Dizem, os sábios, que o amor é loucura.
Das mais atrozes, que dilacera e faz os sentidos se tornarem ridículos.
Crendo nisso, logo me entendi enquão amante - seja da vida, da nostalgia, do tempo e do têmpo antes do tempo (importante dizer) e etc. Sou apaixonado por n coisas que me fazem gemer em ais e perder o fôlego das razões. Logo, se sou assim, desconheço e ojerizo o amôr em face de ser racional. Não existe. Amôr que pensa é lógico, e assim, não existe o imediatismo, a ensandecida vontade de demonstrar o sentimento para quem se ama ou para o mundo em geral - logo, o amôr enquanto racionalidade, é uma falha grave e alcova de pessoas que usam as outras. Caso encontre um ser desses, fuja para longe e peça a Deus que esse ser tenha um belo caminhar.
Pessoas que racionalizam o amôr na verdade tem uma grande falha em se entregar, e por isso acham que calcular a rota e racionalizar aquilo que apenas se sente vai mudar algo... e o que muda na verdade é como nós as vemos: de pessoas incríveis, para bichos. Rasteiros. De coração frio, estômago baixo e olhos acobertados.
E eu, pessoa pequena de pensamentos e habilidades, creio que o desespero que emprega no amôr é o que rege, evolui e demonstra violentamente o mesmo; que aliás também reside nos cuidados silenciosos, nos pratos favoritos feitos, nos abraços em horas de dor, das noites de bebedeiras, e dos carinhos velados somente para a madrugada afã e perfeita. O amôr, como mãe que possui e provém todas as habilidades, logo se mostra prolífero de cuidados, quereres e coisas boas. Sem esse amor, a vida não posssui ter ou querer.
É como trabalhar com o que não se gosta, e ao sair do labor encontar livre e desimpedido aquilo que te rege como grã alegria e motivação - e sim, eu sei, e Deus sabe que eu sei que existe a alegria oculta, que nem todos os nomes são capazes de dizer, nem todos os pensares são capazes de elaborar e nem todo nome é capaz de lograr.
Aliás, o meu é uma Antarctica. Gelada.
Geladinha. De trincar.
Meu Santo Antônio, com uma dessa eu danço até com os Santos Cães da Rua!
E, enfim, me ponho a pensar, no que ouvi hoje sobre os amôres e os gostares, e percebo que as pessoas mudam os cenários, as faces, as fases, as ruas, mas a grã maioria dos seres humanos ainda tem o mesmo problema (possivelmente de fábrica): Eles não sabem - e talvez nunca vão saber - amar.
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024
Up The Junction.
terça-feira, 1 de novembro de 2022
(Find The) Cost Of Freedom
Eu duvido muito de mim e das coisas que penso. E por isso as transcrevo.
Não tente entender. E se realmente quiser entender, me pergunte. A tua conclusão preciptada só pode piorar o quadro no qual extenso as minhas palavras e que você pode julgar; o dever do escriba é sempre (a seu modo, linguagem e têmpo) dizer das coisas de seu coração, de sua fé e de seu tempo.
Boi voador não pode.
Conheço o oculto de meu peito e adentro dele sei das coisas de meu coração - das quais admiro e exulto em ais. E por isso escrevo. E danço tango com a morte e como um pastel nas horas vagas.
E a escrita transcorre entre sua íris entre o lírico, épico, e belo; mas sabe lá tu de quê escrevo. Falo de minha vida, minha luta, minha saudade, dos pássaros, da geral que pia, e do peixinho-da-lagoa. Minha temática é híbrida e florida, mas você só pode entender se seguir meus passos de forma que ao eu te explicar porque faço uma coisa; o significado e valor que ela tem - pode não parecer, mas todos nós temos valor e significado, peso, história e legado; só precisamos saber se estamos fazendo jus a nossa bagagem ou sendo extremamente cuzões.
Como já dito anteriormente nos anais desse blog, a função do escriba é denunciar e por na história o que acontece contra os fascínios e os facínoras que nos cercam - e eu, como aclamado e dito escriba (e por vezes proclamado profeta da estepe), escrevo e transcrevo o que me circundeia.
