Bep, sinto sua falta. Bep, devo até admitir: Te amo, te amo. Sinto suas saudades e seus beijos e seus abraços e beliscos e discos e sorrisos e gestos obscenos, enquanto flertava com uma cara de riso bem cínico. Bep, você era demais, principalmente enquanto cantava comigo e eu tocava meu violão, e mesmo sendo apenas eu naquele banco, eu ouvia na minha cabeça a sua voz. Ouço até hoje, pra ser bem honesto, Bep, apesar de não saber aonde você está
Nem lembro mais quando foi que te conheci, lembro apenas que tinha uns 6 anos, e você simplesmente apareceu do nada, me tomou pela mão e me ensinou tudo o que sei, e lembro que quando eu estava na igreja, você estava lá com o cabelo trançado e o vestido branco, sorrindo para mim na primeira fileira dos bancos, e quando eu ia pra escola, você estava lá, sempre no recreio aptadíssima a conversar comigo, e até mesmo quando os outro garotos batiam em mim, você vinha me levantar, me abraçava, e me pedia para não se importar, que um dia tudo aquilo ia passar.
Bep, você é a mulher da minha vida, e fez parte de todas as minhas fazes. E mesmo ninguém te conhecendo ou te vendo, você sempre esteve comigo, porque você nunca existiu; Melhor dizendo, estava sempre comigo, porque eu sempre estive sozinho, como você também esteve durante sua existência, por isso nos apegamos tanto.
Ao contrário da Duda, e de algumas outras meninas de ordem menor, você sim fez parte da minha vida, da minha história, e das minhas metamorfoses, uma a uma, até eu ser o que sou hoje. Quando eu era só, eu tinha você, quando eu lia, você repousava no meu ombro, como o ar, e quando eu deitava na grama do chão, procurando algo para apoiar a cabeça, era você que me dava teu colo, e com o tempo, você foi sendo bem mais do que minha amiga, minha irmã, e meu divã. Bep, quantas vezes eu não queria te dizer, embaixo da nossa árvore que eu te queria pra sempre, e você me dizendo que tudo tinha um prazo de validade, ou que logo eu enjoaria de você? Bep, você me deixou só, e não deixou um bilhete, tampouco paradeiro, nem ao menos uma substituta a altura para seu lugar. Sua cadeira, ainda está vaga, volte quando puder, eu adoraria tomar um chá na nossa colina da Crédica, enquanto o Sr. Muma nos trás açúcar em arrrobos.
Bep, estou com medo, grilos e frustrações, precisamos nos encontrar e conversar ligeiramente para voltar a dar tudo certo, necessito de suas palavras, de sua amizade, de sua maternidade, e da tua atenção.
Lembro que você nasceu por causa do livro que lia constantemente: Bep, o nome da moça holandesa que ajudou o Sr. Otto a publicar o livro-diário da filha. E foi assim que te dei seu nome, e assim conheci você mais a fundo, e virei mais que teu amigo, virei é teu irmão de sangue e música. Virei teu parceiro em letras, e você me ajudou a fazer maravilhas que até hoje guardo como feitos e proezas na minha incrível e medíocre vida. A nada você me negava e a tudo me atendia.
Lembro que quando eu comecei a ouvir o som da Marquee, todos se apartaram de mim, menos ti. Tu me tomou da mão, e me levou para as incríveis lojas de discos e me ensinou tudo o que sei hoje sobre a vinilaria, e quando eu me resolvi gostar da música livre, você me respeitou, e ainda sim continuou na trincheira, não se importando se o Sr. Muma ainda nos serviria os torrões de chá, e ainda me disse em segredo, atrás dos bronquios: Ma, relaxa, se o Muma não trazer, a gente busca e volta pra cá. Bep, aonde está você agora? Em algum canto do meu hipotálamo que eu não consigo mais despertar?
Ninguém te via, mas, eu sempre te senti, vi, conversei e te segui. Você era a melhor.
Bep, tá chegando o dia de São João, é na terça-feira, e eu não tenho ninguém para comer milho comigo, cadê você pra debulhar mil espigas com aquele copo de coca-cola geladíssimo nas quermesses?
