cão feo e tolo. Quantas vezes você tem que perder tudo para se contentar? "É para se reconstruir..." Qual que! Você sabe que seus alicerces são mais firmes que uma casamata, mas, você parece se esquecer que ás vezes você abaixa a cabeça definitivamente, e se perde por ser humilde demais, ou as vezes é robuscado demais, e por isso perde o que está em tua volta. Por isso, você cai agora na idéia que ser sozinho é melhor do que viver tudo isso de tempos em tempos. Bem-vindo ao teu eterno caminho, Sinonita.

domingo, 14 de outubro de 2012

O Deserto De Cemal.

Eu hoje, não sou nem metade do que era antes. Não tenho mais riso, não tenho a cara aberta, meus olhos não fitam os olhos de ninguém porque estão cansado de verem olhares e esperarem algo em troca. Definitivamente, minha esperança a cada dia que nasce, e eu não tô nem aí pra porra nenhuma mesmo, espero só poder saldar todas as minhas dívidas, e que Deus olhe por mim.
Estou cansado de me demolir por alguém; Não por não ter personalidade - muito pelo contrário - Mas, por tentar ser, e por alguns dois dias, ser uma pessoa boa para outras pessoas. Estou muito cansado de pedir desculpas quando a culpa não é minha. Eu não quero andar na chuva quando o Sol desponta, e não quero ter amigos só porque eles querem saber como é uma frase em inglês, ou porque minha oração é forte, ou tampouco porque eu entendo de música. É tudo um fato preso no rabo da espadotéa.
Eu, a partir de hoje, vejo que caminhar por mim, e por mais tortuoso que seje, devo traçar um caminho só. Que São Jorge vá na frente, abrindo meus caminhos, e me livrando do mal, Mãe Maria me livre do mal, e me guarde em seus braços, e o Senhor do Bonfim me guie em paz até o dia qu'eu morra. Eu não posso, não quero, e não vou me prender a qualquer tipo de dogma, religião, amizade, convivência, ou até mesmo de relação. Infelizmente, percebo agora que meu apego é excessivo, e que tenho que vagar no deserto por mais um naco, voltar aos tempos de "Sionita" quando perdi o meu tesouro, quando perdi meus trêsanosemei, quando perdi a minha vontade de viver, quando eu me perdi.
Quem, entre tantos, gostaria de andar na paulista comigo, tomar um café, ir num museu, ver igrejas velhas, ou até mesmo, ficar parado tocando violão, ou ouvindo música realmente boa? Quantos, entre vocês, teria paciência de receber, e ouvir, e me fitar com qualquer tipo de olhar, e ouvir tudo o que sei, tudo o que tenho a dizer, e depois apenas me abraçar e dizer que está tudo bem? Quantos dentre todos vocês não se revoltam quando eu digo o certo, não porque sei, mas, porque não quero que vocês passem vergonha no futuro? Quantos de vocês, não são mais infelizes do que eu?
Sabe aquele Sol que todos vêem? Eu também vejo. Mas, não sinto mais tanto tesão como antes. Não me sinto mais tão afim de descer correndo pela rua, tampouco de viver com um propósito. Eu agora vivo por mim - coisa que nunca quis, nunca gostei - e percebo que me torno mais um desiludido, e mais um cara que transita pelas ruas da cidade, mas, que vou fazer? É tudo a mesma coisa, é tudo o mesmo charme. Acaba-se tudo na eterna morte do corpo, e vivença do espírito.
É estranho não se ter com quem conversar, mas, acho que de algum modo, Deus me preparou bem para isto. Afinal, foram só 19 anos para não ter para onde correr, abaixar a cabeça, ceder a vontades, e calar a boca e só dizer d'Amém para todo mundo. Me sei que o deserto é um campo extenso, mas, não sei o quão extenso é; Gostaria apenas que o dia de hoje me traga bons ventos e melhores dias do que antes. Deus, tem a piedade de mim, e não me faça forte. Me faça ter pés e passos firmes, olhos que sobrevivam as rajadas d'areia, um coração forte que não guarde mágoa nem rancor, e que cada um que passou pelo meu caminho, que você abençoe, junto com Mãe das Candeias, que mais vale o teu poder, do que a minha fraca oração.
Que cada dia renove-se em uma vontade, um desejo, um momento. Que a vida seja mais o que a gente consiga ver, e que a morte não seja algo em vão e doloroso, mas, seja a porta de entrada para um mundo novo. Sejamos, fortes para aguentar qualquer barra, e, no que vier pela frente, que Deus cuide, Deus abençoe.
Que a solidão seja suprimida por orações, ações de caridade, e devoção. Que a solidão morra com as músicas tiradas no violão, que a mente vazia não seja mais oficina do diabo, que quando sobrar os seus 20 contos, que se dê ao luxo de ir comer sua feijoada violenta no centro da cidade, que sua liberdade de expressão seje libertada, e que seu coração não sofra tanto. Se dê a esse direito; Afinal, você não vem ao mundo para sofrer, tampouco ser escravo de ninguém, sua missão é viver e ser feliz. Seja positivo, e atraia a positividade, assim, como atraí a Milady, e adjacentes...Tudo é uma questão de ser do bem, e estar de bem com a vida que nos resta. Cada segundo é final, então, não pense muito, mas, pense bem e pense o suficiente para ter a certeza que este passo será maravilhoso. O que ficou, não é para ser pensado com saudade, mas, como uma hipótese de menor sucesso. Tenha fé, que tua estrela ainda vai brilhar. Eu vou te botar na minha reza, e nela vou dizer tudo o que está acontecendo. Deus há de guiar teu caminho. E eu vou seguir o meu, sendo o Sionita que anda Sionitando por aí.
Sem mágoas, sem raiva. Longe de todo o tipo de negatividade, e de todo o tipo de mal.