Tal qual Jeremias (Jr XX;VII-XVIII), instalo em mim a lamentação ad infinitvm de um "profeta" que incute a verdade de Deus em comunhão com a situação dos homens, e escrevendo pois sobre as linhas apuradas de quem antes ouviu e sentiu Deus, nos pássaros eu vejo/sinto/ouço todas as coisas que acontecem de maneira ferrenha e apressada contra meus olhos, carne e alma: Falo da vista da janela, da amada, do vento, do amor, da morte, da lamúria e da Excelsa Glória de Deus, que se encobre e se vela nos altos Céus, que agora derramando gotas de chuva, abençoa a cada um de nós, que apressados nem sentimos o milagre da vida - seja pelo guarda-chuva, medo de desfazer a escova do cabelo, ou de ficar gripado.
Assim como o profeta, escrevo das carnes que sangram não (tanto) por desabafo, mas por um motivo bélico de denúncia: Pelo povo que padece, sofre e perece; eis, Padre Deus, minha missiva. E assim como o profeta, tangeste minhas mãos e minha boca com a tenaz para que eu dissesse e falasse com o peito e o coração; e das noites da taverna: bebi, berrei, briguei, embriaguei, e fui herói. Disse a eles o que escarnece sua alma e denunciei a atitude que corroe a alma, mas que eles não são capazes de aceitar.
Subi ao altar. Sentei-me a destra do altar, na escada. Naquele instante, naquele nosso pequeno tractvs, ficou decidido entre nós dois o que havia de ser; e assim como o profeta, fui tentado, posto ao sopé da morte, mas ainda sim vivo fiquei para exercer minha parte do tractvs e da nossa aliança, e ainda sim quando eles fôssem reis, eu os pisaria para mostrar a sujeira, e quando eles fôssem pôstos em humilhação, eu os mostraria o verdadeiro reinado e espólio que Me ensinastes.
Não os julgo. Mas os condeno, e peço ao Juíz que mude os corações endurecidos, e deixe as lindas garôtas ouvirem, e os Céus turvarem. Peço a paz, a calmaria, e o abraço que os braços procuram - de causa urgente e passível de morte. Ah, assim como o profeta digo a iniquidade do meu povo, e faço minha parte além da denúncia, pelas obras e pela ação-em-fé. E isso me basta; ainda que eu o ache tão pouco, mas Me ensinaste Tua matemática, e nos dias mais soturnos, mandaste teus mais diferentes e diversos amigos para ter comigo, e por Tua imensa Glória o pouco que tive dividi - e se multiplicou, e quando nada tive, obtive tudo de Tuas mãos, e quando meus olhos choravam, foi lá Tu e desceste até mim e me segurou em Teus braços, e quando estava Tu deveras ocupado salvando os meus a quem onerosamente orei, mandaste novamente os Teus. E vi você.
E assim como o profeta; sabendo de meus imensos erros e incapacidades, escolhi Você e o Seu partido assim como me escolheste, me capacitaste e me enviaste para a messe barulhenta e briguenta do cativeiro, e com isso escrevi minha história na Tua e me prometi que meu nome seria sublinhado para que fôsse o Teu mais brilhoso, e até hoje os Teus amigos me ensinam diariamente esta lição; e não me arrependo de estar e viver neste lado da história, de forma alguma. Pois, assim como o profeta, és a minha Força, Certeza, e Alegria. E nunca seja eu objeto ou fiança, pois não sou e nunca fui merecedor de nada de bom que me ocorreu até aqui, Bom Pai.
É tudo pela sua imensa Misericórida.
quarta-feira, 6 de julho de 2022
Carta a Giuliano.
1- Prefácio e saudação;
Marcvs, escriba e escritor, para o terceiro Giuliano que agora vaga em águas internacionaes. Que Deus te guarde, e te esqueça aonde. Alegro-me por tuas palavras, e entronizo as minhas, como em via de resposta as tuas, para poder dar-te a alegria de saber de mim - cousa que acho repulsiva pois n'um telephonema resolveríamos isso de forma amistosa.
2- Admoestações, perca da fé;
Ainda me chamas de Pedro, mas, peço que me chame de Marcus. Marcus, filho de Fabio e Neto de Fabio Magno. Não sou quem vêes, e a cada dia apago mais minha fé, e tenho veramente abandonando-a com constança, tenho não mais acreditado no que o vento diz, pássaros cantam e peixes falam; tenho não mais rezado o Ofício, e tampouco desfiado terço, e tenho posto em régua a crença minha em Padre Deus - E considero veemente que andei errado todo esse tempo, de forma que só fiz charitas, mas ainda sim apagou-se em mim a chama do viver e a alegria de servir ao Divino, cuja fé agora não sei se o tenho. Tenho cá estado muito comigo, e afastando-me de escopo religioso, creio que talvez desperdicei meu tempo e meu momento. Fui Luís e Fui Pedro, mas, Sou Marcus. Marcus dos Queiroz.