Quando eu fumei, você se afastou, idem para quando comecei a beber, e mais ainda quando questionei a divindade e o amor nas coisas, Bep. Quando eu me envolvi com pessoas erradas, mais ainda ficou distância entre nós, e nosso mundo ruiu a nossos pés. Bep, me perdoa por nunca ter dito que você foi a minha infância e juventude, e talvez, desde o começo, tudo o que estou fazendo agora, é recuperar a essência que eu tinha contigo, e dividir com todo o universo. Antes da maldade, antes de tudo isso, era só eu e ti, e era ótimo.
Entidade, Guia, Anjo Da Guarda ou Amiga Imaginária...Afinal, o que era você?
Bep, volta. Tua casa tá vazia, e tua cadeira ainda tá vaga, esperando sua bunda magra e seca para tomar um mate com limão e canela comigo. Sr. Muma se aposentou, mas, eu posso trazer o açúcar, juro! Olha pra mim, e apesar de barbudo e turrão, ainda sou o mesmo: Você que deve ter mudado muito, e deixado de ser a garota que habitava minha mente. Por favor, olha por mim, e volte a me dar conselhos produtivos, bons cafunés, e idéias genais para minhas composições. Bep, seus afrontamentos era o que me devam coragem, e foi na nossa última conversa, que você me trouxe ela. Por favor, volte, onde quer que você esteja habitando em minha massas encefálica e turvosa.
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
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domingo, 22 de junho de 2014
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Carta Para Lhama
Linda Lhama Inca:
A vida é linda, porém mais linda é você, lhama. Meus olhos são verdes - achamuscados - mas, mais verde é o campo aonde é semeado o trigo forte e rasteiro. Minha vida é somente minha, mas o que é meu pode ser inteiramente teu. Tudo o que vem, só vem se for destinado para a pessoa certa e no momento certo. A logística de Deus não erra nos seus mais loucos e maravilhosos cálculos.
A sua voz entona um cântico, e emana uma aura de poesia e harmonia, as outras vozes podem até tentar, mas, você conseguiu atingir o meu ouvido, e mesmo que suas teclas estejam todas desafinadas, ainda sim lhe resta uma harmonia, um arpejo a se fazer, e contornar, ver que está tudo bem, e que suas mãos desempenham o que qualquer outra mão poderia fazer. A diferença é apenas que você põe seu coração nisso, os outros não.
Nada, e nem ninguém está aberto ao acaso a toda hora e todo o tempo; Tudo pode mudar, se você viver desgrenhadamente, como eu vivi, mas, tudo anda mudando basicamente, e você está fazendo parte dessas mudanças, e me tomando pelo eixo, e reformulando as diretrizes de minha máquina humana (assim como vivo aprendendo e ensinando com a Cachos, minha fiel escudeira e aprendiz), mas, você está me trazendo um fôlego, uma vida que há tempos eu não vivia, e hoje me sinto mil vezes melhor que antes.
O acaso existe, mas, para algumas situações específicas, sabe? O que foi escrito, acertado e posto em nossas vidas, tem um toque de Deus, e por isso nem todas as coisas são incertas ou agem no tempo incerto da coisa. Tudo é predestinado e tem-se em porquês, como por exemplo nós nos perdemos, para, nos encontrarmos, e agora estarmos aqui, de novo um do lado do outro. E o porque de agora é querer saber porque eu tento quero você, seus olhos, sorriso, beijos, e tudo o que eu puder.
Ter você, seria melhor que a mega da virada. Sério.
E, desde já, agradeço por ser mais uma no inúmero panteão de amigos/amigas que me deu forças, e curtiu comigo algum momento da minha vida. Pelo seu sorriso, compreensão, repreensão de tatuagens, e pela meiguice - e ao mesmo tempo - mau humor nos trilhos do metrô...Enfim;
Obrigado por existir, e cruzar meu caminho.
