Mostrando postagens com marcador Minas Gerais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Minas Gerais. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Carta a Kamila.

 1 - Prefácio e Saudação;

Marcvs, escriba e propagador da letra, em repouso e dor, para Kamila, yalorisà de Oyà. Olofîn Koloofè! Desejo-te boas coisas no ardor de Deus, e alegrias que façam desabrochar teu riso como a primavera que vem sem pedir licença;

2 - Anunciação e regojizo;
Alegra-me muito que tenhas vindo a mim via peixes, ao saber de minha moléstia e claudicância. De fato, concede-me Deus uma alegria inenarrada ao saber que minha amiga que havia perdido dez anos atrás no recôncavo de minha mente agora viva está! Louvo a isso, e mantenho erguido o punho em riste para agradecer a Deus por tuas mensagens que me avivaram, trouxeram alegria em meu peito, alegria, risos e rubor - digo-vos assim, pois as vezes é bom ser lembrado, e de forma que nos enaltece; e ai de mim perante Deus se eu não me manter humilde, pois tudo que fiz foi pautado no Teocentrismo de minh'alma. E a Deus tudo, e sem Deus, nada!

3 - Felicitações gerais pelo sacerdócio;
Mais além, fico também mui feliz de tuas notícias, novidades, alegrias e risos sem-fim! Recordo de tua abstinência a Deus algum, e hoje quando cruzas a soleira de um primeiro passo ao sacerdócio, vejo que assim como eu, deixaste a carne para depois para cuidar do verdadeiro corpo que é útil, e a isso rendo graças - e a ser franco, pouco me importa onde vais, no que crês, ou como se porta, me vale que tenhas fé, faça a caridade, mantenha a obra boa, e siga sempre em paz cada caminho que fizer. O estado é laico e minha estima por vós não me impede de ter contigo, pois és e sempre há de ser boa pessoa, independente de teu credo. Caráter vale mais e muito do que filiação religiosa, e ainda existem muitos católicos hipócritas e muitos afro-brasileiros que são mestres na charitas.

4 - Instintos Sobrenaturais e Conselhos Sacerdotais;
Obrigado por seguir seu instinto e seus peixes. Que eles nunca te falhem e te valham cada vez mais como eles (meus peixes) me valeram e nunca me falharam. Se puder, lhe aconselho a sempre buscar as respostas em três pilares: Dentro de ti, dentro da tua crença, e dentro da boca dos anciãos. Nestas três fontes, beba incessantemente, e toda resposta estará ali, e toda alegria residirá ali, e todo resguardo se pautará ali. Digo também que não seja ríspida ou rígida, mas que tenha carinho, tato, e trato; tenha sim zêlo com os ritos, paramentos, sons, toques e todo o demais que compõem o seu culto, e principalmente, que teu caminho seja em paz. Te desejo sorte na missão de tua vida, e que o Bom Santo Antônio, Doce Mãe das Candeias, e São Jorge te guardem e livrem do mal. E que o teu coração seja porto para quem busca descanso, que seu serviço não seja fardo imposto, e que sua satisfação também seja ver o riso na boca de outra pessoa, pois isso também é caridade. E caridade não é uma forma e prova de amor para com Deus e ao próximo? (Mt 25;31-40).

5 - Atualidades recentes, exames e pedido;
Viajei pela empresa hoje, e novamente desmaiei no avião - sim, ainda tenho medo de altura. Fui para Belo Horizonte, aonde as montanhas, mercados, praças e lugares me corroeram de um passado recente que ainda me arrebatam em ais. E também, ali finquei a pedra angular de meu futuro trabalhista, e hoje posso me dizer que estou realizado, e em paz em trabalhar com algo que gosto, domino, sou capaz de fazer, e que confiam amplamente em mim a ponto de me entregar obras gigantes para efetuá-las. Amanhã irei ao hospital saber a quantas anda minha saúde (o grau da moléstia que me atinge agora) e também como irei me tratar, além disso, tenho também amanhã mais exames. Se possível, ore por mim, e assim que eu souber de algo, vos dou notícias quão mais cedo possíveis. Rogo-vos, pois, que me mantenha no seu congá por mais um tanto, pois meu coração imperfeito ainda bate descompassado, e bate de saudade, bate de pensar, bate de viver, e bate por bater.

