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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Decades.

...Quando eu era pequeno, ele me pôs em seus braços para eu dormir, me fez confidente do pulso do seu Quasar que fazia exalar nele todo o cheiro de um homem trabalhador, de um homem honesto, homem que ainda mesmo escondido de minha mãe, tomava suas canas, e jogava bola, e era feliz. Era um homem dentro de um homem, que tinha sua felicidade embutida dentro da sua dor, e que tinha tudo pra ser feliz, e não era. Não sentia. Apenas sorria e tentava fazer o mundo sorrir, mesmo que su'alma exprimisse choro em sangue, pedindo para sua alma ser liberta da prisão dentro dele mesmo. Ele era um homem dentro de um homem, um pai dentro de um pai, uma pessoa infeliz dentro de um círculo de mentiras, pessoas estranhas, perfume barato e feijão com muito caldo (eca).
Na grande maioria das vezes, as pessoas precisam apenas ser feliz, apenas se libertar de todos os karmas, todas as desilusões e medos, e serem totalmente entregues, e não se desesperar em hora alguma, porque em hora alguma foi desesperado o tempo sob e nelas, e apenas viver, porque todo dia é dia de viver e sentir todas as vibrações e sentimentos do momento. Cada segundo tem uma textura, uma variável, uma premissa, um segredo e tudo aquilo que cabe dentro das 24 horas compostas de tudo. Tudo é todo e todo é uma parte de tudo, pois tudo foi dado em nossas mãos, e se ás vezes não dá certo, ou não flui, talvez não seja nossa culpa. Tudo é relativo, e requer o bom pensamento e o bom conselho, porque toda situação requer uma oração e ás vezes, interjeição. Nem tudo aquilo que é exposto se faz bem adornado por linhas curvilíneas, retas, sensuais se faz perfeito ou maravilhosamente belo, a imperfeição também tem seu belo afeto pelas coisas pequenas, sábias, cálidas e humildes. 
Nós precisamos nos libertarmos de nós mesmos.
A beleza do pássaro, do dia cinza, da chuva fina que cai, e do peso da sheepskin. E só sabe o peso da vida difícil quem já colocou uma sheepskin em nome da independência.
Eu creio na alegria da minha cachorra quando eu chego em casa, isso sim é verdadeira. Cecília, vem correndo, corre e me vê, pra que eu possa te beijar e te abraçar, e te dar todo o amor do mundo, que não tem fim sequer, todo o amor que eu guardei pra você, tão só e somente pra nós três; Quero ser seu homem, homem trabalhador, homem honesto, que tomo minhas canas, e assisto futebol, e que seja feliz, porém mais feliz ainda por te ter e meus braços, te ninando pra dormir, eu vou te cantar em meus braços, e por a ponta do seu nariz no meu quando você sorrir pra mim. Na beira da nossa cama, eu vou te por pra cochilar comigo na tarde ensolarada do sábado, e entre meu peso, você vai dormir satisfeita. Sairemos eu e você pelo mundo, rodando a cidade, cruzando avenidas, andando em mil ônibus, te colocando na minha sheepskin, e te mostrando tudo o que conheço, te ensinando tudo o que sei, e te falando de todas as coisas do mundo que eu nem sei contar, que eu nem sei dizer...Ah, Cecília, se você soubesse o quanto te amo e o quanto te desejo; Saberia que ando muito ansioso por sua chegada, mas, até lá, vou sonhando acordado com a coisa mais linda do mundo: A sua existência em mim.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Amores Vazios No Ar.

Nada é como se imagina, e por isso talvez é aí que criamos nossos medos, alegrias e aflições, e alguns itens saem melhor que a encomenda e outros nos decepcionam bem antes de começar a dar seus frutos (ou podreiras). E é ali, naquele momento, que acontece:
-Ela chora sozinha, no canto da noite, enquanto as luzes parecem lhe ofuscar. O quarto é seu castelo e sua cama é local aonde poucos tem acesso, mesmo que remotamente. Seus pés para fora do edredom, deitada de barriga pra baixo, livros em torno de toda a cômoda e sorriso. Por quem sonha a menina que velo o sono recheado de sonho? Quem vela meu sono? Quem acorda antes de dormir? Quem vai pegar a sua mão em dias frios como estes, e apoiar tua cabeça contra o peito e dizer que está ali, você pode querer saber, mas, eu não sei. Na real, ninguém sabe.
Será quem lhe merecer - ou a quem você se entregar, na loucura, razão ou insensatez.
As luzes piscantes realçam corpos érbios, inebriantes, e a procura de uma felicidade miojo (anteriormente descrita aqui) que lhes satisfaçam imediatamente e lhe provoquem um frisson desde o começo de seus dedos dos pés - alinhados pela francesinha - tal como os pelos púbios, após a tequila, e o sorriso, cartão de visitas dado e ofertado a qualquer um (cousa da qual este cronista se nega a fazer, creio que toda pessoa deve devotar seu melhor a cada pessoa que for de seu circulo). A noite trás erros, e promissórias de incertezas, carrosséis de ilusões e firulas, e mal-estar. Mas talvez, o amor da sua vida esteja agora cruzando aquela porta.
...Com isso concluo que até no erro se encontra acerto, como no vazio se encontra o cheio. Tudo continua dependendo de tudo, e isso ainda reforça minha fé e teoria prática e dinâmica dos biscoitos. Tudo tem direito a perdão e segunda chance, se for dado e merecido, e em local e situação adversa, assim como tudo tem direito a uma benção, assim como tudo tem direito a falha e superestima assim como tudo tem direito ao sorriso da criança correndo no shopping assim como tudo tem o direito de ser Magno como Cristo Rei das Chagas como assim tudo tem o direito de tudo. Sem tirar e nem por.
Tudo, foi feito pelo Sol.

terça-feira, 5 de maio de 2015

O Segredo Embutido No Pote de Biscoitos.

