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quarta-feira, 6 de julho de 2022

Carta a Giuliano.

1- Prefácio e saudação;
Marcvs, escriba e escritor, para o terceiro Giuliano que agora vaga em águas internacionaes. Que Deus te guarde, e te esqueça aonde. Alegro-me por tuas palavras, e entronizo as minhas, como em via de resposta as tuas, para poder dar-te a alegria de saber de mim - cousa que acho repulsiva pois n'um telephonema resolveríamos isso de forma amistosa. 

2- Admoestações, perca da fé;
Ainda me chamas de Pedro, mas, peço que me chame de Marcus. Marcus, filho de Fabio e Neto de Fabio Magno. Não sou quem vêes, e a cada dia apago mais minha fé, e tenho veramente abandonando-a com constança, tenho não mais acreditado no que o vento diz, pássaros cantam e peixes falam; tenho não mais rezado o Ofício, e tampouco desfiado terço, e tenho posto em régua a crença minha em Padre Deus - E considero veemente que andei errado todo esse tempo, de forma que só fiz charitas, mas ainda sim apagou-se em mim a chama do viver e a alegria de servir ao Divino, cuja fé agora não sei se o tenho. Tenho cá estado muito comigo, e afastando-me de escopo religioso, creio que talvez desperdicei meu tempo e meu momento. Fui Luís e Fui Pedro, mas, Sou Marcus. Marcus dos Queiroz.

3 - Preparação para a morte;
Por mais que tenhas um arsenal de argumentos, guarda-os. Tenho cuspido e vertido sangue, e além disso, tenho as carnes ora fortes como jovens, e ora fracas, e elas vibram de tremer, como se eu fosse claudicante; como pouco, pela falta de apetite e tanto como não ter como comer, ainda passo por algumas privações, mas sigo firme como sempre o fui. De fato, como vos disse, não penso e nem pretenso atentar contra minha vida, mas, começo a cada vez mais querer desistir de algo que tantos me pedem, e percebo que a cura é mais maléfica do que a ida. Talvez, só uma vez, eu não queira nada mais do que a pura vaidade carnal de me sentir querido, amado, e de após quase quatro meses, tomar uma cerveja. Queria um churrasco, queria um afago, e poder ouvir minhas músicas sem me preocupar se alguém vai ou não gostar. E talvez, estando eu do lado de fora, não tendo essas preocupações, possa ser e estar feliz, e calando as coisas que ainda doem em meu peito, eu consiga ser e estar feliz. Entenda-me, e lê-me com prudência, morrer não me afeta, e possivelmente seria até bom para com quem diz estar comigo, não anseio a vida, e desejo a partir de agora voltar a fazer tudo como antes, apenas para ter um fim ao meu gosto. 

4 - Último peixe, e consideração sobre a ida;
Escrevo-vos pela obediência que consome, sobre o que vi, e espero teu chrisma sobre, de fato que temos ainda fatos a adconjunturar quão voltardes do Vaticano:
Ele se assentou ao meu lado no sopé da escada sem que mo percebesse, e desvelando a capa, tirou o capucho com as duas mãos aonde pude ver seu rosto pacificador, e abrindo o lado da capa, tirou o braço e pôs sua mão sob a minha; e eu, já acostumado, sorri de volta sem precisar de maiores explicações - fez ele me olhar as pessoas, os sorrisos em suas faces, e a tôrre da igrêja; me tomou pela mão como sempre o faz, e andamos entre o mar de gentes, e sorrindo brotava entre crianças, flôres, côres, incælensa e azul, vi o sorriso que me cativa, e sorri de volta - e aquele que me guiava sorria porque sentia o meu pulsar de vida diante de tanta tristeza e solidão. Quando senti a dor de sangue sujo, ele me acomodou entre seu abraço, e deixou que me mantivesse inerte por um momento. Por sua ordem, deitei a dobra de minha mão contra a musculatura que doía, e não senti dor, e mesmo sem saber, deixava que eu pudesse ser mantido e segurado. E por onde andávamos, tinha peixes ao nosso redor, de tal forma que pareciam que se faziam em tapetes para andarmos sobre. Nós estávamos simplórios, e estando eu sob a tutela dele, não senti medo algum - nem de vergonha, nem de medo, nem de morte. Quando ele me deu a ínsigne, me disse: Toma, é pequenina, mas valor tem maior que tôdo, guarda-a e mantém-a; e envolvi-a de tal forma que mesmo se meu coração não quisesse, senti ali que era de valia, e tudo isso, de uma forma geral, me fazia sentir vivo, íntegro e inteiro. E não animava-me a ser quem sou, viver e ter fôlego para ir adiante, por considerar querer ter a morte, mas considerava que até chegar na minha hora de morrer, ele me dizia coisas pertinentes sobre o Sol e o Céu. E eu, repelindo tais palavras e sortes, sentia dor a cada renegar em minha carne. Que, de maneira eu poderia fazer apenas consentir mesmo que meu coração não fosse ofertado nesta forma e maneira. Ainda em mim arde o ir embora, de forma como ele mesmo queria quando era tão carnal como eu. Ele sorriu, abraçou-me, e ao olhar para mim, o disse: Teu peito é semelhante ao Peito que buscas; que apesar de maltratado e amado tardiamente, tens a gana de sempre amar de forma abundante. És agradável aos olhos do Senhor, e por isso to vives!; e obviamente, amei com ódio o vaticínio que me foi dado via peixes/embratel. Mas agradeci e pedi a tutela ao pai dos peixes para que eu pudesse apenas fazer uma última bandeira a meu modo, de minha maneira. Queria eu sorrir. Queria estar vivo para 'queles que estimo, mas sei que estou morto. E por isso atentei e atento com desejo afã de morte contra minha carne, para não ter mais ou obter mais contra o que me mantém. Ainda me sinto só, e mantenho o passo diante da situação, e só levanto meu calcanhar contra os meus desafetos, abrindo a boca apenas para bendizer Meu Bom Senhor e desejar a morte para estar co'Ele na festa do lugar - me vale bem mais do que o vale de lágrimas que me foi ofertado, e apesar da Boa Consolação, meu peito se arrebenta, e sinceramente choro. 

5 - Desejos e vontades;
Diz-me de teu sonho, e me sinto honrado pela confiança em saber de tais coisas. Mas, rogo-vos que pense, pois é de fato mui arriscado perder uma vida por um sonho onde não haja a satisfação de ser feliz e estar feliz. Se a mulher não te eleia a beijar, abraçar e ter em paz, não te mereces, e se o Sol não esquenta as carnes, inútil o É. Viver, de um modo geral, se torna inútil. Infelizmente, me pedes conselhos de coisas que não posso dizer sobre, e só poderia me debruçar em cima de meus alfarrábios, ou consultar meus decanos para lhe dar um aviso pertinente, mas ainda sim, saiba que podes desejar o mundo, mas nem todo o mundo será prudente para você. 

