"A platéia só deseja ser feliz..."
Abba, sinto-me deslocado. Talvez, até egoístamente sozinho - há quem diga, maldosas línguas que deve ser o inferno astral. Quem me viu disse que era a quaresma, quem me sentiu disse que minha alma aboiava. Outras disseram que morri, mas a carne passa bem.
Sinto que meu coração, lentamente foi dissecado, e lentamente perdi os tinos e sensos de tudo, e hoje me sinto como o início de meu Salmo favorito (o 22º) desamparado de Deus, sozinho, e abandonado - mesmo sabendo que ele se encontra here, there and everywhere. Existem, ainda sim Abba, pessôas que me fazem desarmar as ventas e tornam minha vida menos triste neste mezzo-tempo. Maria continua sendo uma grande aliada minha, Bigous voltimeia faz a minha tristeza dar uns rolês, e Diana Pastôra me tomou como um dos dela, e me tratou como um dos dela. A vida, por mais triste e desesperadora que esteja sendo nestes últimos dias, não está sendo mais tão cã por conta deles tôdos - incluindo o Vossa Santidade Menor.
Deus ainda me sustenta pela destra e me guia, e talvez este medo todo seja por ser mais humano do que cristão e entender de uma vez por todas o que minha carne secular não permite: Os tempos divinos são diferentes dos nossos, e cada coisa acontece no seu devido tempo; Besta sou eu em achar que as coisas acontecem logo, e este tempo de preparação, de penitência, de contra-força, de zêlo, de contemplação me agonia tanto, me desespera, e me deixa assim, como se tivesse caído da mudança, ou como se eu fôsse o próprio Longuinho Lanceiro. Deus é quem me guarda, mas ainda preciso domar e catequizar a mim mesmo para os tempos divinos. Meu Deus, perdão pela minha intransigência enquão crente de Vossa Glória e Amôr; Dôce Coração de Maria, sêde minha salvação!
A falta do emprego ainda gera um desespero geral, mas não me deixa mais tão triste, meu maior medo é que eu não fique conformado nesta situação. Tenho um cão, mãe e avó para zelar e cuidar, afora meu futuro Terceiro para fazer, não posso me conformar. A maior virtude de um Franciscano me falta agora, que é a Irmã Alegria, e penso comigo mesmo que dos Terceiros, devo eu ser quem mais envergonho Pae Francisco, pelo fato de que não consigo cultivar e cativá-la por esses dias. Tenho sentido tôdos os sentidos do mundo, e o incerto me faz afundar os dedos na terra, enquanto me pego rezando para Deus não me deixar convencer pelo dinário do mundo, mas, me dando uma oportunidade de ganhar um dinário pra viver com dignidade - que encruzilhada, que bandeira.
Abba, ainda me cabe uma esperança cristã do amanhã, mas que parece tão longe, tão distante - assim como a alma de meu pai carnal, mas, ela ainda tem focos em mim, que por hora não consigo fortalecer ou deixar mais forte (tanto a esperança quanto a bôa alma de meu velho). A vida ainda sim continua sendo como uma imagem do Meu Glorioso São Jorge, em que sempre se apresenta em batalha constante contra do dragão da maldade, e só acaba quando a gente descansa - triste a sina deste trovador, não? - os xablaus nunca cessam, mas Deus está aí, guiando, e de vez em quando a gente esboça um sorriso amarelo, e tudo fica legalzinho, e a vida até parece que vai (não indo).
Uma amiga disse que eu nasci no mesmo dia que São Francisco de Paula também nasceu. 27/03. Meu avô se chamava Francisco, minha avó se chama Antônia, e eu sou o filho de uma devota do Pae Francisco, batizado numa igreja dedicada ao Pae Francisco, que pediu deste que eu estava no seu ventre para que êle me cercasse e me tirasse da lama do mundo, e bem, agora estou aí pelejando pra ser um Terceiro. É tão engraçado como Pae Francisco agiu na minha vida, e me reconduziu até o Divino, Abba, é tudo muito suspenso no ar e coincidente, mas, belo, carinhoso, parecia que já era para mim viver da vida Franciscana, e se devotar pelo Crucifixo de São Damião. O Cristo venceu a Cruz, e triunfante olhou pra Francisco, e agora, Francisco me conduz de volta do caminho que não deveria ter saído nunca.
Eu acredito, que estou voltando pra casa, bem acompanhado com o Pobrezinho. E espero quando chegar lá, que essa tristeza acade ou amenize. Amanhã, bomfrade, faço 26 anos, e não me sinto feliz, nem triste, me sinto apenas mais velho e mais experiente e com mais vontade de me perdoar pelas cagadas cometidas ao longo da vida, e de perdoar quem me quis mal, e seguir uma vida cheia de Deus, e cheia de paz. Mesmo que neste atual cenário mundial me pareça impossível.
Mas, ando fazendo pequenas coisas, para logo fazer o possível, e rogo a Pae Francisco que eu logo após isto consiga fazer o impossível.
1 Pe 3; 11.
Nm 6; 24-26
T
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
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segunda-feira, 26 de março de 2018
Pois é, Seu Zé.
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terça-feira, 21 de novembro de 2017
Louvado Seja.
Louvado seja Deus, aonde quer que Ele esteja, Seja, Faça e Obtenha.
Louvada seja a natureza que me circunda e me rodeia, pois dela tiro o sustento de minha carne para respirar, comer, ser, ter e obter.
Louvado seja tôdas as obras que hão de pesar neste mundo: O que é do Senhor, ao Senhor volta, ao Senhor pertence.
Louvados sejam, os pássaros nos Céus.
Louvados sejam, os peixinhos dos Mares.
Louvados sejam, os cãezinhos nas Terras.
Louvados sejam, os que louvam o louvar.
Louvados sejam, os que louvam o lavrar.
Louvados sejam, os namorados.
Louvados sejam, os beijos demorados.
Louvados sejam, os abraços.
Louvados sejam, os sorrisos.
Louvados sejam, os dizeres.
Louvados sejam, os escritos.
Louvados sejam, os que estudam.
Louvados sejam, os que padecem.
Louvados sejam, os que se encontram em Deus.
Louvados sejam, os que honram e louvam.
Louvados sejam, os que olham para seu passado.
Louvados sejam, os que planejam o futuro.
Louvada seja a mão de minha avó.
Louvado seja o joelho de minha mãe.
Louvada seja minha vida.
Louvados sejam os parentes.
Louvados sejam os amigos.
Louvados sejam os heróis.
Louvemos o Senhor Deus de Tudo e Tôdos.
Louvemos Mãe Maria, em sua Graça e Glória.
Louvemos tôdos os Anjos e Santos dos panteões.
Louvemos nosso passado, presente e futuro.
Louvado quem passou, quem está e quem ficará em nossos caminhos.
Louvado quem nos guarda, quem nos protege e nos segura.
Louvado quem mesmo nós nos afastando, nos recebe novamente sempre e sempre.
Louvado o Dulcíssimo, Pai de Bondade e Misericórdia
Louvado a Mãe Maria, que na barra de seu sari nos faz criança.
Louvado sejam tudo o quem provém só e somente de Deus e dos seus.
Louvado será o dia bôm e o dia ruim
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja o beijo e o tapa
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja o sorriso e o choro
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja o ganho e a perca
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja a paz e a atribulação
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Senhor, tende misericórdia de nós, pobres pessôas do degredo.
Senhor, tende piedade de nós, pobres pessôas das estepes.
Senhor, tende amôr por nós, mesmo que sejamos incapazes e ingratos ao longo do caminho da santidade.
Louvado seja Deus Pai Senhor de minh'alma, carne, vestes e amôr.
A Êle toda a honra desde sempre até a eternidade.
Amén.
Louvada seja a natureza que me circunda e me rodeia, pois dela tiro o sustento de minha carne para respirar, comer, ser, ter e obter.
Louvado seja tôdas as obras que hão de pesar neste mundo: O que é do Senhor, ao Senhor volta, ao Senhor pertence.
Louvados sejam, os pássaros nos Céus.
Louvados sejam, os peixinhos dos Mares.
Louvados sejam, os cãezinhos nas Terras.
Louvados sejam, os que louvam o louvar.
Louvados sejam, os que louvam o lavrar.
Louvados sejam, os namorados.
Louvados sejam, os beijos demorados.
Louvados sejam, os abraços.
Louvados sejam, os sorrisos.
Louvados sejam, os dizeres.
Louvados sejam, os escritos.
Louvados sejam, os que estudam.
Louvados sejam, os que padecem.
Louvados sejam, os que se encontram em Deus.
Louvados sejam, os que honram e louvam.
Louvados sejam, os que olham para seu passado.
Louvados sejam, os que planejam o futuro.
Louvada seja a mão de minha avó.
Louvado seja o joelho de minha mãe.
Louvada seja minha vida.
Louvados sejam os parentes.
Louvados sejam os amigos.
Louvados sejam os heróis.
Louvemos o Senhor Deus de Tudo e Tôdos.
Louvemos Mãe Maria, em sua Graça e Glória.
Louvemos tôdos os Anjos e Santos dos panteões.
Louvemos nosso passado, presente e futuro.
Louvado quem passou, quem está e quem ficará em nossos caminhos.
Louvado quem nos guarda, quem nos protege e nos segura.
Louvado quem mesmo nós nos afastando, nos recebe novamente sempre e sempre.
Louvado o Dulcíssimo, Pai de Bondade e Misericórdia
Louvado a Mãe Maria, que na barra de seu sari nos faz criança.
Louvado sejam tudo o quem provém só e somente de Deus e dos seus.
Louvado será o dia bôm e o dia ruim
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja o beijo e o tapa
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja o sorriso e o choro
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja o ganho e a perca
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja a paz e a atribulação
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Senhor, tende misericórdia de nós, pobres pessôas do degredo.
Senhor, tende piedade de nós, pobres pessôas das estepes.
Senhor, tende amôr por nós, mesmo que sejamos incapazes e ingratos ao longo do caminho da santidade.
Louvado seja Deus Pai Senhor de minh'alma, carne, vestes e amôr.
A Êle toda a honra desde sempre até a eternidade.
Amén.
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sexta-feira, 27 de outubro de 2017
A Hora Do Trem Passar.
E quando nossos olhos são nossos maiores inimigos?
Quando nossas vontades, tão únicas e amplas - pedaços de sonhos mastigados e cuspidos pela realidade, que ainda recolhemos e atrelamos a nossa forma de vida - atingem um patamar de acensão, devemos erguer nossos arietes e batalhar pelo nosso querer. Qual de nós, não adoraria ver uma concretização, e ter na boca um gosto de satisfação, de que se venceu em absoluto (ou em momento) contra esta terra cã?
Devemos, sonhar de acordo com nosso braço, cansaço, fôrça, fé e vontade de alma. É totalmente vão ou inacessível sonharmos em um carro se não soubermos dirigir, ou totalmente estúpido viver uma vida de santidade se não buscarmos a santidade, ou tampouco sonhar numa felicidade, se não a buscarmos. Deus é que nos impulsiona, nos põe além, e nos força a entender a vida de um modo simplório e viver em ecclesia. Enquanto a fraternidade sem interesse, jôgo-de-poder ou maldade não existir, ainda sim existirão críticas direcionadas ao Divino por não atender este ou aquele pedido. As pessôas não sabem se contentar com o que tem, ou entender a necessidade do tempo e dos tempos de cada situação. E assim nos separamos, eu e você.
E este parágrafo é dedicado a Velha Senhora, Rainha que não tem trono, reza nove terços por dia, criou seus sete filhos lavando e bateando roupa na beira do São Francisco, e não se abriu para qualquer homem para buscar interesse, venceu, e até hoje carrega a aliança do Chico no dedo, e até hoje diz pra rezar o Ofício da Imaculada, que vem lá de Deocleciano, e hoje vê os netos virando chefes de família, e os bisnetos correndo ao seu redor; Minha dôce avó, minha eterna reverência a você e meu amôr, que por muitas vezes a senhora foi minha candeia na terra, a benção. Se Cecília é minha advogada, a senhora com tôda a certeza seria minha prima testemunha, que o Místico Guerreiro da Capadócia esteja com a senhora, Dôce Bruta Antônia. Marrom Glacé pra gente que é pra alegria ser a de sempre na casa da Rua J, na Waldemar, em tudo, em tudo, em tudo.
Observa a raíz, para a fruta não cair longe, mas, gerar boas sementes para novas raízes fortes, mais estruturadas que as nossas. Olhemos para nossos avós, pais, e vejamos os valores, conceitos, e formas que os trouxeram, e consequentemente nos trouxeram até aqui, pela lei, pela religião, pela ordem, contestação, humildade, rebelião, ou até mesmo silêncio. De tôda qualidade de nossa nascente desmembra uma virtude para nós, e deste desmembramento dá-se um nôvo desmembramento para nossa semente. A fé de minha avó deu a perseverança de minha mãe e me deu a fôrça, que se desdobrará em algo para meus filhos.
E tudo isso, nos ensina de modo claro, calmo e ameno a vermos nossos sonhos, sua necessidade de existir, e o quão isso nos impulsionaria ou nos afetaria, havendo-se este pensar, logo entenderíamos mais dos planos de Deus, da vida em ecclesia e da união, enquanto irmãos; E nos impulsionaria a sermos pessôas melhores.
Quando nossas vontades, tão únicas e amplas - pedaços de sonhos mastigados e cuspidos pela realidade, que ainda recolhemos e atrelamos a nossa forma de vida - atingem um patamar de acensão, devemos erguer nossos arietes e batalhar pelo nosso querer. Qual de nós, não adoraria ver uma concretização, e ter na boca um gosto de satisfação, de que se venceu em absoluto (ou em momento) contra esta terra cã?
Devemos, sonhar de acordo com nosso braço, cansaço, fôrça, fé e vontade de alma. É totalmente vão ou inacessível sonharmos em um carro se não soubermos dirigir, ou totalmente estúpido viver uma vida de santidade se não buscarmos a santidade, ou tampouco sonhar numa felicidade, se não a buscarmos. Deus é que nos impulsiona, nos põe além, e nos força a entender a vida de um modo simplório e viver em ecclesia. Enquanto a fraternidade sem interesse, jôgo-de-poder ou maldade não existir, ainda sim existirão críticas direcionadas ao Divino por não atender este ou aquele pedido. As pessôas não sabem se contentar com o que tem, ou entender a necessidade do tempo e dos tempos de cada situação. E assim nos separamos, eu e você.
E este parágrafo é dedicado a Velha Senhora, Rainha que não tem trono, reza nove terços por dia, criou seus sete filhos lavando e bateando roupa na beira do São Francisco, e não se abriu para qualquer homem para buscar interesse, venceu, e até hoje carrega a aliança do Chico no dedo, e até hoje diz pra rezar o Ofício da Imaculada, que vem lá de Deocleciano, e hoje vê os netos virando chefes de família, e os bisnetos correndo ao seu redor; Minha dôce avó, minha eterna reverência a você e meu amôr, que por muitas vezes a senhora foi minha candeia na terra, a benção. Se Cecília é minha advogada, a senhora com tôda a certeza seria minha prima testemunha, que o Místico Guerreiro da Capadócia esteja com a senhora, Dôce Bruta Antônia. Marrom Glacé pra gente que é pra alegria ser a de sempre na casa da Rua J, na Waldemar, em tudo, em tudo, em tudo.
Observa a raíz, para a fruta não cair longe, mas, gerar boas sementes para novas raízes fortes, mais estruturadas que as nossas. Olhemos para nossos avós, pais, e vejamos os valores, conceitos, e formas que os trouxeram, e consequentemente nos trouxeram até aqui, pela lei, pela religião, pela ordem, contestação, humildade, rebelião, ou até mesmo silêncio. De tôda qualidade de nossa nascente desmembra uma virtude para nós, e deste desmembramento dá-se um nôvo desmembramento para nossa semente. A fé de minha avó deu a perseverança de minha mãe e me deu a fôrça, que se desdobrará em algo para meus filhos.
E tudo isso, nos ensina de modo claro, calmo e ameno a vermos nossos sonhos, sua necessidade de existir, e o quão isso nos impulsionaria ou nos afetaria, havendo-se este pensar, logo entenderíamos mais dos planos de Deus, da vida em ecclesia e da união, enquanto irmãos; E nos impulsionaria a sermos pessôas melhores.
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terça-feira, 24 de outubro de 2017
Be Yourself.
Não há santidade eterna, mas, existem caminhos que nos limpam da sujeira que a vida nos joga. Somos espezinhados, humilhados, e jogados no acostamento, justamente para crescermos forte como o junco, e brotarmos de forma ímpar. Somos brotos de uma raíz forte, que precisa ter firmamento e sustância para nosso crescimento e desenvolvimento. E apesar de tôdo o pecado que nos afasta da santidade que tanto buscamos, ainda sim somos reis, e ainda sim somos profetas. Guardemos a língua contra a maldade feia, e sejamos mansos e humildes de coração - tenhamos, de forma ampla, aberta e irrestrita, o Santo Cordeiro posto no madeiro - para nossa melhora enquanto pessôas e enquanto almas de um reino invisível, em que um Rei é Real e visível, e ao nosso alcance está, e ao nosso alcance fica; Um Rei que habita e coexiste dentro de nós, ao nosso redor, em tôdas as coisas possíveis e imagináveis.
Tenha a fôrça nos seus ombros, ânimo, e segue; Nas voltas que a vida dá, a gente (o pôvo que padece e perece) irá ser feliz por demais da conta. A benção, Dona Antônia!
Doce menina, meu coração pula ao ver você feliz, e minhas mãos se erguem em forma de oração quando meu amigo consegue o que mais quer, e ao entrar e sair do trabalho, por mais bom ou não que o dia tenha sido, levanto as mãos pelo Bôm Deus que me deu mais do que eu precisava: Me deu o que eu queria. A gratidão é uma das chaves de acesso para aprender a têr a humildade em si, e para compreender o universo, para têr e não caber em si de tanta alegria que bate no peito - por ora, me sinto como São Thomás de Aquino, com um Sol me rasgando o peito, de tão abençoado, e como São Jorge, eternamente combatendo o dragão feo da maldade; Há dias que passam como manhãs e há dias em que as noites penam em dar as vésperas. Doce menina, comemora a vida de teu filho no colo, e olha pro universo, assim como se comemora a cerveja na mesa, o teto sobre a cabeça no dia da tempestade, do barco que pôde ser virado, do ouvir que gera o sôm indefectível das músicas, da Cecília bem mais que amada... O tino ainda me arrebata, e ainda sim sou aquela criança que me sinto afã quando aprendo algo sozinho, me sinto sozinho mesmo estando bem acompanhado.
Enquão profeta das estepes, deixo como legado estas séries de textos que tanto dizem e tanto ressonam vazios num obscuro canto do universo, deixo a vontade de mudar o mundo com a linha que abrange apenas uma pouca parte de meus amigos, e aquela vontade de abraçar tôdos que seguram a raiva do chefe, que seguram a barra de cuidar sozinho de casa, dos que engolem o orgulho, dos diferentes, dos massacrados, humilhados, rejeitados, passados para trás: A cada um de vocês, meu beijo e meu cingir: O Reino é tôdo de vocês, e queira Deus que se eu fôr para lá, seja eu um servo ativo no evangelho, e na atuação de vocês.
Quero ser o alferes do Alferes do Alferes da causa celeste, propagando por onde eu fôr, estiver e passar, aquilo que tanto inquieta a minha língua, palpita meu coração, domina minha mente e me faz suspirar de amôr. Por Cristo, com Cristo e Em Cristo. Se estiver difícil teu fardo, se a dôr querer dominar, vem comigo - toma uma cadeira, senta, eu estou aqui irmã(o), como sempre estive e estarei; Mas toma a régula: Sou amigo, não amôr, e tenho carinho, não outra intenção, e te ouvirei, serei compreensivo, e se fôr de vontade geral, juntos acharemos uma saída. A falta da união, compreensão e fraternidade tem nos feito máquinas carnais insensíveis, e por isso falhamos enquanto eiamos neste vale de lágrimas, nos degladiando por causa alguma - apenas pelo prazer do dinário e pela vaidade e culto as carnes; Lhe peço: Olhe além, irrompa, cresça. Floresça! E enquanto unidos estivermos, ninguém nos vence em vibração (Salve Bahea), e unidos somos um tôdo, seremos o príncipio do bom reino na terra, e assim, será dado a comunhão: Na terra como nos Céus, no sertão como no Mar. E tôdo o resto, será apenas lembrança, e tôdo o resto será só o vento lá fora, e o que nos cabe, é a nossa fôrça em sobreviver aos dias, que se baseia na alegria do Senhor, Nosso Deus.
Tenha a fôrça nos seus ombros, ânimo, e segue; Nas voltas que a vida dá, a gente (o pôvo que padece e perece) irá ser feliz por demais da conta. A benção, Dona Antônia!
