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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Ahoy; Deeshay.

Ahoy é saudação, Deeshay é despedida. E isso explica metade das coisas ditas e não ditas aqui e em qualquer outro lugar aonde esbocei minhas palavras tortas. Quando cruzo uma porta, que Deus abençoe quem está dentro da morada, e quando saio da casa, que Deus continue habitando dentro daquela casa, o Senhor tem tido feito o Seu refúgio em meu peito, eu que não sou sacrário mas tenho Ele em mim levo sua pacificação e espada aonde piso, entro e vivo. Mas, como em todas as outras coisas, me resta a função de filtro, aonde a paz que procuro e raramente tenho me é roubada, e minha estabilidade se ressona na corda aonde caminho, e aonde todas as coisas me mantém vivo, seguido e séquito as minhas tradições e convicções, mesmo que isso magoe, machuque, ferir, ou estagnar alguém. Que posso fazer, se é este meu jeito.
Desligo o telefone para não chorar, para não irromper em lágrimas tudo aquilo que se encontra preso em minha garganta. Há muita humilhação pra superar, muito dedo na cara pra quebrar e muito joelho pra dobrar, e muita reza por fazer. Muita saudade que se desfia num rosário sem fim. Quiçá Deus esteja me tornando forte para ver todo o resto do mundo ruir, e eu apenas me mantendo, seguindo, rindo, e cantando, enquanto danço um frevo rasgado com a cagibrina na cabeça. Talvez meu sonho esteja guardado do outro lado desta vida, e eu nem saiba. Agnish, beija minha boca, queima a tua agenda e foge. Não olha o povo vão, abre tua mente e conserva nosso mundo, nossas histórias, e tantas outras coisas. Morremos a cada dia, e a cada dia deixamos nossos rastros em tanto lugar...Não que me tenha em medo de morte, mas, tenho medo de cair antes de deixar meu legado aqui...
...Mas, que legado? Eu sou apenas um cara comum. 
Legado, do qual digo, e tanto quero afirmar nestes últimos escritos é a sua humildade, bonança, e vontade de mudar o mundo. Não que isso seja uma situação para você ficar omisso/submisso ante as cousas do mundo e suas pessoas vãs, não isso, não isso. Dê um "Deeshay" para tudo isso. Estou falando de você, seus quatro quarteirões, sua vida, corte os fios, seja livre de qualquer manipulação, e esteja pronto a se afirmar ante a tudo que vier para você. Vença os auto-desafios e barras. Apesar de cansado (a esta altura do campeonato) eu estou aqui - e inteiro. Mas, e você, leitor/leitora? Já se deixou abater? Não, não...Ergue. Força, Qualé, vamo lá! Isso...Hm. Agora, me dá um sorrisinho. Aí, diliça. Do jeito que eu gosto.
Eu tenho todos os motivos para não estar aqui. E estou, ou de teimoso, ou de raçudo que sou. Essa bagaça só é pros chegados, e pra alguns perdidos no mundo, e tem gente que começou ontem que tem mais divulgação e acessos! Tem gente que prefere ler as futilidades de um siri sem garra do que minhas garrancheadas, que que se há de fazer? Ao menos uma vez por semana penso em não estar, e no resto do tempo penso no todo restante. Penso constantemente em deletar isso, são posts muito extensos, que sempre resultam em nada, e ninguém entende, mas, é necessário tentar, mesmo que seja inútil, no fim das contas, e uma receita de como trair seu cachorro com uma enguia seja mais acessado que aqui. E, acabo vendo que a vida segue, a vida continua, os exemplos próximos e distantes me mostram isso piamente, então, nos resta bater de frente, ser bocudo quão necessário, e mostrar-mo-nos firmes em nosso pensar, agir e falar, para não só nos termos nos nossos próprios conceitos e alicérces, e sim para mostrar ao mundo para quê nós viemos, para quê estamos, e para d'onde vamos. Sem hesitações. Eu nasci pra quebrar na emenda.
Eu vou te buscar nas estrelas, e aonde mais me disserem e eu achar que você está. No chiado do disco, no cigarro paraguaio, na camisa de 1916, na barba e no cabelo bagunçado, na bolsa de aviador, no óculos escuro, na paciência, no sorriso amarelo e no humor ácido, nas músicas, nos livros e na hora que for mais proprícia para te lembrar. Na estrela de brilho mais moderado, é aonde você vai reinar. Não que mereceste a mais fulgurosa, mas, é de tua identidade ser apenas mais um na multidão, que burro, e bobo, trafega na rua assim como eu o faço hoje. M'assusta apenas o fato que você não há de ver Cecília por aqui, tê-la no colo, e cantar as músicas que me cantou quando eu era do tamanho do seu ante-braço. Mas, algo me diz que você ainda está aqui, e para você, é meu eterno "Ahoy", sem forma, maneira, ou qualquer tipo de "Deeshay". [...] Parecia ser tão óbvio, você ser o meu destino [...].
Mais um dia 3 está chegando. Mais um dia 3 sem você.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Long Away.

É tudo relativo - disse meu pai, fitando meus olhos.
E, até hoje creio nisso. Creio na dualidade, na divindade e na situação das coisas. Creio em tudo como um amontoado gamado de coisas, assim como um dia eu crivei a cruz gamada e soltei panos sobre os Céus, e um dia acreditei na bondade que s'era o mal acobertado em lãs e prumas. Pai, estou com saudades, e cada dia que passa dá uma vontade de subir até as nuvens puras para te ver, te sentir, te tocar, te ouvir em sermões, em conselhos, e sentir o cheiro do cigarro paraguaio barato esmaecido em tua roupa, ouvir mil histórias, casos e contos (reais ou não) e deles fazer meu caminho, minha história, minha justiça.
Talvez, meu velho, eu esteja de novo me sentindo naqueles dias idos aonde eu precisava apenas tocar um violão e tomar uma cerveja com você. Rir demasiadamente de tudo, e apenas peneirar o que nos satisfaça, o que nos faça bem. Colocar todos os planos numa mala e sair por aí, rodar o mundo, correr um risco, bater e ser abatido, ser um errante no meio de tantos que se perdem numa manada de pensamentos comuns e tradicionais em um lugar-temente. Pai, talvez e esteja enlouquecendo de uma forma que nem eu sei como levar adiante, e talvez só você soubesse me dar essa resposta. Talvez a resposta seja o seu ato. O ato final da peça, aonde o Pierrot tão pisado, tão aleijado e alojado como tolo, é aplaudido, reconhecido e forjado como herói aos olhos dos homens ordinários.
Dói, muito. Dor lancinante de lanceiro que não se tem em ais e fim.
As pessoas são bem assim: Pisam nas pessoas até que elas morrem. Depois vira Santo, Mártir, ou Herói de causa infundada. Cousa fea que atinge os dias de forma arrebatadora e transformadora. O monstro que atinge a casa não atinge o quarto aonde a criança dorme, e aonde a criança repousa, há um anjo de guarda, e neste local só pisa quem lhe tem amor e o coração bom, minha casa é morada de bons nomes e pessoas que entram e saem, e no meu tempo, no meu templo edifica-se o que não tem nome, mas, se sente, doce som do trovão seco que brota do chão e ascende aos Céus, doce amor que não tem definição, e mais de mil nomes. Criança, dorme: Ele está aqui.
Pai, as vezes me sinto só. E suas músicas ecoam em meus ouvidos, mente, e alma. Ainda penso em você todos os dias, e sei que vou te ver algum dia, alguma hora, em algum lugar, e todas as minhas aflições e medos, desde os meus tempos de criança, irão embora neste dia, quiçá um dos (senão o) dia mais incrível de minha vida. Fico em paz por ter você me dado fé, esperança, amor, música, canalhagem, Corinthians e tantas coisas erradas, que balanceio com a bondade que minha mãe me deu; Enfim, sinto sua falta da sua falta embargada, dos dias cinzas na praia, dos solos de violão, da cerveja e pinga com carqueija, da ponte, e de tudo aquilo que hoje se encontra abrupto. Fico sem ter, nem ver, tampouco crer. Inano.
Meu velho, queria poder te dizer algumas coisas, tirar algumas dúvidas, ter conselhos, só isso. Quando você puder, ou quiser, apareça, será uma honra, um prazer inenarrável te ter novamente ao meu lado, como sempre foi, quando quiser, venha ter comigo, eu tenho todo e qualquer tempo do mundo pra ti, meu velho.. Me desculpe pelos erros da juventude, mas, eu precisei, assim como você talvez um dia tivesse precisado, mas, eu aprendi. Juro.

