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quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Hand In Glove.

Mais um pesadelo, mais uma cama encharcada de suor, mais um dia. menos um dia. Mais um cansaço e mais um amargor para o coração já pesado.
E eram mãos que não se tocam mesmo em contato, beijos que se trespassam violentamente mais aprazerados do que afetivos, e sentidos que sentem outras coisas em vez daquilo que ousa sentir - ao canto, um corpo jazia, com sangue escorrendo do lençol. Esvanece e transfigura diante de mim aquilo que meu coração novamente se ousa derramar. Dizem os especialistas que é normal perder o coração... mas perder a alma e o anseio, do vívido estar e do viver e do falar, é totalmente perigoso e nocivo.
É sobre a demora, sobre o atraso, o caos, e jogar a bomba e sair correndo. É sobre ver o lance feito e sair andando e não pensar em um segundo em assumir a situação - demolir todas as crenças e todas as perspectivas e ainda achar que não se há problema, abrir fôgo "sem querer" e  não cogitar ao menos se deve socorrer. 
A omissão, é mãe de males inconvenientes gerados por uma ridicularização do ser.
Dói, transluze e passa, eles dizem. Mas eu não sei, eu não concordo. E pela enésima vez me paro distante, e vejo os cacos no chão, me preparando para pacientemente os resgatar e os pôr em ordem, mesmo que ninguém me pergunte, mesmo que ninguém me entenda, mesmo que ninguém me ponha em dedicação, mesmo que ninguém suporte, mesmo que de novo, entre os mares de gente seja apenas eu.
Outro dia vi um cara chorando na rua. Suas lágrimas pareciam lâmpeijos de cristais que desciam contra sua vontade. Havia um papel em sua mão - foto, letra, e algo mais que não pude ler. Mesmo de fone, pude ver que ele dizia algo, sua bôca denunciava algumas palavras que se misturavam com os cândidos cristais que jorravam de sua face. Hoje, ao caminho do correio, disse o fiscal do terminal que ele foi três vezes no mesmo ônibus, e apenas olhava a paisagem, como se aquilo o acalmasse de alguma forma.
Não ouvi os sinos, e vi cada pessoa estendida no chão. Olhei cada face opaca e me vi em cada um. Pensei em cada pensar e não encontrei nenhuma solução a não ser daquela que minha cabeça ecoa há anos. E no silêncio da vida, os passos começam a ser duvidosos, incertos, impacientes, e vacilantes - não que seja lá  coisa boa ou ruim, mas apenas coisa comum ou qualquer, de uma verdade que tange como um ferro quente e atordoa, e você percebe que aos outros sim, e a você não; e dada qual a censura da vida, a indagação gera um buraco que toma a alma e a consterna e a fazer gemer. Torce. Cidade ambígua. Desilusão. Os solos de guitarra no ouvido apenas lhe farão sentir anestesiados por minutos. O sorriso de receptividade parece mais vazio que nunca.
As memórias, os ditos, e os sangues que marcam a parede trazem histórias de durante e agora, mas não significam nada - e isso me atordoa. Assusta-me veemente (como sempre me assustou) que de uma certa maneira nada signifique e nada tenha um porque de ser, ter e viver. Poderia até dizer que sigo bem como sempre segui e vivo como sempre vivi, mas sei que seria uma grã mentira contra mim e contra a verdade em que me encerro; pois deixei um tanto de mim em quem encontrei, e levei uma parte dos que conheci - e entre as cicatrizes, não vivo. Existo.
Então me diga como eu devo "bater de frente" diante do colpaso, ver a vida com olhos cegos e entender que tudo de repente não passa de um eterno teatro de fingimentos - ah, a bôa-vida que quer se ter de alguma forma, e outrora repousavam em olhos de uma mulher chamosa que conhece as regras muito bem. Não existe fórmula, lhe adianto, mas há caminhos; e que nesses caminhos resultam em cheganças e partidas. E isso mantém-se imutável.

sábado, 13 de maio de 2023

Crônica Desinteressante.

 N. Do E.: Crônica dedicado ao mecenas que contribuiu com o café do escriba. Benedictvs si!

Se vale o comentário, vale uma história. E se vale o interesse, não há motivo de rotular como desinteressante, não é mesmo?
É só um comentário - ou ao menos era pra ser, e de fato não deveria ser tratado menos que isso. Pra quê tanto escarcéu? N'um dado momento aonde as palavras se tornam mais ajuízadoras do que conciliatórias, para quê eu iria compôr uma tribuna da qual rejeito? Então, te tomas pela certeza que é só um argumento; e mais além: A sintonia ajuda, tal qual a música, as luzes inebriantes como um velho cabaré afrâncezado, e as estrelas, perdidas no Céu escuro, aparado por copas de árvores, dão a sorte de um querer bem.
Pra quê a noite, se existe companhia? 
E falemos de música, e falemos de sons, e falemos da Anima, mais ainda; falemos de nós, das piadas de fundo verdade, de humor tão cínico, besta, inerente, juvenil, sexualmente apelativo, mas de forma tão nascente, nosso. Falemos dos velhos senhores, do show, da vida em si, das apreensões e dos fumos e das cervejas, pois isso é o que basta ao momento.
E olha, há quanto tempo as coisas não acontecem de forma natural, por um acaso ou planejamento divino, e põem-se em marcha para dar certo e assim contribuir para uma alegria que reina perfeitamente no nosso peito? E falando em coisas do peito, Meu Deus, como se odeiam os prédios espelhados e como se odeiam os pulmões masoquistas de fumantes!
Procura no campo a paz que reside em teu peito, prepara um jantar, acende um cigarro, e passa a mão entre os cabelos: Que doida coincidência é a vida. Abre uma cerveja, e suspende-se num ato: estando inerte ao ar, sente novamente aquele coração pulsar, a barriga florear farfalar de velhas borboletas imortais, e como jovem sonham com um beijo - o velho rolê juvenil que a gente esconde em sete chaves num baú dentro de nossa alma para não se quebrar de novo: O eleio. Conversas bacanas e produtivas. O abraço. A música do pé-a-ouvido. O amasso. Amor travestido de sexo com suas ancas habilidosas maestramente levantadas enquanto se pesa o corpo do amado. O carinho travestido de qualquer coisa que você queira. A música tocando alta e a fumaça oriunda do cinzeiro incensando o lugar. Acaba o cigarro que se fuma sozinho - dois corpos estão ocupados. Os beijos de fim de noite enrolados em braços tão unidos que nos fazem perder a letra em dizer. E o acordar? Um café, forte e sem açúcar, junto com um misto, ou até mesmo apenas um pão com manteiga, mas feito com a energia e o sentimento que não se cabe em letras, mas é explicativo de quem o sente.
Conversa mais um pouco, fala mais um pouco, stalkeia mais que tá pouco. Abre a foto. Vê, olha e pensa: projeta um cenário e todas as roupas possíveis para usar e impressionar, além de poder dizer coisas que sejam alheias e verdadeiras, mas que não a afastem, olha para ela e pensa como o universo tem sido legal. Diz uma asneira gratuita para desbaratinar, e pensa além de tudo, no futuro, mesmo não tentando fazer planos. No dia do encontro, como será? Seria ela maior ou menor que eu? Ela gostaria de caras mais novos ou mais velhos? Será que rola um beijo no fim do encontro?
Perguntas, sem resposta, que ainda precisam de um desenrolar do tempo para se crismar.
Dado o dia, levanto, e ao ler tua mensagem, o coração traqueja um palpitar. "Ontem foi real", e isso alucina a vida, faz a vida ficar mais interessante, e dá mais gosto ao café. E ao ver novamente a foto, retorno ao turbilhão de sentimentos dados ao flerte da mulher que vi. E ela, me atordoando, permanece atenta como a sibila que profetiza entre os lábios voluptuosos a denúncia: Quero.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

O Poeta Está Vivo.

