"A platéia só deseja ser feliz..."
Abba, sinto-me deslocado. Talvez, até egoístamente sozinho - há quem diga, maldosas línguas que deve ser o inferno astral. Quem me viu disse que era a quaresma, quem me sentiu disse que minha alma aboiava. Outras disseram que morri, mas a carne passa bem.
Sinto que meu coração, lentamente foi dissecado, e lentamente perdi os tinos e sensos de tudo, e hoje me sinto como o início de meu Salmo favorito (o 22º) desamparado de Deus, sozinho, e abandonado - mesmo sabendo que ele se encontra here, there and everywhere. Existem, ainda sim Abba, pessôas que me fazem desarmar as ventas e tornam minha vida menos triste neste mezzo-tempo. Maria continua sendo uma grande aliada minha, Bigous voltimeia faz a minha tristeza dar uns rolês, e Diana Pastôra me tomou como um dos dela, e me tratou como um dos dela. A vida, por mais triste e desesperadora que esteja sendo nestes últimos dias, não está sendo mais tão cã por conta deles tôdos - incluindo o Vossa Santidade Menor.
Deus ainda me sustenta pela destra e me guia, e talvez este medo todo seja por ser mais humano do que cristão e entender de uma vez por todas o que minha carne secular não permite: Os tempos divinos são diferentes dos nossos, e cada coisa acontece no seu devido tempo; Besta sou eu em achar que as coisas acontecem logo, e este tempo de preparação, de penitência, de contra-força, de zêlo, de contemplação me agonia tanto, me desespera, e me deixa assim, como se tivesse caído da mudança, ou como se eu fôsse o próprio Longuinho Lanceiro. Deus é quem me guarda, mas ainda preciso domar e catequizar a mim mesmo para os tempos divinos. Meu Deus, perdão pela minha intransigência enquão crente de Vossa Glória e Amôr; Dôce Coração de Maria, sêde minha salvação!
A falta do emprego ainda gera um desespero geral, mas não me deixa mais tão triste, meu maior medo é que eu não fique conformado nesta situação. Tenho um cão, mãe e avó para zelar e cuidar, afora meu futuro Terceiro para fazer, não posso me conformar. A maior virtude de um Franciscano me falta agora, que é a Irmã Alegria, e penso comigo mesmo que dos Terceiros, devo eu ser quem mais envergonho Pae Francisco, pelo fato de que não consigo cultivar e cativá-la por esses dias. Tenho sentido tôdos os sentidos do mundo, e o incerto me faz afundar os dedos na terra, enquanto me pego rezando para Deus não me deixar convencer pelo dinário do mundo, mas, me dando uma oportunidade de ganhar um dinário pra viver com dignidade - que encruzilhada, que bandeira.
Abba, ainda me cabe uma esperança cristã do amanhã, mas que parece tão longe, tão distante - assim como a alma de meu pai carnal, mas, ela ainda tem focos em mim, que por hora não consigo fortalecer ou deixar mais forte (tanto a esperança quanto a bôa alma de meu velho). A vida ainda sim continua sendo como uma imagem do Meu Glorioso São Jorge, em que sempre se apresenta em batalha constante contra do dragão da maldade, e só acaba quando a gente descansa - triste a sina deste trovador, não? - os xablaus nunca cessam, mas Deus está aí, guiando, e de vez em quando a gente esboça um sorriso amarelo, e tudo fica legalzinho, e a vida até parece que vai (não indo).
Uma amiga disse que eu nasci no mesmo dia que São Francisco de Paula também nasceu. 27/03. Meu avô se chamava Francisco, minha avó se chama Antônia, e eu sou o filho de uma devota do Pae Francisco, batizado numa igreja dedicada ao Pae Francisco, que pediu deste que eu estava no seu ventre para que êle me cercasse e me tirasse da lama do mundo, e bem, agora estou aí pelejando pra ser um Terceiro. É tão engraçado como Pae Francisco agiu na minha vida, e me reconduziu até o Divino, Abba, é tudo muito suspenso no ar e coincidente, mas, belo, carinhoso, parecia que já era para mim viver da vida Franciscana, e se devotar pelo Crucifixo de São Damião. O Cristo venceu a Cruz, e triunfante olhou pra Francisco, e agora, Francisco me conduz de volta do caminho que não deveria ter saído nunca.
Eu acredito, que estou voltando pra casa, bem acompanhado com o Pobrezinho. E espero quando chegar lá, que essa tristeza acade ou amenize. Amanhã, bomfrade, faço 26 anos, e não me sinto feliz, nem triste, me sinto apenas mais velho e mais experiente e com mais vontade de me perdoar pelas cagadas cometidas ao longo da vida, e de perdoar quem me quis mal, e seguir uma vida cheia de Deus, e cheia de paz. Mesmo que neste atual cenário mundial me pareça impossível.
Mas, ando fazendo pequenas coisas, para logo fazer o possível, e rogo a Pae Francisco que eu logo após isto consiga fazer o impossível.
1 Pe 3; 11.
Nm 6; 24-26
T
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
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segunda-feira, 26 de março de 2018
Pois é, Seu Zé.
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quinta-feira, 7 de setembro de 2017
Caderno de Viagem.
Jorge, me protege aonde quer que eu esteja. Me proteja com suas armas, e tranca meu coração com seu alarbado. Peço para Francisco que me abençoe e me mantenha no caminho mais belo - que vem a ser o mais torturoso, o mais doído, mas que me liberta de tudo aquilo que hoje me causa lágrimas, solidão e raiva - de muito gorda a porca já não anda. Agradeço a Cristóvão pela guia, e companhia nas longas estradas, por ter me levado e descido até a mina d'água, e peço que me abençoe com o meu olhar infantil de criança nas ruas do mundo. Clara se mantenha sendo meu barravento, me deixando na luz do maior, e que Cecília sempre me traga incentivos, carinhos e amôr aos ouvidos e alma - seja, Cecília, maior que tôda essa desilusão terrena e passageira no meu peito. Com Maria sempre me deixando esconder na barra do seu sari, e com Jesus me ensinando o porquê de tudo isso.
E quando eu desci na mina d'água eu
Faz algum tempo que entendi o que significam palavras, atos, e tôdas essas coisas. Percebi que as pessôas raramente mudam, e poucas vezes para melhor - cousa já prevista quando olhamos para o panorama geral da nossa sociedade; Mas, quando me sou, faço ou espalho a bondade que carrego fora dos muros daquela igreja de pó-de-ostra, as pessôas se assustam, armam, e pensam inúmeras coisas - menos o que realmente está acontecendo (ser bôm, gentil, cortês), e não acreditam mais na bonança do dia, e isto muito me magoa, muito me dói, e faz algumas vezes pensar em desistir em tudo de tudo e com tudo. Crer nas pessôas é pôr um copo de veneno na mesa junto de outros dois, os misturar, e esperar a reação. A culpa não é de quem é bôm, mas de quem extirpa e mata a confiança do outro - fácil assim. Por mais que devemos como sociedade e irmãos sermos mais unidos e solidários, não vemos isso atualmente. E talvez nunca veramos como antes...
Deitando minha cabeça no travesseiro, a cabeça pesa mais e a lágrima escorre, fazendo a alma aboiar e o coração apertar. O que sobrou foi a fé, uma esperança num amanhã melhor e maior que tudo isso, em uma recompensa que é paga com a própria carne, que nem tôdas as cervejas pagariam ou tôdas as consortes dariam. É o vento do Seo Fábio que acarinha minha cuca, é a minha mística, é as mãos unidas na boca pra agradecer, rezar, e amar, louvar. É o Luizão segurando o Pietro no colo e Deus sendo Deus. E eu sendo cada vez mais livre, solto, leve, vazio, pleno, até o dia de nunca mais ser mais nada, a não ser uma bêsta lembrança no pensar de alguém.
Deus permita, que logo menos eu deixe de ser tudo isso, e que neste louco e solitário caminho que eu escolhi, a fôrça de Sua mão me traga a vera alegria, e que essa dôr cesse logo, e quando tudo isso se acabar, que apenas sobre a verdade, e tudo aquilo que foi irrisório, mentiroso, superficial, maldoso ou desnecessário caia e fique apenas meu malpesado peso sobre a terra cã.
E quando eu desci na mina d'água eu
Faz algum tempo que entendi o que significam palavras, atos, e tôdas essas coisas. Percebi que as pessôas raramente mudam, e poucas vezes para melhor - cousa já prevista quando olhamos para o panorama geral da nossa sociedade; Mas, quando me sou, faço ou espalho a bondade que carrego fora dos muros daquela igreja de pó-de-ostra, as pessôas se assustam, armam, e pensam inúmeras coisas - menos o que realmente está acontecendo (ser bôm, gentil, cortês), e não acreditam mais na bonança do dia, e isto muito me magoa, muito me dói, e faz algumas vezes pensar em desistir em tudo de tudo e com tudo. Crer nas pessôas é pôr um copo de veneno na mesa junto de outros dois, os misturar, e esperar a reação. A culpa não é de quem é bôm, mas de quem extirpa e mata a confiança do outro - fácil assim. Por mais que devemos como sociedade e irmãos sermos mais unidos e solidários, não vemos isso atualmente. E talvez nunca veramos como antes...
Deitando minha cabeça no travesseiro, a cabeça pesa mais e a lágrima escorre, fazendo a alma aboiar e o coração apertar. O que sobrou foi a fé, uma esperança num amanhã melhor e maior que tudo isso, em uma recompensa que é paga com a própria carne, que nem tôdas as cervejas pagariam ou tôdas as consortes dariam. É o vento do Seo Fábio que acarinha minha cuca, é a minha mística, é as mãos unidas na boca pra agradecer, rezar, e amar, louvar. É o Luizão segurando o Pietro no colo e Deus sendo Deus. E eu sendo cada vez mais livre, solto, leve, vazio, pleno, até o dia de nunca mais ser mais nada, a não ser uma bêsta lembrança no pensar de alguém.
Deus permita, que logo menos eu deixe de ser tudo isso, e que neste louco e solitário caminho que eu escolhi, a fôrça de Sua mão me traga a vera alegria, e que essa dôr cesse logo, e quando tudo isso se acabar, que apenas sobre a verdade, e tudo aquilo que foi irrisório, mentiroso, superficial, maldoso ou desnecessário caia e fique apenas meu malpesado peso sobre a terra cã.
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segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Apêlo.
E você não abriu a porta, nem sentou ao meu lado, ofertou-me tua cerveja e nem solou teu violão tão bélicamente, e hoje eu sigo só um caminho, sem saber de tua aprovação ou engano; Aquele Sol morreu e tudo ficou mais Cinza (tragicômicamente) sem você, lamento, mas maneio a cabeça sentindo que a cada dia tudo pode ser diferente, e que a dor que me causaram fica na casa de ontem, e ninguém é igual a ninguém, e um dia vou ser feliz, mesmo que seja no primeiro último dia da minha vida.
Como é difícil, pai, acordar calado, e no violão não ter lamento que te cabe, e eu só me deixar sangrar com as cordas de aço vibrando na madeira, como é difícil não poder nunca chorar o morto, e velar a alma com a vela na chuva; Você nunca me disse que era difícil ser o vilão, e tampouco que êles são mais hipócritas do que eu imaginava. Eles se superam a cada dia, tão lindos, tão belos, e eu tão esguio, tão gordo, tão feo; Tão meu.
Pai, quisera Deus que nós aprendessemos assim, mas os pontos em abertos de uma história me atingirão pela vida, e isso me turva a vista, isso me deixa com lacunas, e isso me ensina a ser paciente, e no seu nome ninguém nunca mais tocou. E eu choro. Deságuo de meu peito, água e vinho de forma tão minha, que não se notaram os rosários desfiados até agora, e pai, como é difícil se manter no caminho, aguentar calado, e manter-se acima das pernas quando tudo tende a me derrubar - incluindo minha própria cabeça, minha maior inimiga.
Tenho ouvido muitos discos, pensado muitas coisas, matado meus medos, acertado minhas vontades, tentando ser feliz ao máximo, você sabe, tenho eventualmente voltado a sorrir, e sentido aquele frio na barriga quando vou ao jardim ver a Lotus mais bela - mesmo que as perniciosas ao redor me magoem, mesmo que eu não possa contar minha alegria a você.
Ah, quem dera se eu pudesse voltar ao "bom tempo", fazer parte no firmamento e se lavar com a água corrente e ter a aura de nunca morrer, e que por mais que eu sentisse a dor das pessoas a atacar, eu ainda seria imortal, ainda seria um de nós. Foi, e foi incompreendido, viveu, e teve da boa vida, mas viveu o que coube, e ninguém pode dizer nada. Se teu pai não disse, e eu, o filho, não cabe a mais ninguém.
Pai, espero ansiosamente o dia de nos vermos, assim como espero o dia da Cecília, e o dia que saia esse amargo em definitivo da minha boca, tal qual as pessoas. De onde estiver, esteja bem. Eu aqui estou ótimo. Hoje ainda é o primeiro dia do resto da minha vida.
Como é difícil, pai, acordar calado, e no violão não ter lamento que te cabe, e eu só me deixar sangrar com as cordas de aço vibrando na madeira, como é difícil não poder nunca chorar o morto, e velar a alma com a vela na chuva; Você nunca me disse que era difícil ser o vilão, e tampouco que êles são mais hipócritas do que eu imaginava. Eles se superam a cada dia, tão lindos, tão belos, e eu tão esguio, tão gordo, tão feo; Tão meu.
Pai, quisera Deus que nós aprendessemos assim, mas os pontos em abertos de uma história me atingirão pela vida, e isso me turva a vista, isso me deixa com lacunas, e isso me ensina a ser paciente, e no seu nome ninguém nunca mais tocou. E eu choro. Deságuo de meu peito, água e vinho de forma tão minha, que não se notaram os rosários desfiados até agora, e pai, como é difícil se manter no caminho, aguentar calado, e manter-se acima das pernas quando tudo tende a me derrubar - incluindo minha própria cabeça, minha maior inimiga.
Tenho ouvido muitos discos, pensado muitas coisas, matado meus medos, acertado minhas vontades, tentando ser feliz ao máximo, você sabe, tenho eventualmente voltado a sorrir, e sentido aquele frio na barriga quando vou ao jardim ver a Lotus mais bela - mesmo que as perniciosas ao redor me magoem, mesmo que eu não possa contar minha alegria a você.
Ah, quem dera se eu pudesse voltar ao "bom tempo", fazer parte no firmamento e se lavar com a água corrente e ter a aura de nunca morrer, e que por mais que eu sentisse a dor das pessoas a atacar, eu ainda seria imortal, ainda seria um de nós. Foi, e foi incompreendido, viveu, e teve da boa vida, mas viveu o que coube, e ninguém pode dizer nada. Se teu pai não disse, e eu, o filho, não cabe a mais ninguém.
Pai, espero ansiosamente o dia de nos vermos, assim como espero o dia da Cecília, e o dia que saia esse amargo em definitivo da minha boca, tal qual as pessoas. De onde estiver, esteja bem. Eu aqui estou ótimo. Hoje ainda é o primeiro dia do resto da minha vida.
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segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Passado, Presente e Futuro. (II)
Presente:
Me sinto abandonado. Perder um pai, e um parente próximo (mesmo que ausente), é como perder duas pernas em um hiato curtíssimo, e mesmo depois desse "aleijamento", há pessoas que não se importam com sua dor, ou acham que você está apenas brincando. Malditos sejam vós, a areia que come meus pensamentos que seja estocada em vossas ventas. O que mais pedi, foi que não houvesse mágoa, e que nunca fosse de mágoa o motivo. Mas, foi de mágoa sim, teve mágoa, que encheu, transbordou, tombou e agora pena em encher de novo o meu jarreio.
