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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

General Confession.

Ok, vamos lá!
A questão toda do Brasil atualmente se designa em 13 x 17. Esquecemos da cerveja pendurada no boteco, das orações que fazemos em nossa comunidade, ou se temos um trocado para comprar um pão, é tudo resumido como "O bem contra o mal", coisa que deveria ser mais simples.
Aqui do lado de fora, vejo amigos se limitando a degladiar ofensas, e até mesmo eliminar-se da vida um do outro - tudo bem um ser corinthiano e o outro palmeirense, mas votar diferente de mim, nunca! - a cabeça do brasileiro no último ano atrofiou de maneira incrivelmente assustadora.
Eu, por escolha, decidi viver o carisma franciscano, e por isso tenho sido taxado de "comunista", "amigo de vermelho" e "passível de corrupção", sendo que escolhi viver de maneira ampla, geral e irrestrita viver o evangelho do Cristo Pobre e Crucificado, mas Vivo e Rei! "A terra é bôa e rica, e nela há espaço pra tôdos".
Vivemos num Brasil plural, cheio de riquezas e coisas boas, e pessoas de índole boa, vivemos em unidade, mesmo quando desgarrados, nós somos o povo que depois da briga no futebol de rua nos sentávamos e dividíamos a tubaína no saquinho. Até onde a estrada vai dar para perceber que a tal briga por lado político não é uma briga, e sim birrinha? Independente do voto, é necessário a votar com sabedoria - não por candidatos indicados por sacerdotes, parentes, ou "arautos da verdade". E sim, pela leitura, reflexão, indagações e conhecimentos acerca do seu candidato e o plano de governo dele; Nenhuma aliança política é 100% puro-sangue, e nenhum governo tem um plano de governo 100% bom. Nem nós, enquanto seres humanos, somos 100% dotados da graça de Deus.
Vejo jovens agindo como velhos senhores, conhecedores de virtude e sabedoria (até a página 3), e pessoas velhas, que retornaram a infância e julgam uma inocência que no tempo deles houve quando eram crianças, mas, que ninguém nunca provou que realmente houve inocência, ou justiça - apenas o contrário. Profetizo (e não em tôm de profeta) em meu tempo a loucura do tempo abaixo dos Céus de Deus, aonde tudo se mostra estranhamente reverso, nascendo velho e morrendo novo, e os que detectam o torque certo da engrenagem da máquina são os loucos, irracionais, marginalizados pelo que carregam no peito. Os mesmos jovens conservadores que vão na missa de véu, fazem petição por missa tridentina e tem padre de estimação que vai contra o Santo Padre de Roma, falam de proclamar as "novas cruzadas" (sic), são as mesmas pessoas que estimam uma melhora no Brasil (como o outro lado).
Sinto, e vejo nestes meus contemporâneos que eles não aprenderam nos livros de história, e sim querem provar o amargo, para saber que não é bom. Pessoalmente (e agora sinto as pedras, a benção, Glorioso Santo Estevão), para mim, votar no 17 é ignorar todo o trabalho da Igreja Católica no Brasil, pisar na memória de Dom Paulo Cardeal Arns, e dos Frades Dominicanos (e isso, só os casos mais conhecidos), que abertamente cuidaram e estiveram de pronto a lutar contra um regime ditatorial que nos extinguiu de alguma liberdade, verdade ou senso de vera justiça. Gostaria de não votar no 13, mas, ainda sim o prefiro. Vejo famílias se destruindo, intolerâncias efervescendo, e pessoas se tornando animais peçonhentos, por um assunto que deveria ser discutido com sabedoria, e não fanatismo e loucura. Que Deus tenha misericórdia de nós, e o Glorioso Pae Francisco olhe por nós e nos dê a chance de obter a graça divina de paz nos desaventos - que as amizades retomem, que os amigos se abracem, que os sinos dobrem, que os Céus turvem, e as garotas ouçam.
Kyrie Eleison.