Doce menina, meu coração pula ao ver você feliz, e minhas mãos se erguem em forma de oração quando meu amigo consegue o que mais quer, e ao entrar e sair do trabalho, por mais bom ou não que o dia tenha sido, levanto as mãos pelo Bôm Deus que me deu mais do que eu precisava: Me deu o que eu queria. A gratidão é uma das chaves de acesso para aprender a têr a humildade em si, e para compreender o universo, para têr e não caber em si de tanta alegria que bate no peito - por ora, me sinto como São Thomás de Aquino, com um Sol me rasgando o peito, de tão abençoado, e como São Jorge, eternamente combatendo o dragão feo da maldade; Há dias que passam como manhãs e há dias em que as noites penam em dar as vésperas. Doce menina, comemora a vida de teu filho no colo, e olha pro universo, assim como se comemora a cerveja na mesa, o teto sobre a cabeça no dia da tempestade, do barco que pôde ser virado, do ouvir que gera o sôm indefectível das músicas, da Cecília bem mais que amada... O tino ainda me arrebata, e ainda sim sou aquela criança que me sinto afã quando aprendo algo sozinho, me sinto sozinho mesmo estando bem acompanhado.
Enquão profeta das estepes, deixo como legado estas séries de textos que tanto dizem e tanto ressonam vazios num obscuro canto do universo, deixo a vontade de mudar o mundo com a linha que abrange apenas uma pouca parte de meus amigos, e aquela vontade de abraçar tôdos que seguram a raiva do chefe, que seguram a barra de cuidar sozinho de casa, dos que engolem o orgulho, dos diferentes, dos massacrados, humilhados, rejeitados, passados para trás: A cada um de vocês, meu beijo e meu cingir: O Reino é tôdo de vocês, e queira Deus que se eu fôr para lá, seja eu um servo ativo no evangelho, e na atuação de vocês.
Quero ser o alferes do Alferes do Alferes da causa celeste, propagando por onde eu fôr, estiver e passar, aquilo que tanto inquieta a minha língua, palpita meu coração, domina minha mente e me faz suspirar de amôr. Por Cristo, com Cristo e Em Cristo. Se estiver difícil teu fardo, se a dôr querer dominar, vem comigo - toma uma cadeira, senta, eu estou aqui irmã(o), como sempre estive e estarei; Mas toma a régula: Sou amigo, não amôr, e tenho carinho, não outra intenção, e te ouvirei, serei compreensivo, e se fôr de vontade geral, juntos acharemos uma saída. A falta da união, compreensão e fraternidade tem nos feito máquinas carnais insensíveis, e por isso falhamos enquanto eiamos neste vale de lágrimas, nos degladiando por causa alguma - apenas pelo prazer do dinário e pela vaidade e culto as carnes; Lhe peço: Olhe além, irrompa, cresça. Floresça! E enquanto unidos estivermos, ninguém nos vence em vibração (Salve Bahea), e unidos somos um tôdo, seremos o príncipio do bom reino na terra, e assim, será dado a comunhão: Na terra como nos Céus, no sertão como no Mar. E tôdo o resto, será apenas lembrança, e tôdo o resto será só o vento lá fora, e o que nos cabe, é a nossa fôrça em sobreviver aos dias, que se baseia na alegria do Senhor, Nosso Deus.
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
Samba de Orly.
Entendo a vida como ela é, e pelo que ela há de ser. Não por
mais, nem por menos, mas, seguindo sua linha rasante de pensar, sentir, e agir.
Vejo muitas pessôas infelizes com suas almas vendidas e sonhos roubados por
outras pessôas, que nem ao menos os roubam para os viver, mas, para se moer no
Moinho do Centro do Mundo. Vejo zumbis que se degladiam em busca de lugar
nenhum, pelo simples fato de ter apreço pelo “não ser nada e nem ninguém”, mas,
se esquecem que até mesmo o vazio tem um propósito, uma forma de vida, um
porquê – as pessôas querem ser tão autônomas que em sua independência, acabam
dependendo dos outros, para ser arrimo, consolação, ou sparring.
Me desculpe, não faço parte deste bando.
Quando me entitularam “profeta das estepes”, apenas consumi em mim o que sempre consumi, dividi o que sempre dividi, e fiz, faço e com a ajuda de Deus farei o que sempre farei: A música, devidamente chamada de Cecília, os amigos, os auxílios – carnais e espirituais, as cervejas e os andares, pesares e intensidades; Tudo isso foi medido e avaliado para ser meu, em apelido, que hoje se faz sub-nome. Sub-nome que gosto, e me sinto abençoado por têr, e honro a cada dia que se passar. Eu mudei, mas, não mudei. Mudam-se as carnes, pelos, pensares, agires e fulguras, mas minha essência, alma e lampeijo ainda se fazem em mesmo. Eu não mudei. E nem pretendo.
Me desculpe se minha camisa não parece tão bem-passada. Eu mesmo a passo. Não dou a minha vó ou a minha mãe a incumbência de algo que elas já me ensinaram a fazer inúmeras vezes, comno também peço perdão se minha roupa não está tão alva: Eu não aprendi a batear com tanto afinco, por isso talvez algumas camisas minhas estajam sim se amarelando, mas, estamos trabalhando nisso, ou até mesmo me perdoe o tempero carregado no feijão, mas o sangue mineiro pede este toque, assim como a minha fé, minha complacência, e minha pérola. Não profiro mais palavras tortas, e nem prossigo em coisas perniciosas, mas, apesar desta aura tão “sacra” que eles me falam que estou a tomar, ainda sou o mesmo: Ainda danço samba-rock, ainda bebo, tenho minhas camisas, meu coração bate forte pela menina de cabelo escuro e tau no braço, ainda me emputeço com o sistema ferroviário, e vibro quando acho dinheiro na rua. O que assusta é: A partir do momento que você muda, as pessôas não lhe enaltecem ou vibram com sua nova forma de vida, apenas lhe tecem viés e pedras – Não se agradam por ver que você está buscando uma melhoria, ou que você simplesmente está se sentindo melhor assim.
Não te pensa, nem por um segundo, que me faço de bôbo, pois não sou. Fui ao mundo, vi, vivi e senti dores e prazeres, mas hoje me faço limpo porque cingiram-me a face, lavaram me o corpo e disseram: Caminha – e aqui estou. Não te pensa que não sei o que é mal, ou a manifestação da maldade, sei muito bem; E digo que de mim, a sinceridade e minha ingenuidade, fôram presentes que pedi a Deus Pai e Êle em sua misericórdia infinita me aceitou, me honrando com seu signo sob minha efíge, se te olhas nos meus olhos, não se sentes atraídas por mim, mas pelo Amôr que é amado por mim, e que me faz ser assim, “diferente”. A saída do mundo maldoso, para estar numa nova fase da vida e compreensão do mundo, e realmente ser uma pessoa melhor é bem dolorosa, lancinante e extasiante, mas, vale cada segundo, pois, minha pérola não se compara a nada, e minha vida agora tem mais brilho, e da ruína de minha carne se fez uma nova oportunidade para honrar os que amo, estimo, e guardei em minha alma - Sou água parada, mas sou bem turvo; Uma pena que você ainda não possa me entender, mas, se quiser eu lhe explico um dia desses.
E a vida – como sempre – continua.
Me desculpe, não faço parte deste bando.
Quando me entitularam “profeta das estepes”, apenas consumi em mim o que sempre consumi, dividi o que sempre dividi, e fiz, faço e com a ajuda de Deus farei o que sempre farei: A música, devidamente chamada de Cecília, os amigos, os auxílios – carnais e espirituais, as cervejas e os andares, pesares e intensidades; Tudo isso foi medido e avaliado para ser meu, em apelido, que hoje se faz sub-nome. Sub-nome que gosto, e me sinto abençoado por têr, e honro a cada dia que se passar. Eu mudei, mas, não mudei. Mudam-se as carnes, pelos, pensares, agires e fulguras, mas minha essência, alma e lampeijo ainda se fazem em mesmo. Eu não mudei. E nem pretendo.
Me desculpe se minha camisa não parece tão bem-passada. Eu mesmo a passo. Não dou a minha vó ou a minha mãe a incumbência de algo que elas já me ensinaram a fazer inúmeras vezes, comno também peço perdão se minha roupa não está tão alva: Eu não aprendi a batear com tanto afinco, por isso talvez algumas camisas minhas estajam sim se amarelando, mas, estamos trabalhando nisso, ou até mesmo me perdoe o tempero carregado no feijão, mas o sangue mineiro pede este toque, assim como a minha fé, minha complacência, e minha pérola. Não profiro mais palavras tortas, e nem prossigo em coisas perniciosas, mas, apesar desta aura tão “sacra” que eles me falam que estou a tomar, ainda sou o mesmo: Ainda danço samba-rock, ainda bebo, tenho minhas camisas, meu coração bate forte pela menina de cabelo escuro e tau no braço, ainda me emputeço com o sistema ferroviário, e vibro quando acho dinheiro na rua. O que assusta é: A partir do momento que você muda, as pessôas não lhe enaltecem ou vibram com sua nova forma de vida, apenas lhe tecem viés e pedras – Não se agradam por ver que você está buscando uma melhoria, ou que você simplesmente está se sentindo melhor assim.
Não te pensa, nem por um segundo, que me faço de bôbo, pois não sou. Fui ao mundo, vi, vivi e senti dores e prazeres, mas hoje me faço limpo porque cingiram-me a face, lavaram me o corpo e disseram: Caminha – e aqui estou. Não te pensa que não sei o que é mal, ou a manifestação da maldade, sei muito bem; E digo que de mim, a sinceridade e minha ingenuidade, fôram presentes que pedi a Deus Pai e Êle em sua misericórdia infinita me aceitou, me honrando com seu signo sob minha efíge, se te olhas nos meus olhos, não se sentes atraídas por mim, mas pelo Amôr que é amado por mim, e que me faz ser assim, “diferente”. A saída do mundo maldoso, para estar numa nova fase da vida e compreensão do mundo, e realmente ser uma pessoa melhor é bem dolorosa, lancinante e extasiante, mas, vale cada segundo, pois, minha pérola não se compara a nada, e minha vida agora tem mais brilho, e da ruína de minha carne se fez uma nova oportunidade para honrar os que amo, estimo, e guardei em minha alma - Sou água parada, mas sou bem turvo; Uma pena que você ainda não possa me entender, mas, se quiser eu lhe explico um dia desses.
E a vida – como sempre – continua.
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quinta-feira, 7 de setembro de 2017
Caderno de Viagem.
Jorge, me protege aonde quer que eu esteja. Me proteja com suas armas, e tranca meu coração com seu alarbado. Peço para Francisco que me abençoe e me mantenha no caminho mais belo - que vem a ser o mais torturoso, o mais doído, mas que me liberta de tudo aquilo que hoje me causa lágrimas, solidão e raiva - de muito gorda a porca já não anda. Agradeço a Cristóvão pela guia, e companhia nas longas estradas, por ter me levado e descido até a mina d'água, e peço que me abençoe com o meu olhar infantil de criança nas ruas do mundo. Clara se mantenha sendo meu barravento, me deixando na luz do maior, e que Cecília sempre me traga incentivos, carinhos e amôr aos ouvidos e alma - seja, Cecília, maior que tôda essa desilusão terrena e passageira no meu peito. Com Maria sempre me deixando esconder na barra do seu sari, e com Jesus me ensinando o porquê de tudo isso.
E quando eu desci na mina d'água eu
Faz algum tempo que entendi o que significam palavras, atos, e tôdas essas coisas. Percebi que as pessôas raramente mudam, e poucas vezes para melhor - cousa já prevista quando olhamos para o panorama geral da nossa sociedade; Mas, quando me sou, faço ou espalho a bondade que carrego fora dos muros daquela igreja de pó-de-ostra, as pessôas se assustam, armam, e pensam inúmeras coisas - menos o que realmente está acontecendo (ser bôm, gentil, cortês), e não acreditam mais na bonança do dia, e isto muito me magoa, muito me dói, e faz algumas vezes pensar em desistir em tudo de tudo e com tudo. Crer nas pessôas é pôr um copo de veneno na mesa junto de outros dois, os misturar, e esperar a reação. A culpa não é de quem é bôm, mas de quem extirpa e mata a confiança do outro - fácil assim. Por mais que devemos como sociedade e irmãos sermos mais unidos e solidários, não vemos isso atualmente. E talvez nunca veramos como antes...
Deitando minha cabeça no travesseiro, a cabeça pesa mais e a lágrima escorre, fazendo a alma aboiar e o coração apertar. O que sobrou foi a fé, uma esperança num amanhã melhor e maior que tudo isso, em uma recompensa que é paga com a própria carne, que nem tôdas as cervejas pagariam ou tôdas as consortes dariam. É o vento do Seo Fábio que acarinha minha cuca, é a minha mística, é as mãos unidas na boca pra agradecer, rezar, e amar, louvar. É o Luizão segurando o Pietro no colo e Deus sendo Deus. E eu sendo cada vez mais livre, solto, leve, vazio, pleno, até o dia de nunca mais ser mais nada, a não ser uma bêsta lembrança no pensar de alguém.
Deus permita, que logo menos eu deixe de ser tudo isso, e que neste louco e solitário caminho que eu escolhi, a fôrça de Sua mão me traga a vera alegria, e que essa dôr cesse logo, e quando tudo isso se acabar, que apenas sobre a verdade, e tudo aquilo que foi irrisório, mentiroso, superficial, maldoso ou desnecessário caia e fique apenas meu malpesado peso sobre a terra cã.
E quando eu desci na mina d'água eu
Faz algum tempo que entendi o que significam palavras, atos, e tôdas essas coisas. Percebi que as pessôas raramente mudam, e poucas vezes para melhor - cousa já prevista quando olhamos para o panorama geral da nossa sociedade; Mas, quando me sou, faço ou espalho a bondade que carrego fora dos muros daquela igreja de pó-de-ostra, as pessôas se assustam, armam, e pensam inúmeras coisas - menos o que realmente está acontecendo (ser bôm, gentil, cortês), e não acreditam mais na bonança do dia, e isto muito me magoa, muito me dói, e faz algumas vezes pensar em desistir em tudo de tudo e com tudo. Crer nas pessôas é pôr um copo de veneno na mesa junto de outros dois, os misturar, e esperar a reação. A culpa não é de quem é bôm, mas de quem extirpa e mata a confiança do outro - fácil assim. Por mais que devemos como sociedade e irmãos sermos mais unidos e solidários, não vemos isso atualmente. E talvez nunca veramos como antes...
Deitando minha cabeça no travesseiro, a cabeça pesa mais e a lágrima escorre, fazendo a alma aboiar e o coração apertar. O que sobrou foi a fé, uma esperança num amanhã melhor e maior que tudo isso, em uma recompensa que é paga com a própria carne, que nem tôdas as cervejas pagariam ou tôdas as consortes dariam. É o vento do Seo Fábio que acarinha minha cuca, é a minha mística, é as mãos unidas na boca pra agradecer, rezar, e amar, louvar. É o Luizão segurando o Pietro no colo e Deus sendo Deus. E eu sendo cada vez mais livre, solto, leve, vazio, pleno, até o dia de nunca mais ser mais nada, a não ser uma bêsta lembrança no pensar de alguém.
Deus permita, que logo menos eu deixe de ser tudo isso, e que neste louco e solitário caminho que eu escolhi, a fôrça de Sua mão me traga a vera alegria, e que essa dôr cesse logo, e quando tudo isso se acabar, que apenas sobre a verdade, e tudo aquilo que foi irrisório, mentiroso, superficial, maldoso ou desnecessário caia e fique apenas meu malpesado peso sobre a terra cã.
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sexta-feira, 31 de março de 2017
Osanah.
Eu não estou onde eu queria, e isso me deixa tão feliz - você nem imagina o quanto. Outro dia joguei tantas roupas fora, tantos bilhetes, cartas, nostalgjias de um tempo ido, um passado que ainda habitou o presente, um perfume que ainda lasciva as narinas deste contra-cronista. Achando escritos meus - crônicas rudimentares dos meus 16, 17 anos - lembrei dos meus sonhos, planos, ideais e ilusões, feitios e fetiches, e de como cresci diante do adverso e do universo, como eu estou tão forte, incrivelmente forte a tudo que veio me sobrepujar. Eu me senti alguém que venceu na vida, e bati palmas para o universo e sua contra-fôrça, pois, não me deu o que quis, mas, o que mais precisei para acalmar a alma. O corpo. A mente, ainda não.
Após lembrar de tanta cousa, me remeti ao meu passado, época tão distante e tão próxima, tirei a camisa, camiseta, e me prostei em frente ao espelho: O balofo gordo cresceu. Hoje tenho um cabelo que me satisfaz, uma barba que bem ou mal está aí, minha barriga diminuiu, mas, ainda sim vejo as marcas de navalha no meu braço que a tatuagem não pode esconder, vejo um braço menor que o outro, as marcas de espinha, a lânguidez de um corpo turvo. Posso ainda estar horrível, mas, ao menos estou melhor do que antes. Um pouco melhor.
Voltei ao quarto, e coloquei aquele velho disco de fazer-pensar, e pensei na ignorância das pessôas, na relatividade da vida e quantas eu perdi em carne (mas não em espírito), quantas me afastei e quantas se afastaram de mim, quantas me sangraram e quantas eu vi outras pessôas sangrarem. Vi a degradação do ser humano, a maldade ser via expressa, e as pessôas que se afastaram simplesmente por não ter peito por se deixar sangrar, ou por sentir um sangue que escorre por elas. Lembrei de tanta gente boa que há no mundo, e lembrei daquele velho músculo que coloquei num baú trancado que joguei no mar férreo. Lembrei da vida que me coube, da vida que me tem, e do corpo-a-corpo que joguei com ela, e hoje não mais, nem nunca mais, hoje eu estou jogando fora cada sentimento, cada pedaço, cada razão, cada viver, cada ter. Estou deixando tudo isso pra nunca.
Achei uma foto: Ela olha sorrindo pra êle, e êle olha para o horizonte, com aquela cara de piranha sem dente. Achei uma medalha, com sete linhas de umbanda. Achei um texto de um amigo, um desenho de uma amiga, um ingresso de um show, a palheta de um dos meus heróis, um pedaço de pano da roupa de uma colombina, um voto, achei o projeto Baden Powell, dentes, achei letras e textos, um devocionário de São Paulo, e um terço. Achei uma carteirinha de universidade, achei um bilhete de um amado, outra foto: Um homem, com seu filho no colo, rindo, uma farra. Outra foto: Uma Rainha, segura seu neto mais novo no colo, com as mãos fechadas pois estava com a mão molhada de lavar a louça, achei aquela última garrafa de Original que tomei naquele apartamento; Guardanapo de Pizza Hut com a irmã no Tatuapé, patuá, Salve a Rainha com a letra dele. Achei coisas que me lembraram da vida antes da vida.
Percebi, após achar tantas coisas minhas, tantas coisas compartilhadas com as histórias da minha gente, que a vida continua, e que eu nunca quis, mas, Deus me levantou mil vezes das mil vezes que caí. Que Deus me segurou quando eu ia cair, e que por intermédio d'Êle, tive amigos (alguns eternos, outros veraneios) que me ajudaram, tiveram comigo e foram por mim. Tive amores eternos de quatro meses e histórias mal resolvidas. Tive prazer em trabalhos, e trabalhos em coisas prazerosas, e apesar ainda dos meus trejeitos, formas e manias, continuei a jogar fora coisas, peças, pessôas, tudo aquilo aonde eu não me cabia mais, ou me fazia mal; Pior: Que desacreditava de mim, que não me aceitasse nas minhas deficiências, ou que quisesse/quiser me podar de alguma forma - aprendi que quando gostamos de uma pessôa, a aceitamos e estamos com ela, independente de seus jeitos ou tato, a aceitação, afinal. Hoje de manhã, após essa limpeza, vi que minha vida neste terral está no fim, e começo a rumar para um lugar diferente, aonde (talvez) um desafio maior me espera. Algo maior que eu nunca vi, vivi, ou senti. Algo que em parte anseio, em parte quero desistir, algo que em parte peço para não ter, mas sei que preciso. Coisa que só posso explicar aos ouvidos que querem realmente ouvir e entender o que se passa na minha massa cinzenta.
Percebi, que as memórias sempre hão de existir, e as cicatrizes de algumas também. Mas apesar de todas as recordações - boas ou ruins - a vida continua, e este é o milagre maior da vida. Tôdas as coisas passarem, e pela vida afora eu vou jogando fora as coisas que eu guardei por guardar, apenas para manter em mim tudo aquilo que só me deu bonança, e que me fez o que ser o que sou hoje.
Após lembrar de tanta cousa, me remeti ao meu passado, época tão distante e tão próxima, tirei a camisa, camiseta, e me prostei em frente ao espelho: O balofo gordo cresceu. Hoje tenho um cabelo que me satisfaz, uma barba que bem ou mal está aí, minha barriga diminuiu, mas, ainda sim vejo as marcas de navalha no meu braço que a tatuagem não pode esconder, vejo um braço menor que o outro, as marcas de espinha, a lânguidez de um corpo turvo. Posso ainda estar horrível, mas, ao menos estou melhor do que antes. Um pouco melhor.
Voltei ao quarto, e coloquei aquele velho disco de fazer-pensar, e pensei na ignorância das pessôas, na relatividade da vida e quantas eu perdi em carne (mas não em espírito), quantas me afastei e quantas se afastaram de mim, quantas me sangraram e quantas eu vi outras pessôas sangrarem. Vi a degradação do ser humano, a maldade ser via expressa, e as pessôas que se afastaram simplesmente por não ter peito por se deixar sangrar, ou por sentir um sangue que escorre por elas. Lembrei de tanta gente boa que há no mundo, e lembrei daquele velho músculo que coloquei num baú trancado que joguei no mar férreo. Lembrei da vida que me coube, da vida que me tem, e do corpo-a-corpo que joguei com ela, e hoje não mais, nem nunca mais, hoje eu estou jogando fora cada sentimento, cada pedaço, cada razão, cada viver, cada ter. Estou deixando tudo isso pra nunca.