Quando o Sol desce, cai sobre a Terra o brumeio de uma neblina, uma chuva, um cansaço que tange todos nós, e a natureza se mescla com nossos sentimentos. E o tempo tão cinza nos torna mais cinza ainda - não por mal, mas esse é mais um dos místicos momentos aonde comungamos com a natureza, e mesmo sabendo muito bem disso, negamos a nos afirmar.
A nível de sinceridade, nós negamos e nos negamos muito muitas vezes.
Jura nunca me esquecer?
Quando dentro do navio, e longe da baía, teus olhos cingirem o horizonte acquático, não lembra de nada, porque no mar de lágrimas, até a nau mais forte naufraga. Quando a luz trocar o escuro pelo claro, a forma densa da noite recuperará o brilho e eu não estarei mais lá. Habitarei apenas no imaginário de cada um com sua coisa específica: Em cada sonho, cada palavra, atitude ou querer, lá eu estarei - e não mais que isso. Os discos continuarão parados, e os instrumentos desafinados, desatinados. Eu serei o vento, mas você não me verá no vento (vaga lembrança dos dias de Junho).
Jura nunca me esquecer?
Quando você ver uma foto ou uma música, lembra do sorriso, e das coisas boas. Daquela tarde gostosa quando o vento gemeu nas árvores,e as fôlhas caíram sobre nós. Lembra da madrugada na praia, da pedra do pôrto, os amigos conversando, a Lua, as estrêlas, o eleio... Não lembra do fim, mas do meio para trás, lembra do têmpo antes do têmpo, e quando os gostos eram próximos, e a vida era maravilhosa. Lembrar de quando nos tínhamos e nos havíamos. Lembra daquilo que só sabe o que fica, e o que vai embora, e no reencontro, consome a verdade em um só.
E a chuva continua lá fora. E o dia continua penando em ser cinza. A fumaça do escapamento brinca com o côrpo de luzes que se tintilam no universo de uma rua. Há um irmão dormindo no papelão molhado na rua - e resto de marmita não o salvará de uma gripe.
Ah, quem me dera se eu sentisse na vida o gôsto agridoce das sensações, e assim julgasse o que habitaria em mim, em torno de mim, ou o que se passasse. E no vento que emaranha entre as coxas da menininha do portão, nas mãos que se lavam na pia de louça branca, do casal que desesperadamente está a fazer amor num apartamento vazio, na senhora com suas sacolas de feira, nos frades que passam apressados para o claustro, e na criança que segura a mão do pai para não se perder no metrô;

Ali não estará o tempo, mas alguém que viveu a medida do tempo em si.

domingo, 16 de outubro de 2016

Concorde.

Quando dizia no passado, até mesmo em posts deste blog mundado que devia/não devia " (...) Renegar a casa, rosa e o Jardim (...) ", talvez eu soubesse de tudo isso que fosse acontecer, ou talvez não, quem sabe? Sei que o cheiro de Jasmin ainda é semi-incógnito, e Cecília volta a ser um projeto ativo novamente, e a Lotus gentilmente fez eu me sentir um deus nessas últimas 72 horas, e na glória de se ser, sentir e fazer mulher, ela me honra com sua companhia - viagem sem volta de amor e aperreio, que faz eu me remoer e relampejar cada vez mais.
Estar com ela é como estar com a Iansã mais sensual, de seios belos e quadril voluptuoso, e ter a alegria de sua Consorte, como Lakshmini amiga-irmã e confidente de sorriso belo, e sua ira de Kali ou Obá com a voz firme e impetuosa, e ora tão terna como Maria das Candeias em seu colo, carinho e abraço, com suas pernas firmes e vontade de seguir como Artémis, ora tão amante como Afrodite e sua sensualidade exalando. Ela tem um pouco de tudo, e o tudo dela me satisfaz, me fazendo sentir o amor de forma diferente, como nunca senti antes por ninguém, e nem em mim, e me fazendo sangrar a cada instante, gotas de sangue que tem gosto e cheiro de amor.
E o sangue na camisa não é pouco. E a lembrança recorrente da madrugada interminável trás no lábio uma alegria de quem venceu na vida, quem teve do prazer um momento único; Deitou, e quando sentiu palpitar o coração, beijou: Amou, contrariando qualquer coisa do mundo, desejando sentir o cheiro de cada pétala da flôr da Lotus - a mais bela, querida, desejada, estimada. Aperta, sente, ama, força, pede-se a passagem e abre as pernas, sussurra, geme, deixa entrar, fazer parte, e o fluxo vir, e ser, tanto faz, importa ali, aqui - agora, o beijo, sorriso na boca, como pode ela ser tão impiedosa e completa, que até quando exala seu cheiro de flôr, cega a minha alma? Deitou, pôs seu corpo no meu, sorriu e adormeceu no(s) meu(s) braço(s).
Nos sorrisos e nas garrafas, encontra-se a alegria de estar ao lado de quem se ama, de dividir a cerveja com a mulher amada, e segurar proporcionalmente a cintura dela como dita o universo. Aquela cintura, que cabe com um braço meu, como bem cabe os dois, que se concentram o quadril que concentra minha indecência, meu amor, minha vontade de ser, e estar - cousa que só sabe é quem dito essas linhas tão minhas, tão delas, nossas.
E, delineado pelas linhas de teu corpo, escondido pela roupa que te cabe bem, vejo o meu sacrário, e contemplo a beleza única da flôr mais bela do degredo e rainha na arte de ser-quem-é. Toma minha garrafa da mão e bebe, olha, sorri e me beija, tomando de minha mão e deixando que eu a ponha onde cabe; Fita meus olhos, e não sabe o que é, mas sente a sintonia - Vestida de estrelas, corpo amorenado que estélica o meu Céu, boca vívida que pintada, me deixa sujar para amar.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

I Want You (She's So Heavy).