A vida é linda, porém mais linda é você, lhama. Meus olhos são verdes - achamuscados - mas, mais verde é o campo aonde é semeado o trigo forte e rasteiro. Minha vida é somente minha, mas o que é meu pode ser inteiramente teu. Tudo o que vem, só vem se for destinado para a pessoa certa e no momento certo. A logística de Deus não erra nos seus mais loucos e maravilhosos cálculos.
A sua voz entona um cântico, e emana uma aura de poesia e harmonia, as outras vozes podem até tentar, mas, você conseguiu atingir o meu ouvido, e mesmo que suas teclas estejam todas desafinadas, ainda sim lhe resta uma harmonia, um arpejo a se fazer, e contornar, ver que está tudo bem, e que suas mãos desempenham o que qualquer outra mão poderia fazer. A diferença é apenas que você põe seu coração nisso, os outros não.
Nada, e nem ninguém está aberto ao acaso a toda hora e todo o tempo; Tudo pode mudar, se você viver desgrenhadamente, como eu vivi, mas, tudo anda mudando basicamente, e você está fazendo parte dessas mudanças, e me tomando pelo eixo, e reformulando as diretrizes de minha máquina humana (assim como vivo aprendendo e ensinando com a Cachos, minha fiel escudeira e aprendiz), mas, você está me trazendo um fôlego, uma vida que há tempos eu não vivia, e hoje me sinto mil vezes melhor que antes.
O acaso existe, mas, para algumas situações específicas, sabe? O que foi escrito, acertado e posto em nossas vidas, tem um toque de Deus, e por isso nem todas as coisas são incertas ou agem no tempo incerto da coisa. Tudo é predestinado e tem-se em porquês, como por exemplo nós nos perdemos, para, nos encontrarmos, e agora estarmos aqui, de novo um do lado do outro. E o porque de agora é querer saber porque eu tento quero você, seus olhos, sorriso, beijos, e tudo o que eu puder.
Ter você, seria melhor que a mega da virada. Sério.
E, desde já, agradeço por ser mais uma no inúmero panteão de amigos/amigas que me deu forças, e curtiu comigo algum momento da minha vida. Pelo seu sorriso, compreensão, repreensão de tatuagens, e pela meiguice - e ao mesmo tempo - mau humor nos trilhos do metrô...Enfim;
Obrigado por existir, e cruzar meu caminho.
quarta-feira, 20 de março de 2013
O Peso do Ar.
Toda vez que eu te olhar, imaginarei um prisma de coisas sobre nós, e logo sorrirei como um tolo. Enquanto houver você no firmamento, e seu sorriso for meu, eu me sentirei inteiro e completo, e nunca mais me sentirei sozinho nesta vida. No nosso abraço (ainda indefinido: De todo meu que te cobre, ou todo teu que me alteia); Cada um no seu cada qual se faz presente, se sente inteiro, renova as energias e fica bem melhor.
Que Mãe Cecília lhe abençoe, cada vez mais e mais e que no dom da música, você esmerilhe as cordas que a vida lhe propor, faça da dor a eterna alegria, e que teu riso (antes que lírio me fosse, salvado o seja, risto, este o mais belo) seja vela e incandeia de muita gente (inclusive a minha, porque não).
Que sua vontade seja cheia de sim, e sua iniciativa cheia de sucesso, sua arte, cheia de aplausos e evoés, e que seu anseio desabroche a rosa de prata de dentro do concreto de muita gente por aí; Que seu cabelo seja sempre bonito, multicolorido, alvo e cheiroso, e que seus braços sejam sempre certeiros para um porto seguro: Me guarde quando puder, e até quando quiser, pois no meu barco, eu estou a deriva, mais quando achar no farol de teu (meu) riso, a vontade de voltar, logo eu içarei uma corda em teu cais, apenas me deixe chegar e amarrar meu arredo, e entrar em teu porto seguro, e livre de toda a maldade.