Achei uma foto: Ela olha sorrindo pra êle, e êle olha para o horizonte, com aquela cara de piranha sem dente. Achei uma medalha, com sete linhas de umbanda. Achei um texto de um amigo, um desenho de uma amiga, um ingresso de um show, a palheta de um dos meus heróis, um pedaço de pano da roupa de uma colombina, um voto, achei o projeto Baden Powell, dentes, achei letras e textos, um devocionário de São Paulo, e um terço. Achei uma carteirinha de universidade, achei um bilhete de um amado, outra foto: Um homem, com seu filho no colo, rindo, uma farra. Outra foto: Uma Rainha, segura seu neto mais novo no colo, com as mãos fechadas pois estava com a mão molhada de lavar a louça, achei aquela última garrafa de Original que tomei naquele apartamento; Guardanapo de Pizza Hut com a irmã no Tatuapé, patuá, Salve a Rainha com a letra dele. Achei coisas que me lembraram da vida antes da vida.
Percebi, após achar tantas coisas minhas, tantas coisas compartilhadas com as histórias da minha gente, que a vida continua, e que eu nunca quis, mas, Deus me levantou mil vezes das mil vezes que caí. Que Deus me segurou quando eu ia cair, e que por intermédio d'Êle, tive amigos (alguns eternos, outros veraneios) que me ajudaram, tiveram comigo e foram por mim. Tive amores eternos de quatro meses e histórias mal resolvidas. Tive prazer em trabalhos, e trabalhos em coisas prazerosas, e apesar ainda dos meus trejeitos, formas e manias, continuei a jogar fora coisas, peças, pessôas, tudo aquilo aonde eu não me cabia mais, ou me fazia mal; Pior: Que desacreditava de mim, que não me aceitasse nas minhas deficiências, ou que quisesse/quiser me podar de alguma forma - aprendi que quando gostamos de uma pessôa, a aceitamos e estamos com ela, independente de seus jeitos ou tato, a aceitação, afinal. Hoje de manhã, após essa limpeza, vi que minha vida neste terral está no fim, e começo a rumar para um lugar diferente, aonde (talvez) um desafio maior me espera. Algo maior que eu nunca vi, vivi, ou senti. Algo que em parte anseio, em parte quero desistir, algo que em parte peço para não ter, mas sei que preciso. Coisa que só posso explicar aos ouvidos que querem realmente ouvir e entender o que se passa na minha massa cinzenta.
Percebi, que as memórias sempre hão de existir, e as cicatrizes de algumas também. Mas apesar de todas as recordações - boas ou ruins - a vida continua, e este é o milagre maior da vida. Tôdas as coisas passarem, e pela vida afora eu vou jogando fora as coisas que eu guardei por guardar, apenas para manter em mim tudo aquilo que só me deu bonança, e que me fez o que ser o que sou hoje.
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terça-feira, 28 de março de 2017
Nada Será Como Antes.
Sente, que nada é mais como antes.
Sente, que você mudou, mas não tem nada não: Mudou pra melhor, eu juro. Seus olhos ainda continuam lindos, vívidos, fortes, tementes e tinindo, olhos que simulam um paraíso que cabem entre a face cingida de quem há pouco esteve entre a porta estreita e a perfeição do supérfulo. Eu tomei uma direção, e você outra, mas não tem nada não. Se fôr da vontade de Deus, a gente se encontra logo mais, amanhã, ano que vem, daqui há umas horas, num outro plano espiritual. Mas, por favor, caia por terra com seus conceitos, assim como deixarei cair os meus: De você quero apenas a sua essência, o que me fez tanto amar você.
Sente, que nada é mais como antes.
Sente que eu já fui o sôm, fui o vento, fui a água turva, nôite illustrada, fui da geral, e cantiga de marujada, hoje sou velação, cêra que derrete e nada pensa, apenas mantém a linha em comunicação, olha para até onde fui, até onde me deixei, até onde te encontrei, e tira esses véus, véus tão claudicantes que você não entende que no final, não há mais dor minha, e, de mim mais nada tem. De mim tem apenas aquele abraço guardado para depois (leia novamente o 1º parágrafo), tem o bôm pensamento e o bôm conselho, de mim, apenas a música que me devoto desde o ventre da madre, e nada mais, nem a menos, nem incisivo, e nem externo. Tão somente isso, o que te cabe, o que me cabe, minha vida, sua vida. E nada além disso.
Sente, que nada é mais como antes.
Quando a ficha caiu, não era tarde, e sabe disso somente eu e você. Deus também. Mesmo que historiadores, escribas como eu, pessôas dissidentes de um sentimento, e até mesmo os doutores da Igreja, Reis, Profetas, Monsenhores e Biscoitos ouvissem sobre tudo aquilo, e fôssem reproduzir, nenhum deles saberiam como foi grande, como foi simples, rápido, humilde, mas tão genuíno, de uma grandeza tão grande que era miúdo, cabia somente entre nós dois, e quando perguntassem a mim, ou a você, o que foi, acredito que mesmo que usássemos da melhor palavra, e da mais alta nostalgjia para dizer, não conseguiríamos, porque é algo que ainda não morreu, está vivo. Talvez definhando, morrendo com certa, hm, "dignidade", mas, tá aí. Live and Let Live (Arthur Lee, eu me lembro, não me deixe esquecer nunca).
Sente, que nada é mais como antes.
Sua efíge ainda me causa um sentimento estranho, como se eu tivesse algo pra dizer, e nunca digo, e morro com esse peixe na garganta, com essa areia me afogando, e talvez eu nunca irei dizer tudo aquilo que ficou pendente - roupas no varal, aquela camisa que você amava, que eu sempre usava pra te ver, o cheiro do perfume, o anel do Santo Guerreiro que não habita mais em minhas mãos, e de mim só sobra a barba, o corpo deformado, mal definido, o cabelo sempre bagunçado, a velha tatuagem de Mater Cecília, e aquele sôm no ouvido, falando pouco e ouvindo muito, e seguindo. Maravilhosamente seguindo.
Sente, que nada é mais como antes.
Ergui as mãos pro Céu, e rezei. Pedi as nuvens que me dessem um brumeio, um frio, uma alegria, uma festa, um milagre, uma razão. Calcei botas novas, reparti do meu sangue, tomei um café de rei, e um almoço de pashá, e saí - na rua tive com os meus, ouvi, fui ouvido, senti, e recebi amplexo dos que estão comigo na lida diária; Gentes que se lembraram de mim, que estiveram comigo, que me fizeram bem, que me fizeram mal, mas, que de alguma forma eu deva ter marcado a vida, pois se lembraram de mim. Mas, de todas as mensagens, abraços, carinhos, e presentes, o melhor foi o teu.
Sente, que nada é mais como antes.
Sente, que você mudou, mas não tem nada não: Mudou pra melhor, eu juro. Seus olhos ainda continuam lindos, vívidos, fortes, tementes e tinindo, olhos que simulam um paraíso que cabem entre a face cingida de quem há pouco esteve entre a porta estreita e a perfeição do supérfulo. Eu tomei uma direção, e você outra, mas não tem nada não. Se fôr da vontade de Deus, a gente se encontra logo mais, amanhã, ano que vem, daqui há umas horas, num outro plano espiritual. Mas, por favor, caia por terra com seus conceitos, assim como deixarei cair os meus: De você quero apenas a sua essência, o que me fez tanto amar você.
Sente, que nada é mais como antes.
Sente que eu já fui o sôm, fui o vento, fui a água turva, nôite illustrada, fui da geral, e cantiga de marujada, hoje sou velação, cêra que derrete e nada pensa, apenas mantém a linha em comunicação, olha para até onde fui, até onde me deixei, até onde te encontrei, e tira esses véus, véus tão claudicantes que você não entende que no final, não há mais dor minha, e, de mim mais nada tem. De mim tem apenas aquele abraço guardado para depois (leia novamente o 1º parágrafo), tem o bôm pensamento e o bôm conselho, de mim, apenas a música que me devoto desde o ventre da madre, e nada mais, nem a menos, nem incisivo, e nem externo. Tão somente isso, o que te cabe, o que me cabe, minha vida, sua vida. E nada além disso.
Sente, que nada é mais como antes.
Quando a ficha caiu, não era tarde, e sabe disso somente eu e você. Deus também. Mesmo que historiadores, escribas como eu, pessôas dissidentes de um sentimento, e até mesmo os doutores da Igreja, Reis, Profetas, Monsenhores e Biscoitos ouvissem sobre tudo aquilo, e fôssem reproduzir, nenhum deles saberiam como foi grande, como foi simples, rápido, humilde, mas tão genuíno, de uma grandeza tão grande que era miúdo, cabia somente entre nós dois, e quando perguntassem a mim, ou a você, o que foi, acredito que mesmo que usássemos da melhor palavra, e da mais alta nostalgjia para dizer, não conseguiríamos, porque é algo que ainda não morreu, está vivo. Talvez definhando, morrendo com certa, hm, "dignidade", mas, tá aí. Live and Let Live (Arthur Lee, eu me lembro, não me deixe esquecer nunca).
Sente, que nada é mais como antes.
Sua efíge ainda me causa um sentimento estranho, como se eu tivesse algo pra dizer, e nunca digo, e morro com esse peixe na garganta, com essa areia me afogando, e talvez eu nunca irei dizer tudo aquilo que ficou pendente - roupas no varal, aquela camisa que você amava, que eu sempre usava pra te ver, o cheiro do perfume, o anel do Santo Guerreiro que não habita mais em minhas mãos, e de mim só sobra a barba, o corpo deformado, mal definido, o cabelo sempre bagunçado, a velha tatuagem de Mater Cecília, e aquele sôm no ouvido, falando pouco e ouvindo muito, e seguindo. Maravilhosamente seguindo.
Sente, que nada é mais como antes.
Ergui as mãos pro Céu, e rezei. Pedi as nuvens que me dessem um brumeio, um frio, uma alegria, uma festa, um milagre, uma razão. Calcei botas novas, reparti do meu sangue, tomei um café de rei, e um almoço de pashá, e saí - na rua tive com os meus, ouvi, fui ouvido, senti, e recebi amplexo dos que estão comigo na lida diária; Gentes que se lembraram de mim, que estiveram comigo, que me fizeram bem, que me fizeram mal, mas, que de alguma forma eu deva ter marcado a vida, pois se lembraram de mim. Mas, de todas as mensagens, abraços, carinhos, e presentes, o melhor foi o teu.
Sente, que nada é mais como antes.
XXVII (Completo)
N. do E.: Texto em versão completa, maçante e sem cortes. Quem pôde ter acompanhado a versão fragmentada aqui vai achar trechos a mais, poupados durante a divisão do ensaio.
Calado, ao meu peito permaneço em meditação; Saio dos extramuros de portas pesadas e férreas para novamente me meter nas construções de homens, com assuntos de homens e pensamentos vilipendiosos. Eu sou um homem, faço parte dessa máquina mercantil, meu sentir pede socorro, pois a cada dia, a cada segundo, a cada hora, hordas de anjos, senhores-de-lei, músicas, escritos, amigos, pessôas-das-geraes me lembram e me fazem afirmar que não sou daqui. E quando tento diariamente me tanger os olhos com o ferro quente da realidade, Deus novamente me brinda com um Céu, uma garôa, um frio, uma cerveja, uma bôa conversa, ou apenas uma fôrça que nunca foi nem nunca será minha, como teimosia de criança, para seguir em frente, que minha recompensa está a vir. Minha recompensa, leitor, é a morte. Nada mais, nem além disso. Na morte encontro a paz, na morte encontro Seo Fábio, na morte encontro Jesus Cristo, Nosso Senhor. Na morte encontro tôdas as respostas que sei que aqui de forma alguma terei, por isso cada vez mais quando me enrolam em espirais de ilusão, bobeira de fim-de-feira, me deixo atrair, pra me ver se naufrago logo; E assim encontrar minha paz, e em contra-partida dar a paz a quem está ao meu lado. Esse côrpo é meu empréstimo para pagar outra dívida, assim como essa vida é para saudar e mostrar que até aqui no degredo, tem gente boa, feliz, altiva e inteira (que, obviamente, não sou eu). Não pense, leitor(a) que com isso tenho tendências suicídas, ou depressão, muito pelo contrário. Filho de enforcado não repete erro, e além disso, me fiz, me vi, e estive sozinho por tantas vezes, que me acostumei com a solidão, e quantas vezes mais lutei por ter gente ao meu lado, para ver se a vida não valia com alguém do lado (amigos, namoradas, esposa, consorte...), mais descobri que as pessôas andam mais solitárias, egoístas, e vivendo umas espécie de queda-de-braço: Não te assumem o que sentem, mas, se o faz primeiro, vira réu delas, e mais além; Te corre risco de sangrar, e quem sangra primeiro não é errado, mas é quem é mais cristão, amou o outro como a si, tomou o outro pra si, como se entregou ao outro: As verdadeiras mãos que são sujas de sangue estão ocultas - tem do mêdo, da má alheia, e não sabem como agir quando encontram um carneiro em seu holocausto, apenas se tremem e se refugiam em seu infinito particular. O sangue inocente nas mãos, no fim das contas, são também de mãos mais inocentes ainda, por não se deixar ir adiante, ou se deixar viver, ter; Dizem-se tanto, e pouco se são, e muito se enchem do vazio, e na hora da vera, é tudo tão tardio, é tão triste, e as pessôas que se eiam, no final das contas são as que mais vazias estão. Elas dizem se comungar com o amôr, mas, o amôr do qual eu comungo não tem fim, prazo de validade, ou como-se-porta. Ele é o Amôr, tão só, somente, é. A vida é mais simples - algumas pessôas que a complicam. Se agregaram em mim o amôr sem fim de uma vida renunciada, a contra-fôrça, e a fé de Dona Antônia; Elas me fizeram dar o passo descompassado e viver o que vivo, sentir o que sinto, temer o que temo, e almejar o que não consigo nem imaginar possuir; Faço do vento, veículo aonde jogo estas palavras, pensamentos e sentimentos, e que cheguem aos ouvidos, olhos, bocas e corpo, pois meus não são meus, agora - mais do que antes - se pertencem a geral: Concórdia, Cecília, Bep, são da geral, são amarras que me desatei, e aquela camisa do Corinthians nem uso mais, e até mesmo o velho anel do Santo Guerreiro, penso em deixar em desuso para cada vez mais aderir essa vida. Minha vida. Sua vida. A vida, em si. Quando se vive para Alguém Maior, se esquece de si, das horas, dos dias, se esquece até mesmo de tudo que um dia possa ter ocasionado dôr. E por mais que algumas ainda façam o músculo repuxar, tudo isso passa, tudo isso acaba, tudo isso é deixado de lado, para dar lugar ao que realmente importou, importa e há de importar cada vez mais na vida daqui por diante. Me importa apenas fazer o bem, e sentir que de alguma forma o bem me invade, dando o elo da minha vida, da minha geração, de honrar e fazer parte do meu passado, de meu presente, e do meu futuro, naqueles que carregarão meu sangue, o Santo Guerreiro se apeia em seu cavalo, assim como o Pai da Rainha apeiava em seu cavalo, e ia para a beira do São Francisco para negociar peças de madeira, ferragens e talhados, o cavalo corre, mas a rédea o mantém sob o domínio dele, e com um grito: Eia! EIA! Deocleciano, minha fé se reside em ti. Tão só em somente em cada um dos meus - idos, estados, futuros. Deocleciano é Patriarcha de tôda essa gente humilde, feliz, o Pai da Rainha Original. O pioneiro do degredo que dobrava ferro e pregava madeira, apeiava no cavalo e descia a correntina até a Quinta da Bahea para ir ver o Nosso Senhor do Bonfim. Deocleciano é o difusor do Ofício, que se reside em cada um de nós, em cada um de cada seu, que ainda sim reza sem parar, porque Nossa Senhora está de joelhos. Deocleciano é o pendão imaculado de fôrça, de fé, de perseverança. É quem nos trouxe até aqui, dando sustâncea na farinha de Dona Antônia, dando fôrça de lá do lado de lá, e aqui, nós fazemos nossa parte, nos mantendo, nos cuidando, nos tendo.
Para cada raio de Sol, há uma prece, Seo Deocleciano, eu sei disso hoje mais que nunca - um prefixo dedicado a uma prelação, e a cada brumeio, um agradecimento; E mesmo que nós na nossa humanidade carnal raramente consigamos ver o que está a acontecer, existe e sempre existirão pequenos milagres: Os dois reais achados no bolso da calça, ir sentado no metrô, o café de graça dado no serviço, e a cabeça que ora pende pra alegria, e ora luta para se permanecer em alegria. Para cada gôta de chuva, existe uma benção, e por isso ando sem guarda-chuva e deixo me molhar, para me sentir vivo, para cada grão d'água molhar meus cabelos e cingir minha face, e se misturando com meu olhar, talvez aia de vingar uma lágrima de alegria. Talvez.
Quando nós, na nossa leiga ignorância, vamos nos desenvolvendo e descobrindo com o tempo tudo o que estava a nossa frente, nós rasgamos mais um véu que nos cegava, com isso, temos a vida verdadeira em nosso olhar, nossa mente, nosso coração. Pois, ao rasgar o véu cegante da ignorância, nós nos abrimos para o inonimável, e para uma alegria que não se têm fim - é como se ouvíssemos Baden Powell a tocar na nossa sala. É o Divino, é o Espírito Santo no Sacrário abaixo da imagem de Jesus Crucificado. Um Jesus tão pobre, tão amorenado-de-vela, tão frágil, tão ferido, tão môrto, tão por mim, por você, por nós... Faz-me um favôr, desce até a dobra da rua, aonde havia um rio, ali se deve fazer o bem, e novamente, e novamente, e novamente, até se cansar. Sobe o elevado, e cruza a avenida, ali também se pode fazer a vida renascer, ali pode-se dar o bem com bem, e fazer a bondade aflorar. Em tôdo lugar há uma chance de ser bom, mas, bom de verdade, bom de alma. Em tôdo lugar vejo uma chance de honrar Deocleciano, Antônia e Márcia.
Quão cansados estão essas pessôas que se degladeiam e se machucam pelo prazer de se sentir bem, de ver lágrimas e dôr brotarem de outrém - dessas pessôas, devemo-nos cada vez mais nos aproximar, e nos fazer casa e caserna delas, devemos dar amor, carinho e morada. O ser humano não é mal, êle apenas se perdeu no labirinto da ganância, do medo, e de não conseguir ver atrás do Véu de Deus, e nisso se achou maior ou no mesmo patamar que o Dulcíssimo. Não existe dôr, nem maldade, isso é invenção do feo.
Aonde nos cabe, estamos, e a cada porta estreita, nos devemos encolher mais, e deixar que os maus sejam maus, mesmo não sendo, e que os bons se elevem até o Divino, e desçam até a terra batida pelos homens que não entendem da lição que foi deixada no evangelho. Eu ainda estou na minha estrada, estou no meu rumo, tenho meu dia bom, e agora, tenho minha fé. Há um Cristo crucificado, tão mirrado, tão machucado, tão por mim... Por quê não poderia eu estar no lugar dele? Por quê sofrer tanto por mim? Pantocrator deveria muito bem saber que gente do degredo igual a mim tem pecados de levas. Mas, mesmo sabendo de tudo, o Triúno morreu por mim, pelo leitor(a), por cada um de nós deste vale de lágrimas, e apenas nos cabe o respeito, a admiração, a fé, a devoção. Nos cabe o amar em irmãos-em-Cristo, e nos perdoar, para vivermos melhor, e quando o barco virar, não ter medo de morrer.Eles se denominam tão maiores, tão melhores, mas são tão pequenos junto a Deus. Eu oro por vocês, multidão que não quer se enxergar no espelho, vocês medem a sujeira alheia mas não reconhecem a própria, vocês tão livres, tão gente aberta, tão de bem, tão seus, tão autorais, mas não entendem nem um terço do plano do Autor original. Eu sou redator das cartas de anjos, irmãos, santos, mendigos, professores, mestres, e biscoitos, vou redigir um segredo para vocês: Escrevo como escriba, porque como homem, eles não me respeitam. Me faço jornalista dos versos mais pobres, carentes de atenção e de olhos ávidos dessa ávida multidão, e peço a Deus, fôrça para desenvolver cada vez mais linhas, para cada palavra sonar na cabeça de quem sente, e neste fragmento de suma, deixo ao vento que diga as coisas mais incertas, pelas mãos minhas, tão feridas, tão sôfregas, tão minhas, tão de Deus. O dôm não é meu, a carne é emprestada, sou o mensageiro, não quem promulga, aceita e diz da mensagem.
A maldade do mundo tem nos feito frios, insensatos, maldosos e corruptos, roubando nossa própria felicidade e desejando o sangue - privando o riso aberto num dia de Sol pelo riso forçado ao querer impressionar pela qualidade de dentes brancos que se tem na boca. Cala tua boca, e deita-te na tua cama. Pensa nos teus atos, pensa na tua vida, e dorme, dorme o sono que Deus te vela, que neste sono te encontre a paz, que neste sono te encontra a felicidade que te cabe, e não a que te mede no alheio, e que sua verdade seja água.
Amanhã há de ser bem melhor.
