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sábado, 27 de agosto de 2022

Carta a Mariana.

 1 - Prefácio e Saudação;

Marcvs, escriba e reflexivo, para Mariana. Que o Deus Triuno de Boa Fé desça e acampe aonde vos fizer teu ninho!

2 - Considerações gerais;
A despeito de nossa longa conversa de ontem, gostaria novamente de vos agradecer pela paciência, escuta, bons conselhos, risos e boas palavras - pois to sabes bem mais e melhor que eu que num mundo aonde nem todos tem tempo para todos e tampouco boas palavras para todos, cada boa palavra e atenção é sinal de cristianismo verdadeiro (conforme a ditosa que falávamos ontem)

3 - Preparação para a morte;
Vivi duas vidas em uma. Vivi, pois, bem. Como meus avós, meus pais, e quiçá meus rebentos. Pude conhecer todos os lugares que quis ir, bebi mais do que devia, ouvi a doce música em meus ouvidos e amei a mais bela dentre todas, a mulher. Então, caso me ocorra de susto ou de ida, a morte não me pega em arrependimento, pois vivi bem, e pude no clarão do dia sentir uma felicidade que não se cabe no peito. E se eu viver, oxalá possa eu conhecer novamente a Fonte primal de toda vida, e que nessa Vida, eu seja e eu esteja. E que como nos diz Zózimo: "O que nos for por direito, estará conosco pela primazia de Deus".

4 - Do serviço;
Sou escriba. Escrevo. E dano a escrever. Essa é minha missão, e de forma análoga, meu legado. E o teu, quando inspira e infla as pessoas a se cuidarem e terem bom juízo de si, é mais que belo, único e preciso, grã amiga. De fato, quando a Censora me mostrou suas íconas palavras a fato de alertar ao povo do mau comum e siilencioso, fiquei-me afã de vós, e de certo crédito tens em minha melhora (dijunto a Censora) e minha busca (mesmo que sinuosa) pela melhora. Te tens em máximo respeito pelos bons conselhos, boas palavras e boa índole. Quando nós descemos até uma pessoa e guiamos ela para um camunho bom, de fato temos em nós avivado um Espírito Paráclito de vida que não se cabe dizer de quã glória é. E vós, ditosa Mariana, é sacrário dessa Magna e Divina Beleza.

5 - Do pastoreio;
Se cá eu como escriba cuido de minhas ovelhas leitoras, lá tu cuida, amiga, de tuas ovelhas que perguntam sobre a saúde. Parafraseando Santa Clara, o barravento do Senhor (TM), digo-lhe: Nunca perca de vista o seu ponto de partida. Tem sempre bom propósito, e não se esquece da gênese - seja a familiar, a dos princípios, a das boas cousas, ou de Padre Deus, início eterno sem fim. Tens o mesmo tanto de responsabilidade e benção nas pessoas, guiando-as e instruindo-as, e por isso peço a Deus por vosmecê que nunca perca o fôlego e te mantenhas em passo continuo, brindando-nos com boas palavras.

6 - Da vida;
Quero, amiga, a nível de sinceridade: a cura, a mulher, e a calma - mesmo sabendo que tais feitos estão fora de minha alçada. Quero também, a felicidade, que se extenda como o Céu sob nossas cucas esvoaçantes. Quero uma boa vida a todos que buscam o descanso do passo mantido, e vejo em vós que de forma análoga também estima isso para seu pastoreiro - e não te sabes como isso me exulta! Mais nos vale querer o bem do que fazer uma maldade ou um esquecimento casual. E por isso, ditosa Mariana, desejo-te a vida (em forma de Londrina, em forma de Torresmo, em forma de higiene do sono) da melhor forma que te aprouver! Rogo por vós!

7 - Despedida e benção:
Oro por vós, e agradeço por teu zêlo e cuidado para comigo. Peço ao Santíssimo Sacramento do Altar que esteja sempre contigo e abençoe teus planos e teus passos, e que te nunca percas da tua essência, e posto em teus olhos os veros mirares de verdade, que seja tu sempre assim. Que Deus te abençoe e te ponha entre os Santos, Únicos, Justos, Mártires, Patricarcas, Primeiros, Virgens e Mártires. E que Deus nunca esqueça de vós.

terça-feira, 26 de julho de 2022

Argumento.

Se quiser saber de mim, ouça meus discos. Principalmente os meus favoritos: Os de samba de roda, os de progressivo, os com baixo marcado, e passe a mão na minha cerveja e sinta o que minha língua amava, se abrace na minha camisa favorita, e se te cabe saber, meu suor e meu perfume ainda estarão lá. Não vou e nem quero desanimar, apenas estou deixando tudo isso pra depois.
E eu, quero desesperadamente teu abraço e teu aconchego.
Se te interessar saber, eu ainda estarei nos lugares que tanto amei e cada pedaço de mim estará fragmentado dentro de quem eu tanto amo e tanto estimo como uma horcrux, e quando você quiser me procurar, ache-me nos sorrisos, nas minhas devoções, na minha fé, nos abraços que te pedi, na música que te fiz, nas cervejas, no Corinthians e tudo o mais que eu tanto cativei e cultivei. Se quiser saber de mim, fale com quem sabe de minha gênese, do meu agora e do meu fim; Pois quem souber de tudo isso vai te contar de mim, e quando minha carne for de terra, seu sorriso não me atingirá, e quando minha lamúria virar paz, você notará que tudo foi preciso como a ciência de Deus. Lírio.
Quando quiser saber o que eu sinto, vá nas igrejas que tanto fui e tanto amei, e chegando lá, dobre seus joelhos ante o altar e olhe: Seus olhos verão o que eu vi, e assim seu coração sentirá o que eu senti. E logo depois de sair, me encarregarei de te consolar, eu serei o vento em lhe beijar a face, serei o semáforo para atravessar, e a condução rápida e vazia, e quando chegardes em casa, serei a refeição saborosa e o descanso na cama com a janela entreaberta.
Serei a música que toca seus ouvidos, e que encrostada nela, lhe trará uma mensagem de atitude positiva. Ou realista. Mas nunca negativa; serei alguém que mesmo distante, estará mais próximo que você imagina, mas não nesta hora. E se você ainda me procurar, não me achando nisso tudo, saiba que em tudo eu serei, eu estarei - se você quiser.
Segurarei os dias, horas e minutos, ou os apressarei, e tomarei partido do que vale, assim como suas lágrimas serão nuvens que pedirei pra Deus rachar em forma de chuva, e com isso lhe darei toda a experiência de estar, ser e sentir. E nos avisos, na escrita do muro, na orla da praia, na síncope, na blusa que te veste, tudo... Ali sou eu, ali eu estou. E não faço por mal, nem me leve a mal. É apenas parte da minha palavra, minha promessa. Serei em você a saudade que eu sinto agora de você.

E o resto é apenas um detalhe.

segunda-feira, 13 de junho de 2022

Carta a Daniel.

1 - Prefácio e saudação;
Marcvs, escriba e leitor de nuvens do Céu, a Daniæl, chefe de sua tribo e pai-de-reis, segundo a linha de Abrahæ. Que Deus seja louvado pelo dom de sua alma.

