domingo, 30 de junho de 2013

A Mente Sionita (I)

Eu quero a paz dos braços de minha avó, e a positividade dos hare-krishnas do centro da cidade. Eu quero o mais duro dos rochedos como travesseiro, a terra como cama feita, urtigas e espinhedos como cobertores e lençóis, e a paz de Deus em meu coração. Eu mereço. Deixa-me só, isolado do universo, remoendo meus problemas, medos, percas, e traçando meus dias de sionita num esquadro desregulado e insosso.
Abra teus olhos e lembra-te de mim quando lhe tomei pela mão, e lhe mostrei as coisas do lugar e fiz minhas asas serem as tuas asas; Lembra-te de rir desembocadamente quando você sentir o Sol tocando seu corpo amorenado, e seus cabelos tão cheios, tão avoados, tão caóticos, tão lindos...Vocês dois, me guardem individualmente, e mutuamente, me guardem em vossos peitos, como filho entranhado e amado incubado.
Olha por mim enquanto eu não puder atravessar essa barreira para ir te encontrar, meu velho. Cuide, ria, beija, proteja, sinta, fale, brigue, disfarce, gema, mas, o faça. Não deixe passar qualquer oportunidade batida de me crucificar, ou me aceitar.
Deixe eu segurar você mais forte - Não para lhe machucar - para não te deixar esvair de mim, mas, como o vento teimas em ir embora. Sua efige com sua barba, seu óculos, seu cheiro de cigarro, sua magreza abrupta, nada disso, nada mais. Foi-se tudo. Ficam as músicas aprendidas, os dias vividos, as músicas, as histórias, a religião e a família, e todo o resto que se aplicar perante nós, é mentira, pois bem sabemos.
Byrdie, apeia. Santos homens, e Sacras mulheres me ousam penar. Eles estão certos, assim como estou certo em minha inocência. Cada um tem uma verdade, e Deus tem-se em todas; Por isso lhe digo que esteja no lado em que lhe sentir bem, em que lhe for melhor, e de mais útil. Ide e vede, pelas ramas de plantas, e pelo segredo guardado no ventro que arrodeia minha cintura, que tudo é irreal, tudo é mistíco, tudo é épico. Lembra-te da tua derrota, para esmerilhar a glória que Deus há de lhe dar. Não julge, e nem faça da dor, demência ou mau afã, um motivo de riso: Poderia ser ti que sofria do mal pôsto. Tome cuidado, reze, tenha fé, tenha coragem, seja sisuda, seja menina, carregue um sorriso brocado, não tenha medo da morte, seja forte para o futuro, seja como o trigo, seja minha.
Eu não vou renunciar, eu não vou desistir. Meu pendão é de madeira oca, e dentro guardo minhas histórias e poucas recordações. Meus brasões e distintivos são poucos/nulos, mas isso não há de afetar o que penso. Meu português oscila entre o português atual e um perfeito português lisboeta de 1965, e isso não m'afeta em nada de mod'algum.
Eu espero de riso largo, e braços abertos minha morte. Eu não vou renunciar aos meus pensamentos, eu não vou sair brigando como uma criança mimada, birrenta e inconsequente, eu não vou chorar no ombro de qualquer um uma dor punguente e maldita, eu não vou cair, eu não vou esquecer de Deus, eu não vou falar maldades do que sei, penso, falo e acredito. Eu não vou dizer nunca, e eu estarei sentado na beira da estrada de algum lugar, com meu violão embaixo do braço, minha costeleta toda preenchida, meus pés descalços, e com meu sorriso amarelado completo: Tocando uma música, e me perdendo paisagem adentro, apenas para você me ver, e crer que agora eu aprendi a tocar aquela música do Roberto que meu pai não me ensinou...
E muito prazer, eu sou o Búfalo de Gelo no Santo Campo de Centeio, eu vou lhe por pra baixo, eu vou lhe magoar, eu vou lhe fazer sofrer, eu vou lhe fazer morrer.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Transe.