Tomaste meus olhos. A parte que, sinceramente, é a melhor parte de mim. Hoje estou cego, por escolha própria, e estou aqui sentado neste velho trem, esperando a minha estação para desembarcar. Ultimamente não tenho me sentido muito bem, uma vasta gama de coisas, situações, problemas e realizações vem cutucar minha mente, e isso não é nada legal, mais, logo tudo ficará bem. Tudo sempre fica bem, né? Faça bom uso do "cinza" dos meus olhos, agora eles são teus, porque do meu riso, eu cuido: E toda vez que algo me abate, apenas me lembro deles, do cabelo cheiroso, do abraço de muralha, e logo me sinto como um garoto cabeludo e inconsequente de 16 anos pronto para quebrar metade de uma ganguezinha de escrotos na porrada. Você deu um gás nos meus dias, me trouxe (mais um) ponto de sanidade, e fez eu me reencontrar com uma bela (e muito importante) parte do meu passado.
Talvez eu esteja atônito, ou esta dor-de-cabeça esteja descomunal. Mas, precisa dizer como você é especial, importante, e maneira para mim.
Que Mãe Cecília lhe abençoe, cada vez mais e mais e que no dom da música, você esmerilhe as cordas que a vida lhe propor, faça da dor a eterna alegria, e que teu riso (antes que lírio me fosse, salvado o seja, risto, este o mais belo) seja vela e incandeia de muita gente (inclusive a minha, porque não).
Que sua vontade seja cheia de sim, e sua iniciativa cheia de sucesso, sua arte, cheia de aplausos e evoés, e que seu anseio desabroche a rosa de prata de dentro do concreto de muita gente por aí; Que seu cabelo seja sempre bonito, multicolorido, alvo e cheiroso, e que seus braços sejam sempre certeiros para um porto seguro: Me guarde quando puder, e até quando quiser, pois no meu barco, eu estou a deriva, mais quando achar no farol de teu (meu) riso, a vontade de voltar, logo eu içarei uma corda em teu cais, apenas me deixe chegar e amarrar meu arredo, e entrar em teu porto seguro, e livre de toda a maldade.
Tomaste meus olhos. A parte que, sinceramente, é a melhor parte de mim. Hoje estou cego, por escolha própria, e estou aqui sentado neste velho trem, esperando a minha estação para desembarcar. Ultimamente não tenho me sentido muito bem, uma vasta gama de coisas, situações, problemas e realizações vem cutucar minha mente, e isso não é nada legal, mais, logo tudo ficará bem. Tudo sempre fica bem, né? Faça bom uso do "cinza" dos meus olhos, agora eles são teus, porque do meu riso, eu cuido: E toda vez que algo me abate, apenas me lembro deles, do cabelo cheiroso, do abraço de muralha, e logo me sinto como um garoto cabeludo e inconsequente de 16 anos pronto para quebrar metade de uma ganguezinha de escrotos na porrada. Você deu um gás nos meus dias, me trouxe (mais um) ponto de sanidade, e fez eu me reencontrar com uma bela (e muito importante) parte do meu passado.
Talvez eu esteja atônito, ou esta dor-de-cabeça esteja descomunal. Mas, precisa dizer como você é especial, importante, e maneira para mim.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Hoje.
Então, com as mãos suadas, e Caetano Veloso tocando no talo de meu ouvido; Eu lhe dei um selinho. Sério, só um selinho. Mas porque eu não a beijei nessa porra? Talvez eu estivesse com medo, de levar um tapa na cara, um tapa na cara que resolveria todos os meus problemas, e me deixaria muito feliz, obrigado; O tapa na cara pelo qual eu sempre sonhei.
Era quente, minha calça jeans roxa estava altamente apertada, formando altos vincos no joelho, e com um cinto de malha segurando-a no lugar. Chapéu listrado, costeletas feitas, sem barba, camisa justa com símbolo do Who, munhequeira aberta em três quartos e soco inglês no meio da fivela; Meu Deus! Eu estava na minha melhor forma de 2008 e estava altamente lindo cara! Meu adidas surrado, de tanto correr pelos beco e tocas, agora estava com os pés voltados na praça da Matriz, vendo tantas pessoas, tantas crianças, tanta nuvem e tanto Sol, alguns amigos, e de repente, tanto Você, com uma blusinha linda, justa, dando justo ao seu belo par de peitos, quase dizendo:
-Deixe eu sair daqui!