6 - Leituras;
Pare de ler apenas uma escola literária, e adentre em todas. Abomino e disconjuro-te ao fôgo do inferno por terdes tantos livros e apenas usá-los como aparência, e rogo-te que sempre volte a tua gênese literária, para que o seu princípio sempre se mantenha vivo. Leia da patrística com o mesmo fulgor os catedráticos, e leia com zêlo os apologetas de mesma forma os doutos. Ter um favoritismo não significa fanatismo, e na tua condição, ampliar os horizontes para ter mais meios do que falar me parece ser mais prudente. E lê meu livro, necessito de tua informação acerca de minha letra.

7 - Sobre a morte;
Diz me de uma importância, mas, qual? O local que me encontro, a direção, nada disso importa. No fim, isso só foi um momento efêmero e agora, me entregando a hora certa e irremediável do fim, espero que nele obtenha tudo o que não obtive quão em vida, e que eu, morto, não seja alvo de lágrimas falsas e tardias, pois a esses amaldiçoo e renego, e bato meu falar contra eles.

8 - Consideração final e despedida;
Seja feliz. Não leve desaforo para casa. Saia na mão. Brigue. Grite. Laudeje violentamente contra tudo e todos. Exponha seu ponto de vista, mesmo que na base da agressividade. E não tenha medo de errar. E que sejas bem feliz.

segunda-feira, 20 de março de 2017

XXVII (1-7)

Calado, ao meu peito permaneço em meditação; Saio dos extramuros de portas pesadas e férreas para novamente me meter nas construções de homens, com assuntos de homens e pensamentos vilipendiosos. Eu sou um homem, faço parte dessa máquina mercantil, meu sentir pede socorro, pois a cada dia, a cada segundo, a cada hora, hordas de anjos, senhores-de-lei, músicas, escritos, amigos, pessôas-das-geraes me lembram e me fazem afirmar que não sou daqui. E quando tento diariamente me tanger os olhos com o ferro quente da realidade, Deus novamente me brinda com um Céu, uma garôa, um frio, uma cerveja, uma bôa conversa, ou apenas uma fôrça que nunca foi nem nunca será minha, como teimosia de criança, para seguir em frente, que minha recompensa está a vir. Minha recompensa, leitor, é a morte. Nada mais, nem além disso. Na morte encontro a paz, na morte encontro Seo Fábio, na morte encontro Jesus Cristo, Nosso Senhor. Na morte encontro tôdas as respostas que sei que aqui de forma alguma terei, por isso cada vez mais quando me enrolam em espirais de ilusão, bobeira de fim-de-feira, me deixo atrair, pra me ver se naufrago logo; E assim encontrar minha paz, e em contra-partida dar a paz a quem está ao meu lado. Esse côrpo é meu empréstimo para pagar outra dívida, assim como essa vida é para saudar e mostrar que até aqui no degredo, tem gente boa, feliz, altiva e inteira (que, obviamente, não sou eu). Não pense, leitor(a) que com isso tenho tendências suicídas, ou depressão, muito pelo contrário. Filho de enforcado não repete erro, e além disso, me fiz, me vi, e estive sozinho por tantas vezes, que me acostumei com a solidão, e quantas vezes mais lutei por ter gente ao meu lado, para ver se a vida não valia com alguém do lado (amigos, namoradas, esposa, consorte...), mais descobri que as pessôas andam mais solitárias, egoístas, e vivendo umas espécie de queda-de-braço: Não te assumem o que sentem, mas, se o faz primeiro, vira réu delas, e mais além; Te corre risco de sangrar, e quem sangra primeiro não é errado, mas é quem é mais cristão, amou o outro como a si, tomou o outro pra si, como se entregou ao outro: As verdadeiras mãos que são sujas de sangue estão ocultas - tem do mêdo, da má alheia, e não sabem como agir quando encontram um carneiro em seu holocausto, apenas se tremem e se refugiam em seu infinito particular. O sangue inocente nas mãos, no fim das contas, são também de mãos mais inocentes ainda, por não se deixar ir adiante, ou se deixar viver, ter; Dizem-se tanto, e pouco se são, e muito se enchem do vazio, e na hora da vera, é tudo tão tardio, é tão triste, e as pessôas que se eiam, no final das contas são as que mais vazias estão. Elas dizem se comungar com o amôr, mas, o amôr do qual eu comungo não tem fim, prazo de validade, ou como-se-porta. Ele é o Amôr, tão só, somente, é. A vida é mais simples - algumas pessôas que a complicam. Se agregaram em mim o amôr sem fim de uma vida renunciada, a contra-fôrça, e a fé de Dona Antônia; Elas me fizeram dar o passo descompassado e viver o que vivo, sentir o que sinto, temer o que temo, e almejar o que não consigo nem imaginar possuir; Faço do vento, veículo aonde jogo estas palavras, pensamentos e sentimentos, e que cheguem aos ouvidos, olhos, bocas e corpo, pois meus não são meus, agora - mais do que antes - se pertencem a geral: Concórdia, Cecília, Bep, são da geral, são amarras que me desatei, e aquela camisa do Corinthians nem uso mais, e até mesmo o velho anel do Santo Guerreiro, penso em deixar em desuso para cada vez mais aderir essa vida. Minha vida. Sua vida. A vida, em si. Quando se vive para Alguém Maior, se esquece de si, das horas, dos dias, se esquece até mesmo de tudo que um dia possa ter ocasionado dôr. E por mais que algumas ainda façam o músculo repuxar, tudo isso passa, tudo isso acaba, tudo isso é deixado de lado, para dar lugar ao que realmente importou, importa e há de importar cada vez mais na vida daqui por diante.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Balanço Do Ano Que Não Era Nada.

2012 foi um ano insosso. Um ano que eu preferia que não existisse, e que continuasse, em aspectos distintos.
2012 foi o ano que perdi coisas únicas, fractas e que sei que nunca mais terei. E foi o ano que ganhei muitas coisas boas. Basicamente foi um ano de mudanças e adaptações. Arrancaram uma perna, uso muleta, me arrancam a muleta, me escorro na parede. 2012 foi um ano de dor, uma dor que era pior que o câncer que corroeu meu pai, foi um câncer que me emagreceu e quase me matou. 
Foi quando perdi minha tia, foi quando perdi minhas esperanças na vida humana, foi quando eu voltei a beber, berrar e brigar, foi quando me escornei de corpos em copos para ser feliz, mas era rejeição atrás de rejeição. Em 2012 eu ganhei um amor para recordar, eu ganhei a América e o Mundo, eu ganhei meu pai, ganhei a fé em São Jorge que foi quem me valeu, e minha família, ganhei uma mulher e toda uma realidade nova.
Em 2012 perdi e ganhei amigos, joguei flores aos leões e mandei beijos aos transeuntes que passeavam no pajeú. Eu encontrei e perdi minha fé, amor, esperança, justiça e o que mais um homem puder. Em 2012 eu criei meus muros, defesas e ataques, e pude contar com um batalhão de amigos para me defender de coisas que antigamente eu julgava que me faziam bem...Ledo engano. Obrigado aos que estiveram comigo em todos os momentos deste ano tão turbulento. Vamo nóis para 2013 com fé, e longe de todo o tipo de negatividade. Vamo nóis?


Com os votos sinceros do The Ox Says/Escritos e Contra-Crônicas.
E quem não gostou, que vá pra puta que o pariu! 

sábado, 3 de novembro de 2012

Assum Preto.

