Os dias monásticos-pacômicos de uma pessôa deveriam vir acompanhados de uma peneira filosófica, um copo de água e um disco para se ouvir durante a hora da solidão. Os dias mais monásticos de uma pessôa deveriam ser de penitência e perdão, balanço geral da vida, não digo isso num âmbito estritamente religioso, mas, de forma geral. Eu, enquão monástico, percebo o quão grato preciso ser, o quão forte me tornei, o quão solitário vivi, e o quão insensível me fiz para poder sobreviver a tôdas as contra-fôrças que me fizeram chegar até aqui - até o encerramento desses dias não sei se vivi ou sobrevivi. Apenas, com a ajuda de Deus, existi. Estou aqui.
Carece de mim uma forte vontade de vencer, aliás. Carece de minhas mãos, carnes, côrpo e espírito. Minh'alma geme e chora por ver outras almas gementes e chôrantes nêste valle de lágrimas, e peço para Deus e para os meus irmãos (mas que não me vêem como irmãos) a piedade para vivermos em fraternidade. Fraternidade não é comunismo, e a bondade não é compra de nuvem no Céu, e sim faz-se parte d'um grã exercício de conviver bêm em sociedade e nela cohabitar e sobreviver. Só posso vencer quando tôdos vencerem comigo, igualmente cruzando a malévola e suja linha-de-chegada que corrupta homens e os destrói. Estou errado?
A terra é bôa e rica, e nela há espaço para tôdos, até para a tristeza que nos ensina a crescer, evoluir, e ver a vida por mais ângulos penosos; Dado a isso, em tudo que se há espaço, gera-se mais espaço para cada um, e desse cada um, as respectivas histórias e opiniões, e assim segue a vida de forma incrível e digna, e lá fora, na garôa que tinge o alaranjado pôr-do-Sol, aquela alma caminha e se eia, se perde, se chora, se desmorona...
Enquanto a música toca, mais rápido se dança, e se usa dos acordes mais potentes e abertos para se desvincilhar da tristeza da orquestra sinfônica do dia-a-dia, se degladiando e pondo-se contra a batuta do Maestro - tentativa inútil, pois uma hora a ópera acaba. Uma hora a lágrima seca, e depois disso, resta apenas o silêncio, até recomeçar um nôvo sôm. A minha sorte é que as ressonâncias que chegaram até mim me deram até hoje a eternidade em sôm, e a imortalidade em acordes (A benção Mãe Cecília, a benção Pae Gonçalo), para não se acabar em um momento, mas de dissipar dentre a eternidade desse mundo afora.
E o que me resta, é apenas sentir tudo o que se esvanece da minha mão que nunca seria meu, e perceber que nem tudo que tenho é de meu merecimento, e nem tudo que possuo realmente é meu, e nem tudo que preciso é realmente útil, e que quando eu terminar de consolidar meu lugar no mundo,
as veras cousas virão, e terão comigo. Para sempre.
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
Beetlebum.
Se você sentir o vento, saiba que nele estará ditando tudo o que venho deixado em silêncio; Tenho tomado ares monásticos-pacômicos para me ausentar da sujeira e da maldade que vivi e ainda por ora sinto e presencio, tenho sorrido muito, falado pouco, pensado demais, e me guardando de menos. Tenho sido por vezes deixado de lado, enganado, afastado e encostado, mas, daqui do lado de lá do lado de cá, vejo aqueles ditos amigos, e vejo seu sucesso, a êles, minha alegria e graça por Deus. Vejo a vida acontecer e se multiplicar, e isso só me alegra. Só me fortalece. Só me aproxima.
Eu quero deixar meus olhos fechados, para que meu coração sinta tudo o que está em mim, e ao meu redor - Deus permita que eu volte a sentir a terra girar sob meus pés. Quero guardar meus punhos para baixo da terra - nada mais tenho a ofertar, guardar ou obter, apenas tenho a dizer coisas a mim mesmo para que fique registrado que um profeta das estepes ainda tem o que dizer, quero voltar a arfar a terra e sentir a energia da natureza sobre "minh'alma". Desejo sentir nos pulmões o ar mais puro e limpo de Guaratinguetá, e quero o carinho do Sol que apara meu despertar com a Cão na cama, assim como quero deixar derramado sob meus amigos a alegria de um pastel de feira num sábado a tarde. Quero a vida para tôdos que queiram a viver. Vida geral, ampla e irrestrita.