Seu shorts pequeno (que, logo depois fiquei mestre em abrir), dando destaque a famosa, épica e linda pinta da coxa, suas pernas Morenas, convidativas para um pecado, e seu all-star bracno "flamed"; Seu cabelo, e seu sorriso com suas boca pequena e carnuda, com seus dentes brancos como marfim, me dizendo: Venha, é seu. Você era tanto minha, que tive medo de te abraçar, e desvei (COMO SOU BURRO!) do abraço mais gostoso e macio do mundo. Foi a última vez que fiz isso, sério. E então, fiquei com você, estava ao seu lado, depois de tanto tempo, o que dizer? Altas emoções, altos sentimentos; Um frenesí que tomou conta de mim, que queria que eu te pegasse de jeito ali mesmo, e te mostrasse como você me deixou louco desde quando te conheci, mas, minha timidez - escondida entre cachos castanhoescuros e loiros - era tão forte, que se escondia dentro de mim, que até mesmo quando você se colocava perto de mim, ou passava o braço, eu me afastava, só para não ficar de pau duro. Sério, você estava muito gostosa. Acho que se você chegasse mais perto, e até mesmo me abraçasse, sentiria o poder da coisa.
Eu Amo Tanto Você, e vendo em contraponto, eu acho que faria o mesmo de novo, mesmo assim sabendo o final dessa história, com você tinha que ser especial, com você tem que ser totalmente diferente; Não é assim bagunçado, só chegar e ir entrando, e se jogando no sofá e abrindo uma cerveja...Muito pelo contrário, eu arei, semeei, e reguei, agora, estou apenas começando a colher o fruto que a semente que um dia me disseram que seria sem futuro me deu. Eu Amo Você, e muito obrigado por esses III Anos.
Era quente, minha calça jeans roxa estava altamente apertada, formando altos vincos no joelho, e com um cinto de malha segurando-a no lugar. Chapéu listrado, costeletas feitas, sem barba, camisa justa com símbolo do Who, munhequeira aberta em três quartos e soco inglês no meio da fivela; Meu Deus! Eu estava na minha melhor forma de 2008 e estava altamente lindo cara! Meu adidas surrado, de tanto correr pelos beco e tocas, agora estava com os pés voltados na praça da Matriz, vendo tantas pessoas, tantas crianças, tanta nuvem e tanto Sol, alguns amigos, e de repente, tanto Você, com uma blusinha linda, justa, dando justo ao seu belo par de peitos, quase dizendo:
-Deixe eu sair daqui!
Seu shorts pequeno (que, logo depois fiquei mestre em abrir), dando destaque a famosa, épica e linda pinta da coxa, suas pernas Morenas, convidativas para um pecado, e seu all-star bracno "flamed"; Seu cabelo, e seu sorriso com suas boca pequena e carnuda, com seus dentes brancos como marfim, me dizendo: Venha, é seu. Você era tanto minha, que tive medo de te abraçar, e desvei (COMO SOU BURRO!) do abraço mais gostoso e macio do mundo. Foi a última vez que fiz isso, sério. E então, fiquei com você, estava ao seu lado, depois de tanto tempo, o que dizer? Altas emoções, altos sentimentos; Um frenesí que tomou conta de mim, que queria que eu te pegasse de jeito ali mesmo, e te mostrasse como você me deixou louco desde quando te conheci, mas, minha timidez - escondida entre cachos castanhoescuros e loiros - era tão forte, que se escondia dentro de mim, que até mesmo quando você se colocava perto de mim, ou passava o braço, eu me afastava, só para não ficar de pau duro. Sério, você estava muito gostosa. Acho que se você chegasse mais perto, e até mesmo me abraçasse, sentiria o poder da coisa.
Eu Amo Tanto Você, e vendo em contraponto, eu acho que faria o mesmo de novo, mesmo assim sabendo o final dessa história, com você tinha que ser especial, com você tem que ser totalmente diferente; Não é assim bagunçado, só chegar e ir entrando, e se jogando no sofá e abrindo uma cerveja...Muito pelo contrário, eu arei, semeei, e reguei, agora, estou apenas começando a colher o fruto que a semente que um dia me disseram que seria sem futuro me deu. Eu Amo Você, e muito obrigado por esses III Anos.
sábado, 2 de julho de 2011
Flores em Chernobyl.
