Este poderia ser o dia de nossas vidas.
Mas você tem o direito de transformar em algo comum... e não serei eu que tomarei a dianteira; a mim, basta o caminho.
Dou o meu sorriso na graça do dia e do que o envolve, com todos os seus sins e nãos, com suas vontades e nuances, por isso sei que não posso pedir algo de direito a escolha. Se quiser, é o benfeito, e sem bem fazes, bem terá. Talvez não entenda, mas só quem toma as decisões diárias sabe como pode ser penoso e doloroso ter que escolher para outrém. Cabe, talvez, um consenso; mas não o direito de derrubar contra a outra pessoa um querer ou um gostar forçado.
Você pode mandar uma mensagem, você pode abrir uma cerveja, você pode sentir o vento mexer nos seus cabelos - tudo isso faz parte de um momento e de uma síncope da vida, de perfeição tão bela que até nos atordoa. O que queres fazer, bem o podes; desde que estejas preparada para a consequência ou para o desfecho de suas ações. O que fizerdes, faça bem feito, pois o retorno há de ser bem feito para você também. E isso é o básico da sentença.
Fazer as coisas com carinho e afeto, mesmo que cotidianamente, nos alegram, mesmo que não parecendo. O que nos vale desse caminho a seguir, é como o fazemos, e se não ferimos quem está ao nosso redor pelas nossas atitudes e dizeres.
O que vale, é que este poderia ser o dia de nossas vidas, mas para você não é nem dia, e nem vida.
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
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terça-feira, 27 de fevereiro de 2024
Last Summer Whisper.
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sexta-feira, 18 de maio de 2018
So Sad.
Quando a alma se cansa, ela busca refúgio. E do alto de seu lugar reservado e inóspito, ela por vezes até manda recados a civilização do que está acontecendo pela dada necessidade de seu exílio, ou isolamento. Algumas pessoas escrevem, outras bebem, algumas choram, e outras se devotam a Mãe Cecília.
Há muita gente que quer ajudar, e há pouca gente que quer ajudar e entende o que fazer, como fazer: Cada alma é um segredo, um verbo, uma forma - não se há generalização no que se sente, cada dor dói de um jeito e cada rasgo sangra para um lado. Do povo que perece, sofre e padece, tenha misericória, Bôm Deus. Tem misericórdia do silêncio, mas não do silêncio pacômioso-monástico, mas sim do silêncio da alma, sujos olhos mostram na Íris Esmeraldina a dôr que carregam, e ainda si ri, ergue o copo, canta, e emana de si a vibração da carne em êxtase - é esse o pôvo, Deus. É esse o rastro que ficou de Você, nós que nos choramos, mas mantemos firme a híbrida forma de se segurar ante ao que nos maltrata. Acreditamos que uma hora tudo vira lembrança, e Sua bondade nos toca de alguma forma, e logo estaremos longe dessas tristezas, dessa solidão, dos medos, e de todas as coisas que nos interrompem de seguir vendo Tua perfeição em todas as coisas que nos rodeiam e estão em nós, por nós, conosco.
Estou em um deserto, só. E ninguém está ao meu lado e adjascência. Tenho meu masbaha em mãos, e na outra carrego minha saca, meus pés doem - ninguém sabe, meus olhos lacrimejam - ninguém sabe, minhas chagas se abrem - ninguém vê, apenas me tenho com a minha oração - E até onde a estrada vai dar, para eu ser do jeito que sou? Até onde minha cabeça aguenta saber de mim, e não do que há no mundo ou Sôbre ele? Pus-me a andar para a loucura não atormentar, e pus-me a beber para a minha racionalidade não me degenerar, e pus-me a rezar para agradecer por quem não agradece. Eis-me aqui, novamente na solidão de cais e casas, e no meio do mar-de-gênte, eis-me só, e com tantos ao meu lado, nenhum sabendo estancar meu sangue, e com tanta fé, me acometendo de heresias, e sustentando Atlaicamente tantos pilares que doem minhas costas e deixam meus pés cansados. Meus pés estão cansados. Minha barba já tem cabelos agrisalhados, e minha tristeza está atrás de meu cabelo, abaixo de meu sorriso, e de tudo que esconder do mundo, pois o mundo que há de ser bom, que receba bondade para continuar bom. E para mim, cabe o que Deus decidir, e que venha para minha edificação (ou total destruição), me sinto agora como o mítico personagem da canção: "Eu deixo a onda me acertar/E o vento vai levando tudo embora."