Ás vezes, nem eu sei por onde começar um texto. Só me sinto na obrigação de escrever sobre a vida, sobre as pessoas, sobre mim Tantas vezes, quantas vezes foram, meu Deus, que escrevi aqui de mim, me usei como réu e juiz e me fiz por refletir e refletor para leitores, quantas vezes me usei para entender os meus próprios erros (e quantas vezes mais eu irei fazer) e tudo aquilo que sinto, senti, ou que ficou pra depois, guardado. Os sentimentos de um ser humano, é um gigante que dorme, que nunca deve ser acordado.
Quando olho para trás vejo tudo aquilo que um dia construí, e penso gentilmente no peso: Da mochila cheia de roupa, dos livros, da guitarra ancorada nos ombros ébrios e da chuva que gentilmente cai - gota por gota - em minha sheepskin, em meus cabelos, tão lisos, tão cacheados, tão meus...Tão seus, Agnish. Corre os olhos para o Céu, olha as cores mais sensacionais que o mundo lhe reserva, abre a janela e deixa o raio de Sol gentilmente se deitar na nossa cama, acarinha a Cookie, pois ela é tua cachorra, é tua amiga, tua criança também. Olha pra mim e vede nada além do que já foi prospectado e precipitado entre os doces olhos que encarceram a vontade de ser mais. Olha e vê o que ninguém vê, o que ninguém sente. O que está oculto.
Deixa que todos os dias tenham a mesma temática, se lhe fizer bem, e se não fizer, mude, constantemente, e desencante toda a cadência necessária para incandiar o candieiro que se faz candelário no candial. Seja tudo em um só, seja tudo para todos, porque um dia todos serão um pequeno pedaço fraccionado do tudo para você. Por você. Não se ponha numa linha de frente, pois linha de frente alguma merece a real necessidade de estar lá. A linha de frente não se encontra na frente; Para toda massa, se encontra uma mente; E para toda mente maldosa, existe alguém que possa lhe quebrar, destruir completamente (que é aonde pessoas de nosso calibre, ou um pouco mais vivas se encaixam, meu amigo), e assim fazer uma nova modalidade de pensamento, com maldade alguma, com nenhum sentimento mal, e nem sentimento vão. Existe um amanhã melhor, aonde qualquer um pode crer, não que seja obrigado, mas se faz necessário crer em qualquer coisa. Vivemos tempos de fé entre todos nós.
Quando deixarmos de ser cada um par sermos tudo ao todo, veremos a nova horda de pessoas boas que não se fazem em privilégios, e sim em igualdade. E veremos que as pessoas não darão parabéns tripudiando nas outras ao mesmo tempo, porém apenas saudando e desejando o melhor, e nem toda língua trará em si o veneno de ser ríspida ou peçonhenta, e amanhã não terá não nunca mais. A partir do momento em que estas fases passarem, todo espaço será respeitado, toda palavra será medida e pensada, e logo depois, analisada e respeitada, assim cada um de nós poderá cumprir em si o sonho de enfim viver sua vida em paz, com amor e longe de toda a negatividade. Quando tivermos em nós mesmos o prazer de viver para nós, e não para os outros, teremos então a alegria completa e decifrada: Aprenderemos, então a viver e entender o mistério velado dos dias.

...E após isso, viver será mais que um desafio: Será um prazer.

 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

As Verdades Não Ditas.

O mundo sempre mantém a sua fórmula simétrica, seu arranjo sinfônico inegável: O mistério guardado e velado entre os seus dentes de terra e olhos invisíveis, a mulher que cuida de sua criança e a cidade que se engrandece e se fortifica em muros, em espírito, com a mente prosperando para se prosperar materialmente, e cada vez mais esquecendo da missão, daquilo que o espírito tenta buscar no dia-a-dia, naquilo que se peca a carne.
Um dia, eu irei te ver novamente, e quando lhe ver, sentirei sua mudança, e você não notará a minha; Minha mudança ocorre na minh'alma, nos meus trejeitos e tatos com assuntos e percepções, a minha atitude não lhe causará espanto, mas minhas brincadeiras, meus pensamentos, e minha visão vã sobre as coisas que me cercam, mostram que eu sei um pouco mais sobre a vida, que eu sei um pouco mais sobre mim e você, e que eu me esforço para viver.
Espero que venha comigo quem quiser, com o peito aberto, com a chaga a mostra para ser ferido e brotar de si o sorriso, o sentimento de perdão bem mais que perto assim como a chaga que existe no peito Daquele que me ama, e Daquela que me amou primeiro. A partir do momento que nos resignamos de nós para cuidarmos do outro, amarmos, nos armarmos para a boa batalha que nosso amigo passar só, e nos alistarmos em seu exército e levantar seu pendão, estaremos em comunhão consigo mesmos, acima de todo tipo de norma regulamentar ou pensamento.
As cabeças são livres, e o choro é a alma sendo exprimida no mais primal do seu sentimento, álias, eu liguei só para dizer que te amo, e eu te olhei só pra te sentir saudade, e eu falei que não só pra te ver sorrir, e te beijei no pescoço e esquentei seus pés nos meus, e te celebrei como nunca ninguém faria na face da terra. Você pode ir além, e eu acenderei a talhada da vela para sua ascensão, e quando estiverdes perto do Céu - estrela que agora não mais fulgura no meu peito - manda um abraço para meu pai e todos os meus que encontrardes em tua escalada, e ri e observa - estou novamente sendo bobo e pedindo que o inanimado se sinta vivo, e que toda a tristeza se converta em alegria, sendo que não me posso, e eu nem sou assim.
Sente a brisa, ela te revela o oculto, aquilo que rasga os véus do tempo, e que lhe pode ser a mudança. Olha e sente o estio, o começo da garoa que esta brisa tão criança faz, olha da tua janela tua fila brincar, e olha sua cachorra deitada ao teu lado, olha o infinito ser pouco para esta vida, porque aqui, neste agora você está sendo feliz, amigo. E nada, e ninguém pode lhe tirar este momento. Você é o seu rei, e nunca nada irá mudar isto. Tenha a fé, sempre, e a fé será sua força motriz, e seu medo da morte não existirá, e seus frutos serão bons, e lhe trarão a recompensa da vida lhe ofertada com fé. A mesma fé que tens, e recebe. Tenha a fé de um dia melhor, com uma mente melhor, e uma vida melhor, sempre.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

O Evangelho da Vida segundo o Porco Do Mato.

Bep, acorda, sai da concha e brilha, sai de onde estás e louva o dia, porque tudo foi feito pelo Sol, e o mundo ruleia por nós.
Serenamente, uma estrela tocaria o solo com sua mais louca vontade de cruzar os Céus, rasgando a sua fuligem e véus, aonde nunca mais se pudesse existir: A casa cheia, o copo meio-completado, o moto-perpétuo, as roupas no varal, cambraia embaixo das panelas e micro-ondas, a vontade de ir embora. É tão resoluto quanto a vontade de vê-la. Velar-lá, vê lá, que tempo é, que horas são, que segundo se faz presente o que quero, Seu cabelo encaracolado, seu pé pequeno, sua coxa grossa, a boca pequena e carnuda, os seios em abundância que ousam sair do decote do vestido.
A estrada empoeirada cinzenta que me afastou me tantas cousas, que me levou e trouxe do do marasmo da solidão, dos amigos, da cerveja, daquela praia cheia de perdas, das pedras que atiraram em mim e nem sei se ainda estou vivo, e nem sei aonde estou, e nem sei se eu ainda estou pensando no que queria. Você sabe o que eu sei que eu pensei o mesmo que você quando vi aquela música tocar e aquele sorriso brotar dos furtosos que olham por nós. Por quê usar uma blusa tão grossa numa brisa repentina? Porque quis, Por quê olhar pra trás quando se pode caminhar extensivamente sem destino algum no mundo quando se pode apenas trilhar o mesmo velho caminho? Porque cada um tem seu destino guardo nos doces véus e mistérios de Deus, mesmo assim podendo alterar suas estradas.
Você acredita que o sorriso da criança tem mais de Deus do que na mão cravejada de anéis de ouro daquele homem que bate a mão na Sanctae Regvlae no Paço da Sé? Eu estou aqui, eu estou aqui. Eu sempre estive aqui.
Todas as estradas se cruzam, e todas as pessoas tendem a se encontrar e se ver um dia, ou de novo, ou pra sempre, ou pra nunca mais; E eu estou fadado a ver seu rosto novamente e novamente. A charada sincopada de vestido e salto, o penhoir vermelho e meia branca, a branca saltada num batom negro, que morde, beija, belisca. Urra.
Olha para o Céu, e vede. Todas as coisas, tantas coisas mal se comparam quando vistas em som separado. Una todos os sons, e mesmo no caos tenha em certeza, que todos os sons juntos, em frequência e tom diferente, emanam em si sua mensagem, abra os ouvidos de ouvir, os olhos de ver e ponha um som no olhar. Não tenha medo sequer do que eles dizem, o que eles dizem só diz, e o que você diz, faz, acontece. Dos teus cachos brotam as bençãos, as melodias, as profecias e a maravilha do amor puro e límpido, e sincero, Mãe Maria passou na frente pisando na cobra fea e nos escondendo debaixo de sua saia, nos livrando do dragão. Amén.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Baptistal.

