Morrer é fácil. Difícil é você se desprender da matéria, das pessoas, do sentimento feo, de tudo aquilo que lhe magoa perniciosamente, daquela noite.
Sim, eu me lembro: Era escuro, tinha-se denominado Noite Illustrada, a avenca nem mexia mesmo havendo o vento; Lembro também da areia, e na ponta da praia que havia o Beira Mar, uma Lua quase cheia, estrêlas e ninguém. Apenas minha pessoa, e minha garrafa de licor. Apenas um minuto, um silêncio, um berro. Era eu negando aos quatro ventos. Sim, eu me lembro: Disse que sim, mas o núcleo era não, jogou promessas e bençãos, mas na primeira oportunidade amaldiçoou e quis os seus, mas não por completo - disse ter coração bom, mas é sujo igual aos outros. Perdoa, bom Deus. Tanto êles, como a mim mesmo. Bálsamo pras feridas é Deus, cerveja é anestésico. O arsenal bélico ainda não acabou, mas é dito por inteligente, sobressair, fazer pilhéria, e pagar de herói: Vai, São Baden, diz a êles, vai lá Dona Antônia, diz também; Manda dizer que a porta estreita é pior, mas a recompensa não é aqui, nem agora. Dói, mas logo melhora, logo passa.
Sim, eu me lembro: Gente que não tinha minha gênese me tomou e acolheu, cuidaram das feridas e deram um gás incrível na minha vida, torceram por mim e em algumas horas da solidão, estavam bem muito mais presentes do que qualquer outra pessoa, eu me lembro.
Sim, eu me lembro: Da música que ninguém gostava e hoje todo mundo é fã desde quando eu hasteava esse pendão com poucos gatos pingados, de tempos tão idos desde antes d'O Sionita, antes do Ox, antes d'eu ser eu. Eu me lembro dos discos baratos, sebos, garrafas e a solidão - me fez forte, e não herói. As pessoas confundem dor com Santidade. A dor pode ser mais associada com vencer na vida, paz de espírito, fortalecimento mental/espiritual, do que um grã altruísmo - dor todo mundo sente, mas quem sabe lidar com ela é que faz a diferença, quem sabe velar com o silêncio, quem sabe segurar a dor e exprimir em tons, cores, nomes e actos coisas tão lindas. Acima da lindeza de tudo, reina a Lotus.
Sim, eu me lembro: Da menina de calça boca de sino, botas, jaqueta de Fredera, que me encontrou na estrada, dizendo que volta comigo pra descansar um pouco da vida, pra repousar no meu abraço, pra esquecer um pouco o mundo lá fora, pra viver por si, por mim, nós. Depois do Inverno, veio a primavera. Sob o Céu de Virgem, firmamo-nos.
...E é só o vento lá fora, Lotus. São apenas as pessoas, é apenas meu jeito, é apenas mais um dia, apenas mais um teste, apenas mais um segundo, e assim segue. Como sempre.
Sim, eu me lembro: Me lembro da dor que eu senti quando vi a esquife da ovelha negra, e o corpo gélido do herói repousado. Eu lembro que o juíz não foi, mas que não sentiu, lembro da multidão, ávido povo que queria falar e sentir, mas eu, que tinha por ordem e direito, não pude.
Sim, eu me lembro: De tanta coisa que nem me lembro, mas posso desfiar aqui por horas, mas guardo em meu peito, tanto as chagas abertas como o silêncio que ninguém pode ouvir - apenas eu.
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Caso Você Queira Saber.
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quinta-feira, 29 de setembro de 2016
Acontece.
Deixa,
novamente segurar tua mão,
esquecermos tudo lá fora,
irmos por onde for e ter;
Desde que por onde eu for eu vá com você.
Aproveita,
e deixa eu esquecer minhas feridas,
assim como eu pretendo ser o bálsamo das tuas,
estarmos por todo lugar,
enquanto meus braços cruzarem co'os teus.
Álias,
escuta bem a intensa melodia,
que ninguém ouve, sente ou vê,
e me nota ante toda essa multidão,
estou aqui no centro do universo esperando você
Coitado,
daquele que pôde te ter,
e não te deu o devido amor e atenção
rechaçou a sutil força do teu amor,
que não pode seguir te abraçando firmemente.
Olha,
eu não pretenso nada,
a não ser a felicidade rotineira,
tomar as minhas rédeas e fazer meu caminho,
e me faria gratificante que você viesse nele e ficasse.
Ai,
e se Ele soubesse da beleza da Lotus,
Cartola saberia que as tais rosas não falam,
mas a Lotus adorada fala, tange, fere, ama e quer,
e é absoluta no seu ser e estar.
novamente segurar tua mão,
esquecermos tudo lá fora,
irmos por onde for e ter;
Desde que por onde eu for eu vá com você.
Aproveita,
e deixa eu esquecer minhas feridas,
assim como eu pretendo ser o bálsamo das tuas,
estarmos por todo lugar,
enquanto meus braços cruzarem co'os teus.
Álias,
escuta bem a intensa melodia,
que ninguém ouve, sente ou vê,
e me nota ante toda essa multidão,
estou aqui no centro do universo esperando você
Coitado,
daquele que pôde te ter,
e não te deu o devido amor e atenção
rechaçou a sutil força do teu amor,
que não pode seguir te abraçando firmemente.
Olha,
eu não pretenso nada,
a não ser a felicidade rotineira,
tomar as minhas rédeas e fazer meu caminho,
e me faria gratificante que você viesse nele e ficasse.
Ai,
e se Ele soubesse da beleza da Lotus,
Cartola saberia que as tais rosas não falam,
mas a Lotus adorada fala, tange, fere, ama e quer,
e é absoluta no seu ser e estar.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Apêlo.
E você não abriu a porta, nem sentou ao meu lado, ofertou-me tua cerveja e nem solou teu violão tão bélicamente, e hoje eu sigo só um caminho, sem saber de tua aprovação ou engano; Aquele Sol morreu e tudo ficou mais Cinza (tragicômicamente) sem você, lamento, mas maneio a cabeça sentindo que a cada dia tudo pode ser diferente, e que a dor que me causaram fica na casa de ontem, e ninguém é igual a ninguém, e um dia vou ser feliz, mesmo que seja no primeiro último dia da minha vida.
Como é difícil, pai, acordar calado, e no violão não ter lamento que te cabe, e eu só me deixar sangrar com as cordas de aço vibrando na madeira, como é difícil não poder nunca chorar o morto, e velar a alma com a vela na chuva; Você nunca me disse que era difícil ser o vilão, e tampouco que êles são mais hipócritas do que eu imaginava. Eles se superam a cada dia, tão lindos, tão belos, e eu tão esguio, tão gordo, tão feo; Tão meu.
Pai, quisera Deus que nós aprendessemos assim, mas os pontos em abertos de uma história me atingirão pela vida, e isso me turva a vista, isso me deixa com lacunas, e isso me ensina a ser paciente, e no seu nome ninguém nunca mais tocou. E eu choro. Deságuo de meu peito, água e vinho de forma tão minha, que não se notaram os rosários desfiados até agora, e pai, como é difícil se manter no caminho, aguentar calado, e manter-se acima das pernas quando tudo tende a me derrubar - incluindo minha própria cabeça, minha maior inimiga.
Tenho ouvido muitos discos, pensado muitas coisas, matado meus medos, acertado minhas vontades, tentando ser feliz ao máximo, você sabe, tenho eventualmente voltado a sorrir, e sentido aquele frio na barriga quando vou ao jardim ver a Lotus mais bela - mesmo que as perniciosas ao redor me magoem, mesmo que eu não possa contar minha alegria a você.
Ah, quem dera se eu pudesse voltar ao "bom tempo", fazer parte no firmamento e se lavar com a água corrente e ter a aura de nunca morrer, e que por mais que eu sentisse a dor das pessoas a atacar, eu ainda seria imortal, ainda seria um de nós. Foi, e foi incompreendido, viveu, e teve da boa vida, mas viveu o que coube, e ninguém pode dizer nada. Se teu pai não disse, e eu, o filho, não cabe a mais ninguém.
Pai, espero ansiosamente o dia de nos vermos, assim como espero o dia da Cecília, e o dia que saia esse amargo em definitivo da minha boca, tal qual as pessoas. De onde estiver, esteja bem. Eu aqui estou ótimo. Hoje ainda é o primeiro dia do resto da minha vida.
Como é difícil, pai, acordar calado, e no violão não ter lamento que te cabe, e eu só me deixar sangrar com as cordas de aço vibrando na madeira, como é difícil não poder nunca chorar o morto, e velar a alma com a vela na chuva; Você nunca me disse que era difícil ser o vilão, e tampouco que êles são mais hipócritas do que eu imaginava. Eles se superam a cada dia, tão lindos, tão belos, e eu tão esguio, tão gordo, tão feo; Tão meu.