O que magoa é o fato de não ter nada/ninguém, e mesmo quando tem-se algo/alguém, ser espezinhado, e ser trocado por qualquer outra situação, local, estadia ou pessoa. O que magoa é estar só no meio de tantos outros, e quando você mais precisa de um porto seguro, é quando você mais está só física e psicologicamente. É penar pela resposta que nunca chega, e quando chega, é o que você não queria ouvir. Faz-se em mim solidão, as minhas chagas eu vou fechar novamente para nunca mais sofrer. Maravilhoso Titânio era? Miraculoso será agora.
Quero a água para dar o nó no pescoço, quero o nó da madeira para fazer de passante, matriz e condução, quero o ferro para cortar, sentir o sangue, perfurar, sentir o gosto da vida, sentir pulsar o sangue negro nas veias tão pálidas, tão cálidas, tão rosadas, da carne branca que é filho da carne da negra. Responda rápido: Você também já sentiu vontade de se jogar quando vê o metrô vindo naquele pique? Você já se sentiu humilhado, desprezado, ignorado, e passado pra trás pelas pessoas que mais ama e considera? Não? Ora, deixa eu te contar do presente:
Ouvir piadas de cunho ofensivo, pessoas pisarem na sua dor e achar que ela não vale um centavo, você ter que fingir que está tudo bem mesmo quando tudo está uma merda, e forçar um sorriso mesmo quando está tudo errado, e ter que mendigar (sim, mendigar eu disse, mendigar eu escrevo, e mendigar eu declaro) por algum tipo de atenção ou porto seguro ante as tempestades que se acontecem na sua vida. Quantas vezes vi no passado minha nau se afundar, e algumas pessoas a virar a cara, a refutar qualquer tipo de ajuda a mim. Vejo esta cena se repetir hoje, sei, sinto e tenho certeza que estou só com meus sentimentos, e por isso me faço em necessidade de não contar a ninguém, e guardar em mim; Anota aí: Vou morrer de câncer, se bobear...
Não quero ser alvo de draminha, ou de pessoas que taquem na minha cara (como já o fizeram, e alguns ainda fazem). Quero alguém que quando ver que eu possa estar mal, que venha do meu lado, que me ajude a seguir firme, e que não desvie os olhares de mim. Cansa-me o fato de ter que cuidar de tudo, cuidar de minha família, minha casa, e não poder ter quem olhe por mim. PORRA! Não quero quem me cuide, só quero quem esteja lá. Para aqueles que não são filhos únicos, lhes dou a prova na bandeja de prata: Ser só cansa, e leva a loucura ou a desamansidão. Meus pés doem, minha alma geme, meus amigos somem, meu amor está longe, meu pai dorme e a música ou me consola, ou me tortura.
Tira esse sorriso, e me diz a verdade. Ou sé, ou se não é. Olha pra mim, geme e chora. Eu não vou estar mais no seu altar, e a vela que um dia você pensou em acender pra mim, não vai funcionar; Isto não é uma chantagem, isto é uma realidade, olha para mim, vede e sente tudo o que está passando, e seja sincero comigo (e principalmente) e contigo; Pois não adianta ser uma para um e uma outra para todos, ou partilha do que sinto, ou não. Mas, olha para mim, e sente o que sinto, porque é assim que funciona, pois eu olho para os outros, eu cumpro com minhas palavras, porque eu sou quem sangra, eu sou quem toca guitarra bem pra caralho, eu sou o filho do Fábio, eu sou Marcus Queiroz, eu faço o mundo parar sem deixar ele cair, eu transformo, multiplico, rezo, fraciono, mato, sorrio e gemo. E hoje, cubro o rosto que todos conhecem de mim, para que alguém, em algum lugar, em algum momento, note que eu estou aqui, e venha até mim. Não, não é ceninha, mas, não estou bem, e estou avisando antes que algum maldito venha me dizer que "ele não tinha nada, era um rapaz de bem, trabalhador, de família boa e asseado".
Senhora, deixe meu rosto pairar em sua mente. Lembra-te de mim nas tuas orações, e se Deus permitir, hoje eu mesmo eu subo pra morada que não se mora, e viro a supernova mais linda que se possa ter notícia: Se Deus permetir, meu brilho há de ofuscar Bogotá, Lima e Cajuína; E quem lembrar de mim, há de ganhar uma benção minha. Eu quero tomar o rumo da asa do arcanjo mais rueiro e cair no mundo com ele pra ver se morro em alguma estrada, ou se encontro meu pai em algum boteco com o Mário, ou se consigo achar a Bep, ou até mesmo para dar calma nessa minha alma tão transfigurada, velha, maçante, intensa e ariana. Estou cansado, e quero urgentemente alguém do meu lado pra me dar ao menos um abraço, ou cousa que o valha. Tive uma semana horrível, como qualquer outra pessoa tem, mas, a minha foi 7 merdas em 7 dias: Uma para cada dia; E não aguento mais moer isto; Juro. Eu só queria alguém que dizesse: Vem, eu tô aqui por você, garotão. E que eu pudesse ir, sem medo, sem desengano, sem desencontro, e sem erro. Só quero um colo, um cafuné, a palavra de conforto que almejo ouvir, mas, até agora ninguém ousou dizer.
Aquela que eu mais amo, me disse que eu não posso confiar em ninguém, nem mesmo n'ela. Então, e todos os planos, história que imaginei e coisas que fiz? Vão pelo ralo? Amar é confiar n'outra pessoa, dar a cara a tapa, e se talvez eu não confiasse nela, não seria amor. Seria vão. E aí, fui magoado (mais uma vez).
A única que ainda quero, do fundo do meu coração, é ir embora. Não encontro mais meu espaço aqui neste universo.
Deus, tenha paciência, e piedade de mim. Mas, dos que pisaram e pisam em mim e nos outros, não. Pra esses, desejo a morte mais linda de todas.
O resto, é silêncio.
Me sinto abandonado. Perder um pai, e um parente próximo (mesmo que ausente), é como perder duas pernas em um hiato curtíssimo, e mesmo depois desse "aleijamento", há pessoas que não se importam com sua dor, ou acham que você está apenas brincando. Malditos sejam vós, a areia que come meus pensamentos que seja estocada em vossas ventas. O que mais pedi, foi que não houvesse mágoa, e que nunca fosse de mágoa o motivo. Mas, foi de mágoa sim, teve mágoa, que encheu, transbordou, tombou e agora pena em encher de novo o meu jarreio.
O que magoa é o fato de não ter nada/ninguém, e mesmo quando tem-se algo/alguém, ser espezinhado, e ser trocado por qualquer outra situação, local, estadia ou pessoa. O que magoa é estar só no meio de tantos outros, e quando você mais precisa de um porto seguro, é quando você mais está só física e psicologicamente. É penar pela resposta que nunca chega, e quando chega, é o que você não queria ouvir. Faz-se em mim solidão, as minhas chagas eu vou fechar novamente para nunca mais sofrer. Maravilhoso Titânio era? Miraculoso será agora.
Quero a água para dar o nó no pescoço, quero o nó da madeira para fazer de passante, matriz e condução, quero o ferro para cortar, sentir o sangue, perfurar, sentir o gosto da vida, sentir pulsar o sangue negro nas veias tão pálidas, tão cálidas, tão rosadas, da carne branca que é filho da carne da negra. Responda rápido: Você também já sentiu vontade de se jogar quando vê o metrô vindo naquele pique? Você já se sentiu humilhado, desprezado, ignorado, e passado pra trás pelas pessoas que mais ama e considera? Não? Ora, deixa eu te contar do presente:
Ouvir piadas de cunho ofensivo, pessoas pisarem na sua dor e achar que ela não vale um centavo, você ter que fingir que está tudo bem mesmo quando tudo está uma merda, e forçar um sorriso mesmo quando está tudo errado, e ter que mendigar (sim, mendigar eu disse, mendigar eu escrevo, e mendigar eu declaro) por algum tipo de atenção ou porto seguro ante as tempestades que se acontecem na sua vida. Quantas vezes vi no passado minha nau se afundar, e algumas pessoas a virar a cara, a refutar qualquer tipo de ajuda a mim. Vejo esta cena se repetir hoje, sei, sinto e tenho certeza que estou só com meus sentimentos, e por isso me faço em necessidade de não contar a ninguém, e guardar em mim; Anota aí: Vou morrer de câncer, se bobear...
Não quero ser alvo de draminha, ou de pessoas que taquem na minha cara (como já o fizeram, e alguns ainda fazem). Quero alguém que quando ver que eu possa estar mal, que venha do meu lado, que me ajude a seguir firme, e que não desvie os olhares de mim. Cansa-me o fato de ter que cuidar de tudo, cuidar de minha família, minha casa, e não poder ter quem olhe por mim. PORRA! Não quero quem me cuide, só quero quem esteja lá. Para aqueles que não são filhos únicos, lhes dou a prova na bandeja de prata: Ser só cansa, e leva a loucura ou a desamansidão. Meus pés doem, minha alma geme, meus amigos somem, meu amor está longe, meu pai dorme e a música ou me consola, ou me tortura.
Tira esse sorriso, e me diz a verdade. Ou sé, ou se não é. Olha pra mim, geme e chora. Eu não vou estar mais no seu altar, e a vela que um dia você pensou em acender pra mim, não vai funcionar; Isto não é uma chantagem, isto é uma realidade, olha para mim, vede e sente tudo o que está passando, e seja sincero comigo (e principalmente) e contigo; Pois não adianta ser uma para um e uma outra para todos, ou partilha do que sinto, ou não. Mas, olha para mim, e sente o que sinto, porque é assim que funciona, pois eu olho para os outros, eu cumpro com minhas palavras, porque eu sou quem sangra, eu sou quem toca guitarra bem pra caralho, eu sou o filho do Fábio, eu sou Marcus Queiroz, eu faço o mundo parar sem deixar ele cair, eu transformo, multiplico, rezo, fraciono, mato, sorrio e gemo. E hoje, cubro o rosto que todos conhecem de mim, para que alguém, em algum lugar, em algum momento, note que eu estou aqui, e venha até mim. Não, não é ceninha, mas, não estou bem, e estou avisando antes que algum maldito venha me dizer que "ele não tinha nada, era um rapaz de bem, trabalhador, de família boa e asseado".
Senhora, deixe meu rosto pairar em sua mente. Lembra-te de mim nas tuas orações, e se Deus permitir, hoje eu mesmo eu subo pra morada que não se mora, e viro a supernova mais linda que se possa ter notícia: Se Deus permetir, meu brilho há de ofuscar Bogotá, Lima e Cajuína; E quem lembrar de mim, há de ganhar uma benção minha. Eu quero tomar o rumo da asa do arcanjo mais rueiro e cair no mundo com ele pra ver se morro em alguma estrada, ou se encontro meu pai em algum boteco com o Mário, ou se consigo achar a Bep, ou até mesmo para dar calma nessa minha alma tão transfigurada, velha, maçante, intensa e ariana. Estou cansado, e quero urgentemente alguém do meu lado pra me dar ao menos um abraço, ou cousa que o valha. Tive uma semana horrível, como qualquer outra pessoa tem, mas, a minha foi 7 merdas em 7 dias: Uma para cada dia; E não aguento mais moer isto; Juro. Eu só queria alguém que dizesse: Vem, eu tô aqui por você, garotão. E que eu pudesse ir, sem medo, sem desengano, sem desencontro, e sem erro. Só quero um colo, um cafuné, a palavra de conforto que almejo ouvir, mas, até agora ninguém ousou dizer.
Aquela que eu mais amo, me disse que eu não posso confiar em ninguém, nem mesmo n'ela. Então, e todos os planos, história que imaginei e coisas que fiz? Vão pelo ralo? Amar é confiar n'outra pessoa, dar a cara a tapa, e se talvez eu não confiasse nela, não seria amor. Seria vão. E aí, fui magoado (mais uma vez).
A única que ainda quero, do fundo do meu coração, é ir embora. Não encontro mais meu espaço aqui neste universo.
Deus, tenha paciência, e piedade de mim. Mas, dos que pisaram e pisam em mim e nos outros, não. Pra esses, desejo a morte mais linda de todas.
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quinta-feira, 3 de julho de 2014
Oração.
Senhor, isola meus amigos numa nuvem, perto de Ti, e do Véu da doce Mãe Maria. Guarda eles em cada um na sua devida força motriz e amor. Guarda eles como guardas a mim e minha família. Protege cada um e seus projetos, inclina-se para ouvir a mim, e a eles, meu bom Deus. Guarda minha família, embaixo de sete chaves, sete correntes e sete cadeados, e que cada um tenha sua força conservada em natural estado, e que mal algum atinja a porta deles. Senhor Deus, confirma meu escrito sobre essa terra bruta.
Cuida, Deus, de cada coisa que se mantém viva e inteira no mundo. Protege, faça parte, e interaja com cada um de nós que se perde nas ruas cheio de dúvidas e porquês, e se sente cada vez mais perto da morte, ou da caída do ser, olha por cada um de nós que se perde a cada esquina, a cada copo, riso fútil ou vontade de sair andando por aí, sem ter mais ou sem ter porque. Deus, olha por cada um que tem seu coração esmigalhado por uma menina, ou por cada garota que decide virar uma durona, sendo que nunca foi assim, nem há de ser. Deus, cuida de mim e de minha mente atribulada, e que algum dia - que não tarde, Dulcíssimo Deus - eu ache o colo certo para minha cabeça pesada parar de pensar, e assim cair meu corpo contra a grama, e assim deixar o mundo ruir em pedaços.
Cuida, do meu coração, e que nunca ninguém alcance ele, sequer mexa, machuque, pise, humilhe ou debande dele. Deixa-me voltar a ser a coisa errante e cega de antes, se debatendo nos cantos de cimento e concreto para poder brotar um riso sádico da boca - e sim, tem gosto de sangue. Que mal algum adentre em meu coração, e qualquer pessoa que o magoar e o machucar, não o faça parte. Eu agora, Deus, estou deixando e passando para depois todo tipo de maldade, descaso, e mentira, sinto-me unido, porém vivendo por mim, e não por nada. Conserva-me em minha essência, e se eu estiver errado, mostra-me agora meu errado (cousa que sei que você NUNCA irá me mostrar, porque cada vez que eu erro, você só sabe me afundar em dúvidas e porquês).
Deus, por quê?
Deus, a menina mais linda, do sorriso mais lindo, do corpo mais lindo, do mais do mais está por aí, e eu estou aqui. Seria isso karma, cousa da vida passada, ou maldade com minha alma que tanto se importa com cousas vãs? Deus, será que pedi tanto pelos meus amigos, que - a grosso modo - você esqueceu de mim, ou eles não retribuíram as orações? Deus, olha por mim, e por tantas cousas que deixei de fazer pelos outros (tolamente). Deus, segura-me em tua mão, e percebe o quão dependo de ti, e o quanto ninguém liga, ninguém importa, ninguém tá nem aí. Deus, se pá tá todo mundo omisso nessa porra, enquanto eu tô de peito aberto, esperando por alguém, alguma coisa, alguma forma de vida que me abraça e me tire desse furacão de pensamentos e que realmente se importe comigo, que realmente tenha a porra da voz ativa, que tenha palavra, que chore, que sangre, e pereça de joelhos ante essa terra de gosto amargo que meus avós pisaram em 1958.