6 - Agradecimentos finais e benção;
Agradeço, mais uma vez por tudo, e te rogo que estejas bem e em paz, e fique por perto; em tempos de desalento teu ombro e tua mão me valem mais que ouro e prata, e tua trovejada me vale como aviso, teu abraço há de ser bálsamo para matar toda essa tristeza, e tua amizade que reaviva vale tal qual o dom da vida! Temos muito a dialogar, por as notícias em ordem, e tenho que te levar até os meninos para irmos no churrasco do Gabriel! Deixo-te na presença de Deus o Bom Pai Misericordioso, o Bom Santo Antônio, Nossa Senhora da Defesa e os Anjos de tua Guarda. Desejo-te e abençoo-te em toda paz e todo o bem e toda a fartura e prosperidade por todos os dias de tua vida enquão viverdes, que nunca vos falte o que precisardes e Deus sempre te provenha em tudo a todo o momento, Excelso Pai das Luzes, que te bendiga e eu me inclino por Sua graça em ti, amiga. Mantenha a Fé!

quarta-feira, 25 de maio de 2022

Negro y Blanco.

 Eu não sei falar de amôr. E espero nunca saber pôder falar. O falar de amôr é língua celeste da qual que por mais me empenho, me é difícil - falar um turco arranhado me parece ser mais fácil que dizer de amôr.

O amôr, como Minas das Geraes, me faz saber que existe, mas me é distante, e por vezes é inacessível, e quando vou a Minas me emociono e choro, canto e brinco, me dá sudorese e mêdo que eu cometa algo de errado na qual não possa ir para a Terra Santa no Brésil. O amôr, como Minas, tem curvas, môrretes e destêrros, lindas imagens, fé, e paz. Em parcos momentos, agitos, mas é amôr de paz, de cadeirinha na calçada, violão e riso aberto, sem medo. O amôr, assim como Minas, é poesia, é declamação, é música tão sacra, lírica, psicodélica e progressiva. Minas é a morena de cintura e sorriso tímido, de voz mansa e brado. Meu coração repousa em Minas, e eu não sei falar de amôr. 

E Minas, de minhas lembranças de garôto, de meu passado, tão distante, que nem lembro como chegar, como ficar, como falar, e me pego em gagueijos ao dizer o nome de Minas Geraes, quando olho o Céu. Amar é descer o São Francisco de canoêiro com tarrafa amarrada, e só sabe disso quem alguma vez já foi a Minas. É a beleza de sua arte sacra, seus sons, texturas, gôstos e pôvo trigüeiro. Só sabe disso quem foi até Minas e sobreviveu. É de ter mãos suadas ao vêr a minæira, e a cachaça deixar de ser proletariada para ser bêm comum. Minas é análogo ao amôr, e nem se sabe bem porquê. Mas quêm têm paz e quêm quer paz, volve a Minas. Eu deixei um belo tanto de minha paz em Minas das Geraes, na promessa d'eu ir a essa terra bendita, ou dela me dar sua filha dileta pra mim. 

Bem, eu fui a Minas algumas vezes, e senti sempre a mêsma cousa. Mas eu não sei falar de amôr. E não sei falar de Minas... e eu não sei se nem um suspiro da morena eu arranjo. Minas, e suas mulheres cercados de austeridade, me apaixonam e desarranjam.

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Mystify.

 Hoje faz um ano que conheci a mulher de minha vida. E logo hoje, estou apartado dela. 

Há exatamente um ano eu estava entrando naquele saguão de hotel após o abraço apertado dela que me desconcertou, e sentando numa mesa do lado de fora de um restaurante. Sentamos, rimos, nos divertimos e conversamos e trocamos presentes - após um tempo conversando pela internet, rolou essa oportunidade que nos agarramos firmemente. Ela estava linda, de vestido preto, salto, unhas vermelhas e um sorriso que me induziu a introspecção.

"I'll have you just the way you are; I'll take you just the way you are". 

Conversamos da vida, do mundo, da igreja, da ordem, das músicas, e sentamos cada vez mais perto. Em meu fone tocava "Lágrimas Secas" de Jorge Mautner (e se você estivesse de fone seria Mystify, não é?). E quando dei por mim, minha mão estava na dela e minha boca selada num beijo com a dela. 

"Lágrimas negras caem, saem, doem".

E que beijo, Meu Deus! FOI ALI!

Parafraseando Charly García: "Sera que senti la luz de tu amor?"

E ali mesmo, a pedi em namoro. E ela prontamente aceitou. Dei minha jaqueta nas suas costas, enquanto acendia um cigarro, e eu vesti meu colete "pullover". E ela trocou o salto por uma sandália. Isso foi numa quarta feira. 

"Eu acordei com medo e procurei no escuro alguém com seu carinho".

