Há (vera) sorte;
Em saber que num fim-de-semana fui rei.
Ao lembrar do pedido na terça/a música de quarta/a cerveja de quinta/solidão de sexta
(você já dava seus sinais de vinda, eu que não me apercebi de imediato)
E a convite da amada, ao encontro dos diásporas, iguais a mim
Lá estava você:
So woman and so childesh.
pretty and fine
God protect me for take u for a beer
Ao apresentar-nos, cingi meu rosto, pois já havia lhe visto desde que me adentrei naquele local - e era linda
É linda, eia!
E ao ver o amigo e o felicitar, a banda começou a inebriar o sôm
(e nesta altura eu já me inebriava de você)
Foi quando vendo as byrdies a dançar
E The Litter inundar o salão, lá de longe te olhei - e tu, olhando de volta, sorriu.
Maybe? Cheguei perto
No mesmo murete, tentando puxar qualquer merda de assunto apenas pra ouvir tua voz once again
(Deus, como sou trouxa pra essas cousas...)
Já sei: "É um Doc?"
E você sorriu(!), e respondeu, e cerveja de amêndoas (tinha gosto de toddy)
O cabelo longo, franja reta, meia de criança
So woman and so childesh
Você riu
Você se aproximou
Você me beijou
Você me extasiou
Você me desarmou
Você sorriu
Você
Eita.
E mais uma cerveja, mais um beijo, mais um sorriso, essa banda é bôa, e você, encostada em mim, seu perfume, avenca no braço, Baden Powell, raízes, dignidade e continuidade. Bill Murray. Preciso ir embora. Te add no instagrão, a casa (já) é sua.
E, após tudo isso, fica o questionamento:
Quando lhe verei de novo?
Será?
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
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segunda-feira, 2 de outubro de 2017
Action Woman.
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terça-feira, 28 de março de 2017
XXVII (Completo)
N. do E.: Texto em versão completa, maçante e sem cortes. Quem pôde ter acompanhado a versão fragmentada aqui vai achar trechos a mais, poupados durante a divisão do ensaio.
Calado, ao meu peito permaneço em meditação; Saio dos extramuros de portas pesadas e férreas para novamente me meter nas construções de homens, com assuntos de homens e pensamentos vilipendiosos. Eu sou um homem, faço parte dessa máquina mercantil, meu sentir pede socorro, pois a cada dia, a cada segundo, a cada hora, hordas de anjos, senhores-de-lei, músicas, escritos, amigos, pessôas-das-geraes me lembram e me fazem afirmar que não sou daqui. E quando tento diariamente me tanger os olhos com o ferro quente da realidade, Deus novamente me brinda com um Céu, uma garôa, um frio, uma cerveja, uma bôa conversa, ou apenas uma fôrça que nunca foi nem nunca será minha, como teimosia de criança, para seguir em frente, que minha recompensa está a vir. Minha recompensa, leitor, é a morte. Nada mais, nem além disso. Na morte encontro a paz, na morte encontro Seo Fábio, na morte encontro Jesus Cristo, Nosso Senhor. Na morte encontro tôdas as respostas que sei que aqui de forma alguma terei, por isso cada vez mais quando me enrolam em espirais de ilusão, bobeira de fim-de-feira, me deixo atrair, pra me ver se naufrago logo; E assim encontrar minha paz, e em contra-partida dar a paz a quem está ao meu lado. Esse côrpo é meu empréstimo para pagar outra dívida, assim como essa vida é para saudar e mostrar que até aqui no degredo, tem gente boa, feliz, altiva e inteira (que, obviamente, não sou eu). Não pense, leitor(a) que com isso tenho tendências suicídas, ou depressão, muito pelo contrário. Filho de enforcado não repete erro, e além disso, me fiz, me vi, e estive sozinho por tantas vezes, que me acostumei com a solidão, e quantas vezes mais lutei por ter gente ao meu lado, para ver se a vida não valia com alguém do lado (amigos, namoradas, esposa, consorte...), mais descobri que as pessôas andam mais solitárias, egoístas, e vivendo umas espécie de queda-de-braço: Não te assumem o que sentem, mas, se o faz primeiro, vira réu delas, e mais além; Te corre risco de sangrar, e quem sangra primeiro não é errado, mas é quem é mais cristão, amou o outro como a si, tomou o outro pra si, como se entregou ao outro: As verdadeiras mãos que são sujas de sangue estão ocultas - tem do mêdo, da má alheia, e não sabem como agir quando encontram um carneiro em seu holocausto, apenas se tremem e se refugiam em seu infinito particular. O sangue inocente nas mãos, no fim das contas, são também de mãos mais inocentes ainda, por não se deixar ir adiante, ou se deixar viver, ter; Dizem-se tanto, e pouco se são, e muito se enchem do vazio, e na hora da vera, é tudo tão tardio, é tão triste, e as pessôas que se eiam, no final das contas são as que mais vazias estão. Elas dizem se comungar com o amôr, mas, o amôr do qual eu comungo não tem fim, prazo de validade, ou como-se-porta. Ele é o Amôr, tão só, somente, é. A vida é mais simples - algumas pessôas que a complicam. Se agregaram em mim o amôr sem fim de uma vida renunciada, a contra-fôrça, e a fé de Dona Antônia; Elas me fizeram dar o passo descompassado e viver o que vivo, sentir o que sinto, temer o que temo, e almejar o que não consigo nem imaginar possuir; Faço do vento, veículo aonde jogo estas palavras, pensamentos e sentimentos, e que cheguem aos ouvidos, olhos, bocas e corpo, pois meus não são meus, agora - mais do que antes - se pertencem a geral: Concórdia, Cecília, Bep, são da geral, são amarras que me desatei, e aquela camisa do Corinthians nem uso mais, e até mesmo o velho anel do Santo Guerreiro, penso em deixar em desuso para cada vez mais aderir essa vida. Minha vida. Sua vida. A vida, em si. Quando se vive para Alguém Maior, se esquece de si, das horas, dos dias, se esquece até mesmo de tudo que um dia possa ter ocasionado dôr. E por mais que algumas ainda façam o músculo repuxar, tudo isso passa, tudo isso acaba, tudo isso é deixado de lado, para dar lugar ao que realmente importou, importa e há de importar cada vez mais na vida daqui por diante. Me importa apenas fazer o bem, e sentir que de alguma forma o bem me invade, dando o elo da minha vida, da minha geração, de honrar e fazer parte do meu passado, de meu presente, e do meu futuro, naqueles que carregarão meu sangue, o Santo Guerreiro se apeia em seu cavalo, assim como o Pai da Rainha apeiava em seu cavalo, e ia para a beira do São Francisco para negociar peças de madeira, ferragens e talhados, o cavalo corre, mas a rédea o mantém sob o domínio dele, e com um grito: Eia! EIA! Deocleciano, minha fé se reside em ti. Tão só em somente em cada um dos meus - idos, estados, futuros. Deocleciano é Patriarcha de tôda essa gente humilde, feliz, o Pai da Rainha Original. O pioneiro do degredo que dobrava ferro e pregava madeira, apeiava no cavalo e descia a correntina até a Quinta da Bahea para ir ver o Nosso Senhor do Bonfim. Deocleciano é o difusor do Ofício, que se reside em cada um de nós, em cada um de cada seu, que ainda sim reza sem parar, porque Nossa Senhora está de joelhos. Deocleciano é o pendão imaculado de fôrça, de fé, de perseverança. É quem nos trouxe até aqui, dando sustâncea na farinha de Dona Antônia, dando fôrça de lá do lado de lá, e aqui, nós fazemos nossa parte, nos mantendo, nos cuidando, nos tendo.
Para cada raio de Sol, há uma prece, Seo Deocleciano, eu sei disso hoje mais que nunca - um prefixo dedicado a uma prelação, e a cada brumeio, um agradecimento; E mesmo que nós na nossa humanidade carnal raramente consigamos ver o que está a acontecer, existe e sempre existirão pequenos milagres: Os dois reais achados no bolso da calça, ir sentado no metrô, o café de graça dado no serviço, e a cabeça que ora pende pra alegria, e ora luta para se permanecer em alegria. Para cada gôta de chuva, existe uma benção, e por isso ando sem guarda-chuva e deixo me molhar, para me sentir vivo, para cada grão d'água molhar meus cabelos e cingir minha face, e se misturando com meu olhar, talvez aia de vingar uma lágrima de alegria. Talvez.
Quando nós, na nossa leiga ignorância, vamos nos desenvolvendo e descobrindo com o tempo tudo o que estava a nossa frente, nós rasgamos mais um véu que nos cegava, com isso, temos a vida verdadeira em nosso olhar, nossa mente, nosso coração. Pois, ao rasgar o véu cegante da ignorância, nós nos abrimos para o inonimável, e para uma alegria que não se têm fim - é como se ouvíssemos Baden Powell a tocar na nossa sala. É o Divino, é o Espírito Santo no Sacrário abaixo da imagem de Jesus Crucificado. Um Jesus tão pobre, tão amorenado-de-vela, tão frágil, tão ferido, tão môrto, tão por mim, por você, por nós... Faz-me um favôr, desce até a dobra da rua, aonde havia um rio, ali se deve fazer o bem, e novamente, e novamente, e novamente, até se cansar. Sobe o elevado, e cruza a avenida, ali também se pode fazer a vida renascer, ali pode-se dar o bem com bem, e fazer a bondade aflorar. Em tôdo lugar há uma chance de ser bom, mas, bom de verdade, bom de alma. Em tôdo lugar vejo uma chance de honrar Deocleciano, Antônia e Márcia.
Quão cansados estão essas pessôas que se degladeiam e se machucam pelo prazer de se sentir bem, de ver lágrimas e dôr brotarem de outrém - dessas pessôas, devemo-nos cada vez mais nos aproximar, e nos fazer casa e caserna delas, devemos dar amor, carinho e morada. O ser humano não é mal, êle apenas se perdeu no labirinto da ganância, do medo, e de não conseguir ver atrás do Véu de Deus, e nisso se achou maior ou no mesmo patamar que o Dulcíssimo. Não existe dôr, nem maldade, isso é invenção do feo.
Aonde nos cabe, estamos, e a cada porta estreita, nos devemos encolher mais, e deixar que os maus sejam maus, mesmo não sendo, e que os bons se elevem até o Divino, e desçam até a terra batida pelos homens que não entendem da lição que foi deixada no evangelho. Eu ainda estou na minha estrada, estou no meu rumo, tenho meu dia bom, e agora, tenho minha fé. Há um Cristo crucificado, tão mirrado, tão machucado, tão por mim... Por quê não poderia eu estar no lugar dele? Por quê sofrer tanto por mim? Pantocrator deveria muito bem saber que gente do degredo igual a mim tem pecados de levas. Mas, mesmo sabendo de tudo, o Triúno morreu por mim, pelo leitor(a), por cada um de nós deste vale de lágrimas, e apenas nos cabe o respeito, a admiração, a fé, a devoção. Nos cabe o amar em irmãos-em-Cristo, e nos perdoar, para vivermos melhor, e quando o barco virar, não ter medo de morrer.Eles se denominam tão maiores, tão melhores, mas são tão pequenos junto a Deus. Eu oro por vocês, multidão que não quer se enxergar no espelho, vocês medem a sujeira alheia mas não reconhecem a própria, vocês tão livres, tão gente aberta, tão de bem, tão seus, tão autorais, mas não entendem nem um terço do plano do Autor original. Eu sou redator das cartas de anjos, irmãos, santos, mendigos, professores, mestres, e biscoitos, vou redigir um segredo para vocês: Escrevo como escriba, porque como homem, eles não me respeitam. Me faço jornalista dos versos mais pobres, carentes de atenção e de olhos ávidos dessa ávida multidão, e peço a Deus, fôrça para desenvolver cada vez mais linhas, para cada palavra sonar na cabeça de quem sente, e neste fragmento de suma, deixo ao vento que diga as coisas mais incertas, pelas mãos minhas, tão feridas, tão sôfregas, tão minhas, tão de Deus. O dôm não é meu, a carne é emprestada, sou o mensageiro, não quem promulga, aceita e diz da mensagem.
A maldade do mundo tem nos feito frios, insensatos, maldosos e corruptos, roubando nossa própria felicidade e desejando o sangue - privando o riso aberto num dia de Sol pelo riso forçado ao querer impressionar pela qualidade de dentes brancos que se tem na boca. Cala tua boca, e deita-te na tua cama. Pensa nos teus atos, pensa na tua vida, e dorme, dorme o sono que Deus te vela, que neste sono te encontre a paz, que neste sono te encontra a felicidade que te cabe, e não a que te mede no alheio, e que sua verdade seja água.
Amanhã há de ser bem melhor.