Pai, quisera Deus que nós aprendessemos assim, mas os pontos em abertos de uma história me atingirão pela vida, e isso me turva a vista, isso me deixa com lacunas, e isso me ensina a ser paciente, e no seu nome ninguém nunca mais tocou. E eu choro. Deságuo de meu peito, água e vinho de forma tão minha, que não se notaram os rosários desfiados até agora, e pai, como é difícil se manter no caminho, aguentar calado, e manter-se acima das pernas quando tudo tende a me derrubar - incluindo minha própria cabeça, minha maior inimiga.
Tenho ouvido muitos discos, pensado muitas coisas, matado meus medos, acertado minhas vontades, tentando ser feliz ao máximo, você sabe, tenho eventualmente voltado a sorrir, e sentido aquele frio na barriga quando vou ao jardim ver a Lotus mais bela - mesmo que as perniciosas ao redor me magoem, mesmo que eu não possa contar minha alegria a você.
Ah, quem dera se eu pudesse voltar ao "bom tempo", fazer parte no firmamento e se lavar com a água corrente e ter a aura de nunca morrer, e que por mais que eu sentisse a dor das pessoas a atacar, eu ainda seria imortal, ainda seria um de nós. Foi, e foi incompreendido, viveu, e teve da boa vida, mas viveu o que coube, e ninguém pode dizer nada. Se teu pai não disse, e eu, o filho, não cabe a mais ninguém.
Pai, espero ansiosamente o dia de nos vermos, assim como espero o dia da Cecília, e o dia que saia esse amargo em definitivo da minha boca, tal qual as pessoas. De onde estiver, esteja bem. Eu aqui estou ótimo. Hoje ainda é o primeiro dia do resto da minha vida.
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domingo, 25 de setembro de 2016
Gélido.
Então, eu espero.
Dia, após, dia,
meus olhos cinzados,
o que vêem? Nada,
ninguém.
Está frio aqui,
meu chá esfria,
o cão na cama,
ninguém ao redor,
garoa firmemente,
o vidro tange a luz monocromática,
aqui tudo vai tão... Ai,
chove lá fora, moça,
os grãos,
flores,
troncos,
pessoas,
bancos, estão gélidos,
eu vejo,
da minha,
janela.
Meus pés,
não saem do chão.
Acredito em mim,
no violão,
na moça,
na tristeza,
não.
Ave tão bela,
quem te mandou cantar?
Não diz, faz,
olha pra mim,
risca o Céu,
e no Crepúscluo Esmeralda,
aonde eu estou?
A multidão me cerca,
e na multidão morro,
me caio em penares,
nada demais,
nada além,
só eu,
aqui.
Aonde está você agora?
Grão, após, grão.
Dia, após, dia,
meus olhos cinzados,
o que vêem? Nada,
ninguém.
Está frio aqui,
meu chá esfria,
o cão na cama,
ninguém ao redor,
garoa firmemente,
o vidro tange a luz monocromática,
aqui tudo vai tão... Ai,
chove lá fora, moça,
os grãos,
flores,
troncos,
pessoas,
bancos, estão gélidos,
eu vejo,
da minha,
janela.
Meus pés,
não saem do chão.
Acredito em mim,
no violão,
na moça,
na tristeza,
não.
Ave tão bela,
quem te mandou cantar?
Não diz, faz,
olha pra mim,
risca o Céu,
e no Crepúscluo Esmeralda,
aonde eu estou?
A multidão me cerca,
e na multidão morro,
me caio em penares,
nada demais,
nada além,
só eu,
aqui.
Aonde está você agora?
Grão, após, grão.
sábado, 24 de setembro de 2016
I'm a Island.
Cecília, estou em outra dimensão. Será que aqui você me sente, ouve, ou esbarra comigo? Cecília, será que você vem logo, ou demora mais tempo ainda? Demora uma vida? Cecília, a alegria de ter você me resguardaria de todo esse amargo na minha boca, desse pretume na névoa, eu não vejo nada, não sigo meus passos, e os traços possívelmente dos meus espelhos estão sendo apagados pelo tempo. A aflição bate, mas mais ainda dessa dor peedurar. Estou com medo, estou com (São) Pedro.
Segura no meu braço, e seja mais que esperada. Anda comigo por todos os campoa, ruas, praças e praias, deixa eu deitar no meu colo, e não me importar com o tempo lá fora. Se chove, faz Sol, pouco me importa. Importa você. Sou uma ilha, e com toda a minha defesa e cerco, eu só deixo entrar quem merece. Lotus, você está aqui, quer entrar e conhecer, ou dar meia volta e desatracar?
Minha vida, minhas chagas, minha dor, depois de um tempo aprendi que coube apenas a mim, e após isso, coube mais ainda. Não me importo com o que passa lá fora, mas, comigo eu sinto cada vez mais longe de tudo. Lotus, seria você (finalmente) aquela que estaria comigo, costas com costas, contra todo o resto do mundo? Seria você que ouviria meus danos e erros, e não os tacaria na cara, nem os usaria como "moralnometro"? Seria você aquela que bebe cerveja na calçada de casa, como bebe um vinho na Trattoria da Bela Cintra, como é aquela que beija timidamente como aquela que atiça a minha sexualidade mais depravada? Seria você tudo aquilo que eu preciso? (Porquê Deus não dá o que queremos, e sim o que precisamos) Hosana! Seja.
Vem para meu encontro, e não diz nada, deixa eu desfiar o rosário, e nossas histórias se encontrarem como nós, e deixa começarmos cada vez mais termos Sećanjas nossas, e a cada segundo, ter a certeza que já foi impressa na primeira instância: Mas como dois feridos pela vida, nos negamos a crer(?). Isso é a vida. E esta ilha pode ser teu arquipélago, Lotus.
Segura no meu braço, e seja mais que esperada. Anda comigo por todos os campoa, ruas, praças e praias, deixa eu deitar no meu colo, e não me importar com o tempo lá fora. Se chove, faz Sol, pouco me importa. Importa você. Sou uma ilha, e com toda a minha defesa e cerco, eu só deixo entrar quem merece. Lotus, você está aqui, quer entrar e conhecer, ou dar meia volta e desatracar?
Minha vida, minhas chagas, minha dor, depois de um tempo aprendi que coube apenas a mim, e após isso, coube mais ainda. Não me importo com o que passa lá fora, mas, comigo eu sinto cada vez mais longe de tudo. Lotus, seria você (finalmente) aquela que estaria comigo, costas com costas, contra todo o resto do mundo? Seria você que ouviria meus danos e erros, e não os tacaria na cara, nem os usaria como "moralnometro"? Seria você aquela que bebe cerveja na calçada de casa, como bebe um vinho na Trattoria da Bela Cintra, como é aquela que beija timidamente como aquela que atiça a minha sexualidade mais depravada? Seria você tudo aquilo que eu preciso? (Porquê Deus não dá o que queremos, e sim o que precisamos) Hosana! Seja.
Vem para meu encontro, e não diz nada, deixa eu desfiar o rosário, e nossas histórias se encontrarem como nós, e deixa começarmos cada vez mais termos Sećanjas nossas, e a cada segundo, ter a certeza que já foi impressa na primeira instância: Mas como dois feridos pela vida, nos negamos a crer(?). Isso é a vida. E esta ilha pode ser teu arquipélago, Lotus.
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Nuvem Cigana.
Eu queria poder escrever sobre o que se passa em minha mente, em meu peito, mas hoje não. Deixo isso pra amanhã, pois tenho pensado muito em mim. Queria escrever sobre Dona Antônia e o medo de perdê-la, mas penso idem; Tal qual como na Lotus, na perca do amigo, e no destino do mundo: Todos nivelados.
O medo de perder Dona Antônia se faz a cada segundo mais presente, assim como a falta da corda para solar o Tema da Minha Beatriz já finalizado, assim como a Cookie, assim como minha crença, assim como tentar cada dia ser um cara melhor, assim como florar a Lotus, assim como olhar para as cores e ver tudo certo, e assim não paro de pensar em nada.
O quarto bicolor, é testemunha de tudo aquilo que eu penso, e que eu sei, a janela apenas filtra o vento que um dia me levou daqui, e volta e meia brinca com meu cabelo. Ainda tenho a velha jaqueta, e ainda carrego aquela vontade de sair tocando a vida com passos módicos. Ainda sonho com aquela casa no campo, e ainda sonho com Cecília, mesmo com uma névoa densa entre nós. Eu ainda existo, e isso me assusta.
Em algum lugar do mundo, a mais linda está em uma festa, e alguém triste, pena; Alguém canta, alguém dorme, alguém sente frio, e outralguém apenas sente fome, e assim segue a grã ordem do mundo. Nem tudo nos parece certo, mas tudo está onde devia estar, e assim entendo mais um pouco sobre o universo, e sobre mim.