De onde estiver, força pra você, e peço força pra mim. Firmei o ponto, ponto final.

domingo, 2 de março de 2014

Entrevista para o Zine "Segredos Do Cosmo".

(N. Do E.: Esta entrevista foi dada ao meu amigo Ali, falecido em junho do ano passado, ele mantinha o Zine "Segredos Do Cosmo" que tinha uma distribuição bimestral e tive a honra de aparecer neste zine umas quatro, cinco vezes. A entrevista é mediana, por isso vou postar na versão integral). 

Delírios; Corinthians e Música: Uma prosa com Marcus Queiroz.
Hoje é um daqueles dias frios de Abril, que anunciam a chegada do "inverno/outono", com isso, é uma época favorável para este autor entrevistar um amigo e um ótimo escritor: Marcus Queiroz. O encontrei no local de sempre, aonde nós carinhosamente apelidamos de "Sinal 30", e tomando uma coca-cola gelada com um misto quente, cervejas e licor de menta, demos uma volta, e tive a (des)graça de ouvir seus pensamentos mais torposos e simplórios enquanto ele arrumava sempre sua camisa do Corinthians de 1979 (minha preferida. disse ele cheio de orgulho). De 3 horas de entrevista, consegui fazer meu melhor...Spots na cara dele, agora!
Ficha do escritor.
Nome:
Marcus Queiroz.
Apelido: Ox, Santana, Cabeleira, Icy Ox, Naruê, Guitarrero, Do Who, Suede, John Spedt...Há tantos codinomes!
Bandas: Dvco, Vahalla & Van Goghs; Bola De Canhão; Icy Ox e a Banda do Centeio, Echoes.
Gosta: Cerveja, Coca cola com rum e limão, Corinthians, mulheres negras, morenas, mestiças, índias, asiáticas, dias frios, pastel de queijo, biscoitos de forno e discos de vinil.
Odeia: Mulheres loiras, sapato sem graxa, gente que tem medo do escuro, evangélicos extremistas, carros barulhentos, e gente que pede coisas emprestado e não devolve.
Religião: Nenhuma definida. Frequentador assíduo de todas.
Livro favorito: Papillon (Henri Charriére - 1973).
Bebida favorita: Cerveja com menta.
Blog: Escritos e Contra Crônicas.
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Bom, podemos começar?
-Sim, sempre pronto.
Você nasceu...?
-No 27/03/92 sobre o decanato da primeira semana de Áries. Em Itaquera, de onde nunca saí, só para morar uns tempos em outros lugares. (Itanhaém, Minas e RS).
Certo. E o que mais se lembra da tua infância?
-Muita coisa. Minha paixão por música começou com Marvin Gaye, Isley Brothers, Jorge Ben na vitrola, meus pais dançando ouvindo tudo isso. Foi uma coisa linda, extasiante. Beatles e Legião Urbana nas finadas fitas cassete...Faz é tempo (risos)
Então, sua paixão pelos discos começou daí?
-Sim, eu lembro que ganhei muitos discos da minha madrinha (que guardo até hoje), e a capa do "Tábua De Esmeralda" do Jorge Ben, e o "Dark Side Of The Moon" do Pink Floyd me cativaram de imediato, daí pra frente, só piorou (risos), The Doors, Led, Stones, Association, Kinks, Who, Caetano, Roberto, Gil, Erasmo, Golden Boys, Smiths, Ira!, e afins. Esse foi o começo de tudo, depois, fui expandido o leque, até chegar em Fela Kuti, John Coltrane, Mac Rybell, etc. Muito da minha criação musical se deve aos meus pais, ao Bill da galeria, ao Victtor Possenti (baixista da Dvco) e ao épico André Mod! Mas, a base de tudo foi minha família.
Reza a lenda de que você é o único branco da sua família, confere?
-É, por parte de mãe tem eu e mais duas. Eu, minha avó (mãe de mãe) e mais uma prima minha. Mas, até essa minha prima tem cabelo "duro". Só eu que saí errado.
E que você namora só de morenas pra cima por causa desse fator, confere?
-Não sei se sim, ou se não, mas, um cara que passou a ouvir Jorge Ben cantando "Que Nega É Essa?" e vendo sempre negras lindas, e conhecendo e conversando, e até perdendo a virgindade com uma dessas, não vai gostar de loiras ou brancas tão cedo (risos).
Então, odeia loiras?
-Não odeio, mas, minha 1ª namorada (ah, essas primeiras *risos*) sempre acabam com nossa vida, né? Então, peguei meio um "trauma" de loiras, até escrevi uma música, que todo mundo que ouve gosta, ou muito comercial, ou muito linda...Balada da Cássia. A Dvco já gravou duas vezes, em estúdio e em acústico.
...E é verdade que a "Balada da Cássia" era carro chefe da Dvco?
-Se era, esqueceram de me contar. Tinhamos um arsenal de música muito bom, acredito. "Diga-me" escrita pelo Leão (Baterista), "Aos 16" que escrevi com o Possenti (Baixista) e "Nada Mais", a da "Cássia", "Mar e Areia", e muitas outras...Mas, "Balada Da Cássia" era conhecida porque se enquadra no fator de que é uma discussão: Todo mundo já teve uma dessas, sabe? a "Balada..." na verdade não é só pra ela.
Mais gente é "homenageada"?
-Sem dúvidas, algumas namoradas, meninas que fiquei, e etc.
Nisto enquadra-se a famosa e polêmica "Morena"?
-Ahm (silêncio), sim, enquadra. Ela foi um capítulo a parte da minha vida, as vezes dói até hoje, mas, ainda bem que tem gente melhor que ela por aí, e que tem mais coração, né? (risos, gritando), Boréu! Desce uma Original, pode ser?
Certo, e a Dvco é a sua melhor lembrança, então?
-Em termos de banda, sim. Ela e a Echoes.
E os projetos de música atuais?
-Não se tem, apenas algumas composições avulsas, mas, nada demais. Vamos ver o que Deus reserva e guarda pra mim.
Certo, então, Deus existe?
-Para mim sim, agora, depende para os outros, mal sei. Eu passei por muitos lugares, fiz muitos amigos, e conheci vários tipos de Deus, e seus Deuses e Santos. mas, toda essa divindade, toda essa coisa é muito linda, muito sacra, e até hoje fico na dúvida de qual me enquadro mais.
Então, não tem uma religião definida?
-Não, ainda preciso achar "o" lugar. Acho que o ser humano tem isso, né? Esse mal de querer melhorar e achar o "lugar ideal". vai entender, né?
E planos pro futuro? Fiquei sabendo de um livro logo mais...
- Ah (risos), vocês são brasa, hein? Esse zine só me pega no aperreio. Bem, o livro não vai ser mais lançado, três editoras recusaram, e ele foi rasgado e queimado. Planos pro futuro é terminar essa faculdade, achar uma banda boa, ter uma namorada, e começar a arranjar um lugar para mim. Não necessariamente nesta ordem (risos), mas, acho que é só isso, por enquanto, e o blog, bem, ainda o mantenho, cada dia escrevendo sobre algo diferente e inovador...Para mim.
Mas, o livro era bom,ao menos? Do que se tratava?
Bem, ao meu ver era. Julgo ser minha obra-prima, ainda tem uns capítulos dele que estão perdidos no "Escritos..." mas, não digo quais são. Só tenho a dizer que era um ótimo livro, duas pessoas leram ele, e amaram, e uma até chorou no final. Eu enviei por e-mail, e até em cópia física para três editoras, mas, não obtive sucesso. Numa raiva, destruí.
Um pouco bruto isso, mas, você se lembra de algo sobre o livro? Faz tempo esse episódio?
-Faz uns meses, foi ano passado, entre Agosto, Setembro...Sei que foi, mas, achei melhor assim, e até agora não bateu o arrependimento, e eu não lembro de tudo, mas, uma grande parte eu lembro. Era maravilhoso demais para ser esquecido.
Bom, desejo sorte nos próximos escritos, acho que terminamos por aqui. Uma ótima entrevista, e um ótimo escritor. Algo para o Segredos?
-Mantenham o pendão da leitura de várzea/submundo vivo sempre, é um trabalho muito lindo. Obrigado por poder fazer parte, e sempre que posso divulgo o trabalho de vocês, assim como fazem comigo. Muitas vibrações caninas positivas para todos do zine!
..."Caninas"?
-Sim, segundo muitas pessoas, eu sou um cachorro (risos).
Depois dessa, a tacada final: Algum recado para alguém?- Não pague táxis, continue na sarjeta. (risos, segue um grito) Boréu! Desce uma original e uma dose de menta.E manda mais um misto. Mentira, vá. Quero agradecer a chance de poder falar um pouco de mim aqui, e ser eleito o "escritor maldito" do mês. Obrigado a todos os acessos, e prometo fazer textos mais limpos, coerentes e não tanto românticos. De resto, é isso. Keep The Faith, brothers and sistas!
Ok, terminamos aqui. Obrigado, Marcus!
-Agradeço eu, obrigado vocês do Segredos Do Cosmo!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Carta Para Lhama