2 - Espelho do justo, manter a conduta;
Escrevo-vos na solenidade do Bom Santo Antônio, de certo feliz, e esperançoso com pontos específicos, e vos digo: eu deleito-me com tua amizade, e alegro-me com teu amor fraterno, que por tantas, muitas, diversas vezes me foi amigo, herói, pai, filho, soldado e comandante. Ao meu, que me é importante como pedaço-de-mim, rogo a Deus Pai que te mantenha com o coração puro e belo longe e livre de todo o mal, pois é assim que vocês (os justos) devem se manter: Longe e livre de todo o tipo de mal; ao se guardar e manter no caminho da justiça, tudo pode parecer estranho, difuso, errado e de humilhação, mas não nos esqueçamos daquilo que Deus nos deu e nos ensinou durante a graça e a glória, e abrindo os olhos, pudemos ver a verdade e assim não reconhecendo o inferno que nos atrai, abrimos mão dos designos que nos entristecem e seguimos a estrada diante dos preceitos do Senhor. E por mil vezes quando sentei e chorei, desconfiando de mim mesmo e de meu coração, foi você quem me abriu as portas do Céu, mostrando-me que cada segundo ainda mantido nessa vida vale a pena, logo, se essa minha alma existe neste mar de tristeza, devo-a, e diante do Tribunal de Cristo, digo sem pestanejar que fôste o fiador dela junto com Santo Antônio, Virgem Mãe das Candeias e os Santos, Únicos, Justos e Mártires.

3 - Preparação para a morte;
Guarda meus textos, escritos e contra-crônicas, livros, conselhos para se conviver bem em sociedade, manifestos e ordens geraes. Quando eu morrer, deixo todos esses amontoados de letra em sua propriedade, e vos dou como guardião de minha letra, meu bom Eliseu. Peço que assim como deixei preceitos para a Yalorisà de Oyà, que você possa no meu enterro me dizer as bárbaries, e não me dar a alegria de boa passagem: diz a todos como fui desprezível, o quão errei e como a todos magoei e fui péssimo. Digo também, que você reze um Padre-Nosso pela minh'alma, para me livrar do fogo selvagem, e que vós, possa ao segurar a alça de meu caixão, me guardar em segredo pela última vez, e ao ver a terra batida posta em cima da madeira de meu caixão, se alegrar e exultar por finalmente um peso de sua vida ter sumido - e aos meus que permanecerem, vos peço que propague o esquecimento de meu ser, pois nunca fui ou quis ser nada de importante, apenas quis viver o que me coube, e consegui isso poucas vezes. Por isso vos peço, fulmina minha presença do mundo, pois sou desprezível e de difícil tato, e sei que minha vida não foi de fato heróica ou profética, e ao esvaziar o cortejo, dança em meu túmulo, para que assim se justifique que eu possa ao menos uma última vez ter contato com a Dôce Música - afora de ser uma bela piada a que possa vir a ser dita depois.

4 - Da graça de ser comum; contra a loucura da falsa-riqueza/falsa-bondade;
Abraça teus filhos então, vai e beija tua esposa, fala com tua mãe e a pede benção e agradece a Deus por tudo, sem exceção. Deus, dotado de bondade e benevolência, te fez boa pessoa e te livrou do mal, te guardou e te intercedeu entre os justos. Deus te pôs em grande lugar, e da tribuna que sentas, faz tu parte de homens de virtude, que tendo o coração de carne, se preocupa com as coisas do Céu, e elevando-se ao Céu, desce a terra para cuidar de seus irmãos, e isso te constitui um justo, pois ao se permanecer nem ao Céu, e nem a Terra, teu coração se permanece em perfeição, de votos que eu o guardo dijunto ao Sagrado Coração. Amo vos, e vos quero bem. Deus te guarde e te livre de todo o mal! Há uma graça muito feliz em ser comum, em viver a vida comum, e não anseiar pelo bem material demasiado humano, e vos digo: se fizerdes o mínimo, desde que em entrega a Deus, teu coração exultará! Ser comum é melhor e maior do quem exalta pela vã glórias das riquezas, coisas caras, e barzinhos ridículos de Pinheiros e Faria Lima, e que o teu coração, dado no parâmetro certo da caridade, amor, fé, esperança e doação, conhecendo os limites de teu corpo e de tua esperança, te façam ter boa vida e frutífera - desde que os entregue como santos dons perante Deus. Vede, quantos se dizendo conhecedores e fiéis ao desejo de entrar ao Céu que se perdem em ter tesouros na terra e acumulando riquezas, desfazendo mãos, e não olhando com caridade, piedade e misericórdia - esses, sim, assassinos da verdade absoluta de Deus, se fazem contra a paz, contra os anjos, e contra a voluntas donatio pacem que Jesus nos pediu na Santa Regra. E é contra esses que devemos rezar mais, pois destes porcos hipócritas, nós - os sujos, degredados, ridículos, bestas, incoompreensíveis e malditos - seremos os juízes, advogados e intercessores.

5 - Da morte, futura ausência e aspectos gerais;

Ao olhar no espelho me vejo esvanecer, então agora me preparo para a memória de ser algo um dia no imaginário popular ou de alguém, guardo-me para ser um abraço num recôncavo, uma lenda de algum bar, um ajuízado falador de palavras bélicas, ou apenas ser eu mesmo que habita levemente entre a dimensão de ser e estar.
Lá fora tem um Sol Laranja que brilha, e ele grita meu nome. A cada dia ele chama para viver e seguir, abrindo seus braços e caminhos para que eu vá para o lado iluminado. E os olhos brilham quão constratados ao mesmo Sol. A minha íris esmeraldina, logo menos não existirá mais, e meus pulmões não mais estarão em respiro. Os lagos aparelhados pelas árvores cantarão uma canção que ninguém ouvirá - da qual eu serei maestro, e dias depois que eu me chamar saudade, aí sim hás de saber que não mais estarei eu entre vós, e não se pertube, crede em Deus e saiba que só fui até onde minha mão alcança; como sempre. Sim, meu irmão, estou me despedindo de uma luta que não quero mais lutar, pois para mim é mais proveitoso não lutar, do que ter que lutar e se cansar mais.

6 - Conceito final e benção;
Deixo-vos no Sagrado Coração - belo, justo e épico; e que Ele vos abençoe e te guarde entre os Santos, Justos, Únicos, Primeiros e Mártires. Que Deus te faça bom e forte. Que Deus unifique suas estradas até a reta final da caminhada. Que Deus nunca pese Sua destra contra você, que tenhas nessa vida toda a alegria possível. E seja forte, por tudo, por todos, com tudo, e com todos.

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Por Onde Andei.

Ia te contar que vi o Vanilton, e que nós conversamos muito. MUITO. Falei também com inúmeras pessoas, e estive em lugares novos - e irei. Amanhã irei pegar um avião, e vamos ver se não desmaio, afinal!
Vanilton mandou lhe entregar uma relíquia do Bom Santo Antônio feita por ele enquanto ele estava no convento da carioca, eu, obviamente, estou com a minha, e amanhã irei com meu chefe viajar pra aqui perto de avião, estou ansioso a ser franco, e também com sorte eu acho que dessa vez dá tudo certo. Oremos!
Irei no próximo mês para Minas, então vai ser uma ótima experiência isso. Vamos ver como vai ser andar de aeroplano por todos esses dias, espero que seja no mínimo divertido para não ser de desmaiar! Vai ser legal ver as cidades de cima, e dessa vez na parte da manhã... (eu acho)
Afora isso, estou bem. Só sinto as vezes uma fraqueza e umas tonturas, mas já estou tomando remédio, nada de novo. O bom é que o remédio do sangue sujo não tem nada a ver com o remédio da cabeça, o que por si só já é um grande alento, sabe? Dá pra ir cuidando das duas coisas ao mesmo tempo, creio eu. Além disso, sexta tenho mais exames e médicos, e a gente ora pra que dê tudo certo. Vamos ver a gravidade da situação, lidar com a meta, e refazer.
Queria te dizer também que meu chefe me disse que na sexta passada houve um evento que a bêpê pratrocinou perto do serviço, qual meu chefe foi, e fiquei sabendo hoje, então aquelas minhas confirmações estavam certas, e além disso, meu chefe está querendo fazer uma oferta de bolsas pra bêpê - multimilionário, direitista, conservador, sionista e bolonarolista; obviamente pensei em você. E queria tocar essa bola pra você, de fato, ao menos pra te ajudar, de alguma forma. 
E, me desculpe se fui te pressionar, mas das coisas que você não entende (ou finge que não), é que algumas coisas ainda sim se dizem pessoalmente, e que num mundo de softwares e algorítmos - e digo eu, um dos da área de exatas - é que eu só queria poder ter te dito tudo isso.