Ao sair na rua, que eu não seja conhecido, e que a dita "minh'alma" resplandeça minha pérola, e nessa pérola haja o caminho de volta, o caminho de chegada, ou apenas traga de volta para Êle, o que se perdeu d'Êle, e que esteja em mim quem comunga e quer encontrar Êle - Fôrça vital e pefeita, Único, Poderoso, Excelso e Digno. Rei.
Quero ver o Sol nascer do lado de quem me queira bem, assim como quero que tôdos que procurem um alguém, achem esse alguém, e o tenham por amôr e não por outro sentimento qualquer. Quero sentir a alegria no rosto das pessoas que se transitam tão cinzas, tão indiferentes, e tão soltas na rua. Quero a menina mais solta a correr no jardim e a compartilhar comigo os sonhos mais simples, módicos, e humildes: Sê-lo, a musa e causadora de tudo - A Cecília de uma vida.
Aos que se acham menos, bendigo; Para vocês esta é a terra, e mais tarde ganharão a Terra maior que essa Terra, aonde tôdas as alegrias são eternas e nenhuma tristeza tenta nos abater ou tirar nossa paz. Serão nós, os pisados, o trigo fortalecido, os do degredos, heróis e portadores da Alegria das Alegrias, Amôr dos Amôres e Melodia da mais bela Música. Aos que se pegam em dôres, imploro: Não vos chorem, pois seu choro exprime água e vinho, e deveis apenas chorar pela alegria e felicidade das conquistas, para as tristezas, bate em teu peito e pede a piedade dos dias ruins, e Êle proverá sobre nós a bonança, a nós, a alegria de saber que o dinheiro é endeusado, mas não é Deus. A nós, tôda a alegria desse mundo, livres e longe de tôdo e qualquer tipo de mal. Amén.
Eu quero deixar meus olhos fechados, para que meu coração sinta tudo o que está em mim, e ao meu redor - Deus permita que eu volte a sentir a terra girar sob meus pés. Quero guardar meus punhos para baixo da terra - nada mais tenho a ofertar, guardar ou obter, apenas tenho a dizer coisas a mim mesmo para que fique registrado que um profeta das estepes ainda tem o que dizer, quero voltar a arfar a terra e sentir a energia da natureza sobre "minh'alma". Desejo sentir nos pulmões o ar mais puro e limpo de Guaratinguetá, e quero o carinho do Sol que apara meu despertar com a Cão na cama, assim como quero deixar derramado sob meus amigos a alegria de um pastel de feira num sábado a tarde. Quero a vida para tôdos que queiram a viver. Vida geral, ampla e irrestrita.
Ao sair na rua, que eu não seja conhecido, e que a dita "minh'alma" resplandeça minha pérola, e nessa pérola haja o caminho de volta, o caminho de chegada, ou apenas traga de volta para Êle, o que se perdeu d'Êle, e que esteja em mim quem comunga e quer encontrar Êle - Fôrça vital e pefeita, Único, Poderoso, Excelso e Digno. Rei.
Quero ver o Sol nascer do lado de quem me queira bem, assim como quero que tôdos que procurem um alguém, achem esse alguém, e o tenham por amôr e não por outro sentimento qualquer. Quero sentir a alegria no rosto das pessoas que se transitam tão cinzas, tão indiferentes, e tão soltas na rua. Quero a menina mais solta a correr no jardim e a compartilhar comigo os sonhos mais simples, módicos, e humildes: Sê-lo, a musa e causadora de tudo - A Cecília de uma vida.
Aos que se acham menos, bendigo; Para vocês esta é a terra, e mais tarde ganharão a Terra maior que essa Terra, aonde tôdas as alegrias são eternas e nenhuma tristeza tenta nos abater ou tirar nossa paz. Serão nós, os pisados, o trigo fortalecido, os do degredos, heróis e portadores da Alegria das Alegrias, Amôr dos Amôres e Melodia da mais bela Música. Aos que se pegam em dôres, imploro: Não vos chorem, pois seu choro exprime água e vinho, e deveis apenas chorar pela alegria e felicidade das conquistas, para as tristezas, bate em teu peito e pede a piedade dos dias ruins, e Êle proverá sobre nós a bonança, a nós, a alegria de saber que o dinheiro é endeusado, mas não é Deus. A nós, tôda a alegria desse mundo, livres e longe de tôdo e qualquer tipo de mal. Amén.
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