Desejo que você pense, demasiadamente e frenéticamente. Desejo que você tenha na manga cartas que solucionem seu problema, e que acada segundo mil coisas brotem em seus caminhos, e que você nunca fique só, tampouco se sinta perdido ou solitário em cima do seu cavalo branco.
Eu desejo que você sempre fique feliz, que o monstro feio chamado tristeza nunca venha comer seu biscoito e tomar seu copo de leite. Que o seio de sua amada seja o travesseiro perfeito, idem com o colo e seu par de coxas, e que contemplando o Céu sem escalas, limite ou destino, você se sinta bem, muito bem, obrigado; A ponto de respirar tanto ar que seu pulmão infle sem poder mais, e carregado de vento como uma nau cheia de velas, você siga seu caminho até onde quiser, até onde puder, como bem entender. Cada um bem sabe dessa vida o que quer, como quer e porque quer, só nos cabe entender aonde nos cabe a decisão do outro, e tentar conviver da melhor forma com isto.
Que a dor esteja cada vez mais longe e que as palavras vãs e feias não nos digam nem nos mencionem, que o monstro que tente assaltar o pote dos biscoitos vá embora, e deixe os biscoitinhos em paz no seu devido pote/jarro. Que todos possam dormir em paz, pois na porta de cada um há um mantra, uma oração, um patuá, uma carranca, e um feitio de oração, um anjo da guarda, uma energia positiva. Que toda e qualquer divinidade, ou até mesmo o Divino, esteja guardado em paz e glória acima de nossas cabeças, assim como uma parte dele(s) esteja em mim, e em você, em nós, em vós. Vós sois o solo frenético e desenfreado a minha guitarra, a modalidade mais linda de modalidade alguma, a banda mais linda sem algum instrumento.
Desejo que nos seus fazeres, tudo ocorra bem, prospere, multiplique: Ao terço, terceira parte vezes cem; Que os sorrisos desafiem aquele que ouse os roubar, e que a voz e o perfume de avenca do campo daquela moça tão linda e tão sorridente te façam cair de joelhos, assim como se rendeu o amor ante a sua metade que há tanto lhe procurava. Que a cada dia, você seja o melhor em tudo, e toda essa coisa triste, ruim, negativa vá embora, para nunca mais voltar em hipótese nenhuma.
Sabe, leitor, poderia te pedir mil coisas, mas, o que peço agora é o que mais peço para mim mesmo, neste momento, calmaria para poder enfrentar as batalhas diárias, dar amor para receber o amor, e comer os biscoitos como se não fossem amanhã, e sempre ter respeito a cada um, pois cada um tem sua história, essência, glória e meio de vida, e ninguém neste mundo é maior ou melhor que ninguém, estamos acima e um dia estaremos abaixo da mesma terra, por isto, lhe peço (como rogo a mim também) mais amor, paciência, caridade e humanização ao próximo. Porque assim melhoraremos nosso problema, e o problema dos outros. Sempre.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

All Things Must Pass.

Toda a dor, e todas as suas variáveis são passageiras, momentâneas e espontâneas, e logo elas irão embora, logo tudo irá embora, tudo se movimentará e fugirá de seu espaço para alçar vôo livre ou apenas ter mais liberdade ou correr desenfreado sobre as cores misóginas deste lugar vasto. Pensando bem, tudo nesta vida tende a ser assim.
Tire então um Sol para brilhar. O Sol no alto ainda brilha, e apesar de todas as iniquidades ele brilha. O Sol brilha pra todos, O Sol há de interceder por todos, e cuidar de todos, de todos os tipos. Sem exceção. O Sol joga os raios mais cálidos para 'queles que penando sós, se sejam felizes em vossas solidões, desalentos, desapegos, medos e aflicções. E este mesmo Sol que intercede por cada um de nós continua ainda sim por detrás de nuvens negras, nuvens turvas, nuvens que ainda tentam nos chafurdar ou fazer que tenhamos nos desentendido de quaisquer cousa que nos desatenta.
O que se passa é estar na crista do Sol.
Mesmo que estejas sendo perseguido mentalmente, que seu Sol esteja sendo apagado, que pessoas andem falando mal de ti, e que sua bondade ande sendo consumida, tenha fé. Tenha toda a fé do mundo. Há um Sol, e eu juro que há. Eu mesmo já o vi uma vez, em tempos idos. Desejo, a quem estiver afim de ler tais letras, que tenha toda a fé, paciência, perseverança, e todas as coisas mais. Desejo que haja eternamente um Sol sobre vossas cabeças, e que todos os caminhos nunca se estejam vazios, solitários, tortos ou cheios de pedras, nuvens negras e pessoas de ma fé, sentimento afã e vil.
E quando for noite, as estrelas cobrirem a tenda que é o Céu, lembra-te que o universo lá em cima é um pouco mais complexo: Cada estrela, pequeno vagalume lindo e estridente do Céu é um pequenino Sol em ascensão, e cada mini-Sol desses, está lhe vendo brilhar essa noite.
Vença, transcenda. Você consegue.

Dona Maria, EU TE AMO! ♥

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Aurora.

É tudo uma questão de perspectiva.
Não importa como se vê,
mas sim até onde se vê,
entende?
todas as coisas e todas as linhas se permanecem em aberto,
nunca se é ocupado nenhum ramal quando se quer falar com Deus,
nunca no mundo se está só,
em momento algum.
Quando vermos o Céu,
olhemos o Sol,
a Lua,
as estrelas e nuvens:
[Prolífero local aonde analisamos uma única variável de mil opções;
Cosmo extenso, assim como o brilho do olhar da Moça,
assim como a incerteza e a curva de uma vida inteira,
assim igual a todas as coisas do universo que sem porque acontecem.
Não adianta escrever e apagar,
passar um corretivo,
ou apenas rasurar as folhas de um destino vazio e em branco.
Tudo foi feito por Deus e pelo Sol.
Rios, lagos, passos largos e abraços apertados.
O sentimento, semeio, fomento e anseio.
Adianta-se que todas as coisas que assim logo que feitas,
são regidas;
Cadenciadas, guiadas, protegidas e amparadas.
E cabe a você,
somente e apenas você;
Ver se encontra o Céu todo, ou apenas um periférico.
Pense como deveria ser pensado.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Janeiro.