Nos vimos no outro dia, a noite, andando pelo centro velho, bebendo vinho barato e achando as afinidades do passado no vão do MASP, e na sexta nem trabalhei, consagrei meu dia a perfeição mineira. A levei nos meus lugares, dei a conhecer os meus, e cuidei de ti como se fosse a maior e melhor coisa do mundo - como ainda é para mim. 

"And with her arms around me tight, i see her all in my mind; And she'll always be there, my love don't care about time".

Ela voltou para Minas próximo ao dia 1° de Maio. E eu, preso ainda em grilhões da minha mente traiçoeira, tentei de várias formas lutar para que mantesse o efeito da anestesia que ela deixou em mim após seu arrebatamento em minha existência; pela internet conversávamos, ríamos, dividíamos música, sonhavamos e falavamos de amor, de vida, de tempo, de Deus e seus Santos, e danava-me a escrever versos, canções, palavras e teses pela amada. E ela, a mineira musa de minhas canções e pensamentos, deixou-se fazer sacrário e me guardou em seu peito e fez segredo, e até hoje, só de ver sua foto, ouvir sua voz, ler sua mensagem ou sentir sua presença, meu coração exulta e se turva da mesma forma quando tive meu primeiro êxtase místico, ou quando subi num palco para tocar. 

"You're in my mind all the time, i know that's not enough; If tge sky can crack, there must be some way back; For love and only love".

(E agora começou a tocar INXS enquanto tomo café num bar perto de casa. Mas não era Mystify. Era Beautiful Girl).

Pouco tempo depois, fui pra MG na sua casa, e ficamos um fim de semana; eu sempre tive medo de avião, mas fui com a cara e coragem e mesmo desmaiando no vôo de ida e de volta, fiquei em êxtase em estar naquela presença, naqueles braços, naquele momento sunlime como a Transfiguração no Tabor, mercado, cerveja, discos, risos, igrejas, e você. Lembro de você, ao me levar até ao aeroporto, colocar I Lost My Head para irmos ouvindo, e eu querendo cada vez mais que aquele caminho até Confins demorasse. Antes de desmaiar no vôo de volta, recebi meu primeiro "eu te amo" de você.

"Vem me dizer se a cadeira vai morrer, de tédio, sozinha, sem você".

E pouco tempo depois nós vibramos com seu emprego em São Paulo, lembra? Foi um difícil começo. Aquele abraço na rodoviária foi um dos abraços mais gostosos que recebi em minha vida. Aquela hospedaria, o primeiro mês se dividindo em duas nos serviços, a preocupação, mas tinhamos um ao outro. Morar e trabalhar perto do cartão postal de São Paulo; a famigerada Paulista. Perto da casa franciscana; 

"Não vamos nos transformar no casal clichê do clichê". 

E logo após um tempo rápido, fôste pra Santa Cruz, e vieste talvez o nosso "Bom Tempo" (de vera, cada tempo contigo é bom): bebiamos, ríamos, conversavamos e acordavamos ao som das maritacas, e sentíamos alegria em no domingo a noite ir na Casa Franciscana da Borges Lagoa,  procurávamos paiêiros, unhas em gel, Game of Thrones naqueles sites clandestinos, e teve aquele snooker horrível que comemos a pior porção de carne de SP. 

"Vida y sangre, suave sons".

Fomos pra MG, voltamos, descemos a serra e te dei a honra de comecer um de meus heróis (meu avô - "Que bandeira que você deu, que bandeira, não me entendeu..."), e você conheceu a Cookinha, e por muitas vezes quão perdido, por mais que não parecesse, lhe ouvi, e ouvi muito, e ouvi bastante, tanto que eu procurei ajuda, fui em médicos, reconheci meu vício e aflição, desenterrei do meu homem velho aquilo que mais me afligia e me dava medo, vergonha e raiva - e fiz por mim, para ser homem bom a você, e comecei a construir isso, você mesma bem viu e por algumas vezes te pedi paciência nesse processo, a qual algumas vezes deste com a maior zeladoria.

"I'd called you a bargain, the best i've ever had".

E de ti, sei que aprendeu a ter paciência, a gostar de SP, de ter zêlo, e de gastar seu tempo comigo. Pouco tempo depois, rolou a chance de ir pra um lugar melhor, e você teve seu atual lugar de morar, que tem a vista mais linda da cidade velha, lembro de ajudar na mudança, de te dar força, arrumar as coisas, cuidar, e te ajudar junto com sua mãe, e tentar a todo custo te fazer feliz, e pouco tempo depois, sentíamos saudade do barulho das maritacas. E lá, atualmente, mora a coisa mais importante para mim agora, parafraseando William Blake "Ali dorme uma, a minha, rainha."

"E tudo o que você quiser, tudo o que você pensar, será; Tudo foi feito pelo Sol".

