Quando meus olhos fecharem a noite, vos sabe de quem me lembrarei? Da garota morena de seios fartos, riso branco e pequeno, e que está por um fio, a qual m'agarro com todas as forças sansônicas dentro de mim, eu riscarei um muro, cortarei minha pele, e cairei de joelhos perante a sinagoga e os Santos Leões de Israel, e pedirei a misericórdia, pois assim como Pai Paulo nos fala em coríntios: "Sem amor, eu vos nada me seria". Por isso, se eu estiver sem ti, e sem fôlego por ti, de nada me sou, de nada me valho, minha Cruz está feita para me deitar, e em mim a morte se reinar. Eu seria o mar, o infinito, um deus e até mesmo um diabo, mas, sem você, seria apenas mais uma árvores oca, vazia, esperando a hora de ser serrada e sumir da multidão de árvores.
Quando a caridade, se cair e forrar em mim, a ombriedade se formar em meus olhos, mente e mãos, e o tempo for meu escudo contra todas as coisas, serei eu um homem de bem, protegido (mais ainda) por Deus, e com todos os meus sonhos realizados, e com você ao meu lado? Quantos infernos em quanto tempo eu preciso atravessar, deglariar, dilacerar meu coração e me afogar em lágrimas para você ver que sou eu? Porra! Sou eu! Você não vê isso? Quando há de vertes, que me sou ao todo teu? Preciso eu dar minha vida? Ei-la aqui. Parece que se me desvanecesse-me em sangue, assim ganharia um riso teu, e um olhar bonito. Mas, se for para me morrer, e apenas ganhar um dia contigo, assim m'eu faria. Por quê, ainda te perguntas? Porque é você, és o Beta e o Psi, a razão de haver a Moça Morena Da Mùsica, a Rosa Do Sião, Fogo Dos Dias e oração ao que foi cantada por alguém que muito estima.