Pássaro, passarinhedo
Pássaro avoa no céu, lindo que só.
Pássaro, canta tão lindo;
E avoa pousando no meu ombro;
Me deixa aroubar teu canto;
E te pôr numa gaiola de angôro;
Pra ver se acho no mundo,
um canto mais lindo qu'o teu.

Pássaro, cê tá aqui, ó.
Preso no angôro, e no meu coração;
Mas seu desdenho é tanto;
Que seu canto é de pura dor;
Seu vôo é contínuo, e rasante.
Na qualidade d'Assum Preto;
Cê mata uns dunins que eu te dou;
E os come como quem fica na prisão.

Pássaro, cê ainda me olha com coragem,
Mas, me passa confiança, e eu te solto;
Ocê vem ter comigo, qu'o tenho contigo.
Teu cantigo se afunda na minha viola,
E assim viramos um,
na tua asa eu avôo, e ocê me carrega em paz.
Pássaro, ambos estamos livres;
Ambos temos nossa liberdade imposta;
Canta comigo, Assum Preto aziago;
Que eu engrosso o canto pra tua flôr ser cheirosa!

Assum Preto, canta forte pra assurdar a Mãe Morena!
E canta alto para a Vó Antônia ouvir quando acordar;
Que a Márcia veja que a vida é mais do que ela acha;
Que Milady esteja levantada, e vendo a vista da torre;
E que Meenie esteja apenas sonhando com o dia 10.
Assum Preto, embaixo das tuas asas, me guarda,
Me protege, como me protegeu São Jorge.
E eu luto contigo, e te livro da maldade fea.

Assum Preto, esteje comigo sempre,
qu'eu sempre vou ficar contigo, até o fim.
Não importa, o que acusar na nossa rendeia;
Importa é a nossa força contra isto.
O nosso canto, ninguém pode quebrar.
Então, sejamos fortes e único, Assum Preto;
Qu'eu canto procê, de fino agudo e grosso tato;
E ocê me arrege no côro, pra dar força no refrão!

domingo, 21 de outubro de 2012

Arranjo.

"Eu tenho outra pessoa"

Em todos os teus fazeres;
Faça o que fizer, faça bem.
Mostre teu ponto de vista a quem te interessar:
Diga, ouça, brigue, exponha.
Não ande para trás, nem olhe pro lado.
Honre sua família, sua história, seu feitio!
Tenha sua opinião, seu caráter e valor.
Tenha a força de andar, e ser forte.
Ande com a cabeça erguida;
E tenha da tua vontade como guia!
Nunca perca, ou esmoreça!
O mal padece e perece diante do justo que tem amor!
Você nasceu para ser único,
e sua unicidade valerá por tudo.
Até pela vida, até pela morte!
Fique firme, e lute até o fim.
Pois no fim da guerra,
quando a névoa abaixar;
E ninguém contar a história;
Conte o teu ponto de vista, e mostra:
Que tudo valeu a pena,
Tudo foi lindo,
E tudo permanece-se lindo;
Com ou sem tua razão de viver...
A vida não se acaba. Nunca.

domingo, 14 de outubro de 2012

O Deserto De Cemal.

Eu hoje, não sou nem metade do que era antes. Não tenho mais riso, não tenho a cara aberta, meus olhos não fitam os olhos de ninguém porque estão cansado de verem olhares e esperarem algo em troca. Definitivamente, minha esperança a cada dia que nasce, e eu não tô nem aí pra porra nenhuma mesmo, espero só poder saldar todas as minhas dívidas, e que Deus olhe por mim.
Estou cansado de me demolir por alguém; Não por não ter personalidade - muito pelo contrário - Mas, por tentar ser, e por alguns dois dias, ser uma pessoa boa para outras pessoas. Estou muito cansado de pedir desculpas quando a culpa não é minha. Eu não quero andar na chuva quando o Sol desponta, e não quero ter amigos só porque eles querem saber como é uma frase em inglês, ou porque minha oração é forte, ou tampouco porque eu entendo de música. É tudo um fato preso no rabo da espadotéa.
Eu, a partir de hoje, vejo que caminhar por mim, e por mais tortuoso que seje, devo traçar um caminho só. Que São Jorge vá na frente, abrindo meus caminhos, e me livrando do mal, Mãe Maria me livre do mal, e me guarde em seus braços, e o Senhor do Bonfim me guie em paz até o dia qu'eu morra. Eu não posso, não quero, e não vou me prender a qualquer tipo de dogma, religião, amizade, convivência, ou até mesmo de relação. Infelizmente, percebo agora que meu apego é excessivo, e que tenho que vagar no deserto por mais um naco, voltar aos tempos de "Sionita" quando perdi o meu tesouro, quando perdi meus trêsanosemei, quando perdi a minha vontade de viver, quando eu me perdi.
Quem, entre tantos, gostaria de andar na paulista comigo, tomar um café, ir num museu, ver igrejas velhas, ou até mesmo, ficar parado tocando violão, ou ouvindo música realmente boa? Quantos, entre vocês, teria paciência de receber, e ouvir, e me fitar com qualquer tipo de olhar, e ouvir tudo o que sei, tudo o que tenho a dizer, e depois apenas me abraçar e dizer que está tudo bem? Quantos dentre todos vocês não se revoltam quando eu digo o certo, não porque sei, mas, porque não quero que vocês passem vergonha no futuro? Quantos de vocês, não são mais infelizes do que eu?
Sabe aquele Sol que todos vêem? Eu também vejo. Mas, não sinto mais tanto tesão como antes. Não me sinto mais tão afim de descer correndo pela rua, tampouco de viver com um propósito. Eu agora vivo por mim - coisa que nunca quis, nunca gostei - e percebo que me torno mais um desiludido, e mais um cara que transita pelas ruas da cidade, mas, que vou fazer? É tudo a mesma coisa, é tudo o mesmo charme. Acaba-se tudo na eterna morte do corpo, e vivença do espírito.
É estranho não se ter com quem conversar, mas, acho que de algum modo, Deus me preparou bem para isto. Afinal, foram só 19 anos para não ter para onde correr, abaixar a cabeça, ceder a vontades, e calar a boca e só dizer d'Amém para todo mundo. Me sei que o deserto é um campo extenso, mas, não sei o quão extenso é; Gostaria apenas que o dia de hoje me traga bons ventos e melhores dias do que antes. Deus, tem a piedade de mim, e não me faça forte. Me faça ter pés e passos firmes, olhos que sobrevivam as rajadas d'areia, um coração forte que não guarde mágoa nem rancor, e que cada um que passou pelo meu caminho, que você abençoe, junto com Mãe das Candeias, que mais vale o teu poder, do que a minha fraca oração.
Que cada dia renove-se em uma vontade, um desejo, um momento. Que a vida seja mais o que a gente consiga ver, e que a morte não seja algo em vão e doloroso, mas, seja a porta de entrada para um mundo novo. Sejamos, fortes para aguentar qualquer barra, e, no que vier pela frente, que Deus cuide, Deus abençoe.
Que a solidão seja suprimida por orações, ações de caridade, e devoção. Que a solidão morra com as músicas tiradas no violão, que a mente vazia não seja mais oficina do diabo, que quando sobrar os seus 20 contos, que se dê ao luxo de ir comer sua feijoada violenta no centro da cidade, que sua liberdade de expressão seje libertada, e que seu coração não sofra tanto. Se dê a esse direito; Afinal, você não vem ao mundo para sofrer, tampouco ser escravo de ninguém, sua missão é viver e ser feliz. Seja positivo, e atraia a positividade, assim, como atraí a Milady, e adjacentes...Tudo é uma questão de ser do bem, e estar de bem com a vida que nos resta. Cada segundo é final, então, não pense muito, mas, pense bem e pense o suficiente para ter a certeza que este passo será maravilhoso. O que ficou, não é para ser pensado com saudade, mas, como uma hipótese de menor sucesso. Tenha fé, que tua estrela ainda vai brilhar. Eu vou te botar na minha reza, e nela vou dizer tudo o que está acontecendo. Deus há de guiar teu caminho. E eu vou seguir o meu, sendo o Sionita que anda Sionitando por aí.
Sem mágoas, sem raiva. Longe de todo o tipo de negatividade, e de todo o tipo de mal.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Granada.