Põe sua legging cinza, põe o salto, passa gloss na boca pequena e carnuda, ajeita o decote, e ri no espelho enquanto bagunça o cabelo: Eu te quero, e te quero muito, por muito, vezes muito. Acende e ascende até mim um desejo, fricote de ter você por baixo, por cima, e por mim. Não repare agora, mas, essas palavras são pra te exaltar.
Sai do banheiro, e se enrola na toalha, e não me seduza, nem nada. Você ao natural já me cativa, excita, ensina. Põe-se prostrada até mim, ri e observa eu olhar pra você, porque é em você que vou construir minha morada, meus delírios, meu carrossel de sensações e minha pilhas e melodias mais dissonantes, menina. Morde os lábios e morde o dedo, não é dor, é prazer. Olha pra mim, e vê que eu não passo de só mais um jovem moço, que foi escolhido para estar em você - mais precisamente, entre suas pernas.
Olha pra mim, e sente dor alguma, não vou te machucar. Juro. Deita-se ao meu lado e lascívie-se de torpor comigo, não em deitar-se-bem entrecorpos, mas, em um beijo que possa deixar pior que cachoeira, e aí, você sentirá o que nós fizemos, o mal que causamos? O amor que está nascendo aqui? Há o fogo de Áries que nem mesmo a terra da Virgem pode apagar. Nossos incêndios são recorrentes, amén.
Fica assim, quieta, por cima de mim, e deixa eu ver a coisa mais linda que Deus um dia poderia ter criado. Deixa eu sentir seu corpo - demasiadamente e frenéticamente - pesar sobre o meu, e uma hora virar, mexer, apoiar, segurar, apertar, ranger, e o que houver de ser. Deixa nessa noite eu me acabr em você, enquanto te beijo, e deixo cada vez nossa cama em fogo. Não por mal, não por mal, mas para nenhum de nós dois sentir frio. Você tira minha camisa, eu tiro sua blusa, e assim ficamos nós, e você, acaba por fim tirando meu fôlego por inteiro. Eu sinto você, sinto suas covinhas, sinto suas linhas, curvas, acentuações, frisos, cachos, e tatuagem. Gostosa. Eu te amo, eu te amo.
Se enrosca em mim, para de dois virar apenas um. Deixa (mais uma vez, mais uma vez) essa noite ser pouco para nós dois. Que a cama, chão, sofá, banheiro, cozinha, varanda, rua, universo se dana por não ter amor, por não ter vida, por não ter você. E você eu tenho. Não sou seu dono, mas, você eu digo que tenho. E não tenho? Casa comigo, e vai ser nós dois contra o mundo, chegar no serviço atrasado para curtir uma conchinha, e chegar cansado após um dia estafante e ver você só de avental, salto e o cabelo todo bagunçado, me esperando com nossa cerveja e bacon. Eu não quero mais nada dessa vida, a não ser você. Qualquer coisa além de você é tolice, inanimação, desperdício de tempo, ou falsa beleza; Macumba vil dos/das invejosas que querem nos separar. Se pra eles você é gorda, pra mim você é a Minha Rainha. Se pra eles sua mancha é horrenda, pra mim ela é a marca que Deus fez pra nessa encarnação eu te conhecer, se você é baixa, é porque Deus te fez na altura certa pra te abraçar e beijar a testa, se você tem a boca pequena, é pra beijar melhor, e se seu cabelo é encaracolado, é pra me enlouquecer de tesão na hora de puxar durante as preliminares, Agnish, mostra teu dom e me imola, me trás pra perto de ti, dentro de ti, cada vez mais perto, forte, sem hesitar, sem medo de machucar ou doer, e danar-se-á tudo, o que importa é nós dois, aqui, agora.
Deixa, que nas nossas aventuras e assuntos de camas, logo mais num futuro não-tão-assim distante, Childesh venha, para ser a prova mais indelegável daquilo que as pessoas chamam de "nosso amor". Deixa que esses treinamentos sempre se renovem, continuem, fiquem cada vez melhores, e só tragam a tona as nossas verdades, nosso desejo mútuo de acabar-se no outrém, não por malícia, nem pelo camário de prazer barato, mas, sim pelo complemento do amor, desejo que é fruto proibido na boca da dama louca chamada Vida. Gostosa.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Âncora.

Pai, que saudade de você.
Como já é de praxe, você já sabe de tudo o que tá pegando. E sabe como estou, e porque estou assim. Você agora está num lugar melhor, melhor até mesmo do que aonde gostaríamos de estar, melhor do que você mesmo imaginaria: Ao lado direito do Mestre Criador. Sem dor, ódio, mágoa ou receio.
Pai, Se foi você, ou alguns dos anjos e santos eu não sei, mas, que eu agradeço a todos vocês pelas viradas/guinadas/segredos/mistérios da vida, isso eu agradeço, sem erro ou mistério. Perdoe se meus modos me fizeram errar em alguns pontos malfeitos ou fechados. Perdoa. Mas, olha por mim e me mantém sóbrio para o que vier. Olha por mim e pela menina de cabelos lindos e miraculosos que se aesconde por baixo da minha asa, e que tem um riso lindo, voz meiga, e a mania de fazer todas as minhas vontades. Abençoa. Cuida de cada um que estende seu braço para me ajudar, e cada um que atira sua pedra pra me deitar. Perdoa.
Que o riso dela seja uma janela aonde eu veja o sorriso de Deus, que o abraço dela tenha o abraço de meus pais quando eu era uma criança, que a voz dela seja a música mais que perfeita - cadenciada. Que o amor seja a semente de frutos, que nós cresçamos, e sejamos melhores, coerentes e reais um pro outro, que a vontade de possuir desagrave todas as guerras, e que a cada amasso, cada beijo, cada compasso, movimento, mordida, beijo e sussurro, estejamos cada vez mais um perto do outro; Não por fazer o dois se virar um, mas para poder fazer cada vez mais você perceber que eu sou teu, e que você é minha. Toda minha.
Deixa eu te beijar, Byrdie. Eu te beijo e vou embora, eu só amo uma mulher por mês. Eu te amasso e vou embora. Eu te uso e vou embora, eu te carinho e vou embora, eu te rezo e vou embora, eu te gemo e vou embora. Deixa eu ser a sua anágua, sua cinta-liga, corselet, saiote, prenda, pendão, reza e minarete. Deixa eu ser mais que seu cobertor, e menos que bel instrumento de prazer. Que você seja a barra de chocolate igual a que eu dei pro mendigo daquela Igreja da Mãe das Candeias na Brigadeiro. Que você me aqueça, entorpeça, me dê endorfina e me faça feliz...Como eu tento lhe fazer.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Transe.