Linda Lhama Inca:
A vida é linda, porém mais linda é você, lhama. Meus olhos são verdes - achamuscados - mas, mais verde é o campo aonde é semeado o trigo forte e rasteiro. Minha vida é somente minha, mas o que é meu pode ser inteiramente teu. Tudo o que vem, só vem se for destinado para a pessoa certa e no momento certo. A logística de Deus não erra nos seus mais loucos e maravilhosos cálculos.
A sua voz entona um cântico, e  emana uma aura de poesia e harmonia, as outras vozes podem até tentar, mas, você conseguiu atingir o meu ouvido, e mesmo que suas teclas estejam todas desafinadas, ainda sim lhe resta uma harmonia, um arpejo a se fazer, e contornar, ver que está tudo bem, e que suas mãos desempenham o que qualquer outra mão poderia fazer. A diferença é apenas que você põe seu coração nisso, os outros não.
Nada, e nem ninguém está aberto ao acaso a toda hora e todo o tempo; Tudo pode mudar, se você viver desgrenhadamente, como eu vivi, mas, tudo anda mudando basicamente, e você está fazendo parte dessas mudanças, e me tomando pelo eixo, e reformulando as diretrizes de minha máquina humana (assim como vivo aprendendo e ensinando com a Cachos, minha fiel escudeira e aprendiz), mas, você está me trazendo um fôlego, uma vida que há tempos eu não vivia, e hoje me sinto mil vezes melhor que antes.
O acaso existe, mas, para algumas situações específicas, sabe? O que foi escrito, acertado e posto em nossas vidas, tem um toque de Deus, e por isso nem todas as coisas são incertas ou agem no tempo incerto da coisa. Tudo é predestinado e tem-se em porquês, como por exemplo nós nos perdemos, para, nos encontrarmos, e agora estarmos aqui, de novo um do lado do outro. E o porque de agora é querer saber porque eu tento quero você, seus olhos, sorriso, beijos, e tudo o que eu puder.
Ter você, seria melhor que a mega da virada. Sério.
E, desde já, agradeço por ser mais uma no inúmero panteão de amigos/amigas que me deu forças, e curtiu comigo algum momento da minha vida. Pelo seu sorriso, compreensão, repreensão de tatuagens, e pela meiguice - e ao mesmo tempo - mau humor nos trilhos do metrô...Enfim;
Obrigado por existir, e cruzar meu caminho.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Cartas Nos Cachos.

Vou contar com você, porque você é um dos inúmeros anjos da guarda que Deus pôs no meu caminho. E não duvido disso, porque você já me salvou de inúmeras coisas...Vou ensinar você, para que você se liberte desse véu maldito que encobre tua face, arrifama, e vede: O mundo tem tantas coisas lindas e boas, e tu se prende no óbvio dos óbvios. Levanta-te e crede nas palavras que aqui estão, elas atestam que você pode e vai ser melhor que agora, sempre.
Olha tua bondade, e meça ela contra a maldade, crie malícia, dobre o joelho, corra, mas, mantenha a alma encarcerada dentro de ti mesma. Solte seu grito mais preso dentro da sua garganta, porque a pior humilhação possível, é se auto-resignar da sua humilhação. Seja forte para ver o barco virar, ou para ver as pessoas irem embora, e tenha força para cumprir sua palavra, tenha o amor na cabeça, e a razão como esquadro para traçar seu caminho mais tranquilo, deixe sua serenidade transpirar para os outros, para que o mundo lhe dê mais paz, e mais conforto.
Não deixe que eles te dobrem, ou que você pegue um fardo que não é feito para você; Defina a caridade da maldade, e o oposto disso, não deixe que sua lágrima escorra por nada: se tem fundamento, que caia, que venha, seja a lágrima um razonete de motivos e emoções sérias, e não por qualquer um e qualquer coisa. Não tema, eu estou na sua retaguarda, assim como você está comigo sempre. A lealdade entre irmãos, é mais forte que a amizade em que temos. Lembra-te daquele dia, olhando os arranha-céus, que eu te disse tudo, e você ouviu, e hoje; Me conta tudo com olhos diferentes, como quem está com o mesmo corpo, porém de alma nova, e vida nova.
Olha para o mundo, e vede as estrelas. Todas são duradoras em seu sacro tempo. Umas demorarão a turvar, e outras manterão se por inteiro, mas, elas tem seu tempo para durar e queimar brasa em fúria. Olha para a rua, e presta atenção nos teus caminhos, vê tudo, e a tudo tende atenção, e pouca compaixão, apesar de ter o amor do Cristo no teu peito, lembra que nem toda caridade tem fundo de bondade, e nem todo pedido é para o bem. Tire as cartas dos cachos, e veja o mundo que tens, todo para ti, apenas te custa sair por aí, e procurar a melhor coisa para você.
E, olha por ti, e para ti. E vede o mundo, sempre.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Gloria.

Tudo irá dar certo.
Louvado seja o Deus que está em todas as coisas, e principalmente em mim, na minha alma, no meu coração. Louvada seja a Mãe Maria de todas as horas, de todas as coisas. Que todos os meus caminhos estejam abertos e livres de todo o mal, toda a vilência que pode ocorrer contra alguém. Que a maldade que eu não cometo contra meus irmãos, não caia sobre minha cabeça, peço apenas pela justiça dos dias.
Tudo está dando certo.
Mesmo que tenha uma névoa sobre meus olhos, Mãe, desce com suas candeias, e livra meus olhos do breu. Cuida de mim, da minha alma, meu corpo, e minha mente. Me livra da hora fea e me ensina sempre a ser um homem bom, cada vez melhor; E que o sangue derramado seja lição aprendida de todas as porradas dadas, e que a lágrima caída agora seja o motivo do riso que irá brotar no meu rosto. Que cada dia que se passe, não exista dor alguma, e que toda a positividade reine nos meus olhos, e que a positividade reine em mim, e que a positividade reine nos meus atos, e em todas as pessoas que eu gosto, que eu amo, que eu estimo tanto.
Tudo já deu certo.
Que a partir de hoje, meus planos dêem certo, e que todas as coisas do mundo sejam eternamente plenas. Que até para quem não vá com a minha cara, tudo dê extremamente certo. Que Deus em sua maravilhosa graça e amor cuide de cada um de nós - filhos pobres, do desterro - e que Mãe Das Candeias nos ponha por debaixo da saia e nos livre do fogueiro do dragão da maldade. Mãe amada, eu não sei rezar, mas se eu olhar pra ti, e exprimar do meu coração o mais puro dos sentimentos, você vem me acalmar?
Tudo vai dar certo sempre.
Que Deus seja exaltado, pois a sorte existe para quem está em comunhão com Deus e o mundo, e que quando vierem tomar sua felicidade, ou tomarem teu riso, ou tentarem te abalar, que antes mesmo de evocar o mais lindo dos Hosanas, seja você, sua família e seus amigos e amores salvo de todo e qualquer tipo de maldade. Que você, leitor, tenha a melhor e a mais ótima das felicidades, pois Deus sempre é, e sempre será convosco. Vibrações positivas, agora e sempre, eternamente e até o fim.
Tudo eternamente deu certo, dá certo e vai dar certo. A vida nunca vai trair quem tem com bem por ela, e vive em nome de quem lhe deu; O Criador.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Quinze Pra Meia-Noite.