Álias: Eu estou onde deveria estar, e só cabe a mim sair ou ficar; E quem sabe da morte é Deus, e eu ainda tenho chão pra queimar, e Seo Fábio sabe que agora meu coração anda mais latente, e minha cabeça livre de grilos. Hoje está sendo um dia maravilhoso.
O medo de perder Dona Antônia se faz a cada segundo mais presente, assim como a falta da corda para solar o Tema da Minha Beatriz já finalizado, assim como a Cookie, assim como minha crença, assim como tentar cada dia ser um cara melhor, assim como florar a Lotus, assim como olhar para as cores e ver tudo certo, e assim não paro de pensar em nada.
O quarto bicolor, é testemunha de tudo aquilo que eu penso, e que eu sei, a janela apenas filtra o vento que um dia me levou daqui, e volta e meia brinca com meu cabelo. Ainda tenho a velha jaqueta, e ainda carrego aquela vontade de sair tocando a vida com passos módicos. Ainda sonho com aquela casa no campo, e ainda sonho com Cecília, mesmo com uma névoa densa entre nós. Eu ainda existo, e isso me assusta.
Em algum lugar do mundo, a mais linda está em uma festa, e alguém triste, pena; Alguém canta, alguém dorme, alguém sente frio, e outralguém apenas sente fome, e assim segue a grã ordem do mundo. Nem tudo nos parece certo, mas tudo está onde devia estar, e assim entendo mais um pouco sobre o universo, e sobre mim.
Álias: Eu estou onde deveria estar, e só cabe a mim sair ou ficar; E quem sabe da morte é Deus, e eu ainda tenho chão pra queimar, e Seo Fábio sabe que agora meu coração anda mais latente, e minha cabeça livre de grilos. Hoje está sendo um dia maravilhoso.
Sem Título #43
Quando a tarde cair,
e tudo pesar em nossos ombros;
Meus olhos ousarem sequer chorar:
Não volva então;
Tua face a mim:
Espera a lágrima cair,
enfim.
E se for, de lágrima
Dá teu ombro, se sentir
Assim,
estará consumado o fato
Que atordoa,
tudo aquilo que me tira o sono.
Me beija,
dolorosamente,
me segura,
prende meu fôlego na ânfora,
ou lava meu corpo dessa terra
que corrói,
todos os poros do meu ser,
cansado estou.
e tudo pesar em nossos ombros;
Meus olhos ousarem sequer chorar:
Não volva então;
Tua face a mim:
Espera a lágrima cair,
enfim.
E se for, de lágrima
Dá teu ombro, se sentir
Assim,
estará consumado o fato
Que atordoa,
tudo aquilo que me tira o sono.
Me beija,
dolorosamente,
me segura,
prende meu fôlego na ânfora,
ou lava meu corpo dessa terra
que corrói,
todos os poros do meu ser,
cansado estou.
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
Feitiço.
O Sol, toca com seus raios a sua pele, pétalas macias - jóia do degredo. A mais bela do lado trabalhador, beleza bruta, carinho de mãe, beijo de mulher, abraço de amiga e segredo de amante; Deus vos Salve Bendita Beleza, da mulher amiga, da moça, da desejada, aquela que tanto se cabe numa mesa de bar como se é numa quinta. Sol, como te invejo agora, porque você toca cada pétala cálida daquele corpo, e com seus raios a faz sentir bem melhor, ora a esquentando, ora dando a luz dela.
As ruas, deveriam se orgulhar de você passar por cada uma delas, assim como me orgulho de você estar nessa passagem tão brévita - um beijo teu, me sinto criança, sé de timidez, é de alegria. É descer a baixa da Consolação, passar o Viaduto e cruzar pelas ruas pequenas, Direitas e Patriarcais, perto da Matriz, braços dados, mão na cintura, beijo na testa, perfume no pescoço, cubanos transando.
É de ir pra casa sorrindo, cantando aquela melodia suntosa, cheia de virtuose, curvas, carinho e sensualidade - você escrita em acordes e base. E você, como que num repente me toma as vistas e me faz crer novamente e (bem) mais ainda na foça mística que rege tudo, Maior que a nós mesmos. A culpa não foi minha, eu não pude escolher, foi mais forte que eu, como sempre é. Nesse quero bem, não quero me ferir, tampouco despetalar a flor, tampouco quem estiver ao nosso favor (e mesmo quem for de contra, não me cabe a bala com bala).
Encontro, na magna beleza da Flor de Lotus, as qualidades e virtudes e defeitos que tanto tenho, que tanto prezo, que tanto amo, que tanto sei lidar. Vejo Minha Rainha, Minha Leoa, Minha Dona Maria, Minha Cecília e minha amiga. Abençoada a Musa que acorda cedo pra ir trabalhar, aguentar a saturação do velho já ditado: dança de tapetes puxados, e após o serviço ir para uma faculdade, e ter um pedaço de papel na parede para você ser alguém. Pobres mestres, ai deles, Doce Javé: Se os docentes soubessem de você, nunca exigiriam prova alguma, pois a prova de uma mulher é a densidão de sua palavra e o segredo guardado em seu olhar. Olhar que me cativa cada dia mais.
Quando o Sol desce, e quando a noite se envolve, é um prenuncio de um novo dia, de uma nova oportunidade de começar tudo de novo; E assim como a constante pergunta proferida depois da afirmação, se faz mais constante cativar a Lotus, como se todo dia fosse a primeira vez. Afinal, Hoje é o Primeiro Dia do Resto de Nossas Vidas.
As ruas, deveriam se orgulhar de você passar por cada uma delas, assim como me orgulho de você estar nessa passagem tão brévita - um beijo teu, me sinto criança, sé de timidez, é de alegria. É descer a baixa da Consolação, passar o Viaduto e cruzar pelas ruas pequenas, Direitas e Patriarcais, perto da Matriz, braços dados, mão na cintura, beijo na testa, perfume no pescoço, cubanos transando.
É de ir pra casa sorrindo, cantando aquela melodia suntosa, cheia de virtuose, curvas, carinho e sensualidade - você escrita em acordes e base. E você, como que num repente me toma as vistas e me faz crer novamente e (bem) mais ainda na foça mística que rege tudo, Maior que a nós mesmos. A culpa não foi minha, eu não pude escolher, foi mais forte que eu, como sempre é. Nesse quero bem, não quero me ferir, tampouco despetalar a flor, tampouco quem estiver ao nosso favor (e mesmo quem for de contra, não me cabe a bala com bala).
Encontro, na magna beleza da Flor de Lotus, as qualidades e virtudes e defeitos que tanto tenho, que tanto prezo, que tanto amo, que tanto sei lidar. Vejo Minha Rainha, Minha Leoa, Minha Dona Maria, Minha Cecília e minha amiga. Abençoada a Musa que acorda cedo pra ir trabalhar, aguentar a saturação do velho já ditado: dança de tapetes puxados, e após o serviço ir para uma faculdade, e ter um pedaço de papel na parede para você ser alguém. Pobres mestres, ai deles, Doce Javé: Se os docentes soubessem de você, nunca exigiriam prova alguma, pois a prova de uma mulher é a densidão de sua palavra e o segredo guardado em seu olhar. Olhar que me cativa cada dia mais.
Quando o Sol desce, e quando a noite se envolve, é um prenuncio de um novo dia, de uma nova oportunidade de começar tudo de novo; E assim como a constante pergunta proferida depois da afirmação, se faz mais constante cativar a Lotus, como se todo dia fosse a primeira vez. Afinal, Hoje é o Primeiro Dia do Resto de Nossas Vidas.
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quinta-feira, 22 de setembro de 2016
A Matança do Porco/Xá Mate.
Ávida multidão, quem te guarda do mal é Deus, não a polícia. Assim como o mal, o bem também existe, existe a coexistência. Existe tudo aquilo que cabe entre o universo e a porta de nosso quarto. Tudo cabe no bolso, como cabe na alma, o espaço surreal e material tangem-se de linhas paralelas, que raramente se encontram mas nunca se cruzam. O que está na Terra, está também no Céu, mas o inverso não ocorre, pois foi corrompido a ligação do homem com o começo de tudo. A Gênese.
Vapor do São Francisco, que carregou minha avó, meu pai de avô, minha vida, nossas vidas, quem não te deixa ver o mar? Quem te poda de avencas, arruda, guiné e guaco? Quem, Benjamin não te deixa subir no quebrado de Nazaré? Quem te censura, te expõe e não deixa ser o que você é? Vapor do São Francisco, quem não te deixa ver o mar?
Quando olho para todas essas pessoas, meu coração geme. Dói em mim, e dói por eles, e por todos aqueles que se penam e se danam em uma didática de erros eternos: Ondas eternas que brincam na areia da praia, que não se afogam, nem somem, se perpetuam na eterna existência de ser e estar. O resto é oceânico, é silêncio.