O Céu está lindo hoje;
E o seu sorriso mais ainda;
O sofá será pouco para nós, Byrdie.
Incandeia, ascende, pulsa e dobra.
Cada um em seu ápice,
cada momento se eternizando no hall,
e assim seguimos o sinuoso e lindo caminho do "nós".
No seu café eu acordo, agito, e fico aceso,
e você na minha calmaria se rende, desarma, entrega.
Cada um de nós dois deixamos cair nossa armadura;
Canela mescla com o leite, faz um cappucino gostoso,
No meu peito toca uma música que só você ouve,
enquanto eu carinho seu cabelo e lhe falo do mundo,
é quando o dois se torna um e funde no amor,
o que a maldade tenta desgranhar em tempo normal,
e quando fala no pé-do-ouvido, como tanto me quer mais,
é o tanto que tenho tentado, estar mais em ti.
E te vejo, lindamente, como quem posa para uma foto,
com o busto preparado, riso debochado, pernas precisamente anguladas,
e de repente, você me beija, e me desarma para começar a amar de novo.
Só mais uma, só mais duas, só dessa vez,
seu cheiro está em mim, sua face virou uma foto na minha mente,
e eu me perco no seu infinito, e dele não saio tão cedo,
seu corpo é um disco sem riscos e nunca ouvido,
que eu faço questão de poder ouvir e tocar.
Nossas roupas se perdem umas com as outras,
e nosso riso se funde com nossa história,
deixamos o hoje para ontem, para viver o agora.
Só mais vinte, só mais um, só mais nove.
Hoje é eu e você, e mais ninguém.
E nem nada.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Bairro Dos Estranhos

...E ela se perdeu fácil no labirinto do medo;
Tinha no bolso uma oração amarrotada de São Jorge;
Na mente um bom e escandaloso segredo;
Ela precisava se encontrar em algum lugar,
Ela é minha vizinha da porta esquerda;
Ele fica andando e rodeando o mundo só,
apenas Deus é sua companhia.
Beija sua menina e pensa: "O que na vida ainda me aguarda?
Será que ela me pegaria na onda forte, ou na pedrada intensa?"
Eles se abraçaram bem forte, com amor maior;
O que não impediu de uma traição feroz e mágica,
Ele a ama por tanto e por muito;
Ela quer ele e o próprio cunhado metendo fundo dela;
Nada parece ser integro depois de analisado.
Alguns se mudam para agradar a geral;
Tomam um partido e um avatar que não é certo;
Somente para ter o que fazer, e para se resplandecer,
não esperam o tempo das coisas de viver e amadurecer,
e de Meu Bom Deus só querem o recebemento.
Esses moços, pobres moços;
Se perdem nos medos;
Por motivos tão bobos;
E agora estamos todos aqui no inferno;
Porque todos nós;
Todos vós, até os a sós;
Fazem parte;
Do incrível e marasita Bairro Dos Estranhos.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Balanço Do Ano Que Não Era Nada.

2012 foi um ano insosso. Um ano que eu preferia que não existisse, e que continuasse, em aspectos distintos.
2012 foi o ano que perdi coisas únicas, fractas e que sei que nunca mais terei. E foi o ano que ganhei muitas coisas boas. Basicamente foi um ano de mudanças e adaptações. Arrancaram uma perna, uso muleta, me arrancam a muleta, me escorro na parede. 2012 foi um ano de dor, uma dor que era pior que o câncer que corroeu meu pai, foi um câncer que me emagreceu e quase me matou. 
Foi quando perdi minha tia, foi quando perdi minhas esperanças na vida humana, foi quando eu voltei a beber, berrar e brigar, foi quando me escornei de corpos em copos para ser feliz, mas era rejeição atrás de rejeição. Em 2012 eu ganhei um amor para recordar, eu ganhei a América e o Mundo, eu ganhei meu pai, ganhei a fé em São Jorge que foi quem me valeu, e minha família, ganhei uma mulher e toda uma realidade nova.
Em 2012 perdi e ganhei amigos, joguei flores aos leões e mandei beijos aos transeuntes que passeavam no pajeú. Eu encontrei e perdi minha fé, amor, esperança, justiça e o que mais um homem puder. Em 2012 eu criei meus muros, defesas e ataques, e pude contar com um batalhão de amigos para me defender de coisas que antigamente eu julgava que me faziam bem...Ledo engano. Obrigado aos que estiveram comigo em todos os momentos deste ano tão turbulento. Vamo nóis para 2013 com fé, e longe de todo o tipo de negatividade. Vamo nóis?


Com os votos sinceros do The Ox Says/Escritos e Contra-Crônicas.
E quem não gostou, que vá pra puta que o pariu! 