Minha cama é meu templo, com todas as suas cobertas desarrumadas, com o painel cheio de fotos e lembranças, com instrumentos, discos, livros e roupas. Meu quarto é aonde se encontra a minha essência, e aonde eu levo minha carne cansada para repousar; E logo, remoer o que sinto.
Sinto que cada dia que passa, envelheço dois dias a mais, e minha experiência fica firme, a ponto de não doer mais, porém, ainda sou novo, e me ocorre o erro de acreditar que tudo um dia há de melhorar; Ledo engano.
Tem dias que eu durmo, tem dias que nem durmo, tem dias que remoo cada sentimento que brota na cabeça, como se fosse algum torpor de alguma droga que experimentei há minutos atrás, e isso me incomoda, e logo, se me deixo abater, eu vejo o Leviatã se aproximar e olhar nos meus olhos. Apesar de corpo fechado e alma livre, a carne tem medo, e se a carne se retrai, todo o resto é vão. Eu acordo, e vou para meu dia, mas, é tudo sempre a mesma coisa.
Eu olho pra trás, para as coisas que vivi e deixei de viver para agradar os outros, todos os meus sonhos pisados, todas as minhas idéias descartadas, e todo o meu talento que morreu. Não faz mal, não faz mal. Deus dá em dobro, e uma hora a justiça vem a galope contra toda essa gente que um dia me quis em maldade. Se eu não presto, eu não sei, mas, que na boca do povo eu sou pior que o Diabo, isso é fato consumado, afinal, viver minha vida e ter uma razão, um motivo, e correr atrás dele - passando por tudo e todos - é só uma prova de que você não presta (só porque você tem uma meta de vida). A vida é cruel e latente, por isso, eu corro atrás do que me convém, e do que convém pros meus.
Quando penso em você, meus olhos se enchem de água. Chega a hora, tenho que ir embora, e sei que você não vai em deixar ir, por mais que eu precise, eu ainda estarei aqui no seu coração, como você vai estar no meu, juro. Mas, e se eu jurar estar aqui pra sempre, junto com as flores perto do teu ninho, ou com a coberta que te cobre na cama? Existem coisas que podem ser perdoáveis, e outras que não podem, simplesmente nos fazem perder dias, noites, horas, segundos pensando no que fizemos de errado. Se você entender meu ponto de vista, e aceitar tudo o que sinto, penso e falo, e ver que não quero mal, apenas um segundo da atenção do universo, você me entenderia? Você olharia pra mim? Você é realmente tudo aquilo que eles dizem e eu há tanto ouço?
Nasça, Sol. Candeie teu raio mais quente contra a bruma fria. Mostra pra quê tu veio, e olha por cada um de nós. Jogue sua luz em nossas cucas, e nos dá o bom conselho do Criador, mostra-se grande perante nós, e deixe o Sol individual de cada um brilhar cada vez mais forte e intenso. Me lave dessa maldade e me seque com seu carinho, e olha por mim perante o Sinédrio que vai começar...
...E só apague sua luz rasteira quando isso houver terminado.

domingo, 10 de novembro de 2013

Auto-dissertação não-crônica.

Eu sou único. E isso me atordoa.
Eu sou dono de uma terra fértil, aonde meus sonhos e minhas carências afloreiam sozinhas, tenho mil guitarras d'onde tiro sons inimagináveis, porém já tocados por anjos, santos, pecadores e demônios. Abaixo da terra aonde piso, encontram-se meus ancestrais, e seus conjugues, e assim a vida continua e prossegue mansamente dia após dia, sem ter com o quê brigar. Meus vizinhos não se situam em meu condado, e as ruas que eu cruzo - apesar de cheias - são vazias, vazias do tamanho de Deus, aonde preencho com meus pensamentos, minha música e minha devoção.
Eu sou diferente. E isso não me abdica de nada.
Eu sinto o cheiro dela, mas, ela não está. Eu visto a camisa dele, mas ele não liga. Eu rezo por ela, mas ela não muda. Eu faço meu melhor, e ainda não se é suficiente. Eu caio em pranto, e sou fraco. Eu olho para Deus, e vejo uma plaquinha de "saí para almoçar". Tudo se ajeita, tudo se acerta. Só não se sabe por quanto, ou quando, ou por quê/quem. A verdade e a justiça sempre vem a tona, mas, até para quem vive com a bunda colada na cadeira da paciência, o tempo ás vezes custeia em passar. Não me importo mais em como a porta abra, mas, importa-me a forma que algo/alguém chegue, e pareie-se comigo na mesa, nos instrumentos, nos sorrisos e sente em minha sala e seja minha companhia.
Eu sou eu. Eu quero que você se lasque, caralho.
Minha voz faz o grito, meu braço aspanca o pendão, e meu escudo pena no outro. Eu sou linha de frente, pendonista, guerreiro, general e batedor do cordão. Que cordão? O da solidão, o cordão d'mim mesmo. O cordão que cada um participa coletivamente, porém solitáriamente no seu próprio mundo, ora se isolado para bem (seu ou do universo), ou para o bem de um determinado bando (hipócritas, pois ninguém deve se anular ou exilar por ninguém, mundo livre com cucas livres, cresce criança, pena em nascer pro mundo cavar minha cova, pra eu em paz me morrer, honra o sangue do teu nome, que a sombra não lhe faz crescer) por pura bondade - sim, bondade.
Eu sou a paz. Eu sou a maldade.
Concentro em mim um fraccionário de tudo, e nisso meço todas as coisas, assim como aquele mágico e místico Alquimista Ortodoxo da Capadócia que um dia meu pai me contou. Tudo e todo o complemento é único e útil para cada um de nós, só me cabe saber porque eu guardo tantas coisas na bagagem, e porque num caminho tão movimentado e tão cheio de festas, a avenida e a casa aonde eu fico sempre ficam vazias.
Eu me calo. Eu não falo mais hoje.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O Deserto De Cemal (III)

Eu só sei que aqui nem é meu lugar. Nem por direito, e nem por razão. Tenho medo de multidões e de pessoas que andam com sorrisos asseados e cabelos muito convencionais. Eu devia ter me enfiado junto na terra quando me foi dada a oportunidade, afinal, tem muita gente dizendo muita coisa por aí, e é tudo verdade: Eu não presto, não sou nada, deveria ter morrido, sou um inútil, o pior da minha raça, que não sou bom profissional, sou egoísta, e não me preocupo com ninguém e o melhor: Só uso as pessoas.
Não sei se é tudo verdade, mas, sei que aqui não é meu lugar. Aqui todo mundo pensa em crescer, pisar, vencer na luta fea, e eu apenas querendo comprar meus discos e tomar meu suco de guaraná de pózinho. Me dizem que eu não entro na igreja, que não salvo aleluias, tampouco prezo pelo amanhã, e isso deve ser verdade, afinal, eu nunca deveria estar aqui, vivendo essa vida, respirando esse ar, e ostentando essa falsa alegria e essa situação de que "eu-estou-feliz-com-minha-unha-encravada". Mentira.
Meu pássaro me inebria com seu canto, me dando alegria a cada acorde vocal que emite. Um dia esse pássaro há de ir embora, assim como eu fui embora da minha própria razão. Pássaro, fica. Não foge de mim e estia todo o mal de minha cabeça, mostra-me que é você, aquele que tem a pena-de-prumo certa pra minha escrita, e música que inspira minha vida a seguir-se.
Calado na boca, emite-se o som do peito, o peito contrai-se forte para receber o soco do bom herói; Pega sua moça e saia correndo daí, há um homem bem malvado querendo sua garota; Meu bom herói: Veste tua armadura e segue pra tua luta boa. Deixa o pássaro te cantas aos ouvidos, tudo o que quiseres saber, e mesmo que o peito doa, e o olho mareje, ergue a cabeça e lute até o fim.
Mesmo que doa, persiga. A porta estreita é o sinal da boa fé; E Deus um dia há de perdoar, o mal feito de você ter nascido assim. Você é tão cínico e tão demente, que quer ser herói mais não passa de um pajem. Você nunca terá seu cavalo, espada, escudo, dragão, castelo, mulher, seus campos de trigo estão corroídos por traças, você irá padecer perante o mal rei, você não tem futuro, nem há de ter.
A morte para alguns é o fim; Para outros é a recompensa que tarda a vir.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Parabién De La Paloma.