Me lembro que quando me afoguei, a doce suculenta água travou minha traquéia e meus olhos cingiram uma bruma esverdeada como que deixasse de ser, e o corpo leve que boaiava, simplesmente ficou suspenso pela água, como se Iemanjá o trancasseem seu reino. Ali eu desaprendi a ser, e a me reconstruir, ali eu vi que nunca me pertenci a ávida multidão, eu me pertenço. E rogo a tão estimada ávida multidão que se vigie: Pois quem é muito dono de si, e divulga a liberdade, paga contas a alguém.
A Lotus deixa seu cheiro impregnado em mim, e minha alma guarda um pouco da sua essência na minha, o implícito entre suas palavras, sorrisos, beijos, seu ser; E carrego a fragmentação da flor mais bela em minha alma, e ofereço o melhor de mim, todo santo dia para reconquistar, para vencer, para amar. Tal qual a futura Cecília, a tão mais linda, a mais bela, a mais amada, esperada e adorada, com as mãos sujas de terra, e com o sorriso mais belo do universo. E nada além disso. Com o peito aberto e chagas abertas, passo pela ávida multidão e mais um dia me resguardo, e guardo o melhor de mim pra Cookie, pra Leoa, pra Rainha, pro Chá Mate, pra quem realmente mereça.
E o resto são só palavras ao vento. São só coisas que a ávida multidão sabem. Coisas que eu sei.
Vapor do São Francisco, que carregou minha avó, meu pai de avô, minha vida, nossas vidas, quem não te deixa ver o mar? Quem te poda de avencas, arruda, guiné e guaco? Quem, Benjamin não te deixa subir no quebrado de Nazaré? Quem te censura, te expõe e não deixa ser o que você é? Vapor do São Francisco, quem não te deixa ver o mar?
Quando olho para todas essas pessoas, meu coração geme. Dói em mim, e dói por eles, e por todos aqueles que se penam e se danam em uma didática de erros eternos: Ondas eternas que brincam na areia da praia, que não se afogam, nem somem, se perpetuam na eterna existência de ser e estar. O resto é oceânico, é silêncio.
Me lembro que quando me afoguei, a doce suculenta água travou minha traquéia e meus olhos cingiram uma bruma esverdeada como que deixasse de ser, e o corpo leve que boaiava, simplesmente ficou suspenso pela água, como se Iemanjá o trancasseem seu reino. Ali eu desaprendi a ser, e a me reconstruir, ali eu vi que nunca me pertenci a ávida multidão, eu me pertenço. E rogo a tão estimada ávida multidão que se vigie: Pois quem é muito dono de si, e divulga a liberdade, paga contas a alguém.
A Lotus deixa seu cheiro impregnado em mim, e minha alma guarda um pouco da sua essência na minha, o implícito entre suas palavras, sorrisos, beijos, seu ser; E carrego a fragmentação da flor mais bela em minha alma, e ofereço o melhor de mim, todo santo dia para reconquistar, para vencer, para amar. Tal qual a futura Cecília, a tão mais linda, a mais bela, a mais amada, esperada e adorada, com as mãos sujas de terra, e com o sorriso mais belo do universo. E nada além disso. Com o peito aberto e chagas abertas, passo pela ávida multidão e mais um dia me resguardo, e guardo o melhor de mim pra Cookie, pra Leoa, pra Rainha, pro Chá Mate, pra quem realmente mereça.
E o resto são só palavras ao vento. São só coisas que a ávida multidão sabem. Coisas que eu sei.
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quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Trecho da: Suíte da Aurora.
Me encarrego de voltar naquele qualquer velho novo lugar só pra ver;
Teu perfume, o teu corpo.
Só quero saber até onde vai;
Essa brincadeira de se entregar, de se amar.
E não deixa mais o tempo passar - e não deixa mais ninguém saber.
Só tenha cuidado pra não se perder.
Eu estou querendo saber agora onde vai ficar,
todas as coisas que eu deixei pra depois.
...E quando eu fecho os olhos eu não sinto nada,
Só quero saber aonde vai estar;
O amanhã que eu sonhei pra mim (nós).
Se eu ainda vou ter medo de sobreviver (mais uma vez),
longe do seu sorriso, seu cabelo (será que sim, queira que não)
Eu não tenho tempo, pra perder:
Eu não tenho mais nada, a não ser, você aqui.
O segredo que estava guardado em meu peito, se transmutou em realidade, uma coisa muito tranquila e natural ]
Quando você, apareceu na hora certa!
Com o disco na mão, e a garrafa na mesa;
Quando você apareceu no momento ideal!
Com o mesmo sufixo de paisagem natural;
Eu só quero saber quando que vai acabar:
Esse dia pra te ver minha por inteira,
e eu não vou errar o segundo,
nem dobrar o meu joelho como as pessoas,
que procuram entre as pernas pra coisas vãs,
Eu dobraria minha alma só pra te ver aqui:
Mais uma vez, mais uma vez.
Teu perfume, o teu corpo.
Só quero saber até onde vai;
Essa brincadeira de se entregar, de se amar.
E não deixa mais o tempo passar - e não deixa mais ninguém saber.
Só tenha cuidado pra não se perder.
Eu estou querendo saber agora onde vai ficar,
todas as coisas que eu deixei pra depois.
...E quando eu fecho os olhos eu não sinto nada,
Só quero saber aonde vai estar;
O amanhã que eu sonhei pra mim (nós).
Se eu ainda vou ter medo de sobreviver (mais uma vez),
longe do seu sorriso, seu cabelo (será que sim, queira que não)
Eu não tenho tempo, pra perder:
Eu não tenho mais nada, a não ser, você aqui.
O segredo que estava guardado em meu peito, se transmutou em realidade, uma coisa muito tranquila e natural ]
Quando você, apareceu na hora certa!
Com o disco na mão, e a garrafa na mesa;
Quando você apareceu no momento ideal!
Com o mesmo sufixo de paisagem natural;
Eu só quero saber quando que vai acabar:
Esse dia pra te ver minha por inteira,
e eu não vou errar o segundo,
nem dobrar o meu joelho como as pessoas,
que procuram entre as pernas pra coisas vãs,
Eu dobraria minha alma só pra te ver aqui:
Mais uma vez, mais uma vez.
terça-feira, 20 de setembro de 2016
Candeia.
Eia, a Candeia,
avenca, poeira,
hasteia a bandeira,
jangadeira que quebra o areal,
quem te pôs no mar?
Eia, a Candeia;
Moça bela do jardim,
Lotus se fez em realeza,
entre flores, frutas e trufas,
espera o tempo vingar,
raíz crescer,
para se encontrar,
e na noite,
deflorar.
Eia, a Candeia,
quem te fez, moça, chorar?
Desagua essa mágoa,
deixa o coração falar,
não se arme essa noite,
deixa o coração ter nome,
Cecília procura conchinhas no mar.
Eia, a Candeia,
deixa eu te encontrar,
no vasto Céu luminoso,
no campo limpo,
Cruzeiro do Sul,
onde você pode estar?
Eia, a Candeia,
visto a visa de cima,
encontram-se aves no Céu,
e peixinhos no Mar,
o vento venteia,
os cabelos da mais bela.
Eia, a Candeia,
beija e abraça antes de ir,
amou os seus,
tomou a si a alegria,
restou apenas nada.
Eia, a Candeia,
força para a batalha cadenciada,
rufa a Bôda,
porque te deram pendão, dele:
que te cabe amar,
que te cabe caminhar,
que te cabe o mar,
que te cabe calar.
avenca, poeira,
hasteia a bandeira,
jangadeira que quebra o areal,
quem te pôs no mar?
Eia, a Candeia;
Moça bela do jardim,
Lotus se fez em realeza,
entre flores, frutas e trufas,
espera o tempo vingar,
raíz crescer,
para se encontrar,
e na noite,
deflorar.
Eia, a Candeia,
quem te fez, moça, chorar?
Desagua essa mágoa,
deixa o coração falar,
não se arme essa noite,
deixa o coração ter nome,
Cecília procura conchinhas no mar.
Eia, a Candeia,
deixa eu te encontrar,
no vasto Céu luminoso,
no campo limpo,
Cruzeiro do Sul,
onde você pode estar?
Eia, a Candeia,
visto a visa de cima,
encontram-se aves no Céu,
e peixinhos no Mar,
o vento venteia,
os cabelos da mais bela.
Eia, a Candeia,
beija e abraça antes de ir,
amou os seus,
tomou a si a alegria,
restou apenas nada.
Eia, a Candeia,
força para a batalha cadenciada,
rufa a Bôda,
porque te deram pendão, dele:
que te cabe amar,
que te cabe caminhar,
que te cabe o mar,
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segunda-feira, 19 de setembro de 2016
A Palo Seco.