sábado, 24 de novembro de 2012

Marvellous Titanium

"Guardai meus passos, Senhor".
Tudo o que vejo, é um pequeno prisma, que misturando vários caminhos e escolhas, se resulta em mim. "O caminho do bem, o caminho do mal", poxa, são todos caminhos. Nós, humanos, estamos no meio-de-campo; Nós, humanos, estamos na retaguarda. Nós, andamos de um lado para o outro. Temos uma deriva constante em nostros pés, por isso corremos de um lado e pro outro, sabe? Somos ratinhos desesperados numa nau afundando, e eu sou um deles! Sim, eu. Talvez me seje o mais desesperado de todos os ratos. Eu que ando tão desesperado e tão pronto para morrer...
Eu sinto em meus dedos de unha roída pela ansiedade, ociosidade e fome e costume, o tato do mundo, e isto não me assusta, mas, assusta que um dia eu morra e deixe tudo aqui, todas as minhas conquistas, meus vinis, minha costeleta, minha amada, meus instrumentos, cores e sons, sabe? Faço questão, de uma vez por dia me imaginar morto, para me acostumar com a idéia de que um dia eu irei ter que deixar tudo isto. Mas, até aí tudo bem, eu vou curtir, vou aproveitar, vou esmerilhar meus dedos em todos os instrumentos de corda que eu puder, vou esmerilhar minha língua dentro da boca que merecer minha língua, e vou dar o meu amor a quem me amar por igual, feito, ou merecimento. Minha alma (por mais idiota, hipócrita, ou cínico que soe) É de Deus. E de resto, tudo é passageiro.
Tudo que me apego some, mata, destrói-se, ou me machuca, fere, tange e mata. Estou acostumado a esta sina. Tenho ótimos amigos, cada qual com sua qualidade, e nenhum defeito; Pois, não vejo defeito em quem me atura, me aguenta, e anda do meu lado. São poucos os que se expõe, ouvem piadas, são ironizados, e chacoteados como eu. E eu ainda consigo pôr a cabeça no travesseiro e dormir. Eu já bebi feio, já vomitei por bebida, já fumei, já olhei para mulheres casadas, já fingi que rezava na igreja quando queria ir embora, e já tive expreiências com o outro sexo, e o meu sexo, tenho a rola grande, ouço Skinhead Reggae, e sou um Suedehead por nominação própria.
Como legítimo filho de Ogum, eu pego, faço, sou e vou. E só Deus me para nessa porra!. Pronto, tá aí, listo e escrito. O que vocês, na condição de "ratinhos no barco afundando" vão fazer? Me julgar, me pôr abaixo para que eu morra primeiro? Manda ver então. Porra, sou Corinthiano, tô lutando contra minhas mentiras e tô aqui, dando a cara a tapa, e vivendo cada dia  como se fosse o último. Tenho um ótimo pai, ausente, mas, ótimo. Tenho uma ótima mãe. Cada qual no seu cada qual, com suas delimitações. Tenho uma avó ótima, dura como uma rocha, que segura inúmeros rojões, e ainda sim, só agora, JUSTAMENTE AGORA, sente que seus ombros lhe pesam a vida. Mal sabe agora que é agora que tudo está ao favor dela.
Tenho uma menina bonita ao meu lado. Ela é maravilhosa, e tem uma vida corrida. Mas, vejo que é uma mulher de bem, sabe? Ela trabalha, e trabalha, e malha, e pensa, e repensa, e tem Deus no coração, e dirige muito bem, e ainda me acha bonito. Não vou encontrar ninguém como essa moça no mundo. Deus num dá asa a cobra, senão me agarrava nela, e nunca soltava. Alguns amigos, dizem que estou com ela por interesse, e comodidade. Mal sabem eles, esses moços, pobres moços, que eu sinto até vergonha de andar do lado dela, dela ter tudo isto a me oferecer, e eu ter tão pouco, ela ter tanta luz, e eu ser cada vez mais acinzentado, escuro, enegreado, entregado a algum tipo de carrasco...
Foram pancadas ao longo da vida, que me fizeram ser o que sou hoje. Se me sou ranzinza, chato, irônico, ácido, estúpido, distante, autista, surdo, ou mudo, é porque eu quero assim, e só Deus vai me mudar. Eu estou aqui, porque eu sou o daltônico que até hoje não consegue ler a cor dos resistores, eu tô aqui, porque um menino de dedos tortos nunca vai tocar violão bem. Eu tô aqui, porque um carinha da ZL nunca poderá escrever coisas bonitas para quem ama, eu tô aqui, porque eu nunca conseguiria fazer uma coleção de vinis, eu tô aqui, porque eu não teria um violão se não aprendesse a tocar a música em uma semana, eu só tô aqui, porque eu sei que Deus me ama pra caralho e me abençoa de todo o tipo de mal. E Ele, Ele eu sei, que vai Ter comigo até o fim. Se o Tiver em minha mente, corpo, espírito e coração, o resto é passageiro, é periférico. Mas, Ele me abençoa com pedras precisosas, pessoas maravilhosas, bons empregos, e dias frios e de garoa fina.
Deus, vamo fazer um trato? Cada vez que eu me sentir destruído, cê vem e abre meus olhos? Cê olha para mim e fala: Relaxa guri, isso vai ser lindo, e maravilhoso. Deus, cê vai abrir meus olhos e lembrar a mim quando eu cair no teu esquecimento? Deus, me lembra das coisas piores que já passei, e me abençoa? Me livra de todo o mal, hoje e sempre, Meu Pai? Fica comigo para toda a minha vida? Você pode me ouvir daqui do fundo do poço? Você pode me perdoar pelos erros, me pegar pela mão, me tirar do fosso de barro, e me dar a paz, Pai? Você ainda me ama? Deus, deixa ela ficar na minha vida? Tira esta solidão do meu peito tão fundo e oco?
Marvellous Titanium, é o Maravilhoso Titânio, que quando batido, refundido, soldado, e molhado, se torna mais forte que o próprio diamante. E é isso que tanto eu, quanto inúmeras outras pessoas no mundo, são hoje.

Angvs Dei, Miserere Nobis.

sábado, 27 de outubro de 2012

Jade.

Se quiser me conquistar, fale de música. Eu amo música. Fale de religião, história, e coisas que sejam harmoniosas a isso. Se quiser me conquistar, use o cabelo solto, esteja de jeans ou vestido, ou esteja como você se sinta bem. Me mostre sua confiança, e me mostre como você é, de cara limpa, e sem medo da minha reação, eu te prefiro inteiramente pela metade, do que como completa, porém vazia e derramada. Se você quiser me conquistar, fale de ti, e deixe eu pescar interesses em comum, e me fale de tuas coisas, teus anseios, devaneios, vontades e desejos. E, quando eu estiver na sua, eu vou tentar agir como um idiota. Aí sim, você vai ver que tô na sua. Por favor, apenas ria, e consinta que estou na sua, e ou chegue junto, ou espere eu te pedir para beijar.
Sim, eu peço.
Minha mãe e minha vó me deram educação  Meu sangue é mineiro, minha gana é paulistana, minha cultura é inglesa, e minha cara feia é européia. Sim, eu sou o cara da América do Sul, da Alegria, Alegria, e do inútil pranto, e inútil canto dos anjos caídos.
Deixe eu gaguejar quando eu for te pedir para te beijar. Apenas ria, me mostre seus dentes lindos e brancos como marfim e diga um lindo, sonoro, e bem baixinho: Sim. Deixe que eu enrole minha mão em teus cabelos, encoste meus lábios nos teus, te dê um beijo, dois beijos, e te faça feliz. Deixe eu continuar sendo eu mesmo, eu lhe peço, respeite isso, e deixe eu passar a mão em volta da tua cintura, e andar com você. Seje por onde for, mas, deixa eu mostrar ao mundo que hoje você é minha. Hoje e sempre, quero eu. E se estiver frio, deixe eu tirar meu casaco, e cobrir você da friagem, sereno, chuva, ou o mal que for. Eu te quero bem, te quero mais, muito bem, e muito mais que eu. Sou mais teu do que sou você.
Quando chegarmos no metrô, não se segure em nada, se segure em mim, ou, se preferir uma coisa mais sexy, boba e romântica, encoste-se em mim, e deixe eu abraçar você e beijar tua testa. Deixe que eu faça o caminho maior, com mais transferências, baldeações, e espaço de caminhada, não para sua mãe e seu pai brigar contigo, mas, para termais tempo contigo. Cada segundo é essencial, necessário, maravilhoso e cheio-de-vida ao teu lado.
Deixa eu olhar nos teus olhos, "zóinhos de jabuticaba" e te dizer como te quero, como é maneiro, e me deixa feliz que exista alguém que me faça bem no universo, alguém como você, deixa te dar mais um beijo, segurar sua cintura, e por a sua mão no bolso de trás, não porque eu quero sentir sua bunda, mas, porque eu não quero te deixar ir embora de mim. Quero teu perfume, tu'essência, teu amor, o que eu tiver direito de ganho e certeza, enfim, quero você.
E, se você quiser me amar, me ame. Faça cafuné na minha cabeça, faça sexo comigo do jeito que for melhor para nós dois, ande comigo na chuva, venha conhecer a minha bagunçada e requisitada vida, ouça comigo uma música que eu gosto, Smiths, ou um vinil do Simona, ou de quem seje, vire para mim e fale: Vamos sair para onde você quiser. Mas, quando eu te perguntar, se está tudo bem, seja sincera; Você tem que me amar, e não babar meu ovo, tampouco se sentir de saco cheio. Você tem que me completar, e não ser igual a mim.
E, isso que eu espero de mim, de ti, do universo e de Deus.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Babe (II)