A rua estava deserta, mais deserta estava minha aurea. Eu estou até agora estatelado, preso e inano a uma meia dúzia de palavras que nem eu consigo digerir; Como diria minha velha e prenha de vida mãe: "tá é barrado aqui, ó!". E ficou.
Um pássaro apeou na minha casa, me honrou com seu canto, e eu o louvei lhe dando semente. O pássaro teve comigo. O pássaro voou, e não voltou por dias, e depois voltou, e perdurou mais. O pássaro ainda está aqui, mas, ele vai embora. Se eu cortar sua asa, ele não terá o vôo lindo pelo qual o admiro, e se eu o por numa gaiola d'angôro, ele esmaeciará e poderá até morrer. Eu não sou assim, e não fui nascido e criado para isso, meu caminho não diz ou condiz com a prisão e mandanças, eu nunca fui assim, nem tampouco agora eu serei. Dá é um medo de que eu tenha que abrir a janela e ir o pássaro embora, e o mais foda de tudo, pai, é saber que ele vai. Por mais que eu faça de tudo para lhe dar boas sementes e grãos.
Pai, se o pássaro for embora, eu vou ficar só. Isso não é queixa, nem má feitio, mas, é a realidade minha. Você sabe que eu tenho medo de cruzar uma ponte tanto quanto de ver o pendão na raja-fresna, então, o que fazer? Cadê você, e todas aquelas ligações no almoço e na faculdade, cadê tua aurea, tua luz, teus conselhos, me ajuda porra! Você era o único que ia me ajudar agora, e me mostrar como ir, e como fazer o pássaro ficar. Você não está aqui, e o pássaro vai embora. Pobre nunca tem sorte na vida, pobre tem é que se foder mesmo.
Vó me disse que os "humilhados serão exaltados e deles serão o reino dos Céus". Tenho medo disso. Sabe, pap, eu fui tão pisado, mastigado, encolhido, espezinhado, posto ao lado, enxotado, enganado, traído, substituído, fraudado, furtado, que nem sei mais se eu tenho direito a uma nuvem no Céu. Tenho medo de Deus e de sua Altíssima bondade. E só disso tenho medo.
Pai, hoje é dia 4. E eu queria é te dar aquele abraço com o cheiro do cigarro como se fosse teu perfume, e poder tocar Lô Borges contigo. Pai, eu tô me sentindo tão só e tão perto de qualquer coisa. Mas, tão só do que eu realmente quero, do que eu realmente preciso. Estou cada vez mais me auto-sabotando, auto-engalfinhando e me auto-machucando, como naquela história que me contavas quando eu era pequeno: Resfa, com medo de ser preso, e sendo contra a vontade de Deus, morreu no seu disfarce, dançando compulsivamente e rindo enquanto se auto-mutilava e vazava os olhos. Talvez seja meu dia de Resfa, pai. E me tenho em pensar, e pesar. Pai, aonde quer que você esteja, deixa a bruma pesar, e que nesse frio pré primavera, eu encontre as suas respostas para minhas questões, e que todo o resto se cale num ensurdecedor tino de Sino 3/16. Hoje eu queria apenas tocar Lô Borges com você.
"Espero um pouco mais;
Desse homem;
Espero um pouco mais;
Desse ódio;
E aprendi, a ser como meu gato;
Que descansa, com os olhos abertos..."

domingo, 2 de junho de 2013

Reza.

Obrigado, Meu Bom Deus por tudo. Muito, muito, muito obrigado mesmo. Obrigado por sua bondade sob nós, sobre os aprendizados, pela coragem, determinação, amor, e dom de fazer dor florar alegria no coração da Byrdie. Muito grato por tudo isso que me dás a mão-pronta, e eu nem sei como agradecer, ou louvar a tua graça.
Obrigado, também, ao meu pai, que há tanto floreou histórias de reis e cavaleiros medievais e pela intervenção que valeu um soco na cara de alguém, e a devoção no meu Glorioso São Cristóvão, que me guiou nos passos firmes, Meu Glorioso São Jorge Da Capadócia que me valeu na hora do aperreio e me deu coragem que há tanto perdi em algum back-corner mental, e principalmente a minha mãe e minha vó, por eu ainda ser um gentleman, e como todo bom guerreiro protegido pelo Guerreiro Do Cavalo Imaculado, ter a força e vontade de intervir na maldade fea. Obrigado por tudo isso, Meu Deus.
Obrigado, pela minha armadura, pelos anjos no meu caminho, pela força sobre-humana, por ser rude, seco, feio, burro e bobo, obrigado pelo beijo bom, pelo abraço, pelo riso, e pela frieza de perdoar o inimigo ante a batalha fea. Obrigado, obrigado, e obrigado.
Deus, perdoa. Perdoa cada um de nós, principalmente eu e ela por estarmos correndo atrás de nossa vida, nossa felicidade, e por eles, que se julgam liberais, extremos, inteligentes, leitores, "de presença", mas não tem a coragem que destes em mim hoje.
Obrigado por eu novamente ter um sorriso que ilumine até o fundo da minha alma, Bondoso. Obrigado por achar uma pessoa que compartilhe de mim, a simplicidade, o amor, a esperança, a fé, e a coragem. Obrigado pelo Senhor me dar a chave de um coração tão maltratado, que agora bate vivo, e tão inteligente, e tão maravilhoso, e não por mim, mas porque tu me deu este merecimento, Bom Deus.
Deus, obrigado pro tudo que está ao meu redor, e todas as coisas que emanam energia positiva. Que eu possa, lindamente, retribuir. E o que me mandar negativa, que eu prisme para positiva. Abençoe cada um de nós, Deus, crianças tão bobas, e abençoa aquela linda menina que chorou pelo medo, mas, depois da presença de seus anjos, chorou de emoção quando viu as pinturas, desenhos, e sacrários no Mosteiro de São Bento.
Abençoa, aquela que é hoje uma das pessoas mais importantes e influentes na minha vida. Obrigado, Meu Glorioso São Jorge pela força dada a mim, nunca lhe retribuirei tal graça. Mãe Aparecida, e Mãe das Candeias, suas lindas! Obrigado por esse manto gostoso que nos cobre, intercede, e livra a gente dessa mesma maldade fea. Ah como eu as amo.
Deus, abençoa toda a plantação de trigo. Cada uma de nós - sementes tortas, retas, finas e grossas - tem uma chance de ser feliz. Multiplique essa chance a cada um de nós, bom Deus. Que se não deu certo, que tentemos com outro solo fértil, até que floresça e cresça a linda Rosa - Vivença do ser.
Byrdie, olha pro Céu e disfarça essa sua lágrima d'alegria, como quem viu Deus. Deus está dentro de ti. Olha para as pessoas e vê, que o mundo é lindo e tudo vai continuar, continuar, para louvar sua vitória. Deixa eu sorrir e beijar tua boca, essa boca, aonde me perco de devaneio em razão. Sorri para o Jardineiro Deus, que cultiva cada uma dessas flores, mas, que flor é mais rosa que rosa? Amada seja essa sua rosa, esta nossa rosa. Me puxe e ande comigo, me tenha em seus braços, eu vou te amar, juro! Eu vou te equilibrar, e toda a maldade, não deseje de volte. Cultive bondade, para o bem florar ao nosso redor, assim como florou entre eu e você, e há de florar mais na frente. Byrdie, você quer namorar comigo?

quinta-feira, 25 de abril de 2013

No Centro Do Universo.