Deus, cuida da minha mente tão conturbada, dos meus sonhos tão esmigalhados, dos meus desejos há tanto perdidos, das minhas vontades tão distantes e silenciadas, dos meus medos tão ocultos e da minha música, da nossa música, do que me leva até Ti. Me põe em tua vista, despe de minhas vestes e me guarda em teu altar. Olha por mim, Doce Cristo. Eis-me aqui. Me fiz em tua morada, e agora nada mais sou além de um servo teu. Faça-me em mim segundo tua vontade. Tira de mim tudo o que tenho, para ser apenas a base certa e nivelada para ti, e para teu caminho. Sou Teu, demasiadamente Teu, e dos Teus planos divinos ante a toda essa balbúrdia e calamidade. Sou Teu filho, discípulo e seguidor, e por ti hasteio qualquer bandeira, mestre.
Olha por mim, urgentemente. E se não olhar, vai olhar de perto. Cara a cara.
Cuida, Deus, de cada coisa que se mantém viva e inteira no mundo. Protege, faça parte, e interaja com cada um de nós que se perde nas ruas cheio de dúvidas e porquês, e se sente cada vez mais perto da morte, ou da caída do ser, olha por cada um de nós que se perde a cada esquina, a cada copo, riso fútil ou vontade de sair andando por aí, sem ter mais ou sem ter porque. Deus, olha por cada um que tem seu coração esmigalhado por uma menina, ou por cada garota que decide virar uma durona, sendo que nunca foi assim, nem há de ser. Deus, cuida de mim e de minha mente atribulada, e que algum dia - que não tarde, Dulcíssimo Deus - eu ache o colo certo para minha cabeça pesada parar de pensar, e assim cair meu corpo contra a grama, e assim deixar o mundo ruir em pedaços.
Cuida, do meu coração, e que nunca ninguém alcance ele, sequer mexa, machuque, pise, humilhe ou debande dele. Deixa-me voltar a ser a coisa errante e cega de antes, se debatendo nos cantos de cimento e concreto para poder brotar um riso sádico da boca - e sim, tem gosto de sangue. Que mal algum adentre em meu coração, e qualquer pessoa que o magoar e o machucar, não o faça parte. Eu agora, Deus, estou deixando e passando para depois todo tipo de maldade, descaso, e mentira, sinto-me unido, porém vivendo por mim, e não por nada. Conserva-me em minha essência, e se eu estiver errado, mostra-me agora meu errado (cousa que sei que você NUNCA irá me mostrar, porque cada vez que eu erro, você só sabe me afundar em dúvidas e porquês).
Deus, por quê?
Deus, a menina mais linda, do sorriso mais lindo, do corpo mais lindo, do mais do mais está por aí, e eu estou aqui. Seria isso karma, cousa da vida passada, ou maldade com minha alma que tanto se importa com cousas vãs? Deus, será que pedi tanto pelos meus amigos, que - a grosso modo - você esqueceu de mim, ou eles não retribuíram as orações? Deus, olha por mim, e por tantas cousas que deixei de fazer pelos outros (tolamente). Deus, segura-me em tua mão, e percebe o quão dependo de ti, e o quanto ninguém liga, ninguém importa, ninguém tá nem aí. Deus, se pá tá todo mundo omisso nessa porra, enquanto eu tô de peito aberto, esperando por alguém, alguma coisa, alguma forma de vida que me abraça e me tire desse furacão de pensamentos e que realmente se importe comigo, que realmente tenha a porra da voz ativa, que tenha palavra, que chore, que sangre, e pereça de joelhos ante essa terra de gosto amargo que meus avós pisaram em 1958.
Deus, cuida da minha mente tão conturbada, dos meus sonhos tão esmigalhados, dos meus desejos há tanto perdidos, das minhas vontades tão distantes e silenciadas, dos meus medos tão ocultos e da minha música, da nossa música, do que me leva até Ti. Me põe em tua vista, despe de minhas vestes e me guarda em teu altar. Olha por mim, Doce Cristo. Eis-me aqui. Me fiz em tua morada, e agora nada mais sou além de um servo teu. Faça-me em mim segundo tua vontade. Tira de mim tudo o que tenho, para ser apenas a base certa e nivelada para ti, e para teu caminho. Sou Teu, demasiadamente Teu, e dos Teus planos divinos ante a toda essa balbúrdia e calamidade. Sou Teu filho, discípulo e seguidor, e por ti hasteio qualquer bandeira, mestre.
Olha por mim, urgentemente. E se não olhar, vai olhar de perto. Cara a cara.
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Dialogo Com O Leitor
domingo, 11 de maio de 2014
Rabiscos Medíocres do Carneiro.
É, voltei nessa porra.
Você foi até o fim, e voltou. Renasceu das cinzas. O banho em sangue quente de bode se secou, e você foi lavado (novamente) de seus erros, e assim, você se limpou de todas as ruindades, e assim se manteve; E assim se mantém. Você prefere estar no lixão, porque ali você se sente bem, e se lembra dos dias de sangue de bode, aonde você não temia ninguém, e os ensinamentos eram mais práticos, mais sintomáticos. Eis que você virou homem, e de repente, se rendeu ante ao mundo e suas leis mais insignificantes, e aprendeu o jogo dos homens de terno, e dos diferentes tão iguais, e dos iguais tão diferentes.
Sua vingança será consumada logo, e os Céus não resplandecerão ao teu favor; Burma.
E então lhe prenderam, rasgaram suas roupas, cortaram seus cabelos e o banharam. Logo depois, o fizeram cair de joelhos ante ao desconhecido, o inexplicável, a reza que não se sabe como, mas, místicamente é rezada pelos olhos, mãos, boca e mente; Assim, seguidamente, ele se transpôs: Não em carne, mas, em matéria. Ele transcendeu a morte, o ódio, a dor, e todos os seus sentimentos de criança que cabiam dentro de seu peito, patuá, guarnição e camisa. Ele venceu seu asco, acalmou sua alma e pereceu ante ao inimigo porque quis, e porque ele quer vencer pacientemente, vendo a morte refazer a vida.
Não me importa se ele cresceu ou não, juro. Me importa que ele fique bem, que ele esteja bem, que ele viva bem, e que exista alguém nesse extenso universo que o ame - devotadamente e doentiamente - a ponto de deixar sua cabeça cair no seu colo, e carinhar seus cabelos tão castanhos, de raízes tão loiras, de mente tão cheia e obscura, de pensamentos tão certeiros que foram pensados e criados na dor; Olhem por ele. Quando ele turvar sua face, olhe, e não repare; Ele irá chorar, lágrimas de Oxalá, com sentimento de Omolu, e ele irá turvar não só a cabeça, mas, sim todo o seu coração para derramar seus sentimentos e esvaziar seu jarro, para então encher de novo. Pede-se que não se tenham motivos para que o faça o derramamento, mas, mesmo assim, ele o faz. E se o fizer, perceba. E se o fizer, note. E se o fizer, o reconquiste, senão ele não mais será teu. Ele pode arrumar as malas e ir embora, ele pode fazer sacrifícios por quem ama porque ele acredita na mudança, e ele acredita no amor maior sobre todas as coisas, e ele conhece tudo, ele sabe tudo, e ele tem o dom de ver você além de seu corpo; Ele não é incrível, apenas é humano, apenas é ele mesmo, e não deixa pensamentos vãos entrarem em sua casa, coração, mente e chagas. Ele dança.
Ele está longe de você, e enquanto você não perceber o que você fez, ele não estará aí. Não do jeito que você o quer, ele saiu pra comprar cigarros e não irá voltar tão cedo.
Ele místicamente se transpõe para o Santo Campo de Centeio e lá fica, lá medita. Talvez em todas as suas aflições, quando ele clama por alguém, é lá aonde ele esteja: Lugar inacessível, aonde nem ele mesmo em seu estado físico consegue estar. Ele chora, pensa, medita, briga com seus pensamentos mais insólitos e torposos, brinca, respira, olha pra trás com orgulho, ressurge e deixa estar, deixa ficar. Ele tem as roupas bem passadas, e sempre lava o rosto para não o ver chorando. Ele perdeu o show da vida dele em que ele ganhou ingressos de graça, ele perdeu o disco que mais queria, ele perdeu a bota mais confortável, ele não conheceu o seu 3º cantor favorito, e ele também não pôde dar o presente do pai dele, tampouco dizer ao pai dele que tudo iria dar certo, mesmo que estivesse fadado a dar merda. De tanto perder, ele crê que algum dia alguém irá estar com ele, amar ele, e crer que ele é um cara legal - apesar dos pesares - e vai ver que ele tem um peito grande, aonde passaram muitos amores, muitos amigos, muitas chagas e muitos sacrifícios.
A morte é a maior conquista na vida de uma pessoa. É quando a última dor entra em ação pra ser a verdadeira alegria: A eterna.
Ele se senta no banco, arruma seu casaco, lê seu livro enquanto toma sua cerveja. Ele é assim. Ele precisa desesperadamente de um ponto de paz, que não se encontra em qualquer ponto e que não se tem medida precisa de paz. Ele só quer alguém que lhe seja o que ele quer ser para Ela. Ele só quer ter sua família, a mesma família que um dia ele teve há décadas atrás, e ele sonha por isso, anseia por isso. Ele só quer a felicidade dele, nem dinheiro, nem bens, nem títulos, nem nada. Só o que lhe cabe de direito. Ele só quer ser feliz, como qualquer um que trafega na rua...
...Boa tolice, quem carrega o Carneiro Santo não pode ser feliz. Se você é promessado, você irá enfrentar dragões, leões e áspides, justamente por ser um soldado do Santo dos Santos, e levar sua bondade aonde há mal, se faz necessário, se faz justo. Converter flores mortas em lindas Jasmineiras, e trazer novamente pessoas perdidas para um caminho certo, e fazer seus olhos cintilarem novamente, e fazer todos tentarem ouvir a música mistériosa e cadenciada que só você consegue ouvir. Você é insano porque você tem dons que outros não tem, você vê o que não vêem, fala o que não pronunciam e pensa demais naquilo que gastam poucos panos. Você é único no seu agir, Sionita. Sionita, sionite mais um pouco, tenha com o deserto a conversa que tanto espera, e atinja seu desejo: Um nó de forca, uma bala perdida, uma faca no estômago, um beijo com gosto de veneno nos lábios: O mundo é seu, mas, o que está lá, é mais ainda.
Mas, afinal, o que é bom e o que é certo?
Você foi até o fim, e voltou. Renasceu das cinzas. O banho em sangue quente de bode se secou, e você foi lavado (novamente) de seus erros, e assim, você se limpou de todas as ruindades, e assim se manteve; E assim se mantém. Você prefere estar no lixão, porque ali você se sente bem, e se lembra dos dias de sangue de bode, aonde você não temia ninguém, e os ensinamentos eram mais práticos, mais sintomáticos. Eis que você virou homem, e de repente, se rendeu ante ao mundo e suas leis mais insignificantes, e aprendeu o jogo dos homens de terno, e dos diferentes tão iguais, e dos iguais tão diferentes.
Sua vingança será consumada logo, e os Céus não resplandecerão ao teu favor; Burma.
E então lhe prenderam, rasgaram suas roupas, cortaram seus cabelos e o banharam. Logo depois, o fizeram cair de joelhos ante ao desconhecido, o inexplicável, a reza que não se sabe como, mas, místicamente é rezada pelos olhos, mãos, boca e mente; Assim, seguidamente, ele se transpôs: Não em carne, mas, em matéria. Ele transcendeu a morte, o ódio, a dor, e todos os seus sentimentos de criança que cabiam dentro de seu peito, patuá, guarnição e camisa. Ele venceu seu asco, acalmou sua alma e pereceu ante ao inimigo porque quis, e porque ele quer vencer pacientemente, vendo a morte refazer a vida.
Não me importa se ele cresceu ou não, juro. Me importa que ele fique bem, que ele esteja bem, que ele viva bem, e que exista alguém nesse extenso universo que o ame - devotadamente e doentiamente - a ponto de deixar sua cabeça cair no seu colo, e carinhar seus cabelos tão castanhos, de raízes tão loiras, de mente tão cheia e obscura, de pensamentos tão certeiros que foram pensados e criados na dor; Olhem por ele. Quando ele turvar sua face, olhe, e não repare; Ele irá chorar, lágrimas de Oxalá, com sentimento de Omolu, e ele irá turvar não só a cabeça, mas, sim todo o seu coração para derramar seus sentimentos e esvaziar seu jarro, para então encher de novo. Pede-se que não se tenham motivos para que o faça o derramamento, mas, mesmo assim, ele o faz. E se o fizer, perceba. E se o fizer, note. E se o fizer, o reconquiste, senão ele não mais será teu. Ele pode arrumar as malas e ir embora, ele pode fazer sacrifícios por quem ama porque ele acredita na mudança, e ele acredita no amor maior sobre todas as coisas, e ele conhece tudo, ele sabe tudo, e ele tem o dom de ver você além de seu corpo; Ele não é incrível, apenas é humano, apenas é ele mesmo, e não deixa pensamentos vãos entrarem em sua casa, coração, mente e chagas. Ele dança.
Ele está longe de você, e enquanto você não perceber o que você fez, ele não estará aí. Não do jeito que você o quer, ele saiu pra comprar cigarros e não irá voltar tão cedo.
Ele místicamente se transpõe para o Santo Campo de Centeio e lá fica, lá medita. Talvez em todas as suas aflições, quando ele clama por alguém, é lá aonde ele esteja: Lugar inacessível, aonde nem ele mesmo em seu estado físico consegue estar. Ele chora, pensa, medita, briga com seus pensamentos mais insólitos e torposos, brinca, respira, olha pra trás com orgulho, ressurge e deixa estar, deixa ficar. Ele tem as roupas bem passadas, e sempre lava o rosto para não o ver chorando. Ele perdeu o show da vida dele em que ele ganhou ingressos de graça, ele perdeu o disco que mais queria, ele perdeu a bota mais confortável, ele não conheceu o seu 3º cantor favorito, e ele também não pôde dar o presente do pai dele, tampouco dizer ao pai dele que tudo iria dar certo, mesmo que estivesse fadado a dar merda. De tanto perder, ele crê que algum dia alguém irá estar com ele, amar ele, e crer que ele é um cara legal - apesar dos pesares - e vai ver que ele tem um peito grande, aonde passaram muitos amores, muitos amigos, muitas chagas e muitos sacrifícios.
A morte é a maior conquista na vida de uma pessoa. É quando a última dor entra em ação pra ser a verdadeira alegria: A eterna.
Ele se senta no banco, arruma seu casaco, lê seu livro enquanto toma sua cerveja. Ele é assim. Ele precisa desesperadamente de um ponto de paz, que não se encontra em qualquer ponto e que não se tem medida precisa de paz. Ele só quer alguém que lhe seja o que ele quer ser para Ela. Ele só quer ter sua família, a mesma família que um dia ele teve há décadas atrás, e ele sonha por isso, anseia por isso. Ele só quer a felicidade dele, nem dinheiro, nem bens, nem títulos, nem nada. Só o que lhe cabe de direito. Ele só quer ser feliz, como qualquer um que trafega na rua...
...Boa tolice, quem carrega o Carneiro Santo não pode ser feliz. Se você é promessado, você irá enfrentar dragões, leões e áspides, justamente por ser um soldado do Santo dos Santos, e levar sua bondade aonde há mal, se faz necessário, se faz justo. Converter flores mortas em lindas Jasmineiras, e trazer novamente pessoas perdidas para um caminho certo, e fazer seus olhos cintilarem novamente, e fazer todos tentarem ouvir a música mistériosa e cadenciada que só você consegue ouvir. Você é insano porque você tem dons que outros não tem, você vê o que não vêem, fala o que não pronunciam e pensa demais naquilo que gastam poucos panos. Você é único no seu agir, Sionita. Sionita, sionite mais um pouco, tenha com o deserto a conversa que tanto espera, e atinja seu desejo: Um nó de forca, uma bala perdida, uma faca no estômago, um beijo com gosto de veneno nos lábios: O mundo é seu, mas, o que está lá, é mais ainda.