"Filha do Rei De Sião, não maneie mais tua cabeça para baixo, comece, gradativamente a subi-lá e veja, que do longicuo horizonte voltará teu homem, que antes era apenas um amante juvenil. Ele estará preparado, armado, ungido, e feito para ser teu do amor até o caos."

Se você ler, por favor, me dê um sinal de que ainda lê o que eu escrevo, ainda toma partido de minhas letras, e sabe da verdade que sublinho aqui. Se ainda amas este ofício que faço por ti, por favor, deixa-me a par disto. É muito importante, Rosa, saber qual é o melhor caminho para chegar até você (once again).
Eu gosto do frio, da chuva, do vento, e do trovão. Gosto de andar do metrô, e dos chacoalhares e faíscas do trem contra o fio aonde ele encosta para tomar pulso. Eu gosto de música, desde que seja música, com sentido e comoção, que me faça sentir vivo, assim como me sentir vivo quando estou contigo. Se a música fosse uma mulher, ela seria você; Sem tirar e nem por. Eu gosto do Habib's, Burger King, Mc Donald's, Pastel de Queijo, e da comida da sua mãe. Eu gosto do seu arroz, do seu suco, e do seu brigadeiro com pedacinhos durinhos.
Eu gosto, quando você tira a sua meia só para esquentar o seu pé no meu, ou quando você tira os gatos de perto, só para ficarmos eu e você num momento íntimo, aonde só Deus pode parar.
Eu rezo para que a esperança não morra, e os poucos fios que estejam em mim, conectados a você, logo voltem, e façam a nossa conexão estar linda e hiperativa - como sempre foi, como sempre será. Logo mais, estaremos juntos no estio. E eu serei o Outono de novo.
Eu gosto dos meus vinis, dos meus instrumentos, das minhas camisas, do Quasar que você me deu, gosto de andar no centro da cidade quando tá frio, ou garoando bem de levinho, e gosto de sair com você, e te segurar pela mão ou pela cintura, pra mostrar que você é Minha, e que neste ventre seco, logo mais, daqui há alguns tempos, haverão de estar os bebês mais lindos, e abeçoados que um dia este lugar já viu. Eu Amo Você. E, sim, eu acordarei no meio da noite, para pegar eles e levar até você. É compreensível até isto. Com uma mãezona dessas, até eu queria dormir ouvindo o seu batimento cardíaco.
Eu vejo o Sol, e ele desponta em desespero, como se anunciasse um fim, ou algum tipo de desejo. Eu vejo também as estrelas, e elas brilham sem dizer porque, para quê, com o quê. As estrelas são pequenas faíscas de seu brilho solto no ar, e teu riso, é mais branco e claroso que um atrovejo de um raio na Terra Seca. Quisera eu ser atingido por este raio, ou simplesmente morrer no meio desta tempestade, Pequena. Sinto uma vontade muito grade de morrer, e dar cabo de tudo isto - Devo eu deixar a caravana?, me questiono, quase sempre. -, Quisera eu te deixar livre de mim, e assim te dar a maior prova de amor do mundo: Tua libertação de mim, e te mostrar que eu fico bem, feliz, e ótimo sem você.
Mas, não, não o fico, não o faço, não me é bem. Pequena, Pequena, você irá voltar para mim num clarão? Ou quando eu menos esperar, você há de voltar pedindo logo o muito e o sempre? Minha Rosa, eu estou morrendo, creia em mim, e eu só gostaria de des-definhar com uma única pessoa, e te sabes quem é. Ultimamente ando-me muito pálido, olhos sem muito brilho, e um riso fechado. Rosa! Tiraram minha alegria, e nada mais posso fazer, a não ser me desesperar, e rezar para que não seja tarde demais. Rosa, eu não quero nunca perder você.

domingo, 17 de junho de 2012

Cantiga De Acordar (Canto do Sol).

Saiu o Sol
É hora de acordar
Ver da janela
A onda no beira-mar

Coroada de estrelas
Tão linda estás
E mesmo se fosse cego
Tão linda estás

O dia inda pena
Insiste em nascer
A Rosa desabrocha
E eu quero te saber

Saiu o Sol
É hora de levantar
Ir até a janela
Sentir a brisa no ar

Eu venho da noite
Aonde o frio é intenso
Eu venho do seio
Das horas que inda tenho

Morre a vontade
Se cria o desejo
Faz a expectativa
Aumenta o anseio!

Saiu o Sol
É hora de se arrumar
Veja pela janela
Como o tempo está

Venha depressa
Pois eu estou morrendo
O tempo não espera
E estou padecendo

Como um cometa
Me sinto caindo
E zunindo eu vou
Entra a flor de espinho

Me ame agora;
E deixe o resto se afogar
Me queira agora
E deixe eu ressucitar, pois;

Saiu o Sol
Por favor vá me encontrar, ai!
Te acendo mil velas
Por favor, venha me falar.

domingo, 20 de maio de 2012

O Sionita (I)