Quando se lava as mãos antes de comer do alimento, de carinhar quem se ama, ou antes lavar o rosto, você se purifica, mas, porque não lavamos mais a alma? Por quê nós não aceitamos a simples idéia de renovarmos nossos laços e sermos quem precisamos e prometemos ser a nós mesmos, e na frente da assembléia da massa, há tempos tão idos, tão longíquos que nem mesmo as mãos do tempo ousam tocar, mantendo a lembrança num relicário de vidro e madeira aonde se vê, mas não se toca, nem se encosta, tampouco se sente. Lembranças, daqui desta clausura, serão minha pedra angular no futuro, e me ensinarão mais ainda a não temer a morte, nem as pessôas, nem de ser quem eu sou, preciso ser, ou qual bandeira levantar; Muito pelo contrário: Eu não sou meu juíz, mas, sou meu próprio carrasco.
Divino Espírito Santo, terça parte de Um Deus Tríuno, esteja comigo, e me faça entender como Vocês ao mesmo tempo são Um, e como tôda a alegria que perdi, encontrei na Vossa Presença. Ajude, a cada pessôa perdida como eu a se encontrar, e a quem está perdido no Vale de Lágrimas, a se encontrar, a se perdoar, limpar-se desse lôdo e seguir viagem carreira adiante nesta sinuosa estrada, e ter da concha-forma-mão para tomar no assude, comer do pão que lhe ofertarem na estrada, e sentir a fresca da manhã lhe tomando a cintura, num abraço sincero; Aprende que a vida tem bem mais no menos, e se perdoa de nunca ter vivido isso antes, e que quando você aproveitava as coisas pequenas da vida, você não aproveitava genuinamente - como eu tardiamente aprendi a apreciar, e aprecio agora: Amigos, hoje, na minha cama, encostada ante a janela de quase um século, vejo a garôa cair, e uma gôta está pendendo na ponta de uma folha de uma árvore que está para cair, e não cair, e me sinto agora como esta gôta, me encontro num cai-não-cai impossível de ser descrito, mas só sabe quem sente, vive ou viveu isto. Nem sei mais que horas são, mas se eu puder, mensuro três-quartos de hora perdida esperando essa gôta cair, mas intactamente ela repousa. Será esse o orvalho que minha avó tanto fala? Será que tôdos esses pensamentos são necessários a ponto de não me deixar dormir, e desejar que eu estivesse no colo da que amei por último, e que nos beijos, ventre, seios, sorriso e abraço dela, eu pudesse me valer de algo? Será que a madrugada é mais sádica dos que os seres humanos que vejo trafegar na rua? Será que tudo isso é realmente tão necessário? Será que ela ainda ao menos pensa em mim? Será que eu devo abandonar essa caravana e mais uma vez - inutilmente - mostrar e dizer o que eu sinto, e contar - mil por mil - das flôres do jardim? Será que foi só uma estrêla de fuligem rápida e fulgurante, que finalmente me pôs no lugar que nunca deveria ter saído? Ah, noite, reina em mim, e de uma vez por tôdas, deixa seu pensamento reinar sobre mim.Ah, madrugada, vem reinar em mim, e me faça criança para nos braços da Consolação eu ser ninado e dormir no colo da mulher mais que amada e dormir bem; Guarda-me na barra do teu sari para o feo não me ver, e não me sentir, e quando me sentir pronto, me pega pelos braços e me carrega pra teu lar, me leva pela mão porque eu não sou mais meu, sou mais teu do que qualquer outra coisa, Consolação. Sou teu e de mais ninguém.
Escreve, escriba, escreve. A noite é longa, e ninguém pode te salvar de ti mesmo. Observa a gota que ainda está na ponta da folha, e que não cai - miraculosamente está suspensa entre o ar e a folha, e Deus a mantém, Deus a quer ali, Deus permite tudo o que acontece. Deus é amor, mas é justo, e a quem se porta com decência, honrado é pela mão d'Ele, e quem desvirtua o caminho, perdido está, mas pode ser achado se pedir uma candeia para nas mãos, dar luz para guiar aos pés; E Deus, depois de me dar um archote, me deu azeite, candeia e linheiro, faço minha candeia agora para guiar meus pés, e me manter longe do caminho que trilhei, para agora me ser tôdo inteiro, tôdo água. Nesta madrugada, escrevo ainda para que quando sair daqui, eu promulgue o que sinto, e quando chegar ao derradeiro dia do meu quarto-de-século, eu não me esqueça de tudo isso que estou a viver aqui nesta cama, nesta clausura, neste sentir.
Deus, faça sua morada em mim e abra meus olhos, pois eu não rasguei o Véu, apenas o levantei, e se fôr dos Teus planos, me deixa abrir os olhos para Te ver, pois só irei abrir, se Você permitir, pois, mesmo eu na minha ousadia de levantar o Véu, sei que não deveria. Mas, pela mesma sabedoria que Me deste, me questiono, se com os Véus, eu via vultos, preciso fechar meus olhos quando levantar os véus para eiar os olhos, pois, a olho nu, a vívida poderia queimar minha íris, e apenas na Sua presença, já me sou abençoado, logo, se eu puder Te ver, sortudo me sou. Senhor, abre meus olhos para Te ver.
Não posso, não quero, não devo. Abnego tudo isso apenas pelo fato de ter a paz que tanto procuro, paz que não existe em murais, cervejas, futebol, beijos, ou em conversas de fim-de-feira. Eu quero apenas pelo que minha alma anseia, que fracionado, é a figura completa da paz, mas, dividido, mostra-se como pequenas coisas geraes que nos fazem ao longo dos dias.
Te julgo o mal, e peço que saia de mim, fica em mim enquanto pode, maldade, para que me seja peso-de-prumo para entender o que se passa comigo, com os meus, com os da rua, e os que virão. Como tudo que existe é criação e oriundo de Deus, você há de ficar, mal, pois faz parte desta sociedade, e já está contaminado nos genes, sentidos e agir das pessôas. Mas em mim, não há de habitar, mesmo que interfira na minha vida, mesmo que interfira no meu ser, mesmo que machuque minha carne, mesmo que me faça mais besta, eu prefiro crer, eu prefiro ter em mim tôda a bondade que houver, e voltar a ser a mesma pessôa boa de antes - mesmo que me prive, que passe por constrangimento, e precise dar a cara para ser batida a tôdo o solo do chão, faço isso a partir de hoje voluntáriamente, porque sei que isso é o que deveria sempre ser feito: Acreditar mais, dar mais fôrça a vazão dos sentimentos, e deixar desaguar o amôr, a beleza da vida e o viver de forma ímpar, de forma magna, e quero acreditar e fazerem os meus ao redor acreditarem que todas as cartas vão chegar, que os sinos hão de tinar, e que tudo, magistralmente seja belo, lindo, humilde de coração e forte, forte como a fôrça que nos motiva. Meu Deus, que o gôl, aquele beijo da mulher amada, aquele solo de guitarra, o Sol que desponta na praia durante o bate-volta, a cerveja gelada, o abraço ganhado na hora da solidão, permite, Meu Deus que tudo isso seja digno aos meus, sem exceção, distinção, classe ou horda; Permite que cada um dos meus amigos, irmãos, profetas, professores, senhores, Seos, Donas, escribas, mamães, pessôas, pirañas, picles, biscoitos, raios-de-Sol sejam eternamente e extremamente felizes, como eu fui, sou, e irei ser ainda mais, Deus Meu. Somos reis, somos profetas.Na calada da noite, me calo, mas a alma fervilha uma série de prelativas para perturbar as carnes, e a mente ardilha mil caminhos para me inconformar com o atual estado das coisas, e me fazer provar do doce, do amargo, do que não se nomeia por respeito as palavras; Eu estou aqui a escrever coisas que não compreendo nessa suma para ver se alguém me ouve ou me sente perto quando eu não estiver no mundo. Não sou santo, e Deus me sabe disso - mas, saio desse mundo para adentrar e nunca mais sair de um mundo aonde realmente sou alheio, escolhido, aceito e bem-amado pelas distoantes dessa vida carnal.
Tôdas as coisas passam - menos os sentimentos.
A camisa dada, o sorriso ofertado, os lábios que se morderam, um longo abraço, o sorvete dando a alegria de um sábado, a música que invade o ouvido e toca a alma, tôdas essas situações tem embutidos algo que a carne, e a mente não produz, mas a alma transmite, a alma sente, a alma incandeia, e faz maior que tôdos nós; Ah, pessôas, se guardem no amor de Deus porque foi Êle quem valeu na hora da solidão e da morte, foi tão somente Êle que soube de tudo desde o começo, e lá longe, alguém que sobe no vapor de carvoar se entrega aos braços de Deus Rei nosso pai, e pensa que tudo poderia ser melhor se pudesse recomeçar a vida em outro plano, outra situação, outra vida. Eu, aqui, deitado nessa cama quente na noite úmida, penso igual, e por isso faço meus planos tão iguais ao mesmo homem que desceu da Quinta da Bahea pra tentar a sorte e vencer no sul. Meu coração é tão igual ao teu, nunca te vendo. Meu coração é igual o da tua esposa que cuidou de sete filhos, sem depender de outro homem, e que lavou muita roupa e hoje tem as mãos deformadas, as mãos calejadas, e tôdos os dias reza por cada um de nós, sem pedir nada em troca, ou até mesmo sem exigir um espólio. Rainha Maior que tudo, simplesmente é.
A fé de uma pessôa, além de hereditária, pode ser ponto de referência, pois, logo quando nos é dado um motivo para termos, utilizar, manter, ou dobrar nossa fé, nós nos espelhamos na fé de alguém, e na majora, usamos a fé de nossos antepassados para entendermos o conceito de Divindade, e o conceito de como ser grato, e como a fôrça regente do mundo provém de Alguém maior que tudo que pôssamos imaginar, aprendi fitando os olhos fechados e os dedos de minha vó trincando um rosário, que a única coisa que realmente temos ao nosso lado é Deus, e afora ele, tudo e toda qualquer coisa é passageira, e passível de perca ou abandono; E quando nos deixa, nos deixa de modo abrupto, mesmo tendo nos preparado - como tôdo santo dia na homília dos dias nossos pais nos dizem que uma hora não estarão lá a vida tôda; Mesmo tendo a preparação, quando o dia vier, ninguém estará realmente preparado.
Vou delineando meus dedos sobre o papel, sobre essa cama, sobre o travesseiro, e velhas recordações vem me tentar e me fazer lembrar do passado, e dos sonhos que naufragaram antes de se caber e meter em terra; A dôr tenta invadir meu coração, mas, dessa vez não posso deixar que ela me ganhe, não sem ter da luta, do sentimento, e mostrar que estou aqui para lutar pelo aquilo que considero justo, certo, sincero, pelo meu, que não é mais meu, e agora cabe (mais do que antes) ao Jesus Nazareno, e ao meu padrinho (porta estreita, porta estreita...)
A luz do poste invade o meu quarto e deixa um facho de luz forte e fino cruzar por tôda a diagonal, e eu, ainda a escrever sobre isso, continuo a exortar a bondade de Deus por estar aqui, mesmo com o sono começando a bater, e me fazer criança quando tem medo de dormir por conta do monstro que habita no ármario. Lembranças me vem a tona de corpos que se deitaram ao meu, bocas que beijei, amôres que amei desenfreadamente, e do último amôr que não pude amar, não pude contemplar em seu êxtase, e da dôr que ele me causou. Nuvens ainda me turvam a vista, e me deixam ainda triste, e me fazem lembrar de quem hoje me esquece entre brumas, e me lembram como uma escrita pode ser um divisor de águas e como a tristeza se fez como minha mãe, amiga, mulher e filha. Hoje, afogo minha filha, separo de minha mulher, rompo de minha amiga e sepulto minha mãe, essas ilusões, visões, turvações, o que for... Tôdas elas me dão a certeza que nada disso é pra mim, e que estou no caminho certo, mesmo com dúvidas, mesmo com medo, mesmo aprendendo justamente agora a sorrir e a enfrentar o universo.Mantém-me acordado, e não me deixa dormir agora, deixe eu olhar mais um pouco a chuva cair, e me motivar a estar vivendo o que vivo, e sentir o que sinto. Pega minha atenção e a cultive, cative, cada vez mais, e saiba que só você pode fazer isso, Deus - só para você devo largar tudo, e prestar a obediência, e o ato da fé absoluta e inexorável.
Desce-me até a mina d'água, e lava-me dos meus pecados, e deixa a carne ser carne, afogue a minha carne, para sair, sobressair, intervir, e vencer. Deixe-me, ao menos uma vez na vida, ser certo, estar certo, e viver certo. Deixe eu ser leve, calmo, puro e cristalino como a água que lava a alma, e que cinge a carne da alheia, deixe me saciar a sede de muitos os que procuram, para que eu os dê o que realmente procuram, deixe eu ser palavra, razonete, segredo, mistério, consolador, ouvinte, amigo e interlocutor. Deixe, com sua permissão Meu Deus que eu seja aquilo que êles mais tem falta, deixe eu ser meu, e que na minha concepção, a concepção não esteja certa ou errrada, mas que esteja sempre em paz e bem. Que em mim não exista um procedimento ou maneira, seleção ou recrutamento, mas que exista, de alguma forma o acolhimento para que eu possa ouvir e dar acolhimento a todos que andam cansados, e assim como o Samaritano, cuidar de quem mais precisa.
Eu quero ir aonde tenham problemas, desafios, coisas a se superar e integrar, quero ser a solução, não para ser quem ganha espólio, mas para fazer merecer o que espero ter lá na frente, e honrar quem me salvou.Você acredita no dia de amanhã, e nas coisas que podem acontecer no amanhã? Você acredita em tôdas as coisas que podem melhorar, ou que sentir as coisas estão melhorando ao longo de um dia vivido? Você acredita num amanhã melhor, aonde a chuva para de castigar, e apenas chove sobre a fôlha, no brumeio que vai te amar e te cercar de coisas boas, e acredita em tudo aquilo que mataram dentro de você pode se regenerar e ser maior e melhor que antes? Você crê que as chagas podem ser curadas e cicatrizadas, mas elas ainda estarão lá, elas ainda aparecerão, mas elas nunca mais irão doer, só nos farão ser partes de um tôdo completo chamado vida. Você acredita? Eu acredito.
Eu acredito em mim, nos olhos, raios, sorrisos, ventos, torrentes, e na cerveja gelada que fica no centro existindo alguém só para a beber, só a sorver, só a coexistir. Eu acredito nas pessoas, acredito em cada uma delas, e me desapego daquelas a quem me desfizeram e me resigno de ódio, piedade ou dôr - quanto a mágoa, ainda está a ser trabalhado; Estamos fazendo nosso melhor. A noite não pena em passar, e por isso me mantenho em apenas pensar, sentir, texturizar e refletir sobre tudo - e nada. Eu apenas creio que tudo isso é desnecessário, e eu espero que na medida do que já exagerei, esse desnível minimalista seja uma nivelação das contas desse rosário enorme e desvelado que me encontro há 25 anos rezando, e a 25 anos não consigo o entender, mas apenas o faço por obrigação, por dever, pela esperança, pela fé.
Concórdia, olha por mim daí, me mantenha na fé, e me deixe que na fé me encontre o caminho de volta pra casa. Concórdia, seja aquela a quem eu esperei a minha vida tôda, me deixe te ter, para que ao momento que eu te ter como minha, não abra mais meus olhos, e tudo que eu tenho - tudo o que vêes é teu, teu e de teu Filho. Você me mantém sobre teu sari, e daqui vou fazendo meu melhor, aprendendo a ser maior e melhor que tudo isso, mas me faça menor que tudo, menor que eles, e tire de mim tudo o que eu tenho; Para quando eu me encontrar só, dentro de mim, meus olhos se fechem em um véu, que apenas Você possa tirar, apenas você pode me fitar, cingir e tinar.
Desce-me até o Rossio, e que lá as pessôas que me viram, não me vejam, e as que já me viram um dia desses, não me reconheçam, desce pelas ruas e procura meu rastro, mesmo sabendo que eu não vou deixar. Estou deixando esse mundo, essa minha vida, para minha eternidade, para ser o que nunca pude ser antes, viver, sentir e entender o que nunca compreendi. Desce da tua plataforma e patamar e ouve: Eu não sou mais o mesmo.
Calado, ao meu peito permaneço em meditação; Saio dos extramuros de portas pesadas e férreas para novamente me meter nas construções de homens, com assuntos de homens e pensamentos vilipendiosos. Eu sou um homem, faço parte dessa máquina mercantil, meu sentir pede socorro, pois a cada dia, a cada segundo, a cada hora, hordas de anjos, senhores-de-lei, músicas, escritos, amigos, pessôas-das-geraes me lembram e me fazem afirmar que não sou daqui. E quando tento diariamente me tanger os olhos com o ferro quente da realidade, Deus novamente me brinda com um Céu, uma garôa, um frio, uma cerveja, uma bôa conversa, ou apenas uma fôrça que nunca foi nem nunca será minha, como teimosia de criança, para seguir em frente, que minha recompensa está a vir. Minha recompensa, leitor, é a morte. Nada mais, nem além disso. Na morte encontro a paz, na morte encontro Seo Fábio, na morte encontro Jesus Cristo, Nosso Senhor. Na morte encontro tôdas as respostas que sei que aqui de forma alguma terei, por isso cada vez mais quando me enrolam em espirais de ilusão, bobeira de fim-de-feira, me deixo atrair, pra me ver se naufrago logo; E assim encontrar minha paz, e em contra-partida dar a paz a quem está ao meu lado. Esse côrpo é meu empréstimo para pagar outra dívida, assim como essa vida é para saudar e mostrar que até aqui no degredo, tem gente boa, feliz, altiva e inteira (que, obviamente, não sou eu). Não pense, leitor(a) que com isso tenho tendências suicídas, ou depressão, muito pelo contrário. Filho de enforcado não repete erro, e além disso, me fiz, me vi, e estive sozinho por tantas vezes, que me acostumei com a solidão, e quantas vezes mais lutei por ter gente ao meu lado, para ver se a vida não valia com alguém do lado (amigos, namoradas, esposa, consorte...), mais descobri que as pessôas andam mais solitárias, egoístas, e vivendo umas espécie de queda-de-braço: Não te assumem o que sentem, mas, se o faz primeiro, vira réu delas, e mais além; Te corre risco de sangrar, e quem sangra primeiro não é errado, mas é quem é mais cristão, amou o outro como a si, tomou o outro pra si, como se entregou ao outro: As verdadeiras mãos que são sujas de sangue estão ocultas - tem do mêdo, da má alheia, e não sabem como agir quando encontram um carneiro em seu holocausto, apenas se tremem e se refugiam em seu infinito particular. O sangue inocente nas mãos, no fim das contas, são também de mãos mais inocentes ainda, por não se deixar ir adiante, ou se deixar viver, ter; Dizem-se tanto, e pouco se são, e muito se enchem do vazio, e na hora da vera, é tudo tão tardio, é tão triste, e as pessôas que se eiam, no final das contas são as que mais vazias estão. Elas dizem se comungar com o amôr, mas, o amôr do qual eu comungo não tem fim, prazo de validade, ou como-se-porta. Ele é o Amôr, tão só, somente, é. A vida é mais simples - algumas pessôas que a complicam. Se agregaram em mim o amôr sem fim de uma vida renunciada, a contra-fôrça, e a fé de Dona Antônia; Elas me fizeram dar o passo descompassado e viver o que vivo, sentir o que sinto, temer o que temo, e almejar o que não consigo nem imaginar possuir; Faço do vento, veículo aonde jogo estas palavras, pensamentos e sentimentos, e que cheguem aos ouvidos, olhos, bocas e corpo, pois meus não são meus, agora - mais do que antes - se pertencem a geral: Concórdia, Cecília, Bep, são da geral, são amarras que me desatei, e aquela camisa do Corinthians nem uso mais, e até mesmo o velho anel do Santo Guerreiro, penso em deixar em desuso para cada vez mais aderir essa vida. Minha vida. Sua vida. A vida, em si. Quando se vive para Alguém Maior, se esquece de si, das horas, dos dias, se esquece até mesmo de tudo que um dia possa ter ocasionado dôr. E por mais que algumas ainda façam o músculo repuxar, tudo isso passa, tudo isso acaba, tudo isso é deixado de lado, para dar lugar ao que realmente importou, importa e há de importar cada vez mais na vida daqui por diante. Me importa apenas fazer o bem, e sentir que de alguma forma o bem me invade, dando o elo da minha vida, da minha geração, de honrar e fazer parte do meu passado, de meu presente, e do meu futuro, naqueles que carregarão meu sangue, o Santo Guerreiro se apeia em seu cavalo, assim como o Pai da Rainha apeiava em seu cavalo, e ia para a beira do São Francisco para negociar peças de madeira, ferragens e talhados, o cavalo corre, mas a rédea o mantém sob o domínio dele, e com um grito: Eia! EIA! Deocleciano, minha fé se reside em ti. Tão só em somente em cada um dos meus - idos, estados, futuros. Deocleciano é Patriarcha de tôda essa gente humilde, feliz, o Pai da Rainha Original. O pioneiro do degredo que dobrava ferro e pregava madeira, apeiava no cavalo e descia a correntina até a Quinta da Bahea para ir ver o Nosso Senhor do Bonfim. Deocleciano é o difusor do Ofício, que se reside em cada um de nós, em cada um de cada seu, que ainda sim reza sem parar, porque Nossa Senhora está de joelhos. Deocleciano é o pendão imaculado de fôrça, de fé, de perseverança. É quem nos trouxe até aqui, dando sustâncea na farinha de Dona Antônia, dando fôrça de lá do lado de lá, e aqui, nós fazemos nossa parte, nos mantendo, nos cuidando, nos tendo.