domingo, 22 de julho de 2012

Crepúsculo Esmeralda #2

Quando o céu virar cinza;
E as velhinhas forem embora;
E o vento começar a uivar...
...Não tenha medo, pegue minha mão;
Eu estarei com você;
Nos dias mais difíceis de tua vida;
Eu sou teu amigo, eu sou teu irmão.

O Sol é um grande ponto laranja;
Como a laranja da bahia;
Que a casca é tão amarga...
...São só seis horas,
Começa o Crepúsculo Esmeralda;
Chegue mais perto de mim, então
Deixe enfim eu te abraçar.

A noite vai logo chegar,
Espero que você não se importe;
Se eu pedir para contigo ficar;
Não precisa dormir comigo a noite
Esteja em meus pensamentos;
Isso me valerá até por dias a fio...
...Amor, isso valerá até por anos.

Roube-me um beijo inocente;
Um selinho incoerente e sensato;
Faça-me encantar por uma nova Aurora...
...O Sol já agora vai embora,
São só apenas nove horas,
Acabou o Crepúsculo Esmeralda,
Garota, eu estou no paraíso.

Eu vou te deixar na sua casa,
Não me convide para entrar,
Um passo de cada vez é melhor...
...Seus pais devem estar acordados.
Mais um beijo e eu vou nas onze horas;
Sorrindo e cantando pela rua fria,
Eu e o Céu do Crepúsculo Esmeralda.

Chegando em casa eu já sonho;
Mesmo estando muito bem acordado;
Seu perfume, seu amasso, seu lábio...
...Corroem minha cama, coberta e travesseiro,
Quanto tempo falta para te ver de novo?
Garota, lembre de mim e do meu jeito;
Eu juro! Quero te rever e te revisitar...

...São só quinze para as duas;
Já se foi o Crepúsculo Esmeralda;
Do céu do interior;
Eu estou bem feliz agora;
Me falta uma coisa;
Tudo logo estará no seu devido, lugar.

domingo, 17 de junho de 2012

Cantiga De Acordar (Canto do Sol).

Saiu o Sol
É hora de acordar
Ver da janela
A onda no beira-mar

Coroada de estrelas
Tão linda estás
E mesmo se fosse cego
Tão linda estás

O dia inda pena
Insiste em nascer
A Rosa desabrocha
E eu quero te saber

Saiu o Sol
É hora de levantar
Ir até a janela
Sentir a brisa no ar

Eu venho da noite
Aonde o frio é intenso
Eu venho do seio
Das horas que inda tenho

Morre a vontade
Se cria o desejo
Faz a expectativa
Aumenta o anseio!