Nm 6; 24-26.
Jo 16;33.
1 Pe 3;11

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Passado, Presente e Futuro (III)

Futuro:
Cecília, não confie em ninguém. Até quem mais te ama pode te apregoar, e isso dói de tal forma que o sentimento se transmuta: Estado de Boddishatva. De tanto sentir um sentimento especificamente não se sente mais nada deste campo, e você se torna imune a todo tipo de coisa que possa vir a lhe ferir, ou fazer bem. É uma indiferença espiritual, só que com sentimentos carnais e humanos.
Nem é o caralho, é que mais um dia se passa, e mais pessoas vão embora: As poucas memórias do meu pai que estão vivas, começam a ruir, e assim perco o mito até em memória, sobrando as poucas secänjas que me restam. Doce e envenenado mistério velado por Deus é a vida, e suas adjascências. Cada dia que passa, parece que o cansaço não passa, nunca passa, nada passa. Tudo se mantém firme no mundo, menos eu. Talvez seja isso a pagança de meus pecados, provação divina, ou medo de ser um homem bom, que vota no PT, faz sexo em uma posição, vai na missa dominical e assiste o fantástico...
E, como está você? Você está fazendo algo indecente? Está sentindo o calor dentro de suas veias? Está traindo seu namorado bem gostoso enquanto ele te devota? Já teve medo do escuro? Você já fingiu gostar de um assunto só pra conquistar alguém? Está brincando com uma navalha de gosto metálico e delicioso? Está rindo das pombas? Já fingiu que gozou? Está trabalhando para um patrão ingrato? Se arde em vontade de se jogar na via do metrô quando ele vem? Quer sentir o gosto da vida pelo jeito incomum? É a favor do estado laico? Riu de alguém que se machucou feio? Torce para algum time? Mente pros seus filhos? Tem medo dos seus inimigos? Então, toma nota: Todas as coisas tem seu dever e curtição. Deve de fazer e curtição se o gostar do teu afazer.
Meça suas palavras e cuide de quem cuida de você, olhe o que você fez, e tenha decência, tenha temência. Olhe bem tudo o que você fez, e perceba que o sangue derramado é culpa sua, só não me sei se por maldade, ou por qualquer jeito. Quero meus filhos lindos, felizes, fortes e grandes, lutando contra todo o tipo de maldade, e que eles vençam na vida e sejam melhores que eu, e que meus pés cansados, que meu coração sôfrego, minhas mãos tremulas e meu olhar cansado. Quero o melhor num gole de cerveja, ou no beijo da mulher da minha vida, com a macieira do quintal do meu sítio dando boas maçãs, e que cair e ralar o joelho seja costumeiro para meus pequenos; Quero a alegria deles acima de tudo, não importando se isso dependa de minha própria vida, cuidar deles, os por acima de mim e abaixo de Deus e dos doces véus e mimos da Mãe Maria e do meu São Jorge Guerreiro.

E agora, não adianta. Já o fez tarde, ele não mais repousa.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Passado, Presente e Futuro. (II)