Para cada raio de Sol, há uma prece, Seo Deocleciano, eu sei disso hoje mais que nunca - um prefixo dedicado a uma prelação, e a cada brumeio, um agradecimento; E mesmo que nós na nossa humanidade carnal raramente consigamos ver o que está a acontecer, existe e sempre existirão pequenos milagres: Os dois reais achados no bolso da calça, ir sentado no metrô, o café de graça dado no serviço, e a cabeça que ora pende pra alegria, e ora luta para se permanecer em alegria. Para cada gôta de chuva, existe uma benção, e por isso ando sem guarda-chuva e deixo me molhar, para me sentir vivo, para cada grão d'água molhar meus cabelos e cingir minha face, e se misturando com meu olhar, talvez aia de vingar uma lágrima de alegria. Talvez.
Quando nós, na nossa leiga ignorância, vamos nos desenvolvendo e descobrindo com o tempo tudo o que estava a nossa frente, nós rasgamos mais um véu que nos cegava, com isso, temos a vida verdadeira em nosso olhar, nossa mente, nosso coração. Pois, ao rasgar o véu cegante da ignorância, nós nos abrimos para o inonimável, e para uma alegria que não se têm fim - é como se ouvíssemos Baden Powell a tocar na nossa sala. É o Divino, é o Espírito Santo no Sacrário abaixo da imagem de Jesus Crucificado. Um Jesus tão pobre, tão amorenado-de-vela, tão frágil, tão ferido, tão môrto, tão por mim, por você, por nós... Faz-me um favôr, desce até a dobra da rua, aonde havia um rio, ali se deve fazer o bem, e novamente, e novamente, e novamente, até se cansar. Sobe o elevado, e cruza a avenida, ali também se pode fazer a vida renascer, ali pode-se dar o bem com bem, e fazer a bondade aflorar. Em tôdo lugar há uma chance de ser bom, mas, bom de verdade, bom de alma. Em tôdo lugar vejo uma chance de honrar Deocleciano, Antônia e Márcia.
Quão cansados estão essas pessôas que se degladeiam e se machucam pelo prazer de se sentir bem, de ver lágrimas e dôr brotarem de outrém - dessas pessôas, devemo-nos cada vez mais nos aproximar, e nos fazer casa e caserna delas, devemos dar amor, carinho e morada. O ser humano não é mal, êle apenas se perdeu no labirinto da ganância, do medo, e de não conseguir ver atrás do Véu de Deus, e nisso se achou maior ou no mesmo patamar que o Dulcíssimo. Não existe dôr, nem maldade, isso é invenção do feo.
Aonde nos cabe, estamos, e a cada porta estreita, nos devemos encolher mais, e deixar que os maus sejam maus, mesmo não sendo, e que os bons se elevem até o Divino, e desçam até a terra batida pelos homens que não entendem da lição que foi deixada no evangelho. Eu ainda estou na minha estrada, estou no meu rumo, tenho meu dia bom, e agora, tenho minha fé. Há um Cristo crucificado, tão mirrado, tão machucado, tão por mim... Por quê não poderia eu estar no lugar dele? Por quê sofrer tanto por mim? Pantocrator deveria muito bem saber que gente do degredo igual a mim tem pecados de levas. Mas, mesmo sabendo de tudo, o Triúno morreu por mim, pelo leitor(a), por cada um de nós deste vale de lágrimas, e apenas nos cabe o respeito, a admiração, a fé, a devoção. Nos cabe o amar em irmãos-em-Cristo, e nos perdoar, para vivermos melhor, e quando o barco virar, não ter medo de morrer.Eles se denominam tão maiores, tão melhores, mas são tão pequenos junto a Deus. Eu oro por vocês, multidão que não quer se enxergar no espelho, vocês medem a sujeira alheia mas não reconhecem a própria, vocês tão livres, tão gente aberta, tão de bem, tão seus, tão autorais, mas não entendem nem um terço do plano do Autor original. Eu sou redator das cartas de anjos, irmãos, santos, mendigos, professores, mestres, e biscoitos, vou redigir um segredo para vocês: Escrevo como escriba, porque como homem, eles não me respeitam. Me faço jornalista dos versos mais pobres, carentes de atenção e de olhos ávidos dessa ávida multidão, e peço a Deus, fôrça para desenvolver cada vez mais linhas, para cada palavra sonar na cabeça de quem sente, e neste fragmento de suma, deixo ao vento que diga as coisas mais incertas, pelas mãos minhas, tão feridas, tão sôfregas, tão minhas, tão de Deus. O dôm não é meu, a carne é emprestada, sou o mensageiro, não quem promulga, aceita e diz da mensagem.
A maldade do mundo tem nos feito frios, insensatos, maldosos e corruptos, roubando nossa própria felicidade e desejando o sangue - privando o riso aberto num dia de Sol pelo riso forçado ao querer impressionar pela qualidade de dentes brancos que se tem na boca. Cala tua boca, e deita-te na tua cama. Pensa nos teus atos, pensa na tua vida, e dorme, dorme o sono que Deus te vela, que neste sono te encontre a paz, que neste sono te encontra a felicidade que te cabe, e não a que te mede no alheio, e que sua verdade seja água.
Amanhã há de ser bem melhor.
Quando se lava as mãos antes de comer do alimento, de carinhar quem se ama, ou antes lavar o rosto, você se purifica, mas, porque não lavamos mais a alma? Por quê nós não aceitamos a simples idéia de renovarmos nossos laços e sermos quem precisamos e prometemos ser a nós mesmos, e na frente da assembléia da massa, há tempos tão idos, tão longíquos que nem mesmo as mãos do tempo ousam tocar, mantendo a lembrança num relicário de vidro e madeira aonde se vê, mas não se toca, nem se encosta, tampouco se sente. Lembranças, daqui desta clausura, serão minha pedra angular no futuro, e me ensinarão mais ainda a não temer a morte, nem as pessôas, nem de ser quem eu sou, preciso ser, ou qual bandeira levantar; Muito pelo contrário: Eu não sou meu juíz, mas, sou meu próprio carrasco.
Divino Espírito Santo, terça parte de Um Deus Tríuno, esteja comigo, e me faça entender como Vocês ao mesmo tempo são Um, e como tôda a alegria que perdi, encontrei na Vossa Presença. Ajude, a cada pessôa perdida como eu a se encontrar, e a quem está perdido no Vale de Lágrimas, a se encontrar, a se perdoar, limpar-se desse lôdo e seguir viagem carreira adiante nesta sinuosa estrada, e ter da concha-forma-mão para tomar no assude, comer do pão que lhe ofertarem na estrada, e sentir a fresca da manhã lhe tomando a cintura, num abraço sincero; Aprende que a vida tem bem mais no menos, e se perdoa de nunca ter vivido isso antes, e que quando você aproveitava as coisas pequenas da vida, você não aproveitava genuinamente - como eu tardiamente aprendi a apreciar, e aprecio agora: Amigos, hoje, na minha cama, encostada ante a janela de quase um século, vejo a garôa cair, e uma gôta está pendendo na ponta de uma folha de uma árvore que está para cair, e não cair, e me sinto agora como esta gôta, me encontro num cai-não-cai impossível de ser descrito, mas só sabe quem sente, vive ou viveu isto. Nem sei mais que horas são, mas se eu puder, mensuro três-quartos de hora perdida esperando essa gôta cair, mas intactamente ela repousa. Será esse o orvalho que minha avó tanto fala? Será que tôdos esses pensamentos são necessários a ponto de não me deixar dormir, e desejar que eu estivesse no colo da que amei por último, e que nos beijos, ventre, seios, sorriso e abraço dela, eu pudesse me valer de algo? Será que a madrugada é mais sádica dos que os seres humanos que vejo trafegar na rua? Será que tudo isso é realmente tão necessário? Será que ela ainda ao menos pensa em mim? Será que eu devo abandonar essa caravana e mais uma vez - inutilmente - mostrar e dizer o que eu sinto, e contar - mil por mil - das flôres do jardim? Será que foi só uma estrêla de fuligem rápida e fulgurante, que finalmente me pôs no lugar que nunca deveria ter saído? Ah, noite, reina em mim, e de uma vez por tôdas, deixa seu pensamento reinar sobre mim.Ah, madrugada, vem reinar em mim, e me faça criança para nos braços da Consolação eu ser ninado e dormir no colo da mulher mais que amada e dormir bem; Guarda-me na barra do teu sari para o feo não me ver, e não me sentir, e quando me sentir pronto, me pega pelos braços e me carrega pra teu lar, me leva pela mão porque eu não sou mais meu, sou mais teu do que qualquer outra coisa, Consolação. Sou teu e de mais ninguém.
Escreve, escriba, escreve. A noite é longa, e ninguém pode te salvar de ti mesmo. Observa a gota que ainda está na ponta da folha, e que não cai - miraculosamente está suspensa entre o ar e a folha, e Deus a mantém, Deus a quer ali, Deus permite tudo o que acontece. Deus é amor, mas é justo, e a quem se porta com decência, honrado é pela mão d'Ele, e quem desvirtua o caminho, perdido está, mas pode ser achado se pedir uma candeia para nas mãos, dar luz para guiar aos pés; E Deus, depois de me dar um archote, me deu azeite, candeia e linheiro, faço minha candeia agora para guiar meus pés, e me manter longe do caminho que trilhei, para agora me ser tôdo inteiro, tôdo água. Nesta madrugada, escrevo ainda para que quando sair daqui, eu promulgue o que sinto, e quando chegar ao derradeiro dia do meu quarto-de-século, eu não me esqueça de tudo isso que estou a viver aqui nesta cama, nesta clausura, neste sentir.
Deus, faça sua morada em mim e abra meus olhos, pois eu não rasguei o Véu, apenas o levantei, e se fôr dos Teus planos, me deixa abrir os olhos para Te ver, pois só irei abrir, se Você permitir, pois, mesmo eu na minha ousadia de levantar o Véu, sei que não deveria. Mas, pela mesma sabedoria que Me deste, me questiono, se com os Véus, eu via vultos, preciso fechar meus olhos quando levantar os véus para eiar os olhos, pois, a olho nu, a vívida poderia queimar minha íris, e apenas na Sua presença, já me sou abençoado, logo, se eu puder Te ver, sortudo me sou. Senhor, abre meus olhos para Te ver.
Não posso, não quero, não devo. Abnego tudo isso apenas pelo fato de ter a paz que tanto procuro, paz que não existe em murais, cervejas, futebol, beijos, ou em conversas de fim-de-feira. Eu quero apenas pelo que minha alma anseia, que fracionado, é a figura completa da paz, mas, dividido, mostra-se como pequenas coisas geraes que nos fazem ao longo dos dias.
Te julgo o mal, e peço que saia de mim, fica em mim enquanto pode, maldade, para que me seja peso-de-prumo para entender o que se passa comigo, com os meus, com os da rua, e os que virão. Como tudo que existe é criação e oriundo de Deus, você há de ficar, mal, pois faz parte desta sociedade, e já está contaminado nos genes, sentidos e agir das pessôas. Mas em mim, não há de habitar, mesmo que interfira na minha vida, mesmo que interfira no meu ser, mesmo que machuque minha carne, mesmo que me faça mais besta, eu prefiro crer, eu prefiro ter em mim tôda a bondade que houver, e voltar a ser a mesma pessôa boa de antes - mesmo que me prive, que passe por constrangimento, e precise dar a cara para ser batida a tôdo o solo do chão, faço isso a partir de hoje voluntáriamente, porque sei que isso é o que deveria sempre ser feito: Acreditar mais, dar mais fôrça a vazão dos sentimentos, e deixar desaguar o amôr, a beleza da vida e o viver de forma ímpar, de forma magna, e quero acreditar e fazerem os meus ao redor acreditarem que todas as cartas vão chegar, que os sinos hão de tinar, e que tudo, magistralmente seja belo, lindo, humilde de coração e forte, forte como a fôrça que nos motiva. Meu Deus, que o gôl, aquele beijo da mulher amada, aquele solo de guitarra, o Sol que desponta na praia durante o bate-volta, a cerveja gelada, o abraço ganhado na hora da solidão, permite, Meu Deus que tudo isso seja digno aos meus, sem exceção, distinção, classe ou horda; Permite que cada um dos meus amigos, irmãos, profetas, professores, senhores, Seos, Donas, escribas, mamães, pessôas, pirañas, picles, biscoitos, raios-de-Sol sejam eternamente e extremamente felizes, como eu fui, sou, e irei ser ainda mais, Deus Meu. Somos reis, somos profetas.Na calada da noite, me calo, mas a alma fervilha uma série de prelativas para perturbar as carnes, e a mente ardilha mil caminhos para me inconformar com o atual estado das coisas, e me fazer provar do doce, do amargo, do que não se nomeia por respeito as palavras; Eu estou aqui a escrever coisas que não compreendo nessa suma para ver se alguém me ouve ou me sente perto quando eu não estiver no mundo. Não sou santo, e Deus me sabe disso - mas, saio desse mundo para adentrar e nunca mais sair de um mundo aonde realmente sou alheio, escolhido, aceito e bem-amado pelas distoantes dessa vida carnal.
Tôdas as coisas passam - menos os sentimentos.
A camisa dada, o sorriso ofertado, os lábios que se morderam, um longo abraço, o sorvete dando a alegria de um sábado, a música que invade o ouvido e toca a alma, tôdas essas situações tem embutidos algo que a carne, e a mente não produz, mas a alma transmite, a alma sente, a alma incandeia, e faz maior que tôdos nós; Ah, pessôas, se guardem no amor de Deus porque foi Êle quem valeu na hora da solidão e da morte, foi tão somente Êle que soube de tudo desde o começo, e lá longe, alguém que sobe no vapor de carvoar se entrega aos braços de Deus Rei nosso pai, e pensa que tudo poderia ser melhor se pudesse recomeçar a vida em outro plano, outra situação, outra vida. Eu, aqui, deitado nessa cama quente na noite úmida, penso igual, e por isso faço meus planos tão iguais ao mesmo homem que desceu da Quinta da Bahea pra tentar a sorte e vencer no sul. Meu coração é tão igual ao teu, nunca te vendo. Meu coração é igual o da tua esposa que cuidou de sete filhos, sem depender de outro homem, e que lavou muita roupa e hoje tem as mãos deformadas, as mãos calejadas, e tôdos os dias reza por cada um de nós, sem pedir nada em troca, ou até mesmo sem exigir um espólio. Rainha Maior que tudo, simplesmente é.
A fé de uma pessôa, além de hereditária, pode ser ponto de referência, pois, logo quando nos é dado um motivo para termos, utilizar, manter, ou dobrar nossa fé, nós nos espelhamos na fé de alguém, e na majora, usamos a fé de nossos antepassados para entendermos o conceito de Divindade, e o conceito de como ser grato, e como a fôrça regente do mundo provém de Alguém maior que tudo que pôssamos imaginar, aprendi fitando os olhos fechados e os dedos de minha vó trincando um rosário, que a única coisa que realmente temos ao nosso lado é Deus, e afora ele, tudo e toda qualquer coisa é passageira, e passível de perca ou abandono; E quando nos deixa, nos deixa de modo abrupto, mesmo tendo nos preparado - como tôdo santo dia na homília dos dias nossos pais nos dizem que uma hora não estarão lá a vida tôda; Mesmo tendo a preparação, quando o dia vier, ninguém estará realmente preparado.
Vou delineando meus dedos sobre o papel, sobre essa cama, sobre o travesseiro, e velhas recordações vem me tentar e me fazer lembrar do passado, e dos sonhos que naufragaram antes de se caber e meter em terra; A dôr tenta invadir meu coração, mas, dessa vez não posso deixar que ela me ganhe, não sem ter da luta, do sentimento, e mostrar que estou aqui para lutar pelo aquilo que considero justo, certo, sincero, pelo meu, que não é mais meu, e agora cabe (mais do que antes) ao Jesus Nazareno, e ao meu padrinho (porta estreita, porta estreita...)
A luz do poste invade o meu quarto e deixa um facho de luz forte e fino cruzar por tôda a diagonal, e eu, ainda a escrever sobre isso, continuo a exortar a bondade de Deus por estar aqui, mesmo com o sono começando a bater, e me fazer criança quando tem medo de dormir por conta do monstro que habita no ármario. Lembranças me vem a tona de corpos que se deitaram ao meu, bocas que beijei, amôres que amei desenfreadamente, e do último amôr que não pude amar, não pude contemplar em seu êxtase, e da dôr que ele me causou. Nuvens ainda me turvam a vista, e me deixam ainda triste, e me fazem lembrar de quem hoje me esquece entre brumas, e me lembram como uma escrita pode ser um divisor de águas e como a tristeza se fez como minha mãe, amiga, mulher e filha. Hoje, afogo minha filha, separo de minha mulher, rompo de minha amiga e sepulto minha mãe, essas ilusões, visões, turvações, o que for... Tôdas elas me dão a certeza que nada disso é pra mim, e que estou no caminho certo, mesmo com dúvidas, mesmo com medo, mesmo aprendendo justamente agora a sorrir e a enfrentar o universo.Mantém-me acordado, e não me deixa dormir agora, deixe eu olhar mais um pouco a chuva cair, e me motivar a estar vivendo o que vivo, e sentir o que sinto. Pega minha atenção e a cultive, cative, cada vez mais, e saiba que só você pode fazer isso, Deus - só para você devo largar tudo, e prestar a obediência, e o ato da fé absoluta e inexorável.
Desce-me até a mina d'água, e lava-me dos meus pecados, e deixa a carne ser carne, afogue a minha carne, para sair, sobressair, intervir, e vencer. Deixe-me, ao menos uma vez na vida, ser certo, estar certo, e viver certo. Deixe eu ser leve, calmo, puro e cristalino como a água que lava a alma, e que cinge a carne da alheia, deixe me saciar a sede de muitos os que procuram, para que eu os dê o que realmente procuram, deixe eu ser palavra, razonete, segredo, mistério, consolador, ouvinte, amigo e interlocutor. Deixe, com sua permissão Meu Deus que eu seja aquilo que êles mais tem falta, deixe eu ser meu, e que na minha concepção, a concepção não esteja certa ou errrada, mas que esteja sempre em paz e bem. Que em mim não exista um procedimento ou maneira, seleção ou recrutamento, mas que exista, de alguma forma o acolhimento para que eu possa ouvir e dar acolhimento a todos que andam cansados, e assim como o Samaritano, cuidar de quem mais precisa.
Eu quero ir aonde tenham problemas, desafios, coisas a se superar e integrar, quero ser a solução, não para ser quem ganha espólio, mas para fazer merecer o que espero ter lá na frente, e honrar quem me salvou.Você acredita no dia de amanhã, e nas coisas que podem acontecer no amanhã? Você acredita em tôdas as coisas que podem melhorar, ou que sentir as coisas estão melhorando ao longo de um dia vivido? Você acredita num amanhã melhor, aonde a chuva para de castigar, e apenas chove sobre a fôlha, no brumeio que vai te amar e te cercar de coisas boas, e acredita em tudo aquilo que mataram dentro de você pode se regenerar e ser maior e melhor que antes? Você crê que as chagas podem ser curadas e cicatrizadas, mas elas ainda estarão lá, elas ainda aparecerão, mas elas nunca mais irão doer, só nos farão ser partes de um tôdo completo chamado vida. Você acredita? Eu acredito.
Eu acredito em mim, nos olhos, raios, sorrisos, ventos, torrentes, e na cerveja gelada que fica no centro existindo alguém só para a beber, só a sorver, só a coexistir. Eu acredito nas pessoas, acredito em cada uma delas, e me desapego daquelas a quem me desfizeram e me resigno de ódio, piedade ou dôr - quanto a mágoa, ainda está a ser trabalhado; Estamos fazendo nosso melhor. A noite não pena em passar, e por isso me mantenho em apenas pensar, sentir, texturizar e refletir sobre tudo - e nada. Eu apenas creio que tudo isso é desnecessário, e eu espero que na medida do que já exagerei, esse desnível minimalista seja uma nivelação das contas desse rosário enorme e desvelado que me encontro há 25 anos rezando, e a 25 anos não consigo o entender, mas apenas o faço por obrigação, por dever, pela esperança, pela fé.
Concórdia, olha por mim daí, me mantenha na fé, e me deixe que na fé me encontre o caminho de volta pra casa. Concórdia, seja aquela a quem eu esperei a minha vida tôda, me deixe te ter, para que ao momento que eu te ter como minha, não abra mais meus olhos, e tudo que eu tenho - tudo o que vêes é teu, teu e de teu Filho. Você me mantém sobre teu sari, e daqui vou fazendo meu melhor, aprendendo a ser maior e melhor que tudo isso, mas me faça menor que tudo, menor que eles, e tire de mim tudo o que eu tenho; Para quando eu me encontrar só, dentro de mim, meus olhos se fechem em um véu, que apenas Você possa tirar, apenas você pode me fitar, cingir e tinar.
Desce-me até o Rossio, e que lá as pessôas que me viram, não me vejam, e as que já me viram um dia desses, não me reconheçam, desce pelas ruas e procura meu rastro, mesmo sabendo que eu não vou deixar. Estou deixando esse mundo, essa minha vida, para minha eternidade, para ser o que nunca pude ser antes, viver, sentir e entender o que nunca compreendi. Desce da tua plataforma e patamar e ouve: Eu não sou mais o mesmo.
