(I)
Alguém está me chamando por diante de minha caravana
Não consigo ver seu rôsto, mas seu sorriso me acalma
Quero lhe encontrar
Preciso lhe falar...
Os flashs da rua movimentada,
irá pretender me separar?
Um perfume esvanece no vento
você já passou aqui então? Antes ou depois de mim?
O vento bate forte contra o meu amôr
Trovões se apregoaram - chove lá fora, bem sei.
A multidão deve passar por mim
Devo eu debandar dessa caravana?
Minha amada está além de mim
(as questões me passam solfejando)
Devo eu ficar nesta caravana?
(II)
Levaram-me embora - tomaram minhas mãos
Chorei sorrindo alegrias, frias como a campa larga
Sobrou-me apenas o Céu, penou-me a terra míngua
Aonde você dorme, acorda, e a incógnita permanece
Onde você se esconde nesse mar de gêntes
Por quê não te encontro?
Nada parece tão certo quanto sua existência
Nada parece tão errado quando não te conhecer
Todas as ruas sabem você
Todos os ventos te abraçam
E eu te espero; Padeço; Despeço; Esqueço; Desapareço.
E é bem provável que você não me veja
Ou esvaneça - não interessa nada
São todos erros meus,
são todos grilos meus
são todos pesos meus.
É tudo culpa minha, e eu não estou afã
Apenas pensativo; Álias, êste problema é seu.
Se cuide e boa noite - sinto sua falta
Corre pros meus braços, é tudo culpa minha
Deita-te do meu lado, e não diz nada, palavra alguma.
Coisa alguma.
Tudo se transformou, tudo se refez.
(III)
Qual terrível sina no peito da dor,
faz-se criança pra fugir da dor
Corre para seu leito na clausura do têmpo
Se isola do mundo pois o amôr dói nos ossos
Ninguém pode sentir
Os Céus (não) irão turvar
Os anjos irão chorar
Acorda para trabalhar diante de toda essa dôr
Sorri para o resto da vida
Dói, mas vai passar(?)
Segue a nau de gêntes, sorri mais um pouco
Bebe que isso passa, logo vai mudar
O cheiro vai perseguir os têmpos de sua alma
O AGNI PARTHENE!
Tem pêna de mim
Se a Cruz pesada fôr, me ajude a prosseguir
Cuide de tudo o que tenho, ajude-me a sentir
O que carrego no peito: Tenho, fui e sou.
E de tôdas as dôres, forma-me a ser quem sou
Quebra-me no meio, e restaura meu valôr
Pelos azuis mares, navios caem e morrem
Deus Vos Salve muher, cujo beijo é ignóbil
Se tens que me deixar, que sejas bem feliz
Aquela que nunca conheci a fio-de-espada
Nesta vida eu ainda vou te amei.
Nenhum comentário:
Postar um comentário