E, mais uma vez, eu perco uma batalha da qual eu só queria me sagrar o vencedor, sem ferir, sem matar, sem reféns ou prisioneiros. Mais uma vez, na calada da noite me dano, vendo a lua, as estrelas e o Céu cair sobre mim.
Deus está me fazendo pasasr uma provação? É este o meu quilo de sal pessoal? Deus, me perdoe, mas, isso é mais que um quilo, chega a ser uma meia tonelada, se te interesssar bem. Dizem que eu não posso te tratar de mal grado, nem te falar maldades, mas, eu não estou lhe desrespeitando: Pois, se me concheces, e lê minha mente, e sabes de meus atos, e minhas vontades, de que adianta esconder um pensamento que você já sabe? É chover no molhado, Meu Deus.
Estamos indo para o inverno, Deus, e o teu Sol e Céu estão bonitos, mas, está frio, e mais ainda apra mim, então, me faça um cubinho de gelo, para que eu possa apenas me esquentar, quando o calor que eu quero, finalmente estar perto de mim. Ela não está aqui, Deus, e você sabe como isso me dói!
Por quê dói tanto, e parece que a cada dia dói inda mais? Por quê tudo não se estabelece? O que eu tenho que fazer, para ter tudo como antes, para ter a minha vida feliz e boa como antes? Deus Meu, conheces minha dor, minha franqueza, meu fraquejo e minha vontade absoluta de não estar mais aqui. Ajuda-me a, antes de partir, ser gentil, bom, e justo, ajuda-me, a não ter quem me compreenda, mas, que eu compreenda os outros.
Tenho medo de que esteja tudo bem para todos (menos para mim), e que assim siga a roda do mundo girando. Se a roda se mover mais um grau, devo eu me destruir mais ainda? Deus, por quê tem que ser tão díficil? Por quê eu tenho que ter a mente, o método e maneio de pensar como esse? Por quê não me fizestes diferente?
Por quê tu, o Rei dos Reis de Israel, não fazes o que tanto peço. Sei que não me abandonastes, então eu estou aqui, parado no meio do deserto, com pouca água, e clamando por um Oásis. Intercede por mim, Deus, não me deixa só, a pior morte que tem e a própria mágoa, da qual estou cheio até os cacos.
A vida, não existe sem A Rosa, a Rosa esta, que tento buscar em vão no ar, o cheiro d'Ela, e mentalmente sinto os beijos e abraços d'Ela, e até em sonho sinto a concha d'Ela.
Rosa, consegues me ler? Está por aí? Se estiverdes lendo isto, saiba que te amo, e tua falta corrói meu corpo como o câncer que corrói meu pai. Rosa: "Não ter você aqui ao meu lado, me faz sentir um vazio, o qual só você pode preencher." Rosa, volte, eu te imploro, isto está doendo cada vez mais, e a solidão está me fazendo penar entre os muros do Sinédrio; São muitos contra um só. Saiu o Sol, Rosa, vem apear comigo e comer aonde você quiser, e assistir filme de menininhas, e ver a melissa do teu pé. Ao menos, só por hoje, fica e ame. Desvanesço-me de carne e espírito, e rogo-lhe que ouça minha prece, pois, é dessa reza escrita que tiro minhas forças. Fique comigo, e que dana-se o resto. Eu ainda amo você, esei que ainda me amas. E muito.

domingo, 6 de maio de 2012

O Dia Que Não Chega.

E eu estou sentado, esperando a notícia que não chega para mim, não tem olhos me vendo, mas, existem almas que passeiam. Eu sinto frio, mas, é o tipo de frio que nenhuma blusa pode esquentar, e nem toda cobrerta pode fazer-se no lugar. Sinto frio do meu corpo longe do teu, sinto a vontade de gritar, chorar, quebrar tudo, e me acabar, me finalizar, mas, não posso, não devo, não vou. Tenho que estar em condições apresentáveis quando eu for te oficializar, não é? Afinal, eu estou aqui.
Quando eu era pequeno, menor que agora, eu tinha um crucifixo de prata, mostrando um Jesus magro, pálido-prata, pregado num aço polido e delicado, logo atrás, estava escrito na base do "mastro": Conto contigo. Mas, Deus! Eu era uma criança, no que eu poderia ser um instrumento teu? Deus, hoje eu sou um homem, conhecems minhas vontades, ânsias, algoros e medos, porque hoje, logo hoje, eu tenho que perder meu alicérce?
Por quê hoje, logo hoje, eu tenho que penar tanto, e atravessar um inferno tão puro, que me mahuca, e não me renova, apenas me deixa com cada mais vontade de morrer, ou ir embora de toda essa maluquice de vida? Deus, porque você não mostra seu apreço por mim, e me mata logo? Estamos - ambos os dois - numa queda de braço. Você quer ver o quanto eu aguento, ainda te chamando, e eu quero ver você do meu lado, rezando para que isso acabe logo.
Que o Céu esteja cinza, e a água profunda, meus bolsos estarão cheios de peso, e minha voz será calada, e minha menten fechada. Você venceu, mas, para mim não dá mais. Eu acabarei meus dias como tantos outros acabaram, mas, sem medo, e sem horror, eu sei para onde vou, e o que terei que fazer, conheço os riscos de minha decisão, só espero que isso não afete a vida de ninguém.
Que o Sol inda brilhe, e que aquele friozinho que eu tanto amo, ainda dê seus "ois" batutas e matutinos e aqueça o coração e a alma dos meus, os quais eu tento gosto, e tanto quero bem. Que o Sol batutinha também aqueça ela, cuide dela, e faça ela estar bem, com ou sem eu, afinal, eu não estarei mais aqui, né? Que quando o Sol tocar nela, ela sinta um arrodeio, e sinta meu cafuné, que o ventinho chato, que me corta em navalhete, a faça carinhos, e lhe abrace fortemente, assim como eu fazia, e ela tanto reclamava (e tanto gostava).
E que o resto, Grande Deus, seja apenas resto.

domingo, 29 de abril de 2012

Renúncia.

Deus, grande Deus, se te morreste em Cruz pelo meu pecado, meu fétido, inssoso e injusto, digo-lhe que o fez mal, pois não devias tu, o Rei dos Reis, o Senhor do Sião, o Sionita Maior, Pai de todas as coisas e cores, fazer isto por mim. Caro Pai, são pedras demais a carregar para dois braços pequenos e machucados, leva-me daqui, por medo, coragem, força, lepra ou corte, apenas me afaste de todo o tipo de coisa que me deixe mais machucado, infantil, bobo e fraco do que já estou agora. Abandona-me, deixa-me no deserto, longe de tudo aquilo que eu quis e jurei para mim um dia! Viver 100 anos? Não, apenas 21, por favor, eu desisto, não resisto mas, eu sei que a glória só me é dada quando rogo por ti, mas, de que me adianta rogar e pedir tua benção, sendo que aquilo que eu realmente quero, eu não lhe posso pedir? Ponha me entre os leões do Sinédrio, do resto eu me encarrego.
Deus, ponha me cego, surdo, mudo, paralítico e débil, ponha me debilitado em cima de uma cama, porque não há dor alguma, pois tenho em mim a dor. Perdi meu pai, perdi amigos, perdi o fôlego, e perdi Ela. Não me resta mais nada, a não ser estar fadado a clamar seu nome, e contar aos outros tuas coisas lindas, boas, e sábias (mesmo não as entendendo, e exigindo uma resposta). Deus, és prudente, podereoso e benigno, então, seja bom para mim, a ovelha desgarrada do bando, e me faça um favor, corta-me com o vento, machuca-me com a flor, e que no lírismo fúnebre desta tarde fria, o Sol esteja brilhando lindamente e desimpedido de todo o mal. Que depois de todo este turvilhão, que os sorrisos brotem, que o vento venha forte, que a áua caia do pedral, e que o amor esteja em todos os vãos do mundo. Que seja dada paz ao espírito inquieto, que o incompreendido ache quem o aceite, acredite e o console, e que aquele que está desolado, só, quieto, e pronto para meter a navalha nos pulsos, seja salvo desta dor maldita, e que quem o salve, o tire desta lama toda, lama a qual, alguns dizem que eu estou por opção. Malditos estes, que acham que eu sofro porque quero, pois vocês mal sabem o que é o amor e a vida, a cada semana metem em uma garota diferente, e beijam quinze bocas, e não trabalham, e nem tem planos, vivem apenas de sabbath em sabbath: O Que querem de mim, afinal?
Deus, cuide dela. E só.

domingo, 15 de abril de 2012

Bilhete.