O Céu está lindo hoje;
E o seu sorriso mais ainda;
O sofá será pouco para nós, Byrdie.
Incandeia, ascende, pulsa e dobra.
Cada um em seu ápice,
cada momento se eternizando no hall,
e assim seguimos o sinuoso e lindo caminho do "nós".
No seu café eu acordo, agito, e fico aceso,
e você na minha calmaria se rende, desarma, entrega.
Cada um de nós dois deixamos cair nossa armadura;
Canela mescla com o leite, faz um cappucino gostoso,
No meu peito toca uma música que só você ouve,
enquanto eu carinho seu cabelo e lhe falo do mundo,
é quando o dois se torna um e funde no amor,
o que a maldade tenta desgranhar em tempo normal,
e quando fala no pé-do-ouvido, como tanto me quer mais,
é o tanto que tenho tentado, estar mais em ti.
E te vejo, lindamente, como quem posa para uma foto,
com o busto preparado, riso debochado, pernas precisamente anguladas,
e de repente, você me beija, e me desarma para começar a amar de novo.
Só mais uma, só mais duas, só dessa vez,
seu cheiro está em mim, sua face virou uma foto na minha mente,
e eu me perco no seu infinito, e dele não saio tão cedo,
seu corpo é um disco sem riscos e nunca ouvido,
que eu faço questão de poder ouvir e tocar.
Nossas roupas se perdem umas com as outras,
e nosso riso se funde com nossa história,
deixamos o hoje para ontem, para viver o agora.
Só mais vinte, só mais um, só mais nove.
Hoje é eu e você, e mais ninguém.
E nem nada.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Bilhete Para Byrdie.

Eu te amo;
E nesse amor quero me inundar.
Quero me afogar em teus cabelos,
nadar no seu íntimo,
ser um vírus que não seja resistente.
Quero que pereças em meus braços,
e deixe eu te levar para o meu mundo.
Apesar de ser você o meu pássaro,
deixa eu te levar nas minhas asas tristes,
dá-me a chance de te levar pelo Rossio,
e te mostrar tudo o que ainda não contei;
As flores, torres, cores, e açores.
Deixa, eu te beijar calma e excitadamente,
e que a nossa vida seja pouco para isso,
deixa eu ser seu Céu coberto de estrelas;
E que nessa constelação tão intensa;
Não se caba nada, nem ninguém.
E aquilo que tenta nos interferir, ou dividir o dois que é um;
Que pereça, caia, e refugeie.
De nós, só cabe o nosso, e mais nada;
Tampouco, mais ninguém.
Menina, apeia, eu tô aqui na rua,
esperando você, para me completar mais e mais...

sábado, 22 de junho de 2013

A Via Láctea.

Me ponha em uma estrela;
Me oponho ao universo;
Proponho um cotidiano belo;
No sonho a Lua se alteia;
E se guarda nas nuvens
Para eu deixar o Sol brilhar,
por cada fresta da minha janela,
e farei o riso brotar em cada boca;
Deixa eu fazer você ser feliz,
te encantar e te conquistar;
Te tatuar no meu coração;
E lhe amar até o meu fim.
Me guarde em teus braços,
e não cure minhas feridas,
deixe eu ser apenas seu segredo,
e que ninguém saiba de nós dois.
Num canto mal-iluminado;
Entre Saturno e Júpiter,
eu pedi a tua mão,
e você me disse que iria pensar,
e os anéis que lhe dei,
e as etrelas que eu relutei,
e as nuvens que eu limpei,
só pra lhe fazer feliz;
Não valeram a pena?
Vem comigo,
minha rainha,
navegar distantes,
num céu que abrange,
todo o infinito e mais além,
e que só sabe a nós
e a mais ninguém.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Quereres.