Presente:
Me sinto abandonado. Perder um pai, e um parente próximo (mesmo que ausente), é como perder duas pernas em um hiato curtíssimo, e mesmo depois desse "aleijamento", há pessoas que não se importam com sua dor, ou acham que você está apenas brincando. Malditos sejam vós, a areia que come meus pensamentos que seja estocada em vossas ventas. O que mais pedi, foi que não houvesse mágoa, e que nunca fosse de mágoa o motivo. Mas, foi de mágoa sim, teve mágoa, que encheu, transbordou, tombou e agora pena em encher de novo o meu jarreio.
O que magoa é o fato de não ter nada/ninguém, e mesmo quando tem-se algo/alguém, ser espezinhado, e ser trocado por qualquer outra situação, local, estadia ou pessoa. O que magoa é estar só no meio de tantos outros, e quando você mais precisa de um porto seguro, é quando você mais está só física e psicologicamente. É penar pela resposta que nunca chega, e quando chega, é o que você não queria ouvir. Faz-se em mim solidão, as minhas chagas eu vou fechar novamente para nunca mais sofrer. Maravilhoso Titânio era? Miraculoso será agora.
Quero a água para dar o nó no pescoço, quero o nó da madeira para fazer de passante, matriz e condução, quero o ferro para cortar, sentir o sangue, perfurar, sentir o gosto da vida, sentir pulsar o sangue negro nas veias tão pálidas, tão cálidas, tão rosadas, da carne branca que é filho da carne da negra. Responda rápido: Você também já sentiu vontade de se jogar quando vê o metrô vindo naquele pique? Você já se sentiu humilhado, desprezado, ignorado, e passado pra trás pelas pessoas que mais ama e considera? Não? Ora, deixa eu te contar do presente:
Ouvir piadas de cunho ofensivo, pessoas pisarem na sua dor e achar que ela não vale um centavo, você ter que fingir que está tudo bem mesmo quando tudo está uma merda, e forçar um sorriso mesmo quando está tudo errado, e ter que mendigar (sim, mendigar eu disse, mendigar eu escrevo, e mendigar eu declaro) por algum tipo de atenção ou porto seguro ante as tempestades que se acontecem na sua vida. Quantas vezes vi no passado minha nau se afundar, e algumas pessoas a virar a cara, a refutar qualquer tipo de ajuda a mim. Vejo esta cena se repetir hoje, sei, sinto e tenho certeza que estou só com meus sentimentos, e por isso me faço em necessidade de não contar a ninguém, e guardar em mim; Anota aí: Vou morrer de câncer, se bobear...
Não quero ser alvo de draminha, ou de pessoas que taquem na minha cara (como já o fizeram, e alguns ainda fazem). Quero alguém que quando ver que eu possa estar mal, que venha do meu lado, que me ajude a seguir firme, e que não desvie os olhares de mim. Cansa-me o fato de ter que cuidar de tudo, cuidar de minha família, minha casa, e não poder ter quem olhe por mim. PORRA! Não quero quem me cuide, só quero quem esteja lá. Para aqueles que não são filhos únicos, lhes dou a prova na bandeja de prata: Ser só cansa, e leva a loucura ou a desamansidão. Meus pés doem, minha alma geme, meus amigos somem, meu amor está longe, meu pai dorme e a música ou me consola, ou me tortura.
Tira esse sorriso, e me diz a verdade. Ou sé, ou se não é. Olha pra mim, geme e chora. Eu não vou estar mais no seu altar, e a vela que um dia você pensou em acender pra mim, não vai funcionar; Isto não é uma chantagem, isto é uma realidade, olha para mim, vede e sente tudo o que está passando, e seja sincero comigo (e principalmente) e contigo; Pois não adianta ser uma para um e uma outra para todos, ou partilha do que sinto, ou não. Mas, olha para mim, e sente o que sinto, porque é assim que funciona, pois eu olho para os outros, eu cumpro com minhas palavras, porque eu sou quem sangra, eu sou quem toca guitarra bem pra caralho, eu sou o filho do Fábio, eu sou Marcus Queiroz, eu faço o mundo parar sem deixar ele cair, eu transformo, multiplico, rezo, fraciono, mato, sorrio e gemo. E hoje, cubro o rosto que todos conhecem de mim, para que alguém, em algum lugar, em algum momento, note que eu estou aqui, e venha até mim. Não, não é ceninha, mas, não estou bem, e estou avisando antes que algum maldito venha me dizer que "ele não tinha nada, era um rapaz de bem, trabalhador, de família boa e asseado".
Senhora, deixe meu rosto pairar em sua mente. Lembra-te de mim nas tuas orações, e se Deus permitir, hoje eu mesmo eu subo pra morada que não se mora, e viro a supernova mais linda que se possa ter notícia: Se Deus permetir, meu brilho há de ofuscar Bogotá, Lima e Cajuína; E quem lembrar de mim, há de ganhar uma benção minha. Eu quero tomar o rumo da asa do arcanjo mais rueiro e cair no mundo com ele pra ver se morro em alguma estrada, ou se encontro meu pai em algum boteco com o Mário, ou se consigo achar a Bep, ou até mesmo para dar calma nessa minha alma tão transfigurada, velha, maçante, intensa e ariana. Estou cansado, e quero urgentemente alguém do meu lado pra me dar ao menos um abraço, ou cousa que o valha. Tive uma semana horrível, como qualquer outra pessoa tem, mas, a minha foi 7 merdas em 7 dias: Uma para cada dia; E não aguento mais moer isto; Juro. Eu só queria alguém que dizesse: Vem, eu tô aqui por você, garotão. E que eu pudesse ir, sem medo, sem desengano, sem desencontro, e sem erro. Só quero um colo, um cafuné, a palavra de conforto que almejo ouvir, mas, até agora ninguém ousou dizer.
Aquela que eu mais amo, me disse que eu não posso confiar em ninguém, nem mesmo n'ela. Então, e todos os planos, história que imaginei e coisas que fiz? Vão pelo ralo? Amar é confiar n'outra pessoa, dar a cara a tapa, e se talvez eu não confiasse nela, não seria amor. Seria vão. E aí, fui magoado (mais uma vez).
A única que ainda quero, do fundo do meu coração, é ir embora. Não encontro mais meu espaço aqui neste universo.
Deus, tenha paciência, e piedade de mim. Mas, dos que pisaram e pisam em mim e nos outros, não. Pra esses, desejo a morte mais linda de todas.
O resto, é silêncio.