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XXV
segunda-feira, 20 de março de 2017
XXVII (1-7)
Calado, ao meu peito permaneço em meditação; Saio dos extramuros de portas pesadas e férreas para novamente me meter nas construções de homens, com assuntos de homens e pensamentos vilipendiosos. Eu sou um homem, faço parte dessa máquina mercantil, meu sentir pede socorro, pois a cada dia, a cada segundo, a cada hora, hordas de anjos, senhores-de-lei, músicas, escritos, amigos, pessôas-das-geraes me lembram e me fazem afirmar que não sou daqui. E quando tento diariamente me tanger os olhos com o ferro quente da realidade, Deus novamente me brinda com um Céu, uma garôa, um frio, uma cerveja, uma bôa conversa, ou apenas uma fôrça que nunca foi nem nunca será minha, como teimosia de criança, para seguir em frente, que minha recompensa está a vir.
Minha recompensa, leitor, é a morte. Nada mais, nem além disso.
Na morte encontro a paz, na morte encontro Seo Fábio, na morte encontro Jesus Cristo, Nosso Senhor. Na morte encontro tôdas as respostas que sei que aqui de forma alguma terei, por isso cada vez mais quando me enrolam em espirais de ilusão, bobeira de fim-de-feira, me deixo atrair, pra me ver se naufrago logo; E assim encontrar minha paz, e em contra-partida dar a paz a quem está ao meu lado. Esse côrpo é meu empréstimo para pagar outra dívida, assim como essa vida é para saudar e mostrar que até aqui no degredo, tem gente boa, feliz, altiva e inteira (que, obviamente, não sou eu). Não pense, leitor(a) que com isso tenho tendências suicídas, ou depressão, muito pelo contrário. Filho de enforcado não repete erro, e além disso, me fiz, me vi, e estive sozinho por tantas vezes, que me acostumei com a solidão, e quantas vezes mais lutei por ter gente ao meu lado, para ver se a vida não valia com alguém do lado (amigos, namoradas, esposa, consorte...), mais descobri que as pessôas andam mais solitárias, egoístas, e vivendo umas espécie de queda-de-braço: Não te assumem o que sentem, mas, se o faz primeiro, vira réu delas, e mais além; Te corre risco de sangrar, e quem sangra primeiro não é errado, mas é quem é mais cristão, amou o outro como a si, tomou o outro pra si, como se entregou ao outro: As verdadeiras mãos que são sujas de sangue estão ocultas - tem do mêdo, da má alheia, e não sabem como agir quando encontram um carneiro em seu holocausto, apenas se tremem e se refugiam em seu infinito particular. O sangue inocente nas mãos, no fim das contas, são também de mãos mais inocentes ainda, por não se deixar ir adiante, ou se deixar viver, ter; Dizem-se tanto, e pouco se são, e muito se enchem do vazio, e na hora da vera, é tudo tão tardio, é tão triste, e as pessôas que se eiam, no final das contas são as que mais vazias estão. Elas dizem se comungar com o amôr, mas, o amôr do qual eu comungo não tem fim, prazo de validade, ou como-se-porta. Ele é o Amôr, tão só, somente, é.
A vida é mais simples - algumas pessôas que a complicam.
Se agregaram em mim o amôr sem fim de uma vida renunciada, a contra-fôrça, e a fé de Dona Antônia; Elas me fizeram dar o passo descompassado e viver o que vivo, sentir o que sinto, temer o que temo, e almejar o que não consigo nem imaginar possuir; Faço do vento, veículo aonde jogo estas palavras, pensamentos e sentimentos, e que cheguem aos ouvidos, olhos, bocas e corpo, pois meus não são meus, agora - mais do que antes - se pertencem a geral: Concórdia, Cecília, Bep, são da geral, são amarras que me desatei, e aquela camisa do Corinthians nem uso mais, e até mesmo o velho anel do Santo Guerreiro, penso em deixar em desuso para cada vez mais aderir essa vida. Minha vida. Sua vida. A vida, em si.
Quando se vive para Alguém Maior, se esquece de si, das horas, dos dias, se esquece até mesmo de tudo que um dia possa ter ocasionado dôr. E por mais que algumas ainda façam o músculo repuxar, tudo isso passa, tudo isso acaba, tudo isso é deixado de lado, para dar lugar ao que realmente importou, importa e há de importar cada vez mais na vida daqui por diante.
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quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Lotus.
Como eu queria que a noite não acabasse para mais uma vez eu ser feliz e toda vez que houvesse a felicidade, subentendido estivesse ali você. Como eu gostaria que todo Céu fosse acinzentado para poder riscar ele com os dedos e no copo de chá acquecer o corpo e a alma, pra satisfazer a exaltação, pra tudo isso ser parte do montante. Como eu amaria que assim como a sutileza e peso do excedente solo de São Baden, você viesse e transbordasse em mim toda a alegria de outrora, ou ajudasse a resgatar os lírios cálidos na janela, e sendo o porto de braços e abraços, encutido estivesse também a sutileza e o peso de compromisso, compassividade e amizade.
Andaríamos, mais uma vez pelas numerosas ruas e sentindo o cheiro de jasmin no ar, sentiria também que tudo mais uma vez e sempre está se estabilizando, e agora por mais um motivo de se estabilizar, e logo todas as estrelas do Céu seriam cumplices dos vinhos tomados, das escutas infindadas de música, do tempo e a espera, e do sorriso que cabe tão grande dentro da alma - tange, fere, corta, mata. Machuca, meu bem.
Ai, saudade, manda dizer pra quem tá do lado de lá que ando me segurando de mãos e dentes na madeira da nau pra não enlouquecer, e quem sabe de mim é Deus e a Mãe das Candeias, porque eu mesmo estou fechado pra balanço, balançando o corpo com o som e maneando a cabeça pras idéias vãs que ainda me assolam. Ai, saudade, se te for de toda boa, manda um beijo e abraço, pede benção, diz pra olhar por mim e vê se aprova. Meus passos ainda cabem a mim, mas é difícil seguir pela vasta e incerta estrada sem os advertimentos de quem já foi por lá e cá. Me ponho mais uma vez em trovas e versos.
Mãe, ela tem lábios lindos, ela tem cabelos lindos, e o número dela casa com o meu, e o disco que ela ouve eu tenho, e no momento de ir embora não deu, ficou pra outro amanhã implícito no futuro. E como tudo acaba onde começou, aqui estou eu mais uma vez na Asa Leste, de onde nunca deveria ter saído, e de onde Santo é quem faz, e não quem leva a fama. O degredo tem santidade, e deveriam pedir desculpa por pisar em chão tão firme com pessoas tão boas. Mãe, a vida apesar de turbulenta é boa, e te peço paz nos meus desaventos e alegrias para meus inimigos. E aos que querem minha cabeça, oferto meu corpo: Ele me ensinou que meu amanhã é hoje.
Venta lá fora, e meu coração se infla de alegria com a possível vinda das torrentes de voisas boas depois da estadia de agosto. A vibração que emana do Sol diz que a alegria não tarda a vir, tem nome e sobrenome, gosta do som e tem inebriação como arma de ataque, e candura como defesa. Ai de mim, São Baden, que me trouxestes a Lotus mais bela! Ai de mim que não mereço. Ai de mim, São Baden, se eu não cuidar. Ai de mim. Ai de mim, se um dia eu me esquecer que a suavidade, sutileza, peso e danação podem ser tudo em uma hora só. Ai de mim, Meu Santo.
Quando as cabeças estiverem vazias, leva, Meu Santo, um pouco dessa alegria que sinto a cada um dos meus - amigos e inimigos - e compartilhe a aura boa em que me envolvo. Compartilho e agradeço o aprendizado de toda a minha vida até aqui, com todas as pessoas, desamores, desamigos, amigos, inimigos, pessoas transeuntes na rua, e sentenças de juiz algum conhecido senão o Juiz do Final, obrigado a cada uma dessas pessoas que me prepararam para ser maior e melhor que antes, e atingir a graça maior d'Ela. Em teu altar, eu acendo minha vela e no teu roupário encosto, porque sei que você há de ler e ouvir o que digo. E vem, cada vez mais perto de mim e deixa essa felicidade ser eterna como o sopro de música que tenho dentro de mim: Infinito.
Andaríamos, mais uma vez pelas numerosas ruas e sentindo o cheiro de jasmin no ar, sentiria também que tudo mais uma vez e sempre está se estabilizando, e agora por mais um motivo de se estabilizar, e logo todas as estrelas do Céu seriam cumplices dos vinhos tomados, das escutas infindadas de música, do tempo e a espera, e do sorriso que cabe tão grande dentro da alma - tange, fere, corta, mata. Machuca, meu bem.
Ai, saudade, manda dizer pra quem tá do lado de lá que ando me segurando de mãos e dentes na madeira da nau pra não enlouquecer, e quem sabe de mim é Deus e a Mãe das Candeias, porque eu mesmo estou fechado pra balanço, balançando o corpo com o som e maneando a cabeça pras idéias vãs que ainda me assolam. Ai, saudade, se te for de toda boa, manda um beijo e abraço, pede benção, diz pra olhar por mim e vê se aprova. Meus passos ainda cabem a mim, mas é difícil seguir pela vasta e incerta estrada sem os advertimentos de quem já foi por lá e cá. Me ponho mais uma vez em trovas e versos.
Mãe, ela tem lábios lindos, ela tem cabelos lindos, e o número dela casa com o meu, e o disco que ela ouve eu tenho, e no momento de ir embora não deu, ficou pra outro amanhã implícito no futuro. E como tudo acaba onde começou, aqui estou eu mais uma vez na Asa Leste, de onde nunca deveria ter saído, e de onde Santo é quem faz, e não quem leva a fama. O degredo tem santidade, e deveriam pedir desculpa por pisar em chão tão firme com pessoas tão boas. Mãe, a vida apesar de turbulenta é boa, e te peço paz nos meus desaventos e alegrias para meus inimigos. E aos que querem minha cabeça, oferto meu corpo: Ele me ensinou que meu amanhã é hoje.
Venta lá fora, e meu coração se infla de alegria com a possível vinda das torrentes de voisas boas depois da estadia de agosto. A vibração que emana do Sol diz que a alegria não tarda a vir, tem nome e sobrenome, gosta do som e tem inebriação como arma de ataque, e candura como defesa. Ai de mim, São Baden, que me trouxestes a Lotus mais bela! Ai de mim que não mereço. Ai de mim, São Baden, se eu não cuidar. Ai de mim. Ai de mim, se um dia eu me esquecer que a suavidade, sutileza, peso e danação podem ser tudo em uma hora só. Ai de mim, Meu Santo.
Quando as cabeças estiverem vazias, leva, Meu Santo, um pouco dessa alegria que sinto a cada um dos meus - amigos e inimigos - e compartilhe a aura boa em que me envolvo. Compartilho e agradeço o aprendizado de toda a minha vida até aqui, com todas as pessoas, desamores, desamigos, amigos, inimigos, pessoas transeuntes na rua, e sentenças de juiz algum conhecido senão o Juiz do Final, obrigado a cada uma dessas pessoas que me prepararam para ser maior e melhor que antes, e atingir a graça maior d'Ela. Em teu altar, eu acendo minha vela e no teu roupário encosto, porque sei que você há de ler e ouvir o que digo. E vem, cada vez mais perto de mim e deixa essa felicidade ser eterna como o sopro de música que tenho dentro de mim: Infinito.
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Deus.,
Dialogo Com O Leitor,
Lotus,
Mãe Das Candeias,
Pensamentos,
São Jorge
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Agnish.
Ah, como eu odeio agostos. Quem lê essa birosca de linhas e se preza a tentar entender, sabe da minha relação nada amigável com este mês, mais ainda com as coisas que ele me tirou, ou as coisas estranhas que ele me trás. Sim, concordo com você que poderia ser qualquer mês, mas, para quem conhece das coisas e conhece o movimento das ondas, sabe que esse mês é a entressafra, quando a zica se levanta e a feijoada fica aguada (eca). Tudo isto que lhes escrevo, pessoas, são relatos pessoas e de pessoas próximas de que já sofreram muito neste mês, por isto aqui fica delegado a minha mancha contra este mês malogrado.
Mas, ao menos, eu tenho ela.E se, por uma centelha divina que cai em nossas cabeças, nós nos encontramos, porque não haveríamos de ficar juntos por todo este tempo? E até, ouso dizer em mais linhas a frente: Por quê não viver a minha vida toda ao lado de você? Talvez, a cada dia que passe, enquanto mais provas eu quero procurar para saber se realmente é você a quem eu espero há tanto, gradativamente e sazonalmente vens me mostrando que é. E isto alegra minh'alma. E isto me faz banhar em lágrimas. E isto me livrou da própria maldade do meu peito, carregado por tantas chagas de tantas outras feridas anteriores de outras pessoas que já maltrataram este lugar que hoje é seu, e que agora volta a ter o brilho de antes.
Se fosse qualquer outra pessoa, teria ido embora, e você sabe disso. Se fosse qualquer uma outra teria ido embora no ato, sem pestanejar, mas, você decidiu ficar. E ficou, e se deitou, e cuidou, e conversou, e cumpliciou com minha gênese, e antes de dormir, acredito que tenha até orado. Não faço disso um alarde, ou qualquer coisa parecida, mas, talvez fosse isto que eu estive esperando pela minha vida inteira. Alguém quem simplesmente estivesse ali, sem ter mais por onde, como, quando e por quê. Existem coisas que a vida dá nos seus piores momentos (os Dias de Shiva, como já foi préviamente explicado aqui nesta jagunça), e neste meio de campo de coisas boas e ruins, há você. Não que eu não tenha mudado meu ponto de vista sobre algumas coisas, ainda os tenho. Mas, quero dizer que apesar de muita coisa que eu penso, eu ainda amo, devoto, quero e desejo você. E mesmo quando eu estiver nervoso, com uma cólera sabática de raiva sobre você, eu ainda vou te amar, e esses últimos dias fizeram com que qualquer outra coisa nossa que já vivêssemos, estivesse aterrada, e que pode ter a certeza que te amo mais.
Amo seus pés pequenos quando se encostam nos meus para se aquecer, quando você arruma seu cabelo para eu não comer ele a noite, ou quando você me beija e fica com aquela cara parada, de olhos fechados, como se eu fosse alguém letrado, ou alguma espécie de santo, quando você se inclina e põe suas pernas entre as minhas, ou quando ficamos nós três juntos na sua pequena cama de solteiro, eu na parede, tu no meio, e ela perto da sua barriga. Você é o mais próximo que eu já consegui chegar da felicidade almejada. E olha que isso eu nunca falei pra nenhuma outra.
Enfim; agosto ainda nem está no meio, e eu venho sofrendo de suas (nada) sutis intervenções. Ainda bem que Deus é forte, mais forte ainda minha Mãe Das Candeias e meu São Jorge Guerreiro que me livrou do mal. Agora, é só sentar com a nega e ficar quietinho, esperando o tempo passar, e o que vier depois disso, é só um detalhe qualquer.
quarta-feira, 5 de março de 2014
The Everlasting First.
Não vou me abater, tão pouco me chatear. Tuas palavras caem como a chuva que cai sobre meus ombros, e a diferença é que as gotas me abençoam, e tuas divagações sobre minha pessoa não lhe obtém um resultado preciso: Nem de mim, nem do que procuras em saber, que está dentro de ti.
...E assim continuamos separados, tu e eu.
Cada um te sua dor, e foi-me ensinado que cada dor no universo é incomensurável, então, não meço a dor dos outros, e nem quero que meçam a minha, pois, o que me dói pode não afetar o outro; Afinal, entenda: Ninguém nasce com o mesmo caráter pré-moldado e fabricado, e se o faz, é porque vive sobre uma cadenciada e latente ditadura, e não a cultura de pensamento livre e dizer dado em cada língua feita com células, espírito e amor domiciliar.
Prende abaixo de tua asa quem é livre, e arrasta para o teu vôo um bojo cheio de joio, porque o trigo que plantaste na criança cresceu com os teus pisões, com os pisões da vida, com os pisões de quem um dia a antiga criança amou. Hoje a criança é moço, de canto forte, cabelo confuso e formosa voz, ouve teu canto antes de sair dessa casa construída de orações: Seu canto é uma oração, que só cabe a ele, e mais ninguém, mulher, lembra-te que lhe ensinou das mãos destra e esquerda, e lembra do Alto que vê tudo e a tudo guarda, a tudo sente e a tudo perdoa. Não leve contigo quem já sabe andar, e não carregue quem já sabe andar, mesmo quem em poucos passos: Deixa o magistral tempo tomar conta de tudo.
Guarda tua língua dentro de vossa boca, e olha apenas: Guarda a cena de teu filho dando passos se segurando na dobra do sofá, olha que agora ele corre, e logo mais avoa. Ninguém tem o mesmo caminho que ninguém, existem-se apenas referências, e quem segue o mesmo trilho que outro vagão, não se permite conhecer todas as maravilhas, erros e acertos do mundo, pondo se em pequenos potes de isolamento, e se abnegando de tomar sua vida em mãos, se desmitificando de sentir o gosto da vida entre suas gengivas! Vê que tudo cresce neste solo, mas, teus frutos, estão bem, mesmo não sendo igual a ti, nem puxando teus traços; Afinal, coragem não se carrega a mostra, oração não se mostra em boca, pensamento se guarda no silêncio, e ações e caridade ninguém necessita ver. E ninguém precisa saber, o julgamento dos homens tem pena menor (seja qual for) relativo ao julgamento daquele que guarda os passos de seu filho, mulher incrédula do Hebron.
A religião que cada um escolhe, é igual a porra da cueca: Cada um tem seu gosto, e usa a que achar melhor, a optativa é válida, mas, o uso só é feito se realmente for melhor, mesmo que para isso sejam requeridos testes, entende? Ninguém pode/deve/quer/vai se muda por ninguém, e quem faz isso necessita urgentemente de uma aprovação, de um tratamento, ou de uma personalidade e caráter, quem se deita perante qualquer palavra não tem sua própria noção da vida, ou de como deve se viver. Há se o respeito, porém, o respeito acaba quando o conselho vira ordem e depois, mando. Em terra de carneiro de cabeça dura, quem bate fraco morre de crânio rachado.
Não chore, não guarde seus braços, não bata o anel na mesa de vidro, não arqueie os ombros, não ata nos móveis, tampouco venha para cima: Você criou tão bem sua filha, Leoa solitária de Gaza, que não percebe a grandiosidade daquilo que lh'O tornou, e mesmo quando tentam te mostrar, você se faz de cega. Abre teus olhos e vê que a grandiosidade de uma pessoa não depende de ninguém, a não ser de si mesma. Assim o mundo foi criado, e dele foi feito cada um de nós, de nossa própria foça e grandeza, nosso altruísmo e medo. E cada um desses componentes nos formam; Pessoas que se comprimem no metrô rezando por um amanhã melhor, sem que pisem nos nossos pés.
Mulher, olha. O Céu estrelado caiu, e hoje amanhece cinza. Cinza sim, a cor favorita não do teu filho; Mas daquele teu companheiro antigo que hoje está sentindo a própria vida nas mãos, antes que ela se esvaia, ou antes que ele mesmo se esvaia.
...E assim continuamos separados, tu e eu.
Cada um te sua dor, e foi-me ensinado que cada dor no universo é incomensurável, então, não meço a dor dos outros, e nem quero que meçam a minha, pois, o que me dói pode não afetar o outro; Afinal, entenda: Ninguém nasce com o mesmo caráter pré-moldado e fabricado, e se o faz, é porque vive sobre uma cadenciada e latente ditadura, e não a cultura de pensamento livre e dizer dado em cada língua feita com células, espírito e amor domiciliar.
Prende abaixo de tua asa quem é livre, e arrasta para o teu vôo um bojo cheio de joio, porque o trigo que plantaste na criança cresceu com os teus pisões, com os pisões da vida, com os pisões de quem um dia a antiga criança amou. Hoje a criança é moço, de canto forte, cabelo confuso e formosa voz, ouve teu canto antes de sair dessa casa construída de orações: Seu canto é uma oração, que só cabe a ele, e mais ninguém, mulher, lembra-te que lhe ensinou das mãos destra e esquerda, e lembra do Alto que vê tudo e a tudo guarda, a tudo sente e a tudo perdoa. Não leve contigo quem já sabe andar, e não carregue quem já sabe andar, mesmo quem em poucos passos: Deixa o magistral tempo tomar conta de tudo.
Guarda tua língua dentro de vossa boca, e olha apenas: Guarda a cena de teu filho dando passos se segurando na dobra do sofá, olha que agora ele corre, e logo mais avoa. Ninguém tem o mesmo caminho que ninguém, existem-se apenas referências, e quem segue o mesmo trilho que outro vagão, não se permite conhecer todas as maravilhas, erros e acertos do mundo, pondo se em pequenos potes de isolamento, e se abnegando de tomar sua vida em mãos, se desmitificando de sentir o gosto da vida entre suas gengivas! Vê que tudo cresce neste solo, mas, teus frutos, estão bem, mesmo não sendo igual a ti, nem puxando teus traços; Afinal, coragem não se carrega a mostra, oração não se mostra em boca, pensamento se guarda no silêncio, e ações e caridade ninguém necessita ver. E ninguém precisa saber, o julgamento dos homens tem pena menor (seja qual for) relativo ao julgamento daquele que guarda os passos de seu filho, mulher incrédula do Hebron.