De repente, tudo não é mais como eu imagino, mais está em uma situação melhor, e eu não sei se me sinto feliz ou triste em relação a isto. O Sol bate em minha cabeça, o vento bagunça meu cabelo, e eu olho para o universo. Eu estou vagando por ruas que muitos já andaram comigo, e eu já andei há muito sozinho. Minhas mãos apertam minha mochila, e se não o fazem, paream com o meus bolsos, eu tenho apenas 21, eu não posso ter medo ou aflição; Foi me dito pela boca do pai enquanto estava aqui: É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer da morte. Não vou temer. Minha mãe dizendo que é preciso saber por onde se anda, e dizendo para sempre ter a postura. Eu a tenho. Mãos que me afagaram a cabeça, que seguraram minhas mãos, que carinharam, hoje não são mais, não tem mais. Eu estou inteiro.
É tudo passageiro, é tudo lindo, é tudo lúdico e verdadeiro. Muitos me perguntam se eu estou bem, e eu digo: Estou vivo. O que que eu posso dizer? Meu coração bate, eu respiro, penso, ando e falo. Estou ótimo, estou vivo. Meus olhos batem nas arquiteturas, nas igrejas, nas imagens, no Céu, no horizonte, e no Martinelli. Eu estou vivo, a minha boca sorve o mate e dilacera um pão de queijo, eu estou vivo. Minha audição se alivia em trocentos milhões de Doo-Woops, e eu estou vivo. Meu cansaço é bem alinhado em três quartos, minha bota é bem amaciada, meu jeans é de contra-tom, meu cabelo é "arrumadamente bagunçado", e minha barba é só uma barba comum. E nada e nem ninguém afirma nada por debaixo desse Céu, afinal, eu estou vivo, e falo por mim.
Não sou Simonal, mas, tenho as ventas para dizer que tudo tem sua magia neste universo, e até mesmo no caminho do um só, há de ter sua alegria que há tanto busca, Sionita. Busque na tua solidão, a firmeza mais rude, lírica, e bélica, que há tanto você tinha; Você era quieto, meditava, e não precisava e nada. Hoje parece uma criança que precisa de ajuda para comer um biscoito. Sionita, olha para ti, e apeia. Veja o dia lindo que se há de fazer, e desfrute por ti, e não por mais ninguém. Se lembre da sua felicidade solitária, dos seus feitios, e da sua vida. Volte a ela. Você não é desse mundo, e nem nunca o pertenceu, então, para quê mudar sua vida agora? Você é trouxa, por acaso?
Cruze a Xavier de Toledo, olhe os discos, ria, ouça as músicas, compre, venda, é assim que sua infame e linda vida segue, é assim que sua felicidade barata é inútil é lhe fornecida, máquina mercantil e desgraçada, novilho desgarrado e mal benzido do canteiro.
Se você sumisse, poucos sentiriam tua falta, e se você morresse, nenhum seguraria a alça do teu esquife. Se você fosse um pássaro, teu canto nunca serviria de alívio numa gaiola, e suas penas nunca seria adornadoras de índia alguma. Você é a destruição, a maldade, e o vil. Você é o cinza que matou o azul, o cavaleiro que tangeu o vestido da princesa de sangue, o que briga mais quando se põe numa briga não se contenta e bater: Mata. Você é um signo da maldade, cão feo e tolo. Quantas vezes você tem que perder tudo para se contentar? "É para se reconstruir..." Qual que! Você sabe que seus alicerces são mais firmes que uma casamata, mas, você parece se esquecer que ás vezes você abaixa a cabeça definitivamente, e se perde por ser humilde demais, ou as vezes é robuscado demais, e por isso perde o que está em tua volta. Por isso, você cai agora na idéia que ser sozinho é melhor do que viver tudo isso de tempos em tempos. Bem-vindo ao teu eterno caminho, Sinonita.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Sentinela.

Tantas vezes eu lhe procurei, em vão. Tantas vezes eu ainda te procuro tolamente, sem saber que o seu Céu agora tem outra cor, outra dimensão, hoje quando eu me enfiar no mar de cobertores e edredons, e vou querer dormir em paz, morrer em paz por alguns segundos, e rezar que ao menos neste instante - Neste doce, meigo e amável instante - Deus me traga você em forma de chuva, frio, ilusão ou qualquer outra coisa que me valha. Eu te procuro, você não percebe que há tanto te quero e te sinto em vontade?
Na música eu me consolo por instantes - pequenos tempos - para perto de ti; Doce ilusão, porque tudo dura muito tempo perante 4, 5 minutos. Mesmo se fosse uma música de alguma música de alguma banda de rock progressivo dos 70, não adiantaria nada e nem me funcionaria de modo algum, de algum modo, sinto que você logo logo já se vai sumir. É um fato consumado saber que tudo é temporário, desde como nossa travessia, até a vontade de estar contigo até te perder em menos tempo que comer um pacote de bolacha. Foi fácil te conhecer, mais fácil te perder.
Nos espaços vagos do Céu eu procuro por você, e olho em tudo ao meu redor. Ninguém vem, e ninguém vai estar. Será que eu voltei aos meus dias de Sionita? Padeço em cada rua, esvaneço em cada segundo, e vejo que a cada segundo me transformo em uma ilha: longe, distante, secular e oceânico. Me perco de tudo e de todos, ou todos se perdem e se desencontram de mim? Quantos dias eu caí pelos de fé e foram poucos os de fé que caíram comigo...Não vou me abater nem me resignar de nada, sabe?
Ando me desligando de inúmeras coisas, pensando no dobro, e rezando pelo triplo. O demônio está em minha porta, mas Deus está em mim. No meu ser. Quanto mais eu me solto e desprendo de tudo para te ver, te ouvir, te falar, te seguir e te sentir, é quando sinto, e vejo quantas amarras me seguram: Se eu fosse lhe dizer que te amo, você sentiria no abraço eu dizer isso enquanto beijo seu pescoço, ou quando digo, quase que me punindo, entre-dentes trincando: "Eu gosto muito de você." Você não notaria, você não saberia, mas, eu mesmo assim o disse, e tirei de mim trinta pedras, e hoje estou bem. Mas, de que importa, você não notou, e nem ouviu tudo o que eu disse/fiz. É tudo um grande óbvio no integral.
A vida incrívelmente continua a cada sopro, a cada dizer, a cada riso seu que eu lhe pedir, a cada vontade doida e incrível de te desgarrar num abraço meu, e a cada estadia tua. Me perdoa, mas, hoje eu sou uma ilha, porém quando eu voltar ao continente, você me recepcionaria com um abraço, um beijo, e um "como foi seus dias de Sionita?".

sábado, 13 de abril de 2013

1962

Eu posso morrer hoje?
Você me deixaria, me concederia a honra, o privilégio, a glória e o temor de subir aos céus como a névoa de uma vela, para poder lhe ver, lhe sentir, lhe abraçar, e saber que realmente está tudo bem? Você poderia vir até mim mais uma vez, e com a permissão de alguém, ou Do Alguém, você me diria o que é e está sendo tudo isso, o por quê de tantas coisas, e como, de súbito, faria eu entender no que eu tanto creio como religião, e tanto digo como filosofia de vida, e faria eu tanto aceitar o que ainda hoje me parece tão díficil como hoje?
Recorro aos livros, e nada me dizem, a música apenas alimenta aquela vontade doida de ouvir tua voz. Teu beijo na cabeça, teus olhos e tua voz tão tremida, seus pés cansados e rachados, as mãos machucadas - Não foi falta de salvação. Sua voz ecoa pelos lugares, e seu nome ainda é lembrado por mim, e por quem te tinha em estima, sua estrela não se apagou, e agora ela está no meu pendão. E eles ainda falam mal, e diem coisas tão fea, mais, você mesmo me disse: São palavras, apenas palavras, ferem, magoam,quase matam, mais não te tiram do foco se você não permitir. Mas, e o que eu dei a ti? Nada.
Minha cabeça deita-se num travesseiro duro, e eu sinto como se fosse o chão. Me pergunto agora se você ainda sente alguma coisa. Eu sinto minhas mãos tão quentes, e minha cabeça tão distante de tal, não que eu quero estar longe de você, mas, é que as vezes esquecer para mim é melhor do que ficar retalhando minha mente num assunto que só lhe denigre e lhe corrompe mais a alma, e só me cansa, e me deixa mais triste, mais oceânico que antes. Eles não sabem de nós, e eu não dou a mínima, agora sabemos, que éramos/somos/seremos fortes sempre. Nossa história é incolor, imortal.
Quando eu morrer, você vai lá me ver, me abraçar, ter comigo, e a gente vai poder estar junto de novo, como foi esse ano que passou? Você se lembra que estávamos nos entendendo e acertando? Você lembra da rede embaixo da árvore, o violão comendo solto, a fogueira estralando, os pássaros cantando, e Deus ali, a nos olhar? Você se lembra da casaforte, das histórias, de 1962, e tudo o que deixastes aqui?
Será que ao menos, você ainda se lembra de mim?