Sempre tive o gênio difícil, e sempre fui apegado a histórias e momentos temporãos, mas, sei de mim, de meu coração. Sei que você nunca achará alguém tão zeloso por você, que te ame, se sacrifique, dê o que tem, e te guarde como eu, e mesmo que danasse a procurar agora, não acharia outro barbudo que te levasse na missa, fizesse um desayuno, te levasse nos points gastronomicos, te defendesse de assalto, fizesse massagem no seu pé quando chegasse cansada, ou que sempre procurar algo para demonstrar seu amor - seja por rosas, canções, sorrisos, beijos, ou "você quer algo da rua?".

"Você não vai encontrar outro poeta louco, que junte seus versos com rimas de amor, compondo com carinho um samba de ninar pra te fazer dormir".

Me deste um aniversário. O único aniversário que tive na vida, aonde reuni os meus amigos, e te vi linda e perfeita, aonde você me cuidou, esteve comigo, e depois ficamos até tarde vendo filme. Aquele dia foi um dos mais felizes da minha vida.

"Although we're apart; You're a part of my heart; But tonight, you belong to me".

E eu, nunca encontraria mesmo se danasse alguém a procurar agora uma mulher tão bela, tão amiga, de bom gosto musical, ótima cozinheira, que tem o melhor chameguito e que com um só sorriso me livraria de todo esse desterro que estou passando. 

Perdemos nós dois, pelo nosso gênio, nossas dificuldades, nossas falhas, e por sermos tão incríveis. Na mesma medida e proporção. Mas, o que se perde pode ser encontrado. E mesmo que não queira ser encontrado, uma hora se é visto; e eu gostaria de encontrar o que perdi e nunca mais perder. E você? 

"Na simples e suave coisa, suave coisa nenhuma".

Ah, diz-me o profeta que ainda é tempo e ainda é momento, e que se deve demonstrar o gostar a cada segundo. E eu, pelo café na sexta da paixão e pelo post que me mandaste segunda, me mantenho ainda fiel ao saber que teu amor é meu, e vice-versa. Ainda te dedico os escritos, a sabedoria, as boas vendas, os êxitos, graças e glórias. Te desejo a boa vida, o excelso, e todas as sortes e bençãos de Deus, por intermédio do Bom Santo Antônio.

"Since I've been loving you, i'm about to loose my worried mind".

Te desejo Daniela, feliz um ano. Mesmo que não seja um ano. Te desejo meus abraços, beijos e massagens no pé que chegam até você pelo vento, e te desejo meu amor, que ainda é todo teu. E se entenderdes o que escrevo e escrevi até aqui, estiver com a cabeça fria, e sentir tudo o que sinto, e ainda houver um gostar por mim em você, por favor, desça e vem ter comigo, pois se manter estático perante a vida nem sempre é boa coisa, ceder, ser humilde, entender e ver a situação como um todo também é preciso, e sei que dentro de seu coração também tenho um bom e belo espaço. 

"You mystify, mystify me".

Sei da pressão da tua vida, de teu emprego, da luta constante, e sei também que você é difícil de lidar como eu também sou as vezes, mas nós temos uma opção: Ou finalmente nos damos a chance de trabalharmos, dialogarmos, e sermos a "alma gêmea" um do outro (e você sabe do que estou falando porque já entende minha linguagem), ou você deixa esse amor passar, e vai se frustrar cada vez mais, se entristecer e se quebrar, achando que munca teve amor ou gostar, sendo que de todos, quem te ama, quer, luta e daria todos os dons para te ver em paz tem um nome: Marcus Vinicius. 

"Não se admire se um dia, um beija-flôr invadir; A janela da tua casa, te der um beijo e partir; Foi eu que mandei o beijo, pra matar o meu desejo; Faz tempo que eu não lhe vejo, ai que saudade d'ôce". 

Feliz um ano, Neña. 

(ainda) amo você.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Samba de Orly.