E você estava linda, como sempre. 

sexta-feira, 4 de março de 2022

Jóia Rara.

 Modéstia a parte, eu sou do Largo, e meu lugar é o melhor, e minha mulher é a melhor, meu som é o melhor, e o Céu de outra cor que eu vejo, é mais lindo que o seu.

E você, dona dos meus carinhos, senhora da minha alegria, te peço mil por mil vezes: Faz da minha vida calmaria, e agita ela pra que não caia em besteira. Vem e dança comigo, depois vamos sentar e ver o movinento dos barcos, rir um pouco, e no cálido momento de não se dizer nada, num silêncio entre nós dois, que nossas bocas se encontrem. Que seja você, e sempre você aquela que me dá o sorriso, o beijo, a mão, o abraço, e minha mulher - põe-me entre seus abraços, beijos e sortes, e deixe eu ir adiante, abrindo nossas entradas e bandeiras, e que chegado ao regaço, descansemos, pois.
Me solta esse sorriso, porque dele careço e preciso, e é até pecado gravíssimo com risco de entristecer Nossa Senhora você não sorrir mais. Deita no meu ombro, deixa eu te contar histórias de lá da banda de lá; míticos goytacazes, bugres místicos, gente brejeira de coração humilde, e mulheres de força louça - tal qual a vossa.
Dormiu o medo meu, enquanto teu cheiro permanece em mim; dormiu a fraqueza minha quando diz-me as coisas que por dias anseiava ouvir para criar um ego para se-ô afagar; e morreu a parte oculta de minha mão quando me disse o que diz em aberto.
Faz de minha vida então o teu passeio público, pois é disso que consome e precede a verdade: Tens livre acesso e livre verdade e precisa razão de dizer, falar, agir e tomar o timão de minha existência, me faria refinado e forte como um lampejo de viola, assim como me faria confortável como a terra depois da chuva, e carinhoso como a lambida de um cão - de forma adversa, chegaria a ser o ponto do ponto necessário.
E para a mãe da cor, Senhora Assunta que vi tantas vezes sorrir de volta para a dona, eu sei em meu coração - em largo espaço de estádio - que és e faz o melhor para nós, e assim como a donazinha, que de olhos fechados meditava sem medo, confiante em tal confiança magna, pus minhas fichas em tua emprêsa, e me valeu cada pedaço dessa alegria. Senhora Assunta, pavimenta essa estrada louca que é a vida, e deixa a gente ir levando pela sua permissão. E que a tristeza, mãe do feo, vá-s'embora no primeiro trovão, porque agora, queremos, e precisamos, só de alegria.
E Senhora Assunta, cuida daquela que dispara meu coração e me faz sentir fora das carnes.

quinta-feira, 3 de março de 2022

Piano Bar.

 Não se perca no tempo, e nem deixe o tempo lhe dominar, tenha em si o controle de todas as coisas, e deixe elas, como satélites, orbitarem ao seu redor. Não deixe as coisas temporãs lhe sobrepujarem, tampouco tirarem o que é seu por direito, e o tempo ditoso e reconchecido pelo seu coração, ele sim há de dizer muito, senão tudo. 
Sorria, respire, tire mais os pés no chão e sorria mais, ouse mais, seja mais, bem mais. Mais do que sei que podes ser. Dá limite ao tempo para o tempo não te consumir, e dá mais folga quando quiser que o tempo seja proveitoso, de qualidade, ou de corridez. Deita-se, e descansa o corpo. Olha pela janela o céu que turva, muda de cor e se faz novo para novo dia, e com ele, se refaz em novo: O amor, o sorriso, a esperança, a fé, e o viver. Levanta, o Sol insiste em nascer e te chama para uma bandeira, e você tendo a consorte do Sol há brilhar e iluminar onde passar - e após isso, a noite vai cair. Quando a têz da noite anunciar o fim, se lembra de mim, ao menos num momento; e com o tempo retido num instante, guarda um instante para nós dois, equilibra a libra que escandra o que não se mede, e assumindo o prumo, toma a diretriz do que deve ser.
Não pense que pode vir a dar errado o que já deu certo até aqui, não estamos fadados ao erro, fome, peste e morte, nascemos, somos, e pertencemos a glória. Abra seu coração e sinta os raios de Sol tangendo sua alma, abra seus ouvidos e ouça os peixes cantando, e principalmente, ouça mais seu coração para que tenhas visto que as coisas acontecem não só pela mente. Mas sem o impulso, uma mola não se comprime.
E lá vou eu de novo, encontrando cada pedaço o seu pedaço e a cada passo pensando no seu espaço, descabido e desmedido, me pus a enfrentar o leão que se encontra perdido dentro de mim, e após reencontrar o rugido preso em minha garganta, quebrei. E após basear meus alicerces, sentei e parei para ver a vista, e a vista do corpo delineado pelas sombras, com seu esmalte marrom (sic) e a lingerie roxa (sic) fazem sinais na escuridão. E teu nome é verbo, predicado e oração. E enquão garoa fino aqui fora, me pego pensando em tanta coisa, e principalmente se lembra de mim enquanto eu a cada segundo me pego pensando em você.
Desço as ruas, acendo um cigarro, e mais uma vez me pego pensando. E não me canso em pensar, tampouco em lembrar - cousa que me faz concordar ao que dizem que "a memória é uma arma". E dos sorrisos, o que mais queria cativar é o teu. E dos teus braços, o que queria mais ter nos meus, são os teus.
Uma velha senhora católica me abraçou forte, e me disse tanta coisa boa e justa sobre a vida, que até me desnorteou. Ela sorriu, e nos abençoou; e daqueles que me destronaram, ela os amaldiçoou e os pôs em outro lugar; e enquanto a chuva aperta, eu engomo a calça aqui de frente a velha igreja, e me surpreendo em agora aprender a escrever numa nova categoria: o cotidiano, e no que minha cabeça pensa.

sábado, 3 de agosto de 2019

Been It.