Quero morrer cedo.
Quero poder ao menos segurar meu filho nos braços, ter você ao meu lado, e rir. Rir de tudo isso, porque a vida é uma piada gostosa e sadia, por mais que me pareça sádica as vezes. Quero poder deitar meu corpo feito numa rede, e ouvir um canto - qualquer um - e saber que está tudo bem. Quero acordar ao menos uma vez na nossa casa, na nossa cama, te acordar com um beijo, e ver que valeu tudo a pena.
Quero ir embora.
Sinto que a cada ato meu, a cada cuidança, a cada passo que dou, um rastro de destruição e desgraça me acompanham. Sento-me no chão e observo senhores tão alinhados, e tão lindos, e tão poderosos. Por quê eu não posso ser um deles? Deus sabe o porque. Renego a boa cama, a palavra fértil, a gota de doce e o medo da vida, porque não me compensa ser igual a vocês - Eu tenho o meu caminho. Percebo as rosas e lhe mostro tais rosas, com um espináceo forte, mas, minha amada Byrdie, elas são rosas, apenas rosas. Nada, e nem ninguém há de se comparar ao que és e tens, e o que fazes comigo.
Quero uma cova funda.
Quero ter a certeza de que eu possa estar em um lugar aonde nada - nem ninguém - possa se perturbar, se sentir aflito, se agoniar, ou crer em mim. Eu sou um Cão feo, Ás Negro, e flêuma de dissonância. Eu não deveria existir, e tampouco hordar linhas que julgam, hm..."Bonitas". Eu não mereço um nono das coisas que tenho comigo, por isso agradeço a Deus tudo o que tenho, mesmo não sabendo quanto tempo dure.
Quero seu cheiro.
Quero dormir sentindo no vento o seu cheiro, e no brumeio denso da cidade, o teu abraço. E nas andanças de cadências do dia-a-dia, quero ter você aqui comigo, até o dia em qu'eu segurar nosso filho. Sonho bobo, porém o que eu mais queria. Dormir, acordar, trabalhar, brigar, beijar, amar, torcer, respeitar, sorrir, chorar,  e viver você. Sem medo algum de errar.
Quero a liberdade em azul. E sem gelo.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Byrdie.

Byrdie, se apeie em mim. Ondas turvas tentaram nos derrubar, e por tantas com quantas vezes olhares tetaram nos turvar - sem muito sucesso. Após beijar minha boca, e ter de mim o que só você tem por hoje, deita-te em meu peito, e trás em mim a paz que eu tanto não sentia, e a calmaria para um tempo tão nublado e brumeiado, que até dá medo de analisar.
Olha as rosas no jardim, que brilham, reluzem, sorriem e se curvam perante a sua rosa primal. Para quê se renegar, Byrdie? Se soubesses como é linda e a tanto e a como e a muito desejava ter o meu estio contigo, e ter uma gritaria tão forte em meu ouvido, que de toda essa barulheira, só ouvia nossos dois corações: Batendo descompassados, um sobrepondo a batida de outro, como um pífano sobrepondo um toque de bumbo no côco de Jackson do Pandeiro.
Sorri pra mim, e fixa na tua face; É assim que te quero. Te amo não por amar, por comodismo, ou por associação, mas, pelo incrível - e inenarrável - conjunto da obra. Você chegou até aqui, e há de ir mais longe, Byrdie. Apeia, e sai do ninho, avôa por todo esse campo de centeio e trigo que nos arrodeia e vê que o mundo é seu, e nessa vida quem para cria musgo, e se perde numa maré d'ilusões. Byrdie, trouxe um livro para fazer sua cabeça, trouxe um beijo para lhe florir amor, trouxe um amasso pra lhe excitar, trouxe meu coração para você machucar.
Byrdie, tenha a gratidão, a fé, e a paciência, pois tudo se ajeita e se afirma no universo, assim como cada dia nos solidificamos e vemos cada vez mais o que se tem depois de "lá". Esqueça os pendões que levantam, meu amor, fique por detrás de mim, me abraça e sorri, e ri tão forte, tão bem, e tão gostoso, que cega até São Miguel Arcanjo e sua legião de Santos Anjos com essa sua felicidade e amor todo. Deixa que o Sol se ponha entre seus ombros macios, cansados, esmaecidos e carentes de uma proteção, e deixa eu estar aqui, e cuidar de você.
Crêde em mim e nestas escritas tortas, que penam em lhe dizer tão aguçadamente, o que a boca diz tremendo e gaguejando, e os olhos desviando destes olhos seus, não irão em suma lhe dizer.
Byrdie, abre tuas asas e voe por todos os cantos do universo, e solte esse seu perfume de avenca-forte no meu peito cansado. Olhe as pessoas nas ruas, e deixe elas ser elas, porque o que importa está guardado e sacramentado dentro de nós dois, e o que cabe a nós, não se dá, toma, ou empresta a ninguém. Corra e olha comigo o Céu que Deus nos deu, e sob ele, anda comigo de mãos dadas sobre todos os campos da terra.
Deixa que o seu cheiro seja o meu favorito, seus olhos minhas gemas, sua pele minha capa e tecido nobre, cetim de três cortes em "F". Deixa, que eu ponha minha mão em sua cintura, e saia por aí te exibindo, como se você fosse um troféu. Você é muito digna disso, eu quero mostrar pro mundo como lhe quero, e como me sinto honrado de ter sua presença sob mim.