Quando se lava as mãos antes de comer do alimento, de carinhar quem se ama, ou antes lavar o rosto, você se purifica, mas, porque não lavamos mais a alma? Por quê nós não aceitamos a simples idéia de renovarmos nossos laços e sermos quem precisamos e prometemos ser a nós mesmos, e na frente da assembléia da massa, há tempos tão idos, tão longíquos que nem mesmo as mãos do tempo ousam tocar, mantendo a lembrança num relicário de vidro e madeira aonde se vê, mas não se toca, nem se encosta, tampouco se sente. Lembranças, daqui desta clausura, serão minha pedra angular no futuro, e me ensinarão mais ainda a não temer a morte, nem as pessôas, nem de ser quem eu sou, preciso ser, ou qual bandeira levantar; Muito pelo contrário: Eu não sou meu juíz, mas, sou meu próprio carrasco.
Divino Espírito Santo, terça parte de Um Deus Tríuno, esteja comigo, e me faça entender como Vocês ao mesmo tempo são Um, e como tôda a alegria que perdi, encontrei na Vossa Presença. Ajude, a cada pessôa perdida como eu a se encontrar, e a quem está perdido no Vale de Lágrimas, a se encontrar, a se perdoar, limpar-se desse lôdo e seguir viagem carreira adiante nesta sinuosa estrada, e ter da concha-forma-mão para tomar no assude, comer do pão que lhe ofertarem na estrada, e sentir a fresca da manhã lhe tomando a cintura, num abraço sincero; Aprende que a vida tem bem mais no menos, e se perdoa de nunca ter vivido isso antes, e que quando você aproveitava as coisas pequenas da vida, você não aproveitava genuinamente - como eu tardiamente aprendi a apreciar, e aprecio agora: Amigos, hoje, na minha cama, encostada ante a janela de quase um século, vejo a garôa cair, e uma gôta está pendendo na ponta de uma folha de uma árvore que está para cair, e não cair, e me sinto agora como esta gôta, me encontro num cai-não-cai impossível de ser descrito, mas só sabe quem sente, vive ou viveu isto. Nem sei mais que horas são, mas se eu puder, mensuro três-quartos de hora perdida esperando essa gôta cair, mas intactamente ela repousa. Será esse o orvalho que minha avó tanto fala? Será que tôdos esses pensamentos são necessários a ponto de não me deixar dormir, e desejar que eu estivesse no colo da que amei por último, e que nos beijos, ventre, seios, sorriso e abraço dela, eu pudesse me valer de algo? Será que a madrugada é mais sádica dos que os seres humanos que vejo trafegar na rua? Será que tudo isso é realmente tão necessário? Será que ela ainda ao menos pensa em mim? Será que eu devo abandonar essa caravana e mais uma vez - inutilmente - mostrar e dizer o que eu sinto, e contar - mil por mil - das flôres do jardim? Será que foi só uma estrêla de fuligem rápida e fulgurante, que finalmente me pôs no lugar que nunca deveria ter saído? Ah, noite, reina em mim, e de uma vez por tôdas, deixa seu pensamento reinar sobre mim.Ah, madrugada, vem reinar em mim, e me faça criança para nos braços da Consolação eu ser ninado e dormir no colo da mulher mais que amada e dormir bem; Guarda-me na barra do teu sari para o feo não me ver, e não me sentir, e quando me sentir pronto, me pega pelos braços e me carrega pra teu lar, me leva pela mão porque eu não sou mais meu, sou mais teu do que qualquer outra coisa, Consolação. Sou teu e de mais ninguém.
Escreve, escriba, escreve. A noite é longa, e ninguém pode te salvar de ti mesmo. Observa a gota que ainda está na ponta da folha, e que não cai - miraculosamente está suspensa entre o ar e a folha, e Deus a mantém, Deus a quer ali, Deus permite tudo o que acontece. Deus é amor, mas é justo, e a quem se porta com decência, honrado é pela mão d'Ele, e quem desvirtua o caminho, perdido está, mas pode ser achado se pedir uma candeia para nas mãos, dar luz para guiar aos pés; E Deus, depois de me dar um archote, me deu azeite, candeia e linheiro, faço minha candeia agora para guiar meus pés, e me manter longe do caminho que trilhei, para agora me ser tôdo inteiro, tôdo água. Nesta madrugada, escrevo ainda para que quando sair daqui, eu promulgue o que sinto, e quando chegar ao derradeiro dia do meu quarto-de-século, eu não me esqueça de tudo isso que estou a viver aqui nesta cama, nesta clausura, neste sentir.
Deus, faça sua morada em mim e abra meus olhos, pois eu não rasguei o Véu, apenas o levantei, e se fôr dos Teus planos, me deixa abrir os olhos para Te ver, pois só irei abrir, se Você permitir, pois, mesmo eu na minha ousadia de levantar o Véu, sei que não deveria. Mas, pela mesma sabedoria que Me deste, me questiono, se com os Véus, eu via vultos, preciso fechar meus olhos quando levantar os véus para eiar os olhos, pois, a olho nu, a vívida poderia queimar minha íris, e apenas na Sua presença, já me sou abençoado, logo, se eu puder Te ver, sortudo me sou. Senhor, abre meus olhos para Te ver.
Não posso, não quero, não devo. Abnego tudo isso apenas pelo fato de ter a paz que tanto procuro, paz que não existe em murais, cervejas, futebol, beijos, ou em conversas de fim-de-feira. Eu quero apenas pelo que minha alma anseia, que fracionado, é a figura completa da paz, mas, dividido, mostra-se como pequenas coisas geraes que nos fazem ao longo dos dias.
Te julgo o mal, e peço que saia de mim, fica em mim enquanto pode, maldade, para que me seja peso-de-prumo para entender o que se passa comigo, com os meus, com os da rua, e os que virão. Como tudo que existe é criação e oriundo de Deus, você há de ficar, mal, pois faz parte desta sociedade, e já está contaminado nos genes, sentidos e agir das pessôas. Mas em mim, não há de habitar, mesmo que interfira na minha vida, mesmo que interfira no meu ser, mesmo que machuque minha carne, mesmo que me faça mais besta, eu prefiro crer, eu prefiro ter em mim tôda a bondade que houver, e voltar a ser a mesma pessôa boa de antes - mesmo que me prive, que passe por constrangimento, e precise dar a cara para ser batida a tôdo o solo do chão, faço isso a partir de hoje voluntáriamente, porque sei que isso é o que deveria sempre ser feito: Acreditar mais, dar mais fôrça a vazão dos sentimentos, e deixar desaguar o amôr, a beleza da vida e o viver de forma ímpar, de forma magna, e quero acreditar e fazerem os meus ao redor acreditarem que todas as cartas vão chegar, que os sinos hão de tinar, e que tudo, magistralmente seja belo, lindo, humilde de coração e forte, forte como a fôrça que nos motiva. Meu Deus, que o gôl, aquele beijo da mulher amada, aquele solo de guitarra, o Sol que desponta na praia durante o bate-volta, a cerveja gelada, o abraço ganhado na hora da solidão, permite, Meu Deus que tudo isso seja digno aos meus, sem exceção, distinção, classe ou horda; Permite que cada um dos meus amigos, irmãos, profetas, professores, senhores, Seos, Donas, escribas, mamães, pessôas, pirañas, picles, biscoitos, raios-de-Sol sejam eternamente e extremamente felizes, como eu fui, sou, e irei ser ainda mais, Deus Meu. Somos reis, somos profetas.Na calada da noite, me calo, mas a alma fervilha uma série de prelativas para perturbar as carnes, e a mente ardilha mil caminhos para me inconformar com o atual estado das coisas, e me fazer provar do doce, do amargo, do que não se nomeia por respeito as palavras; Eu estou aqui a escrever coisas que não compreendo nessa suma para ver se alguém me ouve ou me sente perto quando eu não estiver no mundo. Não sou santo, e Deus me sabe disso - mas, saio desse mundo para adentrar e nunca mais sair de um mundo aonde realmente sou alheio, escolhido, aceito e bem-amado pelas distoantes dessa vida carnal.
Tôdas as coisas passam - menos os sentimentos.
A camisa dada, o sorriso ofertado, os lábios que se morderam, um longo abraço, o sorvete dando a alegria de um sábado, a música que invade o ouvido e toca a alma, tôdas essas situações tem embutidos algo que a carne, e a mente não produz, mas a alma transmite, a alma sente, a alma incandeia, e faz maior que tôdos nós; Ah, pessôas, se guardem no amor de Deus porque foi Êle quem valeu na hora da solidão e da morte, foi tão somente Êle que soube de tudo desde o começo, e lá longe, alguém que sobe no vapor de carvoar se entrega aos braços de Deus Rei nosso pai, e pensa que tudo poderia ser melhor se pudesse recomeçar a vida em outro plano, outra situação, outra vida. Eu, aqui, deitado nessa cama quente na noite úmida, penso igual, e por isso faço meus planos tão iguais ao mesmo homem que desceu da Quinta da Bahea pra tentar a sorte e vencer no sul. Meu coração é tão igual ao teu, nunca te vendo. Meu coração é igual o da tua esposa que cuidou de sete filhos, sem depender de outro homem, e que lavou muita roupa e hoje tem as mãos deformadas, as mãos calejadas, e tôdos os dias reza por cada um de nós, sem pedir nada em troca, ou até mesmo sem exigir um espólio. Rainha Maior que tudo, simplesmente é.
A fé de uma pessôa, além de hereditária, pode ser ponto de referência, pois, logo quando nos é dado um motivo para termos, utilizar, manter, ou dobrar nossa fé, nós nos espelhamos na fé de alguém, e na majora, usamos a fé de nossos antepassados para entendermos o conceito de Divindade, e o conceito de como ser grato, e como a fôrça regente do mundo provém de Alguém maior que tudo que pôssamos imaginar, aprendi fitando os olhos fechados e os dedos de minha vó trincando um rosário, que a única coisa que realmente temos ao nosso lado é Deus, e afora ele, tudo e toda qualquer coisa é passageira, e passível de perca ou abandono; E quando nos deixa, nos deixa de modo abrupto, mesmo tendo nos preparado - como tôdo santo dia na homília dos dias nossos pais nos dizem que uma hora não estarão lá a vida tôda; Mesmo tendo a preparação, quando o dia vier, ninguém estará realmente preparado.
Vou delineando meus dedos sobre o papel, sobre essa cama, sobre o travesseiro, e velhas recordações vem me tentar e me fazer lembrar do passado, e dos sonhos que naufragaram antes de se caber e meter em terra; A dôr tenta invadir meu coração, mas, dessa vez não posso deixar que ela me ganhe, não sem ter da luta, do sentimento, e mostrar que estou aqui para lutar pelo aquilo que considero justo, certo, sincero, pelo meu, que não é mais meu, e agora cabe (mais do que antes) ao Jesus Nazareno, e ao meu padrinho (porta estreita, porta estreita...)
A luz do poste invade o meu quarto e deixa um facho de luz forte e fino cruzar por tôda a diagonal, e eu, ainda a escrever sobre isso, continuo a exortar a bondade de Deus por estar aqui, mesmo com o sono começando a bater, e me fazer criança quando tem medo de dormir por conta do monstro que habita no ármario. Lembranças me vem a tona de corpos que se deitaram ao meu, bocas que beijei, amôres que amei desenfreadamente, e do último amôr que não pude amar, não pude contemplar em seu êxtase, e da dôr que ele me causou. Nuvens ainda me turvam a vista, e me deixam ainda triste, e me fazem lembrar de quem hoje me esquece entre brumas, e me lembram como uma escrita pode ser um divisor de águas e como a tristeza se fez como minha mãe, amiga, mulher e filha. Hoje, afogo minha filha, separo de minha mulher, rompo de minha amiga e sepulto minha mãe, essas ilusões, visões, turvações, o que for... Tôdas elas me dão a certeza que nada disso é pra mim, e que estou no caminho certo, mesmo com dúvidas, mesmo com medo, mesmo aprendendo justamente agora a sorrir e a enfrentar o universo.Mantém-me acordado, e não me deixa dormir agora, deixe eu olhar mais um pouco a chuva cair, e me motivar a estar vivendo o que vivo, e sentir o que sinto. Pega minha atenção e a cultive, cative, cada vez mais, e saiba que só você pode fazer isso, Deus - só para você devo largar tudo, e prestar a obediência, e o ato da fé absoluta e inexorável.