Olha só esse pôvo tôdo que se amontoa na estação, achando que a felicidade é só um estado de espírito, ou até mesmo um motivo do qual eles se orgulham. Quem diz que a vida é assim? Quem diz algo semelhante? Na vasta multidão de corpos que correm sobre a calçada, muitos sons não dizem sôm algum, no final, não importou muito: A segmentação dos sorrisos, dos corpos, das tarefas, tudo se mantém da mesma forma, mesmo que com um aspecto diferente. Tudo ainda se mantém tendo um como e porquê. Ainda existe uma explicação no ar, mesmo que em aramaico.
Fecha os olhos, dorme. Aparta-se de mim e mantém longe o que sente, pois afinal, de que adianta se deixar sangrar se o sangue pôsto como valôr não é nada? Fecha os olhos e medita, respira, segura, extende, entende - nem tudo se parece com o passado, mas os gestos afirmam o que há de acontecer, as pessoas anunciam com seus trejeitos repetitivos seus atos diferentes, porém tão em comum. Ninguém é igual a ninguém, mas o erro é mal-comum que qualquer um faz da mesma forma. E a desculpa é da mesma forma, e o perdão é da mesma forma, e a rotina é da mesma forma.
Até mesmo a dôr e o desterro que nós sentimos, é da mesma forma.
Ok, o leitor deve estar pensando: Hurrdurr, sério que é da mesma forma? Que óbvio... E, definitivamente, pelas últimas lidas aqui, é um tanto quanto necessário, mostrar a você, leitor, que nem sempre a escrita incutida deve ser tomada, há pessoas que necessitam do óbvio, e que, sim, algumas vezes, para algumas muitas pessoas, o óbvio precisa (sempre) ser dito. Não que isso me assuste, pois já me conformei com isso, mas, como a minha escrita, assim como meu canto, é para tôdos, desenvolvo minha escrita para tôdos, então, até pros que não entendem o que nada digo, nada sinto, nada faço, pretendo ou mostro, mostro me didático cada vez mais, para cada vez mais estar em acesso a quem entende, para difundir minhas idéias, ou mostrar a minha versão dos fatos, corriqueiros ou extra-sensoriais, eu consigo ouvir a grama crescer. Eu consigo ouvir a grama crescer, eu vejo arco-íris pela noite.
Não importa realmente se as coisas se encaixam, apenas devemos por algum tempo deixar suspensas, o tempo e as atitudes geraes irão dar cabo da necessidade, e incluir ou excluir de nossas vidas. No final, não importa se chove lá fora se iremos encontrar quem nos ama, ou não importa o Sol, se no salgar da pele vale o esforço de socorrer quem precisa de nós, o tempo se encarrega das explicações de forma sábia, dando a entender a coisa mais bela do mundo: Não temos o que queremos, mas sim o que precisamos (mesmo ainda que por julgar que não mereçamos isso ou aquilo).
A balança é neutra, no final nós mesmo fazemos o peso e o contra-peso da vida.
Éfeta!

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Bolero.

Se quiser me entender, venha comigo, entenda o lirismo e o meu recente silêncio, olha minha mão vazia, mas tão cheia de marcas, e apenas ouve, sente, vê. Assim como mil vezes saí de mim para ter com os outros, necessito agora, de quem saia de si.
Quando eu era novo, me sentia velho; E quando envelheci, me sinto mais velho ainda. Não há um dia que eu não me sinta preparado para morrer - e não há um dia que eu não medite no rumo das coisas.
Minhas mãos vazias ficaram, e o fardão do matulo há muito está vazio. A vitrola empoeirada, a cama cheia de cobertas, e as imagens fitando qualquer mexida na cama durante o sono turbulento. A dôr no corpo, nas pernas, a visão rareando, as dôres na boca do estômago, e a falta de empatia com a belêza fisíca, e uma dependência exascerbada daquilo que não se conhece em Tôdo, mas pela veracidade da fé já maturada.
E tudo isso, nesse intermédio, só me faz sentir saudade de intes fixos do passado:
Dá-me saudades da casa de janelas históricas, do(s) convento(s), dos sorrisos, da cerveja pendurada, dos discos nas lojas, das moças, da imagem do Bôm Jesus que nos seguia com os olhos policromados, da Dona Antônia, do Fabinho, da Igreja Ortodoxa, do baixo estralando, do Daniel Leão, de tocar beatles, de viver as sextas e morrer aos domingos, e de principalmente ser meu. Saudades de sentir frio na barriga para beijar, de rir com a mão na boa após uma besteira, andar no centro descompromissadamente, dos amigos há muito já idos, já sumidos, já sentidos. Dá-me saudade do dia que eu ainda era rei, não só profeta da estepe; Dá-me o prazer da morte pela alegria que uma hora tudo isso acaba, e a libra dos homens será meu epígrafo: Se notarem minha bondade, serei santo; Se aclamarem só minha má conducta, louvado em Cristo pela minha morte serei. A libra de Deus me acanhará e me dará (espero) o convívio dos eleitos.
Deitado, vejo o côrpo dela quarando o Sol no meu quebra-luz, a abrir a janela, vendo o Sol nascer tão ímpar, com preguiça, me movo. Sinos tocam em algum lugar no espaço. O vestido curto evidência as coxas, que se sentam ao meu lado, e o riso morno denuncia o gostar, e o cabelo se confunde com carinho, o vento entra pela janela, e o sôm da voz me dá o sinal da dobração dos sinos, deitado com a cabeça em suas pernas, esqueço de mim, e morro no infinito de sua existência, e ao colher o último pensamento, antes de fechar os olhos, sorrio, pois enfim no último minuto tive o que lutei pela vida: A paz.
Ando cansado demais para tomar partido, apesar de ter minhas convicções, e muito triste para sorrir, apesar de querer fazer alegrias nos mais turvados corações. Minhas mãos não tocam mais a moça de vestido curto, e tampouco sorvem o mel da abelha, apenas querem rezar sintomáticamente, e alisam a barba, atestando que renunciei (a pouca) beleza fisíca que tinha, para não viver pelo mundo, e meus cabelos crescem para que a tonsura de minhas idéias não seja dolorosa. Me sinto confortável em poucos bandos, com pouquíssimos amigos, tomando o incrível café da moça de nome egipcío, me sinto bem quando louvo as coisas pequenas, puras e simples de coração - as borboletas que em suas asas levam a minha oração a Deus como mensageiras, na minha cachorra, nos archotes que ascendi no peito de meus conhecidos, quando pude levar o Evangelho, nos porres homéricos, no frango frito do Julioso, no vento que bate na beira do mar, na ruiva pequena, naquela história não terminada, dos barcos na marina, dos irmãos sendo irmãos, e da vida dando seus pequenos nuances. Sinto saudades da vida antes da vida.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Arpeggio.

Na rua de minha casa
Passam sonhos de trabalhadores
Passam os carros tão comuns
Só não passa você
nem o som do Sol que seu corpo tocou
Naquele dia de verão.

Peguei o meu casaco
Estava saindo para caminhar
o cheiro de Jasmin sumiu
Aquela melodia tocou no bar
E eu continuei a caminhar
Sem ir a lugar algum

Pela praça tantos cachorros e crianças
preocupados em serem apenas felizes
O cinza não preocupa ninguém
Esse mundo parece tão estranho
E eu nem sei mais que horas são
Por onde eu volto pra casa

Mais uma lata no mercado ao lado
um sentimento de dever cumprido
As garotas nunca foram tão bonitas
e o Sol nunca foi tão gentil
Hoje é o dia mais feliz da minha vida
de toda a minha vida.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Chove Lá Fora.