Deus, obrigado pela morte, pelo frio, pela tristeza e pela solidão. Deus, antes de tudo, obrigado pelo mal do mundo, pelo ódio, pela cerveja preta, pelo beijo bem dado da Morena Rosa, dos dias em que nós sentimos vontade de chorar, mas contínuamos sem saber porque, e obrigado, antes de tudo, por tudo aquilo que não entendemos, não sabemos, ou não conhecemos.
Obrigado por Ela, pelos beijos dela, os carinhos dela, e o abraço dela! Que todas as coisas que eu tenho, ou já tive, sejam lhe dadas as graças, obrigado por todas as minhas glórias e derrotas, e Meu Deus, obrigado por tudo o que tenho bem aqui, já tive bem ali, e vou ter no futuro, com Ela, e vou viver bem, prosperando e levando teu nome adiante, pela tua graça, tua glória, pelo teu amor. Obrigado por tudo, tudo mesmo.
Obrigado Deus por eu ter morrido mais cedo do que eu imaginei, e a minha carne ser alimento dos verminhos felizes que também te agradecem pela refeição bem feita para a alegria da moçada, os vermes agradecem pela evolução continuar indo, pelo ar ainda nos dar sustentação, e as árvores agradecem pela troca de casca e de folhas, afinal, são apenas as folhas.

sábado, 14 de abril de 2012

Renúncia.

Obrigado Deus, por tudo o que tenho, e não dou o devido valor. Obrgiado Deus, por me ter nascido do ventre seco de quem diz me querer o bem, e além disso, obrigado pela família, por mais que em curta estância, ainda qu'O a tive. Obrigado Deus, pelo sangue derramado na Crux por mim, mesmo nós dois sabendo a minha opinião sobre isso. Sois tão bondoso e tão lindo, tão gratio plenoe e tão impío, não podeis levar-me para adjunto de ti? Assenta-me sobre teus anjos, ou ponha me para meditar entre as estrelas aonde os namorados fazem juras para suas pequenas. Eu não me importo, mas, apenas me leve.
Deus, guarde não no seio de Abraão, ou na paciência de Jó, ou na ressureição. Guarde-me entre os braços daquela, aquela Pequena Morena Rosa, a qual um dia eu pude até mesmo ter em braços meus, tão seus, e dizer que a queria e a amava. Santo Deus, se isso não for possível, não faça rodeios, abra minha cova com a Trovoada Seca, e ponha me lá.
Por todo o mal que fiz, e todo o bem que fiz, o coeficiênte não é bom o bastante para ser, ou ainda tentar ser um homem bom. Leva-me perante o Sinédrio, e diga que eu sou um dos teus, e que a primeira pedra não doa, mas traga a lavagem da minha alma, o amor de Ti sobre esta carne pensante, inana, e pronta para aceitar a tua vontade, mesmo não a sabendo a qual.
Santo Deus, te sabes bem o que quero, e não sejamos hipócritas: Sabes que eu estou altamente disposto a matar e morrer pelo meu propósito. Eu não aguento mais, e se quiserdes saber, há de muito tempo talvez, eu não aguente mais. Se a missão dada é ter paciência, eis-la aqui, e te sabes que a consegui, e a tenho.
Você é o que a tudo vê, a tudo sente, a tudo gosta e a tudo ama, então, se a tudo gosta, e a tudo ama, até nos momentos em que titubeio, caio, ou me questiono de Ti, você ainda vai me amar, e me mostrar o por quê desta merda toda? Você ainda vai falar: "Carinha, bota pra quebrar, que o dia hoje vai ser lindo que só!" ? Santo Deus, ter o que eu quero, e me livrar de toda esta asca, toda essa coisa em mim, é tão ruim assim, é tão mal?
Infelizmente, Deus, no momento, eu estou e quero ser egoísta. Não me quero saber dos problemas dos outros, eu quero saber de mim, do meu problema, da minha solução, perdoa-me pela avareza de não ter com o próximo, mas, isso não é algo que quero para mim, e se o foi necessário, agora eu creio que não se faz mais.
Deus, interceda sobre mim, e faça voltar, faça ficar, deixe-a estar. Se não puder, então que me mate, e me ascenda até o teu Céu, aonde eu posso apenas olhar de tudo, sem ver nada, sem dizer nada, e ser mais uma cadência rítmica nas danças dos dias.

domingo, 1 de abril de 2012

Rosa do Sião.

Contemplo as rosas do jardim
Mas elas não podem mal me olhar
Pudera ao menos o dia se acabar
Para o perfume d'Ela estar em mim;

Mas meu Senhor!
São apenas rosas;
Apenas rosas;
As rosas, tomam conta de tudo;
Está até encravado em mim.
Rosas, como na batina do Santo.
Rosas impregnando toda a casa e o jardim.

O espinho parece não me machucar
E a cada segundo eu devo completar
A pétala que cai sem pedir premissa ou permissão
E alegra;
Os olhos e planos do Criador.

Nosso segredo então ficará então a salvo!
Outra pessoa nunca irá nos descobrir
Pois na seiva do teu mel;
Eu vou lhe dizer
Que eu quero você Minha Rosa,
A Minha Rosa
Mil vezes Rosa Do Sião!

Minha Morena,
É apenas Minha Rosa,
Apenas Rosa.

sábado, 31 de março de 2012

Outonesa & Afins.

Eu vou nascer por você. A cada raio de Sol, a cada segundo em que o Sol tentar se pôr sem a minha permissão, a cada segredo velado no sacrário de um altar, eu irei ser teu escudo e tua espada, lançarete e pendão, tua flâmula e tua armadura, estarei armado, e contigo luaterei o bom combate, e viverei a vida justa contigo.
Se a ferida se abrir, aplique-me n'Ela, em três quartos de tempo, eu estarei a salvo, pois estarei em ti, e tu estás a salvo, pois tu está em cura por mim. Quando não tiverdes o que vestir, vinde-te-inga até mim, e eu lhe fornecerei trigueiros, frismos, e linhos, para enfeitear teu corpo, adornar os cravelhos de teu dorso, nuca, costas, ouvidos, orelhas, pés, calcanheiro, tornozelos, cintura e seios. Serei teu abraço, o teu íntimo, o único a entrar em você, o primeiro, o único, e o último, gostaria de estar em teu meio, de lhe encher de beijos, acariciar seu ventre seco, aprumar em tua auréa, circular tua auréola com a ponta de meu dedo, e sentir tua carne na minha alma, e minha alma entre tuas carnes.
Serei a última estrela na manhã, e a primeira constelação da noite. Eu serei teu firmamento, e teu confinamento, serei o Céu, o Clarão, os tiros, trilhos, portas, casas, ferros, cadeados, e tudo aquilo que prenda ou te deixe longe do Sacro sabor do mal, da maldade do caos, e da forte dor e depressão que abate quem se é bem, bom e vivo. Que quando a morte avinhar, e tudo se estourar, que eu esteja perto o bastante para te proteger, ou esteja em você, para que nada te atinja, ou lhe faça mal: Afinal, quando lhe dei meu coração, lhe dei minha vida, Morena. Por isso rogo-te para que os dias que correm, sejam mais densos e penestrosos quando eu os estiver contigo, porque ter e estar com você é algo douradouro, para toda a vida, e ter-se contigo, é a coisa mais bela que se tem na face da terra. Ter você, é ter o tudo, e mais além.
Espero você, para me completar, me fazer feliz, esperar a cada dia de Sol e chuva, para que tudo seja altamente eterno, terreno e além-terra, ser extra-terrestre. Que o mundo, a galáxia e as estrelas sejam apenas o mínimo para o nosso infinito. Que não se haja em fim, que Saturno, seja apenas uma mostra de que Deus é perfeito em suas criações, mas você, é mais bela que todas as outras. Eu amo você, e não sei viver um segundo sem ti, ou o teu amor.

sábado, 24 de março de 2012

...