Entendo a vida como ela é, e pelo que ela há de ser. Não por mais, nem por menos, mas, seguindo sua linha rasante de pensar, sentir, e agir. Vejo muitas pessôas infelizes com suas almas vendidas e sonhos roubados por outras pessôas, que nem ao menos os roubam para os viver, mas, para se moer no Moinho do Centro do Mundo. Vejo zumbis que se degladiam em busca de lugar nenhum, pelo simples fato de ter apreço pelo “não ser nada e nem ninguém”, mas, se esquecem que até mesmo o vazio tem um propósito, uma forma de vida, um porquê – as pessôas querem ser tão autônomas que em sua independência, acabam dependendo dos outros, para ser arrimo, consolação, ou sparring.
Me desculpe, não faço parte deste bando.
Quando me entitularam “profeta das estepes”, apenas consumi em mim o que sempre consumi, dividi o que sempre dividi, e fiz, faço e com a ajuda de Deus farei o que sempre farei: A música, devidamente chamada de Cecília, os amigos, os auxílios – carnais e espirituais, as cervejas e os andares, pesares e intensidades; Tudo isso foi medido e avaliado para ser meu, em apelido, que hoje se faz sub-nome. Sub-nome que gosto, e me sinto abençoado por têr, e honro a cada dia que se passar. Eu mudei, mas, não mudei. Mudam-se as carnes, pelos, pensares, agires e fulguras, mas minha essência, alma e lampeijo ainda se fazem em mesmo. Eu não mudei. E nem pretendo.
Me desculpe se minha camisa não parece tão bem-passada. Eu mesmo a passo. Não dou a minha vó ou a minha mãe a incumbência de algo que elas já me ensinaram a fazer inúmeras vezes, comno também peço perdão se minha roupa não está tão alva: Eu não aprendi a batear com tanto afinco, por isso talvez algumas camisas minhas estajam sim se amarelando, mas, estamos trabalhando nisso, ou até mesmo me perdoe o tempero carregado no feijão, mas o sangue mineiro pede este toque, assim como a minha fé, minha complacência, e minha pérola. Não profiro mais palavras tortas, e nem prossigo em coisas perniciosas, mas, apesar desta aura tão “sacra” que eles me falam que estou a tomar, ainda sou o mesmo: Ainda danço samba-rock, ainda bebo, tenho minhas camisas, meu coração bate forte pela menina de cabelo escuro e tau no braço, ainda me emputeço com o sistema ferroviário, e vibro quando acho dinheiro na rua. O que assusta é: A partir do momento que você muda, as pessôas não lhe enaltecem ou vibram com sua nova forma de vida, apenas lhe tecem viés e pedras – Não se agradam por ver que você está buscando uma melhoria, ou que você simplesmente está se sentindo melhor assim.
Não te pensa, nem por um segundo, que me faço de bôbo, pois não sou. Fui ao mundo, vi, vivi e senti dores e prazeres, mas hoje me faço limpo porque cingiram-me a face, lavaram me o corpo e disseram: Caminha – e aqui estou. Não te pensa que não sei o que é mal, ou a manifestação da maldade, sei muito bem; E digo que de mim, a sinceridade e minha ingenuidade, fôram presentes que pedi a Deus Pai e Êle em sua misericórdia infinita me aceitou, me honrando com seu signo sob minha efíge, se te olhas nos meus olhos, não se sentes atraídas por mim, mas pelo Amôr que é amado por mim, e que me faz ser assim, “diferente”. A saída do mundo maldoso, para estar numa nova fase da vida e compreensão do mundo, e realmente ser uma pessoa melhor é bem dolorosa, lancinante e extasiante, mas, vale cada segundo, pois, minha pérola não se compara a nada, e minha vida agora tem mais brilho, e da ruína de minha carne se fez uma nova oportunidade para honrar os que amo, estimo, e guardei em minha alma - Sou água parada, mas sou bem turvo; Uma pena que você ainda não possa me entender, mas, se quiser eu lhe explico um dia desses.
E a vida – como sempre – continua.

sábado, 17 de setembro de 2016

Cais.