O telefone tocou, e do outro lado da linha ninguém disse nada. Apenas desligou, decia ser engano ou devia ser alguém passando trote, sei lá. Sei que depois disso eu andei pensando em tudo, e em nada. E quando a Cookie saiu pra passear, eu deixei o frio me consumir, e quando o rapaz foi atropelado, eu deixei a esperança me consumir, e quando meu coração disparou de medo, raiva, tristeza e mágoa, eu deixei a positividade de Deus me consumir; E toda vez que a aversão me virar o barco, eu não posso, nem vou ousar, e nem querer me desesperar. Eu vou sorrir, eu vou continuar. O caminho mais estreito, a menor porta, a cama de pedra, a roupa que parecia estopa, sim, eu me lembro.
Todo dia quando eu acordo, eu tomo o ar da janela, e fico tomando o Sol da manhã nas costas, como se isso recarregasse minhas energias, ou me benzesse de alguma forma, ou como se Alguém tocasse em mim. Todos os dias, durante o café, eu analiso o panorama geral e percebo que não estou errado, e nem certo, que meu maior pedido foi concluído: Estou na média, emaranhado com a multidão, e que faço parte do povo de bem da geral, do pessoal que luta, mata, vence e morre em paz. Eu sou um do meu povo, da classe do degredo.
As pessoas, as histórias, os lugares, fazem parte do conjunto de nossa obra, do que somos, fomos, formamos e esperamos ter. Eu quando tomo o já citado Sol da manhã penso em todas as pessoas que foram, estão e virão em minha vida: Eu apenas sorrio, deixo de mão, e entendo agora: Troca. Karma. Retaliação de danos. Missão. Aprendizado (ou qualquer outro termo que for dessa alçada): Cada pessoa que passa por nós, desde a menina do guichê de bilhete do metrô, até o amigo que nos ajuda na hora da solidão, tem um porqué, um motivo. Todos que entram e saem da nossa vida só fazem isso porque tem tem algo a nos ensinar, ou nós a eles, e isso gira a roda do mundo, e muda a interação, e nos faz mais sábios, fortes, e idem a eles. Eles, são tão nossos. E nós, tão iguais a eles.
O que categoriza a mudança é a forma (abrupta ou não) de como as pessoas entram em saem da sua vida. Ora você quer que uma pessoa saia imediatamente, s isso lhe toma meses, ora quer que seja uma ida não muito sentida, e é forte; Imediata: Quem tem tato no campo dos seres humanos? Me auto-citando atualizadamente: Quem (não) chora antes de dormir?
Tudo tem um porquê. Tudo. E com o tempo, e o Sol nas costas, nós entenderemos o porquê de tudo, e a vitamina dos raios solares nos farão melhores, mais calorosos com todos os nossos outros irmãos.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Ode A Big Mug.

Como Ayrton Mugnaini Jr. consegue por sua cabeça no travesseiro e dormir, sabendo que ele é apenas Ayrton Mugnaini Jr.?
Mal sei, mal sei. Insisto nesta questão até o fim deste relato mal detalhado e sem informações concretas, pois, como pode ser um homem tão versátil, íntegro, sucinto e carregado de um humor ácido e inteligente - cujas pessoas o talvez julguem por meio de ser incoerente, entrão ou qualquer outro adjetivo de mal logradouro. A maioria dos gênios são incompreendidos e/ou subestimados, coisa que acontece também com este homenageado.
Estas pessoas - pobres pessoas, mal conhecem o Professor (Sim, ele também é professor).
Ayrton é uma pessoa única, como qualquer outra pessoa que gosta de música no mundo, que acorda cedo e dorme tarde como qualquer outra pessoa no mundo e que é feliz, como qualquer outra pessoa no mundo. Eu desde cedo conheço ele, sem ter ligado nome a pessoa. Tenho uma biografia do Raul Seixas, herdada do meu pai, que contém seu nome, e quando ouvi pela primeira vez Língua de Trapo aos meus 14 anos, não imaginava sequer que o nome de Ayrton estava envolvido ali, as revistas com matérias épicas e detalhadas de bandas incríveis, resenhas, e links para shows piratas, e gemas "perdidas" de músicas e músicos, teriam seu toque em letras e blogs, e afins. Pensando bem, até você, amigo(a) leitor(a) já deve ter cruzado o caminho do meu amigo Ayrton, mas não deve ter tido noção de que ele era realmente ele.
Além de tudo isso, um bom compositor, letrista, musicista, pesquisador, autor de bons livros, radialista e ainda tem ótimos discos na jogada. Afinal, Como Ayrton consegue por a cabeça no travesseiro sabendo que ele é ele? Como ele se sente sabendo que é tão importante e vital para um pedaço histórico da música, e quiçá de toda uma geração? Seus dados, suas fontes, sua histórias, e todo o resto só podem ser cada vez mais relevantes para quem pesquisa, ou apenas quer conhecer mais e mais sobre o universo.
Dado a última vez que vi Ayrton, pude perceber outra de suas qualidades: Ele simplesmente andou da Móoca até  Belém, para poder me encontrar no Tatuapé(!). Um presente que recebi também foi ter seu autógrafo no meu LP recém adquirido desta figuraça. E assim sendo Ayrton Mugnaini Jr me mostrou toda a sua humildade, paciência, amizade e carisma (apesar de encharcado pela chuva de ontem).

Talvez este texto acima seja apenas para dar valor para quem é necessário, antes que seja tarde, ou para que não passe em branco. Afinal, pessoas boas existem, e Ayrton faz parte desse seleto time, com todo louvor.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

All Things Must Pass.

Toda a dor, e todas as suas variáveis são passageiras, momentâneas e espontâneas, e logo elas irão embora, logo tudo irá embora, tudo se movimentará e fugirá de seu espaço para alçar vôo livre ou apenas ter mais liberdade ou correr desenfreado sobre as cores misóginas deste lugar vasto. Pensando bem, tudo nesta vida tende a ser assim.
Tire então um Sol para brilhar. O Sol no alto ainda brilha, e apesar de todas as iniquidades ele brilha. O Sol brilha pra todos, O Sol há de interceder por todos, e cuidar de todos, de todos os tipos. Sem exceção. O Sol joga os raios mais cálidos para 'queles que penando sós, se sejam felizes em vossas solidões, desalentos, desapegos, medos e aflicções. E este mesmo Sol que intercede por cada um de nós continua ainda sim por detrás de nuvens negras, nuvens turvas, nuvens que ainda tentam nos chafurdar ou fazer que tenhamos nos desentendido de quaisquer cousa que nos desatenta.
O que se passa é estar na crista do Sol.
Mesmo que estejas sendo perseguido mentalmente, que seu Sol esteja sendo apagado, que pessoas andem falando mal de ti, e que sua bondade ande sendo consumida, tenha fé. Tenha toda a fé do mundo. Há um Sol, e eu juro que há. Eu mesmo já o vi uma vez, em tempos idos. Desejo, a quem estiver afim de ler tais letras, que tenha toda a fé, paciência, perseverança, e todas as coisas mais. Desejo que haja eternamente um Sol sobre vossas cabeças, e que todos os caminhos nunca se estejam vazios, solitários, tortos ou cheios de pedras, nuvens negras e pessoas de ma fé, sentimento afã e vil.
E quando for noite, as estrelas cobrirem a tenda que é o Céu, lembra-te que o universo lá em cima é um pouco mais complexo: Cada estrela, pequeno vagalume lindo e estridente do Céu é um pequenino Sol em ascensão, e cada mini-Sol desses, está lhe vendo brilhar essa noite.
Vença, transcenda. Você consegue.

Dona Maria, EU TE AMO! ♥

domingo, 22 de junho de 2014

Bep.