Mas, afinal, o que é bom e o que é certo?
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quarta-feira, 5 de março de 2014
The Everlasting First.
Não vou me abater, tão pouco me chatear. Tuas palavras caem como a chuva que cai sobre meus ombros, e a diferença é que as gotas me abençoam, e tuas divagações sobre minha pessoa não lhe obtém um resultado preciso: Nem de mim, nem do que procuras em saber, que está dentro de ti.
...E assim continuamos separados, tu e eu.
Cada um te sua dor, e foi-me ensinado que cada dor no universo é incomensurável, então, não meço a dor dos outros, e nem quero que meçam a minha, pois, o que me dói pode não afetar o outro; Afinal, entenda: Ninguém nasce com o mesmo caráter pré-moldado e fabricado, e se o faz, é porque vive sobre uma cadenciada e latente ditadura, e não a cultura de pensamento livre e dizer dado em cada língua feita com células, espírito e amor domiciliar.
Prende abaixo de tua asa quem é livre, e arrasta para o teu vôo um bojo cheio de joio, porque o trigo que plantaste na criança cresceu com os teus pisões, com os pisões da vida, com os pisões de quem um dia a antiga criança amou. Hoje a criança é moço, de canto forte, cabelo confuso e formosa voz, ouve teu canto antes de sair dessa casa construída de orações: Seu canto é uma oração, que só cabe a ele, e mais ninguém, mulher, lembra-te que lhe ensinou das mãos destra e esquerda, e lembra do Alto que vê tudo e a tudo guarda, a tudo sente e a tudo perdoa. Não leve contigo quem já sabe andar, e não carregue quem já sabe andar, mesmo quem em poucos passos: Deixa o magistral tempo tomar conta de tudo.
Guarda tua língua dentro de vossa boca, e olha apenas: Guarda a cena de teu filho dando passos se segurando na dobra do sofá, olha que agora ele corre, e logo mais avoa. Ninguém tem o mesmo caminho que ninguém, existem-se apenas referências, e quem segue o mesmo trilho que outro vagão, não se permite conhecer todas as maravilhas, erros e acertos do mundo, pondo se em pequenos potes de isolamento, e se abnegando de tomar sua vida em mãos, se desmitificando de sentir o gosto da vida entre suas gengivas! Vê que tudo cresce neste solo, mas, teus frutos, estão bem, mesmo não sendo igual a ti, nem puxando teus traços; Afinal, coragem não se carrega a mostra, oração não se mostra em boca, pensamento se guarda no silêncio, e ações e caridade ninguém necessita ver. E ninguém precisa saber, o julgamento dos homens tem pena menor (seja qual for) relativo ao julgamento daquele que guarda os passos de seu filho, mulher incrédula do Hebron.
A religião que cada um escolhe, é igual a porra da cueca: Cada um tem seu gosto, e usa a que achar melhor, a optativa é válida, mas, o uso só é feito se realmente for melhor, mesmo que para isso sejam requeridos testes, entende? Ninguém pode/deve/quer/vai se muda por ninguém, e quem faz isso necessita urgentemente de uma aprovação, de um tratamento, ou de uma personalidade e caráter, quem se deita perante qualquer palavra não tem sua própria noção da vida, ou de como deve se viver. Há se o respeito, porém, o respeito acaba quando o conselho vira ordem e depois, mando. Em terra de carneiro de cabeça dura, quem bate fraco morre de crânio rachado.
Não chore, não guarde seus braços, não bata o anel na mesa de vidro, não arqueie os ombros, não ata nos móveis, tampouco venha para cima: Você criou tão bem sua filha, Leoa solitária de Gaza, que não percebe a grandiosidade daquilo que lh'O tornou, e mesmo quando tentam te mostrar, você se faz de cega. Abre teus olhos e vê que a grandiosidade de uma pessoa não depende de ninguém, a não ser de si mesma. Assim o mundo foi criado, e dele foi feito cada um de nós, de nossa própria foça e grandeza, nosso altruísmo e medo. E cada um desses componentes nos formam; Pessoas que se comprimem no metrô rezando por um amanhã melhor, sem que pisem nos nossos pés.
Mulher, olha. O Céu estrelado caiu, e hoje amanhece cinza. Cinza sim, a cor favorita não do teu filho; Mas daquele teu companheiro antigo que hoje está sentindo a própria vida nas mãos, antes que ela se esvaia, ou antes que ele mesmo se esvaia.
...E assim continuamos separados, tu e eu.
Cada um te sua dor, e foi-me ensinado que cada dor no universo é incomensurável, então, não meço a dor dos outros, e nem quero que meçam a minha, pois, o que me dói pode não afetar o outro; Afinal, entenda: Ninguém nasce com o mesmo caráter pré-moldado e fabricado, e se o faz, é porque vive sobre uma cadenciada e latente ditadura, e não a cultura de pensamento livre e dizer dado em cada língua feita com células, espírito e amor domiciliar.
Prende abaixo de tua asa quem é livre, e arrasta para o teu vôo um bojo cheio de joio, porque o trigo que plantaste na criança cresceu com os teus pisões, com os pisões da vida, com os pisões de quem um dia a antiga criança amou. Hoje a criança é moço, de canto forte, cabelo confuso e formosa voz, ouve teu canto antes de sair dessa casa construída de orações: Seu canto é uma oração, que só cabe a ele, e mais ninguém, mulher, lembra-te que lhe ensinou das mãos destra e esquerda, e lembra do Alto que vê tudo e a tudo guarda, a tudo sente e a tudo perdoa. Não leve contigo quem já sabe andar, e não carregue quem já sabe andar, mesmo quem em poucos passos: Deixa o magistral tempo tomar conta de tudo.
Guarda tua língua dentro de vossa boca, e olha apenas: Guarda a cena de teu filho dando passos se segurando na dobra do sofá, olha que agora ele corre, e logo mais avoa. Ninguém tem o mesmo caminho que ninguém, existem-se apenas referências, e quem segue o mesmo trilho que outro vagão, não se permite conhecer todas as maravilhas, erros e acertos do mundo, pondo se em pequenos potes de isolamento, e se abnegando de tomar sua vida em mãos, se desmitificando de sentir o gosto da vida entre suas gengivas! Vê que tudo cresce neste solo, mas, teus frutos, estão bem, mesmo não sendo igual a ti, nem puxando teus traços; Afinal, coragem não se carrega a mostra, oração não se mostra em boca, pensamento se guarda no silêncio, e ações e caridade ninguém necessita ver. E ninguém precisa saber, o julgamento dos homens tem pena menor (seja qual for) relativo ao julgamento daquele que guarda os passos de seu filho, mulher incrédula do Hebron.
A religião que cada um escolhe, é igual a porra da cueca: Cada um tem seu gosto, e usa a que achar melhor, a optativa é válida, mas, o uso só é feito se realmente for melhor, mesmo que para isso sejam requeridos testes, entende? Ninguém pode/deve/quer/vai se muda por ninguém, e quem faz isso necessita urgentemente de uma aprovação, de um tratamento, ou de uma personalidade e caráter, quem se deita perante qualquer palavra não tem sua própria noção da vida, ou de como deve se viver. Há se o respeito, porém, o respeito acaba quando o conselho vira ordem e depois, mando. Em terra de carneiro de cabeça dura, quem bate fraco morre de crânio rachado.
Não chore, não guarde seus braços, não bata o anel na mesa de vidro, não arqueie os ombros, não ata nos móveis, tampouco venha para cima: Você criou tão bem sua filha, Leoa solitária de Gaza, que não percebe a grandiosidade daquilo que lh'O tornou, e mesmo quando tentam te mostrar, você se faz de cega. Abre teus olhos e vê que a grandiosidade de uma pessoa não depende de ninguém, a não ser de si mesma. Assim o mundo foi criado, e dele foi feito cada um de nós, de nossa própria foça e grandeza, nosso altruísmo e medo. E cada um desses componentes nos formam; Pessoas que se comprimem no metrô rezando por um amanhã melhor, sem que pisem nos nossos pés.
Mulher, olha. O Céu estrelado caiu, e hoje amanhece cinza. Cinza sim, a cor favorita não do teu filho; Mas daquele teu companheiro antigo que hoje está sentindo a própria vida nas mãos, antes que ela se esvaia, ou antes que ele mesmo se esvaia.
domingo, 10 de novembro de 2013
Auto-dissertação não-crônica.
Eu sou único. E isso me atordoa.
Eu sou dono de uma terra fértil, aonde meus sonhos e minhas carências afloreiam sozinhas, tenho mil guitarras d'onde tiro sons inimagináveis, porém já tocados por anjos, santos, pecadores e demônios. Abaixo da terra aonde piso, encontram-se meus ancestrais, e seus conjugues, e assim a vida continua e prossegue mansamente dia após dia, sem ter com o quê brigar. Meus vizinhos não se situam em meu condado, e as ruas que eu cruzo - apesar de cheias - são vazias, vazias do tamanho de Deus, aonde preencho com meus pensamentos, minha música e minha devoção.
Eu sou diferente. E isso não me abdica de nada.
Eu sinto o cheiro dela, mas, ela não está. Eu visto a camisa dele, mas ele não liga. Eu rezo por ela, mas ela não muda. Eu faço meu melhor, e ainda não se é suficiente. Eu caio em pranto, e sou fraco. Eu olho para Deus, e vejo uma plaquinha de "saí para almoçar". Tudo se ajeita, tudo se acerta. Só não se sabe por quanto, ou quando, ou por quê/quem. A verdade e a justiça sempre vem a tona, mas, até para quem vive com a bunda colada na cadeira da paciência, o tempo ás vezes custeia em passar. Não me importo mais em como a porta abra, mas, importa-me a forma que algo/alguém chegue, e pareie-se comigo na mesa, nos instrumentos, nos sorrisos e sente em minha sala e seja minha companhia.
Eu sou eu. Eu quero que você se lasque, caralho.
Minha voz faz o grito, meu braço aspanca o pendão, e meu escudo pena no outro. Eu sou linha de frente, pendonista, guerreiro, general e batedor do cordão. Que cordão? O da solidão, o cordão d'mim mesmo. O cordão que cada um participa coletivamente, porém solitáriamente no seu próprio mundo, ora se isolado para bem (seu ou do universo), ou para o bem de um determinado bando (hipócritas, pois ninguém deve se anular ou exilar por ninguém, mundo livre com cucas livres, cresce criança, pena em nascer pro mundo cavar minha cova, pra eu em paz me morrer, honra o sangue do teu nome, que a sombra não lhe faz crescer) por pura bondade - sim, bondade.
Eu sou a paz. Eu sou a maldade.
Concentro em mim um fraccionário de tudo, e nisso meço todas as coisas, assim como aquele mágico e místico Alquimista Ortodoxo da Capadócia que um dia meu pai me contou. Tudo e todo o complemento é único e útil para cada um de nós, só me cabe saber porque eu guardo tantas coisas na bagagem, e porque num caminho tão movimentado e tão cheio de festas, a avenida e a casa aonde eu fico sempre ficam vazias.
Eu me calo. Eu não falo mais hoje.
Eu sou dono de uma terra fértil, aonde meus sonhos e minhas carências afloreiam sozinhas, tenho mil guitarras d'onde tiro sons inimagináveis, porém já tocados por anjos, santos, pecadores e demônios. Abaixo da terra aonde piso, encontram-se meus ancestrais, e seus conjugues, e assim a vida continua e prossegue mansamente dia após dia, sem ter com o quê brigar. Meus vizinhos não se situam em meu condado, e as ruas que eu cruzo - apesar de cheias - são vazias, vazias do tamanho de Deus, aonde preencho com meus pensamentos, minha música e minha devoção.
Eu sou diferente. E isso não me abdica de nada.
Eu sinto o cheiro dela, mas, ela não está. Eu visto a camisa dele, mas ele não liga. Eu rezo por ela, mas ela não muda. Eu faço meu melhor, e ainda não se é suficiente. Eu caio em pranto, e sou fraco. Eu olho para Deus, e vejo uma plaquinha de "saí para almoçar". Tudo se ajeita, tudo se acerta. Só não se sabe por quanto, ou quando, ou por quê/quem. A verdade e a justiça sempre vem a tona, mas, até para quem vive com a bunda colada na cadeira da paciência, o tempo ás vezes custeia em passar. Não me importo mais em como a porta abra, mas, importa-me a forma que algo/alguém chegue, e pareie-se comigo na mesa, nos instrumentos, nos sorrisos e sente em minha sala e seja minha companhia.
Eu sou eu. Eu quero que você se lasque, caralho.
Minha voz faz o grito, meu braço aspanca o pendão, e meu escudo pena no outro. Eu sou linha de frente, pendonista, guerreiro, general e batedor do cordão. Que cordão? O da solidão, o cordão d'mim mesmo. O cordão que cada um participa coletivamente, porém solitáriamente no seu próprio mundo, ora se isolado para bem (seu ou do universo), ou para o bem de um determinado bando (hipócritas, pois ninguém deve se anular ou exilar por ninguém, mundo livre com cucas livres, cresce criança, pena em nascer pro mundo cavar minha cova, pra eu em paz me morrer, honra o sangue do teu nome, que a sombra não lhe faz crescer) por pura bondade - sim, bondade.
Eu sou a paz. Eu sou a maldade.
Concentro em mim um fraccionário de tudo, e nisso meço todas as coisas, assim como aquele mágico e místico Alquimista Ortodoxo da Capadócia que um dia meu pai me contou. Tudo e todo o complemento é único e útil para cada um de nós, só me cabe saber porque eu guardo tantas coisas na bagagem, e porque num caminho tão movimentado e tão cheio de festas, a avenida e a casa aonde eu fico sempre ficam vazias.
Eu me calo. Eu não falo mais hoje.
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terça-feira, 10 de setembro de 2013
A Mente Sionita (II)
E infelizmente, mais uma vez, eu estou aqui. E vivo. Dói-me saber que ainda tenho que suportar o mundo nas minhas costas, sabendo que há pessoas em situação pior que eu. O carro arranca, e solta o cheiro de gasolina queimada no ar, e eu levanto a gola da minha blusa. A garoa teima em descer, e o sinto tina em me chamar, as velas queimam a cera, e eu me encontro a pensar: Como um cometa, me sinto caindo, e zunindo eu vou, dentre a flor de espinhos.
Eu não corro, porque não tenho onde correr, então espero ansiosamente por aquilo que vem, me toma, agita-me entre seu estômago, me cospe e me deixa morrer a reia da arena. Muitos me olham, poucos me percebem, e mais poucos os me ouvem, e só alguns raros me entendem, pousam tua mão no ombro e dizem: Lhe entendo, há de ficar bem.
Não existe nada que tire o que está entrelaçado em mim, e atrelado a mim está a minha bobice, meu jeito de olhar com os olhos baixos, a voz baixa entre tantas outras, e o incrível medo das ondas do mar, dos olhos que magoam só de olhar, e da mente maldita e perturbada, e os conselhos, ordens, pedidos, que se confrontam uns aos outros, e me deixam sem reação alguma; Volta e meia penso que esse mundo não é pra mim.