3 - Preparação para a morte;
Por mais que tenhas um arsenal de argumentos, guarda-os. Tenho cuspido e vertido sangue, e além disso, tenho as carnes ora fortes como jovens, e ora fracas, e elas vibram de tremer, como se eu fosse claudicante; como pouco, pela falta de apetite e tanto como não ter como comer, ainda passo por algumas privações, mas sigo firme como sempre o fui. De fato, como vos disse, não penso e nem pretenso atentar contra minha vida, mas, começo a cada vez mais querer desistir de algo que tantos me pedem, e percebo que a cura é mais maléfica do que a ida. Talvez, só uma vez, eu não queira nada mais do que a pura vaidade carnal de me sentir querido, amado, e de após quase quatro meses, tomar uma cerveja. Queria um churrasco, queria um afago, e poder ouvir minhas músicas sem me preocupar se alguém vai ou não gostar. E talvez, estando eu do lado de fora, não tendo essas preocupações, possa ser e estar feliz, e calando as coisas que ainda doem em meu peito, eu consiga ser e estar feliz. Entenda-me, e lê-me com prudência, morrer não me afeta, e possivelmente seria até bom para com quem diz estar comigo, não anseio a vida, e desejo a partir de agora voltar a fazer tudo como antes, apenas para ter um fim ao meu gosto.
4 - Último peixe, e consideração sobre a ida;
Escrevo-vos pela obediência que consome, sobre o que vi, e espero teu chrisma sobre, de fato que temos ainda fatos a adconjunturar quão voltardes do Vaticano:
Ele se assentou ao meu lado no sopé da escada sem que mo percebesse, e desvelando a capa, tirou o capucho com as duas mãos aonde pude ver seu rosto pacificador, e abrindo o lado da capa, tirou o braço e pôs sua mão sob a minha; e eu, já acostumado, sorri de volta sem precisar de maiores explicações - fez ele me olhar as pessoas, os sorrisos em suas faces, e a tôrre da igrêja; me tomou pela mão como sempre o faz, e andamos entre o mar de gentes, e sorrindo brotava entre crianças, flôres, côres, incælensa e azul, vi o sorriso que me cativa, e sorri de volta - e aquele que me guiava sorria porque sentia o meu pulsar de vida diante de tanta tristeza e solidão. Quando senti a dor de sangue sujo, ele me acomodou entre seu abraço, e deixou que me mantivesse inerte por um momento. Por sua ordem, deitei a dobra de minha mão contra a musculatura que doía, e não senti dor, e mesmo sem saber, deixava que eu pudesse ser mantido e segurado. E por onde andávamos, tinha peixes ao nosso redor, de tal forma que pareciam que se faziam em tapetes para andarmos sobre. Nós estávamos simplórios, e estando eu sob a tutela dele, não senti medo algum - nem de vergonha, nem de medo, nem de morte. Quando ele me deu a ínsigne, me disse: Toma, é pequenina, mas valor tem maior que tôdo, guarda-a e mantém-a; e envolvi-a de tal forma que mesmo se meu coração não quisesse, senti ali que era de valia, e tudo isso, de uma forma geral, me fazia sentir vivo, íntegro e inteiro. E não animava-me a ser quem sou, viver e ter fôlego para ir adiante, por considerar querer ter a morte, mas considerava que até chegar na minha hora de morrer, ele me dizia coisas pertinentes sobre o Sol e o Céu. E eu, repelindo tais palavras e sortes, sentia dor a cada renegar em minha carne. Que, de maneira eu poderia fazer apenas consentir mesmo que meu coração não fosse ofertado nesta forma e maneira. Ainda em mim arde o ir embora, de forma como ele mesmo queria quando era tão carnal como eu. Ele sorriu, abraçou-me, e ao olhar para mim, o disse: Teu peito é semelhante ao Peito que buscas; que apesar de maltratado e amado tardiamente, tens a gana de sempre amar de forma abundante. És agradável aos olhos do Senhor, e por isso to vives!; e obviamente, amei com ódio o vaticínio que me foi dado via peixes/embratel. Mas agradeci e pedi a tutela ao pai dos peixes para que eu pudesse apenas fazer uma última bandeira a meu modo, de minha maneira. Queria eu sorrir. Queria estar vivo para 'queles que estimo, mas sei que estou morto. E por isso atentei e atento com desejo afã de morte contra minha carne, para não ter mais ou obter mais contra o que me mantém. Ainda me sinto só, e mantenho o passo diante da situação, e só levanto meu calcanhar contra os meus desafetos, abrindo a boca apenas para bendizer Meu Bom Senhor e desejar a morte para estar co'Ele na festa do lugar - me vale bem mais do que o vale de lágrimas que me foi ofertado, e apesar da Boa Consolação, meu peito se arrebenta, e sinceramente choro.