Desce-me até a mina d'água, e lava-me dos meus pecados, e deixa a carne ser carne, afogue a minha carne, para sair, sobressair, intervir, e vencer. Deixe-me, ao menos uma vez na vida, ser certo, estar certo, e viver certo. Deixe eu ser leve, calmo, puro e cristalino como a água que lava a alma, e que cinge a carne da alheia, deixe me saciar a sede de muitos os que procuram, para que eu os dê o que realmente procuram, deixe eu ser palavra, razonete, segredo, mistério, consolador, ouvinte, amigo e interlocutor. Deixe, com sua permissão Meu Deus que eu seja aquilo que êles mais tem falta, deixe eu ser meu, e que na minha concepção, a concepção não esteja certa ou errrada, mas que esteja sempre em paz e bem. Que em mim não exista um procedimento ou maneira, seleção ou recrutamento, mas que exista, de alguma forma o acolhimento para que eu possa ouvir e dar acolhimento a todos que andam cansados, e assim como o Samaritano, cuidar de quem mais precisa.
Eu quero ir aonde tenham problemas, desafios, coisas a se superar e integrar, quero ser a solução, não para ser quem ganha espólio, mas para fazer merecer o que espero ter lá na frente, e honrar quem me salvou.Você acredita no dia de amanhã, e nas coisas que podem acontecer no amanhã? Você acredita em tôdas as coisas que podem melhorar, ou que sentir as coisas estão melhorando ao longo de um dia vivido? Você acredita num amanhã melhor, aonde a chuva para de castigar, e apenas chove sobre a fôlha, no brumeio que vai te amar e te cercar de coisas boas, e acredita em tudo aquilo que mataram dentro de você pode se regenerar e ser maior e melhor que antes? Você crê que as chagas podem ser curadas e cicatrizadas, mas elas ainda estarão lá, elas ainda aparecerão, mas elas nunca mais irão doer, só nos farão ser partes de um tôdo completo chamado vida. Você acredita? Eu acredito.
Eu acredito em mim, nos olhos, raios, sorrisos, ventos, torrentes, e na cerveja gelada que fica no centro existindo alguém só para a beber, só a sorver, só a coexistir. Eu acredito nas pessoas, acredito em cada uma delas, e me desapego daquelas a quem me desfizeram e me resigno de ódio, piedade ou dôr - quanto a mágoa, ainda está a ser trabalhado; Estamos fazendo nosso melhor. A noite não pena em passar, e por isso me mantenho em apenas pensar, sentir, texturizar e refletir sobre tudo - e nada. Eu apenas creio que tudo isso é desnecessário, e eu espero que na medida do que já exagerei, esse desnível minimalista seja uma nivelação das contas desse rosário enorme e desvelado que me encontro há 25 anos rezando, e a 25 anos não consigo o entender, mas apenas o faço por obrigação, por dever, pela esperança, pela fé.
Concórdia, olha por mim daí, me mantenha na fé, e me deixe que na fé me encontre o caminho de volta pra casa. Concórdia, seja aquela a quem eu esperei a minha vida tôda, me deixe te ter, para que ao momento que eu te ter como minha, não abra mais meus olhos, e tudo que eu tenho - tudo o que vêes é teu, teu e de teu Filho. Você me mantém sobre teu sari, e daqui vou fazendo meu melhor, aprendendo a ser maior e melhor que tudo isso, mas me faça menor que tudo, menor que eles, e tire de mim tudo o que eu tenho; Para quando eu me encontrar só, dentro de mim, meus olhos se fechem em um véu, que apenas Você possa tirar, apenas você pode me fitar, cingir e tinar.
Desce-me até o Rossio, e que lá as pessôas que me viram, não me vejam, e as que já me viram um dia desses, não me reconheçam, desce pelas ruas e procura meu rastro, mesmo sabendo que eu não vou deixar. Estou deixando esse mundo, essa minha vida, para minha eternidade, para ser o que nunca pude ser antes, viver, sentir e entender o que nunca compreendi. Desce da tua plataforma e patamar e ouve: Eu não sou mais o mesmo.
Calado, ao meu peito permaneço em meditação; Saio dos extramuros de portas pesadas e férreas para novamente me meter nas construções de homens, com assuntos de homens e pensamentos vilipendiosos. Eu sou um homem, faço parte dessa máquina mercantil, meu sentir pede socorro, pois a cada dia, a cada segundo, a cada hora, hordas de anjos, senhores-de-lei, músicas, escritos, amigos, pessôas-das-geraes me lembram e me fazem afirmar que não sou daqui. E quando tento diariamente me tanger os olhos com o ferro quente da realidade, Deus novamente me brinda com um Céu, uma garôa, um frio, uma cerveja, uma bôa conversa, ou apenas uma fôrça que nunca foi nem nunca será minha, como teimosia de criança, para seguir em frente, que minha recompensa está a vir. Minha recompensa, leitor, é a morte. Nada mais, nem além disso. Na morte encontro a paz, na morte encontro Seo Fábio, na morte encontro Jesus Cristo, Nosso Senhor. Na morte encontro tôdas as respostas que sei que aqui de forma alguma terei, por isso cada vez mais quando me enrolam em espirais de ilusão, bobeira de fim-de-feira, me deixo atrair, pra me ver se naufrago logo; E assim encontrar minha paz, e em contra-partida dar a paz a quem está ao meu lado. Esse côrpo é meu empréstimo para pagar outra dívida, assim como essa vida é para saudar e mostrar que até aqui no degredo, tem gente boa, feliz, altiva e inteira (que, obviamente, não sou eu). Não pense, leitor(a) que com isso tenho tendências suicídas, ou depressão, muito pelo contrário. Filho de enforcado não repete erro, e além disso, me fiz, me vi, e estive sozinho por tantas vezes, que me acostumei com a solidão, e quantas vezes mais lutei por ter gente ao meu lado, para ver se a vida não valia com alguém do lado (amigos, namoradas, esposa, consorte...), mais descobri que as pessôas andam mais solitárias, egoístas, e vivendo umas espécie de queda-de-braço: Não te assumem o que sentem, mas, se o faz primeiro, vira réu delas, e mais além; Te corre risco de sangrar, e quem sangra primeiro não é errado, mas é quem é mais cristão, amou o outro como a si, tomou o outro pra si, como se entregou ao outro: As verdadeiras mãos que são sujas de sangue estão ocultas - tem do mêdo, da má alheia, e não sabem como agir quando encontram um carneiro em seu holocausto, apenas se tremem e se refugiam em seu infinito particular. O sangue inocente nas mãos, no fim das contas, são também de mãos mais inocentes ainda, por não se deixar ir adiante, ou se deixar viver, ter; Dizem-se tanto, e pouco se são, e muito se enchem do vazio, e na hora da vera, é tudo tão tardio, é tão triste, e as pessôas que se eiam, no final das contas são as que mais vazias estão. Elas dizem se comungar com o amôr, mas, o amôr do qual eu comungo não tem fim, prazo de validade, ou como-se-porta. Ele é o Amôr, tão só, somente, é. A vida é mais simples - algumas pessôas que a complicam. Se agregaram em mim o amôr sem fim de uma vida renunciada, a contra-fôrça, e a fé de Dona Antônia; Elas me fizeram dar o passo descompassado e viver o que vivo, sentir o que sinto, temer o que temo, e almejar o que não consigo nem imaginar possuir; Faço do vento, veículo aonde jogo estas palavras, pensamentos e sentimentos, e que cheguem aos ouvidos, olhos, bocas e corpo, pois meus não são meus, agora - mais do que antes - se pertencem a geral: Concórdia, Cecília, Bep, são da geral, são amarras que me desatei, e aquela camisa do Corinthians nem uso mais, e até mesmo o velho anel do Santo Guerreiro, penso em deixar em desuso para cada vez mais aderir essa vida. Minha vida. Sua vida. A vida, em si. Quando se vive para Alguém Maior, se esquece de si, das horas, dos dias, se esquece até mesmo de tudo que um dia possa ter ocasionado dôr. E por mais que algumas ainda façam o músculo repuxar, tudo isso passa, tudo isso acaba, tudo isso é deixado de lado, para dar lugar ao que realmente importou, importa e há de importar cada vez mais na vida daqui por diante. Me importa apenas fazer o bem, e sentir que de alguma forma o bem me invade, dando o elo da minha vida, da minha geração, de honrar e fazer parte do meu passado, de meu presente, e do meu futuro, naqueles que carregarão meu sangue, o Santo Guerreiro se apeia em seu cavalo, assim como o Pai da Rainha apeiava em seu cavalo, e ia para a beira do São Francisco para negociar peças de madeira, ferragens e talhados, o cavalo corre, mas a rédea o mantém sob o domínio dele, e com um grito: Eia! EIA! Deocleciano, minha fé se reside em ti. Tão só em somente em cada um dos meus - idos, estados, futuros. Deocleciano é Patriarcha de tôda essa gente humilde, feliz, o Pai da Rainha Original. O pioneiro do degredo que dobrava ferro e pregava madeira, apeiava no cavalo e descia a correntina até a Quinta da Bahea para ir ver o Nosso Senhor do Bonfim. Deocleciano é o difusor do Ofício, que se reside em cada um de nós, em cada um de cada seu, que ainda sim reza sem parar, porque Nossa Senhora está de joelhos. Deocleciano é o pendão imaculado de fôrça, de fé, de perseverança. É quem nos trouxe até aqui, dando sustâncea na farinha de Dona Antônia, dando fôrça de lá do lado de lá, e aqui, nós fazemos nossa parte, nos mantendo, nos cuidando, nos tendo.
Para cada raio de Sol, há uma prece, Seo Deocleciano, eu sei disso hoje mais que nunca - um prefixo dedicado a uma prelação, e a cada brumeio, um agradecimento; E mesmo que nós na nossa humanidade carnal raramente consigamos ver o que está a acontecer, existe e sempre existirão pequenos milagres: Os dois reais achados no bolso da calça, ir sentado no metrô, o café de graça dado no serviço, e a cabeça que ora pende pra alegria, e ora luta para se permanecer em alegria. Para cada gôta de chuva, existe uma benção, e por isso ando sem guarda-chuva e deixo me molhar, para me sentir vivo, para cada grão d'água molhar meus cabelos e cingir minha face, e se misturando com meu olhar, talvez aia de vingar uma lágrima de alegria. Talvez.
Quando nós, na nossa leiga ignorância, vamos nos desenvolvendo e descobrindo com o tempo tudo o que estava a nossa frente, nós rasgamos mais um véu que nos cegava, com isso, temos a vida verdadeira em nosso olhar, nossa mente, nosso coração. Pois, ao rasgar o véu cegante da ignorância, nós nos abrimos para o inonimável, e para uma alegria que não se têm fim - é como se ouvíssemos Baden Powell a tocar na nossa sala. É o Divino, é o Espírito Santo no Sacrário abaixo da imagem de Jesus Crucificado. Um Jesus tão pobre, tão amorenado-de-vela, tão frágil, tão ferido, tão môrto, tão por mim, por você, por nós... Faz-me um favôr, desce até a dobra da rua, aonde havia um rio, ali se deve fazer o bem, e novamente, e novamente, e novamente, até se cansar. Sobe o elevado, e cruza a avenida, ali também se pode fazer a vida renascer, ali pode-se dar o bem com bem, e fazer a bondade aflorar. Em tôdo lugar há uma chance de ser bom, mas, bom de verdade, bom de alma. Em tôdo lugar vejo uma chance de honrar Deocleciano, Antônia e Márcia.
Quão cansados estão essas pessôas que se degladeiam e se machucam pelo prazer de se sentir bem, de ver lágrimas e dôr brotarem de outrém - dessas pessôas, devemo-nos cada vez mais nos aproximar, e nos fazer casa e caserna delas, devemos dar amor, carinho e morada. O ser humano não é mal, êle apenas se perdeu no labirinto da ganância, do medo, e de não conseguir ver atrás do Véu de Deus, e nisso se achou maior ou no mesmo patamar que o Dulcíssimo. Não existe dôr, nem maldade, isso é invenção do feo.
Aonde nos cabe, estamos, e a cada porta estreita, nos devemos encolher mais, e deixar que os maus sejam maus, mesmo não sendo, e que os bons se elevem até o Divino, e desçam até a terra batida pelos homens que não entendem da lição que foi deixada no evangelho. Eu ainda estou na minha estrada, estou no meu rumo, tenho meu dia bom, e agora, tenho minha fé. Há um Cristo crucificado, tão mirrado, tão machucado, tão por mim... Por quê não poderia eu estar no lugar dele? Por quê sofrer tanto por mim? Pantocrator deveria muito bem saber que gente do degredo igual a mim tem pecados de levas. Mas, mesmo sabendo de tudo, o Triúno morreu por mim, pelo leitor(a), por cada um de nós deste vale de lágrimas, e apenas nos cabe o respeito, a admiração, a fé, a devoção. Nos cabe o amar em irmãos-em-Cristo, e nos perdoar, para vivermos melhor, e quando o barco virar, não ter medo de morrer.Eles se denominam tão maiores, tão melhores, mas são tão pequenos junto a Deus. Eu oro por vocês, multidão que não quer se enxergar no espelho, vocês medem a sujeira alheia mas não reconhecem a própria, vocês tão livres, tão gente aberta, tão de bem, tão seus, tão autorais, mas não entendem nem um terço do plano do Autor original. Eu sou redator das cartas de anjos, irmãos, santos, mendigos, professores, mestres, e biscoitos, vou redigir um segredo para vocês: Escrevo como escriba, porque como homem, eles não me respeitam. Me faço jornalista dos versos mais pobres, carentes de atenção e de olhos ávidos dessa ávida multidão, e peço a Deus, fôrça para desenvolver cada vez mais linhas, para cada palavra sonar na cabeça de quem sente, e neste fragmento de suma, deixo ao vento que diga as coisas mais incertas, pelas mãos minhas, tão feridas, tão sôfregas, tão minhas, tão de Deus. O dôm não é meu, a carne é emprestada, sou o mensageiro, não quem promulga, aceita e diz da mensagem.