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O Deserto De Cemal II

" Nem tudo é o que prarece..."
Tudo na vida é feito de momentos, eu creio: Bons, ruins, ou o que seje. Assim sendo, percebo que este ano trás em vera os seus momentos, me dando coisas boas, e tirando inúmeras coisas (desde "pilares" da minha vida, até coisas pormenores). Deus me deu e me tirou inúmeros momentos, e isto me deixa atônito (justamente por não ter o que pensar, dizer ou falar). Deus me tirou anjos, porém me deu situações para ser cada vez mais forte, e reforçar a chapa do "Marvellous Titanium" que sou. E de certo modo me sinto forte para tudo isto.
Ultimamente estou me sentindo só de novo. Um sionita nos seus dias de glória, penando no denso deserto, sem ter muito aonde ir e o que fazer e em se apoiar (tirando a fé em Deus); Me sinto meio-morto em cada esquina que ando, como se perdesse essa fé em tudo que há tanto eu tenho, evidencio e evangelizo. Com o pecado a parte; Parece até que ás vezes Deus se esquece de mim e dos meus. Mas isto é coisa de momentum, há de passar e tudo há de ficar certo (eu espero).
Cada dia que passa, me sinto mais revoltado e com menos vontade de sair para os lugares. Sinto uma vontade incontrolável de dormir horas, dias a fio na minha cama, e com sorte não acordar mais. Tiraram de mim minha corrente, e me apuseram em um greto. Eles riram de mim, e tiraram sorte das minhas lindas (para mim, e feias para você) vestes. E eu só queria poder encontrar alguém igual a você. E eu só queria poder parar de me sentir tão pouco sobre tão tudo. Eu só queria poder deitar minha cabeça no seu colo, ter do seu afago e deixar o mundo morrer lá fora; Mais isto não será possível por um bom tempo, né? Hoje você "não existe" mais, mais espero que você venha logo até mim, para podermos retomarmos aquele nosso assunto pendente de sabbath.
Andando só de novo, encontro velhos personagens, entre eles, o Pássaro Místico do Passarinhedo. Ele me louva e me diz que fiz o meu maior e melhor, mas, eu fiz mesmo? Eu mereci os anjos e "anjos" que estavam e estão e estarão no meu caminho? Até quando há de moer essa dor? Ele não diz. Sigo então meu caminho, aguardando o que vier, e esperando de tudo para com todos. Conheço meus pecados, um por um, e sei que não iria pro Céu, e nem para local algum. Sei que não posso nem estar na presença de quem eu fico, mais eu agradeço a bondade de Deus pelos anjos no caminho, e pelas "pessoas de bem"; Bem melhores que eu, né?
Deus; Me fortaleça. Bora reforçar o "Marvellous Titanium". Faça-se em mim segundo a Tua vontade. Que eu sionite o tempos que achardes necessário, e que no dia que for minha vez; Ponha água em meus lábios e arruda em meus olhos, e que eu tenha ali minha travessia feita. Que eu dê cabo de toda situação e eu aprenda de novo a dançar a dança. Que Tu seje misericordioso comigo e com os meus, e me dê a felicidade que há tanto estimo, tanto a mim, quanto aos meus. Vejo hoje - mais uma vez - apenas eu e Você; Então, Meu Senhor...Vamo nóis!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Sorriso.

Honestamente, você é muito linda. A vera e a tona.
Seu sorriso, sua voz, seu abraço, sua cara de séria quando lê, os tons, os seus dons, sua vontade, suas manias, suas caras, trejeitos, tudo o que vejo em você trago a mim como uma aceitação: Uma vontade num imenso painel, aonde prego, ajeito, prego outro, e logo vejo cada vez mais de você aonde tinha muito de mim; Logo, estou na sua. E isto me assusta.
Você é tão maravilhosa, e tão meiga. Se você soubesse que sua ingenuidade combinada com tua fala de jugo manso, e seu olhar tão brilhante e teu riso de candeia, quando juntos podem fazer até a queda de um Arcanjo do Céu, você traria de novo os Anjos e almas boas para a Terra? Se você teve um dia lindo hoje, é porque você não arreparou que Deus sempre lhe deu um dia lindo e abençoado, e que antes mesmo disso, o mesmo Céu que sempre habitou em nossas cabaças estava lá, só que hoje você viu, e hoje você sentiu. Deus sorriu para ti, e tua jarra lhe fez cheia. Você me deu seu sorriso, e meu jarro se transbordou por demais.
Se tu soubesses, que eu estou tão assim na tua, que eu desejaria estar mais ao seu lado do que ao lado desse Brumeio, e mais abraçado a ti do que com o Vento que logo se esvai, você acreditaria? E todas as vezes que os sapos travaram minha goela, e eu fiquei a gaguejar, apenas dizendo meia-dúzias de sílabas incorretas, você riu, me meditou, e simplesmente ignorou. Deus seja louvado. Espero que a mensagem chegue e não chegue, do mesmo jeito que quero que você entenda tudo o que quero lhe dizer. 
Um Jack O' Diamonds procura uma Action Woman. Uma Action Woman está muito ocupada fazendo suas roupas.
Sei que é remota (impossível) ter a resposta que quero. Sino nenhum frange em piso torto, mas, a tentativa é o melhor de todos os moldes para uma boa escultura, por isso, jogo uma moeda, rezando para que dê cara, e que não exista o verso-coroa, e que você entenda o que lhe digo, e o que todos penam em dizer, e você olhe pra mim. Que o abraço tão belo, meigo e gostoso, forte, marrudo e de charco, se faça cada vez mais presente, e que você esteje em mim. E que assim, apenas assim, eu me sinta bem mais feliz (muito bem mais feliz) do que eu já sou agora, porque exatamente agora, a única coisa que eu quero e me falta, é alguém assim, do seu nível, do seu jeito...A quem quero enganar, alguém você.
Álias, o compacto do Simonal é bom horrores. Preciso lhe entregar logo antes que eu mude de idéia!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Prumeio d'Abril.

Com o tempo, percebo que algumas coisas não se adequaram a mim, e ao meu laço, e precisaram ir embora. Algumas me fizeram falta, outras apenas notei ontem. Tudo na vida tem-se em começo, ameio e fim, como na linha da minha mão que aquela linda vó cigana leu na Praça Roosvelt. Meu destino é traçado de felicidade e coragem; Assim seja; Amén.
Os meus discos, minhas roupas, meus instrumentos, minha vida, minha fidelidade, meu Corinthians, meu Deus, meu Pai, minha Mãe, meus Avós, minhas raízes, meus amigos, meus inimigos, meus parentes, minha Mãe Maria, e meu São Jorge. A todos (sem exceção) sou grato. Se sou o que sou hoje (bicho bruto, de riso bobo, focado em um ponto cego e dado como um homem de problema psicomotor), meio amargo, meio feliz, meio revoltado, meio velho, e meio inteligente, devo tudo a vocês. Quem traçou meu caminho fui eu, quem chegou até aqui fui eu; Mas é inegável o fato que alguns de vocês fizeram eu mudar a idéia, tomar rumos certos e outros falsos. Obrigado a todos vocês que estiveram comigo a curto e longo prazo, vocês todos estavam ali na linha da minha mão!
Futura menina dona dos meus dias, dona da minha alma, do meu coração; Bem-vinda desde agora: Espero que você dance comigo os beats que eu tanto danço sozinho, cante comigo as músicas que há tanto muitas pessoas dizem que canto "bem", que toques comigo inúmeras melodias, que teu colo seja cada vez mais vezes meu travesseiro e divã confidenciador, como já o foi uma vez. Que teu beijo seja a motivação e razão d'eu estar aqui (beijo este, mais do que beijo. Ouso dizer até, razão de me atar mais e mais a você). Que seu abraço seja mais que um abraço; Que continue sendo "O" abraço, e que faça sentido e faça bonito a cada dia da minha vida. Que você deixe eu te beijar, quantas vezes eu quiser, ou você achar que eu precise ter de você em mim, e que eu possa...Não mimar, mais, cuidar de você. Se você analisar bem, você pensa demais em muito, em todos, e muito e tudo em todos; E nem sempre reserva tempo para ti; Isto é belo e louvável, mais, pensa-te em você; E deixe eu tentar ao menos, de algum jeito, retribuir a alegria tamanha e imdedida que é ter você na minha vida, e como é bom saber que tenho você em braços, mente, copos, e em tudo que eu quiser. Dizem que o nosso nome é um "auto-mantra"; E quando digo o seu, posso dizer que me dá até uma certa sensação de paz. Sem mentira, papo sério. E você também, futura menina, você também está na linha da minha mão; E não foi só a velha cigana que disse, meu pai e minha véa também me alertaram de tua vinda ao meu convés. E isto me alegra horrores.
E que na linha da minha mão, Deus reine, e não haja espaço pro mal ou injustiça, e que meus olhos apenas vejam e prevejam o bem de minhas mãos, e das mãos que aperto e acariciarei, e que o mal não se tenha em espaço, e saia da minha mão quando a lavo depois que chego em casa, e que o resto, vão zumbido feo em minhas orelhas cansadas de ouvir da música boa e da voz doce e envolvente dela, sejam apenas silêncio. Que tudo dê certo a todos, e que Deus mande um spotlight perfeito a cada um de nós. Que a roda gire, e cada um fique no seu devido topo, e que o resto seja só silêncio; Pai, Parma; Que vocês estejem bem, e Deus os livrem de todo e qualquer mal. Só alegrias, e longe de todo e qualquer tipo de negatividade; Muito amor, caridade, força e coragem. Vamo nóis! \o/
São os Votos do;
Queiroz; Marcus.