5 - Desejos e vontades;
Diz-me de teu sonho, e me sinto honrado pela confiança em saber de tais coisas. Mas, rogo-vos que pense, pois é de fato mui arriscado perder uma vida por um sonho onde não haja a satisfação de ser feliz e estar feliz. Se a mulher não te eleia a beijar, abraçar e ter em paz, não te mereces, e se o Sol não esquenta as carnes, inútil o É. Viver, de um modo geral, se torna inútil. Infelizmente, me pedes conselhos de coisas que não posso dizer sobre, e só poderia me debruçar em cima de meus alfarrábios, ou consultar meus decanos para lhe dar um aviso pertinente, mas ainda sim, saiba que podes desejar o mundo, mas nem todo o mundo será prudente para você.
6 - Leituras;
Pare de ler apenas uma escola literária, e adentre em todas. Abomino e disconjuro-te ao fôgo do inferno por terdes tantos livros e apenas usá-los como aparência, e rogo-te que sempre volte a tua gênese literária, para que o seu princípio sempre se mantenha vivo. Leia da patrística com o mesmo fulgor os catedráticos, e leia com zêlo os apologetas de mesma forma os doutos. Ter um favoritismo não significa fanatismo, e na tua condição, ampliar os horizontes para ter mais meios do que falar me parece ser mais prudente. E lê meu livro, necessito de tua informação acerca de minha letra.
7 - Sobre a morte;
Diz me de uma importância, mas, qual? O local que me encontro, a direção, nada disso importa. No fim, isso só foi um momento efêmero e agora, me entregando a hora certa e irremediável do fim, espero que nele obtenha tudo o que não obtive quão em vida, e que eu, morto, não seja alvo de lágrimas falsas e tardias, pois a esses amaldiçoo e renego, e bato meu falar contra eles.
8 - Consideração final e despedida;
Seja feliz. Não leve desaforo para casa. Saia na mão. Brigue. Grite. Laudeje violentamente contra tudo e todos. Exponha seu ponto de vista, mesmo que na base da agressividade. E não tenha medo de errar. E que sejas bem feliz.
segunda-feira, 13 de junho de 2022
Carta a Daniel.
1 - Prefácio e saudação;
Marcvs, escriba e leitor de nuvens do Céu, a Daniæl, chefe de sua tribo e pai-de-reis, segundo a linha de Abrahæ. Que Deus seja louvado pelo dom de sua alma.
2 - Espelho do justo, manter a conduta;
Escrevo-vos na solenidade do Bom Santo Antônio, de certo feliz, e esperançoso com pontos específicos, e vos digo: eu deleito-me com tua amizade, e alegro-me com teu amor fraterno, que por tantas, muitas, diversas vezes me foi amigo, herói, pai, filho, soldado e comandante. Ao meu, que me é importante como pedaço-de-mim, rogo a Deus Pai que te mantenha com o coração puro e belo longe e livre de todo o mal, pois é assim que vocês (os justos) devem se manter: Longe e livre de todo o tipo de mal; ao se guardar e manter no caminho da justiça, tudo pode parecer estranho, difuso, errado e de humilhação, mas não nos esqueçamos daquilo que Deus nos deu e nos ensinou durante a graça e a glória, e abrindo os olhos, pudemos ver a verdade e assim não reconhecendo o inferno que nos atrai, abrimos mão dos designos que nos entristecem e seguimos a estrada diante dos preceitos do Senhor. E por mil vezes quando sentei e chorei, desconfiando de mim mesmo e de meu coração, foi você quem me abriu as portas do Céu, mostrando-me que cada segundo ainda mantido nessa vida vale a pena, logo, se essa minha alma existe neste mar de tristeza, devo-a, e diante do Tribunal de Cristo, digo sem pestanejar que fôste o fiador dela junto com Santo Antônio, Virgem Mãe das Candeias e os Santos, Únicos, Justos e Mártires.