A religião que cada um escolhe, é igual a porra da cueca: Cada um tem seu gosto, e usa a que achar melhor, a optativa é válida, mas, o uso só é feito se realmente for melhor, mesmo que para isso sejam requeridos testes, entende? Ninguém pode/deve/quer/vai se muda por ninguém, e quem faz isso necessita urgentemente de uma aprovação, de um tratamento, ou de uma personalidade e caráter, quem se deita perante qualquer palavra não tem sua própria noção da vida, ou de como deve se viver. Há se o respeito, porém, o respeito acaba quando o conselho vira ordem e depois, mando. Em terra de carneiro de cabeça dura, quem bate fraco morre de crânio rachado.
Não chore, não guarde seus braços, não bata o anel na mesa de vidro, não arqueie os ombros, não ata nos móveis, tampouco venha para cima: Você criou tão bem sua filha, Leoa solitária de Gaza, que não percebe a grandiosidade daquilo que lh'O tornou, e mesmo quando tentam te mostrar, você se faz de cega. Abre teus olhos e vê que a grandiosidade de uma pessoa não depende de ninguém, a não ser de si mesma. Assim o mundo foi criado, e dele foi feito cada um de nós, de nossa própria foça e grandeza, nosso altruísmo e medo. E cada um desses componentes nos formam; Pessoas que se comprimem no metrô rezando por um amanhã melhor, sem que pisem nos nossos pés.
Mulher, olha. O Céu estrelado caiu, e hoje amanhece cinza. Cinza sim, a cor favorita não do teu filho; Mas daquele teu companheiro antigo que hoje está sentindo a própria vida nas mãos, antes que ela se esvaia, ou antes que ele mesmo se esvaia.
domingo, 26 de janeiro de 2014
AtaMaPa.
Um minuto, por favor.
Guerreiros também choram, penam a cabeça em dúvidas e não sabem qual caminho escolher, por isso, na base da oração, leitura, música ou conselho, ou no dom que for lhe ofertado, um guerreiro também se perde em densos pensamentos para achar o clarão de seu motivo, e assim prosseguir, e um guerreiro também perde muitas prendas, espólios, amigos, e cavalos e lanças, por não ter mulher, casa, dinheiro ou motivação fixa, um guerreiro também padece perante o mal, mas, raramente adentra na porta, um guerreiro é grato apesar de todos os revés que sua estrada tem. A gratidão é o motor do humilde de vera.
Guerreiros também choram, penam a cabeça em dúvidas e não sabem qual caminho escolher, por isso, na base da oração, leitura, música ou conselho, ou no dom que for lhe ofertado, um guerreiro também se perde em densos pensamentos para achar o clarão de seu motivo, e assim prosseguir, e um guerreiro também perde muitas prendas, espólios, amigos, e cavalos e lanças, por não ter mulher, casa, dinheiro ou motivação fixa, um guerreiro também padece perante o mal, mas, raramente adentra na porta, um guerreiro é grato apesar de todos os revés que sua estrada tem. A gratidão é o motor do humilde de vera.
Seja grato, por tudo, seu desgraçado. Honre a sua camisa, nome, e sobrenome, e tire a sua vida na mão dos outros, pegue a sua vida na sua mão, e a vista, e use a indecorosamente, ela é tua. Glorifique tudo o que for para bem, e louve aquilo que pode ser considerado de ser feito, o impossível; Pois aí ele fica possível, e passível de ser fácil. Louve a quem você quiser, mas, louve sua divindade, e não obstrua as vias de contato com ela. O Divino é único, e nada pode ser maior ou equiparado com ele. Cuide de sua família, independente do que ela já fez, faz ou fará contigo, pois, um dia ela gerou você, ou alguém que você gosta que obtém seus genes inscritos no sangue. Sofra até onde puder, e aguente o que não puder, e lute demasiadamente contra as forças do mal, ou o que você considere maldade, esteja tu e seus desejos do lado bom da positividade, porque até a positividade tem sua coisa ruim.
Um guerreiro luta contra a negatividade e confronta a si mesmo com seus delírios, sonhos, solidões e pensamentos mais líricos, e mesmo assim não foge de nada, nem de sua estrada, e quando desvia de seu caminho, o retorna, ou cria um novo rumo, um novo cenário, ou novo termo para continuar, um guerreiro luta com o mal dentro de si mesmo para ser bom, e quando consegue, chora lágrimas de alegria, por vencer o pior de todos o inimigos: A ele mesmo.
Lutar com quem ou por quem? Apenas lute, não cale sua voz e seu espírito contra ninguém, sua vida e sua esperança apenas depende de ti e seus passos, e enquanto você estiver em comunhão, você conseguirá irromper toda a negatividade que envolve pessoas de bem, pessoas de fé, pessoas como eu e você. Lute com toda e qualquer coisa que te incomoda, pois tudo é derivado ou de Um, ou de Outro. Basta-nos discernir e fazer a escolha que nos fará mais feliz. Não julgo quem escolhe a maldade, pois a maldade se faz necessária para o bem existir, então, tem-se em análise dois lados, o omisso e o executor, e ou carrega-se a cruz pesada para poder renascer a cada dia mais forte e com a alma limpa, ou serra-se a madeira e divide o peso e deixa-se alguns para fazer fogueira, e perder-se na total penumbra (afinal, um dia a lenha também acaba).
Um guerreiro é benzido e protegido por suas sibilas, e é fortalecido por Deus, e protegido na barra da saia da Mãe das Candeias, e acompanhado por São Jorge e São Paulo nos seus caminhos (ora para a briga feita, ora para ter a boa palavra), e quando se aperta, corre para o colo da Doce Mãe, e nela encontra a paz da vida que tomou nas mãos, e ali prossegue, e ali luta mais uma vez, e ali tem prumo para poder vencer e encontrar o desconhecido. E ali o cordão engrossa. E ali Deus é bom, e ali ele venceu o demônio que sussurrava atrás de tua porta.
Um guerreiro é benzido e protegido por suas sibilas, e é fortalecido por Deus, e protegido na barra da saia da Mãe das Candeias, e acompanhado por São Jorge e São Paulo nos seus caminhos (ora para a briga feita, ora para ter a boa palavra), e quando se aperta, corre para o colo da Doce Mãe, e nela encontra a paz da vida que tomou nas mãos, e ali prossegue, e ali luta mais uma vez, e ali tem prumo para poder vencer e encontrar o desconhecido. E ali o cordão engrossa. E ali Deus é bom, e ali ele venceu o demônio que sussurrava atrás de tua porta.
Considera-se um fato consumado que a justiça divina é maior que a de Deus. Mas, os homens teimam a se brincar de Javé, e portanto digo que é maldito o homem que usa de seu poder, posse e afeto público para seu bem próprio ou para a maldade com seu semelhante, e eu declaro hoje que a vida não se dá ou tira, ela se é conquistada a cada lágrima de alegria ou derrota, e quando o Corinthians for campeão, quando Fela Kuti gritar, quando Mayara sorrir e brilhar os olhos, quando a Alice vir correndo e me beijar, quando minha vó me oferecer seu colo quando eu chorar, quando as tranças da Tamiris Melo ficarem lindas, quando Deus for absoluto em sua reinança, quando o Amém for mais forte que o "depois" e quando o tiro que tocar a cabeça do executado não matar, e sim, o libertar da fase terrena para o desconhecido: O segredo velado e guardado perante nós homens e ele o Sacro Santo Deus.
Um Guerreiro é qualquer um, mas, nem todos tem a força, situação, mentalidade e caráter para ser um guerreiro. Um Guerreiro é qualquer um que sustenta sua família, que mata seus sonhos por quem ama, por quem luta demasiadamente por um lugar melhor, e que morre com a palavra justiça entrevada na boca. Guerreiro é quem carrega o pendão de Deus em lugares aonde não se o aceita, e quem tem a marca do pentencostes, e é renegado por falsos carneiros. Guerreiro é quem vai de madrugada dar sopa pra mendigo, e para quem benze quem passa mal, e quem ora e faz algo pelas crianças carentes, e por aquele que passa pela desgraça material, física ou espiritual. Guerreiro é qualquer um que tem o dom de lutar por uma boa causa, ou por um bom fundamento, com ou sem causa.
Ser Guerreiro, é ser a positividade enraízada desde sua gênese. Ou ser a nascente de uma.
Um Guerreiro é qualquer um, mas, nem todos tem a força, situação, mentalidade e caráter para ser um guerreiro. Um Guerreiro é qualquer um que sustenta sua família, que mata seus sonhos por quem ama, por quem luta demasiadamente por um lugar melhor, e que morre com a palavra justiça entrevada na boca. Guerreiro é quem carrega o pendão de Deus em lugares aonde não se o aceita, e quem tem a marca do pentencostes, e é renegado por falsos carneiros. Guerreiro é quem vai de madrugada dar sopa pra mendigo, e para quem benze quem passa mal, e quem ora e faz algo pelas crianças carentes, e por aquele que passa pela desgraça material, física ou espiritual. Guerreiro é qualquer um que tem o dom de lutar por uma boa causa, ou por um bom fundamento, com ou sem causa.
Ser Guerreiro, é ser a positividade enraízada desde sua gênese. Ou ser a nascente de uma.
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Nega Do Pelourinho.
Menina tão linda da ladeira, menina tão linda do meu candial.
Te quero, te sinto, até fico tonto, e te espero sempre para te ver ou te falar alguma coisa, e só aí me alegro, porque você, negona, é a luz do meu dia-a-dia. Foi Deus e Mamãe Oxum que te mandaram para fazer minha cabeça um deserto de confusões?
O dia sem você, sem tua presença deliciosa é estranho, insosso, como água que me afoga e não me molha. Queria ao menos uma vez (pode ser uma só) poder te ver, te olhar, te cheirar, abraçar o seu corpo tão lindo e te beijar demasiadamente até que minha vista turvasse. Ô nega, vê se tu ouve o meu lamento, e me encontra na rua, na cachoeira, na estrada ou na beira-mar. Sou um filho de Ogum, Oxumzera, sou da valentia, e o que bem queria agora era ter valentia para te olhar e dizer como gosto de você e como gostaria de te amar.
E você é tão linda, que é feita um monumento que saúda todas as coisas lindas desse mundo: Exposto a vista pública, eu até olho pra cima e fico tonto! E fico pedindo para você~e me notar aqui embaixo, e pra ajudar seu sorriso é tão lindo que eu fico todo aperreado querendo sentir o teu cheiro, por favor venha me ver, logo, para esse desassossego passar.
Quero carinhar você e fazer cafuné nos seus cabelos, me perder nas curvas suntuosas do rio e cachoeira do teu corpo, ouvir suas histórias, medos, grilos e te ajudar, sendo teu muro-de-arrimo, e te contar tudo o que sei da Aruanda, e mostrar tudo o que eu sei para poder ser mais você do que eu.
Olha nos meus olhos, para eu ver as jóias mais bonitas que Deus pôs numa mulher, deixa eu te mostrar que apesar de canalha, incongruente, corinthiano e feio, eu tenho alma, e tenho coração. Olha pra mim, e ouve o que eu peço. Sem armas, sem desencontros, sem medo, nada. Apenas eu e você no campo de centeio, e sem planos.
Eu quero de você, o sorriso mais belo, o cheiro mais gostoso, a voz mais doce e o abraço mais envolvente. Quero de ti a escrita mais abarrotada de fé, os medos de quem se balança e se auto-sabota, e as risadas das minhas bobeiras. Quero a flor-da-laranjeira para enfeitar teu cabelo, quero teu colo para ter uma panorâmica do mundo lindo que Deus criou, junto com sua obra mais bela, linda, mística, sensual, misteriosa, e afã:
Você, a razão desse texto sem sentido, porém coerente.
Te quero, te sinto, até fico tonto, e te espero sempre para te ver ou te falar alguma coisa, e só aí me alegro, porque você, negona, é a luz do meu dia-a-dia. Foi Deus e Mamãe Oxum que te mandaram para fazer minha cabeça um deserto de confusões?
O dia sem você, sem tua presença deliciosa é estranho, insosso, como água que me afoga e não me molha. Queria ao menos uma vez (pode ser uma só) poder te ver, te olhar, te cheirar, abraçar o seu corpo tão lindo e te beijar demasiadamente até que minha vista turvasse. Ô nega, vê se tu ouve o meu lamento, e me encontra na rua, na cachoeira, na estrada ou na beira-mar. Sou um filho de Ogum, Oxumzera, sou da valentia, e o que bem queria agora era ter valentia para te olhar e dizer como gosto de você e como gostaria de te amar.
E você é tão linda, que é feita um monumento que saúda todas as coisas lindas desse mundo: Exposto a vista pública, eu até olho pra cima e fico tonto! E fico pedindo para você~e me notar aqui embaixo, e pra ajudar seu sorriso é tão lindo que eu fico todo aperreado querendo sentir o teu cheiro, por favor venha me ver, logo, para esse desassossego passar.
Quero carinhar você e fazer cafuné nos seus cabelos, me perder nas curvas suntuosas do rio e cachoeira do teu corpo, ouvir suas histórias, medos, grilos e te ajudar, sendo teu muro-de-arrimo, e te contar tudo o que sei da Aruanda, e mostrar tudo o que eu sei para poder ser mais você do que eu.
Olha nos meus olhos, para eu ver as jóias mais bonitas que Deus pôs numa mulher, deixa eu te mostrar que apesar de canalha, incongruente, corinthiano e feio, eu tenho alma, e tenho coração. Olha pra mim, e ouve o que eu peço. Sem armas, sem desencontros, sem medo, nada. Apenas eu e você no campo de centeio, e sem planos.
Eu quero de você, o sorriso mais belo, o cheiro mais gostoso, a voz mais doce e o abraço mais envolvente. Quero de ti a escrita mais abarrotada de fé, os medos de quem se balança e se auto-sabota, e as risadas das minhas bobeiras. Quero a flor-da-laranjeira para enfeitar teu cabelo, quero teu colo para ter uma panorâmica do mundo lindo que Deus criou, junto com sua obra mais bela, linda, mística, sensual, misteriosa, e afã:
Você, a razão desse texto sem sentido, porém coerente.
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domingo, 2 de junho de 2013
Reza.
Obrigado, Meu Bom Deus por tudo. Muito, muito, muito obrigado mesmo. Obrigado por sua bondade sob nós, sobre os aprendizados, pela coragem, determinação, amor, e dom de fazer dor florar alegria no coração da Byrdie. Muito grato por tudo isso que me dás a mão-pronta, e eu nem sei como agradecer, ou louvar a tua graça.
Obrigado, também, ao meu pai, que há tanto floreou histórias de reis e cavaleiros medievais e pela intervenção que valeu um soco na cara de alguém, e a devoção no meu Glorioso São Cristóvão, que me guiou nos passos firmes, Meu Glorioso São Jorge Da Capadócia que me valeu na hora do aperreio e me deu coragem que há tanto perdi em algum back-corner mental, e principalmente a minha mãe e minha vó, por eu ainda ser um gentleman, e como todo bom guerreiro protegido pelo Guerreiro Do Cavalo Imaculado, ter a força e vontade de intervir na maldade fea. Obrigado por tudo isso, Meu Deus.
Obrigado, pela minha armadura, pelos anjos no meu caminho, pela força sobre-humana, por ser rude, seco, feio, burro e bobo, obrigado pelo beijo bom, pelo abraço, pelo riso, e pela frieza de perdoar o inimigo ante a batalha fea. Obrigado, obrigado, e obrigado.
Deus, perdoa. Perdoa cada um de nós, principalmente eu e ela por estarmos correndo atrás de nossa vida, nossa felicidade, e por eles, que se julgam liberais, extremos, inteligentes, leitores, "de presença", mas não tem a coragem que destes em mim hoje.
Obrigado por eu novamente ter um sorriso que ilumine até o fundo da minha alma, Bondoso. Obrigado por achar uma pessoa que compartilhe de mim, a simplicidade, o amor, a esperança, a fé, e a coragem. Obrigado pelo Senhor me dar a chave de um coração tão maltratado, que agora bate vivo, e tão inteligente, e tão maravilhoso, e não por mim, mas porque tu me deu este merecimento, Bom Deus.
Deus, obrigado pro tudo que está ao meu redor, e todas as coisas que emanam energia positiva. Que eu possa, lindamente, retribuir. E o que me mandar negativa, que eu prisme para positiva. Abençoe cada um de nós, Deus, crianças tão bobas, e abençoa aquela linda menina que chorou pelo medo, mas, depois da presença de seus anjos, chorou de emoção quando viu as pinturas, desenhos, e sacrários no Mosteiro de São Bento.
Abençoa, aquela que é hoje uma das pessoas mais importantes e influentes na minha vida. Obrigado, Meu Glorioso São Jorge pela força dada a mim, nunca lhe retribuirei tal graça. Mãe Aparecida, e Mãe das Candeias, suas lindas! Obrigado por esse manto gostoso que nos cobre, intercede, e livra a gente dessa mesma maldade fea. Ah como eu as amo.
Deus, abençoa toda a plantação de trigo. Cada uma de nós - sementes tortas, retas, finas e grossas - tem uma chance de ser feliz. Multiplique essa chance a cada um de nós, bom Deus. Que se não deu certo, que tentemos com outro solo fértil, até que floresça e cresça a linda Rosa - Vivença do ser.
Byrdie, olha pro Céu e disfarça essa sua lágrima d'alegria, como quem viu Deus. Deus está dentro de ti. Olha para as pessoas e vê, que o mundo é lindo e tudo vai continuar, continuar, para louvar sua vitória. Deixa eu sorrir e beijar tua boca, essa boca, aonde me perco de devaneio em razão. Sorri para o Jardineiro Deus, que cultiva cada uma dessas flores, mas, que flor é mais rosa que rosa? Amada seja essa sua rosa, esta nossa rosa. Me puxe e ande comigo, me tenha em seus braços, eu vou te amar, juro! Eu vou te equilibrar, e toda a maldade, não deseje de volte. Cultive bondade, para o bem florar ao nosso redor, assim como florou entre eu e você, e há de florar mais na frente. Byrdie, você quer namorar comigo?
Obrigado, também, ao meu pai, que há tanto floreou histórias de reis e cavaleiros medievais e pela intervenção que valeu um soco na cara de alguém, e a devoção no meu Glorioso São Cristóvão, que me guiou nos passos firmes, Meu Glorioso São Jorge Da Capadócia que me valeu na hora do aperreio e me deu coragem que há tanto perdi em algum back-corner mental, e principalmente a minha mãe e minha vó, por eu ainda ser um gentleman, e como todo bom guerreiro protegido pelo Guerreiro Do Cavalo Imaculado, ter a força e vontade de intervir na maldade fea. Obrigado por tudo isso, Meu Deus.
Obrigado, pela minha armadura, pelos anjos no meu caminho, pela força sobre-humana, por ser rude, seco, feio, burro e bobo, obrigado pelo beijo bom, pelo abraço, pelo riso, e pela frieza de perdoar o inimigo ante a batalha fea. Obrigado, obrigado, e obrigado.
Deus, perdoa. Perdoa cada um de nós, principalmente eu e ela por estarmos correndo atrás de nossa vida, nossa felicidade, e por eles, que se julgam liberais, extremos, inteligentes, leitores, "de presença", mas não tem a coragem que destes em mim hoje.
Obrigado por eu novamente ter um sorriso que ilumine até o fundo da minha alma, Bondoso. Obrigado por achar uma pessoa que compartilhe de mim, a simplicidade, o amor, a esperança, a fé, e a coragem. Obrigado pelo Senhor me dar a chave de um coração tão maltratado, que agora bate vivo, e tão inteligente, e tão maravilhoso, e não por mim, mas porque tu me deu este merecimento, Bom Deus.
Deus, obrigado pro tudo que está ao meu redor, e todas as coisas que emanam energia positiva. Que eu possa, lindamente, retribuir. E o que me mandar negativa, que eu prisme para positiva. Abençoe cada um de nós, Deus, crianças tão bobas, e abençoa aquela linda menina que chorou pelo medo, mas, depois da presença de seus anjos, chorou de emoção quando viu as pinturas, desenhos, e sacrários no Mosteiro de São Bento.
Abençoa, aquela que é hoje uma das pessoas mais importantes e influentes na minha vida. Obrigado, Meu Glorioso São Jorge pela força dada a mim, nunca lhe retribuirei tal graça. Mãe Aparecida, e Mãe das Candeias, suas lindas! Obrigado por esse manto gostoso que nos cobre, intercede, e livra a gente dessa mesma maldade fea. Ah como eu as amo.
Deus, abençoa toda a plantação de trigo. Cada uma de nós - sementes tortas, retas, finas e grossas - tem uma chance de ser feliz. Multiplique essa chance a cada um de nós, bom Deus. Que se não deu certo, que tentemos com outro solo fértil, até que floresça e cresça a linda Rosa - Vivença do ser.