Assusta-me o fato de que lá fora exista um lugar lindo que eu conheça, e mais ainda assusta o fato de que exista alguém que pensa em mim e reza por mim. Magoa o fato de alguém não ouvir o que eu tenho a dizer, e que na hora que eu digo, dizem que é mentira, balela, e quando acontece, dizem que é praga, mal-feitio, ou coisas assim.
Eu vivo andando na rua, burro, feio e bobo, mantenho meus olhos no céu, e os pés no chão em coração em Jesus, no copo o mate, nos olhos o cinza, na blusa a garoa, e na minha alma uma dor, minh'alma geme, e não sei até mais aonde ela vai aguentar, será que eu consigo viver mais uns cinco anos assim?
Talvez eu deveria ter morrido em cada chance, e as pessoas que foram deveriam ter ficado, eu já me acostumei com o fato de nunca fazer nada certo, e só foder com a vida alheia, sabe? Mais, o que me magoa e mata aos cadinhos é quando tacam isso e esfregam na minha cara, e ainda mais quando complementam com o clássico: "Sem você aqui minha vida é melhor", ou o épico: "Você não passou de um objeto", aí é pra matar o peão de choro e ódio. Quem já viveu ou passou por isso - fazer de tudo e ter nada em troca, sofrer or amor e só ser usado e traído com a torcida do Flamengo - sabe do que eu estou falando, constantemente eu vivo essas situações, e tão rotineiras são que me faz acreditar que realmente, a culpa seja minha, mesmo quando eu me permaneço austero ao máximo. estranhão, não?
Se eu calar a minha boca, ficar omisso e submisso a tudo e todos, matar o pouco da minha alegria, e viver como um robô psicomotor, eu vou ter a "boa vida" na "casa forte" regado a "sucesso"? Eu não almejo isso, eu sou da América do Sul, sou do metrô me picos de rush, sou do riso fraco e abraço forte, eu sou de Deus e do Amor, meus olhos tangem a ti tristes, mas, por trás da tristeza, eu lhe desejarei e rezarei toda a alegria do mundo.
Talvez eu deveria ter morrido em cada chance, e as pessoas que foram deveriam ter ficado, eu já me acostumei com o fato de nunca fazer nada certo, e só foder com a vida alheia, sabe? Mais, o que me magoa e mata aos cadinhos é quando tacam isso e esfregam na minha cara, e ainda mais quando complementam com o clássico: "Sem você aqui minha vida é melhor", ou o épico: "Você não passou de um objeto", aí é pra matar o peão de choro e ódio. Quem já viveu ou passou por isso - fazer de tudo e ter nada em troca, sofrer or amor e só ser usado e traído com a torcida do Flamengo - sabe do que eu estou falando, constantemente eu vivo essas situações, e tão rotineiras são que me faz acreditar que realmente, a culpa seja minha, mesmo quando eu me permaneço austero ao máximo. estranhão, não?
Se eu calar a minha boca, ficar omisso e submisso a tudo e todos, matar o pouco da minha alegria, e viver como um robô psicomotor, eu vou ter a "boa vida" na "casa forte" regado a "sucesso"? Eu não almejo isso, eu sou da América do Sul, sou do metrô me picos de rush, sou do riso fraco e abraço forte, eu sou de Deus e do Amor, meus olhos tangem a ti tristes, mas, por trás da tristeza, eu lhe desejarei e rezarei toda a alegria do mundo.
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domingo, 30 de junho de 2013
A Mente Sionita (I)
Eu quero a paz dos braços de minha avó, e a positividade dos hare-krishnas do centro da cidade. Eu quero o mais duro dos rochedos como travesseiro, a terra como cama feita, urtigas e espinhedos como cobertores e lençóis, e a paz de Deus em meu coração. Eu mereço. Deixa-me só, isolado do universo, remoendo meus problemas, medos, percas, e traçando meus dias de sionita num esquadro desregulado e insosso.
Abra teus olhos e lembra-te de mim quando lhe tomei pela mão, e lhe mostrei as coisas do lugar e fiz minhas asas serem as tuas asas; Lembra-te de rir desembocadamente quando você sentir o Sol tocando seu corpo amorenado, e seus cabelos tão cheios, tão avoados, tão caóticos, tão lindos...Vocês dois, me guardem individualmente, e mutuamente, me guardem em vossos peitos, como filho entranhado e amado incubado.
Olha por mim enquanto eu não puder atravessar essa barreira para ir te encontrar, meu velho. Cuide, ria, beija, proteja, sinta, fale, brigue, disfarce, gema, mas, o faça. Não deixe passar qualquer oportunidade batida de me crucificar, ou me aceitar.
Deixe eu segurar você mais forte - Não para lhe machucar - para não te deixar esvair de mim, mas, como o vento teimas em ir embora. Sua efige com sua barba, seu óculos, seu cheiro de cigarro, sua magreza abrupta, nada disso, nada mais. Foi-se tudo. Ficam as músicas aprendidas, os dias vividos, as músicas, as histórias, a religião e a família, e todo o resto que se aplicar perante nós, é mentira, pois bem sabemos.
Byrdie, apeia. Santos homens, e Sacras mulheres me ousam penar. Eles estão certos, assim como estou certo em minha inocência. Cada um tem uma verdade, e Deus tem-se em todas; Por isso lhe digo que esteja no lado em que lhe sentir bem, em que lhe for melhor, e de mais útil. Ide e vede, pelas ramas de plantas, e pelo segredo guardado no ventro que arrodeia minha cintura, que tudo é irreal, tudo é mistíco, tudo é épico. Lembra-te da tua derrota, para esmerilhar a glória que Deus há de lhe dar. Não julge, e nem faça da dor, demência ou mau afã, um motivo de riso: Poderia ser ti que sofria do mal pôsto. Tome cuidado, reze, tenha fé, tenha coragem, seja sisuda, seja menina, carregue um sorriso brocado, não tenha medo da morte, seja forte para o futuro, seja como o trigo, seja minha.
Eu não vou renunciar, eu não vou desistir. Meu pendão é de madeira oca, e dentro guardo minhas histórias e poucas recordações. Meus brasões e distintivos são poucos/nulos, mas isso não há de afetar o que penso. Meu português oscila entre o português atual e um perfeito português lisboeta de 1965, e isso não m'afeta em nada de mod'algum.
Eu espero de riso largo, e braços abertos minha morte. Eu não vou renunciar aos meus pensamentos, eu não vou sair brigando como uma criança mimada, birrenta e inconsequente, eu não vou chorar no ombro de qualquer um uma dor punguente e maldita, eu não vou cair, eu não vou esquecer de Deus, eu não vou falar maldades do que sei, penso, falo e acredito. Eu não vou dizer nunca, e eu estarei sentado na beira da estrada de algum lugar, com meu violão embaixo do braço, minha costeleta toda preenchida, meus pés descalços, e com meu sorriso amarelado completo: Tocando uma música, e me perdendo paisagem adentro, apenas para você me ver, e crer que agora eu aprendi a tocar aquela música do Roberto que meu pai não me ensinou...
E muito prazer, eu sou o Búfalo de Gelo no Santo Campo de Centeio, eu vou lhe por pra baixo, eu vou lhe magoar, eu vou lhe fazer sofrer, eu vou lhe fazer morrer.
Abra teus olhos e lembra-te de mim quando lhe tomei pela mão, e lhe mostrei as coisas do lugar e fiz minhas asas serem as tuas asas; Lembra-te de rir desembocadamente quando você sentir o Sol tocando seu corpo amorenado, e seus cabelos tão cheios, tão avoados, tão caóticos, tão lindos...Vocês dois, me guardem individualmente, e mutuamente, me guardem em vossos peitos, como filho entranhado e amado incubado.
Olha por mim enquanto eu não puder atravessar essa barreira para ir te encontrar, meu velho. Cuide, ria, beija, proteja, sinta, fale, brigue, disfarce, gema, mas, o faça. Não deixe passar qualquer oportunidade batida de me crucificar, ou me aceitar.
Deixe eu segurar você mais forte - Não para lhe machucar - para não te deixar esvair de mim, mas, como o vento teimas em ir embora. Sua efige com sua barba, seu óculos, seu cheiro de cigarro, sua magreza abrupta, nada disso, nada mais. Foi-se tudo. Ficam as músicas aprendidas, os dias vividos, as músicas, as histórias, a religião e a família, e todo o resto que se aplicar perante nós, é mentira, pois bem sabemos.
Byrdie, apeia. Santos homens, e Sacras mulheres me ousam penar. Eles estão certos, assim como estou certo em minha inocência. Cada um tem uma verdade, e Deus tem-se em todas; Por isso lhe digo que esteja no lado em que lhe sentir bem, em que lhe for melhor, e de mais útil. Ide e vede, pelas ramas de plantas, e pelo segredo guardado no ventro que arrodeia minha cintura, que tudo é irreal, tudo é mistíco, tudo é épico. Lembra-te da tua derrota, para esmerilhar a glória que Deus há de lhe dar. Não julge, e nem faça da dor, demência ou mau afã, um motivo de riso: Poderia ser ti que sofria do mal pôsto. Tome cuidado, reze, tenha fé, tenha coragem, seja sisuda, seja menina, carregue um sorriso brocado, não tenha medo da morte, seja forte para o futuro, seja como o trigo, seja minha.
Eu não vou renunciar, eu não vou desistir. Meu pendão é de madeira oca, e dentro guardo minhas histórias e poucas recordações. Meus brasões e distintivos são poucos/nulos, mas isso não há de afetar o que penso. Meu português oscila entre o português atual e um perfeito português lisboeta de 1965, e isso não m'afeta em nada de mod'algum.
Eu espero de riso largo, e braços abertos minha morte. Eu não vou renunciar aos meus pensamentos, eu não vou sair brigando como uma criança mimada, birrenta e inconsequente, eu não vou chorar no ombro de qualquer um uma dor punguente e maldita, eu não vou cair, eu não vou esquecer de Deus, eu não vou falar maldades do que sei, penso, falo e acredito. Eu não vou dizer nunca, e eu estarei sentado na beira da estrada de algum lugar, com meu violão embaixo do braço, minha costeleta toda preenchida, meus pés descalços, e com meu sorriso amarelado completo: Tocando uma música, e me perdendo paisagem adentro, apenas para você me ver, e crer que agora eu aprendi a tocar aquela música do Roberto que meu pai não me ensinou...
E muito prazer, eu sou o Búfalo de Gelo no Santo Campo de Centeio, eu vou lhe por pra baixo, eu vou lhe magoar, eu vou lhe fazer sofrer, eu vou lhe fazer morrer.
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sábado, 27 de abril de 2013
Sobre o Pai.
A noite desceu em meus ombros,
e eu mal percebi que ela pesava,
estava ocupado demais,
pensando no rumo do mundo,
e no que eu falaria para você.
Era tempo apenas de dizer oi,
mas você sabia que eu estava corrido,
não era minha culpa, eu juro,
mas resta em meu peito oco e podre,
a sensação que devia ter feito mais por nós,
assim como faço com mã, e com a véa.
Era tarde, não queria incomodar,
apenas sorri e entrei ligeiro,
me sentei, e me fiz de travesseiro,
para desapercebido velar teu sono,
e sussurrar tudo o que não disse;
Mas eu nem disse metade,
meus pés tomaram controle, e fui;
Correndo forte, chorando,
Você nem sentiu eu tocar nossa música.
Eu fui dormir, meio cabisbaixo,
éramos tão iguais, e de mundos tão diferentes,
mas ambos de nós tentamos, quebramos a barreira;
Fomos dormir como heróis, irmãos de Sol,
e na noite cosseguinte, Deus daria o dia,
que cada um de nós não se esqueceria.
Como pude ser tão tolo, meu velho?
Por quê eu deixei você esvanecer entre meus dedos?
Por quê eu não deixei você ficar mais?
O dia amanheceu, um Sol tão lindo,
Deus estava olhando por mim,
e quando eu fui te visitar,
sua cama vazia, de leito quente...
...Percebi que tinha acabado,
e aquele amontoado, nem pude dizer.
Foram dinheiros e anéis, que pus ao teu lado;
E foi minha oração e minha coragem,
que ainda fizeram, ser eu ser forte para dizer adeus,
você cruzou a ponte, e me deixou só,
e eu não pude dizer ainda, como amo você.
O Céu vai cair em mim?
Eu vou morrer? Você me recorda?
Ou seria apenas tua presença em mim?
Você me ouve? Eu tangi seu caminho?
A batida segue incessante e tranquila,
mais o teu retrato na minha muralha,
me dói e me faz sentir uma vontade de gritar.
Tenho que aprender a ser só,
antes que perca mais, do que não tenho,
sei que você está por aqui, então me ouça,
volte para mim antes que eu caia de novo.
Faz falta ter tua palavra, tua benção,
teu auxílio e teu amor.
Teus olhos tão vivos, tua mão tão calejada,
teus pés tão cansados, coração tão pesaroso,
você se lembra, do tempo que passou?
Dos dias idos de 2006 que éramos dois em um?
Sem mágoa ou dor, sem maldade ou rivalidade,
vamos guardar o melhor em nós, por favor.
Eu vou te guardar no meu infinito,
para que você em sua graça e glória,
possa me levar e me guardar totalmente no teu.
Se cuida, fique em paz, firma o ponto, e fica com Deus, moleque. Um beijo, paizão.
e eu mal percebi que ela pesava,
estava ocupado demais,
pensando no rumo do mundo,
e no que eu falaria para você.
Era tempo apenas de dizer oi,
mas você sabia que eu estava corrido,
não era minha culpa, eu juro,
mas resta em meu peito oco e podre,
a sensação que devia ter feito mais por nós,
assim como faço com mã, e com a véa.
Era tarde, não queria incomodar,
apenas sorri e entrei ligeiro,
me sentei, e me fiz de travesseiro,
para desapercebido velar teu sono,
e sussurrar tudo o que não disse;
Mas eu nem disse metade,
meus pés tomaram controle, e fui;
Correndo forte, chorando,
Você nem sentiu eu tocar nossa música.
Eu fui dormir, meio cabisbaixo,
éramos tão iguais, e de mundos tão diferentes,
mas ambos de nós tentamos, quebramos a barreira;
Fomos dormir como heróis, irmãos de Sol,
e na noite cosseguinte, Deus daria o dia,
que cada um de nós não se esqueceria.
Como pude ser tão tolo, meu velho?
Por quê eu deixei você esvanecer entre meus dedos?
Por quê eu não deixei você ficar mais?
O dia amanheceu, um Sol tão lindo,
Deus estava olhando por mim,
e quando eu fui te visitar,
sua cama vazia, de leito quente...
...Percebi que tinha acabado,
e aquele amontoado, nem pude dizer.
Foram dinheiros e anéis, que pus ao teu lado;
E foi minha oração e minha coragem,
que ainda fizeram, ser eu ser forte para dizer adeus,
você cruzou a ponte, e me deixou só,
e eu não pude dizer ainda, como amo você.
O Céu vai cair em mim?
Eu vou morrer? Você me recorda?
Ou seria apenas tua presença em mim?
Você me ouve? Eu tangi seu caminho?
A batida segue incessante e tranquila,
mais o teu retrato na minha muralha,
me dói e me faz sentir uma vontade de gritar.
Tenho que aprender a ser só,
antes que perca mais, do que não tenho,
sei que você está por aqui, então me ouça,
volte para mim antes que eu caia de novo.
Faz falta ter tua palavra, tua benção,
teu auxílio e teu amor.
Teus olhos tão vivos, tua mão tão calejada,
teus pés tão cansados, coração tão pesaroso,
você se lembra, do tempo que passou?