Estou destruído ao longo dos dias, como se uma rajada de tiros se acertacem em mim, como um alvo sacrossímil. Obrigado Deus por eu morrer a cada dia, e na arrevol do Crepúsculo Esmeralda, eu nascer mais forte, feito um Tufão, um Cão dos Infernos nascido para não ser Cão, para se batizar, e ser um homem bom - enfim, viver sob as leis, com as leis de Deus! Maldito o 7º dia de Outono, maldito o 1992 e todas as suas vivenças e morrenças. Obrigado Deus por eu morrer no exato instante em que saí do ventre de minha mãe. Quisera eu ser velado, guardado, e regido no signo e tutela da Mãe Coroada de Estrelas, Mãe de todos os homens, e garotos desvirtuados e prontos para a morte, ou uma merda de sacríficio qualquer!
Deus, me ame, esteja comigo, na ventura e na desgraça. Eis me aqui perante de ti. O Cordeiro Santo maior, e o aprendiz de Cordeiro (Angus Rex, e Angus Mini); Eis me aqui, prostado de ti, entre tua esquerda. Roga por mim, intercede por mim Cristo vivo. Até quando? Por quê? Por quem? Como? Quando vai acabar? Por quê sempre sofrer, fazer tudo errado? Cenas de quadrados de filmes que não consigo entender, mais vejo mais claro que o facho de Sol da Janela que bate na Bia. Morte, um ponto tênue de paz que tremula a bandeira num navio qualquer, longe de mim, vã tola mulher, que de teu veneno ninguém beba, e só somente o Cordeiro Santo, sem mal algum no peito, e chagas abertas, olhe por mim, e cuide de meu ser.
Que não haja mais dor, que amanhã seja um lindo dia, um ótimo dia, um melhor dia, bem melhor, bem mais gostoso, bem mais forte, e bem mais amoroso que hoje. Que os "eu amo você" sejam ditos, e sejam de vera, que hajam abraços, DEUS! Que cada momento seja eterno, cada mensagem seja guardada, que cada beijo seja o mais lindo, o melhor, o mais gostoso, o mais perfeito, Deus, ilumina para que não haja brigas, não haja mágoa, dor ou desespero, ou que o cíume mal se esvaia, caia por terra e inferteie.
Deus, cuide de cada um que ama uma pessoa, e tem o seu valor de troca, ou infelizmente não é amado, ou quem perdeu este amor. Deus, perdoa o erro de cada um de nós, nossas avarezas, medos, desgraças e imperfeicções. És tu o Rei dos Judeus, e és tu o Pai do Povo Hebreu, então, faça-se em mim, e sagre-me para amanhã ser o melhor dia, o melhor de todos os dias, da minha vida inteira. Cuide de mim e me ame intensamente, Meu Deus. Esteja comigo. E não largue nunca da minha mão, nunca mesmo, senão eu subo até o Altíssimo do Santos Dos Santos no Céu, e me emaranho em tuas barbas, para de Ti nunca mais sair ou me desfazer.
Eu te amo.

domingo, 11 de março de 2012

Marcismo.

Deus, Santo Deus, leva teus olhos meus, meu sangue, corpo e ossos. Varra minha existência do universo, lava-me em teu sangue, dá-me o Santo Dom de sentir o frio aço navalhal da foice da Irmã Morte em meu pescoço de uma única vez: Rápido, eficaz e indolor. Deixa me com a glória de morrer, e morrer tão bem, bom e bonito, e que logo eu, quão me encontrar morto no hall de entrada da vida, sirva de capacho para que pisem em mim, e limpem seus pés sujos de merda e terra batida com pó das ruas (afinal, existem dois tipos de pessoas, as que servem, e as que nascem para ser servidas), pois, assim faria minha última boa ação no pré-mortis.
Porra, tudo isso logo no mês do meu aniversário, na data mais legal de toda a minha vida? A única data aonde eu fico feliz por estar aqui, vivo, inteiro e bem? Por favor, não faz tudo isso não Deus, corte todo esse mal, interceda por mim!
Faça minha alma voar aos Céus, no pé do Vento. Que um anjo me receba, me guarde em paz num abraço, e que eu me sinta extremamente bem, e que não haja fome, frio, sono, dor, ou algo assim. Rezo, Meu Santo Deus, para que não haja nada em minha vida. Exigo de ti, o único caminho plausível e favorável para meu ser: A Morte.
Sim, peço desculpa ao leitor por ter um post tão unsual assim, mas, me perdoe, por mais que eu lhe transmita uma mensagem de paz e perseverança, eu não me posso mais enganar quem lê isto. Desejo que eu morra: Ou definhe, ou de uma vez, pois, viver sem Ela, ter um problema com um parente distante, porém tão próximo, e começar uma nova etapa da vida...E não tenho a quem me beije a testa e diga: Parabéns! Ou quem me abrace por trás e me beije a boca dizendo: Meu Amor! Você conseguiu, (Ou o pior de todos...) Até mesmo quem venha e me diga que eu consegui. Agora sim estou um homem em fase final de formação e eu estou pronto para o que vier. FODA-SE! Eu prefiro estar perto de Deus, brincando em torno de teu vestido, do que estar aqui, vencendo, e perdendo, e morrendo. Deus, faça um favor para mim, e para quem está ao meu redor. Me mate, e daquele jeito, por favor ;)
A torcida magnânima de amigos irão lhe agradecer, inimigos irão dar graças e glórias, e alguns musicistas irão fazer um minuto sem palheta, e mandar rezar uma missa, meu pai irá agonizar, tremer, beber uma por mim, e depois irá fazer algo por aí. Ela não se incomodará mais com minha melosidade, e repetividade, os meus "eu te amos" e nem vai se preocupar mais comigo, e este vai ser o único jeito em que eu vou conseguir encarar minha vida sem Ela: Morto.
Que a força, contida no grito seja unica e unissônica, e que todos a ouçam, sintam, vejam, ou a casem. Que meu último rangido de dentes seja um abraço nos amigos, aceno para os colegas, dedo do meio aos inimigos, e Um último beijo gostoso e molhado de baba totosa na Morena.
...Pra quê chorar, se ninguém mais vai poder me ouvir?