Deita-te sobre meu peito, e como quem não quer nada ouve o silêncio. Lá fora apenas o silêncio do vento batendo no vitral da sua sacada, da palmeira ventando forte, da chuva batendo na esquadrimetal alheia, e cá dentro, apenas a minha respiração, que na sua complexa humildade, serve pra te ninar.
Não que seja o que tu merece, mas, é o que posso lhe oferecer. E ainda digo que deveríamos curtir e aproveitar esse momento a cada segundo, cada momento, sem hesitar ou duvidar. A cama que é pequena hoje, aproxima nossos corpos, mas, quando a cama for grande, podemos ter mais espaço para ambos de nós, e para nossas crianças, cachorro, e o que vier, mas, a graça da vida é isso: Lembrar dos dias de namorados na cama de solteiro, se espremendo e comprimindo para poder sentir seu corpo cada vez mais contra o meu.
O amor existe quando existe você. Você existe porque Deus quis alguém para me completar.
Lembra-se de tudo aquilo que foi vivido, e das experiências, das receitas, dos beijos, do sofá, do cachorro, do edredon, e dos banhos. Por quê não manter tudo isso no futuro? Porque se cabe a Deus. Podemos planejar, mas, ter a sensação de certeza, é somente quando chegar lá, quando viver lá. Caso contrário, isto fica engavetado, engessado nas linhas de pensamento alheias e controversas.
Quando as coisas quiserem tomar sua forma, lembremo-nos de tudo aquilo que nos fez nos encontrar, nos ser, e nos estar aqui. Não é qualquer coisa, a qualquer momento que possa derrubar. Pessoas, caminhos, situações, passado, presente e futuro. Ninguém sabe ao certo a história de ninguém. Nem suas reais intenções, porém quando se abre suas chagas para uma pessoa, você está propenso a caminhar uma trilha de mãos dadas com tal pessoa até o fim. Fim este que é hipotético, porque, se for para ser um eternício, não há fim algum. Cabe a nós, nestes entreveros, ter paciência, e ver o passado, pois no que ficou você entende as atitudes, porque no passado foi forjado o agir de hoje, e porque no passado foi feita a base do que somos hoje.
E o resto, todo o resto, é silêncio.
Janeiro.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Shield.

Eu ando cego em relação ao mundo, mas, não me mudo para qualquer eventual cegueira. Me desligo do mundo, das pessoas e de tudo aquilo que possa me fazer mal, e, resumindo numa frase constantemente postada aqui: "Neste momento estou deixando pra depois..."; Não que isso venha a significar algo relevante, apenas significa que peguei Agnish pelos quadris, a coloquei num cometa e parti pra outra dimensão que não me afete, tampouco me faça ter medo ou raiva. Deixei essa paúra pra depois.
Essa vida pede muito de nós, e ás vezes pede muito do que podemos oferecer, e causamos um défict no universo, e com esse desnível, tentamos suprir a nossa essência que as coisas/pessoas sugam por qualquer outra - inconscientemente - e é aí, senhores e senhoras, que a merda ocorre. É quando deixamos qualquer abraço venenoso nos contaminar, qualquer sorriso amarelo infundir em nosso conceito, quando um falso brilhante nos cega os olhos da alma: É aí que caímos. Povo, lhe peço imediatamente, com toda a força da voz das minhas letras, que vos sejam vivos, para não sofrer o que sofri, e viver o que eu vivi. Sejam vivos e se guardem na fé, na esperança de um dia novo, de uma vida melhor. Se guardem no abraço de vossas avós, nos beijos mais doces de vossos amores carnais, nos carinhos impetuosos da lambida de vossos cachorros, da mulher-mãe carregando sua cria no colo, e do nordestino que dança seu forró na praça da Sé, sem ligar porque vão dizer. Povo, ouve meu clamor, e vos peço que se guardem na devoção do seu Santo para que sua devoção e sua força não se acabe, nunca.
O quão forte é teu escudo, tua luz, a benção da tua mãe, e a sua oração mais violenta para se lavar do mal? Se até o mais santo dos santos teve suas recaídas, porquê nós não poderemos ter no meio do caminho?Todo tipo de oração e paz é necessária e se faz presente no ato. Afinal de contas, nunca matou ninguém dobrar um pouco o joelho e falar com o Divino.
A vida, meus caros amigos, é bem mais daquilo que nós costumávamos ver, ou sentir, ou falar. É dinâmica, viva, rasteira e incrívelmente sábia e cruel. Se nós, na nossa "vivença" não dominarmos ela primeiro, corre-se um grave risco dela nos tomar pelo arreio antes. E a fé que eu proponho que você crie é uma das principais armas para isto não ocorrer.
...No fim, é tudo uma questão de manter a fé.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Ahoy; Deeshay.

Ahoy é saudação, Deeshay é despedida. E isso explica metade das coisas ditas e não ditas aqui e em qualquer outro lugar aonde esbocei minhas palavras tortas. Quando cruzo uma porta, que Deus abençoe quem está dentro da morada, e quando saio da casa, que Deus continue habitando dentro daquela casa, o Senhor tem tido feito o Seu refúgio em meu peito, eu que não sou sacrário mas tenho Ele em mim levo sua pacificação e espada aonde piso, entro e vivo. Mas, como em todas as outras coisas, me resta a função de filtro, aonde a paz que procuro e raramente tenho me é roubada, e minha estabilidade se ressona na corda aonde caminho, e aonde todas as coisas me mantém vivo, seguido e séquito as minhas tradições e convicções, mesmo que isso magoe, machuque, ferir, ou estagnar alguém. Que posso fazer, se é este meu jeito.
Desligo o telefone para não chorar, para não irromper em lágrimas tudo aquilo que se encontra preso em minha garganta. Há muita humilhação pra superar, muito dedo na cara pra quebrar e muito joelho pra dobrar, e muita reza por fazer. Muita saudade que se desfia num rosário sem fim. Quiçá Deus esteja me tornando forte para ver todo o resto do mundo ruir, e eu apenas me mantendo, seguindo, rindo, e cantando, enquanto danço um frevo rasgado com a cagibrina na cabeça. Talvez meu sonho esteja guardado do outro lado desta vida, e eu nem saiba. Agnish, beija minha boca, queima a tua agenda e foge. Não olha o povo vão, abre tua mente e conserva nosso mundo, nossas histórias, e tantas outras coisas. Morremos a cada dia, e a cada dia deixamos nossos rastros em tanto lugar...Não que me tenha em medo de morte, mas, tenho medo de cair antes de deixar meu legado aqui...
...Mas, que legado? Eu sou apenas um cara comum. 
Legado, do qual digo, e tanto quero afirmar nestes últimos escritos é a sua humildade, bonança, e vontade de mudar o mundo. Não que isso seja uma situação para você ficar omisso/submisso ante as cousas do mundo e suas pessoas vãs, não isso, não isso. Dê um "Deeshay" para tudo isso. Estou falando de você, seus quatro quarteirões, sua vida, corte os fios, seja livre de qualquer manipulação, e esteja pronto a se afirmar ante a tudo que vier para você. Vença os auto-desafios e barras. Apesar de cansado (a esta altura do campeonato) eu estou aqui - e inteiro. Mas, e você, leitor/leitora? Já se deixou abater? Não, não...Ergue. Força, Qualé, vamo lá! Isso...Hm. Agora, me dá um sorrisinho. Aí, diliça. Do jeito que eu gosto.
Eu tenho todos os motivos para não estar aqui. E estou, ou de teimoso, ou de raçudo que sou. Essa bagaça só é pros chegados, e pra alguns perdidos no mundo, e tem gente que começou ontem que tem mais divulgação e acessos! Tem gente que prefere ler as futilidades de um siri sem garra do que minhas garrancheadas, que que se há de fazer? Ao menos uma vez por semana penso em não estar, e no resto do tempo penso no todo restante. Penso constantemente em deletar isso, são posts muito extensos, que sempre resultam em nada, e ninguém entende, mas, é necessário tentar, mesmo que seja inútil, no fim das contas, e uma receita de como trair seu cachorro com uma enguia seja mais acessado que aqui. E, acabo vendo que a vida segue, a vida continua, os exemplos próximos e distantes me mostram isso piamente, então, nos resta bater de frente, ser bocudo quão necessário, e mostrar-mo-nos firmes em nosso pensar, agir e falar, para não só nos termos nos nossos próprios conceitos e alicérces, e sim para mostrar ao mundo para quê nós viemos, para quê estamos, e para d'onde vamos. Sem hesitações. Eu nasci pra quebrar na emenda.
Eu vou te buscar nas estrelas, e aonde mais me disserem e eu achar que você está. No chiado do disco, no cigarro paraguaio, na camisa de 1916, na barba e no cabelo bagunçado, na bolsa de aviador, no óculos escuro, na paciência, no sorriso amarelo e no humor ácido, nas músicas, nos livros e na hora que for mais proprícia para te lembrar. Na estrela de brilho mais moderado, é aonde você vai reinar. Não que mereceste a mais fulgurosa, mas, é de tua identidade ser apenas mais um na multidão, que burro, e bobo, trafega na rua assim como eu o faço hoje. M'assusta apenas o fato que você não há de ver Cecília por aqui, tê-la no colo, e cantar as músicas que me cantou quando eu era do tamanho do seu ante-braço. Mas, algo me diz que você ainda está aqui, e para você, é meu eterno "Ahoy", sem forma, maneira, ou qualquer tipo de "Deeshay". [...] Parecia ser tão óbvio, você ser o meu destino [...].
Mais um dia 3 está chegando. Mais um dia 3 sem você.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Sem Título #22