3 - Preparação para a morte;
Guarda meus textos, escritos e contra-crônicas, livros, conselhos para se conviver bem em sociedade, manifestos e ordens geraes. Quando eu morrer, deixo todos esses amontoados de letra em sua propriedade, e vos dou como guardião de minha letra, meu bom Eliseu. Peço que assim como deixei preceitos para a Yalorisà de Oyà, que você possa no meu enterro me dizer as bárbaries, e não me dar a alegria de boa passagem: diz a todos como fui desprezível, o quão errei e como a todos magoei e fui péssimo. Digo também, que você reze um Padre-Nosso pela minh'alma, para me livrar do fogo selvagem, e que vós, possa ao segurar a alça de meu caixão, me guardar em segredo pela última vez, e ao ver a terra batida posta em cima da madeira de meu caixão, se alegrar e exultar por finalmente um peso de sua vida ter sumido - e aos meus que permanecerem, vos peço que propague o esquecimento de meu ser, pois nunca fui ou quis ser nada de importante, apenas quis viver o que me coube, e consegui isso poucas vezes. Por isso vos peço, fulmina minha presença do mundo, pois sou desprezível e de difícil tato, e sei que minha vida não foi de fato heróica ou profética, e ao esvaziar o cortejo, dança em meu túmulo, para que assim se justifique que eu possa ao menos uma última vez ter contato com a Dôce Música - afora de ser uma bela piada a que possa vir a ser dita depois.
4 - Da graça de ser comum; contra a loucura da falsa-riqueza/falsa-bondade;
Abraça teus filhos então, vai e beija tua esposa, fala com tua mãe e a pede benção e agradece a Deus por tudo, sem exceção. Deus, dotado de bondade e benevolência, te fez boa pessoa e te livrou do mal, te guardou e te intercedeu entre os justos. Deus te pôs em grande lugar, e da tribuna que sentas, faz tu parte de homens de virtude, que tendo o coração de carne, se preocupa com as coisas do Céu, e elevando-se ao Céu, desce a terra para cuidar de seus irmãos, e isso te constitui um justo, pois ao se permanecer nem ao Céu, e nem a Terra, teu coração se permanece em perfeição, de votos que eu o guardo dijunto ao Sagrado Coração. Amo vos, e vos quero bem. Deus te guarde e te livre de todo o mal! Há uma graça muito feliz em ser comum, em viver a vida comum, e não anseiar pelo bem material demasiado humano, e vos digo: se fizerdes o mínimo, desde que em entrega a Deus, teu coração exultará! Ser comum é melhor e maior do quem exalta pela vã glórias das riquezas, coisas caras, e barzinhos ridículos de Pinheiros e Faria Lima, e que o teu coração, dado no parâmetro certo da caridade, amor, fé, esperança e doação, conhecendo os limites de teu corpo e de tua esperança, te façam ter boa vida e frutífera - desde que os entregue como santos dons perante Deus. Vede, quantos se dizendo conhecedores e fiéis ao desejo de entrar ao Céu que se perdem em ter tesouros na terra e acumulando riquezas, desfazendo mãos, e não olhando com caridade, piedade e misericórdia - esses, sim, assassinos da verdade absoluta de Deus, se fazem contra a paz, contra os anjos, e contra a voluntas donatio pacem que Jesus nos pediu na Santa Regra. E é contra esses que devemos rezar mais, pois destes porcos hipócritas, nós - os sujos, degredados, ridículos, bestas, incoompreensíveis e malditos - seremos os juízes, advogados e intercessores.
5 - Da morte, futura ausência e aspectos gerais;
Ao olhar no espelho me vejo esvanecer, então agora me preparo para a memória de ser algo um dia no imaginário popular ou de alguém, guardo-me para ser um abraço num recôncavo, uma lenda de algum bar, um ajuízado falador de palavras bélicas, ou apenas ser eu mesmo que habita levemente entre a dimensão de ser e estar.