Sete por Setenta, Ele disse. Está anotado nos vitrais, nas casas, cabeças, pessoas e em tudo que tem a marca d'Ele.
Sete por Setenta, e seu telhado de vidro se quebra, não é trágicômico? Não. É a realidade, apenas o entretenimento da grã família Brasileña, e cada dia que passa, eu tenho mais certeza que eu não sou daqui, não pertenço ao meu lugar, não tenho ao meu redor (ainda) tudo o que necessito, e eu, que tão cheio de mistérios aos outros olhos, as vezes cobre de mim mais ainda ser isolado como uma ilha. Eu sou o oceano, se preciso.
A necessidade de vencer ainda se faz presente, mas não mais obrigatória, o peso dos anos, me ensinou a ter calma, mas ainda com intensidade, com tenacidade o suficiente para por o dedo na cara de todo mundo, e dentro da minha própria ferida, e as ventas tem que ser abertas o suficiente pra isso. Dos meus pecados cuido eu, dos seus, você - assim segue a grande roda do mundo. A máxima penitencial bretã de que "Só Deus Pode Me Julgar" nunca se faz tão presente em dias de tribunais de rua, em dias de pessoas desleai -como eu fui, e tantos outros foram.
Fica na memória o que me cabe, a noite que cai, o frio, as pernas juntas, Belchior de 76, latões, Paço do Correio, e só Deus que sabe, só Deus que viu. Deus e Baden viram. Deus, Baden, Jorge Ben e aquela loja. Deus, Baden, Jorge Ben, aquela loja e todas as outras. O mundo viu e não viu, e segue o jogo, e o perfume meu é teu, e o teu fica no meu, e na fusão de nada a perder há de estar se encontrando novamente minha cabeça, a mim mesmo, o meu querer, o Lamento solitário que escorre do Lá Menor até a mínima de Dó. Dedilha, toca, e observa, sou eu.
Quando eu acordei da vida dentro da vida, pensei que havia perdido o jogo, mas apenas me arreparei que não há tempo estipulado. O dito "rapper" disse que ainda é tempo, mas alguém esqueceu de lhe dizer que não existe tempo estipulado, nem relógio que determine isso, assim como prova tudo isso a extrema unção, o voto de Minerva, a Armada de Blake e tudo o mais - O tempo não existe. Existe apenas sua vontade de ser o grande herói das estradas, e cabe a você e a mim tomar essa decisão todo santo dia. Ser o dono do rumo, correr por onde convém e não ter nada a perder - Obrigado Doce Javé por acordar antes de dormir.
Obrigado, Senhor pela menina que eu encontrei na estrada dizendo (mesmo dando a entender que ora sim, ora não) que volta comigo; Mais uma vez em mais um dia tudo deu certo, mesmo dando errado: Era a calça passada, camisa cingida, barba alinhada e o cabelo de sempre: Deus queira que sim, Deus queira não. Será que amanhã chove? Tomara que sim, tomara que nâo. E tudo isso magistralmente arquitetado pelos esquadros e compassos deixam meu passo descompassado e cheio de vontade de ir até o jardim para ver a Lotus brotar e nascer dali tudo o que não esperava mais, mas ainda sim insiste em (re)nascer. Um sorriso besta brota em minha face, e meu peito jorra água e vinho. Meu peito se tange pelo seu sorriso, e na tangente dele, eu me faço de besta e saio pela tangente quando o violão me.pergunta por quê tanta alegria, pra quê tanta música, e pra quê tanto? Porque amanhã será o mais lindo dia como ontem foi quando há da tua presença em minha aura. Hoje é o primeiro dia da minha vida, do resto da minha vida.
Sete por Setenta, e seu telhado de vidro se quebra, não é trágicômico? Não. É a realidade, apenas o entretenimento da grã família Brasileña, e cada dia que passa, eu tenho mais certeza que eu não sou daqui, não pertenço ao meu lugar, não tenho ao meu redor (ainda) tudo o que necessito, e eu, que tão cheio de mistérios aos outros olhos, as vezes cobre de mim mais ainda ser isolado como uma ilha. Eu sou o oceano, se preciso.
A necessidade de vencer ainda se faz presente, mas não mais obrigatória, o peso dos anos, me ensinou a ter calma, mas ainda com intensidade, com tenacidade o suficiente para por o dedo na cara de todo mundo, e dentro da minha própria ferida, e as ventas tem que ser abertas o suficiente pra isso. Dos meus pecados cuido eu, dos seus, você - assim segue a grande roda do mundo. A máxima penitencial bretã de que "Só Deus Pode Me Julgar" nunca se faz tão presente em dias de tribunais de rua, em dias de pessoas desleai -como eu fui, e tantos outros foram.
Fica na memória o que me cabe, a noite que cai, o frio, as pernas juntas, Belchior de 76, latões, Paço do Correio, e só Deus que sabe, só Deus que viu. Deus e Baden viram. Deus, Baden, Jorge Ben e aquela loja. Deus, Baden, Jorge Ben, aquela loja e todas as outras. O mundo viu e não viu, e segue o jogo, e o perfume meu é teu, e o teu fica no meu, e na fusão de nada a perder há de estar se encontrando novamente minha cabeça, a mim mesmo, o meu querer, o Lamento solitário que escorre do Lá Menor até a mínima de Dó. Dedilha, toca, e observa, sou eu.
Quando eu acordei da vida dentro da vida, pensei que havia perdido o jogo, mas apenas me arreparei que não há tempo estipulado. O dito "rapper" disse que ainda é tempo, mas alguém esqueceu de lhe dizer que não existe tempo estipulado, nem relógio que determine isso, assim como prova tudo isso a extrema unção, o voto de Minerva, a Armada de Blake e tudo o mais - O tempo não existe. Existe apenas sua vontade de ser o grande herói das estradas, e cabe a você e a mim tomar essa decisão todo santo dia. Ser o dono do rumo, correr por onde convém e não ter nada a perder - Obrigado Doce Javé por acordar antes de dormir.
Obrigado, Senhor pela menina que eu encontrei na estrada dizendo (mesmo dando a entender que ora sim, ora não) que volta comigo; Mais uma vez em mais um dia tudo deu certo, mesmo dando errado: Era a calça passada, camisa cingida, barba alinhada e o cabelo de sempre: Deus queira que sim, Deus queira não. Será que amanhã chove? Tomara que sim, tomara que nâo. E tudo isso magistralmente arquitetado pelos esquadros e compassos deixam meu passo descompassado e cheio de vontade de ir até o jardim para ver a Lotus brotar e nascer dali tudo o que não esperava mais, mas ainda sim insiste em (re)nascer. Um sorriso besta brota em minha face, e meu peito jorra água e vinho. Meu peito se tange pelo seu sorriso, e na tangente dele, eu me faço de besta e saio pela tangente quando o violão me.pergunta por quê tanta alegria, pra quê tanta música, e pra quê tanto? Porque amanhã será o mais lindo dia como ontem foi quando há da tua presença em minha aura. Hoje é o primeiro dia da minha vida, do resto da minha vida.
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domingo, 18 de setembro de 2016
Cais (II).
...Hoje acordei e me deparei com a sećanja de tempos idos, coisas que ainda me assombram e assustam, fazendo-me acordar, ou apenas parar no meio do universo, me travando e me arremetendo a pessoas, cheiros e lugares. Bep, onde está você? Onde foi parar aquela cerveja? Aquele mergulho na praia no dia de chuva com raios e trovões? Os dois loucos de bicicleta? Guardados na memória; Fotos de uma velha festa.
Quando eu tinha medo do mar, minha mãe me ensinava: "Água no umbigo, sinal de perigo". Meu pai me dizia: "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço", antes de virar o copo de bebida, minha avó me abençoa e muitas vezes durante o almoço dizia: "Que eu precisava ter paciência, não me atrasar no serviço, os humilhados serão exaltados". Hoje, ainda, sou o que minha natureza permitiu, baseado pelo empírico, e pelos conselhos dados e recebidos ao longo da estrada.cada hora sinuosa, cada hora extensa.
Pra quê chorar - Bep me dizia - se tudo isso é passageiro? Hoje eu entendo. Mesmo que seja necessário ser de lágrima, algumas não devem ousar cair. Alguns elogios não devem ser ditos, e algumas pessoas não nos merecem - in vera est. Por mais que devemos ser sinceros, e acreditarmos na boa forma polida do bem, e das pessoas que nos rodeiam e perdoar nossos algozes, devemos nos afastar do mal, pois dado o perdão, seguido o jogo, e ido o tempo, não é necessário mais reabilitar o que necessita, nossa assistência nos baseia no ato de perdoar, e seguir o jogo. Ter a santidade e paz de espírito não significa sofrer demasiadamente. O nome disso é burrice.