As pessoas não sabem da sua dor, e isso não é obrigação alguma delas.
Quando as pessoas esbarram em você, e machucam mais ainda seu ombro dolorido, elas não estão mais nem aí pra você, e nem sua dor, e mesmo que um dia possam sentir algo parecido, cada dor é cada dor, como cada pessoa, sentimento, vida e etc.
Não desejo a ninguém as cruzes que carreguei, tampouco desejo ferir quem já esteve em minha fronte, porque não me cabe dizer o certo e errado, e nem me cabe chorar lágrimas que brotam num momento não tão apropriado, e eu juro que nunca mais darei este gosto a quem me quis tão mal, a quem me quis tão bem.
Meu violão ficará mudo, pois inspiração não há, e se houver cordas vibrando, serão de teisteza, de magoa, do que nunca mais quis que ele gemesse. Eu queria apenas um saveiro para cair nos mares e na primeira quebra da régua deixar de existir, deixar de ser. O ferreo mar me nocauteou em muito e há tanto me tirando, tomando e tombando, e isso não me fez melhor e nem melhor, apenas me ensinou a ter mais paciência e ser bem mais oceânico - cousa que hoje eu sou mais do que era. Quantas lembranças trespassadas por coisas boas tem que existir para te desenrolar como num papiro? Com quantas magnólias se faz uma fragata? Hoje nem o brilho da Lua me faz companhia. Me dano mais uma vez em versos que eu entendo. E apenas seu cheiro ficou em mim. Apenas seu cheiro está em mim. E eu, gostaria que apenas ele ficasse.
Que caberia a mim dizer que sim, se remanesce o não, mas opto pelo silêncio e meditação, pois as músicas nunca me abandonaram, e Cecília cada vez mais se faz presente aqui, em mim, na minha alma, aura tangível com cheiro de eternidade, e minha viola é resto de feira, e eu mordo seu retrato, e a morte não me assuata e meu segredo é saber demais sobre tudo, e minha vida se resume a correr em ponto algum, pois giramundo se dana em achar a felicidade. Nós, os pobres, do degredo, daqui do lado leste, só vencemos no fim, segundo os anciãos, por isso muitos de nós rogamos pelo fim abrupto, a escada vazia e a galgada ao posto maior interrompida, porque esta vida cã não nos deixa sorrir em paz, a cerveja fica cara, e o medo de cair nas traiçoeiras ondas nos fazem cada vez mais não querer mais navegar, mesmo que o mar nos chame. Hoje meu saveiro é deriva abaixo do Céu imortal.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Paisagem Da Janela.

Eu estou sentado na janela, tocando meu violão. Da janela eu ouço pássaros, trovões, procissões e vendedores que passam, na rua de pedra-polida; Na parede, pregado, tem uma foto sua comigo, uma vaga e leve lembrança do que deveria ser o "nós". Eu estava bem arrumado com aquela camisa, e o seu riso despontava tão lindo, que foi até inútil não lembrar daqueles momentos a noite; Quando eu olhava para ti, e sentia teu corpo sobre o meu, o brilho dos teus olhos, e você me abraçando forte, depois de me fazer um chá forte.
Eu olho tua foto, e o teu vestido branco, decotado, quase transparente, tão lindo, e tão macio, que ficava entre o abraço de nós dois, pequena, e lembro do teu cheiro, quando se avinhas para mim me dando bom dia, com aquele beijo gostoso com gosto doce de toddy na minha boca. Eu lembro de cada segundo, enquanto toco a nossa música. A música fica, presa, impregnada e segurada nos meus dedos, mais, você não ficou; E tampouco vai ver como eu vou ficar....
Contemplo as rosas do jardim, mas, meu senhor! São apenas rosas, que tem a maciez da pele dela, o cheiro gostoso dela, e a calmaria dela. São apenas, pequenos repetecos de lembrança que me arrastam aos dias de glória, aonde fui mais que herói: Fui eu mesmo, e ganhei louros por isto.
Sentado na janela, eu toco a nossa música, mas, você não aparece na janela nem sequer para tocar em mim, e nem para ouvir eu tocar. Agora, só, e com a mente em você, e os dedos na "nossa" melodia, eu fico como um bobo a procurar você em acordes, na lira aonde faço meus cabroches. Pequena, cadê você que nem vem? Olhe para a janela, e veja: Eu estou aqui.

sábado, 3 de novembro de 2012

Barreia Do Vento.

Vento venteia, na dança do vento, eu sinto teu abraço. Hoje eu não estou mais só, e nem me sinto mais propenso a morrer. Sinto pronto para amar, e deixar livre, mas, não para ver tudo o que tenho sumir, ou morrer diante de mim. Deixo, agora, você livre de mim, e se for de teu feitio gostar de mim, me amar, e querer do meu amor, da minha rudeza, minha estupidez, e da minha falta de desamor, pois, venha comigo, que eu vou estar na janela da minha casa, entre o vaso de avenca, e entre o vaso de arruda. Me chama, e eu pulo da janela mesmo, pra calçada da rua, só para te ver, te abraçar pela tua cintura, te roubar mil beijos, e te fazer minha.
Olhe nos meus olhos, mas, não deixe eu fitar os seus, para não saber quais são tuas intenções para mim.Deixa que eu encontre um oceano dentro da camisa xadrez do mendigo com tuberculose, mas, não deixa eu saber que você vai me fazer cair. Porque de quedas, já me faço cheio, e torno a repetir a sina: Meu coração tá até aqui de mágoa, mais uma gota, e ele desemboca tudo no primeiro que ver pela frente. Quem viu o finado "Icy Ox" brigar, conhece um décimo de minha fúria. Não sou veloz como antes, tampouco tenho a mesma coragem, mas, não desabroque minha vida a custo de nada, se quiser estar comigo, esteja simplesmente por estar.
Deixa, que depois de saber da tua verdade, eu tenha com você, e que você possa ter comigo. Façamos de nós, os primeiros e os últimos na eternidade, sabe? Se eu for de ti, e ocê for de minha alçada, não há necessidade de mais nada, nem de ninguém. Tampouco participações especiais, ou revivais de solteirice. Que haja a sinceridade, honestidade, e a vontade de fazer renascer todos os dias, o que ontem era belo, e amanhã é maravilhoso. Deixa, eu tocar em ti, mexer em teu cabelo, olhar teu "zóinho de jabuticaba", beijar da tua boca, e tentar (conseguir) fazer você se sentir como nunca se sentiu antes.
Melhor dizendo: Me dê da tua mão, para eu te fazer cada vez mais, feliz. Deixa eu tentar, ao menos uma vez, ser o melhor cara do mundo par você, me aceite, com meus erros e acertos, e eu te aceito, sem questionar ou duvidar de nada, e seremos nós dois, contra o resto do universo, até o fim, costas com costas, até os dois caírem: Juntos.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