Lá fora tem um Sol Laranja que brilha, e ele grita meu nome. A cada dia ele chama para viver e seguir, abrindo seus braços e caminhos para que eu vá para o lado iluminado. E os olhos brilham quão constratados ao mesmo Sol. A minha íris esmeraldina, logo menos não existirá mais, e meus pulmões não mais estarão em respiro. Os lagos aparelhados pelas árvores cantarão uma canção que ninguém ouvirá - da qual eu serei maestro, e dias depois que eu me chamar saudade, aí sim hás de saber que não mais estarei eu entre vós, e não se pertube, crede em Deus e saiba que só fui até onde minha mão alcança; como sempre. Sim, meu irmão, estou me despedindo de uma luta que não quero mais lutar, pois para mim é mais proveitoso não lutar, do que ter que lutar e se cansar mais.
6 - Conceito final e benção;
Deixo-vos no Sagrado Coração - belo, justo e épico; e que Ele vos abençoe e te guarde entre os Santos, Justos, Únicos, Primeiros e Mártires. Que Deus te faça bom e forte. Que Deus unifique suas estradas até a reta final da caminhada. Que Deus nunca pese Sua destra contra você, que tenhas nessa vida toda a alegria possível. E seja forte, por tudo, por todos, com tudo, e com todos.
terça-feira, 24 de maio de 2022
Viernes 3 AM.
Bom dia.
Espero que esteja bem e dormido bem.Hoje é terça. Terça do Bom Santo Antônio. Estou indo trabalhar. E ando rezando para agradecer a graça de um emprego novo, e a pedir para você ir bem no seu serviço. Penso que, nunca deixei de orar por você; diziam unanimamente os meus antepassados que "rezar por alguém durante nossa ausência é a maior prova de amor". E espero que pelas bençãos de Tonhão você possa ir bem hoje.
De vera, achei engraçado hoje sonhar com você, e acordar pensando em você como se ontem tivesse te visto, ou até mesmo te sentindo: E agora mesmo, enquanto o Sol alumeia pela janela do ônibus, cruzo a Paulista, e me sinto quente, enquanto não houver muitas sombras de prédios coagindo o Sol a se intimidar. E tem gente na rua. E tem gente no mundo. E eu estou por você.
Creio em Deus, e creio nas coisas como são e como acontecem; sinais, visões, presságios, sortes e bençãos: tudo tem seu peso, valor e sinal da presença de Deus em nossa vida. Alegrou meu domingo lhe ver, e alegrou minha segunda começar a trabalhar num projeto para o Mosteiro de São Bento. Não posso e não consigo deixar de ver a presença e os favores de Deus em minha vida a cada instante, a cada segundo, a cada momento; e por isso elevo meu coração pequeno e meus santos dons, dados por Deus, de volta a Sua obra - na terra como no Céu, no sertão como no mar, reparte entre nós o Pão na tua mesa, estamos circundados no Teu altar.
Espero que você tenha um bom dia hoje. Que você tenha boas vendas, que se apegue ao Bom Santo Antônio e a Doce Mãe das Candeias, que ao sentir o vento, sinta um beijo que pedi pra roubar de você, e não leve a mal - algo me diz que você também quis.
Ah! Você está linda hoje. (:
sexta-feira, 22 de abril de 2022
Primeira Canção da Estrada.
Estou há uma semana na casa nova, e estou há uma semana longe do amor. Mas, o Amôr ainda me ama, e tudo o que perdi, lentamente retorna a mim: Tenho teto, tenho paz, tenho amigos - me faltou tudo, menos Deus.
Tive fome, tive frio, dormi na rua, chorei sozinho e fui humilhado por clérigos; ouvi injustiças e disseram de coisa pouca do muito em minha vida que ocorreu. Fiquei só. E orei, e quando a oração não dava, me apegava a Mãe das Candeias, e quando ela me valia, a lágrima era lágrima de alegria. E o Bom Santo Antônio também me amparou, salvou, deu-me do que comer, beber, rir, e rejubilar no Senhor.
E os amigos vieram e se reuniram, houve a festa do lugar na terra.
Deus, o Pai Eterno, me deu mais do que eu poderia e queria. Deus me lavou e me livrou do mal, me deu a paz que procurava, e agora me sustenta a ir adiante.E a paz, o amor e a concórdia estão chegando. E cheiram a esperança.