Como dito anteriormente, minha nau ainda está a deriva, e minha implosão ainda se faz real e necessária; Se demolir para constantemente melhorar, e ter alicerces mais sólidos, rígidos, ter de perto apenas o necessário, apenas o que faz bem, apenas o que cabe em minhas mãos segurarem. Não exijo mais a certeza, apenas a estabilidade, pois até o mar revoltoso é estável, apenas a ventania é estável, apenas a verdade é estável. E por hoje não tenho porto que me atraque, nem fogo que aqueça, nem dor que gema. Hoje é mais um dia de alguma semana em algum lugar do mundo, e isso não significa nada quando você fica a milhas e milhas de distância do universo, eu estou em outra fase, apenas deixando pra depois todo tipo de mágoa, toda a tristeza, toda dor, toda tudo. Eu ainda sou o Capitão da Minha Alma. E na real, não significa, nem cabe a ninguém. E mesmo se coubesse, quem realmente se importaria? No mais, fica apenas o cheiro da Lotus suspenso no ar, esperando.
Quando eu tinha medo do mar, minha mãe me ensinava: "Água no umbigo, sinal de perigo". Meu pai me dizia: "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço", antes de virar o copo de bebida, minha avó me abençoa e muitas vezes durante o almoço dizia: "Que eu precisava ter paciência, não me atrasar no serviço, os humilhados serão exaltados". Hoje, ainda, sou o que minha natureza permitiu, baseado pelo empírico, e pelos conselhos dados e recebidos ao longo da estrada.cada hora sinuosa, cada hora extensa.
Pra quê chorar - Bep me dizia - se tudo isso é passageiro? Hoje eu entendo. Mesmo que seja necessário ser de lágrima, algumas não devem ousar cair. Alguns elogios não devem ser ditos, e algumas pessoas não nos merecem - in vera est. Por mais que devemos ser sinceros, e acreditarmos na boa forma polida do bem, e das pessoas que nos rodeiam e perdoar nossos algozes, devemos nos afastar do mal, pois dado o perdão, seguido o jogo, e ido o tempo, não é necessário mais reabilitar o que necessita, nossa assistência nos baseia no ato de perdoar, e seguir o jogo. Ter a santidade e paz de espírito não significa sofrer demasiadamente. O nome disso é burrice.
Como dito anteriormente, minha nau ainda está a deriva, e minha implosão ainda se faz real e necessária; Se demolir para constantemente melhorar, e ter alicerces mais sólidos, rígidos, ter de perto apenas o necessário, apenas o que faz bem, apenas o que cabe em minhas mãos segurarem. Não exijo mais a certeza, apenas a estabilidade, pois até o mar revoltoso é estável, apenas a ventania é estável, apenas a verdade é estável. E por hoje não tenho porto que me atraque, nem fogo que aqueça, nem dor que gema. Hoje é mais um dia de alguma semana em algum lugar do mundo, e isso não significa nada quando você fica a milhas e milhas de distância do universo, eu estou em outra fase, apenas deixando pra depois todo tipo de mágoa, toda a tristeza, toda dor, toda tudo. Eu ainda sou o Capitão da Minha Alma. E na real, não significa, nem cabe a ninguém. E mesmo se coubesse, quem realmente se importaria? No mais, fica apenas o cheiro da Lotus suspenso no ar, esperando.
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sábado, 17 de setembro de 2016
Cais.
As pessoas não sabem da sua dor, e isso não é obrigação alguma delas.
Quando as pessoas esbarram em você, e machucam mais ainda seu ombro dolorido, elas não estão mais nem aí pra você, e nem sua dor, e mesmo que um dia possam sentir algo parecido, cada dor é cada dor, como cada pessoa, sentimento, vida e etc.
Não desejo a ninguém as cruzes que carreguei, tampouco desejo ferir quem já esteve em minha fronte, porque não me cabe dizer o certo e errado, e nem me cabe chorar lágrimas que brotam num momento não tão apropriado, e eu juro que nunca mais darei este gosto a quem me quis tão mal, a quem me quis tão bem.
Meu violão ficará mudo, pois inspiração não há, e se houver cordas vibrando, serão de teisteza, de magoa, do que nunca mais quis que ele gemesse. Eu queria apenas um saveiro para cair nos mares e na primeira quebra da régua deixar de existir, deixar de ser. O ferreo mar me nocauteou em muito e há tanto me tirando, tomando e tombando, e isso não me fez melhor e nem melhor, apenas me ensinou a ter mais paciência e ser bem mais oceânico - cousa que hoje eu sou mais do que era. Quantas lembranças trespassadas por coisas boas tem que existir para te desenrolar como num papiro? Com quantas magnólias se faz uma fragata? Hoje nem o brilho da Lua me faz companhia. Me dano mais uma vez em versos que eu entendo. E apenas seu cheiro ficou em mim. Apenas seu cheiro está em mim. E eu, gostaria que apenas ele ficasse.
Que caberia a mim dizer que sim, se remanesce o não, mas opto pelo silêncio e meditação, pois as músicas nunca me abandonaram, e Cecília cada vez mais se faz presente aqui, em mim, na minha alma, aura tangível com cheiro de eternidade, e minha viola é resto de feira, e eu mordo seu retrato, e a morte não me assuata e meu segredo é saber demais sobre tudo, e minha vida se resume a correr em ponto algum, pois giramundo se dana em achar a felicidade. Nós, os pobres, do degredo, daqui do lado leste, só vencemos no fim, segundo os anciãos, por isso muitos de nós rogamos pelo fim abrupto, a escada vazia e a galgada ao posto maior interrompida, porque esta vida cã não nos deixa sorrir em paz, a cerveja fica cara, e o medo de cair nas traiçoeiras ondas nos fazem cada vez mais não querer mais navegar, mesmo que o mar nos chame. Hoje meu saveiro é deriva abaixo do Céu imortal.
Quando as pessoas esbarram em você, e machucam mais ainda seu ombro dolorido, elas não estão mais nem aí pra você, e nem sua dor, e mesmo que um dia possam sentir algo parecido, cada dor é cada dor, como cada pessoa, sentimento, vida e etc.
Não desejo a ninguém as cruzes que carreguei, tampouco desejo ferir quem já esteve em minha fronte, porque não me cabe dizer o certo e errado, e nem me cabe chorar lágrimas que brotam num momento não tão apropriado, e eu juro que nunca mais darei este gosto a quem me quis tão mal, a quem me quis tão bem.
Meu violão ficará mudo, pois inspiração não há, e se houver cordas vibrando, serão de teisteza, de magoa, do que nunca mais quis que ele gemesse. Eu queria apenas um saveiro para cair nos mares e na primeira quebra da régua deixar de existir, deixar de ser. O ferreo mar me nocauteou em muito e há tanto me tirando, tomando e tombando, e isso não me fez melhor e nem melhor, apenas me ensinou a ter mais paciência e ser bem mais oceânico - cousa que hoje eu sou mais do que era. Quantas lembranças trespassadas por coisas boas tem que existir para te desenrolar como num papiro? Com quantas magnólias se faz uma fragata? Hoje nem o brilho da Lua me faz companhia. Me dano mais uma vez em versos que eu entendo. E apenas seu cheiro ficou em mim. Apenas seu cheiro está em mim. E eu, gostaria que apenas ele ficasse.
Que caberia a mim dizer que sim, se remanesce o não, mas opto pelo silêncio e meditação, pois as músicas nunca me abandonaram, e Cecília cada vez mais se faz presente aqui, em mim, na minha alma, aura tangível com cheiro de eternidade, e minha viola é resto de feira, e eu mordo seu retrato, e a morte não me assuata e meu segredo é saber demais sobre tudo, e minha vida se resume a correr em ponto algum, pois giramundo se dana em achar a felicidade. Nós, os pobres, do degredo, daqui do lado leste, só vencemos no fim, segundo os anciãos, por isso muitos de nós rogamos pelo fim abrupto, a escada vazia e a galgada ao posto maior interrompida, porque esta vida cã não nos deixa sorrir em paz, a cerveja fica cara, e o medo de cair nas traiçoeiras ondas nos fazem cada vez mais não querer mais navegar, mesmo que o mar nos chame. Hoje meu saveiro é deriva abaixo do Céu imortal.
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quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Lotus.
Como eu queria que a noite não acabasse para mais uma vez eu ser feliz e toda vez que houvesse a felicidade, subentendido estivesse ali você. Como eu gostaria que todo Céu fosse acinzentado para poder riscar ele com os dedos e no copo de chá acquecer o corpo e a alma, pra satisfazer a exaltação, pra tudo isso ser parte do montante. Como eu amaria que assim como a sutileza e peso do excedente solo de São Baden, você viesse e transbordasse em mim toda a alegria de outrora, ou ajudasse a resgatar os lírios cálidos na janela, e sendo o porto de braços e abraços, encutido estivesse também a sutileza e o peso de compromisso, compassividade e amizade.