A maldade do mundo tem nos feito frios, insensatos, maldosos e corruptos, roubando nossa própria felicidade e desejando o sangue - privando o riso aberto num dia de Sol pelo riso forçado ao querer impressionar pela qualidade de dentes brancos que se tem na boca. Cala tua boca, e deita-te na tua cama. Pensa nos teus atos, pensa na tua vida, e dorme, dorme o sono que Deus te vela, que neste sono te encontre a paz, que neste sono te encontra a felicidade que te cabe, e não a que te mede no alheio, e que sua verdade seja água.
Amanhã há de ser bem melhor.
Quando se lava as mãos antes de comer do alimento, de carinhar quem se ama, ou antes lavar o rosto, você se purifica, mas, porque não lavamos mais a alma? Por quê nós não aceitamos a simples idéia de renovarmos nossos laços e sermos quem precisamos e prometemos ser a nós mesmos, e na frente da assembléia da massa, há tempos tão idos, tão longíquos que nem mesmo as mãos do tempo ousam tocar, mantendo a lembrança num relicário de vidro e madeira aonde se vê, mas não se toca, nem se encosta, tampouco se sente. Lembranças, daqui desta clausura, serão minha pedra angular no futuro, e me ensinarão mais ainda a não temer a morte, nem as pessôas, nem de ser quem eu sou, preciso ser, ou qual bandeira levantar; Muito pelo contrário: Eu não sou meu juíz, mas, sou meu próprio carrasco.
Divino Espírito Santo, terça parte de Um Deus Tríuno, esteja comigo, e me faça entender como Vocês ao mesmo tempo são Um, e como tôda a alegria que perdi, encontrei na Vossa Presença. Ajude, a cada pessôa perdida como eu a se encontrar, e a quem está perdido no Vale de Lágrimas, a se encontrar, a se perdoar, limpar-se desse lôdo e seguir viagem carreira adiante nesta sinuosa estrada, e ter da concha-forma-mão para tomar no assude, comer do pão que lhe ofertarem na estrada, e sentir a fresca da manhã lhe tomando a cintura, num abraço sincero; Aprende que a vida tem bem mais no menos, e se perdoa de nunca ter vivido isso antes, e que quando você aproveitava as coisas pequenas da vida, você não aproveitava genuinamente - como eu tardiamente aprendi a apreciar, e aprecio agora: Amigos, hoje, na minha cama, encostada ante a janela de quase um século, vejo a garôa cair, e uma gôta está pendendo na ponta de uma folha de uma árvore que está para cair, e não cair, e me sinto agora como esta gôta, me encontro num cai-não-cai impossível de ser descrito, mas só sabe quem sente, vive ou viveu isto. Nem sei mais que horas são, mas se eu puder, mensuro três-quartos de hora perdida esperando essa gôta cair, mas intactamente ela repousa. Será esse o orvalho que minha avó tanto fala? Será que tôdos esses pensamentos são necessários a ponto de não me deixar dormir, e desejar que eu estivesse no colo da que amei por último, e que nos beijos, ventre, seios, sorriso e abraço dela, eu pudesse me valer de algo? Será que a madrugada é mais sádica dos que os seres humanos que vejo trafegar na rua? Será que tudo isso é realmente tão necessário? Será que ela ainda ao menos pensa em mim? Será que eu devo abandonar essa caravana e mais uma vez - inutilmente - mostrar e dizer o que eu sinto, e contar - mil por mil - das flôres do jardim? Será que foi só uma estrêla de fuligem rápida e fulgurante, que finalmente me pôs no lugar que nunca deveria ter saído? Ah, noite, reina em mim, e de uma vez por tôdas, deixa seu pensamento reinar sobre mim.Ah, madrugada, vem reinar em mim, e me faça criança para nos braços da Consolação eu ser ninado e dormir no colo da mulher mais que amada e dormir bem; Guarda-me na barra do teu sari para o feo não me ver, e não me sentir, e quando me sentir pronto, me pega pelos braços e me carrega pra teu lar, me leva pela mão porque eu não sou mais meu, sou mais teu do que qualquer outra coisa, Consolação. Sou teu e de mais ninguém.
Escreve, escriba, escreve. A noite é longa, e ninguém pode te salvar de ti mesmo. Observa a gota que ainda está na ponta da folha, e que não cai - miraculosamente está suspensa entre o ar e a folha, e Deus a mantém, Deus a quer ali, Deus permite tudo o que acontece. Deus é amor, mas é justo, e a quem se porta com decência, honrado é pela mão d'Ele, e quem desvirtua o caminho, perdido está, mas pode ser achado se pedir uma candeia para nas mãos, dar luz para guiar aos pés; E Deus, depois de me dar um archote, me deu azeite, candeia e linheiro, faço minha candeia agora para guiar meus pés, e me manter longe do caminho que trilhei, para agora me ser tôdo inteiro, tôdo água. Nesta madrugada, escrevo ainda para que quando sair daqui, eu promulgue o que sinto, e quando chegar ao derradeiro dia do meu quarto-de-século, eu não me esqueça de tudo isso que estou a viver aqui nesta cama, nesta clausura, neste sentir.
Deus, faça sua morada em mim e abra meus olhos, pois eu não rasguei o Véu, apenas o levantei, e se fôr dos Teus planos, me deixa abrir os olhos para Te ver, pois só irei abrir, se Você permitir, pois, mesmo eu na minha ousadia de levantar o Véu, sei que não deveria. Mas, pela mesma sabedoria que Me deste, me questiono, se com os Véus, eu via vultos, preciso fechar meus olhos quando levantar os véus para eiar os olhos, pois, a olho nu, a vívida poderia queimar minha íris, e apenas na Sua presença, já me sou abençoado, logo, se eu puder Te ver, sortudo me sou. Senhor, abre meus olhos para Te ver.
Não posso, não quero, não devo. Abnego tudo isso apenas pelo fato de ter a paz que tanto procuro, paz que não existe em murais, cervejas, futebol, beijos, ou em conversas de fim-de-feira. Eu quero apenas pelo que minha alma anseia, que fracionado, é a figura completa da paz, mas, dividido, mostra-se como pequenas coisas geraes que nos fazem ao longo dos dias.
Te julgo o mal, e peço que saia de mim, fica em mim enquanto pode, maldade, para que me seja peso-de-prumo para entender o que se passa comigo, com os meus, com os da rua, e os que virão. Como tudo que existe é criação e oriundo de Deus, você há de ficar, mal, pois faz parte desta sociedade, e já está contaminado nos genes, sentidos e agir das pessôas. Mas em mim, não há de habitar, mesmo que interfira na minha vida, mesmo que interfira no meu ser, mesmo que machuque minha carne, mesmo que me faça mais besta, eu prefiro crer, eu prefiro ter em mim tôda a bondade que houver, e voltar a ser a mesma pessôa boa de antes - mesmo que me prive, que passe por constrangimento, e precise dar a cara para ser batida a tôdo o solo do chão, faço isso a partir de hoje voluntáriamente, porque sei que isso é o que deveria sempre ser feito: Acreditar mais, dar mais fôrça a vazão dos sentimentos, e deixar desaguar o amôr, a beleza da vida e o viver de forma ímpar, de forma magna, e quero acreditar e fazerem os meus ao redor acreditarem que todas as cartas vão chegar, que os sinos hão de tinar, e que tudo, magistralmente seja belo, lindo, humilde de coração e forte, forte como a fôrça que nos motiva. Meu Deus, que o gôl, aquele beijo da mulher amada, aquele solo de guitarra, o Sol que desponta na praia durante o bate-volta, a cerveja gelada, o abraço ganhado na hora da solidão, permite, Meu Deus que tudo isso seja digno aos meus, sem exceção, distinção, classe ou horda; Permite que cada um dos meus amigos, irmãos, profetas, professores, senhores, Seos, Donas, escribas, mamães, pessôas, pirañas, picles, biscoitos, raios-de-Sol sejam eternamente e extremamente felizes, como eu fui, sou, e irei ser ainda mais, Deus Meu. Somos reis, somos profetas.Na calada da noite, me calo, mas a alma fervilha uma série de prelativas para perturbar as carnes, e a mente ardilha mil caminhos para me inconformar com o atual estado das coisas, e me fazer provar do doce, do amargo, do que não se nomeia por respeito as palavras; Eu estou aqui a escrever coisas que não compreendo nessa suma para ver se alguém me ouve ou me sente perto quando eu não estiver no mundo. Não sou santo, e Deus me sabe disso - mas, saio desse mundo para adentrar e nunca mais sair de um mundo aonde realmente sou alheio, escolhido, aceito e bem-amado pelas distoantes dessa vida carnal.
Tôdas as coisas passam - menos os sentimentos.
A camisa dada, o sorriso ofertado, os lábios que se morderam, um longo abraço, o sorvete dando a alegria de um sábado, a música que invade o ouvido e toca a alma, tôdas essas situações tem embutidos algo que a carne, e a mente não produz, mas a alma transmite, a alma sente, a alma incandeia, e faz maior que tôdos nós; Ah, pessôas, se guardem no amor de Deus porque foi Êle quem valeu na hora da solidão e da morte, foi tão somente Êle que soube de tudo desde o começo, e lá longe, alguém que sobe no vapor de carvoar se entrega aos braços de Deus Rei nosso pai, e pensa que tudo poderia ser melhor se pudesse recomeçar a vida em outro plano, outra situação, outra vida. Eu, aqui, deitado nessa cama quente na noite úmida, penso igual, e por isso faço meus planos tão iguais ao mesmo homem que desceu da Quinta da Bahea pra tentar a sorte e vencer no sul. Meu coração é tão igual ao teu, nunca te vendo. Meu coração é igual o da tua esposa que cuidou de sete filhos, sem depender de outro homem, e que lavou muita roupa e hoje tem as mãos deformadas, as mãos calejadas, e tôdos os dias reza por cada um de nós, sem pedir nada em troca, ou até mesmo sem exigir um espólio. Rainha Maior que tudo, simplesmente é.
A fé de uma pessôa, além de hereditária, pode ser ponto de referência, pois, logo quando nos é dado um motivo para termos, utilizar, manter, ou dobrar nossa fé, nós nos espelhamos na fé de alguém, e na majora, usamos a fé de nossos antepassados para entendermos o conceito de Divindade, e o conceito de como ser grato, e como a fôrça regente do mundo provém de Alguém maior que tudo que pôssamos imaginar, aprendi fitando os olhos fechados e os dedos de minha vó trincando um rosário, que a única coisa que realmente temos ao nosso lado é Deus, e afora ele, tudo e toda qualquer coisa é passageira, e passível de perca ou abandono; E quando nos deixa, nos deixa de modo abrupto, mesmo tendo nos preparado - como tôdo santo dia na homília dos dias nossos pais nos dizem que uma hora não estarão lá a vida tôda; Mesmo tendo a preparação, quando o dia vier, ninguém estará realmente preparado.
Vou delineando meus dedos sobre o papel, sobre essa cama, sobre o travesseiro, e velhas recordações vem me tentar e me fazer lembrar do passado, e dos sonhos que naufragaram antes de se caber e meter em terra; A dôr tenta invadir meu coração, mas, dessa vez não posso deixar que ela me ganhe, não sem ter da luta, do sentimento, e mostrar que estou aqui para lutar pelo aquilo que considero justo, certo, sincero, pelo meu, que não é mais meu, e agora cabe (mais do que antes) ao Jesus Nazareno, e ao meu padrinho (porta estreita, porta estreita...)