domingo, 2 de junho de 2013

Reza.

Obrigado, Meu Bom Deus por tudo. Muito, muito, muito obrigado mesmo. Obrigado por sua bondade sob nós, sobre os aprendizados, pela coragem, determinação, amor, e dom de fazer dor florar alegria no coração da Byrdie. Muito grato por tudo isso que me dás a mão-pronta, e eu nem sei como agradecer, ou louvar a tua graça.
Obrigado, também, ao meu pai, que há tanto floreou histórias de reis e cavaleiros medievais e pela intervenção que valeu um soco na cara de alguém, e a devoção no meu Glorioso São Cristóvão, que me guiou nos passos firmes, Meu Glorioso São Jorge Da Capadócia que me valeu na hora do aperreio e me deu coragem que há tanto perdi em algum back-corner mental, e principalmente a minha mãe e minha vó, por eu ainda ser um gentleman, e como todo bom guerreiro protegido pelo Guerreiro Do Cavalo Imaculado, ter a força e vontade de intervir na maldade fea. Obrigado por tudo isso, Meu Deus.
Obrigado, pela minha armadura, pelos anjos no meu caminho, pela força sobre-humana, por ser rude, seco, feio, burro e bobo, obrigado pelo beijo bom, pelo abraço, pelo riso, e pela frieza de perdoar o inimigo ante a batalha fea. Obrigado, obrigado, e obrigado.
Deus, perdoa. Perdoa cada um de nós, principalmente eu e ela por estarmos correndo atrás de nossa vida, nossa felicidade, e por eles, que se julgam liberais, extremos, inteligentes, leitores, "de presença", mas não tem a coragem que destes em mim hoje.
Obrigado por eu novamente ter um sorriso que ilumine até o fundo da minha alma, Bondoso. Obrigado por achar uma pessoa que compartilhe de mim, a simplicidade, o amor, a esperança, a fé, e a coragem. Obrigado pelo Senhor me dar a chave de um coração tão maltratado, que agora bate vivo, e tão inteligente, e tão maravilhoso, e não por mim, mas porque tu me deu este merecimento, Bom Deus.
Deus, obrigado pro tudo que está ao meu redor, e todas as coisas que emanam energia positiva. Que eu possa, lindamente, retribuir. E o que me mandar negativa, que eu prisme para positiva. Abençoe cada um de nós, Deus, crianças tão bobas, e abençoa aquela linda menina que chorou pelo medo, mas, depois da presença de seus anjos, chorou de emoção quando viu as pinturas, desenhos, e sacrários no Mosteiro de São Bento.
Abençoa, aquela que é hoje uma das pessoas mais importantes e influentes na minha vida. Obrigado, Meu Glorioso São Jorge pela força dada a mim, nunca lhe retribuirei tal graça. Mãe Aparecida, e Mãe das Candeias, suas lindas! Obrigado por esse manto gostoso que nos cobre, intercede, e livra a gente dessa mesma maldade fea. Ah como eu as amo.
Deus, abençoa toda a plantação de trigo. Cada uma de nós - sementes tortas, retas, finas e grossas - tem uma chance de ser feliz. Multiplique essa chance a cada um de nós, bom Deus. Que se não deu certo, que tentemos com outro solo fértil, até que floresça e cresça a linda Rosa - Vivença do ser.
Byrdie, olha pro Céu e disfarça essa sua lágrima d'alegria, como quem viu Deus. Deus está dentro de ti. Olha para as pessoas e vê, que o mundo é lindo e tudo vai continuar, continuar, para louvar sua vitória. Deixa eu sorrir e beijar tua boca, essa boca, aonde me perco de devaneio em razão. Sorri para o Jardineiro Deus, que cultiva cada uma dessas flores, mas, que flor é mais rosa que rosa? Amada seja essa sua rosa, esta nossa rosa. Me puxe e ande comigo, me tenha em seus braços, eu vou te amar, juro! Eu vou te equilibrar, e toda a maldade, não deseje de volte. Cultive bondade, para o bem florar ao nosso redor, assim como florou entre eu e você, e há de florar mais na frente. Byrdie, você quer namorar comigo?