Dos dias idos de 2006 que éramos dois em um?
Sem mágoa ou dor, sem maldade ou rivalidade,
vamos guardar o melhor em nós, por favor.
Eu vou te guardar no meu infinito,
para que você em sua graça e glória,
possa me levar e me guardar totalmente no teu.
Se cuida, fique em paz, firma o ponto, e fica com Deus, moleque. Um beijo, paizão.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
No Centro Do Universo.
De repente, tudo não é mais como eu imagino, mais está em uma situação melhor, e eu não sei se me sinto feliz ou triste em relação a isto. O Sol bate em minha cabeça, o vento bagunça meu cabelo, e eu olho para o universo. Eu estou vagando por ruas que muitos já andaram comigo, e eu já andei há muito sozinho. Minhas mãos apertam minha mochila, e se não o fazem, paream com o meus bolsos, eu tenho apenas 21, eu não posso ter medo ou aflição; Foi me dito pela boca do pai enquanto estava aqui: É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer da morte. Não vou temer. Minha mãe dizendo que é preciso saber por onde se anda, e dizendo para sempre ter a postura. Eu a tenho. Mãos que me afagaram a cabeça, que seguraram minhas mãos, que carinharam, hoje não são mais, não tem mais. Eu estou inteiro.
É tudo passageiro, é tudo lindo, é tudo lúdico e verdadeiro. Muitos me perguntam se eu estou bem, e eu digo: Estou vivo. O que que eu posso dizer? Meu coração bate, eu respiro, penso, ando e falo. Estou ótimo, estou vivo. Meus olhos batem nas arquiteturas, nas igrejas, nas imagens, no Céu, no horizonte, e no Martinelli. Eu estou vivo, a minha boca sorve o mate e dilacera um pão de queijo, eu estou vivo. Minha audição se alivia em trocentos milhões de Doo-Woops, e eu estou vivo. Meu cansaço é bem alinhado em três quartos, minha bota é bem amaciada, meu jeans é de contra-tom, meu cabelo é "arrumadamente bagunçado", e minha barba é só uma barba comum. E nada e nem ninguém afirma nada por debaixo desse Céu, afinal, eu estou vivo, e falo por mim.
Não sou Simonal, mas, tenho as ventas para dizer que tudo tem sua magia neste universo, e até mesmo no caminho do um só, há de ter sua alegria que há tanto busca, Sionita. Busque na tua solidão, a firmeza mais rude, lírica, e bélica, que há tanto você tinha; Você era quieto, meditava, e não precisava e nada. Hoje parece uma criança que precisa de ajuda para comer um biscoito. Sionita, olha para ti, e apeia. Veja o dia lindo que se há de fazer, e desfrute por ti, e não por mais ninguém. Se lembre da sua felicidade solitária, dos seus feitios, e da sua vida. Volte a ela. Você não é desse mundo, e nem nunca o pertenceu, então, para quê mudar sua vida agora? Você é trouxa, por acaso?
Cruze a Xavier de Toledo, olhe os discos, ria, ouça as músicas, compre, venda, é assim que sua infame e linda vida segue, é assim que sua felicidade barata é inútil é lhe fornecida, máquina mercantil e desgraçada, novilho desgarrado e mal benzido do canteiro.
Se você sumisse, poucos sentiriam tua falta, e se você morresse, nenhum seguraria a alça do teu esquife. Se você fosse um pássaro, teu canto nunca serviria de alívio numa gaiola, e suas penas nunca seria adornadoras de índia alguma. Você é a destruição, a maldade, e o vil. Você é o cinza que matou o azul, o cavaleiro que tangeu o vestido da princesa de sangue, o que briga mais quando se põe numa briga não se contenta e bater: Mata. Você é um signo da maldade, cão feo e tolo. Quantas vezes você tem que perder tudo para se contentar? "É para se reconstruir..." Qual que! Você sabe que seus alicerces são mais firmes que uma casamata, mas, você parece se esquecer que ás vezes você abaixa a cabeça definitivamente, e se perde por ser humilde demais, ou as vezes é robuscado demais, e por isso perde o que está em tua volta. Por isso, você cai agora na idéia que ser sozinho é melhor do que viver tudo isso de tempos em tempos. Bem-vindo ao teu eterno caminho, Sinonita.
É tudo passageiro, é tudo lindo, é tudo lúdico e verdadeiro. Muitos me perguntam se eu estou bem, e eu digo: Estou vivo. O que que eu posso dizer? Meu coração bate, eu respiro, penso, ando e falo. Estou ótimo, estou vivo. Meus olhos batem nas arquiteturas, nas igrejas, nas imagens, no Céu, no horizonte, e no Martinelli. Eu estou vivo, a minha boca sorve o mate e dilacera um pão de queijo, eu estou vivo. Minha audição se alivia em trocentos milhões de Doo-Woops, e eu estou vivo. Meu cansaço é bem alinhado em três quartos, minha bota é bem amaciada, meu jeans é de contra-tom, meu cabelo é "arrumadamente bagunçado", e minha barba é só uma barba comum. E nada e nem ninguém afirma nada por debaixo desse Céu, afinal, eu estou vivo, e falo por mim.
Não sou Simonal, mas, tenho as ventas para dizer que tudo tem sua magia neste universo, e até mesmo no caminho do um só, há de ter sua alegria que há tanto busca, Sionita. Busque na tua solidão, a firmeza mais rude, lírica, e bélica, que há tanto você tinha; Você era quieto, meditava, e não precisava e nada. Hoje parece uma criança que precisa de ajuda para comer um biscoito. Sionita, olha para ti, e apeia. Veja o dia lindo que se há de fazer, e desfrute por ti, e não por mais ninguém. Se lembre da sua felicidade solitária, dos seus feitios, e da sua vida. Volte a ela. Você não é desse mundo, e nem nunca o pertenceu, então, para quê mudar sua vida agora? Você é trouxa, por acaso?
Cruze a Xavier de Toledo, olhe os discos, ria, ouça as músicas, compre, venda, é assim que sua infame e linda vida segue, é assim que sua felicidade barata é inútil é lhe fornecida, máquina mercantil e desgraçada, novilho desgarrado e mal benzido do canteiro.
Se você sumisse, poucos sentiriam tua falta, e se você morresse, nenhum seguraria a alça do teu esquife. Se você fosse um pássaro, teu canto nunca serviria de alívio numa gaiola, e suas penas nunca seria adornadoras de índia alguma. Você é a destruição, a maldade, e o vil. Você é o cinza que matou o azul, o cavaleiro que tangeu o vestido da princesa de sangue, o que briga mais quando se põe numa briga não se contenta e bater: Mata. Você é um signo da maldade, cão feo e tolo. Quantas vezes você tem que perder tudo para se contentar? "É para se reconstruir..." Qual que! Você sabe que seus alicerces são mais firmes que uma casamata, mas, você parece se esquecer que ás vezes você abaixa a cabeça definitivamente, e se perde por ser humilde demais, ou as vezes é robuscado demais, e por isso perde o que está em tua volta. Por isso, você cai agora na idéia que ser sozinho é melhor do que viver tudo isso de tempos em tempos. Bem-vindo ao teu eterno caminho, Sinonita.
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
O Meu Motivo.
Você se lembra de quando bateu na minha cara? Não? Eu lembro. E me lembro que uma das primeiras coisas que eu te falei, foi que você não fizesse isso, nem por brincadeira, eu nunca fiz, e não gosto disso, eu não bato nem em um cachorro, ou na minha pequena na hora do sexo, quão mais em uma pessoa por qualquer motivo que o valha, ou por qualquer situação. Me perdoa, mais minha cabeça é velha, desgraçada e desgrenhada das outras, eu não penso livre e aberto, e prezo pelo respeito, apreço e educação...E mesmo assim você bateu na minha cara não uma, mais duas, três, sete vezes. Eu me aprumei e fui embora, então, depois de toda uma tormenta, depois da minha morte e da tua ressureição, não venha me dizer que você ainda me ama, que sente minha falta, que me quer, que nenhum outro no mundo será tão carinhoso, educado, maravilhoso, ou te escreverá sonetos no mundo.
"Só existe uma de mim no mundo."; Pois bem, você estava certa. Do mesmo jeito, agrupo tuas palavras a minha boca. Ninguém poderá fazer o que eu fiz para ti, mais, a culpa não é mim se você quis o que - justamente - eu nunca pude te dar. Hoje você anda em carros importados, você beija qualquer um que te pague uma smirnoff ice, você sai com pobres de espírito e se acha alguém importante, e sai por aí dando para qualquer um, e você se afunda numa lama tão grande que nem se eu mergulhasse de corpo todo, eu conseguiria te alcançar.
Você nunca usou um vestido para mim. Nunca. Você nunca deixou eu colocar teu cabelo por detrás das orelhas para ver teu rosto, você nunca quis fazer parte da minha vida, da minha história, e tampouco quis se aproximar das pessoas que eu amo, tanto porque nem eu sei. Quando eu fiquei entrevado numa cama, você me desprezou, cuspiu, e saiu nos seus carros importados, mais, eu conto na mão, quantos daqueles vieram até mim, viram a minha dor, e me ajudaram a (voltar a) ser o que sou hoje. Sabe quantas pessoas me foram necessárias para poder tirar de mim o câncer que um dia foi você? Você consegue imaginar o seu pai num leito de hospital virar e dizer que você está mais magro que ele, e não perceber? Foi assim que você me deixou. Por isso, me esqueça, por mais que piamente eu achasse isso, nós não fomos feitos um para o outro, então, me perdoa, mais isto acabou-se. Agora eu estou em outra, e bem melhor.
"Só existe uma de mim no mundo."; Pois bem, você estava certa. Do mesmo jeito, agrupo tuas palavras a minha boca. Ninguém poderá fazer o que eu fiz para ti, mais, a culpa não é mim se você quis o que - justamente - eu nunca pude te dar. Hoje você anda em carros importados, você beija qualquer um que te pague uma smirnoff ice, você sai com pobres de espírito e se acha alguém importante, e sai por aí dando para qualquer um, e você se afunda numa lama tão grande que nem se eu mergulhasse de corpo todo, eu conseguiria te alcançar.
Você nunca usou um vestido para mim. Nunca. Você nunca deixou eu colocar teu cabelo por detrás das orelhas para ver teu rosto, você nunca quis fazer parte da minha vida, da minha história, e tampouco quis se aproximar das pessoas que eu amo, tanto porque nem eu sei. Quando eu fiquei entrevado numa cama, você me desprezou, cuspiu, e saiu nos seus carros importados, mais, eu conto na mão, quantos daqueles vieram até mim, viram a minha dor, e me ajudaram a (voltar a) ser o que sou hoje. Sabe quantas pessoas me foram necessárias para poder tirar de mim o câncer que um dia foi você? Você consegue imaginar o seu pai num leito de hospital virar e dizer que você está mais magro que ele, e não perceber? Foi assim que você me deixou. Por isso, me esqueça, por mais que piamente eu achasse isso, nós não fomos feitos um para o outro, então, me perdoa, mais isto acabou-se. Agora eu estou em outra, e bem melhor.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Fraseado #11
Você é deprimente, sarcástica, idiota e podre.
Você fala de mim, mas não olha para ti.
Teus anos de idade, não transpassam nada, vermácea fea.
Tudo o que fazes, não passa de um prisma torvo.
Você se acha tão esperta, se acha tão certa,
e não passa de uma incerteza infundada, de uma conquistadora.
Usa a força bruta, a psicologia intensa para dominar, deitar,
e fazer os outros crerem em ti, na tua forma de ver a vida, não é?
até quando só você vai estar certa? até onde há este abismo?
Você fala de distância, certo?
Uma porra de uma ponte não se constrói num único lado, sabia?
Há batalhas acontecendo em todo o mundo,
você realmente que eu não escolhi o meu "melhor lado"?
a sua prepotência em achar que a tua sabedoria é melhor, me deprime, sabia?
existem muitos outros, tão novos quão eu, que vivem melhor e sabem mais.
E nem por isto, usam do dom da Sibilagem para fazer mal aos outros.
Gostaria de estar num caixão, do que ver do teu rosto novamente,
você - inconscientemente - fala que eu afundo minha família, vero?
Mas, e quando você afunda os planos de membros da tua família? Me diga só uma resposta, de uma pergunta que você vive fazendo para mim...
Como diabos você consegue dormir a noite?
Você fala de mim, mas não olha para ti.
Teus anos de idade, não transpassam nada, vermácea fea.
Tudo o que fazes, não passa de um prisma torvo.
Você se acha tão esperta, se acha tão certa,
e não passa de uma incerteza infundada, de uma conquistadora.
Usa a força bruta, a psicologia intensa para dominar, deitar,
e fazer os outros crerem em ti, na tua forma de ver a vida, não é?
até quando só você vai estar certa? até onde há este abismo?
Você fala de distância, certo?
Uma porra de uma ponte não se constrói num único lado, sabia?
Há batalhas acontecendo em todo o mundo,
você realmente que eu não escolhi o meu "melhor lado"?
a sua prepotência em achar que a tua sabedoria é melhor, me deprime, sabia?
existem muitos outros, tão novos quão eu, que vivem melhor e sabem mais.
E nem por isto, usam do dom da Sibilagem para fazer mal aos outros.
Gostaria de estar num caixão, do que ver do teu rosto novamente,
você - inconscientemente - fala que eu afundo minha família, vero?
Mas, e quando você afunda os planos de membros da tua família? Me diga só uma resposta, de uma pergunta que você vive fazendo para mim...
Como diabos você consegue dormir a noite?
terça-feira, 27 de novembro de 2012
O Peso do Dinheiro; A falta de conhecimento.
Deus, agradeço por todos os dias de minha vida, sem exceção alguma. Pelo bom e pelo ruim, graças a ti sejam rendidas e dadas. Graças sejam rendidas e dadas ao Santo dos Santos, e a tudo aquilo que Ele tem em e sob mim.
Obrigado Deus pelas mazelas, pelos amigos, pelas bençãos, e pela família. Obrigado pela entrevista, pelo talvez, pelos elogios, e pela força em continuar que brota em meu peito mesmo quando não sei se devia estar aqui, curtindo do ar, e vivendo do Sol. Deus, tu que é a força mais bruta e calma, agradeço-te mil vezes pela mulher, pelos vinis que vendemos para comer uma bela feijoada com a mulher amada, pelo violão, pelos amigos, pela família, pelo Corinthians, pelo Zé Maria, pelo mundo, e pelos meus caminhos guiados e protegidos e guiados pelo meu São Jorge Da Capadócia, que nunca me deixou na merda, e se um dia me deixou, foi porque eu bem mereci.
Deus, eu ainda quero ser Richard Cory, mas, pensando bem...Eu sou um Richard Cory da COHAB, né não? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH! Seria engraçado, agora, depois de ter tudo, e ser realizado, terminar a história como Sr. Cory terminou, mas, eu não vou, não posso, não quero. Imagina se de repente, meus inimigos descobrem que eu dei a eles o que eles tanto queriam? Imagina só, se o Céu se arroubar com o Sol forte, e todas as pessoas sorrirem, e Deus abençoar todo mundo, e todos mundo ganharem na mega-sena e todo mundo de repente amar um ao outro? Porra, que monótono. Por isso que Deus não me mata ainda, sabe? Eu ainda tenho que trazer muita ruindade para este mundo.