Babe, os ventos sopram. E não importa aonde estejamos, eles sermpre irão correr - contra ou ao nosso favor. Babe, se quiseredes saber, eu também gosto de você; E amo você. Sinto tua falta, e preciso te ver. Quero sentir o cheiro do seu cabelo, seu floratta entupindo meu nariz de vida,quero seus olhos fitando os meus, sua cintura arrodeada pelos meus braços, e nós dois se abraçando para nunca mais ter fim. Eu beijo tua boca, nuca, pescoço, te mordo, mas, daquele leve jeito, que só nós dois sabemos. Babe, me encontra no meio da rua, eu estou esperando para ser teu.
Babe, eu não quero ter medo do futuro, porque foi no futuro que eu te achei. Leia meu attento. Eu vivo ocupado, morro por horas, mas, em todas as horas, e no meu tempo vago prometo lhe estar contigo, e ser teu. Em qualquer problema, qualquer desavença que rolar, por favor, não te fiques quieta. Chama-me, e em dois tempos estarei contigo.
Babe, nada é cedo demais, nem rápido. O que acontece, é o traçado que fizemos para chegar até aqui. Babe, eu preciso de você, não me apego fácil, mas sou dependente de ti agora, e de certo modo vi e sei que encaixas perfeitamente em mim, e na minha vida. Babe, me perdoe, mas, estou amando você. Sua voz, riso, escrita, palavras, gestos, sussurros, urros e corpo. Eu guardei em minha mente, e o feelin' do momento, eu guardo no meu coração.
Eu estava só, mas muito bem acompanhado de ti. Babe...Eu quero estar apenas com você no dia em que tudo fizer sentido, e no seu infinito, ser o único - Como o cowboy solitário cruzando o deserto do Arizona, ou como quem anda de Pernanbuco até Aparecida do Norte, só para pagar uma promessa.
Babe, obrigado por existir, e estar em mim, e por mim.

sábado, 31 de março de 2012

Outonesa & Afins.

Eu vou nascer por você. A cada raio de Sol, a cada segundo em que o Sol tentar se pôr sem a minha permissão, a cada segredo velado no sacrário de um altar, eu irei ser teu escudo e tua espada, lançarete e pendão, tua flâmula e tua armadura, estarei armado, e contigo luaterei o bom combate, e viverei a vida justa contigo.
Se a ferida se abrir, aplique-me n'Ela, em três quartos de tempo, eu estarei a salvo, pois estarei em ti, e tu estás a salvo, pois tu está em cura por mim. Quando não tiverdes o que vestir, vinde-te-inga até mim, e eu lhe fornecerei trigueiros, frismos, e linhos, para enfeitear teu corpo, adornar os cravelhos de teu dorso, nuca, costas, ouvidos, orelhas, pés, calcanheiro, tornozelos, cintura e seios. Serei teu abraço, o teu íntimo, o único a entrar em você, o primeiro, o único, e o último, gostaria de estar em teu meio, de lhe encher de beijos, acariciar seu ventre seco, aprumar em tua auréa, circular tua auréola com a ponta de meu dedo, e sentir tua carne na minha alma, e minha alma entre tuas carnes.
Serei a última estrela na manhã, e a primeira constelação da noite. Eu serei teu firmamento, e teu confinamento, serei o Céu, o Clarão, os tiros, trilhos, portas, casas, ferros, cadeados, e tudo aquilo que prenda ou te deixe longe do Sacro sabor do mal, da maldade do caos, e da forte dor e depressão que abate quem se é bem, bom e vivo. Que quando a morte avinhar, e tudo se estourar, que eu esteja perto o bastante para te proteger, ou esteja em você, para que nada te atinja, ou lhe faça mal: Afinal, quando lhe dei meu coração, lhe dei minha vida, Morena. Por isso rogo-te para que os dias que correm, sejam mais densos e penestrosos quando eu os estiver contigo, porque ter e estar com você é algo douradouro, para toda a vida, e ter-se contigo, é a coisa mais bela que se tem na face da terra. Ter você, é ter o tudo, e mais além.
Espero você, para me completar, me fazer feliz, esperar a cada dia de Sol e chuva, para que tudo seja altamente eterno, terreno e além-terra, ser extra-terrestre. Que o mundo, a galáxia e as estrelas sejam apenas o mínimo para o nosso infinito. Que não se haja em fim, que Saturno, seja apenas uma mostra de que Deus é perfeito em suas criações, mas você, é mais bela que todas as outras. Eu amo você, e não sei viver um segundo sem ti, ou o teu amor.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Os Dias De Bravura Dos Heróis Da Capadócia Negra.

Há tempos atrás era frio de novo. E eu vi que isso era bom em primeira estância; Pois, assim poderia dormir agarrado em você, e esquentando seus pés, ante uma madrugada de, sei lá, 6, 4 graus...E vi que me era bom o frio pois poderia notar como sou um "Dínamo Vivo" e se encostaria cada vez mais em mim para se esquentar e Amorenar meu ser.
Nós somos apenas uma semente, que alguém um dia plantou, e um dia imaginou que estaríamos aqui, então, venha se aflorar comigo, para que nossas sementes quando se ajuntarem, sejam arvores que dêem frutos melhores que os nossos - frutos esses - E que batalhemos, a cada dia, a cada briga, a cada "...Eu não quero falar com você.", a cada caixa postal nos ouvidos, e a cada beijo de redenção, o Amor vença cada vez mais, e que nós estejamos juntos na Concha dos Dias, uma barca aonde só nós podemos nadar.
Esteja comigo, por denfronte e atrás, e eu estarei ao teu redor, defendendo-te e cuidando de você, te botando nos meus braços, e deitando você na cama, eu farei você perder o ar, cada dia mais e mais, e me esmirilhar de um jeito tao forte em você, que nós dois não veremos estrelas; Mas sim constelações. Quero, nos dias frios ser o teu cobertor preto, o mais quente do teu armario, o cachecol mais agradável, e ter cada vez mais você do meu lado, até que o fim esteja próximo.
Eu espero a cada dia que se passa, ter você sempre comigo, mais do que a tatuagem no tornozelo, mais sim bem viva e me beijando. Tudo é muito pesado, muito forte e muito único Minha Morena. Por favor, me prometa que tudo ainda vai continuar igual se eu dormir e acordar, eu tenho medo de perder os momentos mais importantes, eu tenho medo do chá queimar minha língua, e medo maior que todos, de morrer sem ser nos teus braços. Isso seria a pior das mortes.

domingo, 5 de junho de 2011

Fim De Noite.