Nasce, enfim, uma flor, em um solo já todo infertilizado. Solo este, que nenhuma outra erva-daninha conseguiu durar, mas esta planta tão intensa e teimosa cresceu, Assim como nosso amor. A flor se fez contra ventos forte e nucleares, chuva ácida, e contra jardineiros que lhe podaram, esta quando já estava em broto maior, mas, ela seguiu, como segue sempre até hoje. Muitos tentaram/tentam/tentarão destruir tal flor qual bela, que se nasce pedindo licença a Césios, Chumbos e Co²; E assim, se aninha por seus próprios ramos, criando-lhe, sustentabilidade.
A árvore-broto, feita assim, se mantém por não saber como começar e nem como terminar, mas sabe que é eterna, e lhe foi eternizada no infinito, e guaradada por Deus, e é agraciada, por estar sempre junta ao Sol e ao Vento e a Água, e nunca está abandonada, ela sim, tem uma união além-infinito, louvado sejam os que a criam, fazem e refazem.
Veja bem: Há necessidade de cortar forta tal flor linda assim Morena Moça? Salve essa flor, lhe dê água, ou então pegue as sementes de dentro das folhas da flor, e a plante em um solo maior, melhor e com lençóis freáticos mais produtivos. Se ela sobrevive tão bem em um chão tão maltratado e infértil, imagine o que é capaz de fazer em um chão novo, de terra fresca, macia e hidratada?
Veja bem: Esta é uma planta única, criada entre a Era do Crepúsculo Esmeralda, na Feira Da Renascença, aonde o sopro se faz ventania, e a vida se faz morte. A flor tem cores milimétricamente feitas, para se completar com ela mesma, como se fundisse a ela mesma, criando um ciclo sem fim, mantendo seu mistério e beleza, não sabendo aonde começam os galhos, mas, assim mesmo, vendo a perceptível maravilha que Deus cuidou sob ela. Esta flor caucasiana e índica; tem tons de vivacidade, e segredos se superação a cada pétala, a cada caule, a cada gostinho de pólen roubado pelas "abelinhas da guarda", que cuidam dessa flor, e para te notar a maravilha d'Ela, perceba que eu nem estou falando da árvore-broto completa, e sim só de suas lindas flores branco-amorenadas.
A árvore-broto, feita assim, se mantém por não saber como começar e nem como terminar, mas sabe que é eterna, e lhe foi eternizada no infinito, e guaradada por Deus, e é agraciada, por estar sempre junta ao Sol e ao Vento e a Água, e nunca está abandonada, ela sim, tem uma união além-infinito, louvado sejam os que a criam, fazem e refazem.
Veja bem: Há necessidade de cortar forta tal flor linda assim Morena Moça? Salve essa flor, lhe dê água, ou então pegue as sementes de dentro das folhas da flor, e a plante em um solo maior, melhor e com lençóis freáticos mais produtivos. Se ela sobrevive tão bem em um chão tão maltratado e infértil, imagine o que é capaz de fazer em um chão novo, de terra fresca, macia e hidratada?
Veja bem: Esta é uma planta única, criada entre a Era do Crepúsculo Esmeralda, na Feira Da Renascença, aonde o sopro se faz ventania, e a vida se faz morte. A flor tem cores milimétricamente feitas, para se completar com ela mesma, como se fundisse a ela mesma, criando um ciclo sem fim, mantendo seu mistério e beleza, não sabendo aonde começam os galhos, mas, assim mesmo, vendo a perceptível maravilha que Deus cuidou sob ela. Esta flor caucasiana e índica; tem tons de vivacidade, e segredos se superação a cada pétala, a cada caule, a cada gostinho de pólen roubado pelas "abelinhas da guarda", que cuidam dessa flor, e para te notar a maravilha d'Ela, perceba que eu nem estou falando da árvore-broto completa, e sim só de suas lindas flores branco-amorenadas.