Deixe que eu não veja nada, e ninguém, que a minha fronte vá um anjo me acompanhando, e meu masbaha indique o que pensar, como pensar e porquê pensar, afaste de mim tudo o que tenho e tôdos que estão comigo, tire de mim tudo o que tenho, e afaste de mim tudo que é vão e que possa me danificar bem mais ainda muito. Lance sobre mim sua destra, e que sua providência me cerque, e quando essa dor me doer, manda-me a botica para sobreviver, e ser cada vez mais teu (Não permitais nunca que me separem de Ti/Na hora da morte chamae e mandae-me ir para Vós), e quando a dor passar, que eu consiga levantar e seguir com estes mesmos pés cansados, mas ávidos para seguir para lugar algum, apenas se curar dessa dôr. Permita, ó Deus, que no longo desse estreito que caminho, desse deserto tão infinito, em algumas passagens, haja apenas uma clareira de água, para que eu lave meu rosto, e molhe os lábios secos de bendizer Teu nome, e de brigar contra o vento e o Sol. Permita que com sua graça, a vida continue sendo a vida sobre qualquer circunstância e aspecto, e que um dia tudo chegue ao seu destino.
Há muita gente que quer ajudar, e há pouca gente que quer ajudar e entende o que fazer, como fazer: Cada alma é um segredo, um verbo, uma forma - não se há generalização no que se sente, cada dor dói de um jeito e cada rasgo sangra para um lado. Do povo que perece, sofre e padece, tenha misericória, Bôm Deus. Tem misericórdia do silêncio, mas não do silêncio pacômioso-monástico, mas sim do silêncio da alma, sujos olhos mostram na Íris Esmeraldina a dôr que carregam, e ainda si ri, ergue o copo, canta, e emana de si a vibração da carne em êxtase - é esse o pôvo, Deus. É esse o rastro que ficou de Você, nós que nos choramos, mas mantemos firme a híbrida forma de se segurar ante ao que nos maltrata. Acreditamos que uma hora tudo vira lembrança, e Sua bondade nos toca de alguma forma, e logo estaremos longe dessas tristezas, dessa solidão, dos medos, e de todas as coisas que nos interrompem de seguir vendo Tua perfeição em todas as coisas que nos rodeiam e estão em nós, por nós, conosco.
Estou em um deserto, só. E ninguém está ao meu lado e adjascência. Tenho meu masbaha em mãos, e na outra carrego minha saca, meus pés doem - ninguém sabe, meus olhos lacrimejam - ninguém sabe, minhas chagas se abrem - ninguém vê, apenas me tenho com a minha oração - E até onde a estrada vai dar, para eu ser do jeito que sou? Até onde minha cabeça aguenta saber de mim, e não do que há no mundo ou Sôbre ele? Pus-me a andar para a loucura não atormentar, e pus-me a beber para a minha racionalidade não me degenerar, e pus-me a rezar para agradecer por quem não agradece. Eis-me aqui, novamente na solidão de cais e casas, e no meio do mar-de-gênte, eis-me só, e com tantos ao meu lado, nenhum sabendo estancar meu sangue, e com tanta fé, me acometendo de heresias, e sustentando Atlaicamente tantos pilares que doem minhas costas e deixam meus pés cansados. Meus pés estão cansados. Minha barba já tem cabelos agrisalhados, e minha tristeza está atrás de meu cabelo, abaixo de meu sorriso, e de tudo que esconder do mundo, pois o mundo que há de ser bom, que receba bondade para continuar bom. E para mim, cabe o que Deus decidir, e que venha para minha edificação (ou total destruição), me sinto agora como o mítico personagem da canção: "Eu deixo a onda me acertar/E o vento vai levando tudo embora."