Imagine o campo florindo em brasa, imagine alguém nascendo, imagine um pássaro voando acima de tua cabeça, imagine o teu corpo repousando numa cama macia num quarto de janela & sacada aberto de frente pra praia de qualquer litoral...Imagina eu, ao teu lado. Você gostaria de estar comigo todos os dias da tua vida, e receber de mim todo o amor que tenho para gastar? Você sentaria comigo de calça jeans na reia da praia, num dia frio, e tomaria um mate comigo, e veria a chuva cair sobre nós dois? Você aceitaria ter um cachorro em casa, mesmo sabendo que você gosta de gatos? Você deixaria eu te beijar a boca todos os dias da minha vida até eu morrer? Você deixaria eu me segurar em você até me fundir a teu coração por inteiro? Álias, você deixaria eu fazer planos, mesmo não me dando resposta ou consenso algum? Foda-se, eu já estou fazendo, e eu já o fiz. Agora, para mim, é apenas eu e você, minha pequena grande mulher.Nós não podemos nos vender por pouco, nem por muito. Honestamente, não existe preço, em tábula sequer, que nos faça ter a venda completa de nossa alma, corpo, mente e espírito. Somos livres, totalmente livres, por isto, temos nossas escolhas a mão, e no intervalo de alguns momentos bons, nós fazemos nossas decisões valerem: E eu, como o garoto da classe operária, opto por ser o que quero ser: Tenho minhas camisas fechadas até o pescoço, costeletas, cabelo de camurça suave, boineiro, botinas, e jeans que apertam as coxas, deixando o corte fino, preso pelo suspensório. Eu encarno em mim, a magna de 69! Será que a minha mãe, a mãe negra, sabe que tem um filho Suedehead dentro de casa?Será que ela o amará, o apoiará e estará com ele? O que toda a família negra irá dizer? estamos no Brazil, sabe? Hipócritas gonna hipocrizar cada ato, e cada situação que não entendem. Mas, minha raíz é negra, meus olhos são verdes, mais, eu sou negro, como qualquer outro cara da zona leste, do lado trabalhador, corinthiano e sofrido. Eu sou o povão, e estou nele, gosto da confusão, do arrastado, e de ouvir música no último volume. Eu tenho as idéias certas, acredite.
Vivo - como alguns dizem - com um ideal furado, sabe? Como posso ornar coisas que rolaram há - sei lá - 30, 45 anos atrás? Do mesmo jeito que os outros honram suas raízes até hoje. Eu bebo cerveja, ouço reggae raíz, me espremo entre os trens, e vivo cada vez mais limpo, mesmo tendo difícies circunstanceas. Acontece, sabe? Mas, isso não é fase, é terreno, e veio para ficar, pois, está em mim, nos meus quatro quarteirões, e na minha visão de vida. Eu não vou brigar, difamar, flaar mal, e levantar pendão algum; Tampouco arrastar alguém para o meu lado: Vem quem quer, e quando quiser, só que eu prefiro estar aqui, do que no funk da Barroca, ou nas matinês por aí, pegando DST's e comprando uísque, sendo que eu odeio uísque (hahahahahahahahahahahah...)Momô, eu gosto de Toot's & The Maytals. Você vai me desdenhar por isto? Você iria me amar mesmo quando eu cantar alto: SKINHEAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAD, A MESSAGE TO YOU!, e fazer cócegas na véia? Você iria dançar comigo os sons da Tamla, Pama, e Stax? É isto o que me importaria, o som da multidão. E como um da multidão, momô, eu sou o povão, eu sou Suede. O cumprimento (Keep The Faith = Mantenha a Fé), nada mais é do que biblíco, pois, não era São Paulo Apóstolo que esrevia isto no fim das suas epístolas-evangelho? Viu só, seus canalhas! Sou Negro, e Religioso ainda por cima! Trouxas os coitados WP's e 14/88's que se infiltram em nós. A nossa raíz é forte, e nada nos abala, temos o espírito guerreiro, assim como o eterno e imortal Troiano!
Vamo nóis, Keepin' Da Faith nessa porra!
Obrigado Deus pelas mazelas, pelos amigos, pelas bençãos, e pela família. Obrigado pela entrevista, pelo talvez, pelos elogios, e pela força em continuar que brota em meu peito mesmo quando não sei se devia estar aqui, curtindo do ar, e vivendo do Sol. Deus, tu que é a força mais bruta e calma, agradeço-te mil vezes pela mulher, pelos vinis que vendemos para comer uma bela feijoada com a mulher amada, pelo violão, pelos amigos, pela família, pelo Corinthians, pelo Zé Maria, pelo mundo, e pelos meus caminhos guiados e protegidos e guiados pelo meu São Jorge Da Capadócia, que nunca me deixou na merda, e se um dia me deixou, foi porque eu bem mereci.
Deus, eu ainda quero ser Richard Cory, mas, pensando bem...Eu sou um Richard Cory da COHAB, né não? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH! Seria engraçado, agora, depois de ter tudo, e ser realizado, terminar a história como Sr. Cory terminou, mas, eu não vou, não posso, não quero. Imagina se de repente, meus inimigos descobrem que eu dei a eles o que eles tanto queriam? Imagina só, se o Céu se arroubar com o Sol forte, e todas as pessoas sorrirem, e Deus abençoar todo mundo, e todos mundo ganharem na mega-sena e todo mundo de repente amar um ao outro? Porra, que monótono. Por isso que Deus não me mata ainda, sabe? Eu ainda tenho que trazer muita ruindade para este mundo.
Imagine o campo florindo em brasa, imagine alguém nascendo, imagine um pássaro voando acima de tua cabeça, imagine o teu corpo repousando numa cama macia num quarto de janela & sacada aberto de frente pra praia de qualquer litoral...Imagina eu, ao teu lado. Você gostaria de estar comigo todos os dias da tua vida, e receber de mim todo o amor que tenho para gastar? Você sentaria comigo de calça jeans na reia da praia, num dia frio, e tomaria um mate comigo, e veria a chuva cair sobre nós dois? Você aceitaria ter um cachorro em casa, mesmo sabendo que você gosta de gatos? Você deixaria eu te beijar a boca todos os dias da minha vida até eu morrer? Você deixaria eu me segurar em você até me fundir a teu coração por inteiro? Álias, você deixaria eu fazer planos, mesmo não me dando resposta ou consenso algum? Foda-se, eu já estou fazendo, e eu já o fiz. Agora, para mim, é apenas eu e você, minha pequena grande mulher.Nós não podemos nos vender por pouco, nem por muito. Honestamente, não existe preço, em tábula sequer, que nos faça ter a venda completa de nossa alma, corpo, mente e espírito. Somos livres, totalmente livres, por isto, temos nossas escolhas a mão, e no intervalo de alguns momentos bons, nós fazemos nossas decisões valerem: E eu, como o garoto da classe operária, opto por ser o que quero ser: Tenho minhas camisas fechadas até o pescoço, costeletas, cabelo de camurça suave, boineiro, botinas, e jeans que apertam as coxas, deixando o corte fino, preso pelo suspensório. Eu encarno em mim, a magna de 69! Será que a minha mãe, a mãe negra, sabe que tem um filho Suedehead dentro de casa?Será que ela o amará, o apoiará e estará com ele? O que toda a família negra irá dizer? estamos no Brazil, sabe? Hipócritas gonna hipocrizar cada ato, e cada situação que não entendem. Mas, minha raíz é negra, meus olhos são verdes, mais, eu sou negro, como qualquer outro cara da zona leste, do lado trabalhador, corinthiano e sofrido. Eu sou o povão, e estou nele, gosto da confusão, do arrastado, e de ouvir música no último volume. Eu tenho as idéias certas, acredite.
Vivo - como alguns dizem - com um ideal furado, sabe? Como posso ornar coisas que rolaram há - sei lá - 30, 45 anos atrás? Do mesmo jeito que os outros honram suas raízes até hoje. Eu bebo cerveja, ouço reggae raíz, me espremo entre os trens, e vivo cada vez mais limpo, mesmo tendo difícies circunstanceas. Acontece, sabe? Mas, isso não é fase, é terreno, e veio para ficar, pois, está em mim, nos meus quatro quarteirões, e na minha visão de vida. Eu não vou brigar, difamar, flaar mal, e levantar pendão algum; Tampouco arrastar alguém para o meu lado: Vem quem quer, e quando quiser, só que eu prefiro estar aqui, do que no funk da Barroca, ou nas matinês por aí, pegando DST's e comprando uísque, sendo que eu odeio uísque (hahahahahahahahahahahah...)Momô, eu gosto de Toot's & The Maytals. Você vai me desdenhar por isto? Você iria me amar mesmo quando eu cantar alto: SKINHEAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAD, A MESSAGE TO YOU!, e fazer cócegas na véia? Você iria dançar comigo os sons da Tamla, Pama, e Stax? É isto o que me importaria, o som da multidão. E como um da multidão, momô, eu sou o povão, eu sou Suede. O cumprimento (Keep The Faith = Mantenha a Fé), nada mais é do que biblíco, pois, não era São Paulo Apóstolo que esrevia isto no fim das suas epístolas-evangelho? Viu só, seus canalhas! Sou Negro, e Religioso ainda por cima! Trouxas os coitados WP's e 14/88's que se infiltram em nós. A nossa raíz é forte, e nada nos abala, temos o espírito guerreiro, assim como o eterno e imortal Troiano!
Vamo nóis, Keepin' Da Faith nessa porra!
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domingo, 20 de maio de 2012
O Sionita (I)
E, mais uma vez, eu perco uma batalha da qual eu só queria me sagrar o vencedor, sem ferir, sem matar, sem reféns ou prisioneiros. Mais uma vez, na calada da noite me dano, vendo a lua, as estrelas e o Céu cair sobre mim.
Deus está me fazendo pasasr uma provação? É este o meu quilo de sal pessoal? Deus, me perdoe, mas, isso é mais que um quilo, chega a ser uma meia tonelada, se te interesssar bem. Dizem que eu não posso te tratar de mal grado, nem te falar maldades, mas, eu não estou lhe desrespeitando: Pois, se me concheces, e lê minha mente, e sabes de meus atos, e minhas vontades, de que adianta esconder um pensamento que você já sabe? É chover no molhado, Meu Deus.
Estamos indo para o inverno, Deus, e o teu Sol e Céu estão bonitos, mas, está frio, e mais ainda apra mim, então, me faça um cubinho de gelo, para que eu possa apenas me esquentar, quando o calor que eu quero, finalmente estar perto de mim. Ela não está aqui, Deus, e você sabe como isso me dói!
Por quê dói tanto, e parece que a cada dia dói inda mais? Por quê tudo não se estabelece? O que eu tenho que fazer, para ter tudo como antes, para ter a minha vida feliz e boa como antes? Deus Meu, conheces minha dor, minha franqueza, meu fraquejo e minha vontade absoluta de não estar mais aqui. Ajuda-me a, antes de partir, ser gentil, bom, e justo, ajuda-me, a não ter quem me compreenda, mas, que eu compreenda os outros.
Tenho medo de que esteja tudo bem para todos (menos para mim), e que assim siga a roda do mundo girando. Se a roda se mover mais um grau, devo eu me destruir mais ainda? Deus, por quê tem que ser tão díficil? Por quê eu tenho que ter a mente, o método e maneio de pensar como esse? Por quê não me fizestes diferente?
Por quê tu, o Rei dos Reis de Israel, não fazes o que tanto peço. Sei que não me abandonastes, então eu estou aqui, parado no meio do deserto, com pouca água, e clamando por um Oásis. Intercede por mim, Deus, não me deixa só, a pior morte que tem e a própria mágoa, da qual estou cheio até os cacos.
A vida, não existe sem A Rosa, a Rosa esta, que tento buscar em vão no ar, o cheiro d'Ela, e mentalmente sinto os beijos e abraços d'Ela, e até em sonho sinto a concha d'Ela.
Rosa, consegues me ler? Está por aí? Se estiverdes lendo isto, saiba que te amo, e tua falta corrói meu corpo como o câncer que corrói meu pai. Rosa: "Não ter você aqui ao meu lado, me faz sentir um vazio, o qual só você pode preencher." Rosa, volte, eu te imploro, isto está doendo cada vez mais, e a solidão está me fazendo penar entre os muros do Sinédrio; São muitos contra um só. Saiu o Sol, Rosa, vem apear comigo e comer aonde você quiser, e assistir filme de menininhas, e ver a melissa do teu pé. Ao menos, só por hoje, fica e ame. Desvanesço-me de carne e espírito, e rogo-lhe que ouça minha prece, pois, é dessa reza escrita que tiro minhas forças. Fique comigo, e que dana-se o resto. Eu ainda amo você, esei que ainda me amas. E muito.
Deus está me fazendo pasasr uma provação? É este o meu quilo de sal pessoal? Deus, me perdoe, mas, isso é mais que um quilo, chega a ser uma meia tonelada, se te interesssar bem. Dizem que eu não posso te tratar de mal grado, nem te falar maldades, mas, eu não estou lhe desrespeitando: Pois, se me concheces, e lê minha mente, e sabes de meus atos, e minhas vontades, de que adianta esconder um pensamento que você já sabe? É chover no molhado, Meu Deus.
Estamos indo para o inverno, Deus, e o teu Sol e Céu estão bonitos, mas, está frio, e mais ainda apra mim, então, me faça um cubinho de gelo, para que eu possa apenas me esquentar, quando o calor que eu quero, finalmente estar perto de mim. Ela não está aqui, Deus, e você sabe como isso me dói!
Por quê dói tanto, e parece que a cada dia dói inda mais? Por quê tudo não se estabelece? O que eu tenho que fazer, para ter tudo como antes, para ter a minha vida feliz e boa como antes? Deus Meu, conheces minha dor, minha franqueza, meu fraquejo e minha vontade absoluta de não estar mais aqui. Ajuda-me a, antes de partir, ser gentil, bom, e justo, ajuda-me, a não ter quem me compreenda, mas, que eu compreenda os outros.
Tenho medo de que esteja tudo bem para todos (menos para mim), e que assim siga a roda do mundo girando. Se a roda se mover mais um grau, devo eu me destruir mais ainda? Deus, por quê tem que ser tão díficil? Por quê eu tenho que ter a mente, o método e maneio de pensar como esse? Por quê não me fizestes diferente?
Por quê tu, o Rei dos Reis de Israel, não fazes o que tanto peço. Sei que não me abandonastes, então eu estou aqui, parado no meio do deserto, com pouca água, e clamando por um Oásis. Intercede por mim, Deus, não me deixa só, a pior morte que tem e a própria mágoa, da qual estou cheio até os cacos.
A vida, não existe sem A Rosa, a Rosa esta, que tento buscar em vão no ar, o cheiro d'Ela, e mentalmente sinto os beijos e abraços d'Ela, e até em sonho sinto a concha d'Ela.
Rosa, consegues me ler? Está por aí? Se estiverdes lendo isto, saiba que te amo, e tua falta corrói meu corpo como o câncer que corrói meu pai. Rosa: "Não ter você aqui ao meu lado, me faz sentir um vazio, o qual só você pode preencher." Rosa, volte, eu te imploro, isto está doendo cada vez mais, e a solidão está me fazendo penar entre os muros do Sinédrio; São muitos contra um só. Saiu o Sol, Rosa, vem apear comigo e comer aonde você quiser, e assistir filme de menininhas, e ver a melissa do teu pé. Ao menos, só por hoje, fica e ame. Desvanesço-me de carne e espírito, e rogo-lhe que ouça minha prece, pois, é dessa reza escrita que tiro minhas forças. Fique comigo, e que dana-se o resto. Eu ainda amo você, esei que ainda me amas. E muito.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Esteja comigo.
"...Porque;
Até a morte;
Pode me parecer;
Um bom negócio..."