A luz do poste invade o meu quarto e deixa um facho de luz forte e fino cruzar por tôda a diagonal, e eu, ainda a escrever sobre isso, continuo a exortar a bondade de Deus por estar aqui, mesmo com o sono começando a bater, e me fazer criança quando tem medo de dormir por conta do monstro que habita no ármario. Lembranças me vem a tona de corpos que se deitaram ao meu, bocas que beijei, amôres que amei desenfreadamente, e do último amôr que não pude amar, não pude contemplar em seu êxtase, e da dôr que ele me causou. Nuvens ainda me turvam a vista, e me deixam ainda triste, e me fazem lembrar de quem hoje me esquece entre brumas, e me lembram como uma escrita pode ser um divisor de águas e como a tristeza se fez como minha mãe, amiga, mulher e filha. Hoje, afogo minha filha, separo de minha mulher, rompo de minha amiga e sepulto minha mãe, essas ilusões, visões, turvações, o que for... Tôdas elas me dão a certeza que nada disso é pra mim, e que estou no caminho certo, mesmo com dúvidas, mesmo com medo, mesmo aprendendo justamente agora a sorrir e a enfrentar o universo.Mantém-me acordado, e não me deixa dormir agora, deixe eu olhar mais um pouco a chuva cair, e me motivar a estar vivendo o que vivo, e sentir o que sinto. Pega minha atenção e a cultive, cative, cada vez mais, e saiba que só você pode fazer isso, Deus - só para você devo largar tudo, e prestar a obediência, e o ato da fé absoluta e inexorável.
Desce-me até a mina d'água, e lava-me dos meus pecados, e deixa a carne ser carne, afogue a minha carne, para sair, sobressair, intervir, e vencer. Deixe-me, ao menos uma vez na vida, ser certo, estar certo, e viver certo. Deixe eu ser leve, calmo, puro e cristalino como a água que lava a alma, e que cinge a carne da alheia, deixe me saciar a sede de muitos os que procuram, para que eu os dê o que realmente procuram, deixe eu ser palavra, razonete, segredo, mistério, consolador, ouvinte, amigo e interlocutor. Deixe, com sua permissão Meu Deus que eu seja aquilo que êles mais tem falta, deixe eu ser meu, e que na minha concepção, a concepção não esteja certa ou errrada, mas que esteja sempre em paz e bem. Que em mim não exista um procedimento ou maneira, seleção ou recrutamento, mas que exista, de alguma forma o acolhimento para que eu possa ouvir e dar acolhimento a todos que andam cansados, e assim como o Samaritano, cuidar de quem mais precisa.
Eu quero ir aonde tenham problemas, desafios, coisas a se superar e integrar, quero ser a solução, não para ser quem ganha espólio, mas para fazer merecer o que espero ter lá na frente, e honrar quem me salvou.Você acredita no dia de amanhã, e nas coisas que podem acontecer no amanhã? Você acredita em tôdas as coisas que podem melhorar, ou que sentir as coisas estão melhorando ao longo de um dia vivido? Você acredita num amanhã melhor, aonde a chuva para de castigar, e apenas chove sobre a fôlha, no brumeio que vai te amar e te cercar de coisas boas, e acredita em tudo aquilo que mataram dentro de você pode se regenerar e ser maior e melhor que antes? Você crê que as chagas podem ser curadas e cicatrizadas, mas elas ainda estarão lá, elas ainda aparecerão, mas elas nunca mais irão doer, só nos farão ser partes de um tôdo completo chamado vida. Você acredita? Eu acredito.
Eu acredito em mim, nos olhos, raios, sorrisos, ventos, torrentes, e na cerveja gelada que fica no centro existindo alguém só para a beber, só a sorver, só a coexistir. Eu acredito nas pessoas, acredito em cada uma delas, e me desapego daquelas a quem me desfizeram e me resigno de ódio, piedade ou dôr - quanto a mágoa, ainda está a ser trabalhado; Estamos fazendo nosso melhor. A noite não pena em passar, e por isso me mantenho em apenas pensar, sentir, texturizar e refletir sobre tudo - e nada. Eu apenas creio que tudo isso é desnecessário, e eu espero que na medida do que já exagerei, esse desnível minimalista seja uma nivelação das contas desse rosário enorme e desvelado que me encontro há 25 anos rezando, e a 25 anos não consigo o entender, mas apenas o faço por obrigação, por dever, pela esperança, pela fé.
Concórdia, olha por mim daí, me mantenha na fé, e me deixe que na fé me encontre o caminho de volta pra casa. Concórdia, seja aquela a quem eu esperei a minha vida tôda, me deixe te ter, para que ao momento que eu te ter como minha, não abra mais meus olhos, e tudo que eu tenho - tudo o que vêes é teu, teu e de teu Filho. Você me mantém sobre teu sari, e daqui vou fazendo meu melhor, aprendendo a ser maior e melhor que tudo isso, mas me faça menor que tudo, menor que eles, e tire de mim tudo o que eu tenho; Para quando eu me encontrar só, dentro de mim, meus olhos se fechem em um véu, que apenas Você possa tirar, apenas você pode me fitar, cingir e tinar.
Desce-me até o Rossio, e que lá as pessôas que me viram, não me vejam, e as que já me viram um dia desses, não me reconheçam, desce pelas ruas e procura meu rastro, mesmo sabendo que eu não vou deixar. Estou deixando esse mundo, essa minha vida, para minha eternidade, para ser o que nunca pude ser antes, viver, sentir e entender o que nunca compreendi. Desce da tua plataforma e patamar e ouve: Eu não sou mais o mesmo.
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XXV
domingo, 18 de setembro de 2016
Cais (II).
...Hoje acordei e me deparei com a sećanja de tempos idos, coisas que ainda me assombram e assustam, fazendo-me acordar, ou apenas parar no meio do universo, me travando e me arremetendo a pessoas, cheiros e lugares. Bep, onde está você? Onde foi parar aquela cerveja? Aquele mergulho na praia no dia de chuva com raios e trovões? Os dois loucos de bicicleta? Guardados na memória; Fotos de uma velha festa.
Quando eu tinha medo do mar, minha mãe me ensinava: "Água no umbigo, sinal de perigo". Meu pai me dizia: "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço", antes de virar o copo de bebida, minha avó me abençoa e muitas vezes durante o almoço dizia: "Que eu precisava ter paciência, não me atrasar no serviço, os humilhados serão exaltados". Hoje, ainda, sou o que minha natureza permitiu, baseado pelo empírico, e pelos conselhos dados e recebidos ao longo da estrada.cada hora sinuosa, cada hora extensa.
Pra quê chorar - Bep me dizia - se tudo isso é passageiro? Hoje eu entendo. Mesmo que seja necessário ser de lágrima, algumas não devem ousar cair. Alguns elogios não devem ser ditos, e algumas pessoas não nos merecem - in vera est. Por mais que devemos ser sinceros, e acreditarmos na boa forma polida do bem, e das pessoas que nos rodeiam e perdoar nossos algozes, devemos nos afastar do mal, pois dado o perdão, seguido o jogo, e ido o tempo, não é necessário mais reabilitar o que necessita, nossa assistência nos baseia no ato de perdoar, e seguir o jogo. Ter a santidade e paz de espírito não significa sofrer demasiadamente. O nome disso é burrice.
Como dito anteriormente, minha nau ainda está a deriva, e minha implosão ainda se faz real e necessária; Se demolir para constantemente melhorar, e ter alicerces mais sólidos, rígidos, ter de perto apenas o necessário, apenas o que faz bem, apenas o que cabe em minhas mãos segurarem. Não exijo mais a certeza, apenas a estabilidade, pois até o mar revoltoso é estável, apenas a ventania é estável, apenas a verdade é estável. E por hoje não tenho porto que me atraque, nem fogo que aqueça, nem dor que gema. Hoje é mais um dia de alguma semana em algum lugar do mundo, e isso não significa nada quando você fica a milhas e milhas de distância do universo, eu estou em outra fase, apenas deixando pra depois todo tipo de mágoa, toda a tristeza, toda dor, toda tudo. Eu ainda sou o Capitão da Minha Alma. E na real, não significa, nem cabe a ninguém. E mesmo se coubesse, quem realmente se importaria? No mais, fica apenas o cheiro da Lotus suspenso no ar, esperando.
Quando eu tinha medo do mar, minha mãe me ensinava: "Água no umbigo, sinal de perigo". Meu pai me dizia: "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço", antes de virar o copo de bebida, minha avó me abençoa e muitas vezes durante o almoço dizia: "Que eu precisava ter paciência, não me atrasar no serviço, os humilhados serão exaltados". Hoje, ainda, sou o que minha natureza permitiu, baseado pelo empírico, e pelos conselhos dados e recebidos ao longo da estrada.cada hora sinuosa, cada hora extensa.
Pra quê chorar - Bep me dizia - se tudo isso é passageiro? Hoje eu entendo. Mesmo que seja necessário ser de lágrima, algumas não devem ousar cair. Alguns elogios não devem ser ditos, e algumas pessoas não nos merecem - in vera est. Por mais que devemos ser sinceros, e acreditarmos na boa forma polida do bem, e das pessoas que nos rodeiam e perdoar nossos algozes, devemos nos afastar do mal, pois dado o perdão, seguido o jogo, e ido o tempo, não é necessário mais reabilitar o que necessita, nossa assistência nos baseia no ato de perdoar, e seguir o jogo. Ter a santidade e paz de espírito não significa sofrer demasiadamente. O nome disso é burrice.
Como dito anteriormente, minha nau ainda está a deriva, e minha implosão ainda se faz real e necessária; Se demolir para constantemente melhorar, e ter alicerces mais sólidos, rígidos, ter de perto apenas o necessário, apenas o que faz bem, apenas o que cabe em minhas mãos segurarem. Não exijo mais a certeza, apenas a estabilidade, pois até o mar revoltoso é estável, apenas a ventania é estável, apenas a verdade é estável. E por hoje não tenho porto que me atraque, nem fogo que aqueça, nem dor que gema. Hoje é mais um dia de alguma semana em algum lugar do mundo, e isso não significa nada quando você fica a milhas e milhas de distância do universo, eu estou em outra fase, apenas deixando pra depois todo tipo de mágoa, toda a tristeza, toda dor, toda tudo. Eu ainda sou o Capitão da Minha Alma. E na real, não significa, nem cabe a ninguém. E mesmo se coubesse, quem realmente se importaria? No mais, fica apenas o cheiro da Lotus suspenso no ar, esperando.
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domingo, 19 de outubro de 2014
Imagine.
A vida dói, a vida machuca. Não. A vida não dói e nem machuca, são as pessoas que passam pela sua história que lhe fazem isto. A vida não tem culpa de nada, e se na sociedade as pessoas fazem isto, também não é culpa sua. Leitor, se te interessa saber eu sei que você não teve culpa de tudo o que deu errado, dos planos frustrados, ou daquela dor que fizeram você sentir com um "sim", "não", "melhor não fazer isto" ou um "deixa isso pra lá, não é nada". Eu sei disso, e fique calmo. Eu te amo, leitor. Fique bem.
Antigamente, eu me sentava embaixo de uma árvore com um violão enferrujado e trastejado e eu ficava horas embaixo desta mesma árvore, até o Céu mudar de côr ou uma taturana me queimar, repentinamente. Hoje aquela árvore não existe mais, hoje tudo mudou.
Imagine você viver no passado: Aonde todos os seus pensamentos são resumidos na vida que já se passou, aonde ninguém morreu e aonde seus dias antológicos e de glória ainda serão vivos e repetidos na sua mente, corpo e espírito. Imagine você não temer a morte, porque no passado você foi guardado, e dentro do livro de São Jerônimo você vai ser lido, traduzido por Ele e protegido nas vulgatas de São Domingos.
É, este refúgio existe, até, mas não nos protege ou nos livra de quaisquer chagas ou eventuais coisas que possam vir a lhe ferir ou chatear de forma alguma atualmente, aos menos que se prenda, isole, furte de si mesmo e caia definitivamente no seu passado, aonde tudo já é conhecido, estimado e escrito e você conhece todos os pontos e vírgulas. Imagine você que você pode recriar todas as suas muralhas de infância e viver inocentemente e longe de tudo isto que hoje lhe causa alguma sensação ruim no corpo ou na mente. Você estará longe de tudo isto, a milhares de milhas isolado no seu próprio minarete ou alpendre, sem ter medo algum de alguém vir a lhe ofender, querer mal, sentir ofendido, ou ver as pessoas quererem sua cabeça a prêmio. Imagine além de ser imortal, você não vai ter mais em algum momento o sentimento da dor. A imortalidade de não ser buscada em um túmulo, mas sim em você mesmo (afinal, existem vários níveis de imortalidade). Leitor, você aguentaria o peso de nunca transcender a vida, porém nunca mais sofrer?
Querer embora não é uma opção. É uma escolha, e esta escolha é decisiva não só na sua vida, mas na vida de todos em você. No seu passado, presente (e se tiver), futuro.