Lembre-me da nossa vida,
e o que ela mais se assemelha,
dos dias vividos a soleira da cama,
e da mais completa beleza.
Guarda-me no brilho dos teus olhos,
no arredondado dos teus cachos,
na perfeição do teu sorriso,
e no teu abraço tão esparramado.
Olha nos meus atos,
e encontra uma saída,
enigma não decifrado;
cor mista sem ver tinta;
Quando bem acordades,
olha ao teu redor,
a essência da manhã que flui,
nela eu estarei.
Que eu continue a te influenciar,
a dar o melhor de ti no dia-a-dia,
e que nada aconteça de mal por nós,
porque nos eternizaremos nos Céus.
Agnish, vem comigo nesta estrada amiga,
abre teus braços pra me guardar,
olha pra mim e vede meu sorriso:
Ele é todo por tua causa.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Sem Título #21

Eu, por eu mesmo, não sei dizer muito bem tudo sobre isto. Só sei que tudo isso é terreno, e passageiro, e o que fazemos aqui, colheremos aqui, de uma forma ou outra. De uma determinada forma ou outra o Messias já veio. Na minha concepção, esperar por ele de novo seria muita humildade, ou muita burrice.
Menina, eu não tenho medo. Aguarde os spotlights tardios contarem a história da cadente estrela de quem não teve nada a perder. A pedra bruta contra a terra seca.
Deito-me contra a cama que ainda soma um pouco de mim no travesseiro e cobertor, porque talvez nele encontre a calmaria que perdi logo de manhã, porque no fim eu sei que eu sei que quase ninguém sabe que eu sou um homem ordinário, como qualquer outro. Sei que não sou nenhum nível de Heitor Iga, mas, faço meu melhor (apesar do mau tempo e das inúmeras críticas e cruzes a me petrificar na iconoclastia de amotinado).
Menina, olhe as pessoas, olhe o mundo, e não olhe a mim. Neste mometo, estarei a milhas de ti, só para não te notar o quão cansado estou. Não de nós, não de nós, mas, de mim mesmo. É muito fracasso pra pouca vida, é muito sonho pra pouca esperança, e é muita benção pra pouca desgraça. Sinto saudade da tua cama de solteira, do teu lençol todo desarrumado, e de nós dois sendo um, especificamente, de você, o único ponto de felicidade.
O som da Inglaterra me corrói, e eu acho é bom. A maioria dos sons me lembram tempos e coisas idas que ainda causam um frisson de lembrar, e dentre todas elas, surge teu beijo, e teu amor, que desarmam toda e completamente qualquer tentativa minha de ser esguio a tudo isso, esta cousa que lhes chamam de vida.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Dois

Deita-se do meu lado;
E ali tem dois corpos deitados,
um que completa o outro,
um que contempla o outro.

Encontra na minha boca, além do amor;
Tudo aquilo que quero, ouso, penso em lhe dizer;
Palavras apenas, pedaços de fonéticas,
que não me dizem mais respeito,
afinal, em mim fizeste tua estadia,
e de nada mais creio ou espero.
A casa torna-se vã e obsoleta,
e os móveis contém históricos,
coisas daquilo que somos.

Seca a minha sede de te fazer entender,
que não é tudo aquilo que eu almejo.
De todas as (poucas) cousas que quero,
a grande maioria eu consegui na raça,
e sou um vencedor por ter (quase) tudo.
Não me importa as coisas que virão,
eu tenho peito para todas elas,
e se são doze horas no relógio;
Treze horas terei pra entender elas todas.

Olha nos meus olhos, e fita minha mente;
E vede todas as coisas que os olhos denunciam,
nota que me satisfaço nas pequenas cousas dessa vida:
Pequena cerveja, pequena música, pequena Agnish,
pequena oração, pequeno Sol, pequena ventania.
Em todas as Íris que vede lhe toma na sua nota,
pequeno nome, predicado, sujeito da oração,
ora pra Cristo dar-lhe a boa morte em paz;
Será em paz tudo o que for lhe propiciado.

Se te interessar veja e anota meus trejeitos,
neles descobrirá do que gosto e não gosto,
do que anseio e deprecio nesta estadia terra,
e de todas as coisas que deveria ter e poder ganhado,
do que me atrai e repulsa ante ao mundo;
E todas as outras cousas, que mal cabem aqui.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Versos de Agnish.

E se todo tempo é muito pouco;
Para ter você nos meus braços;
Será que agora conseguiria entender
O meu "eu amo você"?
Desligue o telefone e guarde essa saudade:
Ela não vai trazer você até aqui,
por isso me afundo no trabalho;
Para a semana passar depressa.
Quando deito sinto seu cheiro;
E minha colcha tem a sua silhueta;
Parece pouco mas tente compreender;
Que nada disso tem sentindo - nem ao menos o infinito;
Se não tiver seu rosto colado ao meu peito enquanto dorme;
Agni, eu vou nessa poesia descadênciada; Eu estou a te amar.
Quando eu parar em uma igreja;
Vou orar por nós dois e nosso futuro;
Rezar para que nosso futuro seja belo;
Melhor do que possamos planejar;
E que se cumpra assim a profecia;
Do amor eterno em todos os cômodos de nossa casa;
E que nossos filhos, livros e discos sejam a prova;
Daquilo tudo que fomos a concretizar agora.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Agnish.