Deus, esteja comigo.
Esteja comigo na hora boa e na hora péssima, seja meu baluarte e candeio, seja a minha rocha firme, meu casulo, e minha morada. Deus, dá-me a morte, e só ela. Apenas ela. Dá-me no domingo a alegria d'Um último riso, último beijo, abraço, cheiro e gosto. Santo Deus do Sião, me dá a glória de partir desta terra, aonde por mais que São Francisco tenha nos dado motivos para ver que aqui é bom, eu só encontro dor. Santo Deus, me mate por favor.
Deus, esteja comigo.
E quando for de premeditar o meu fim, me arranje qualquer morte, mas, uma que seja ou ultra-dolorosa, ou uma que seja rápida e eficaz, que nem nos filmes de ação, sabe? Faça eu morrer com um tiro perdido na nuca, ou apenas tropeçar e deixar oito vagões de metrô caírem sobre mim. Deus, me faça morto imediatamente e que minha alma esteja encaminha para o inferno, ou a danação eterna no purgatório. Não reconheço o Céu como minha entrada, pois não tenho modelo, e nem propriedade para ser santo, mas, ouve meu rogo. Vivo com uma promessa, e nela estou atrelado completamente.
Deus, esteja comigo.
Não sinto dor, fome, frio ou desatino, não sinto PORRA NENHUMA!. Vivo somente para esperar essa promessa se cumprir, e se for de tua vontade ela se vingar (Ó Deus, e como me quero que ela seja), que venha a tona e desabe sobre mim como uma avalanche, uma Colloboscher de 20 metros, e que me inunda assim como o Senhor me inundou de graça e amor quando me fui batizado. Deus meu, faça vir logo pelo o que eu espero.
Deus, esteja comigo.
A cada passo, cada hora, cada perigo e cada gesto, esteja comigo. Que eu provoque brigas, seja maldoso, fale palavrões, xingue todos, não tenha medo de perder o emprego, arrisque mais minha vida, pare de rezar, faça intrigas e barracos, sinta a morte como a coisa mais linda, gostosa e boa do mundo, e que tu, Meu Deus, venha até mim, e me pegue pela mão, pois, se não me puder ter o que eu mais quero, me perdoe, mas você perdeu a merda do seu tempo fazendo essa titica aqui para PORRA NENHUMA! Fez só uma carneosso para carneossar entre outras carneossos no metrô. Você é tão inteligente, então, me responda: Vai demorar? Sem mistérios, sem Eclesiastes, sem nadas, jogo limpo, papo de Pai e Filho. Até quando ficar nesta agonia, nesta dor, brigando o corpo contra a alma?
Deus, esteja comigo.
Prezado leitor, me perdoe por estas linhas judiadas, mas, a inspiração de um escritor é o desejo, seja qual o for, e o meu, neste exato momento, é: Ou ter Ela, e, se não a ter; Querer a morte absoluta e definitiva sobre os olhos de Deus! São pequenas coisas, que fazem eu ser quem sou. E no momento, a única coisa grande que estava em mim era Ela. Espero que Ela não se vá, ou não se esvaia logo, e que fique comigo até o fim.
Deus, esteja comigo.
Até a morte;
Pode me parecer;
Um bom negócio..."
Deus, esteja comigo.
Esteja comigo na hora boa e na hora péssima, seja meu baluarte e candeio, seja a minha rocha firme, meu casulo, e minha morada. Deus, dá-me a morte, e só ela. Apenas ela. Dá-me no domingo a alegria d'Um último riso, último beijo, abraço, cheiro e gosto. Santo Deus do Sião, me dá a glória de partir desta terra, aonde por mais que São Francisco tenha nos dado motivos para ver que aqui é bom, eu só encontro dor. Santo Deus, me mate por favor.
Deus, esteja comigo.
E quando for de premeditar o meu fim, me arranje qualquer morte, mas, uma que seja ou ultra-dolorosa, ou uma que seja rápida e eficaz, que nem nos filmes de ação, sabe? Faça eu morrer com um tiro perdido na nuca, ou apenas tropeçar e deixar oito vagões de metrô caírem sobre mim. Deus, me faça morto imediatamente e que minha alma esteja encaminha para o inferno, ou a danação eterna no purgatório. Não reconheço o Céu como minha entrada, pois não tenho modelo, e nem propriedade para ser santo, mas, ouve meu rogo. Vivo com uma promessa, e nela estou atrelado completamente.
Deus, esteja comigo.
Não sinto dor, fome, frio ou desatino, não sinto PORRA NENHUMA!. Vivo somente para esperar essa promessa se cumprir, e se for de tua vontade ela se vingar (Ó Deus, e como me quero que ela seja), que venha a tona e desabe sobre mim como uma avalanche, uma Colloboscher de 20 metros, e que me inunda assim como o Senhor me inundou de graça e amor quando me fui batizado. Deus meu, faça vir logo pelo o que eu espero.
Deus, esteja comigo.
A cada passo, cada hora, cada perigo e cada gesto, esteja comigo. Que eu provoque brigas, seja maldoso, fale palavrões, xingue todos, não tenha medo de perder o emprego, arrisque mais minha vida, pare de rezar, faça intrigas e barracos, sinta a morte como a coisa mais linda, gostosa e boa do mundo, e que tu, Meu Deus, venha até mim, e me pegue pela mão, pois, se não me puder ter o que eu mais quero, me perdoe, mas você perdeu a merda do seu tempo fazendo essa titica aqui para PORRA NENHUMA! Fez só uma carneosso para carneossar entre outras carneossos no metrô. Você é tão inteligente, então, me responda: Vai demorar? Sem mistérios, sem Eclesiastes, sem nadas, jogo limpo, papo de Pai e Filho. Até quando ficar nesta agonia, nesta dor, brigando o corpo contra a alma?
Deus, esteja comigo.
Prezado leitor, me perdoe por estas linhas judiadas, mas, a inspiração de um escritor é o desejo, seja qual o for, e o meu, neste exato momento, é: Ou ter Ela, e, se não a ter; Querer a morte absoluta e definitiva sobre os olhos de Deus! São pequenas coisas, que fazem eu ser quem sou. E no momento, a única coisa grande que estava em mim era Ela. Espero que Ela não se vá, ou não se esvaia logo, e que fique comigo até o fim.
Deus, esteja comigo.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Echoes.
E você, cale essa maldita boca cheia de dentes brancos.
...Óbviamente, você não vai entender, você nunca entendeu mesmo.
Eu estranho o toque de minha mão com peças maciças, seja qual for o material, me faz sentir inano, morto e débil. Louvado Seja Cristo, é só um formigamento. Os dias, quando me quero bem passam rápido, quando caio em desgraça, demoram-se a ir, e quando me sinto no fio da navalha, sentindo o metálico gosto da afiada entrando entre as células de minha pele, aí sim, Deus me testa, e me ensina a ter perseverança.
Imagine uma pessoa. Ponha todo o seu melhor n'Ela, invista.
A use, desuse, ria com ela, a ame, faça-a sentir o vento, leve-a até os seus lugares, e vá com ela aos lugares d'Ela, respeite a história, mesmo a vos odiando, tenha senso, use todo teu arsenal de palavras, como se lhe fosse a última conversa, tenha medo, chore, arrependa-se de algo que você saiba, que lá no fundinho machuca essa pessoa, e como Deus toca - e há de tocar - em vosso coração, ligue as qualquer horas de qualquer dia e lhe diga:
-Me perdoa, vem pra mim.
E que essa pessoa, tomada pelo amor sacro que nunca morre, vá até você, e vocês dois se abracem no meio de qualquer lugar, e dêem um beijo que faça até estrondo no Céu de Anjos e Nuvens. Que o dia, não nos seja tomado pela dor, e notícias ruins, mas com o aprendizado, e fé em dias melhores, como sempre são. Eu estarei do seu lado, mesmo você não estando do meu, e sei que se eu cair do barco, há ao menos dois de me resgatar, agindo Deus, quem impedirá? As linhas vodús; Ou o Dragão da maldade, há longo derrotado por São Jorge Guerreiro?
Estamos - há tempos - em uma era de milagres, achamos que está perto, mas está longe o Dragão, pois o Guerreiro logo está conosco, e a princesa já foi salva, e se encontra nos braços de seu amor. Os sonhos são realidade, e o mundo gira com coragem o suficiente de trabalhar ao dobro, sem perguntar aos seus moradores se encaram essa jornada. Pobres estão ficando ricos, e ricos tomando ciência da vida que tem, e mudando os atos da peça; Povos caem, colidem e se recriam, e assim o mundo fica forte, e tudo fica como deve ser.
Você quer me ter? Olhe na praia, a água batendo na areia, olhe as nuvens ralas desafiando o Céu, olhe o gato subindo o pombal, olhe o santo parado na fachada da igreja da Sé, olhe a mim, que tento, tento, tento e mudo poucas - e definitivas - vezes, para vencer e conquistar mais; Assim como olho a você, e tiro fôlego para caminhar muito mais (Você nem sabe, mas já houveram noites em que nem dormi, pensando em continuar a caminhar, ou se rastejar como um verme); Espero que a minha função no mundo, seja exatamente o que pretendo ser, assim cumpro o que tenho que ser, asism como todos os 150 seres do vagão apertado do metrô também. Assim, caminharemos melhor, e sem arrastar a bolsa de ninguém.
Há predios cinzas, e ninguém se preocupa com isso, há prédios cinzas, e eu amo muito isso, as pessoas passam, alinhadas, e correm, e eu vivo, deixando o ritmo rápido dos meus passos inóspitos, deixarem para trás meus pensamentos ruins, meus medos sobre perder você, sobre você desistir um dia do meu amor, e eu cair na vala comum do mundo, e ser mais um zumbi progamado a ganhar dinheiro, se se foder nas mãos dos homens de marrom.
Você é Minha Morena, a Rosa dos meus dias, Lírio cheiroso e semigual, sândalo com cheiro de paz, vento que carrega a pipa vermelha ao céu, és o segredo contado ao pé do ouvido, nosso beijo mais secreto e sacro, o beijo dado entre as árvores do campo, o pôr-do-Sol e a Lua Cheia em ascensão ao Céu, o abraço apertado, o riso e o beijo inocento e molhado de água que cai do chuveiro, o nosso segredo de um ano e tantas, e um carinho com cafuné maneiro e que me condi de todo o mal, Amém. É o Beta e Psi, velado entre-dedos e amor dentro do Alfa & Omega. Dentre tantas milhões, foste tu, Elizabeth, que me dominou com seu jeito mandão, e fuderoso, e gostoso, com seus olhos negros e densos, e sua cintura tão gostosa, e aquelas coisas maneiras que eu não posso dizer, que me faz ser teu. Sou teu cordeiro, armado e pronto ao sacríficio, toma-me aos teu braços, sou teu. Sou o melhor momento nosso, e sou o caos em maestria, sou o tudo, e o nada. Por você.
E se você quiser falar de amor, por favor, deixe-me então falar de você Doce Morena.
...Óbviamente, você não vai entender, você nunca entendeu mesmo.
Eu estranho o toque de minha mão com peças maciças, seja qual for o material, me faz sentir inano, morto e débil. Louvado Seja Cristo, é só um formigamento. Os dias, quando me quero bem passam rápido, quando caio em desgraça, demoram-se a ir, e quando me sinto no fio da navalha, sentindo o metálico gosto da afiada entrando entre as células de minha pele, aí sim, Deus me testa, e me ensina a ter perseverança.
Imagine uma pessoa. Ponha todo o seu melhor n'Ela, invista.
A use, desuse, ria com ela, a ame, faça-a sentir o vento, leve-a até os seus lugares, e vá com ela aos lugares d'Ela, respeite a história, mesmo a vos odiando, tenha senso, use todo teu arsenal de palavras, como se lhe fosse a última conversa, tenha medo, chore, arrependa-se de algo que você saiba, que lá no fundinho machuca essa pessoa, e como Deus toca - e há de tocar - em vosso coração, ligue as qualquer horas de qualquer dia e lhe diga:
-Me perdoa, vem pra mim.
E que essa pessoa, tomada pelo amor sacro que nunca morre, vá até você, e vocês dois se abracem no meio de qualquer lugar, e dêem um beijo que faça até estrondo no Céu de Anjos e Nuvens. Que o dia, não nos seja tomado pela dor, e notícias ruins, mas com o aprendizado, e fé em dias melhores, como sempre são. Eu estarei do seu lado, mesmo você não estando do meu, e sei que se eu cair do barco, há ao menos dois de me resgatar, agindo Deus, quem impedirá? As linhas vodús; Ou o Dragão da maldade, há longo derrotado por São Jorge Guerreiro?
Estamos - há tempos - em uma era de milagres, achamos que está perto, mas está longe o Dragão, pois o Guerreiro logo está conosco, e a princesa já foi salva, e se encontra nos braços de seu amor. Os sonhos são realidade, e o mundo gira com coragem o suficiente de trabalhar ao dobro, sem perguntar aos seus moradores se encaram essa jornada. Pobres estão ficando ricos, e ricos tomando ciência da vida que tem, e mudando os atos da peça; Povos caem, colidem e se recriam, e assim o mundo fica forte, e tudo fica como deve ser.
Você quer me ter? Olhe na praia, a água batendo na areia, olhe as nuvens ralas desafiando o Céu, olhe o gato subindo o pombal, olhe o santo parado na fachada da igreja da Sé, olhe a mim, que tento, tento, tento e mudo poucas - e definitivas - vezes, para vencer e conquistar mais; Assim como olho a você, e tiro fôlego para caminhar muito mais (Você nem sabe, mas já houveram noites em que nem dormi, pensando em continuar a caminhar, ou se rastejar como um verme); Espero que a minha função no mundo, seja exatamente o que pretendo ser, assim cumpro o que tenho que ser, asism como todos os 150 seres do vagão apertado do metrô também. Assim, caminharemos melhor, e sem arrastar a bolsa de ninguém.
Há predios cinzas, e ninguém se preocupa com isso, há prédios cinzas, e eu amo muito isso, as pessoas passam, alinhadas, e correm, e eu vivo, deixando o ritmo rápido dos meus passos inóspitos, deixarem para trás meus pensamentos ruins, meus medos sobre perder você, sobre você desistir um dia do meu amor, e eu cair na vala comum do mundo, e ser mais um zumbi progamado a ganhar dinheiro, se se foder nas mãos dos homens de marrom.
Você é Minha Morena, a Rosa dos meus dias, Lírio cheiroso e semigual, sândalo com cheiro de paz, vento que carrega a pipa vermelha ao céu, és o segredo contado ao pé do ouvido, nosso beijo mais secreto e sacro, o beijo dado entre as árvores do campo, o pôr-do-Sol e a Lua Cheia em ascensão ao Céu, o abraço apertado, o riso e o beijo inocento e molhado de água que cai do chuveiro, o nosso segredo de um ano e tantas, e um carinho com cafuné maneiro e que me condi de todo o mal, Amém. É o Beta e Psi, velado entre-dedos e amor dentro do Alfa & Omega. Dentre tantas milhões, foste tu, Elizabeth, que me dominou com seu jeito mandão, e fuderoso, e gostoso, com seus olhos negros e densos, e sua cintura tão gostosa, e aquelas coisas maneiras que eu não posso dizer, que me faz ser teu. Sou teu cordeiro, armado e pronto ao sacríficio, toma-me aos teu braços, sou teu. Sou o melhor momento nosso, e sou o caos em maestria, sou o tudo, e o nada. Por você.
E se você quiser falar de amor, por favor, deixe-me então falar de você Doce Morena.
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