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segunda-feira, 19 de julho de 2010
Nada Mudou (Eu acho).
Há dois anos atrás, o impossível aconteceu.
Há dois anos trás, eu, munido de meus cabelos longos, minha coragem de minuto (termo inventado agora auto-explicativo), e meu celular cheio de músicas, iriam rever amigos, família, e rever o que me fez tanto bem e tanto o mal. Eu iria ver Elizabeth. Era o Dezenove de Maio de 2008. As coisas estavam apens se ajeitando, o dia todo conspirou ao meu favor. No dia em que Napoleão encontrou a Pedra De Roseta para decifrar os mistérios do Egito, eu iria ganhar a companhia da Menina Morena da música.
Minha família, meus amigos, na verdade, tudo fora um pretexto para ver a Minha Musa Nº 1, a Minha Futura Garota, o meu platônico público. E no dia em que morreu Dercy Gonçalves (acho que tinha ela dito que só ficaria comigo quando ela morresse, pelo fato d'Eu ser feio pacas), se consumou nosso amor. Estavamos em quatro, mais, foda-se, era apenas eu e ela, nos abraçavamos, e com um medo, eu coloquei o braço em sua cintura, e arrumei meu chapéu. Ela estava linda, ela era linda, ela era minha. E logo quando todos iriam embora, me findou a coragem, para um selinho.
Ok, o leitor deve estar rindo dessas babacas linhas, vero ? E eu deixo. Pois também olhando em retrospecto, se não fosse pela atitude d'Ele, de dar só um selo, e d'Ela, de encarar a feiura dele e dizer: Só isso ? E o beijar, talvez não houvesse esse escrito comemorando dois anos de um primeiro beijo de um casal. Você pode achar idiota, sem sentido ou sem moral, mas, existem coisas em um casal, que nem um só irá saber como é.
Há dois anos trás, eu, munido de meus cabelos longos, minha coragem de minuto (termo inventado agora auto-explicativo), e meu celular cheio de músicas, iriam rever amigos, família, e rever o que me fez tanto bem e tanto o mal. Eu iria ver Elizabeth. Era o Dezenove de Maio de 2008. As coisas estavam apens se ajeitando, o dia todo conspirou ao meu favor. No dia em que Napoleão encontrou a Pedra De Roseta para decifrar os mistérios do Egito, eu iria ganhar a companhia da Menina Morena da música.
Minha família, meus amigos, na verdade, tudo fora um pretexto para ver a Minha Musa Nº 1, a Minha Futura Garota, o meu platônico público. E no dia em que morreu Dercy Gonçalves (acho que tinha ela dito que só ficaria comigo quando ela morresse, pelo fato d'Eu ser feio pacas), se consumou nosso amor. Estavamos em quatro, mais, foda-se, era apenas eu e ela, nos abraçavamos, e com um medo, eu coloquei o braço em sua cintura, e arrumei meu chapéu. Ela estava linda, ela era linda, ela era minha. E logo quando todos iriam embora, me findou a coragem, para um selinho.
Ok, o leitor deve estar rindo dessas babacas linhas, vero ? E eu deixo. Pois também olhando em retrospecto, se não fosse pela atitude d'Ele, de dar só um selo, e d'Ela, de encarar a feiura dele e dizer: Só isso ? E o beijar, talvez não houvesse esse escrito comemorando dois anos de um primeiro beijo de um casal. Você pode achar idiota, sem sentido ou sem moral, mas, existem coisas em um casal, que nem um só irá saber como é.
terça-feira, 29 de junho de 2010
...Ver as águas dos rios correrem.
Nos anos de 2008, até a primavera de 2009, o cara metido a escritor aqui, estava metido em coisas ilícits, entre elas, bebidas, brigas de rua, e até gangues. Mas, qual a diferença ? De um jeito ou outro não são todos os jovens que se perdem, são apenas alguns que desejam se aventurar mais. Existe uma longa diferença em que se aventura por diversão, e quem tem que viver de um jeito arriscado todos os dias.