Ah, como eu odeio agostos. Quem lê essa birosca de linhas e se preza a tentar entender, sabe da minha relação nada amigável com este mês, mais ainda com as coisas que ele me tirou, ou as coisas estranhas que ele me trás. Sim, concordo com você que poderia ser qualquer mês, mas, para quem conhece das coisas e conhece o movimento das ondas, sabe que esse mês é a entressafra, quando a zica se levanta e a feijoada fica aguada (eca). Tudo isto que lhes escrevo, pessoas, são relatos pessoas e de pessoas próximas de que já sofreram muito neste mês, por isto aqui fica delegado a minha mancha contra este mês malogrado.
Mas, ao menos, eu tenho ela.
E se, por uma centelha divina que cai em nossas cabeças, nós nos encontramos, porque não haveríamos de ficar juntos por todo este tempo? E até, ouso dizer em mais linhas a frente: Por quê não viver a minha vida toda ao lado de você? Talvez, a cada dia que passe, enquanto mais provas eu quero procurar para saber se realmente é você a quem eu espero há tanto, gradativamente e sazonalmente vens me mostrando que é. E isto alegra minh'alma. E isto me faz banhar em lágrimas. E isto me livrou da própria maldade do meu peito, carregado por tantas chagas de tantas outras feridas anteriores de outras pessoas que já maltrataram este lugar que hoje é seu, e que agora volta a ter o brilho de antes.
Se fosse qualquer outra pessoa, teria ido embora, e você sabe disso. Se fosse qualquer uma outra teria ido embora no ato, sem pestanejar, mas, você decidiu ficar. E ficou, e se deitou, e cuidou, e conversou, e cumpliciou com minha gênese, e antes de dormir, acredito que tenha até orado. Não faço disso um alarde, ou qualquer coisa parecida, mas, talvez fosse isto que eu estive esperando pela minha vida inteira. Alguém quem simplesmente estivesse ali, sem ter mais por onde, como, quando e por quê. Existem coisas que a vida dá nos seus piores momentos (os Dias de Shiva, como já foi préviamente explicado aqui nesta jagunça), e neste meio de campo de coisas boas e ruins, há você. Não que eu não tenha mudado meu ponto de vista sobre algumas coisas, ainda os tenho. Mas, quero dizer que apesar de muita coisa que eu penso, eu ainda amo, devoto, quero e desejo você. E mesmo quando eu estiver nervoso, com uma cólera sabática de raiva sobre você, eu ainda vou te amar, e esses últimos dias fizeram com que qualquer outra coisa nossa que já vivêssemos, estivesse aterrada, e que pode ter a certeza que te amo mais.
Amo seus pés pequenos quando se encostam nos meus para se aquecer, quando você arruma seu cabelo para eu não comer ele a noite, ou quando você me beija e fica com aquela cara parada, de olhos fechados, como se eu fosse alguém letrado, ou alguma espécie de santo, quando você se inclina e põe suas pernas entre as minhas, ou quando ficamos nós três juntos na sua pequena cama de solteiro, eu na parede, tu no meio, e ela perto da sua barriga. Você é o mais próximo que eu já consegui chegar da felicidade almejada. E olha que isso eu nunca falei pra nenhuma outra.
Enfim; agosto ainda nem está no meio, e eu venho sofrendo de suas (nada) sutis intervenções. Ainda bem que Deus é forte, mais forte ainda minha Mãe Das Candeias e meu São Jorge Guerreiro que me livrou do mal. Agora, é só sentar com a nega e ficar quietinho, esperando o tempo passar, e o que vier depois disso, é só um detalhe qualquer.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Passado, Presente e Futuro. (II)

Presente:
Me sinto abandonado. Perder um pai, e um parente próximo (mesmo que ausente), é como perder duas pernas em um hiato curtíssimo, e mesmo depois desse "aleijamento", há pessoas que não se importam com sua dor, ou acham que você está apenas brincando. Malditos sejam vós, a areia que come meus pensamentos que seja estocada em vossas ventas. O que mais pedi, foi que não houvesse mágoa, e que nunca fosse de mágoa o motivo. Mas, foi de mágoa sim, teve mágoa, que encheu, transbordou, tombou e agora pena em encher de novo o meu jarreio.
O que magoa é o fato de não ter nada/ninguém, e mesmo quando tem-se algo/alguém, ser espezinhado, e ser trocado por qualquer outra situação, local, estadia ou pessoa. O que magoa é estar só no meio de tantos outros, e quando você mais precisa de um porto seguro, é quando você mais está só física e psicologicamente. É penar pela resposta que nunca chega, e quando chega, é o que você não queria ouvir. Faz-se em mim solidão, as minhas chagas eu vou fechar novamente para nunca mais sofrer. Maravilhoso Titânio era? Miraculoso será agora.
Quero a água para dar o nó no pescoço, quero o nó da madeira para fazer de passante, matriz e condução, quero o ferro para cortar, sentir o sangue, perfurar, sentir o gosto da vida, sentir pulsar o sangue negro nas veias tão pálidas, tão cálidas, tão rosadas, da carne branca que é filho da carne da negra. Responda rápido: Você também já sentiu vontade de se jogar quando vê o metrô vindo naquele pique? Você já se sentiu humilhado, desprezado, ignorado, e passado pra trás pelas pessoas que mais ama e considera? Não? Ora, deixa eu te contar do presente:
Ouvir piadas de cunho ofensivo, pessoas pisarem na sua dor e achar que ela não vale um centavo, você ter que fingir que está tudo bem mesmo quando tudo está uma merda, e forçar um sorriso mesmo quando está tudo errado, e ter que mendigar (sim, mendigar eu disse, mendigar eu escrevo, e mendigar eu declaro) por algum tipo de atenção ou porto seguro ante as tempestades que se acontecem na sua vida. Quantas vezes vi no passado minha nau se afundar, e algumas pessoas a virar a cara, a refutar qualquer tipo de ajuda a mim. Vejo esta cena se repetir hoje, sei, sinto e tenho certeza que estou só com meus sentimentos, e por isso me faço em necessidade de não contar a ninguém, e guardar em mim; Anota aí: Vou morrer de câncer, se bobear...
Não quero ser alvo de draminha, ou de pessoas que taquem na minha cara (como já o fizeram, e alguns ainda fazem). Quero alguém que quando ver que eu possa estar mal, que venha do meu lado, que me ajude a seguir firme, e que não desvie os olhares de mim. Cansa-me o fato de ter que cuidar de tudo, cuidar de minha família, minha casa, e não poder ter quem olhe por mim. PORRA! Não quero quem me cuide, só quero quem esteja lá. Para aqueles que não são filhos únicos, lhes dou a prova na bandeja de prata: Ser só cansa, e leva a loucura ou a desamansidão. Meus pés doem, minha alma geme, meus amigos somem, meu amor está longe, meu pai dorme e a música ou me consola, ou me tortura.
Tira esse sorriso, e me diz a verdade. Ou sé, ou se não é. Olha pra mim, geme e chora. Eu não vou estar mais no seu altar, e a vela que um dia você pensou em acender pra mim, não vai funcionar; Isto não é uma chantagem, isto é uma realidade, olha para mim, vede e sente tudo o que está passando, e seja sincero comigo (e principalmente) e contigo; Pois não adianta ser uma para um e uma outra para todos, ou partilha do que sinto, ou não. Mas, olha para mim, e sente o que sinto, porque é assim que funciona, pois eu olho para os outros, eu cumpro com minhas palavras, porque eu sou quem sangra, eu sou quem toca guitarra bem pra caralho, eu sou o filho do Fábio, eu sou Marcus Queiroz, eu faço o mundo parar sem deixar ele cair, eu transformo, multiplico, rezo, fraciono, mato, sorrio e gemo. E hoje, cubro o rosto que todos conhecem de mim, para que alguém, em algum lugar, em algum momento, note que eu estou aqui, e venha até mim. Não, não é ceninha, mas, não estou bem, e estou avisando antes que algum maldito venha me dizer que "ele não tinha nada, era um rapaz de bem, trabalhador, de família boa e asseado".
Senhora, deixe meu rosto pairar em sua mente. Lembra-te de mim nas tuas orações, e se Deus permitir, hoje eu mesmo eu subo pra morada que não se mora, e viro a supernova mais linda que se possa ter notícia: Se Deus permetir, meu brilho há de ofuscar Bogotá, Lima e Cajuína; E quem lembrar de mim, há de ganhar uma benção minha. Eu quero tomar o rumo da asa do arcanjo mais rueiro e cair no mundo com ele pra ver se morro em alguma estrada, ou se encontro meu pai em algum boteco com o Mário, ou se consigo achar a Bep, ou até mesmo para dar calma nessa minha alma tão transfigurada, velha, maçante, intensa e ariana. Estou cansado, e quero urgentemente alguém do meu lado pra me dar ao menos um abraço, ou cousa que o valha. Tive uma semana horrível, como qualquer outra pessoa tem, mas, a minha foi 7 merdas em 7 dias: Uma para cada dia; E não aguento mais moer isto; Juro. Eu só queria alguém que dizesse: Vem, eu tô aqui por você, garotão. E que eu pudesse ir, sem medo, sem desengano, sem desencontro, e sem erro. Só quero um colo, um cafuné, a palavra de conforto que almejo ouvir, mas, até agora ninguém ousou dizer.
Aquela que eu mais amo, me disse que eu não posso confiar em ninguém, nem mesmo n'ela. Então, e todos os planos, história que imaginei e coisas que fiz? Vão pelo ralo? Amar é confiar n'outra pessoa, dar a cara a tapa, e se talvez eu não confiasse nela, não seria amor. Seria vão. E aí, fui magoado (mais uma vez).
A única que ainda quero, do fundo do meu coração, é ir embora. Não encontro mais meu espaço aqui neste universo.
Deus, tenha paciência, e piedade de mim. Mas, dos que pisaram e pisam em mim e nos outros, não. Pra esses, desejo a morte mais linda de todas.
O resto, é silêncio.