Deixe que eu não veja nada, e ninguém, que a minha fronte vá um anjo me acompanhando, e meu masbaha indique o que pensar, como pensar e porquê pensar, afaste de mim tudo o que tenho e tôdos que estão comigo, tire de mim tudo o que tenho, e afaste de mim tudo que é vão e que possa me danificar bem mais ainda muito. Lance sobre mim sua destra, e que sua providência me cerque, e quando essa dor me doer, manda-me a botica para sobreviver, e ser cada vez mais teu (Não permitais nunca que me separem de Ti/Na hora da morte chamae e mandae-me ir para Vós), e quando a dor passar, que eu consiga levantar e seguir com estes mesmos pés cansados, mas ávidos para seguir para lugar algum, apenas se curar dessa dôr. Permita, ó Deus, que no longo desse estreito que caminho, desse deserto tão infinito, em algumas passagens, haja apenas uma clareira de água, para que eu lave meu rosto, e molhe os lábios secos de bendizer Teu nome, e de brigar contra o vento e o Sol. Permita que com sua graça, a vida continue sendo a vida sobre qualquer circunstância e aspecto, e que um dia tudo chegue ao seu destino.
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terça-feira, 21 de novembro de 2017
Louvado Seja.
Louvado seja Deus, aonde quer que Ele esteja, Seja, Faça e Obtenha.
Louvada seja a natureza que me circunda e me rodeia, pois dela tiro o sustento de minha carne para respirar, comer, ser, ter e obter.
Louvado seja tôdas as obras que hão de pesar neste mundo: O que é do Senhor, ao Senhor volta, ao Senhor pertence.
Louvados sejam, os pássaros nos Céus.
Louvados sejam, os peixinhos dos Mares.
Louvados sejam, os cãezinhos nas Terras.
Louvados sejam, os que louvam o louvar.
Louvados sejam, os que louvam o lavrar.
Louvados sejam, os namorados.
Louvados sejam, os beijos demorados.
Louvados sejam, os abraços.
Louvados sejam, os sorrisos.
Louvados sejam, os dizeres.
Louvados sejam, os escritos.
Louvados sejam, os que estudam.
Louvados sejam, os que padecem.
Louvados sejam, os que se encontram em Deus.
Louvados sejam, os que honram e louvam.
Louvados sejam, os que olham para seu passado.
Louvados sejam, os que planejam o futuro.
Louvada seja a mão de minha avó.
Louvado seja o joelho de minha mãe.
Louvada seja minha vida.
Louvados sejam os parentes.
Louvados sejam os amigos.
Louvados sejam os heróis.
Louvemos o Senhor Deus de Tudo e Tôdos.
Louvemos Mãe Maria, em sua Graça e Glória.
Louvemos tôdos os Anjos e Santos dos panteões.
Louvemos nosso passado, presente e futuro.
Louvado quem passou, quem está e quem ficará em nossos caminhos.
Louvado quem nos guarda, quem nos protege e nos segura.
Louvado quem mesmo nós nos afastando, nos recebe novamente sempre e sempre.
Louvado o Dulcíssimo, Pai de Bondade e Misericórdia
Louvado a Mãe Maria, que na barra de seu sari nos faz criança.
Louvado sejam tudo o quem provém só e somente de Deus e dos seus.
Louvado será o dia bôm e o dia ruim
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja o beijo e o tapa
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja o sorriso e o choro
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja o ganho e a perca
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja a paz e a atribulação
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Senhor, tende misericórdia de nós, pobres pessôas do degredo.
Senhor, tende piedade de nós, pobres pessôas das estepes.
Senhor, tende amôr por nós, mesmo que sejamos incapazes e ingratos ao longo do caminho da santidade.
Louvado seja Deus Pai Senhor de minh'alma, carne, vestes e amôr.
A Êle toda a honra desde sempre até a eternidade.
Amén.