N'a Janela.

A Moça Mineira, tão maneira, não tem voz.
Talvez, suas opiniões foram tragadas por um homem mal que lhe roubou o coração. E este sim o fio causador de muita dor. Assim (eu acredito), todas as mineiras ficam que nem tolas, olhando nas janelas, tudo o que se passa, mesmo passando só o vento em tudo o que se consuma vivo, ou nas paredes tortas das casas coloniais e coliniais de Minas.
As pessoas, olham para a janela esperando alguma salvação, ou solução, sendo a Vó Mineira, incapaz de andar, ou a Garota de Guarulhos, com a gata com "cirrose", ou até mesmo eu, vendo da Lua um firmamento com estrelas, e um teto aonde se habita dentro da casa, o cão, gato e rato. Estando eu pronto a correr, sei que haverá alguém a correr por mim, e contra mim, pois assim é a vida.
Do alto do meu ser, sei bem que o vento trás a calma, assim como a onda que bate cada vez mais forte na rocha de onde um dia eu sentei, e n'Ela me esperei, a encontrar, a certeza entre tanta falta de razão. Se um dia, alguém cair, analise bem a situação:
-Será que ela não caiu porque quis?
-Será que devemos mexer com ela?
Ora, vos deixei estar meus seres, o mundo é palco para incitar e disparar pensamentos, então, se vos deixa pensar, logo acha a razão da vida: Instiga algo, e logo tem algo em mãos, e do que tiverdes, você verá bem que isso será sua motivação, até o fim da vida.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Fé.

Se sua fé, pode ser guardada dentro de vosso coração, e ao mesmo tempo ela tem o tamanho de um grão de mostarda, e a dimensão do Sol; Então louvado seja você e o mundo em que vives: Pois sabes o que lhe vale. Não digo, diretamente, na fé do Deus Criador Pai, aquele que nos fez presentes, mas a fé em geral - a raiz da perseverança, e esperança - Que nos faz cada vez mais ativos e confiantes no amanhã.
Eu, tento admitir que estou bem, mesmo quando me encontro num caos que queima até minha medula osséa. Por quê? Porque assim eu fico em paz, e sei que as coisas irão se ajeitar com minha calma, e com a bonança de Deus. (Mais, sei bem que Deus não faz todos os trâmit's, sempre temos que fazer, para receber...). E quando eu olhar para trás, atrelado com minha mão na tua, eu irei rir, rever, rir de novo e lhe dizer:
-Morena Minha, me valeu tudo a pena.
Tudo o que nos foi dado, com ou sem nosso merecimento, é algo que temos que cuidar, proteger e usufruir do primeiro ao último momento com ele, tendo assim uma alta expêriencia no ramo do negócio chamado "Vida"; E assim, cuidando um do outro, será maravilhoso e até divino ver a Asa de Deus baixando sobre nós, e nos protegendo do mal.