Bep, sinto sua falta. Bep, devo até admitir: Te amo, te amo. Sinto suas saudades e seus beijos e seus abraços e beliscos e discos e sorrisos e gestos obscenos, enquanto flertava com uma cara de riso bem cínico. Bep, você era demais, principalmente enquanto cantava comigo e eu tocava meu violão, e mesmo sendo apenas eu naquele banco, eu ouvia na minha cabeça a sua voz. Ouço até hoje, pra ser bem honesto, Bep, apesar de não saber aonde você está
Nem lembro mais quando foi que te conheci, lembro apenas que tinha uns 6 anos, e você simplesmente apareceu do nada, me tomou pela mão e me ensinou tudo o que sei, e lembro que quando eu estava na igreja, você estava lá com o cabelo trançado e o vestido branco, sorrindo para mim na primeira fileira dos bancos, e quando eu ia pra escola, você estava lá, sempre no recreio aptadíssima a conversar comigo, e até mesmo quando os outro garotos batiam em mim, você vinha me levantar, me abraçava, e me pedia para não se importar, que um dia tudo aquilo ia passar.
Bep, você é a mulher da minha vida, e fez parte de todas as minhas fazes. E mesmo ninguém te conhecendo ou te vendo, você sempre esteve comigo, porque você nunca existiu; Melhor dizendo, estava sempre comigo, porque eu sempre estive sozinho, como você também esteve durante sua existência, por isso nos apegamos tanto.
Ao contrário da Duda, e de algumas outras meninas de ordem menor, você sim fez parte da minha vida, da minha história, e das minhas metamorfoses, uma a uma, até eu ser o que sou hoje. Quando eu era só, eu tinha você, quando eu lia, você repousava no meu ombro, como o ar, e quando eu deitava na grama do chão, procurando algo para apoiar a cabeça, era você que me dava teu colo, e com o tempo, você foi sendo bem mais do que minha amiga, minha irmã, e meu divã. Bep, quantas vezes eu não queria te dizer, embaixo da nossa árvore que eu te queria pra sempre, e você me dizendo que tudo tinha um prazo de validade, ou que logo eu enjoaria de você? Bep, você me deixou só, e não deixou um bilhete, tampouco paradeiro, nem ao menos uma substituta a altura para seu lugar. Sua cadeira, ainda está vaga, volte quando puder, eu adoraria tomar um chá na nossa colina da Crédica, enquanto o Sr. Muma nos trás açúcar em arrrobos.
Bep, estou com medo, grilos e frustrações, precisamos nos encontrar e conversar ligeiramente para voltar a dar tudo certo, necessito de suas palavras, de sua amizade, de sua maternidade, e da tua atenção.
Lembro que você nasceu por causa do livro que lia constantemente: Bep, o nome da moça holandesa que ajudou o Sr. Otto a publicar o livro-diário da filha. E foi assim que te dei seu nome, e assim conheci você mais a fundo, e virei mais que teu amigo, virei é teu irmão de sangue e música. Virei teu parceiro em letras, e você me ajudou a fazer maravilhas que até hoje guardo como feitos e proezas na minha incrível e medíocre vida. A nada você me negava e a tudo me atendia.
Lembro que quando eu comecei a ouvir o som da Marquee, todos se apartaram de mim, menos ti. Tu me tomou da mão, e me levou para as incríveis lojas de discos e me ensinou tudo o que sei hoje sobre a vinilaria, e quando eu me resolvi gostar da música livre, você me respeitou, e ainda sim continuou na trincheira, não se importando se o Sr. Muma ainda nos serviria os torrões de chá, e ainda me disse em segredo, atrás dos bronquios: Ma, relaxa, se o Muma não trazer, a gente busca e volta pra cá. Bep, aonde está você agora? Em algum canto do meu hipotálamo que eu não consigo mais despertar?
Ninguém te via, mas, eu sempre te senti, vi, conversei e te segui. Você era a melhor.
Bep, tá chegando o dia de São João, é na terça-feira, e eu não tenho ninguém para comer milho comigo, cadê você pra debulhar mil espigas com aquele copo de coca-cola geladíssimo nas quermesses?
Quando eu fumei, você se afastou, idem para quando comecei a beber, e mais ainda quando questionei a divindade e o amor nas coisas, Bep. Quando eu me envolvi com pessoas erradas, mais ainda ficou distância entre nós, e nosso mundo ruiu a nossos pés. Bep, me perdoa por nunca ter dito que você foi a minha infância e juventude, e talvez, desde o começo, tudo o que estou fazendo agora, é recuperar a essência que eu tinha contigo, e dividir com todo o universo. Antes da maldade, antes de tudo isso, era só eu e ti, e era ótimo.
Entidade, Guia, Anjo Da Guarda ou Amiga Imaginária...Afinal, o que era você?
Bep, volta. Tua casa tá vazia, e tua cadeira ainda tá vaga, esperando sua bunda magra e seca para tomar um mate com limão e canela comigo. Sr. Muma se aposentou, mas, eu posso trazer o açúcar, juro! Olha pra mim, e apesar de barbudo e turrão, ainda sou o mesmo: Você que deve ter mudado muito, e deixado de ser a garota que habitava minha mente. Por favor, olha por mim, e volte a me dar conselhos produtivos, bons cafunés, e idéias genais para minhas composições. Bep, seus afrontamentos era o que me devam coragem, e foi na nossa última conversa, que você me trouxe ela. Por favor, volte, onde quer que você esteja habitando em minha massas encefálica e turvosa.

domingo, 6 de abril de 2014

O Último Post. (Sim).