Proponho que tente por 24 horas. Não importando sua idade, sexo, gênero, raça, religião ou orientação sexual, faça o teste da clausura, e veja se compete a você este (forte) sentimento. Imagine poder viver novamente tudo o que você á viveu, e não sofrer por mais nada e nem por mais ninguém, imagine novamente você estar finalmente com todas as chagas fechadas, e ninguém mais a botar os dedos nas tuas feridas e na sua fechação de corpo e mente, você não sentir mais dor alguma. Imagine, de repente, como se um translúcido corpo de luz atravessasse teu corpo, e te fosse tomado por esta paz. Ali a dor não existirá mais.
Imagine que qualquer mágoa que lhe seja causada atualmente não lhe cause mais dor nenhuma, tampouco a pessoa que causou esta mágoa. Imagine não ter que conviver mais com pessoas que lhe querem mal, lhe enganam e lhe roubam o direito de descobrir tudo que lhe é dado, que sua verdade não seja furtada, tampouco seus atos e ideais, e que ninguém critique você pelo o que é, o que sente, o que faz, para onde vem e para onde vai. Imagine a morte não ser mais o que você depende para ser feliz, e poder novamente abraçar aquela pessoa que morreu, e chutar aquela bola antes de estourar o ligamento do joelho, e aprender novamente a beber, de ver o sol nascer na praia com seus amigos, e de não poder chorar, nunca mais.
Imagine.
Antigamente, eu me sentava embaixo de uma árvore com um violão enferrujado e trastejado e eu ficava horas embaixo desta mesma árvore, até o Céu mudar de côr ou uma taturana me queimar, repentinamente. Hoje aquela árvore não existe mais, hoje tudo mudou.
Imagine você viver no passado: Aonde todos os seus pensamentos são resumidos na vida que já se passou, aonde ninguém morreu e aonde seus dias antológicos e de glória ainda serão vivos e repetidos na sua mente, corpo e espírito. Imagine você não temer a morte, porque no passado você foi guardado, e dentro do livro de São Jerônimo você vai ser lido, traduzido por Ele e protegido nas vulgatas de São Domingos.
É, este refúgio existe, até, mas não nos protege ou nos livra de quaisquer chagas ou eventuais coisas que possam vir a lhe ferir ou chatear de forma alguma atualmente, aos menos que se prenda, isole, furte de si mesmo e caia definitivamente no seu passado, aonde tudo já é conhecido, estimado e escrito e você conhece todos os pontos e vírgulas. Imagine você que você pode recriar todas as suas muralhas de infância e viver inocentemente e longe de tudo isto que hoje lhe causa alguma sensação ruim no corpo ou na mente. Você estará longe de tudo isto, a milhares de milhas isolado no seu próprio minarete ou alpendre, sem ter medo algum de alguém vir a lhe ofender, querer mal, sentir ofendido, ou ver as pessoas quererem sua cabeça a prêmio. Imagine além de ser imortal, você não vai ter mais em algum momento o sentimento da dor. A imortalidade de não ser buscada em um túmulo, mas sim em você mesmo (afinal, existem vários níveis de imortalidade). Leitor, você aguentaria o peso de nunca transcender a vida, porém nunca mais sofrer?
Querer embora não é uma opção. É uma escolha, e esta escolha é decisiva não só na sua vida, mas na vida de todos em você. No seu passado, presente (e se tiver), futuro.
Proponho que tente por 24 horas. Não importando sua idade, sexo, gênero, raça, religião ou orientação sexual, faça o teste da clausura, e veja se compete a você este (forte) sentimento. Imagine poder viver novamente tudo o que você á viveu, e não sofrer por mais nada e nem por mais ninguém, imagine novamente você estar finalmente com todas as chagas fechadas, e ninguém mais a botar os dedos nas tuas feridas e na sua fechação de corpo e mente, você não sentir mais dor alguma. Imagine, de repente, como se um translúcido corpo de luz atravessasse teu corpo, e te fosse tomado por esta paz. Ali a dor não existirá mais.
Imagine que qualquer mágoa que lhe seja causada atualmente não lhe cause mais dor nenhuma, tampouco a pessoa que causou esta mágoa. Imagine não ter que conviver mais com pessoas que lhe querem mal, lhe enganam e lhe roubam o direito de descobrir tudo que lhe é dado, que sua verdade não seja furtada, tampouco seus atos e ideais, e que ninguém critique você pelo o que é, o que sente, o que faz, para onde vem e para onde vai. Imagine a morte não ser mais o que você depende para ser feliz, e poder novamente abraçar aquela pessoa que morreu, e chutar aquela bola antes de estourar o ligamento do joelho, e aprender novamente a beber, de ver o sol nascer na praia com seus amigos, e de não poder chorar, nunca mais.
Imagine.
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terça-feira, 15 de julho de 2014
Deus.
Deus, me dê um sinal ao menos uma vez, eu preciso muito saber disso, sei que você anda ocupado e tem muitas coisas a fazer, mas, olha pra mim e pro meu desespero; Vou começar a jogar fora tudo aquilo que não me convém e eu preciso da sua ajuda: Mais precisamente do seu conselho, tato, ministração e audição pra ouvir meus medos e anseios, e saber que você está aí, e vai me dar um sinal do que fazer.
Deus, ao menos você está aí?
Você me vê, sente, sabe ou conhece minha cabeça fétida e meus sentimentos? Você ao menos já olhou na minha alma e me tomou pra junto de Ti? Sua Mãe nunca tardou comigo, mas, com você parece que a agenda é sempre cheia, sempre ocupada...Quando vou ter a ilustre honra de te ver fuça a fuça, e poder desaguar todos os potes de mágoa que me encheram, e você me explicar um a um, as gotas que continham-os? Será que ao menos você consegue perceber que estou desesperadamente atrás de você por este mundo de cão, e quanto mais te caço, mais Te somes? Você ao menos existe? Parece que no fim das coisas nada realmente importa pra ti, e eu apenas sou um lunático que reclama com o invisível, em silêncio.
Por favor, que minha vida até aqui não tenha sido em vão. Mostra sua face em piedade a minha ignorância, nem que eu precise morrer pra isso. Olha pro meu coração tão pesado, negro e machucado, e alivia. Nem muda, porque eu já sou ruim por natureza, sei que não mereço salvação, apenas, alivie todas essas coisas, esses pensamentos ruins, todo esse medo das ondas que batem nas pedras do mar. Poxa, me ouve, eu não tô mais fazendo nada de errado.
Estou cansado, e você sabe disso, e cada vez mais vem mais desafios, e cada vez sinto vontade de ter feito o que deveria ter feito na merda daquele heliponto. Não me sinto mais afim de continuar nada, quero deixar todos os pontos em suspenso e criar um fim abrupto, assim como a maioria dos meus projetos...Sabe, eu fico pensando em quanta coisa pode ser feita, mas, mesmo que eu tente, eu não consigo encontrar um ponto que me faça motivar, que me faça além. Devo admitir, Você pôs, e põe ainda anjos no meu caminho, pessoas de bem e que dão a cara pra bater contra o asfalto, mas, até quando? Até quando cada um de nós, pessoas do bem merece morrer, cair e padecer contra o chão duro enquanto essa vida maldita continua? Por quê Você não nos alivia na hora dura, poxa? Tudo bem, erramos no Éden, Touro de Bronze, mas, Seu Filho, nos lavou do mal, e hoje ainda sim existem pessoas que tentam viver em harmonia Contigo, e eu sou um deles, mas, parece que nada muda, nada diferencia, e quanto mais perto eu tento chegar de Você, mais difícil fica, e mais tretas avém vindo, e mais fraco, cansado, emputecido e raivoso eu fico. Poxa, porque não nos livra do mal (até da cabeça) enquanto nós rezamos (e alguns tatuam) isto?
Olha pra mim. Sou só um jovem ainda, nada tenho. Minhas mãos já estão se calejando, e do nada que tenho, o pouco dele me basta, não tire de mim a rala alegria que tenho, mesmo Você sendo Deus, Você não tem esse direito, Você não deve, tampouco pode ser tão sádico assim, Você tinha que ser meu amigo, o meu melhor amigo, que corresse comigo, e ficasse do meu lado, até mesmo quando eles estavam me medindo torto. Quando eu apanhei, você não apreceu, quando meu pai morreu, Você não se manifestou. Tira de mim todas as coisas vãs, os caprichos, mas, me deixa com a minha essência, aquilo que ninguém possa me tomar. Estou cansado, meus pés doem, e nessa batida eu não quero mais ver a Cecília, tampouco a mim mesmo, queria estar aonde está Pallas, Palmito, Digo, Chelsea e Fábio, e Você simplesmente olha. Tenha clemência de mim e de todos, e age ao nosso favor. Não por mal, não por mal. Por justiça, mesmo.
Eu estou me sentindo como aquela criança que se perdeu no metrô, e só tem a flanela de recordação dos pais. Mas, não tire a minha flanela, por favor. Interceda por mim, e me ajude a ser melhor, mas, saia desse silêncio, e se mostre a mim. Ao menos uma vez, e me mostre o porque de tudo. Estou realmente muito cansado. Tive que crescer cedo, chorar sem fazer barulho, e nunca sorrir, tampouco rir alto, porque minha risada era feia, como diziam. Tive que trabalhar cedo pra ter dinheiro para viver, e cair de cabeça em um relacionamento pra saber que aquela menina não prestava, tive que ficar sem dinheiro, mas pagar meus credores, ajudar em casa, tive que passar muitas coisas, e você sabe de todas elas, até agora. Mas, por quê o oculto?
Ao menos uma vez, eu te peço com todo o meu coração: Se manifeste.
Deus, ao menos você está aí?
Você me vê, sente, sabe ou conhece minha cabeça fétida e meus sentimentos? Você ao menos já olhou na minha alma e me tomou pra junto de Ti? Sua Mãe nunca tardou comigo, mas, com você parece que a agenda é sempre cheia, sempre ocupada...Quando vou ter a ilustre honra de te ver fuça a fuça, e poder desaguar todos os potes de mágoa que me encheram, e você me explicar um a um, as gotas que continham-os? Será que ao menos você consegue perceber que estou desesperadamente atrás de você por este mundo de cão, e quanto mais te caço, mais Te somes? Você ao menos existe? Parece que no fim das coisas nada realmente importa pra ti, e eu apenas sou um lunático que reclama com o invisível, em silêncio.
Por favor, que minha vida até aqui não tenha sido em vão. Mostra sua face em piedade a minha ignorância, nem que eu precise morrer pra isso. Olha pro meu coração tão pesado, negro e machucado, e alivia. Nem muda, porque eu já sou ruim por natureza, sei que não mereço salvação, apenas, alivie todas essas coisas, esses pensamentos ruins, todo esse medo das ondas que batem nas pedras do mar. Poxa, me ouve, eu não tô mais fazendo nada de errado.
Estou cansado, e você sabe disso, e cada vez mais vem mais desafios, e cada vez sinto vontade de ter feito o que deveria ter feito na merda daquele heliponto. Não me sinto mais afim de continuar nada, quero deixar todos os pontos em suspenso e criar um fim abrupto, assim como a maioria dos meus projetos...Sabe, eu fico pensando em quanta coisa pode ser feita, mas, mesmo que eu tente, eu não consigo encontrar um ponto que me faça motivar, que me faça além. Devo admitir, Você pôs, e põe ainda anjos no meu caminho, pessoas de bem e que dão a cara pra bater contra o asfalto, mas, até quando? Até quando cada um de nós, pessoas do bem merece morrer, cair e padecer contra o chão duro enquanto essa vida maldita continua? Por quê Você não nos alivia na hora dura, poxa? Tudo bem, erramos no Éden, Touro de Bronze, mas, Seu Filho, nos lavou do mal, e hoje ainda sim existem pessoas que tentam viver em harmonia Contigo, e eu sou um deles, mas, parece que nada muda, nada diferencia, e quanto mais perto eu tento chegar de Você, mais difícil fica, e mais tretas avém vindo, e mais fraco, cansado, emputecido e raivoso eu fico. Poxa, porque não nos livra do mal (até da cabeça) enquanto nós rezamos (e alguns tatuam) isto?
Olha pra mim. Sou só um jovem ainda, nada tenho. Minhas mãos já estão se calejando, e do nada que tenho, o pouco dele me basta, não tire de mim a rala alegria que tenho, mesmo Você sendo Deus, Você não tem esse direito, Você não deve, tampouco pode ser tão sádico assim, Você tinha que ser meu amigo, o meu melhor amigo, que corresse comigo, e ficasse do meu lado, até mesmo quando eles estavam me medindo torto. Quando eu apanhei, você não apreceu, quando meu pai morreu, Você não se manifestou. Tira de mim todas as coisas vãs, os caprichos, mas, me deixa com a minha essência, aquilo que ninguém possa me tomar. Estou cansado, meus pés doem, e nessa batida eu não quero mais ver a Cecília, tampouco a mim mesmo, queria estar aonde está Pallas, Palmito, Digo, Chelsea e Fábio, e Você simplesmente olha. Tenha clemência de mim e de todos, e age ao nosso favor. Não por mal, não por mal. Por justiça, mesmo.