Saiu o Sol
É hora de se arrumar
Veja pela janela
Como o tempo está

Venha depressa
Pois eu estou morrendo
O tempo não espera
E estou padecendo

Como um cometa
Me sinto caindo
E zunindo eu vou
Entra a flor de espinho

Me ame agora;
E deixe o resto se afogar
Me queira agora
E deixe eu ressucitar, pois;

Saiu o Sol
Por favor vá me encontrar, ai!
Te acendo mil velas
Por favor, venha me falar.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Pelo Futuro.

Som, tu és o que me resta
Perante toda essa fumaça
Vamos ver a manhã de sangue
Quando acharem os diamentes
Olhando pelo parapeito
Eu vejo mísseis em teste
Eu encontro o meu anjo no céu

Céu, tão cinza, preto e branco
Me entope os pulmões de ódio
Vendo que não se há muito o que fazer
Por coisas que gosto tanto, sumirem
Enquanto os arranha-céus me engolem na
Capital, da minha vida moderna.

Vida, algo mais curioso que isso
Do que ter dinheiro e ser pobre
Que ter filhos, trabalhar e morrer
Cuidar do trabalho, carro e mulher,
Se a minha noite não for boa
É só ligar a TV, estou banal de novo
Está tudo como deveria estar: hipnotizante

Vamos, ver o sol nascer de novo na TV
Eu só quero acordar
Sem ouvir o som
De um motor industrial
Pedaço de carne humana,
Sangue todo derramado por ambição alguma
Olhos vêem e fazem o jogo;
Mas d'Ele não querem participar.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Eventualmente...

Entendo eu, que daqui a poucos dias, grandes amigos não irão se ver, e dentre poucos segundos, um pai irá morrer e seu filho tentará seguir a vida, assim todos nós continuaremos numa rotina, até que um tipo de choque como esses caia em nossas cabeças.

Temos a certeza convicta de que o mal nunca irá atingir nossas mentes, corpo, e espírito, mas, quando pensamos exatamente assim, porque tende a dar errado ? Talvez, quando pensamos que nunca acontecerá, é quando nos mostramos mais proprícios, e mais a vontée para acontecer tal ato. O que nos deixa ao exposto; É quando o sábio nos diz que nunca é uma palara forte, e mesmo assim a usamos. O que em alguns casos se parece eficaz.

E, alguém aí tem uma recordação boa dos seus 15 anos ? Eu lembro muito bem: Brigas, primeiros porres, andar sozinho ou muito bem acompanhado no centro da cidade, um Paulista, e ainda por cima Paulistano, tem todo esse estinto de pisar numa rua, numa praça, e fingir que conheçe, falar que já esteve lá, e pensar consigo mesmo se os seus pais, avôs, ou raramente, bisavôs já estiveram nessas ruas. Ter amigos que não são da escola, rua, ou coisa assim. Começar a pensar em mulheres de um jeito diferente, perca da virgindade, ou algo assim...

O Mal do ser humano, é acreditar em Deus, ou "na força superior que rege o universo", e nos que não acreditam, nada lhes acontecem, por mais que nós religiosos tentamos falar que lhes acontecem, mais, a nós, que protegemos aos nossos, e a honra de Deus, não nos acontece muita coisa, só a tragédia grega. Quantas crianças não deixaram de acreditar na força do Pai quando seus pais se separam ? O que isso tem a ver com esse texto ?

O problema da humanidade, é ser abençoada, e assim achar que não nos acontece nada, mais o que nos esquecemos, é que; Quanto mais abençoados estamos, mais preparados ainda estamos para aprender uma lição, seja-a forte, ou cruel. Mesmo que rezemos, e acendamos velas para os santos, espíritos e afins, nada pode nos proteger da ira do Criador, e se perdemos a namorada, ou o cachorro, ou a bateria, ou até mesmo nossos pais, talvez, foi porque não demos a moeda para o mendigo tomar a pinga do dia, ou para a criança e sua pedra de crack. Caridade não se vê. Sua moeda, é para o bem do próximo, por isso deveríamos a dar, sem saber para quê.

Se nós acharmos um absurdo, tudo o que vemos, nós mudaríamos tudo, e faríamos o melhor, ou seríamos brasileiros e tocariamos com a barriga e comeríamos uma feijoada com uma bela de uma caipirinha e uma laranja pra descer melhor ?