Eu irei agradecer a Deus por todos os dias com você, Meu Amor.
E nessas linhas torvas, como o escritor torvo que lhe escreve, digo que a noite de domingo fede a merda, assim como é este cheiro até sexta-feira depois do expediente, pois logo depois irei me esconder, aonde ninguém conhece, irei estar preso, na "jaula" aonde me faço livre, e estarei te esperando para me poder competar.
Hoje, sinto-me afávelmente livre, de qualquer mal que possa me acostar ou encostar, pois quando estou contigo me lavo de todo mal, e sinto que há somente o bem, porque, em tua presença Morena, vejo que Deus está mais perto do que nunca de mim, e que Seu amor por nós é tão grande, que nosso amor há de durar umas quatro eternidades (Ou mais...); Seremos infinitamente grandes, e excelentes amantes debaixo dos lençóis e colchas e edredons (da noite) e de nossa cama; Na mesa de nossa cozinha tem tabaco e café.
Misericórdia de Nós, Doce Mãe Da Cor e de todo e qualquer Som, peço-lhe, como quem te ama não como mulher, mas como Mãe, a piedade sobre mim, e sobre quem está do meu lado/nosso lado/Vosso lado, vencendo na vida, se espremendo em trens, vivendo essa vida por viver e esquecendo tudo o que possa nos fazer bem perto da pobreza, e se iludindo com a maldade disfarçada por ouro e diamente no olho do nó dos ricos, Mãe Da Sinfonia De Paz, olha por nós.
Morena, amor meu tu és, Rosa Amada dos Meus Dias. Guarda-me em teus braços por um segundo, no segundo de Deus, e deixa que eu morra sutilemente como as rosas que lhe dei; Para assim eu poder viver mais feliz, o que me resta de viver, com você.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Morena/O Beijo Que Te Dei.

Eu posso morrer por você.
Louvada seja Você; Morena Minha elizabeth, Mulher linda e perfeita, que só perde para a Perfeita Mãe feita de amor do ventre ditoso de Ana, Você, Morena, que foste guardada na mão da Mãe da Candeia, e foste nas voltas da vida, entregada a mim, no ventre seco e virgem, se velou o nosso amor, e na fecundação santa, veio cada um de nós em busca de algo; Logo nos achamos, e logo estamos aqui. Eu por você; Você por mim.
E, assim cumpriria minha missão nessa terra, que é cuidar e amar, e rezar por você. Sério! Hoje eu descobri que todo o universo conspira em me fazer sentir teu cheiro, beijar tua boca, provar do teu amor, e dar-te a Rosa dos Meus Dias. Dobár Dân; Lakui Nóc. Muito prazer; Eu sou o Teu Menino, fui feito por Deus sob medida para te fazer rir, chorar, sentir amor e ódio; Fazendo com que você se case comigo, tenha filhos, uma vida estável, e café na cama e o que mais vier, posso ser seu ombro amigo, ou companheiro de lutas, costas-a-costas, lutando contra o cerco que tentar nos fechar.
Eu serei o cara, que estará afrente do que possa acontecer, se você preferir. Posso ser o cara que arrota durante um jantar de gala, e dança com a lagosta dentro da camisa, só para chocar os granfinos filhosdeumaputa, e para te fazer rir. Eu cortaria um braço meu para te fazer rir; Daria meu sangue, para Shiva fazer rios, corredeira lagos e Açudes, para poder aguar do Céu a chuva pra te molhar, estragar sua chapinha, e te sentir. Muito prazer, Eu nasci para te amar, e quando o Sol cair entre as araucárias, e tudo ficar laranja, eu vou te levar um cobertor, para embaixo da árvore eu te mostrar o Céu estrelado que um dia eu aprendi a ler, e n'Ele por Deus eu vi, e por Deus eu deixei de ser, e n'Ele eu escrevi - como se pudesse saber - A nossa doce história e aquele selinho tímido que eu te dei.
Me esconda em você, dentro de você, e no calor dos seus seios que eu ache a fórmula certa para nunca perder o nosso "começo de namoro", nosso melhor momento (sempre), e que eu sempre consiga te surpreender mais, assim como sempre se renova, inova, e se transforma por mim, me esconda entre seus braços para que eu fique protegido de toda e qualquer maldição que vnha da boca do inferno, ou de quem sabe só fazer a má previsão, me esconda em teus olhos, para que eu possa dentreo de tua Alma, denfender tudo o que nos faça mal, e entre outras parte por menores, eu me esconda somente para diversão, procriação, e satisfação do Masculinismo. (Isso se você quiser...)
E naquela rua estranha, todo mundo um dia irá saber, que o beijo que eu te dei, não fez barulho e não me fez te esquecer, quando nós voltarmos tarde da rua, e entrarmos na porta da sua casa, quando a fechadura estralar, os caras do lado de fora, logo irão comentar como eu tenho sorte, em ter uma garota tão gostosa assim, mas, ninguém saberá que na verdade, que quem conquistou quem, foi você que arrodeou eu.

domingo, 29 de maio de 2011

Sob A Cama.

Escondo-me;
Em seus braços, colo, e riso
Logo, eu estou em você;
Me guarando de qualquer mal.
Logo eu me encaixarei em você;
Deixando entre nós um vácuo;
De súbito, seremos apenas um,
enquanto nos restar amor,
enquão tivermos forças,
e o Céu colidir com o Ar.
Estaremos unidos, em horas;
Minutos;
Segundos.
Um vento irá correr, pegue um cobertor,
logo, o vento não irá incomodar mais,
e a meia poderá ser tirada,
os nossos pés se aquecerão;
Assim como faziam nossos antigos, sob o Outono.
Você, vem para mim de cara limpa,
sem pó, lápis, ou hálito algum, vem você.
E eu, lhe aceito como é, e tenho nesse segundo,
a exatacerteza que você é, e sempre será,
mais linda assim, do que com seus aparatos.
Seus olhos brancos, com uma jaboticaba,
apertados, meio-indico, meio-oriental,
sua cintura fica, acabada em pernas e pés
mais acima fica o meu parque de diversões.
E tudo isso é só uma consequência do Amor,
que vem de Mim para Você, Meu Amor.



quarta-feira, 27 de abril de 2011

Echoes.

E você, cale essa maldita boca cheia de dentes brancos.