Eu estou me sentindo como aquela criança que se perdeu no metrô, e só tem a flanela de recordação dos pais. Mas, não tire a minha flanela, por favor. Interceda por mim, e me ajude a ser melhor, mas, saia desse silêncio, e se mostre a mim. Ao menos uma vez, e me mostre o porque de tudo. Estou realmente muito cansado. Tive que crescer cedo, chorar sem fazer barulho, e nunca sorrir, tampouco rir alto, porque minha risada era feia, como diziam. Tive que trabalhar cedo pra ter dinheiro para viver, e cair de cabeça em um relacionamento pra saber que aquela menina não prestava, tive que ficar sem dinheiro, mas pagar meus credores, ajudar em casa, tive que passar muitas coisas, e você sabe de todas elas, até agora. Mas, por quê o oculto?
Ao menos uma vez, eu te peço com todo o meu coração: Se manifeste.
domingo, 11 de maio de 2014
Rabiscos Medíocres do Carneiro.
É, voltei nessa porra.
Você foi até o fim, e voltou. Renasceu das cinzas. O banho em sangue quente de bode se secou, e você foi lavado (novamente) de seus erros, e assim, você se limpou de todas as ruindades, e assim se manteve; E assim se mantém. Você prefere estar no lixão, porque ali você se sente bem, e se lembra dos dias de sangue de bode, aonde você não temia ninguém, e os ensinamentos eram mais práticos, mais sintomáticos. Eis que você virou homem, e de repente, se rendeu ante ao mundo e suas leis mais insignificantes, e aprendeu o jogo dos homens de terno, e dos diferentes tão iguais, e dos iguais tão diferentes.
Sua vingança será consumada logo, e os Céus não resplandecerão ao teu favor; Burma.
E então lhe prenderam, rasgaram suas roupas, cortaram seus cabelos e o banharam. Logo depois, o fizeram cair de joelhos ante ao desconhecido, o inexplicável, a reza que não se sabe como, mas, místicamente é rezada pelos olhos, mãos, boca e mente; Assim, seguidamente, ele se transpôs: Não em carne, mas, em matéria. Ele transcendeu a morte, o ódio, a dor, e todos os seus sentimentos de criança que cabiam dentro de seu peito, patuá, guarnição e camisa. Ele venceu seu asco, acalmou sua alma e pereceu ante ao inimigo porque quis, e porque ele quer vencer pacientemente, vendo a morte refazer a vida.
Não me importa se ele cresceu ou não, juro. Me importa que ele fique bem, que ele esteja bem, que ele viva bem, e que exista alguém nesse extenso universo que o ame - devotadamente e doentiamente - a ponto de deixar sua cabeça cair no seu colo, e carinhar seus cabelos tão castanhos, de raízes tão loiras, de mente tão cheia e obscura, de pensamentos tão certeiros que foram pensados e criados na dor; Olhem por ele. Quando ele turvar sua face, olhe, e não repare; Ele irá chorar, lágrimas de Oxalá, com sentimento de Omolu, e ele irá turvar não só a cabeça, mas, sim todo o seu coração para derramar seus sentimentos e esvaziar seu jarro, para então encher de novo. Pede-se que não se tenham motivos para que o faça o derramamento, mas, mesmo assim, ele o faz. E se o fizer, perceba. E se o fizer, note. E se o fizer, o reconquiste, senão ele não mais será teu. Ele pode arrumar as malas e ir embora, ele pode fazer sacrifícios por quem ama porque ele acredita na mudança, e ele acredita no amor maior sobre todas as coisas, e ele conhece tudo, ele sabe tudo, e ele tem o dom de ver você além de seu corpo; Ele não é incrível, apenas é humano, apenas é ele mesmo, e não deixa pensamentos vãos entrarem em sua casa, coração, mente e chagas. Ele dança.
Ele está longe de você, e enquanto você não perceber o que você fez, ele não estará aí. Não do jeito que você o quer, ele saiu pra comprar cigarros e não irá voltar tão cedo.
Ele místicamente se transpõe para o Santo Campo de Centeio e lá fica, lá medita. Talvez em todas as suas aflições, quando ele clama por alguém, é lá aonde ele esteja: Lugar inacessível, aonde nem ele mesmo em seu estado físico consegue estar. Ele chora, pensa, medita, briga com seus pensamentos mais insólitos e torposos, brinca, respira, olha pra trás com orgulho, ressurge e deixa estar, deixa ficar. Ele tem as roupas bem passadas, e sempre lava o rosto para não o ver chorando. Ele perdeu o show da vida dele em que ele ganhou ingressos de graça, ele perdeu o disco que mais queria, ele perdeu a bota mais confortável, ele não conheceu o seu 3º cantor favorito, e ele também não pôde dar o presente do pai dele, tampouco dizer ao pai dele que tudo iria dar certo, mesmo que estivesse fadado a dar merda. De tanto perder, ele crê que algum dia alguém irá estar com ele, amar ele, e crer que ele é um cara legal - apesar dos pesares - e vai ver que ele tem um peito grande, aonde passaram muitos amores, muitos amigos, muitas chagas e muitos sacrifícios.
A morte é a maior conquista na vida de uma pessoa. É quando a última dor entra em ação pra ser a verdadeira alegria: A eterna.
Ele se senta no banco, arruma seu casaco, lê seu livro enquanto toma sua cerveja. Ele é assim. Ele precisa desesperadamente de um ponto de paz, que não se encontra em qualquer ponto e que não se tem medida precisa de paz. Ele só quer alguém que lhe seja o que ele quer ser para Ela. Ele só quer ter sua família, a mesma família que um dia ele teve há décadas atrás, e ele sonha por isso, anseia por isso. Ele só quer a felicidade dele, nem dinheiro, nem bens, nem títulos, nem nada. Só o que lhe cabe de direito. Ele só quer ser feliz, como qualquer um que trafega na rua...
...Boa tolice, quem carrega o Carneiro Santo não pode ser feliz. Se você é promessado, você irá enfrentar dragões, leões e áspides, justamente por ser um soldado do Santo dos Santos, e levar sua bondade aonde há mal, se faz necessário, se faz justo. Converter flores mortas em lindas Jasmineiras, e trazer novamente pessoas perdidas para um caminho certo, e fazer seus olhos cintilarem novamente, e fazer todos tentarem ouvir a música mistériosa e cadenciada que só você consegue ouvir. Você é insano porque você tem dons que outros não tem, você vê o que não vêem, fala o que não pronunciam e pensa demais naquilo que gastam poucos panos. Você é único no seu agir, Sionita. Sionita, sionite mais um pouco, tenha com o deserto a conversa que tanto espera, e atinja seu desejo: Um nó de forca, uma bala perdida, uma faca no estômago, um beijo com gosto de veneno nos lábios: O mundo é seu, mas, o que está lá, é mais ainda.
Mas, afinal, o que é bom e o que é certo?
Você foi até o fim, e voltou. Renasceu das cinzas. O banho em sangue quente de bode se secou, e você foi lavado (novamente) de seus erros, e assim, você se limpou de todas as ruindades, e assim se manteve; E assim se mantém. Você prefere estar no lixão, porque ali você se sente bem, e se lembra dos dias de sangue de bode, aonde você não temia ninguém, e os ensinamentos eram mais práticos, mais sintomáticos. Eis que você virou homem, e de repente, se rendeu ante ao mundo e suas leis mais insignificantes, e aprendeu o jogo dos homens de terno, e dos diferentes tão iguais, e dos iguais tão diferentes.
Sua vingança será consumada logo, e os Céus não resplandecerão ao teu favor; Burma.
E então lhe prenderam, rasgaram suas roupas, cortaram seus cabelos e o banharam. Logo depois, o fizeram cair de joelhos ante ao desconhecido, o inexplicável, a reza que não se sabe como, mas, místicamente é rezada pelos olhos, mãos, boca e mente; Assim, seguidamente, ele se transpôs: Não em carne, mas, em matéria. Ele transcendeu a morte, o ódio, a dor, e todos os seus sentimentos de criança que cabiam dentro de seu peito, patuá, guarnição e camisa. Ele venceu seu asco, acalmou sua alma e pereceu ante ao inimigo porque quis, e porque ele quer vencer pacientemente, vendo a morte refazer a vida.
Não me importa se ele cresceu ou não, juro. Me importa que ele fique bem, que ele esteja bem, que ele viva bem, e que exista alguém nesse extenso universo que o ame - devotadamente e doentiamente - a ponto de deixar sua cabeça cair no seu colo, e carinhar seus cabelos tão castanhos, de raízes tão loiras, de mente tão cheia e obscura, de pensamentos tão certeiros que foram pensados e criados na dor; Olhem por ele. Quando ele turvar sua face, olhe, e não repare; Ele irá chorar, lágrimas de Oxalá, com sentimento de Omolu, e ele irá turvar não só a cabeça, mas, sim todo o seu coração para derramar seus sentimentos e esvaziar seu jarro, para então encher de novo. Pede-se que não se tenham motivos para que o faça o derramamento, mas, mesmo assim, ele o faz. E se o fizer, perceba. E se o fizer, note. E se o fizer, o reconquiste, senão ele não mais será teu. Ele pode arrumar as malas e ir embora, ele pode fazer sacrifícios por quem ama porque ele acredita na mudança, e ele acredita no amor maior sobre todas as coisas, e ele conhece tudo, ele sabe tudo, e ele tem o dom de ver você além de seu corpo; Ele não é incrível, apenas é humano, apenas é ele mesmo, e não deixa pensamentos vãos entrarem em sua casa, coração, mente e chagas. Ele dança.
Ele está longe de você, e enquanto você não perceber o que você fez, ele não estará aí. Não do jeito que você o quer, ele saiu pra comprar cigarros e não irá voltar tão cedo.
Ele místicamente se transpõe para o Santo Campo de Centeio e lá fica, lá medita. Talvez em todas as suas aflições, quando ele clama por alguém, é lá aonde ele esteja: Lugar inacessível, aonde nem ele mesmo em seu estado físico consegue estar. Ele chora, pensa, medita, briga com seus pensamentos mais insólitos e torposos, brinca, respira, olha pra trás com orgulho, ressurge e deixa estar, deixa ficar. Ele tem as roupas bem passadas, e sempre lava o rosto para não o ver chorando. Ele perdeu o show da vida dele em que ele ganhou ingressos de graça, ele perdeu o disco que mais queria, ele perdeu a bota mais confortável, ele não conheceu o seu 3º cantor favorito, e ele também não pôde dar o presente do pai dele, tampouco dizer ao pai dele que tudo iria dar certo, mesmo que estivesse fadado a dar merda. De tanto perder, ele crê que algum dia alguém irá estar com ele, amar ele, e crer que ele é um cara legal - apesar dos pesares - e vai ver que ele tem um peito grande, aonde passaram muitos amores, muitos amigos, muitas chagas e muitos sacrifícios.
A morte é a maior conquista na vida de uma pessoa. É quando a última dor entra em ação pra ser a verdadeira alegria: A eterna.
Ele se senta no banco, arruma seu casaco, lê seu livro enquanto toma sua cerveja. Ele é assim. Ele precisa desesperadamente de um ponto de paz, que não se encontra em qualquer ponto e que não se tem medida precisa de paz. Ele só quer alguém que lhe seja o que ele quer ser para Ela. Ele só quer ter sua família, a mesma família que um dia ele teve há décadas atrás, e ele sonha por isso, anseia por isso. Ele só quer a felicidade dele, nem dinheiro, nem bens, nem títulos, nem nada. Só o que lhe cabe de direito. Ele só quer ser feliz, como qualquer um que trafega na rua...
...Boa tolice, quem carrega o Carneiro Santo não pode ser feliz. Se você é promessado, você irá enfrentar dragões, leões e áspides, justamente por ser um soldado do Santo dos Santos, e levar sua bondade aonde há mal, se faz necessário, se faz justo. Converter flores mortas em lindas Jasmineiras, e trazer novamente pessoas perdidas para um caminho certo, e fazer seus olhos cintilarem novamente, e fazer todos tentarem ouvir a música mistériosa e cadenciada que só você consegue ouvir. Você é insano porque você tem dons que outros não tem, você vê o que não vêem, fala o que não pronunciam e pensa demais naquilo que gastam poucos panos. Você é único no seu agir, Sionita. Sionita, sionite mais um pouco, tenha com o deserto a conversa que tanto espera, e atinja seu desejo: Um nó de forca, uma bala perdida, uma faca no estômago, um beijo com gosto de veneno nos lábios: O mundo é seu, mas, o que está lá, é mais ainda.