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Perseverança - Não Acabou. (IV de IV)

"It's not over;
Not over;
Not over yet...
...Still believin'. "

Eu me lembro de nós dois, juntos.
Deitados na sua cama com o gato olhando a gente de rabo de olho, e dormindo, parecia maravilhoso, se não fosse perto, lhe diria que é o Céu. Sabe, vos diria que é lírico e até divino o jeito em que você se encosta na porta do seu guarda-roupa, e descalça, fica na ponta do pé para me beijar, e dizendo que me "ama muito muito muito muito..."; E assim deixamos a noite correr, enquanto nós dois nos tornamos um.
Eu agora, estou dentro da Perseverança, e ela está no meu corpo, a Perseverança sou eu. Tudo o que tinhas te tornado, hoje é mais do que esperado, pois, hoje, eu te quero comigo, de uma vez para todo o sempre, estou morrendo de saudades, e não aguento esse tempo infernal que me acerca de você, Sinto falta de tudo em você, principalmente do seu lindo, meigo e sincero:
"-Ei! Tá tudo bem; Eu tô com você!"
Agora, a onda se faz em mim, me fundo então com todos os sentimentos bons do mundo, eu sou a paz do monge budista, sou eu a gaivota voando na praia sem destino algum, sou o vento que arrepia sua nuca Morena, e sou eu quem agora te abraça enquanto lê essas linhas; Morena (Minha) esses olhos meus, hoje tem temperança de calma, a calma que eu quero ter ao seu lado, para viver como um homem seu, e você como uma menina minha. Vejo as pessoas velhas defendendo seus brasões, enquanto caem por terra e lama, e ainda sim não sabem se despojar do fardo bordado de linho, e do auto-amor-próprio. Morena (Minha), vim até você com cara limpa, e mãos vazias, sem ter um caminho a seguir, mas tenho todas as trilhas e estradas abertas para você; Por você; Sempre.
Você é a razão, pela qual eu venho esperando tanto, e hoje me sei bem, que valeu e vale a pena, cada segundo com você, com o teu amor sobre mim, em todo lugar aonde eu passar, haverá escrito meu nome com o teu, pois nossa rosa nunca morrerá, e nossos confiamentos serão muitos, para as poucas promessas que virão.
Eu Lhe Amo; Morena.


domingo, 14 de novembro de 2010

Escrito Para a Vingança I

Para a Garota De Londres (Ou a quem interessar saber.).
Enfim, eu tentei me refugiar em tuas chagas, e tentei até ser o melhor, O teu melhor; Mas, não foi dessa vez. Deus em si, viu qu'Eu tentei ser alguém. Agora, enquanto está se afastando de mim, fazes pilhéria de mim, do meu ser. Nunca te escondeste em minhas chagas, e nunca o fará-lo ?
-Deus meu, Deus meu ? Porque me abandona quando mais preciso de ti ? Sinto-me agora, mais só qual a bateria desconexa e coesamente rápida d'Os Illusion em "You Made Me What I Am". Porque tirastes a essência d'Ela de mim ? Deus meu, foi eu que lhe traíse para receber tal júria ? Em verdade, me diga se Ela me ama e não verá ninguém; A mais ninguém; A aquele ninguém; Tempo insorto dentre minha chaga aberta regada a vinagre e sal: Mortis Lectum.
-Deus meu, poruqe não lê isso e não me levas e arrebatas para perto de ti ? Me guarde então você, Deus meu, nas tuas lindas chagas enquao te exalto nessas linhas.
Ó família podre, sem base de concreto e qual com fundamento. Q'O Monstro Da Lagoa coma-vos todos; Desde o filho gordo, até o pai pequeno. A mãe que trai e é traída em dez por mais d'Um. O pai despreocupado e solteiro, o filho retardado, gordo mimado e retrocedero, que Deus arrumeie a vocês todos, escória maldita e cheia de vermes. Meu sangue será preço de maldição, no dia em que vocês verem o que realmente são. Porcos malditos, que mal comem as pérolas do Criador.
Deus, também, no alto da justiça, ouça a minha reza de justiça, e que traga também toda a minha raiva sertaneja, para as pessoas que já apisaram acima do povo fraco. Que Deus, arrebate também de minha família, todos aqueles que me até fizeram mal; Q'ua justiça venha correndo como n'Um gole de d'água seca, e que enjusticeie cada um dos que andam no camnho torto da estrada certa.
-Deus meu, Deus meu; Que feridas são essas em meu peito, e que chagas são essas na minha alma ?Por quê Ela não vem fugir comigo ? Porque tanto cíumes, Senhor Javé Das Batalhas ? Não vos era aquele que trazia um brilho no olhar e um soco inglês na cintura e um cachecol ? Não é a mim qu'Ela ama tanto ? Qual é a porra do grilo então ?
(Deus meu, me mate sem perdão algum.).
Estou eu agora, indo a briga, beber com uns amigos coca-cola, e ver se eu morro entre as esquinas dessa vida maldita, feita uma pedra concreta, a minha vista até ce acega quando eu tento te encontrar nas minhas chagas, e não se afuja de mim, Ó deliciosa Garota de Londres, noite passada eu até posso provar que amei você.

E minhas mãos ainda cheiram você, e ao nosso recém-amor.