Louvada seja a natureza que me circunda e me rodeia, pois dela tiro o sustento de minha carne para respirar, comer, ser, ter e obter.
Louvado seja tôdas as obras que hão de pesar neste mundo: O que é do Senhor, ao Senhor volta, ao Senhor pertence.
Louvados sejam, os pássaros nos Céus.
Louvados sejam, os peixinhos dos Mares.
Louvados sejam, os cãezinhos nas Terras.
Louvados sejam, os que louvam o louvar.
Louvados sejam, os que louvam o lavrar.
Louvados sejam, os namorados.
Louvados sejam, os beijos demorados.
Louvados sejam, os abraços.
Louvados sejam, os sorrisos.
Louvados sejam, os dizeres.
Louvados sejam, os escritos.
Louvados sejam, os que estudam.
Louvados sejam, os que padecem.
Louvados sejam, os que se encontram em Deus.
Louvados sejam, os que honram e louvam.
Louvados sejam, os que olham para seu passado.
Louvados sejam, os que planejam o futuro.
Louvada seja a mão de minha avó.
Louvado seja o joelho de minha mãe.
Louvada seja minha vida.
Louvados sejam os parentes.
Louvados sejam os amigos.
Louvados sejam os heróis.
Louvemos o Senhor Deus de Tudo e Tôdos.
Louvemos Mãe Maria, em sua Graça e Glória.
Louvemos tôdos os Anjos e Santos dos panteões.
Louvemos nosso passado, presente e futuro.
Louvado quem passou, quem está e quem ficará em nossos caminhos.
Louvado quem nos guarda, quem nos protege e nos segura.
Louvado quem mesmo nós nos afastando, nos recebe novamente sempre e sempre.
Louvado o Dulcíssimo, Pai de Bondade e Misericórdia
Louvado a Mãe Maria, que na barra de seu sari nos faz criança.
Louvado sejam tudo o quem provém só e somente de Deus e dos seus.
Louvado será o dia bôm e o dia ruim
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja o beijo e o tapa
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja o sorriso e o choro
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja o ganho e a perca
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja a paz e a atribulação
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Senhor, tende misericórdia de nós, pobres pessôas do degredo.
Senhor, tende piedade de nós, pobres pessôas das estepes.
Senhor, tende amôr por nós, mesmo que sejamos incapazes e ingratos ao longo do caminho da santidade.
Louvado seja Deus Pai Senhor de minh'alma, carne, vestes e amôr.
A Êle toda a honra desde sempre até a eternidade.
Amén.
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sexta-feira, 14 de julho de 2017
From The Beginning.
Quando o vento dobrar a curvilínea do ar, estarei te deixando. E deixarei você de forma suave, porém abrupta - como êste mesmo vento que apeia a fôlha de uma árvore até o chão, e depois não se faz presente. Ali, mantenho o que há de mim: E mesmo se tirarem de mim tudo o que tenho (sou), a melhor parte de minhas carnes, minhas vestes, e pensamentos de pessôa seriam seus. Totalmente seus.
Há lágrimas, e turvar de vistas, há dôres de peito, de alma e questionamentos: Palavras suspensas com pontos de interrogação se propagação no ar - você viu o que êle fez?
Vinde e vêde, Verônica, os discos espalhados pelo chão, e a alma partida após recebido o sinal da Cecília. Vinde e vêde, que o chão quebrado se fragmenta mais ainda sobre os pés que ousaram pisar - vinde e vêde, que nesta derradeira não me houve quem me consolasse, me botasse em linha ou me carregasse igual ao Irmão de Maria. Ai de mim Verônica, que você nunca pôde ter me livrado do suor que escorreu de meus olhos, de minha boca, de minha alma. Você não pôde me secar, porque talvez nem você exista, assim como o sonho que acabo por sepultar: Sonhos não envelhecem porque êles não existem, porque sonhos são para Gigot's da era moderna, são para pessôas que não se eiam.