Mas, afinal, o que é bom e o que é certo?
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013
O Deserto De Cemal (III)
Eu só sei que aqui nem é meu lugar. Nem por direito, e nem por razão. Tenho medo de multidões e de pessoas que andam com sorrisos asseados e cabelos muito convencionais. Eu devia ter me enfiado junto na terra quando me foi dada a oportunidade, afinal, tem muita gente dizendo muita coisa por aí, e é tudo verdade: Eu não presto, não sou nada, deveria ter morrido, sou um inútil, o pior da minha raça, que não sou bom profissional, sou egoísta, e não me preocupo com ninguém e o melhor: Só uso as pessoas.
Não sei se é tudo verdade, mas, sei que aqui não é meu lugar. Aqui todo mundo pensa em crescer, pisar, vencer na luta fea, e eu apenas querendo comprar meus discos e tomar meu suco de guaraná de pózinho. Me dizem que eu não entro na igreja, que não salvo aleluias, tampouco prezo pelo amanhã, e isso deve ser verdade, afinal, eu nunca deveria estar aqui, vivendo essa vida, respirando esse ar, e ostentando essa falsa alegria e essa situação de que "eu-estou-feliz-com-minha-unha-encravada". Mentira.
Meu pássaro me inebria com seu canto, me dando alegria a cada acorde vocal que emite. Um dia esse pássaro há de ir embora, assim como eu fui embora da minha própria razão. Pássaro, fica. Não foge de mim e estia todo o mal de minha cabeça, mostra-me que é você, aquele que tem a pena-de-prumo certa pra minha escrita, e música que inspira minha vida a seguir-se.
Calado na boca, emite-se o som do peito, o peito contrai-se forte para receber o soco do bom herói; Pega sua moça e saia correndo daí, há um homem bem malvado querendo sua garota; Meu bom herói: Veste tua armadura e segue pra tua luta boa. Deixa o pássaro te cantas aos ouvidos, tudo o que quiseres saber, e mesmo que o peito doa, e o olho mareje, ergue a cabeça e lute até o fim.
Mesmo que doa, persiga. A porta estreita é o sinal da boa fé; E Deus um dia há de perdoar, o mal feito de você ter nascido assim. Você é tão cínico e tão demente, que quer ser herói mais não passa de um pajem. Você nunca terá seu cavalo, espada, escudo, dragão, castelo, mulher, seus campos de trigo estão corroídos por traças, você irá padecer perante o mal rei, você não tem futuro, nem há de ter.
A morte para alguns é o fim; Para outros é a recompensa que tarda a vir.
Não sei se é tudo verdade, mas, sei que aqui não é meu lugar. Aqui todo mundo pensa em crescer, pisar, vencer na luta fea, e eu apenas querendo comprar meus discos e tomar meu suco de guaraná de pózinho. Me dizem que eu não entro na igreja, que não salvo aleluias, tampouco prezo pelo amanhã, e isso deve ser verdade, afinal, eu nunca deveria estar aqui, vivendo essa vida, respirando esse ar, e ostentando essa falsa alegria e essa situação de que "eu-estou-feliz-com-minha-unha-encravada". Mentira.
Meu pássaro me inebria com seu canto, me dando alegria a cada acorde vocal que emite. Um dia esse pássaro há de ir embora, assim como eu fui embora da minha própria razão. Pássaro, fica. Não foge de mim e estia todo o mal de minha cabeça, mostra-me que é você, aquele que tem a pena-de-prumo certa pra minha escrita, e música que inspira minha vida a seguir-se.
Calado na boca, emite-se o som do peito, o peito contrai-se forte para receber o soco do bom herói; Pega sua moça e saia correndo daí, há um homem bem malvado querendo sua garota; Meu bom herói: Veste tua armadura e segue pra tua luta boa. Deixa o pássaro te cantas aos ouvidos, tudo o que quiseres saber, e mesmo que o peito doa, e o olho mareje, ergue a cabeça e lute até o fim.
Mesmo que doa, persiga. A porta estreita é o sinal da boa fé; E Deus um dia há de perdoar, o mal feito de você ter nascido assim. Você é tão cínico e tão demente, que quer ser herói mais não passa de um pajem. Você nunca terá seu cavalo, espada, escudo, dragão, castelo, mulher, seus campos de trigo estão corroídos por traças, você irá padecer perante o mal rei, você não tem futuro, nem há de ter.
A morte para alguns é o fim; Para outros é a recompensa que tarda a vir.
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domingo, 27 de junho de 2010
Love Is Like...Oxygen.
Eu me sinto muito perto, e muito longe, eu alcanço o paraíso na sua boca, e fico bem nos seus braços, eu sou teu bebê, tua criança. Você me dobra e desdobra, e conhece já cada ato ou mania, e conhece cada pedaço de minha mente.
E se eu estiver errado, me corrija agora, mais ao que me remete como homem livre-pensador ocidental e insano-rex, o teu coração é morada aonde ninguém pisa, e eu faço minha casa. O que é só meu, aonde acerco e livro do mal. Ah se tu soubesses o quão sozinho eu sou, e quão cheio de vinho é um jarrão que não há copo em se despejar; E quando te encontro com sede, me aderramo acima de todo o teu corpo, brinquedo velho, jogado ao chão, que só há de brincar contigo.
E eu, com toda essa prosopopéia cabeluda na minha mente, só queria te dizer que sem Elizabeth não há necessidade de ter Marcus, não há de haver Icy ox, pois Beth Blue tem de ser dele. Foi o querer bem D'ela que o fez ficar aqui mais uns dias, e sem ela, ele não tem mais o que fazer:
-Ele te ama cara !
-E eu também o amo.
-Mais ele, te ama mais que tudo.
E digo o mais, digo que se você for, eu vou sentir saudades Amor Moreno, eu vou ver que sem você, nada mais tem sentido ou valor, se o seu sorriso não brilhar pra mim, e sua boca encontrar a minha, eu quero é comer coentro pela raiz, porque aí sim, não há de valer a pena nada.
E se eu estiver errado, me corrija agora, mais ao que me remete como homem livre-pensador ocidental e insano-rex, o teu coração é morada aonde ninguém pisa, e eu faço minha casa. O que é só meu, aonde acerco e livro do mal. Ah se tu soubesses o quão sozinho eu sou, e quão cheio de vinho é um jarrão que não há copo em se despejar; E quando te encontro com sede, me aderramo acima de todo o teu corpo, brinquedo velho, jogado ao chão, que só há de brincar contigo.
E eu, com toda essa prosopopéia cabeluda na minha mente, só queria te dizer que sem Elizabeth não há necessidade de ter Marcus, não há de haver Icy ox, pois Beth Blue tem de ser dele. Foi o querer bem D'ela que o fez ficar aqui mais uns dias, e sem ela, ele não tem mais o que fazer:
-Ele te ama cara !
-E eu também o amo.
-Mais ele, te ama mais que tudo.
E digo o mais, digo que se você for, eu vou sentir saudades Amor Moreno, eu vou ver que sem você, nada mais tem sentido ou valor, se o seu sorriso não brilhar pra mim, e sua boca encontrar a minha, eu quero é comer coentro pela raiz, porque aí sim, não há de valer a pena nada.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
100º Post - Ato De Misericórdia.
Caro Deus: Eu te odeio.
Sim, odeio-te por estar aqui, me fazendo sofrer e por me fazer ser tão pequeno e ínutil ser, me fazer ser um pequeno ponto do nada, e mesmo assim ter sentimentos mesquinhos e hedônios. Odeio, por fazer eu ter tudo isso, esses feelin's que são pequeninos vermes que carcomem minha pele, e mesmo tendo a certeza que eles sumiram, ainda os sente.
Caro Pai, sua lição de vida me inspirou a vencer, e eu perdi, perdi quando ganhei Ela, quando ganhei Eles, quando ganhei meus olhos, quando ganhei você. Eu sou o maior e pior de todos. Sequer com a qual mereço a lasca de sujeira da tua unha. Obrigado por tudo o que nunca tive, foi eterno o momentâneo, mais, o nosso trato tá de pé.
Odeio por me dar a garota perfeita, com tudo perfeito, até os erros que me fazem entrar em parafuso e escrever isso, ou mais um naco, você é tão bom comigo cara, o que eu fizpra merecer tantas coisas assim ?
Ela fez eu prometer tantas coisas Pai, você mesmo viu, Ela me esgueirou. Eu virei um herói, um perfeito. Pai, aonde eu me perdi ? Eu não fumo mais, eu não canto, eu só tenho poucos. Meus ouvidos ouvem passos sem dono, é Ela que vem ? Ela está longe tolo. Está longe do Som e do Sol e de ti. De tanto ser um idiotas, esquece-te que estás sozinho. Cordeiro Cordeirinho, até ondes pode chegar ?
-No altar do sacríficio, para logo Deus encontrar.
Se eu morrer, que seja a morte mais linda de todas Pai. E que meus olhos voem o mais longe, e que o meu sangue seja onde os cachorros achem algo para beber, e que minha pele cheia de espinhas seja o tapete aonde alguém pisa. Caro Pai, renúncio a ti tudo o que tenho. Meus rouxinóis, corvos e pássaros, não cantam mais, minha própria raposa os comeu.
-Minha cara Moça, você gostaria de casar comigo ?
-Eu não caso com tolos.
-Nem se eu fosse o tolo mais tolo que te amasse ?
-Nem se virasse esperto por um dia.
E se eu morrer em alguma batalha, que o sal de minha boca, lembre o teu doce beijo, assim, eu consiga ficar sério quando fecharem o caixão. EU disse não chore mais, meu doce amor. Eu sou teu estimado, e longe John Riley.
Deus, quando eu morrer, você deixa eu ao menos só ver quem eu amo pela última vez ? Só para ter a última lembrança terrena de quem eu realmente amei.
Só pra eu poder morrer com a certeza que um bulquichone como eu, ainda sim tem a chance de se dar bem, e no aço dessa tua espada de fogo, eu vou me machucar.
Amém.
Sim, odeio-te por estar aqui, me fazendo sofrer e por me fazer ser tão pequeno e ínutil ser, me fazer ser um pequeno ponto do nada, e mesmo assim ter sentimentos mesquinhos e hedônios. Odeio, por fazer eu ter tudo isso, esses feelin's que são pequeninos vermes que carcomem minha pele, e mesmo tendo a certeza que eles sumiram, ainda os sente.
Caro Pai, sua lição de vida me inspirou a vencer, e eu perdi, perdi quando ganhei Ela, quando ganhei Eles, quando ganhei meus olhos, quando ganhei você. Eu sou o maior e pior de todos. Sequer com a qual mereço a lasca de sujeira da tua unha. Obrigado por tudo o que nunca tive, foi eterno o momentâneo, mais, o nosso trato tá de pé.
Odeio por me dar a garota perfeita, com tudo perfeito, até os erros que me fazem entrar em parafuso e escrever isso, ou mais um naco, você é tão bom comigo cara, o que eu fizpra merecer tantas coisas assim ?
Ela fez eu prometer tantas coisas Pai, você mesmo viu, Ela me esgueirou. Eu virei um herói, um perfeito. Pai, aonde eu me perdi ? Eu não fumo mais, eu não canto, eu só tenho poucos. Meus ouvidos ouvem passos sem dono, é Ela que vem ? Ela está longe tolo. Está longe do Som e do Sol e de ti. De tanto ser um idiotas, esquece-te que estás sozinho. Cordeiro Cordeirinho, até ondes pode chegar ?
-No altar do sacríficio, para logo Deus encontrar.
Se eu morrer, que seja a morte mais linda de todas Pai. E que meus olhos voem o mais longe, e que o meu sangue seja onde os cachorros achem algo para beber, e que minha pele cheia de espinhas seja o tapete aonde alguém pisa. Caro Pai, renúncio a ti tudo o que tenho. Meus rouxinóis, corvos e pássaros, não cantam mais, minha própria raposa os comeu.
-Minha cara Moça, você gostaria de casar comigo ?
-Eu não caso com tolos.
-Nem se eu fosse o tolo mais tolo que te amasse ?
-Nem se virasse esperto por um dia.
E se eu morrer em alguma batalha, que o sal de minha boca, lembre o teu doce beijo, assim, eu consiga ficar sério quando fecharem o caixão. EU disse não chore mais, meu doce amor. Eu sou teu estimado, e longe John Riley.
Deus, quando eu morrer, você deixa eu ao menos só ver quem eu amo pela última vez ? Só para ter a última lembrança terrena de quem eu realmente amei.
Só pra eu poder morrer com a certeza que um bulquichone como eu, ainda sim tem a chance de se dar bem, e no aço dessa tua espada de fogo, eu vou me machucar.
Amém.
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