Andaríamos, mais uma vez pelas numerosas ruas e sentindo o cheiro de jasmin no ar, sentiria também que tudo mais uma vez e sempre está se estabilizando, e agora por mais um motivo de se estabilizar, e logo todas as estrelas do Céu seriam cumplices dos vinhos tomados, das escutas infindadas de música, do tempo e a espera, e do sorriso que cabe tão grande dentro da alma - tange, fere, corta, mata. Machuca, meu bem.
Ai, saudade, manda dizer pra quem tá do lado de lá que ando me segurando de mãos e dentes na madeira da nau pra não enlouquecer, e quem sabe de mim é Deus e a Mãe das Candeias, porque eu mesmo estou fechado pra balanço, balançando o corpo com o som e maneando a cabeça pras idéias vãs que ainda me assolam. Ai, saudade, se te for de toda boa, manda um beijo e abraço, pede benção, diz pra olhar por mim e vê se aprova. Meus passos ainda cabem a mim, mas é difícil seguir pela vasta e incerta estrada sem os advertimentos de quem já foi por lá e cá. Me ponho mais uma vez em trovas e versos.
Mãe, ela tem lábios lindos, ela tem cabelos lindos, e o número dela casa com o meu, e o disco que ela ouve eu tenho, e no momento de ir embora não deu, ficou pra outro amanhã implícito no futuro. E como tudo acaba onde começou, aqui estou eu mais uma vez na Asa Leste, de onde nunca deveria ter saído, e de onde Santo é quem faz, e não quem leva a fama. O degredo tem santidade, e deveriam pedir desculpa por pisar em chão tão firme com pessoas tão boas. Mãe, a vida apesar de turbulenta é boa, e te peço paz nos meus desaventos e alegrias para meus inimigos. E aos que querem minha cabeça, oferto meu corpo: Ele me ensinou que meu amanhã é hoje.
Venta lá fora, e meu coração se infla de alegria com a possível vinda das torrentes de voisas boas depois da estadia de agosto. A vibração que emana do Sol diz que a alegria não tarda a vir, tem nome e sobrenome, gosta do som e tem inebriação como arma de ataque, e candura como defesa. Ai de mim, São Baden, que me trouxestes a Lotus mais bela! Ai de mim que não mereço. Ai de mim, São Baden, se eu não cuidar. Ai de mim. Ai de mim, se um dia eu me esquecer que a suavidade, sutileza, peso e danação podem ser tudo em uma hora só. Ai de mim, Meu Santo.
Quando as cabeças estiverem vazias, leva, Meu Santo, um pouco dessa alegria que sinto a cada um dos meus - amigos e inimigos - e compartilhe a aura boa em que me envolvo. Compartilho e agradeço o aprendizado de toda a minha vida até aqui, com todas as pessoas, desamores, desamigos, amigos, inimigos, pessoas transeuntes na rua, e sentenças de juiz algum conhecido senão o Juiz do Final, obrigado a cada uma dessas pessoas que me prepararam para ser maior e melhor que antes, e atingir a graça maior d'Ela. Em teu altar, eu acendo minha vela e no teu roupário encosto, porque sei que você há de ler e ouvir o que digo. E vem, cada vez mais perto de mim e deixa essa felicidade ser eterna como o sopro de música que tenho dentro de mim: Infinito.
Andaríamos, mais uma vez pelas numerosas ruas e sentindo o cheiro de jasmin no ar, sentiria também que tudo mais uma vez e sempre está se estabilizando, e agora por mais um motivo de se estabilizar, e logo todas as estrelas do Céu seriam cumplices dos vinhos tomados, das escutas infindadas de música, do tempo e a espera, e do sorriso que cabe tão grande dentro da alma - tange, fere, corta, mata. Machuca, meu bem.
Ai, saudade, manda dizer pra quem tá do lado de lá que ando me segurando de mãos e dentes na madeira da nau pra não enlouquecer, e quem sabe de mim é Deus e a Mãe das Candeias, porque eu mesmo estou fechado pra balanço, balançando o corpo com o som e maneando a cabeça pras idéias vãs que ainda me assolam. Ai, saudade, se te for de toda boa, manda um beijo e abraço, pede benção, diz pra olhar por mim e vê se aprova. Meus passos ainda cabem a mim, mas é difícil seguir pela vasta e incerta estrada sem os advertimentos de quem já foi por lá e cá. Me ponho mais uma vez em trovas e versos.
Mãe, ela tem lábios lindos, ela tem cabelos lindos, e o número dela casa com o meu, e o disco que ela ouve eu tenho, e no momento de ir embora não deu, ficou pra outro amanhã implícito no futuro. E como tudo acaba onde começou, aqui estou eu mais uma vez na Asa Leste, de onde nunca deveria ter saído, e de onde Santo é quem faz, e não quem leva a fama. O degredo tem santidade, e deveriam pedir desculpa por pisar em chão tão firme com pessoas tão boas. Mãe, a vida apesar de turbulenta é boa, e te peço paz nos meus desaventos e alegrias para meus inimigos. E aos que querem minha cabeça, oferto meu corpo: Ele me ensinou que meu amanhã é hoje.
Venta lá fora, e meu coração se infla de alegria com a possível vinda das torrentes de voisas boas depois da estadia de agosto. A vibração que emana do Sol diz que a alegria não tarda a vir, tem nome e sobrenome, gosta do som e tem inebriação como arma de ataque, e candura como defesa. Ai de mim, São Baden, que me trouxestes a Lotus mais bela! Ai de mim que não mereço. Ai de mim, São Baden, se eu não cuidar. Ai de mim. Ai de mim, se um dia eu me esquecer que a suavidade, sutileza, peso e danação podem ser tudo em uma hora só. Ai de mim, Meu Santo.
Quando as cabeças estiverem vazias, leva, Meu Santo, um pouco dessa alegria que sinto a cada um dos meus - amigos e inimigos - e compartilhe a aura boa em que me envolvo. Compartilho e agradeço o aprendizado de toda a minha vida até aqui, com todas as pessoas, desamores, desamigos, amigos, inimigos, pessoas transeuntes na rua, e sentenças de juiz algum conhecido senão o Juiz do Final, obrigado a cada uma dessas pessoas que me prepararam para ser maior e melhor que antes, e atingir a graça maior d'Ela. Em teu altar, eu acendo minha vela e no teu roupário encosto, porque sei que você há de ler e ouvir o que digo. E vem, cada vez mais perto de mim e deixa essa felicidade ser eterna como o sopro de música que tenho dentro de mim: Infinito.
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segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Segunda Canção da Estrada.
Primeiramente, vá tomar no cu todos vós que postam cousas e cousas sobre o "Setembro Amarelo". Malditos sejam cada um de vós, degredados que se acham no direito de salvar vidas sendo que nem ouvem a centelha divina de dentro de vós, e malditos sejam vocês que quando ouvem no exercício de serem bons ouvintes, só acabam pondo seu julgamento em volta, e só magoam mais ainda quem tenta se salvar no seu átrio, e não no seu riste. Arietes, caiam sobre eles.
Caiam sobre todos nós, raios de bom senso. De genuinidade, íntegra e veracidade.
Que a menina de cabelos negros, que eu encontrei na estrada, encontre nos passos e na passada do eixão a vontade de ficar mais um pouco. Sorriso largo, voz de quem possui o sentimento e razão em sincronia, pessoa perigosa, vida maravilhosa, o dinheiro nunca tem, mas o Genesis ainda toca na vitrola, o Sá & Guarabyra também, moça barranqueira, quem é teu amor?
Vivemos tempos conturbados, idéias florescendo, e pessoas querendo ajudar as outras de forma impulsiva e maluca, enquanto as flores sobem loucas em primavera, e meu coração pulsa descompassado, procurando aquilo que não mais se nomeia mas se encontra Vivo em todas as coisas boas. Se o tempo é bom, o tempo (não) é ruim, e isso explica tudo, tudo mesmo. Inclusive seus olhos. Eu vou roubar aquele velho navio.
E eu estou ainda bem seguro nesta casa enquanto alguns sonhos perduram, outros morrem, e alguns apenas perduram pela teimosia, restauram o universo em paz. Alunar, manda dizer para aquelas estrelas todas que a vontade ainda existe, mas o medo me prende como sempre, e a vontade de sentir o vento carinhando meu cabelo é as vezes matada, mas as vezes o Sol perdura. Nem tudo é como queremos, mas algunas coisas são piores e outras - graças a Deus - melhores!
Já chegou pra mim de tanta coisa empatando, invadindo, dividindo, deixando minhas raízes soltas por aí, eu quero me pertencer ao meu lugar, gente de peito rasgado, boca seca por cerveja, avida pelo fim de semana e pela alegria sem fim. É a conta do mesmo terço, antes de quebrado, nos dedos de minh'avó.