domingo, 3 de agosto de 2014

O Diamante Cor-De-Rosa

Néia, abre teus braços e teu coração. A chaga que São Bernado questionou a Cristo não se compara a chaga que Maria sentiu ao ver o Filho padecer. A mãe, quando compadece se deu filho (mesmo que ele não o ame ou o "despreze"), é capaz de fazer coisas indelegáveis na condição humana. O braço forte da mãe, o coração de ferro de mãe. Filho é único que pisa. Amiga, Irmã de Sol, te dou de presente no bico do Assum Preto essa certeza: Ele vai te abraçar, te beijar, devotar e ter em si por completo a si. Até eu mesmo voltimeia abraçava minha mãe, e só de abraçar me sentia bem, me sentia abraçado. Não crie expectativas do amor dele, deixe o amor dele, na sua forma mais abstrata inundar você, e logo vocês dois serão o que nenhum outro momento qualquifor. Confia: Te ama. Sempre.
...Enfim, bora nóis pra matança do porco. O tempo esvai.
Childesh, me desculpe. Do fundo do coração, meus humildes e mais sinceros perdões. Cada vez mais me sinto ilhado e preso com um grilhão nos pés e uma atafama no pescoço. Sinto-me precariamente vivo, ou porpensavelmente morto. Olha de onde você estiver (e se existir) e entende minhas escusas, e o meu medo de tudo que se sucede, antecede e precede: Childesh, eu não tenho mais 15, e não me sinto mais afim de ver histórias se repetirem na minha vida, e sabes muito bem disso.
Em algum lugar intangível, você e Bep estão rindo de mim e do que falo agora, mas, não sei porque. Bep diz que entende meus motivos, mas acha que eu não deveria ser tão ruim (apesar d'eu estar certo) comigo mesmo e com os outros ao redor que estão me mantendo em pé. André, meu aprendiz, obrigado por me colocar em seu altar, mas, não acenda uma vela pra mim, me ponha no chão, atrás da porta: É mais fácil eu ser um patuá do que Santo Guerreiro: O meu dragão nunca morre e a princesa pra resgatar foi-s'embora. Sinto-me ainda cansado de um jeito que mesmo se seu deitasse no colo mais confortável da mais linda moça com o mais forte cheiro de jasmin, não consegueria expremir tudo o que sinto; The verborréia never stops, you know what i mean? Preciso da cerveja, do misto, do abraço, dos amigos, dos deuses, da música, de mim, e principalmente, preciso da minha alegria, o motivo da minha alegria.
Agosto começou, e o Leviatã já ronda minha cama. Eu sinto suas escamas gélidas e molhadas roçarem em meu pé, mas, mesmo assim, suas intenções não são boas. Nem um pouco. Hoje, no heliponto, eu pedi uma resposta, mas, a reposta que veio foi um: Cuidado pra não cair, menino. Você pode não voltar pra casa...Acho Deus de uma sabedoria tremenda. Senhor, Tu tens tido feito o Vosso refúgio em meu peito, e de mais ninguém será qual morada. O diabo está em mim, em minha mente, nos meus pensamentos vazios, e aonde eu andar, mas, você está em meu coração, e na minha alma: Tu tens tido feito o Vosso refúgio em meu peito, e nada além de Ti, garanhão.
E, a contrapartida de tudo isto dito acima, me sinto triste por não ter a mulher amada ao meu lado nesta última semana. Mário foi se juntar com o Fábio em algum boteco no cosmos, Maria saiu do hospital, Antônia chegou com as ventas abertas em trevoso, e minha gênese fêmea (tirando alguns "amigos") está fazendo piadas tanto quanto fortes sobre meu relacionamento e a atual barra que estou passando. Apesar de tudo isso, e ficar aguentando com um peso Atláico, não sei até quando vou aguentar, e isso me dá medo.  Qualquer dia o vento do heliponto pode me levar, ou o metal tanger a pele, ou eu apenas querer ir tomar uma com os outros dois originais canalhas...Me sinto fraca, e quase toda noite peno em choros - sinta triste esta deste crônista, que por não ter ninguém, se pena em lágrimas, e fere-se a si mesmo, olhando para o passado, presente e futuro com a mesma inanimidade de sempre: Morto está, morto fica, morto é.
Agosto, vá embora, e se quiser alguém, queira a mim.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

To Whom It May Concern.