De todas as andanças, de todos os amigos, socos, dores, e os caralhos já ditos em todas as horas, eu nunca esqueço quando desci as quebradas da Augusta, próximo ao antigo Teatro Record, aonde mais pro fim se encontram inúmeros sebos e puteiros. Lá sim foi a forra da minha vida, lá eu conheci muitos Ska's, muitos Soul's, e reconheci muitos sons há tempos perdidos no meu baú.
Dentre eles, eu sempre me lembrava daquele som do James Brown. Violento, pesado, e cheio de metais, e aquele grito seco: "REVENGE !". Aquilo sim era um Soul carregado, que tempos depois eu fui descobri que se chama The Big Payback. E não o que me falaram: "Power Of Soul". E isso não se compara a minha última descida a baixa de lá, aonde redescobri Cartola. Foi a coisa mais linda que existe. Em agosto de MMVIII nosso herói estava brigado com sua Morena, logo precisava espairecer a cabeça e desanuviar do sentimento de dor, e todo aquele blábláblá.
Encontrando os amigos, sorrindo, e vendo a vida, entrou no tradicional sebo pra cavucar alguma música boa, só que quando ouviu aquele violão se entrelaçando com aquele metal, foi a gota-d'água. Parou todas as buscas por um vinil do Kinks, e olhou fixamente para o compacto: Preciso Me Encontrar. E aí foi. Fodeu. O samba que seus pais dançavam na sala, logo tomou conta dele, Ox logo se encontrara, pela primeira vez, vendo a música na sua vida, como uma trilha sonora, ao pé do clichê. Ele viu seus pais dançando, sua mãe ouvindo os sambas de Cartola, sua vó cantando, e ele ainda pequeno, se voltava ao que hoje ouvia. Foi a última e a melhor descoberta de toda as suas Cruzadas atrás de música boa nos sebinhos da Augusta.
E, hoje ouvindo "Soul Revenge", eu penso, que sem música não há nada, e sem amor também não. Mais, mesmo havendo coisas que há de se esquecer, uma música é sempre uma música, ela sempre será a melodia que há de te levar lá.
De todas as andanças, de todos os amigos, socos, dores, e os caralhos já ditos em todas as horas, eu nunca esqueço quando desci as quebradas da Augusta, próximo ao antigo Teatro Record, aonde mais pro fim se encontram inúmeros sebos e puteiros. Lá sim foi a forra da minha vida, lá eu conheci muitos Ska's, muitos Soul's, e reconheci muitos sons há tempos perdidos no meu baú.
Dentre eles, eu sempre me lembrava daquele som do James Brown. Violento, pesado, e cheio de metais, e aquele grito seco: "REVENGE !". Aquilo sim era um Soul carregado, que tempos depois eu fui descobri que se chama The Big Payback. E não o que me falaram: "Power Of Soul". E isso não se compara a minha última descida a baixa de lá, aonde redescobri Cartola. Foi a coisa mais linda que existe. Em agosto de MMVIII nosso herói estava brigado com sua Morena, logo precisava espairecer a cabeça e desanuviar do sentimento de dor, e todo aquele blábláblá.
Encontrando os amigos, sorrindo, e vendo a vida, entrou no tradicional sebo pra cavucar alguma música boa, só que quando ouviu aquele violão se entrelaçando com aquele metal, foi a gota-d'água. Parou todas as buscas por um vinil do Kinks, e olhou fixamente para o compacto: Preciso Me Encontrar. E aí foi. Fodeu. O samba que seus pais dançavam na sala, logo tomou conta dele, Ox logo se encontrara, pela primeira vez, vendo a música na sua vida, como uma trilha sonora, ao pé do clichê. Ele viu seus pais dançando, sua mãe ouvindo os sambas de Cartola, sua vó cantando, e ele ainda pequeno, se voltava ao que hoje ouvia. Foi a última e a melhor descoberta de toda as suas Cruzadas atrás de música boa nos sebinhos da Augusta.
E, hoje ouvindo "Soul Revenge", eu penso, que sem música não há nada, e sem amor também não. Mais, mesmo havendo coisas que há de se esquecer, uma música é sempre uma música, ela sempre será a melodia que há de te levar lá.
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