O terço arrebentado, o show incrível cedido, a desprendição da alma, é tudo a parte mais extasiante do dia que se corre sem perceber, e quando a noite pena, o dia insiste em nascer, e tudo volta ao seu lugar: E o verdadeiro perdura, o falso cai e a modésita deixa de ser qualidade para ser apenas virtude. Das mais belas.
Caiam sobre todos nós, raios de bom senso. De genuinidade, íntegra e veracidade.
Que a menina de cabelos negros, que eu encontrei na estrada, encontre nos passos e na passada do eixão a vontade de ficar mais um pouco. Sorriso largo, voz de quem possui o sentimento e razão em sincronia, pessoa perigosa, vida maravilhosa, o dinheiro nunca tem, mas o Genesis ainda toca na vitrola, o Sá & Guarabyra também, moça barranqueira, quem é teu amor?
Vivemos tempos conturbados, idéias florescendo, e pessoas querendo ajudar as outras de forma impulsiva e maluca, enquanto as flores sobem loucas em primavera, e meu coração pulsa descompassado, procurando aquilo que não mais se nomeia mas se encontra Vivo em todas as coisas boas. Se o tempo é bom, o tempo (não) é ruim, e isso explica tudo, tudo mesmo. Inclusive seus olhos. Eu vou roubar aquele velho navio.
E eu estou ainda bem seguro nesta casa enquanto alguns sonhos perduram, outros morrem, e alguns apenas perduram pela teimosia, restauram o universo em paz. Alunar, manda dizer para aquelas estrelas todas que a vontade ainda existe, mas o medo me prende como sempre, e a vontade de sentir o vento carinhando meu cabelo é as vezes matada, mas as vezes o Sol perdura. Nem tudo é como queremos, mas algunas coisas são piores e outras - graças a Deus - melhores!
Já chegou pra mim de tanta coisa empatando, invadindo, dividindo, deixando minhas raízes soltas por aí, eu quero me pertencer ao meu lugar, gente de peito rasgado, boca seca por cerveja, avida pelo fim de semana e pela alegria sem fim. É a conta do mesmo terço, antes de quebrado, nos dedos de minh'avó.
O terço arrebentado, o show incrível cedido, a desprendição da alma, é tudo a parte mais extasiante do dia que se corre sem perceber, e quando a noite pena, o dia insiste em nascer, e tudo volta ao seu lugar: E o verdadeiro perdura, o falso cai e a modésita deixa de ser qualidade para ser apenas virtude. Das mais belas.
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terça-feira, 6 de setembro de 2016
Observações.
Se quiser saber se eu chorei, saiba que eu chorei.
Chorei desde a hora que vi seu corpo suspenso na chapa de aço fria até quando seu corpo tangeu as teavas de madeira, adoranada pelos florais, e seu sorriso selado, como se estivesse tirando sarro de nós. É difícil de acreditar, que tudo não passa de um momento repentino e expressivo. As pessoas não estão nem aí pra você, pra sua dor, o que você sente ou não. Não respeitam sequer seu luto, e isso só soma na eterna conta humana de dividendos.
Elas deitam a cabeça, e eu maneio, eles bebem em sua homenagem e eu me silencio, eles choram, e eu penso. Eu ainda ando sozinho pela ávida multidão, ainda tenho Cecília em meus mais profundos sonhos, ainda peno em trovas e versos e adoraria encontrar ainda os passados dias de areia movediça, aonde eu apenas andava na rua. Nada de novo existe nesse planeta que não se fale aqui nas mesas de bar.
Não existe dor, nem mágoa, apenas solidão, e além da solidão reza o silêncio. Aquele silêncio ensurdecedor que nenhuma música consegue calar, aquele que a alma não se refrigera e nem se habita em calmaria. Se quiser saber se eu chorei, olhe pra mim.
Eu ando sentido todos os sentidos e amado cada segundo do que tenho vivido, sonhado, ouvido e cantado - Eles estão todos olhando pra você, garoto. Tenha coragem e vença o bom combate acima de todo mal, mesmo que o combate exija pausas, devaneios, percas e falta de coragem. A fé é maior que tudo, e a solidão acaba na hora certa, e logo quando você menos esperar, tudo vem numa torrente.
Tudo foi feito pelo Sol.
Chorei desde a hora que vi seu corpo suspenso na chapa de aço fria até quando seu corpo tangeu as teavas de madeira, adoranada pelos florais, e seu sorriso selado, como se estivesse tirando sarro de nós. É difícil de acreditar, que tudo não passa de um momento repentino e expressivo. As pessoas não estão nem aí pra você, pra sua dor, o que você sente ou não. Não respeitam sequer seu luto, e isso só soma na eterna conta humana de dividendos.
Elas deitam a cabeça, e eu maneio, eles bebem em sua homenagem e eu me silencio, eles choram, e eu penso. Eu ainda ando sozinho pela ávida multidão, ainda tenho Cecília em meus mais profundos sonhos, ainda peno em trovas e versos e adoraria encontrar ainda os passados dias de areia movediça, aonde eu apenas andava na rua. Nada de novo existe nesse planeta que não se fale aqui nas mesas de bar.
Não existe dor, nem mágoa, apenas solidão, e além da solidão reza o silêncio. Aquele silêncio ensurdecedor que nenhuma música consegue calar, aquele que a alma não se refrigera e nem se habita em calmaria. Se quiser saber se eu chorei, olhe pra mim.
Eu ando sentido todos os sentidos e amado cada segundo do que tenho vivido, sonhado, ouvido e cantado - Eles estão todos olhando pra você, garoto. Tenha coragem e vença o bom combate acima de todo mal, mesmo que o combate exija pausas, devaneios, percas e falta de coragem. A fé é maior que tudo, e a solidão acaba na hora certa, e logo quando você menos esperar, tudo vem numa torrente.
Tudo foi feito pelo Sol.
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sábado, 3 de setembro de 2016
Fraseado #41
Olha nos meus olhos,
e sente a melodia do universo.
Sente o segredo que encobre a bruma pura,
parece ler a mente, parece que não,
é a viração do tempo, porcelana louçã.
No peito bate fraco, melodia velada
mas se a Gloriosa toca, o peito dispara,
Frevo Rasgado, descompassa, amassa
vai correndo na rua pra não perder o dia
Mas é um dia de Frio, permita-se o Sol,
e se for dia de chuva, permita o brumeio
no canto do Céu, um junco, um veleiro
Deus queira que sim, Deus queira que não.
É só uma volta no centro da cidade,
descer pela São João e cair no largo da cidade
visitar o povo maneiro que tanto estimo,
desenbocar pela Rua Direita e cair no triângulo,
mas cuidado por não se perder,
porque as cidades se parecem tanto
como se parecem as ruas de minha casa
vizinhos, amigos, parentes, a massa toda.
Os olhos que vigiam querem só saber
onde se passa e onde se sente, quem vai se perder?
Eu tenho medo da contrapartida,
da vida ferida e das viradas da bateria
e além de tudo isso eu apenas queria
saber porque ainda tenho a proteção da Maria.
Me segue firme, e vai vendo a situação
um panorama cheio de coisas que floreiam
a vida de quem segue as normas vigentes do universo
olhos abertos no dia a dia, sugerem flores e cervejas
copos cheios, alegrias eternas
a vida é triste? Sim, mas ainda vai melhorar
como sempre melhorou,
sempre melhora,
está a melhorar.
e...
...Melhorou.
e sente a melodia do universo.
Sente o segredo que encobre a bruma pura,
parece ler a mente, parece que não,
é a viração do tempo, porcelana louçã.
No peito bate fraco, melodia velada
mas se a Gloriosa toca, o peito dispara,
Frevo Rasgado, descompassa, amassa
vai correndo na rua pra não perder o dia
Mas é um dia de Frio, permita-se o Sol,
e se for dia de chuva, permita o brumeio
no canto do Céu, um junco, um veleiro
Deus queira que sim, Deus queira que não.
É só uma volta no centro da cidade,
descer pela São João e cair no largo da cidade
visitar o povo maneiro que tanto estimo,
desenbocar pela Rua Direita e cair no triângulo,
mas cuidado por não se perder,
porque as cidades se parecem tanto
como se parecem as ruas de minha casa
vizinhos, amigos, parentes, a massa toda.
Os olhos que vigiam querem só saber
onde se passa e onde se sente, quem vai se perder?
Eu tenho medo da contrapartida,
da vida ferida e das viradas da bateria
e além de tudo isso eu apenas queria
saber porque ainda tenho a proteção da Maria.
Me segue firme, e vai vendo a situação
um panorama cheio de coisas que floreiam
a vida de quem segue as normas vigentes do universo
olhos abertos no dia a dia, sugerem flores e cervejas
copos cheios, alegrias eternas
a vida é triste? Sim, mas ainda vai melhorar
como sempre melhorou,
sempre melhora,
está a melhorar.
e...
...Melhorou.
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