Ahm, oi. Eu sou o Marcus. Marcus Queiroz, eu tenho 22 anos, e escrevo nesse blog desde os meus 15. Se você perceber, desde cedo tento evoluir minha escrita, coisa que deu certo em algumas vezes, e atraiu leitores da China, Rússia, Macedônia, Portugal, Bolívia, Nicarágua, Estados Unidos, Inglaterra, Japão e óbvio, Brasil.
Por aqui passaram muitas fantasias, dimensões, realidades, musas, casos, cartas, pessoas e homenagens (idem para maldições) e já falei muita asneira. Muita mesmo. Só que de uns tempos pra cá, a coisa mudou, entende? Parece que, de repente, minha escrita tinha um tom sério, acusações graves contra a vida, a cama e comida que eles comem, mas, se perdeu, como tudo em minha vida se perde. Álias, me perdoe você que leu meus textos e não entendeu, talvez a mensagem não tenha sido direta o suficiente, talvez não tenha sido pra você, ou tenha sido só um desabafo meu, mesmo. E sim, Cecília é um personagem do futuro, a filha que eu um dia quero ter, não me importa o que aconteça, mesmo sabendo que posso ser um pai bom, quero - se possível - o melhor pai do mundo.
Sou de Áries, e me rege a impaciência e intolerância, só que eu trabalhei tanto este meu lado, que hoje sou paciente até demais, e como digo a alguns amigos: "Estou mais zen que um buda". Mas, estou cansado de ser zen, sabe? Como pode notar a alguns posts atrás, sinto uma extrema, expressa e urgente vontade de deixar tudo para depois (tipo, pra próxima vida, sé quela existe...) e curtir de algum lugar tudo o que houver de merecimento meu.
Leitor, eu já fui ruim, e já fui pisado. Um dia eu resolvi acreditar no amor, e achei que ele poderia florescer pra mim, mas, acho que fui me enganando consecutivamente. Infelizmente, o que ela me disse agora faz todo o sentido: "Não confie em ninguém, nem mesmo em mim". E eu mesmo assim acreditei, quis crer, quis ao menos tanger o Sol e Céu com a cor do nosso amor, seja qual o fosse, mas, pra Ela tanto fez, eu acho, então não me restou nada além de esperar que ela fosse diferente de todas as outras, qu'ela me desse a alegria que eu tanto almejava, que ela botasse meu coração embaixo do seu, ou que lavasse ele na água corrente da cachoeira pra ver se ele se limpava das dores do passado. De nada valeu. Ela finge que está tudo bem, e não nota minha dor, oi, eu sou o Marcus, e como alguns Santos, faço da dor alegria, mesmo não sendo Santo algum (André, me retire de seu altar).
Quem lê meu post, sabe como me sinto sobre Agosto e sabe que a partir d'agora Agosto dá seus rugidos. E agora, levou o Mário para sua somatória. Mês maldito que afastou de mim meus sonhos, anseios, amigos, e agora quem eu amo e meus parentes. Quisera eu ter nascido morto antes de conhecer seus 31 dias de angústia e insensatez. Mário, lembra-te do Domecq, do sorriso, do Karaokê e da macarronada do meu pai, e vê que nada é em vão, nada é passageiro quando se vale a pena, tudo é eterno, e agora, deitado está você sobre essa eternidade - Eternidade essa que Agosto quase tomou pra si, mas Julho se resignou de mim. Agosto, infelizmente já tomou Agnish por completo, e eu sei que a perdi ali.
Mudando de assunto; Falemos sobre o cotidiano que tanto assolou meu blog, e na carta de hoje não poderia ser diferente: Hoje fez frio, e o frio me sentir sentir um pouco mais inglês, um pouco mais nobre, um pouco mais bonito, um pouco mais vivo, sabe? O frio me anima, e acho que você ainda deve se lembrar de disso. Não sei se na dimensão aonde você se encontra você tem acesso as outras, mas, eu ainda me lembro de você, e muito bem, obrigado.
Lembro de todas as coisas, todos os detalhes, todas as situações, e afins e lembro de todas as coisas que aguentei na vida, o quanto aguento, e quanto talvez eu ainda possa aguentar. 
Não me deixe acostumar com tudo isso de novo, por favor. Não por mim, mas, por nós. Olha por mim, e se deixe sangrar, porque a minha carne já está cortada.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Canto Chorado

Olha nos meus olhos, e o marejo que sai deles é por tua causa; Cuasa e efeito de saber que logo mais você vai embora, e eu fico. Estaremos separados, e faço votos que logo nos re-encontremos em algum lugar, em algum ponto, em algum plano num papel amarrotado que ficou na minha blusa ou na sua bolsa. Deixo agora, a frieza que tinha antes de ti, voltar a tomar conta de mim, porque a razão entende, mas o coração padece. Te vai em alegria, e eu fico em saudade. Não guarda em teu átrio, porque até minha oração tiro de vossa boca: Está indo, e logo irá ficar por si só.
Dá-me a falta de você, das incríveis noites e maravilhosos dias, dos seus beijos, do sorriso sem fim que um dia foi ofertado a mim, dos planos, e dos riscos que fiz no Céu pra te ensinar das constelações. Lembra de nós quando tiverdes tempo, ou quando não tiver nada melhor para fazer, e lembra do máximo tempo em que fomos felizes, e não chora. Apeia, e ri. Você não precisa disso.
Sinto falta do teu abraço, de teu calor, da tua voz, sândalo, sono e sorriso. Carrega em ti, se quiser e não for causar algum transtorno, uma parte bem pequena de mim aonde nós dois possamos estar juntos. Menina dos olhos, desde já sinto sua falta. Os pequenos desatinos do dia-a-dia já me aflitavam, mas, agora pior fica, cada vez mais...Me atormenta não te ter, sentir teu perfume, cheirar seu pescoço ou ouvir os sinos que tilintam, toda vez que te vejo. E, no fundo, peço que você continue assim, fingindo que não liga, tampouco se importa. Deve ser melhor assim para nós dois.
Não me avise quando chegar, tampouco que fará, ou deixará de fazer lá. Magoará ainda mais. Neste exato momento, me sinto incapaz de não cumprir o que eu tanto prometi a você: Estar contigo a todo momento. Exatamente agora, sinto mil coisas, imagino mais de trezentas cenas de quadro baixo e alto-relevo, e nenhuma delas me acalma, tampouco me anima, inverso: Me sinto absorto e inano, pronto para ser carregado para qualquer lugar que me queiram, porque sua falta é latente. Eu poderia até dizer que "vivi minha vida inteira sem você" e por isso um tempo sem tua presença seria bico, mas, não. Talvez minha vida, a vida que eu anseiava de verdade, está agora ocorrendo. Meu bem, eu te amo. Eu te amo.
No fim, te peço que ignore essas linhas, e mais ainda o contexto desse texto, é só mais uma dor-de-corno melacueca de quem sente sua falta e não tem estio em paz, apenas pena em trovas para tentar te dizer como te quer e te precisa. Sai desse altruísmo, e olha por mim - de verdade - ao menos uma vez.