Amém.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Maldizer.

Eu escrevi isto, e espero que você entenda...

Eu, com todas as minhas forças te amaldiçoo. Por tudo o que és, faz e representas para mim. Eu disconjuro tua essência e teu corpo e mente, eu te amaldiçoo por perder noites de sono comigo, me dar todo o teu amor, sua pureza primal, e estar comigo. Por roubar meu coração e a minha alma. Eu te amaldiçoo por você ir embora, encostar a porta, fazer tudo isso e me deixar só, sabendo que por mais que eu tenha erros - eu faço tudo, e vivo só - por você. Eu te fiz como meu Céu, terra e Firmamento, e neste espaço eu quero estar e morrer até meu fim.
Eu coloquei um feitiço em você, Morena. Que você erre logo, e feio. Que quebre a cara, que caia de joelhos procurando a porta de minha casa que você fechou, e bata nela., que não o rogue, implore, ou o faça por tua pietá, mas, que me peças o perdão, e você, reconhecendo que o teu erro d'agora dói em mim, e me trespassa em lançarote, faz-me em morte, que você venha então até mim e fará o Sol deixar de ser negro, e a navalha de cortar o meu corpo.
Porque por tudo o que eu te dei e te ofereci na face de Gaia, eu te peço em maldição: O teu riso, por nele ser minha paz, minha alegria e amor perdidos, e o teu choro, por nele estar o meu erro, e neste mesmo eu perceber que no mundo não há ninguém igual a você, e que eu te quero muito comigo.
Porque foi nos nossos erros que Deus fez eu ver e ter o dom do perdão, ser tolerante e ter fé e paciência, fazendo-se em mim o milagre da perseverança.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Domingóes - Agradecimentos Finais.

A vida se transforma a cada segundo, por isso não devemos duvidar do amanhã. Deus é sábio em suas leis, e por mais que tentemos algo, apenas Deus nos fornece o que é certo para nós. É claro que existem alguns casos - uper raros - de gente que irrmopeu seu destino, e venceu tendo aquilo do que tanto almejava! Eu estou num desses. (Eu, Arjuna, Francisco De Assis, Van Gogh...)
Obrigado por ter olhos, a ver, passar mal, sentir as pernas bambas, e mostrar para ela as coisas que eu sei, que eu conheço, e tanto tenho apreço. Obrigado por eu a mostrar novas posições que logo mais iremos inventar, refazer, e curtir. Obrigado por eu a poder levar para comer, mesmo ela já tendo se fartado do melhor almoço que se tem notícia na minha barriga!
Obrigado, por hoje me dar o teu beijo, o teu amor, teu carinho e respeito. Obrigado por estar comigo, e me dar força, e também por ser eu o motivo das suas lágrimas, e por você me mostrar que sou eu. Obrigado por hoje você me abraçar tão forte, e seu coração disparar, e o teu riso se fundir com um meio choro, e a sua mão de mim não querer nunca se soltar...
...Obrigado também a Deus, por mesmo eu ter atirado no vento todos os meus gritos, desatinos, dores e coragens, e alguns viram tal cena, por mais que eu tenha renegado teus planos, foste O Bom Pai por mim, e ouviste minha conjura de dor, e minha rezada afogada e rios de choro compulsivo. Obrigado por estar comigo, e quando eu achei que ali, no flanco, a Cruz pesou, foi quando você só começou a me ajudar...
...Acho que todo tipo de filho maldito, como eu, é assim: Quando acha que tá tudo ruim, não consegue enumerar as coisas boas, e também entregar o espírito a Ti, na hora em que o cú aperta. Obrigado, por mesmo na hora em que eu tentei brigar sem brigar, você entendeu minha revolta, e não me castigou, mas, me acolheu e deixou eu fazer morada em teus braços. Obrigado por Ela ainda estar aqui.

Tanto para Deus, como para você, Morena, Muito, mais muito, mais muito muito obrigado mesmo.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Esteja comigo.

"...Porque;
Até a morte;
Pode me parecer;
Um bom negócio..."


Deus, esteja comigo.
Esteja comigo na hora boa e na hora péssima, seja meu baluarte e candeio, seja a minha rocha firme, meu casulo, e minha morada. Deus, dá-me a morte, e só ela. Apenas ela. Dá-me no domingo a alegria d'Um último riso, último beijo, abraço, cheiro e gosto. Santo Deus do Sião, me dá a glória de partir desta terra, aonde por mais que São Francisco tenha nos dado motivos para ver que aqui é bom, eu só encontro dor. Santo Deus, me mate por favor.
Deus, esteja comigo.
E quando for de premeditar o meu fim, me arranje qualquer morte, mas, uma que seja ou ultra-dolorosa, ou uma que seja rápida e eficaz, que nem nos filmes de ação, sabe? Faça eu morrer com um tiro perdido na nuca, ou apenas tropeçar e deixar oito vagões de metrô caírem sobre mim. Deus, me faça morto imediatamente e que minha alma esteja encaminha para o inferno, ou a danação eterna no purgatório. Não reconheço o Céu como minha entrada, pois não tenho modelo, e nem propriedade para ser santo, mas, ouve meu rogo. Vivo com uma promessa, e nela estou atrelado completamente.
Deus, esteja comigo.
Não sinto dor, fome, frio ou desatino, não sinto PORRA NENHUMA!. Vivo somente para esperar essa promessa se cumprir, e se for de tua vontade ela se vingar (Ó Deus, e como me quero que ela seja), que venha a tona e desabe sobre mim como uma avalanche, uma Colloboscher de 20 metros, e que me inunda assim como o Senhor me inundou de graça e amor quando me fui batizado. Deus meu, faça vir logo pelo o que eu espero.
Deus, esteja comigo.
A cada passo, cada hora, cada perigo e cada gesto, esteja comigo. Que eu provoque brigas, seja maldoso, fale palavrões, xingue todos, não tenha medo de perder o emprego, arrisque mais minha vida, pare de rezar, faça intrigas e barracos, sinta a morte como a coisa mais linda, gostosa e boa do mundo, e que tu, Meu Deus, venha até mim, e me pegue pela mão, pois, se não me puder ter o que eu mais quero, me perdoe, mas você perdeu a merda do seu tempo fazendo essa titica aqui para PORRA NENHUMA! Fez só uma carneosso para carneossar entre outras carneossos no metrô. Você é tão inteligente, então, me responda: Vai demorar? Sem mistérios, sem Eclesiastes, sem nadas, jogo limpo, papo de Pai e Filho. Até quando ficar nesta agonia, nesta dor, brigando o corpo contra a alma?
Deus, esteja comigo.
Prezado leitor, me perdoe por estas linhas judiadas, mas, a inspiração de um escritor é o desejo, seja qual o for, e o meu, neste exato momento, é: Ou ter Ela, e, se não a ter; Querer a morte absoluta e definitiva sobre os olhos de Deus! São pequenas coisas, que fazem eu ser quem sou. E no momento, a única coisa grande que estava em mim era Ela. Espero que Ela não se vá, ou não se esvaia logo, e que fique comigo até o fim.
Deus, esteja comigo.