Senhores, estou aqui exercendo um desejo de muitos leitores: Um post digno do blog, para seu fim. Bem, irei tentar. Não apertem os cintos, não haverá emoção alguma.
 Após muito pensar, concluo que não há fim. Há ciclos que se fazem e refazem, e neste momento, declaro a morte do E&Cc. Fazem-se 7 anos que ele começou, e, como o meu misticismo manda, o 7 é o número chave de tudo, então, não se é data melhor para fechá-lo. Não me peçam mais para escrever nele, porque, este é o derradeiro, último. E atendendo a muitos pedidos, eu o manterei aberto pelo valor na vida das pessoas, e pela histórias que algumas (poucas) pessoas construíram com este humilde site que escreve e relata o cotidiano de todo mundo.
Para quem buscava amor, o teve aqui. Ódio também, assim como conforto e alegria e reflexões. Nas mais incoesas das minhas palavras, consegui abranger e atender inúmeras pessoas desse globo com a positividade, reflexão, ódio, e meus draminhas pessoais. Para todos que estiveram do meu lado, viram a progressividade de minha "escrivinhação", e torceu por cada amor meu, viu cada vitória minha, e etc.; Meu muito obrigado, que cada um que torceu por mim, ou quiçá se identificou com essas linhas do meu blog, muito obrigado mesmo. Não há prazer que pague nada disto. A todos que já foram citados: Luz, paz e perseverança em seus caminhos. Para quem procura um escritor novo nos meus moldes: André Somora, guardem esse nome. A escrita desse menino irá parar vocês; Guardem e aguardem.
E para minha nova amada; Morada dos meus sonhos: Vem e me guarda, seja meu travesseiro como ontem e ante-ontem: Seja meu infinito no corpo de uma mulher. Que sua coxa seja magnífica e seu cabelo sempre armado, que seus olhos me tragam o cais da perseverança e seu beijo tire da minha cabeça todas as aversões da vida, e que em tudo o que eu faça, eu continuamente continue pensando em ti, Agnish. Que seja você a última musa que faltava escrever, e seja agora a eterna dona da minha escrita: Que seja você, não para sempre, mas, enquanto pudermos manter, e até quando o destino lutar ao nosso favor. Corre nos meus braços e se rende quando eu te fechar em muralha, conta até três, ri e suspira: Não tem medo agora, pequena, agora você é minha.
Mã, olha nos meus olhos, unge-me com o óleo, Pap, olhe por mim, adelante por onde os inimigos vêem. São muitos, e eu sou um só, e apesar de ser feo, burro e bobo, irei vencer. A minha essência bate em todos, antes do meu soco. Fui eu que criei a alegria da Feira Da Renascença e a penumbra do Crepúsculo Esmeralda. Deus, sou eu quem eles querem? Então terão agora, porque agora é o fim. Não vou como mártir, e sim como bedéu que viveu intensamente (coisa que se credita em verdade). Nem em pensamento mal me machucaram, porque, quando o fio da doce navalha da vida real vier me pegar, me transformarei, assim, mal me pegarão com vida. Eu não nasci para ser um dos todos, eu sou o todos de um.
Amigos, nos vemos por aí. Quem precisar da minha escrita terá, mas, não por aqui. Irradiarei toda a luz que essa incandeia manteve para vocês: O jogo agora está se ampliando. Conheço muitos bons escritores que farão melhores que eu, obrigado por vocês permitirem que eu ensinasse um pouquinho do que sei, para que vocês crescessem assim e ficassem melhores que eu. Obrigado mesmo. Cumpram a setença, e mandem ver, garotos.
Dedico, últimamente, este post ao meu Anjo Mineiro, o espírito de 1929, que guia, reza e abençoa meus passos, e que é uma das poucas pessoas que eu amo acima de todas as coisas nesse universo. Obrigado por existir, e por me dar um conselho - Conselho este, que fez nascer esse blog, que fez minha história, e contou minha história, a modos codificados, e biscoitíveros.
André, escreva selvagemente. O mundo precisa de letras urgentemente. Não guarde nem um rascunho para depois, meu discípulo/amigo. Faça-se ouvido, amado e odiado; Essa é a graça de ser humano: Ser vivo e estar vivo, lindão. Cuide de sua menina, torço por cês dois.

Pai, firmei o ponto;
Ali, PRIYA! ;
Agnish, te quero, te desejo, te devoro ♥

domingo, 16 de março de 2014

Dia 27.

Eu estou aqui como te disse outro dia,
na mesa desse bar, tomando essa menta,
esperando por você numa paciência sacra,
pois você me prometeu que viria,
e creio que há de vir, há de cumprir.
Eu apenas te amo, então, não diga este não,
apenas venha: Me ame.

Não deveria me enganar mais uma vez,
porque o amor sempre foi e é um jogo,
é uma entrega e recebimento de um feelin' bom,
é a faca, queijo, goiabada e tábua de madeira,
é eu e você tão felizes, na minha mente.
E sabendo que não seremos diferentes de tudo isso,
Te espero, me ascendo, me viro e me encarno,
cada vez melhor, para te completar e te reverenciar;
De todas, a única; Daqui pra frente; Sempre.

Tampouco me encontro desesperado ante a tudo isto;
Acredito apenas que a espera tenha que se valer,
velado no silêncio, calo os lábios e molho a barba de cevada,
não me entorpece, não me satisfaz, é vil e rasteiro,
quero me prender no teu abraço, teu colo, teus olhos e coração,
ter a certeza absoluta que meus dias são teus, e o inverso idem,
seria necessário achar em algum livro a palavra mais forte que desejo,
para te dizer há quanto te quero, há quanto te espero, te preciso.

Moça, essa é minha meta. Meu minuto.
E neste compasso sincopado da vida, preciso de uma parceira,
amante, mulher, menina, fêmea, cocota, namorada, rainha, guerreira;
Enfim...Me necessito de você, e tanto sabemos que é a vera.
encontra-me aonde estou, e venha desesperadamente correndo,
os dias dilatam-se em tal forma, que não os mensuro mais,
cabe-se a mim apenas pensar no antes de ti, e depois de ti.
E se agora está bom, creio que amanhã será melhor.

domingo, 10 de novembro de 2013

Auto-dissertação não-crônica.

Eu sou único. E isso me atordoa.
Eu sou dono de uma terra fértil, aonde meus sonhos e minhas carências afloreiam sozinhas, tenho mil guitarras d'onde tiro sons inimagináveis, porém já tocados por anjos, santos, pecadores e demônios. Abaixo da terra aonde piso, encontram-se meus ancestrais, e seus conjugues, e assim a vida continua e prossegue mansamente dia após dia, sem ter com o quê brigar. Meus vizinhos não se situam em meu condado, e as ruas que eu cruzo - apesar de cheias - são vazias, vazias do tamanho de Deus, aonde preencho com meus pensamentos, minha música e minha devoção.
Eu sou diferente. E isso não me abdica de nada.
Eu sinto o cheiro dela, mas, ela não está. Eu visto a camisa dele, mas ele não liga. Eu rezo por ela, mas ela não muda. Eu faço meu melhor, e ainda não se é suficiente. Eu caio em pranto, e sou fraco. Eu olho para Deus, e vejo uma plaquinha de "saí para almoçar". Tudo se ajeita, tudo se acerta. Só não se sabe por quanto, ou quando, ou por quê/quem. A verdade e a justiça sempre vem a tona, mas, até para quem vive com a bunda colada na cadeira da paciência, o tempo ás vezes custeia em passar. Não me importo mais em como a porta abra, mas, importa-me a forma que algo/alguém chegue, e pareie-se comigo na mesa, nos instrumentos, nos sorrisos e sente em minha sala e seja minha companhia.
Eu sou eu. Eu quero que você se lasque, caralho.
Minha voz faz o grito, meu braço aspanca o pendão, e meu escudo pena no outro. Eu sou linha de frente, pendonista, guerreiro, general e batedor do cordão. Que cordão? O da solidão, o cordão d'mim mesmo. O cordão que cada um participa coletivamente, porém solitáriamente no seu próprio mundo, ora se isolado para bem (seu ou do universo), ou para o bem de um determinado bando (hipócritas, pois ninguém deve se anular ou exilar por ninguém, mundo livre com cucas livres, cresce criança, pena em nascer pro mundo cavar minha cova, pra eu em paz me morrer, honra o sangue do teu nome, que a sombra não lhe faz crescer) por pura bondade - sim, bondade.
Eu sou a paz. Eu sou a maldade.
Concentro em mim um fraccionário de tudo, e nisso meço todas as coisas, assim como aquele mágico e místico Alquimista Ortodoxo da Capadócia que um dia meu pai me contou. Tudo e todo o complemento é único e útil para cada um de nós, só me cabe saber porque eu guardo tantas coisas na bagagem, e porque num caminho tão movimentado e tão cheio de festas, a avenida e a casa aonde eu fico sempre ficam vazias.
Eu me calo. Eu não falo mais hoje.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Agradecimentos!