Byrdie, olha pro Céu e disfarça essa sua lágrima d'alegria, como quem viu Deus. Deus está dentro de ti. Olha para as pessoas e vê, que o mundo é lindo e tudo vai continuar, continuar, para louvar sua vitória. Deixa eu sorrir e beijar tua boca, essa boca, aonde me perco de devaneio em razão. Sorri para o Jardineiro Deus, que cultiva cada uma dessas flores, mas, que flor é mais rosa que rosa? Amada seja essa sua rosa, esta nossa rosa. Me puxe e ande comigo, me tenha em seus braços, eu vou te amar, juro! Eu vou te equilibrar, e toda a maldade, não deseje de volte. Cultive bondade, para o bem florar ao nosso redor, assim como florou entre eu e você, e há de florar mais na frente. Byrdie, você quer namorar comigo?
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Irmãos De Sol.
Todas as vezes, que abrir meus olhos, quero abrir eles e de cara ver você, não importa aonde nem como...Enquanto me for permitido a benção de enxergar, que a visão se faça divina com a luz que me faz reviver, e que Deus me permita pode caminhar, caminhar sempre acreditar que um proposito aos meus olhos refletirá em todos os vitrais, em todas as cores, no sorriso das velhas prostitutas do centro, na insulina da diabética, no vento frio e cortante, na reza, no medo, e na iniciativa, eu irei estar contigo. Dentre as forças de um sorriso, qualquer batalha se vê vencida, entra as lindas forças de uma palavra, que tanto me admira, fui citada uma vez, como uma inspiração, a palavra incandeia deu brilho ao meu coração, acho que por significar que eu brilho em algum lugar, seja aos olhos do mundo, mais com força irei trilhar os caminhos para o bem e a fé me levará; Se me esqueço de ti por um segundo, me perdoe, mais é que eu estava lhe levando em meu coração, mente e alma. Mesmo que eu não tiver nada, não temo mal algum, pois sei que ainda terei você, e você ainda estará sobe e comigo, acima de todo o tipo de maldade e coisa indecifrável.
Nenhum espírito se faz só, nem no breu de uma rua escura, e nem na luz de um faraó.
A caminha segue junta, muitos na mesma direção, o próximo é irmão de caminhada como é Cosme e Damião, estar contigo a onde for, pois o espírito é eterno, se interligam em segundo e sempre quando rezam...A amizade é obra pura é a maior dedicação, de um espirito para com o outro pois jamais te negarás a mão - estando aonde for, como for, e quem for; Seteje bem, e esteje comigo. Pense em mim, e eu lhe darei a mão. Você é meu amigo, você é meu irmão...O pensamento é criador, tudo começa e termina, determina alegria ou a tristeza de uma vida, sempre penso bem, e desejo bem a quem puder, e quem eu guardo comigo nem precisa de arruda e nem guiné, pois eu rezo e peço a Deus para que possas proteger, cuidar de quem ta longe e por todos interceder.
E um dia, quando eu te ter nos meus braços, um beijo e um abraço eu lhe darei, e em ti verei toda a paz que eu guardei para te dar, e finalmente agora lhe entrego, sem medo algum de represália. São Jorge abençoe a sua força e seu coração, estarei junto na sua caminhada, sempre lhe estenderei a mão, o presente de São Jorge é a lua, sua morada, ele que nos presenteia com brilha e o poder de sua espada, ele intercede por nos, ele é o nosso pai, e como me conheceu não esquecerás jamais, foi lendo um texto escrito por uma simples nega de fé, ele dizia que São Jorge abra meus caminhos e me leve onde ele estiver. E aonde eu for, quero que seja você que esteja comigo por adebaixo da capa do Santo Guerreiro.
Nenhum espírito se faz só, nem no breu de uma rua escura, e nem na luz de um faraó.
A caminha segue junta, muitos na mesma direção, o próximo é irmão de caminhada como é Cosme e Damião, estar contigo a onde for, pois o espírito é eterno, se interligam em segundo e sempre quando rezam...A amizade é obra pura é a maior dedicação, de um espirito para com o outro pois jamais te negarás a mão - estando aonde for, como for, e quem for; Seteje bem, e esteje comigo. Pense em mim, e eu lhe darei a mão. Você é meu amigo, você é meu irmão...O pensamento é criador, tudo começa e termina, determina alegria ou a tristeza de uma vida, sempre penso bem, e desejo bem a quem puder, e quem eu guardo comigo nem precisa de arruda e nem guiné, pois eu rezo e peço a Deus para que possas proteger, cuidar de quem ta longe e por todos interceder.
E um dia, quando eu te ter nos meus braços, um beijo e um abraço eu lhe darei, e em ti verei toda a paz que eu guardei para te dar, e finalmente agora lhe entrego, sem medo algum de represália. São Jorge abençoe a sua força e seu coração, estarei junto na sua caminhada, sempre lhe estenderei a mão, o presente de São Jorge é a lua, sua morada, ele que nos presenteia com brilha e o poder de sua espada, ele intercede por nos, ele é o nosso pai, e como me conheceu não esquecerás jamais, foi lendo um texto escrito por uma simples nega de fé, ele dizia que São Jorge abra meus caminhos e me leve onde ele estiver. E aonde eu for, quero que seja você que esteja comigo por adebaixo da capa do Santo Guerreiro.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Prumeio d'Abril.
Com o tempo, percebo que algumas coisas não se adequaram a mim, e ao meu laço, e precisaram ir embora. Algumas me fizeram falta, outras apenas notei ontem. Tudo na vida tem-se em começo, ameio e fim, como na linha da minha mão que aquela linda vó cigana leu na Praça Roosvelt. Meu destino é traçado de felicidade e coragem; Assim seja; Amén.
Os meus discos, minhas roupas, meus instrumentos, minha vida, minha fidelidade, meu Corinthians, meu Deus, meu Pai, minha Mãe, meus Avós, minhas raízes, meus amigos, meus inimigos, meus parentes, minha Mãe Maria, e meu São Jorge. A todos (sem exceção) sou grato. Se sou o que sou hoje (bicho bruto, de riso bobo, focado em um ponto cego e dado como um homem de problema psicomotor), meio amargo, meio feliz, meio revoltado, meio velho, e meio inteligente, devo tudo a vocês. Quem traçou meu caminho fui eu, quem chegou até aqui fui eu; Mas é inegável o fato que alguns de vocês fizeram eu mudar a idéia, tomar rumos certos e outros falsos. Obrigado a todos vocês que estiveram comigo a curto e longo prazo, vocês todos estavam ali na linha da minha mão!
Futura menina dona dos meus dias, dona da minha alma, do meu coração; Bem-vinda desde agora: Espero que você dance comigo os beats que eu tanto danço sozinho, cante comigo as músicas que há tanto muitas pessoas dizem que canto "bem", que toques comigo inúmeras melodias, que teu colo seja cada vez mais vezes meu travesseiro e divã confidenciador, como já o foi uma vez. Que teu beijo seja a motivação e razão d'eu estar aqui (beijo este, mais do que beijo. Ouso dizer até, razão de me atar mais e mais a você). Que seu abraço seja mais que um abraço; Que continue sendo "O" abraço, e que faça sentido e faça bonito a cada dia da minha vida. Que você deixe eu te beijar, quantas vezes eu quiser, ou você achar que eu precise ter de você em mim, e que eu possa...Não mimar, mais, cuidar de você. Se você analisar bem, você pensa demais em muito, em todos, e muito e tudo em todos; E nem sempre reserva tempo para ti; Isto é belo e louvável, mais, pensa-te em você; E deixe eu tentar ao menos, de algum jeito, retribuir a alegria tamanha e imdedida que é ter você na minha vida, e como é bom saber que tenho você em braços, mente, copos, e em tudo que eu quiser. Dizem que o nosso nome é um "auto-mantra"; E quando digo o seu, posso dizer que me dá até uma certa sensação de paz. Sem mentira, papo sério. E você também, futura menina, você também está na linha da minha mão; E não foi só a velha cigana que disse, meu pai e minha véa também me alertaram de tua vinda ao meu convés. E isto me alegra horrores.
E que na linha da minha mão, Deus reine, e não haja espaço pro mal ou injustiça, e que meus olhos apenas vejam e prevejam o bem de minhas mãos, e das mãos que aperto e acariciarei, e que o mal não se tenha em espaço, e saia da minha mão quando a lavo depois que chego em casa, e que o resto, vão zumbido feo em minhas orelhas cansadas de ouvir da música boa e da voz doce e envolvente dela, sejam apenas silêncio. Que tudo dê certo a todos, e que Deus mande um spotlight perfeito a cada um de nós. Que a roda gire, e cada um fique no seu devido topo, e que o resto seja só silêncio; Pai, Parma; Que vocês estejem bem, e Deus os livrem de todo e qualquer mal. Só alegrias, e longe de todo e qualquer tipo de negatividade; Muito amor, caridade, força e coragem. Vamo nóis! \o/
São os Votos do;
Queiroz; Marcus.
(Se não gostou, vá tomar no seu cú, e tenha um ótimo e abençoado dia :D )
Os meus discos, minhas roupas, meus instrumentos, minha vida, minha fidelidade, meu Corinthians, meu Deus, meu Pai, minha Mãe, meus Avós, minhas raízes, meus amigos, meus inimigos, meus parentes, minha Mãe Maria, e meu São Jorge. A todos (sem exceção) sou grato. Se sou o que sou hoje (bicho bruto, de riso bobo, focado em um ponto cego e dado como um homem de problema psicomotor), meio amargo, meio feliz, meio revoltado, meio velho, e meio inteligente, devo tudo a vocês. Quem traçou meu caminho fui eu, quem chegou até aqui fui eu; Mas é inegável o fato que alguns de vocês fizeram eu mudar a idéia, tomar rumos certos e outros falsos. Obrigado a todos vocês que estiveram comigo a curto e longo prazo, vocês todos estavam ali na linha da minha mão!
Futura menina dona dos meus dias, dona da minha alma, do meu coração; Bem-vinda desde agora: Espero que você dance comigo os beats que eu tanto danço sozinho, cante comigo as músicas que há tanto muitas pessoas dizem que canto "bem", que toques comigo inúmeras melodias, que teu colo seja cada vez mais vezes meu travesseiro e divã confidenciador, como já o foi uma vez. Que teu beijo seja a motivação e razão d'eu estar aqui (beijo este, mais do que beijo. Ouso dizer até, razão de me atar mais e mais a você). Que seu abraço seja mais que um abraço; Que continue sendo "O" abraço, e que faça sentido e faça bonito a cada dia da minha vida. Que você deixe eu te beijar, quantas vezes eu quiser, ou você achar que eu precise ter de você em mim, e que eu possa...Não mimar, mais, cuidar de você. Se você analisar bem, você pensa demais em muito, em todos, e muito e tudo em todos; E nem sempre reserva tempo para ti; Isto é belo e louvável, mais, pensa-te em você; E deixe eu tentar ao menos, de algum jeito, retribuir a alegria tamanha e imdedida que é ter você na minha vida, e como é bom saber que tenho você em braços, mente, copos, e em tudo que eu quiser. Dizem que o nosso nome é um "auto-mantra"; E quando digo o seu, posso dizer que me dá até uma certa sensação de paz. Sem mentira, papo sério. E você também, futura menina, você também está na linha da minha mão; E não foi só a velha cigana que disse, meu pai e minha véa também me alertaram de tua vinda ao meu convés. E isto me alegra horrores.
E que na linha da minha mão, Deus reine, e não haja espaço pro mal ou injustiça, e que meus olhos apenas vejam e prevejam o bem de minhas mãos, e das mãos que aperto e acariciarei, e que o mal não se tenha em espaço, e saia da minha mão quando a lavo depois que chego em casa, e que o resto, vão zumbido feo em minhas orelhas cansadas de ouvir da música boa e da voz doce e envolvente dela, sejam apenas silêncio. Que tudo dê certo a todos, e que Deus mande um spotlight perfeito a cada um de nós. Que a roda gire, e cada um fique no seu devido topo, e que o resto seja só silêncio; Pai, Parma; Que vocês estejem bem, e Deus os livrem de todo e qualquer mal. Só alegrias, e longe de todo e qualquer tipo de negatividade; Muito amor, caridade, força e coragem. Vamo nóis! \o/
São os Votos do;
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(Se não gostou, vá tomar no seu cú, e tenha um ótimo e abençoado dia :D )
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quarta-feira, 27 de março de 2013
Meu.
Agradeço, a todos que perderam seu tempo para desejar um parabéns para mim. Um abraço e um beijo forte aos que rezaram por mim, e um beijo na alma de quem me pôs nos pés de Deus, me consagrou a Nossa Senhora, e me protegeu em São Jorge, para me livrar do mal.
Deus, me guarde nos teus braços, me proteja, e me livre do mal, esteje comigo para qualquer entrevero, e na briga do vento com o furacão, seja mais forte a tua vontade. Abençoa cada caminho que eu faço, cada pessoa que eu conheço, cada amigo que ganho, cada inimigo também. Perdoa as ovelhas más, assim como me perdoaste e me livraste do mal tantas (e tantas) vezes. 21 anos de perdão, Três vezes o teu Santo Sete riscado e velado no Céu de Arthur Alvim.
Deus, obrigado por mais um ano com teu consentimento. Obrigado por me proteger, e me dar a lição quando preciso, e obrigado pelas alegrias e tristezas, elas me tornam o que sou hoje. Obrigado pela porta aberta, e as pessoas que entram e saem no friso-vão da minha vida, pois assim tive o despeito, disparate e prazer de conhecer anjos maravilhosos, pessoas únicas, que infelizmente não voltarão nunca mais. Obrigado pelos últimos momentos com meu pai, e com meus últimos amigos.
Obrigado pelos lugares que conheci, pelas coisas que vivi, pelas estradas percorridas e pelos segredos velados no pé de cada igreja, cada revelação obtida quando me achava perdido ou sem saber aonde ir. Que todas as pessoas que estejam do meu lado, andem com a constante proteção da Mãe das Candeias, São Jorge Guerreiro da Capadócia e Do Senhor do Bonfim, e que a alegria reine a todo coração. No meu aniversário, peço a minha alegria, e que dela, todos os que estiverem ao meu redor tenham um tiquinho dela também. Este ano é um ano atemporal, por isso, força e atenção! É preciso estar d'atento e forte.
Obrigado, pelo colo, pelo abraço, pelo afago, pela rosa, pelo cantar, pela música e pelo ensinamento, pela profecia que meu pai e minha mãe se lançaram, e hoje eu vejo ela nascer, e vir, piamente miúda, e que rezo que cresça e fique forte como raíz de avenca.
Obrigado geral a quem esqueceu, a quem lembrou de repente e deu um foda-se, e a quem se enfureceu só de lembrar disso. Vocês também, Deus os abençoe sempre. Obrigado pelos presentes, pelos momentos desperdiçados comigo (de novo), e por todas as bençãos e sortilégios lançados a mim. Graças e louvores sejam dados a todo momento, Senhores e Doutores.
Meu muito obrigado.
Deus, me guarde nos teus braços, me proteja, e me livre do mal, esteje comigo para qualquer entrevero, e na briga do vento com o furacão, seja mais forte a tua vontade. Abençoa cada caminho que eu faço, cada pessoa que eu conheço, cada amigo que ganho, cada inimigo também. Perdoa as ovelhas más, assim como me perdoaste e me livraste do mal tantas (e tantas) vezes. 21 anos de perdão, Três vezes o teu Santo Sete riscado e velado no Céu de Arthur Alvim.
Deus, obrigado por mais um ano com teu consentimento. Obrigado por me proteger, e me dar a lição quando preciso, e obrigado pelas alegrias e tristezas, elas me tornam o que sou hoje. Obrigado pela porta aberta, e as pessoas que entram e saem no friso-vão da minha vida, pois assim tive o despeito, disparate e prazer de conhecer anjos maravilhosos, pessoas únicas, que infelizmente não voltarão nunca mais. Obrigado pelos últimos momentos com meu pai, e com meus últimos amigos.
Obrigado pelos lugares que conheci, pelas coisas que vivi, pelas estradas percorridas e pelos segredos velados no pé de cada igreja, cada revelação obtida quando me achava perdido ou sem saber aonde ir. Que todas as pessoas que estejam do meu lado, andem com a constante proteção da Mãe das Candeias, São Jorge Guerreiro da Capadócia e Do Senhor do Bonfim, e que a alegria reine a todo coração. No meu aniversário, peço a minha alegria, e que dela, todos os que estiverem ao meu redor tenham um tiquinho dela também. Este ano é um ano atemporal, por isso, força e atenção! É preciso estar d'atento e forte.
Obrigado, pelo colo, pelo abraço, pelo afago, pela rosa, pelo cantar, pela música e pelo ensinamento, pela profecia que meu pai e minha mãe se lançaram, e hoje eu vejo ela nascer, e vir, piamente miúda, e que rezo que cresça e fique forte como raíz de avenca.
Obrigado geral a quem esqueceu, a quem lembrou de repente e deu um foda-se, e a quem se enfureceu só de lembrar disso. Vocês também, Deus os abençoe sempre. Obrigado pelos presentes, pelos momentos desperdiçados comigo (de novo), e por todas as bençãos e sortilégios lançados a mim. Graças e louvores sejam dados a todo momento, Senhores e Doutores.
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segunda-feira, 25 de março de 2013
Espiral.
Cada dia que passa, tenho uma certeza pungente que nós tomamos caminhos, que nos resumem o que somos, para onde vamos, e porque vamos por determinado caminho. Muitos, dizem que eu sou um exímio músico, muitos, dizem que eu não sou nem metade do que meu pai foi. Muito, dizem que eu não valho nem a bosta do cavalo, e muitos, ainda acham que eu vou estar vagando por aí, com o violão embaixo do braços, um brilho nos olhos, e uma alegria singular. Doce mistério da vida, impulso frágil e secular.
Um dia, o Céu há de se abrir, e o caminho de todo mundo será fácil de entender. O que sinto, penso, falo, canto, rezo ou digo é o que me compõe, e o que me mostra o que sou. Como todo Ariano, eu também ser agir por impulso, também sei dizer amén na hora ruim, e também sei rezar na hora ruim. Eu sou bom, sou justo, e sou legal. Mas, também sou rude, burro, bobo, infantil e mesquinho. Sei ser amigo, como sei ser inimigo, tenho a casa forte como esquadra, e o Manto Vermelho do Cavaleiro Calado me protegendo, mais, não lhe esqueça que: Não é porque ando vestido e protegido, que isso me faça imortal, ou com o corpo fechado (mais ainda), se for minha hora, ou for de meu merecimento, que venha. É melhor ainda morrer, ao menos fico perto de Deus, do meu Criador. Não existe saída ruim, sabe? Existe uma saída que não faz sentido na hora, mas, depois se encaixa no plano divino e carnal, essa é a graça da vida.
Eu, me prometi que este iria ser meu ano, e nada, e nem ninguém pisaria nele, e logo, vejo que tive baixas fenomenais só para poder ter "o meu ano", para poder ter a minha vida. Ultimamente tenho me sentido oco e vazio. Deve ser por causa da Quaresma, semana santa, sei lá; Vai saber, o que eu sei, é que tirando tudo isso, ainda estou bem, ainda tenho a saúde de ferro, Deus ainda me abençoa, e eu ainda tenho amor quando o vento arrodeia meus cambitos e faz um friso. O outono é místico e mítico.
Toda a vez que eu olho o Céu, eu não vejo astros, nuvens, ou o raio que me parta em dois. Tampouco, vejo histórias, pessoas, coisas, mundos, e juras de amor e cálculos épicos. Eu pressinto momentos bons, e coisas boas para mim e para os meus. E sei que a hora de cada um chega, assim como chegou a mim, irá chegar a de todos. A de qualquer um, a qualquer tempo, e faço votos que seje logo.
Um dia, o Céu há de se abrir, e o caminho de todo mundo será fácil de entender. O que sinto, penso, falo, canto, rezo ou digo é o que me compõe, e o que me mostra o que sou. Como todo Ariano, eu também ser agir por impulso, também sei dizer amén na hora ruim, e também sei rezar na hora ruim. Eu sou bom, sou justo, e sou legal. Mas, também sou rude, burro, bobo, infantil e mesquinho. Sei ser amigo, como sei ser inimigo, tenho a casa forte como esquadra, e o Manto Vermelho do Cavaleiro Calado me protegendo, mais, não lhe esqueça que: Não é porque ando vestido e protegido, que isso me faça imortal, ou com o corpo fechado (mais ainda), se for minha hora, ou for de meu merecimento, que venha. É melhor ainda morrer, ao menos fico perto de Deus, do meu Criador. Não existe saída ruim, sabe? Existe uma saída que não faz sentido na hora, mas, depois se encaixa no plano divino e carnal, essa é a graça da vida.
Eu, me prometi que este iria ser meu ano, e nada, e nem ninguém pisaria nele, e logo, vejo que tive baixas fenomenais só para poder ter "o meu ano", para poder ter a minha vida. Ultimamente tenho me sentido oco e vazio. Deve ser por causa da Quaresma, semana santa, sei lá; Vai saber, o que eu sei, é que tirando tudo isso, ainda estou bem, ainda tenho a saúde de ferro, Deus ainda me abençoa, e eu ainda tenho amor quando o vento arrodeia meus cambitos e faz um friso. O outono é místico e mítico.
Toda a vez que eu olho o Céu, eu não vejo astros, nuvens, ou o raio que me parta em dois. Tampouco, vejo histórias, pessoas, coisas, mundos, e juras de amor e cálculos épicos. Eu pressinto momentos bons, e coisas boas para mim e para os meus. E sei que a hora de cada um chega, assim como chegou a mim, irá chegar a de todos. A de qualquer um, a qualquer tempo, e faço votos que seje logo.
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