(Se não gostou, vá tomar no seu cú, e tenha um ótimo e abençoado dia :D )

sábado, 30 de março de 2013

No Hall Do Salão Dos Deuses.

-E como é?
-É lindo, temeroso, porém lindo.
-E tem volta?
-Não, uma vez ido, nunca se recuado.
Dito essas palavras, pai, sabias bem que iria procurar por isto em todos os cômodos e canteiros de jardim. Não o achei, mais, não o quis mais para a minha eternidade, para o meu ser. E, quando arrumei o poeiril que havia embaixo da minha cama, limpei um teco da minha alma, e nele achei a porta para mim mesmo, achei mais uma forma de voltar as minhas raízes. E isto me fez bem por até demais. Isto me fez lembrar de ti, dos seus pés cansados e cabelos grisalhos. Me fez lembrar das costas doídas e riso energético de minha mãe; Pai, Mãe, estou entrando nos trilhos (eu acho), e talvez perder aquilo que eu chamava de "muro-de-arrimo" tenha sido definitivo para um novo começo.
Pai, me disseste uma vez daquele lugar, "O Hall do Salão dos Deuses". Eu ainda me lembro. O buscavas tanto e logo eu o estava ali, por acaso, num êxtase incomungável, que nem eu mesmo sei dizer como o consegui - sei que foi no período de medo, ansiedade, e alegria -, sei que agora estou aqui, vendo estes vitrais lindos, essas pessoas sorrindo, crianças brincando, uma linda mulher-menina-moça-moleca dançando faceiramente com seu genitor, e ajudando copiosamente sua mã. Pai, estou no Hall, e há plantas lindas, e lugares perfeitos para se sentar e tocar aquela nossa música, para fazer aquele churrasco e aquelas mini-pizzas. Pai, neste Hall há espaço para dois, mais, não hás de vir, nem que tardaste. Tua voz as vezes nem lembro mais, mais lembro do épico: "Ô filhão!", e de como seus conselhos e parábolas (tão inúteis antes) me servem tanto, e tanto.
Pai, os Deuses que vejo são maravilhosos, e lindos. Creio eu que já vistes cada um deles, ainda mais aquele que tem sua semelhança, teus gostos, e que parece um gêmeo desgarrado do teu. Pai, soubestes de tudo isso quando me dissestes do Hall dos Deuses? Sabias que toda a minha jornada para tentar esquecer um pouco da dor de não te ter nem em voz, seria suprimida e trazida a tona aqui? Deus é testemunha que quando eu lhe ver no Hall, lhe abraçarei fortemente, e lhe trarei o melhor vinho e melhor incenso, e trarei conforto aos pés cansados, assim como o descanso do peso no leve fardo para mã. Pai, obrigado por me lançar tal tamanha benção, mesmo não sabendo como lidar com ela. Graças e louvores sejam dados. Agora que estou aqui, sei que não posso desistir, espero uma resposta, espero uma ligação, espero um dia, espero um movimento, um acorde, uma flor, um charco e um sorriso. E tudo será me dado no Hall, no dia que me for merecedor, na sua vez e no seu tempo. Agora pai, admiro os vitrais tão lindos que desenhastes em minha mente, e agora, sei que não estou sozinho; Pois, depois que eu me paressar, não tardarei a completar o resto da lenda e me afogar no Santo dos Santos. Pai, obrigado por me dizer como seria.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Meu.

Agradeço, a todos que perderam seu tempo para desejar um parabéns para mim. Um abraço e um beijo forte aos que rezaram por mim, e um beijo na alma de quem me pôs nos pés de Deus, me consagrou a Nossa Senhora, e me protegeu em São Jorge, para me livrar do mal.
Deus, me guarde nos teus braços, me proteja, e me livre do mal, esteje comigo para qualquer entrevero, e na briga do vento com o furacão, seja mais forte a tua vontade. Abençoa cada caminho que eu faço, cada pessoa que eu conheço, cada amigo que ganho, cada inimigo também. Perdoa as ovelhas más, assim como me perdoaste e me livraste do mal tantas (e tantas) vezes. 21 anos de perdão, Três vezes o teu Santo Sete riscado e velado no Céu de Arthur Alvim.
Deus, obrigado por mais um ano com teu consentimento. Obrigado por me proteger, e me dar a lição quando preciso, e obrigado pelas alegrias e tristezas, elas me tornam o que sou hoje. Obrigado pela porta aberta, e as pessoas que entram e saem no friso-vão da minha vida, pois assim tive o despeito, disparate e prazer de conhecer anjos maravilhosos, pessoas únicas, que infelizmente não voltarão nunca mais. Obrigado pelos últimos momentos com meu pai, e com meus últimos amigos.
Obrigado pelos lugares que conheci, pelas coisas que vivi, pelas estradas percorridas e pelos segredos velados no pé de cada igreja, cada revelação obtida quando me achava perdido ou sem saber aonde ir. Que todas as pessoas que estejam do meu lado, andem com a constante proteção da Mãe das Candeias, São Jorge Guerreiro da Capadócia e Do Senhor do Bonfim, e que a alegria reine a todo coração. No meu aniversário, peço a minha alegria, e que dela, todos os que estiverem ao meu redor tenham um tiquinho dela também. Este ano é um ano atemporal, por isso, força e atenção! É preciso estar d'atento e forte.
Obrigado, pelo colo, pelo abraço, pelo afago, pela rosa, pelo cantar, pela música e pelo ensinamento, pela profecia que meu pai e minha mãe se lançaram, e hoje eu vejo ela nascer, e vir, piamente miúda, e que rezo que cresça e fique forte como raíz de avenca.
Obrigado geral a quem esqueceu, a quem lembrou de repente e deu um foda-se, e a quem se enfureceu só de lembrar disso. Vocês também, Deus os abençoe sempre. Obrigado pelos presentes, pelos momentos desperdiçados comigo (de novo), e por todas as bençãos e sortilégios lançados a mim. Graças e louvores sejam dados a todo momento, Senhores e Doutores.
Meu muito obrigado.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Sinédrio.

" [...] De mediocridade grande, pungente e visível, este são todos vocês [...]"

Somos todos humanos, passíveis de erros. Somos todos juízes e réus de um eterno sinédrio aonde nos dão a voz ativa. E ainda sim, alguns tentam gritar em vão. Estes tolos, pobres tolos tão moços. Moços mais experientes, e mais sabidos e mais senhores do que eu. Idade não mostra experiência, tampouco como botar um dedo na cara e dizer mil coisas é tolo, como nossos atos são tolos.
Veja, por exemplo: A moça diz que tal pessoa precisa crescer, evoluir, ser um homem, fazer, isto, aquilo, tirar a barba, bláblábláblá, e quer mudar totalmente o cenário para que ele seja um "homem", que seja mais durão...Mas, e aquele papo de que: "As pessoas vão gostar de ti como você é?"; E aquela exata de "Não se muda por ninguém"; E adjacentes.
E o que aconteceu com a tal pessoa que eu conhecia? Que era decidida, firme, inteira, e convicta de tudo? Disse que ouvia meus conselhos, que a cada três meses chorava por uma menina diferente e dizia que aquilo era tudo uma mentira, que era o Stand Up favorito de Deus, mais não ouviu minhas profecias, tampouco meus avisos, e as vezes que eu disse que o tempo dele inda estava por vir. O amigo que era um irmão, que toca bem, que tem boa voz e cuca legal, barba estilosa, e tinha os mesmos gostos que eu, e hoje me vê como apenas mais um, apenas um trouxa. Os tempos de Sionita voltaram, é hora de se encaminhar ao encontro dos ventos. Minha Mãe das Candeias, olha por mim, uma humilde jamanta mor do universo de 3ª classe, e pelas outras jamantas superiores que levantam as mãos cheias de pedras contra mim - pedras que também já as atiraram em outros, e em si mesmas.
Que as pedras que forem atiradas, não causem dor alguma, nem anulem-se de nada; Mais, que seja feita a vontade maior. E que ninguém dúvide disso, e que ninguém proíba o amor. Que quando meu corpo se curvar perante a terra, o sangue escorrer da carne batida, e eu não estiver mais entre vós, que seja ali saciada a sede de sangue de cada um de vocês, e que assim cada um de nós volte para a sua casa feliz, e assim durma em paz, com a cabeça no travresseiro, tendo a total certeza de que fez o bem, e fez certo, e que uma execução foi feita com toda a veracidade e voracidade, e assim mais um delinquente pagou bem pelos seus exércitos de erros. Parabéns senhores e senhoras, vocês fizeram um ótimo trabalho hoje.