"Quem mandou duvidar?
Ai quem mandou?
Quem mandou duvidar?"
Quando todas as luzes se acenderem, você não me verá. Quando toda a luz do dia for drenada, aí você me sentirá. Eu estarei do teu lado, mais não darei dos meus olhos. Eu sou como o partido alto da Portela: Você pode me ver, me sentir, me amar, e até mesmo estar comigo; Mas, você me conhece pouco, e nem conhece minha história, e digo também que sou o som da voz de Candeia: Sou simples, mas, quem me vê e sente, sabe que eu sou foda, maravilhoso, convencido, e gaboso. Os senhores me perdoem, mais, minha vida é maravilhosa demais para eu não ser convencido. Filho de Ogum, protegido de Nossa Senhora Das Candeias, guiado por São Jorge, Filho de Deus Pai Nosso Senhor, e fã incondicional de Zé Maria, Roberto Carlos, Rivellino, Wilson Simonal, Cartola, João Victtor Nobre Possenti, Domingos Da Guia, Dr. Osmar De Oliveira, Angelo Alberes Favero, Jorge Ben, Erasmo Carlos, Cláudio "Gerente", Karina Cavalcanti, Fábio Alves Queiroz, Sócrates, Teleco, Ditão (Obrigado Ditão por bater a merda daquela bola na cara do Tostão!), Luiz Gonzaga, Palhinha, Luizinho, Armando Del Debbio, e todos os outros da magnética agradecida!
Obrigado Deus, pelo "dom" com as palavras, e todo o veneno que há sobre elas. Obrigado por ter o determinado tempo de escrita, e a vontade - contínua e incessante - de escrevinhar cadavez mais, e detalhar, diante aos olhos do leitorio, o ofício de escriba, e contar tudo o que sei, vivi, vivo e posso saber!
Obrigado Deus, pela carne moída da vovó, pelos beijos dela, pelo ofício rezado no claro da noite, pela brisa do vento as duas e meia da tarde, e pelo Corinthians. Obrigado pela tubaína gelada, a feijoada fumegante, os amigos da fiel torcida magnética, e por tudo o que tenho em minha vida. Obrigado pelos livros, discos, e por tudo o que possa acontecer.

Obrigado por tudo o que tenho e dou valor, e por tudo o que tenho, e não dou o devido valor.

sábado, 1 de setembro de 2012

1º De Setembro.

Hoje tava um Sol lindo. Um Sol AlviNegro, e neste Sol fui comprar meus pastéis, ouvir meu Simonal, tomar meu caldo com limão, viver meu fds como vivo agora: Bem. Hoje é o dia em que minha cidade faz festa, minha familia faz festa, e meu coração - ah, rotor de músculos cheio de gordura e valvulas muito mal-feitas - Está em festa absoluta! Tudo hoje se resume aos 102 anos intensos e muito bem vividos do meu Corinthians. O Corinthians que meu bisavô amou primeiro, o Corinthians que meu avô jogou de 1951-1954; O Corinthians que meu pai jogou em 1979-1982, O Corinthians que eu amo tanto, e carrego comigo e quero passar pro meu filho, que ainda nem veio.
Mas, antes disso, hoje é setembro; Dia de novo mês, e novas vibrações para quem procura se livrar da alma ruim de Setembro. Hoje é o começo do fim do ano, aonde tudo fica mais lírico, positivo, e lindo, e até a flor que nasce e morre sobre a Rosacéa do meu Jardim, até ela vai ser louvada e amada por Deus e por quem entender da essência da vida. Que este setembro traga a felicidade contida no peito de cada um a tona: Que as amarras se soltem, que o grito vaze pela boca afora, até o mundo ouvir, o que cada um tem que dizer. Que a anegrura dentro do peito, cabroche até os olhos meus, olhos estes, tão seus, e faça cada um que ver do meu olhar, estar feliz, ser feliz, e ficar feliz.
Que amanhã seje lindo, o riso desponte, as crianças fiquem enchendo o saco da mãe, o caldo de cana esteje no ponto, e que você ao menos pense em mim uma vez, bem ou mal, porque eu vou pensar em você, e pensar muito bem.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dizeres...

...Antes de tudo, que fique bem claro: Eu nunca quis viver de casos, eu sempre te almejei como um amor infinito, daqueles que brigam e logo se arrumam, dando uns beijos e amassos, desarrumando a cama - que um dia - os dois fizeram para se deitar.
Logo depois, no decorrer da semana, eu vou esperar o trem, sentado no pé da estação; E nada irá me atingir, e se lhe interessa saber, eu posso até ser o Rei Do Mundo, em suas magníficas criações. Nem pensamento vão ou ardil irá passar em minha cabeça, pois eu tenho Deus em meu peito, então, tranque-se com suas conjuras e beba do teu próprio sumo, Cão Maligno. O Meu Deus está vivo nas flores que crescem sem pedir licença no asfalto, e nos risos de crianças pedindo dinheiro no farol; Meu Deus está dentro do coração da Minha Morena, aonde se encontra o sacro dos sacros, a sensação mais boa e gostosa que existe.
Mãe de Nazaré, perdoa meu erro. E, se possível, me abençoe também, por favor, me ilumine nas horas em que mais preciso de uma Luz. Deixe que o mal não invada a porta da minha morada, e que dentro d'Ela só invada o bem e sensações boas, me proteja do medo da morte e da vontade inicessante de chorar.
Mãe, eu tenho medo de que me esteja só no mundo, mas, tenho Deus, A Morena e Você, logo eu me sinto totalmente vivo; Totalmente pronto para encarar o mundo com uma enxurrada de tiros e gritos, deixando em mim apenas o bom e melhor: A perseverança de tentar ser um homem melhor.

domingo, 11 de setembro de 2011

11 De Setembro.

Senhor, sei que tu me sondas...
...Assim como também sei que a vida continua a cada vontade de desistir; Pois é nos tranco que tenta nos parar que nós nos fazemos mais e mais fortes, até que sejamos blindados a tudo, e que nada possa nos atingir. Deus Meu, Deus Meu, obrigado pela força que me dá a cada segundo, a cada fraquejo da minha voz, e acada tremor dos meus pés. Obrigado, por me estar pela fronte e detrás e me ensinar a abrir a boca e falar. Simplesmente falar.
Senhor, cure minhas feridas. e se não for o Senhor a curar, ao menos mande um anjo lindo para curar minhas chagas e aliviar a minha dor, que ela veja, que coisas que faço/fiz são apenas tentativas frustadas, e semi-desesperadas de chamar a atenção, e pedir um pouco de cafuné entre os seus seios, e cochilar com ela entre o meu abraço. E Deus Meu, rogo-te que quando eu achar pela milésima vez que a Cruz me dói, manda este mesmo anjo, ou me dá mais força e deixa eu continuar a caminhar, e faça por favor o vento soprar, para dentro do meu espírito; Para dentro de todo o meu ser.
Ensina-me a jogar o jogo deles, e não ser mais bobo de ninguém, que as minhas palavras sejam as minhas palavras, e que se preciso for, que eu perca minhas mãos, mas que não me arrependa do que faço. Deus Meu, olha o povo sujo e imundo que são. Se traem e tropeçam nas próprias promessas, e cuidam dos outros como se fossem dos seus! Perdoa-os Deus, ilumina-os, e os faça ver que eles machucam quem os amam! deus, tire a venda do olho d'Eles, os faça melhores, sempre.
Deus, olha pelos velhos em asilos, olha pelo coração solitário de quem está prestes a tomar coca-cola com chumbinho, e perdoa o menino que acha que Skinhead é a mesma coisa que Nazi, sendo que os verdadeiros Skinheads estão com suas lindas raízes fincadas na Mãe Jamaica. Abençoa a menina que magoa, e ama em dobro para fazer sarar a ferida do seu marido, e cuida do cara que acha que já conseguiu tudo o que queria aos 19 Anos, sendo que a vida d'Ele inda nem começou. Deus, reine em nós, como reinou-se no povo hebreu.