Bom Dia, Byrdie.

Acordei, e abri a janela, o Sol está escondido e frio, e um ventinho gostoso. Está frio agora, e o que eu mais queria era um beijo teu. O que eu mais queria por toda a minha vida era um beijo teu. Queria poder ser seu abraço, seu beijo, seu carinho, seu copo de coca, seu sorriso, seu facho de luz, o cacho bonito que se acurveia e dá o tom perfeito de meiguice ao seu rosto, queria eu ser seu cinto pra se arrodear na tua cintura e nunca mais poder se soltar de ti, e dos teus carinhos.
Se esqueça da ruindade e lave-se da maldade, você está em outro lugar agora, e vivendo outra situação, Byrdie. Saiu o Sol, e é hora de acordar, te acendo mil velas, por favor, vem me falar o que faço pra você não sair da minha pacata e humilde vida, o que faço pra cada vez mais ter você do meu lado. De repente você volta do seu vôo distante, e me trás presentes maravilhosos, e nem eu sei como aceitar tudo isso, só sei que estou muito feliz em estar contigo e que cada vez te sinto vontade de te prender numa gaiola, pra nunca mais lhe soltar. Há tanto e como lhe quero, pequena minha.
Nestes amontoados de palavras vãs, feas, e bobas, sinta o que peno em lhe dizer, quero você, anseio você, e se depender de mim, a lágrima que tanger teu rosto, há de ser d'alegria, e nunca de dor. No máximo, dor de parto de um bebê com black power.
Não me conte e nem me mostre o que está guardado e fringido por detrás do véu.
Deixe que com o tempo eu consiga abrir todas as suas janelas, e lhe faça feliz o bastante para que o véu caia por si só. Deixe que esta barreia de vento que irá nos arrodear mais tarde, seja o suficiente pra você gostar de mim, do jeito que eu há tanto gostava contido (e hoje grito tanto para dizer como gosto)  de ti.
Suas meias, cintura, cabelo, olhos, sorriso, boca, pose, charme, enfim...Tudo o que lhe move, lhe faz feliz, lhe é guia e lhe permite o lúdico e maravilhoso maquináceo dom de viver, abençoado seja. Agora, o que for vão, torto, humilhante, ludibriante, e vão e feo, aparta-te de ti no primeiro golpe de vento, e que seja longe de ti no primeiro piscar de olhos de Deus; Pois tampouco a ti merece maldade alguma, como a maldade precisa de uma companheira tão boa assim como ti.
(Infelizmente) Eu não posso lhe obrigar a tomar um rumo. E mesmo se eu pudesse não se faço isso, mas, peço ao mínimo, que venha comigo, para ser feliz, e curtir ao meu lado tudo o que eu puder lhe dar, e para poder ser maravilhoso, lindo, único, e forte, todos os dias das nossas vidas, aonde apenas tenha eu e você, e mais ninguém.
Hoje, quando você acordar nesse frio tão gostoso, que você sinta meu abraço, que mandei na asa do vento, e meu beijo. E quando você me ver, não hesite, pule, corra, abrace, beije, morda, mas, venha. E aí eu serei bem mais que feliz.