Passado, Presente e Futuro.

Passado:
Não me sei ao certo, mas, hoje não me sinto mais o mesmo. Me sinto avoado, perdido em alguma fenda na qual se encontra o passado e o futuro, e no fim das contas é como se eu já soubesse o que vai acontecer...E isso me assusta. Muito. Sinto perto e distante de tudo ao mesmo tempo, e que consigo tocar todas as coisas, me sinto no topo do mundo, mesmo que só. Encontro numa casa de mobília pouca, janela aberta que dá pra avenida movimentada, que quando olho vejo o Ipê Roxo florescer, e isso me deixa hipnotizado. Tenho essa mesma vida a uns 22 anos. Esse é meu passado e presente, e, ocorre o risco de ser meu futuro. Quero ter medo da morte, mas, infelizmente, não consigo. Feio, burro, e bobo; Trafego na rua. E quando o sinal fica vermelho, eu passo. Antigamente eu não era assim...
Como um soldado de chumbo, estou preso a uma arma nas minhas mãos, e eu sou só um rapaz ordinário, que mal sabe atirar, tampouco em armas ou granadas. Eu estou no abrigo, e poucos me vêem sobre a neblina. Com um tiro posso morrer, ou entrar na glória. É tudo uma questão de manter a fé, ou tanger a situação no seu modo mais favorável (ou não). Esse sou eu do jeito mais comum na rua. Sou um soldado de Jorge, protegido por Cristóvão.
Antigamente importava ter alguém, importava a aprovação, o cabelo curto e a camisa e as coisas dando certo, e assim seguir sendo mais um na massa emoldurada e dada de presente e amor para morrer contra a terra batida, antigamente pensar na morte ou duvidar de algo era feio. Eu era assim. Quando olho pra trás vejo meu erros, minhas marcas, meus acertos e o pouco reconhecimento que foi me dado ao longo da vida - cousa que vez ou outra ainda me punge em dor por não ter. Ter que calar o choro, e não ouvir a conversa dos adultos, viver por viver, viver bem, ter para si só o que for melhor, viver a vida em volta de um copo de cerveja, e ciar no mesmo erro, cortar-se a carne com a navalha, e tanger a carne de um jeito tão profundo que não se sinta dor alguma, e depois ficar só, até o fim do dia.
As vezes dá vontade de não ser nada novamente. Ao menos assim teria alguns elementos do meu passado que perdi no presente, e talvez mal me recorde no futuro, sabe? Olha, eu não sei de onde venho, e de até onde me lembro, sei que é escuro e de lá poucos vieram até onde estou. Eu transcendi, deixei pra depois, e minhas chagas - marcas de vitória ante o flagelo da crueldade contra mim - estão todas aqui. Toque só se precisar, mas, não afunde o dedo, pois elas ainda doem, e muito. Dói saber que até hoje não tenho ninguém que não seja passageiro e dói mais ainda que já me conhecia neste vaticínio desde que era criança quando lia, ouvia e cantava com minha amiga imaginária, que tenho contato até hoje.
Desde sempre; Fui um mané.