Dar-se ao ato de pensar não é tão fácil como se imagina. Fitar as nuvens requer uma tática sutil e certeira, para conhecermos tudo a nossa vida, e ao nosso redor - para nos conhecermos. Não é difícil, basta apenas tentar.
Feche os olhos e volte a face para si, esqueça os problemas lá fora e todas as outras coisas; Elas não são necessárias agora. Meça a sua vida, suas atitudes, seus medos e suas glórias, ao mesmo tempo que ninguém é santo, não se pode atirar precisamente no flanco de qualquer um por qualquer conclusão - a vida é bem maior que isso - nos cabe somente entendermo-nos. Cada pessôa é um universo, e cada universo tem sua rota de colisão em particular, então, se não estudarmos nosso cosmo (essência) para nos melhorar, para depois ajudar quem está ao nosso redor, não nos adianta nada.
Se minha carroça quebra uma roda, eu a reparo. E se a de meu vizinho quebrar, como já sei o método de reparo, eu posso o ajudar; Óbviamente as carroças e rodas possam ser diferentes, mas a matriz nunca foge de um padrão. Mesmo que nada seja estereotipado, ainda sim, haverá uma hora em que o comparativo entrará em cena, e fará sua estrêla brilhar.
Meditar, escrever, ouvir a música, ir num terapêuta, cada um tem uma forma de se despir de véus e olhar para si, apenas nós nos conhecemos totalmente, nos temos. E quando nos tomamos, temos em nossa posse a rédea de nossas vidas, devemos ter bom zêlo e fazer dela o que bem entendermos, afinal, estamos nós na condução de nosso bem mais precioso. Porém, quando não sabemos aonde ir, qualquer rota nos serve, e se seguirmos qualquer rota, não podemos reclamar dos espinhos encontrados ao longo do caminho, de forma alguma, pois mesmo sendo do aleatório, foi ao aleatório que escolhemos.
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
domingo, 1 de janeiro de 2017
O Ano Que Veio
Eis-nos aqui, senhores: mais um ano se vai, mais um ano se vem. As marés da tristeza, depressão e alegria que tantos já afogaram no ano passado recuam, sobrepostas pelas marés do ano que vem (e já se aconchega entre nós) e respiramos, renovados, novos ares, que não sabemos - por ora - se são ares de oxigênio ou enxofre, pois que os narizes são tão novos quanto o duomilésimo-décimo-sétimo ano desse calendário.
Há que se rasgar páginas; há que se trocar as toalhas; há que se pegar o jogo de panelas, talheres e pratos novos dado que este ano que passou derrubou foi mais toneladas de fuligem sobre nossos pertences.
O peso da fuligem, porém, não foi o bastante para abafar as nossas vozes exaltadas que brigaram entre familiares, parentes, amigos e amores; porém foram o bastante para manter-nos calados frente a votos positivos e eu-te-amos sinceros. Eis aqui a importância da troca de talheres, pratos, panelas e rasgares de papéis: para manter longe a fuligem que nos cobre de hipocrisia, nos forçando a publicar nas redes sociais nossas necessidades de carinho e nos impede de abraçar nossos pais.
Por isso, neste ano novo, torçamos todos que o ar que hoje respiramos tenha mais oxigênio que enxofre, e que o deus - ou deuses - em que você crê, hoje, tragam mais progresso que retrocesso (a ordem não lhes desejo, pois que o caos é mais sensual sob cobertas de seda).
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