...Óbviamente, você não vai entender, você nunca entendeu mesmo.
Eu estranho o toque de minha mão com peças maciças, seja qual for o material, me faz sentir inano, morto e débil. Louvado Seja Cristo, é só um formigamento. Os dias, quando me quero bem passam rápido, quando caio em desgraça, demoram-se a ir, e quando me sinto no fio da navalha, sentindo o metálico gosto da afiada entrando entre as células de minha pele, aí sim, Deus me testa, e me ensina a ter perseverança.
Imagine uma pessoa. Ponha todo o seu melhor n'Ela, invista.
A use, desuse, ria com ela, a ame, faça-a sentir o vento, leve-a até os seus lugares, e vá com ela aos lugares d'Ela, respeite a história, mesmo a vos odiando, tenha senso, use todo teu arsenal de palavras, como se lhe fosse a última conversa, tenha medo, chore, arrependa-se de algo que você saiba, que lá no fundinho machuca essa pessoa, e como Deus toca - e há de tocar - em vosso coração, ligue as qualquer horas de qualquer dia e lhe diga:
-Me perdoa, vem pra mim.
E que essa pessoa, tomada pelo amor sacro que nunca morre, vá até você, e vocês dois se abracem no meio de qualquer lugar, e dêem um beijo que faça até estrondo no Céu de Anjos e Nuvens. Que o dia, não nos seja tomado pela dor, e notícias ruins, mas com o aprendizado, e fé em dias melhores, como sempre são. Eu estarei do seu lado, mesmo você não estando do meu, e sei que se eu cair do barco, há ao menos dois de me resgatar, agindo Deus, quem impedirá? As linhas vodús; Ou o Dragão da maldade, há longo derrotado por São Jorge Guerreiro?
Estamos - há tempos - em uma era de milagres, achamos que está perto, mas está longe o Dragão, pois o Guerreiro logo está conosco, e a princesa já foi salva, e se encontra nos braços de seu amor. Os sonhos são realidade, e o mundo gira com coragem o suficiente de trabalhar ao dobro, sem perguntar aos seus moradores se encaram essa jornada. Pobres estão ficando ricos, e ricos tomando ciência da vida que tem, e mudando os atos da peça; Povos caem, colidem e se recriam, e assim o mundo fica forte, e tudo fica como deve ser.
Você quer me ter? Olhe na praia, a água batendo na areia, olhe as nuvens ralas desafiando o Céu, olhe o gato subindo o pombal, olhe o santo parado na fachada da igreja da Sé, olhe a mim, que tento, tento, tento e mudo poucas - e definitivas - vezes, para vencer e conquistar mais; Assim como olho a você, e tiro fôlego para caminhar muito mais (Você nem sabe, mas já houveram noites em que nem dormi, pensando em continuar a caminhar, ou se rastejar como um verme); Espero que a minha função no mundo, seja exatamente o que pretendo ser, assim cumpro o que tenho que ser, asism como todos os 150 seres do vagão apertado do metrô também. Assim, caminharemos melhor, e sem arrastar a bolsa de ninguém.
Há predios cinzas, e ninguém se preocupa com isso, há prédios cinzas, e eu amo muito isso, as pessoas passam, alinhadas, e correm, e eu vivo, deixando o ritmo rápido dos meus passos inóspitos, deixarem para trás meus pensamentos ruins, meus medos sobre perder você, sobre você desistir um dia do meu amor, e eu cair na vala comum do mundo, e ser mais um zumbi progamado a ganhar dinheiro, se se foder nas mãos dos homens de marrom.
Você é Minha Morena, a Rosa dos meus dias, Lírio cheiroso e semigual, sândalo com cheiro de paz, vento que carrega a pipa vermelha ao céu, és o segredo contado ao pé do ouvido, nosso beijo mais secreto e sacro, o beijo dado entre as árvores do campo, o pôr-do-Sol e a Lua Cheia em ascensão ao Céu, o abraço apertado, o riso e o beijo inocento e molhado de água que cai do chuveiro, o nosso segredo de um ano e tantas, e um carinho com cafuné maneiro e que me condi de todo o mal, Amém. É o Beta e Psi, velado entre-dedos e amor dentro do Alfa & Omega. Dentre tantas milhões, foste tu, Elizabeth, que me dominou com seu jeito mandão, e fuderoso, e gostoso, com seus olhos negros e densos, e sua cintura tão gostosa, e aquelas coisas maneiras que eu não posso dizer, que me faz ser teu. Sou teu cordeiro, armado e pronto ao sacríficio, toma-me aos teu braços, sou teu. Sou o melhor momento nosso, e sou o caos em maestria, sou o tudo, e o nada. Por você.
E se você quiser falar de amor, por favor, deixe-me então falar de você Doce Morena.


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Sobre o Companherismo.

O Sol poente da noite logo se antevém, e nos trás a noite fria, e com cara de chuva, o vento bate em meu rosto, e agora agradeço a Deus por tudo.
Será que você ainda pensa em mim ? As flores, os beijos, esse vento de Iansã que arrodeia é o mesmo da Morena que está comigo ? Eparreia-se, fecha em nove, contrapasso, torna-se a abrir.
Gostaria eu de poder te dar esse escrito e você perceber então de tudo o que falo: "Libertar meu sentimento dessas letras", e, ao fim, ver do que falo e digo a você.
Você irá ler e não irá dizer absolutamente nada, e nem irá se tocar que é com você que falo, e se eu te dar e pedir um sinal, implorando para que você me mostre e prove que leu, você o faria ?
Por favor, em nome de Deus, me surpreenda e o faça. Eu preciso de você e de coisas tão essenciais quanto clichês.
Eu, só preicos, de você.
E, tantaas vezes meninas te odeiam, por motivos óbvios, e sei eu que é muito e tanto para mim, e que és cobiçada a dentes duros, se você se importa comigo, ligue agora, e me diga o que quero ouvir, desabrocha esse feelin'.
Talvez, eu esteja só e precise muito de você, sabia ? Eu Amo Você, e sempre te esperei, é horrível se tomarem minha vez. Mas, posso esperar inda mais, se ainda valer como vale o dobro d'Agora.
VOcê era/é o meu destino.
Só peço, que não me negue quando o galo cantar, senão a minha fascínora de luto será a de guerra e dor, por não te ter comigo.
Fica em paz Morena.

domingo, 19 de setembro de 2010

Muitas Vezes Antes...

Ele morreu ontem junto com a imagem do Santo, e ele o protegeu de um mal, sua face poderia estar bem rasgada, mas, uma faca o perfurou; Este foi o seu destino.
Você, tolamente brinca com o perigo e faz pergntas idiotas em demanda, reza por sangue e sinais que comprovem o facto, mas, se esqeuce que o mundo é irreal e bizzaro, seu filho ainda não veio, este é o teu destino. Facas e lanças não quebram quem é rezado, e nem quem tem fé no seu amanhã, o seu bocadinho mais, é abençoado pelas multidões cheias de boas intenções.
De tanta saudade morri e revivi, e nos teus lábios me fiz poeta, santo louco ou mártir. De ter seu sorriso ganhei um beijo de Deus, vi um trem de ferro correndo solto pelas cordilehrias e candeias dos postes antigos, dentre as cerrações e neblinas, a ilusão d'Outro alguém não se dá presente para a Virginiana de 4 de Setembro. É apenas eu'Ela. Vem comigo correr por essa vida aventureira e ouvir o som d'Uma onda quando rebenta na pedra do mar, hoje é só eu e você.
Nas janelas iluminadas por uma lanterna de pouca luz, e o teu corpo colado ao meu no suor da batida do coração incandescente, depois de um beijo atimidado, intimado por um de nós dois, vejamos de nós nossa história, nosso abraço tímido, nosso selinho, seu cabelo azul e tudo aquilo que não nos tem, mas nos deu força para ser o que somos. E mesmo que não se tenha dado algo mais, de um jeito temos amor. Eu Amo Você.