Cecília, desce-me até seu colo, e permita-me chorar mais uma vez. Mais dez vezes, mais mil vezes - desce-me até suas mãos, macias, plumíferas e intactas, e ali me deixa ser o que sempre fui, o que estava escrito no muro, e no ranger de dentes, entre a raiva, mêdo, mágoa e tristeza, esteja você ali; Como sempre esteve, está e estará, e após me dar do teu antídoto, apenas me veja, Cecília. Me note. Me sinta, e aparta de mim tudo isso que me doe ou me faz ser tão igual a êles, me faz tão diferente de tudo.
E no meio de tudo isso, que a vida rearranje os pontos soltos no ar, e que nenhum me ligue, ou me dê interligação, que eu não seja começo, meio ou fim de história alguma, porque minha alma não mais anseia por isso. Deita-me na campa fria, e toca a melodia em Dó Sustenido Menor, e ali não havendo mais nada pertencendo dêsse mundo, cinge meu olhos, Cecília, e brotando a vera alegria de meu rôsto, a última alegria você me dará, pois virão de tuas harmonias, melodias, sonhos e dizeres ritmizados, a verdadeira côroa do cristão. Você, depois de me cingir, e descer minha carne, toma de minha essência e a põe na tão supracitada folclórica mina-d'água, para que a profecia pessôal das estepes se cumpra, e finalmente eu seja água para nunca mais eu ser mais. E quando eu fôr, não mais estarei, mas em Cecília me guardarei, armarei, amarei e viverei, serei apenas a Sećanja de tempos idos: Olhos verdes de um audiófilo, um pierrot da era moderno, um trouxa. Um humano. Pugilista de côrpo a côrpo com a vida, que esperou e nunca teve, obteve ou conseguiu. A causa vazia. A casa vazia. Não vai aparecer ninguém no portão.
Há lágrimas, e turvar de vistas, há dôres de peito, de alma e questionamentos: Palavras suspensas com pontos de interrogação se propagação no ar - você viu o que êle fez?
Vinde e vêde, Verônica, os discos espalhados pelo chão, e a alma partida após recebido o sinal da Cecília. Vinde e vêde, que o chão quebrado se fragmenta mais ainda sobre os pés que ousaram pisar - vinde e vêde, que nesta derradeira não me houve quem me consolasse, me botasse em linha ou me carregasse igual ao Irmão de Maria. Ai de mim Verônica, que você nunca pôde ter me livrado do suor que escorreu de meus olhos, de minha boca, de minha alma. Você não pôde me secar, porque talvez nem você exista, assim como o sonho que acabo por sepultar: Sonhos não envelhecem porque êles não existem, porque sonhos são para Gigot's da era moderna, são para pessôas que não se eiam.
Cecília, desce-me até seu colo, e permita-me chorar mais uma vez. Mais dez vezes, mais mil vezes - desce-me até suas mãos, macias, plumíferas e intactas, e ali me deixa ser o que sempre fui, o que estava escrito no muro, e no ranger de dentes, entre a raiva, mêdo, mágoa e tristeza, esteja você ali; Como sempre esteve, está e estará, e após me dar do teu antídoto, apenas me veja, Cecília. Me note. Me sinta, e aparta de mim tudo isso que me doe ou me faz ser tão igual a êles, me faz tão diferente de tudo.
E no meio de tudo isso, que a vida rearranje os pontos soltos no ar, e que nenhum me ligue, ou me dê interligação, que eu não seja começo, meio ou fim de história alguma, porque minha alma não mais anseia por isso. Deita-me na campa fria, e toca a melodia em Dó Sustenido Menor, e ali não havendo mais nada pertencendo dêsse mundo, cinge meu olhos, Cecília, e brotando a vera alegria de meu rôsto, a última alegria você me dará, pois virão de tuas harmonias, melodias, sonhos e dizeres ritmizados, a verdadeira côroa do cristão. Você, depois de me cingir, e descer minha carne, toma de minha essência e a põe na tão supracitada folclórica mina-d'água, para que a profecia pessôal das estepes se cumpra, e finalmente eu seja água para nunca mais eu ser mais. E quando eu fôr, não mais estarei, mas em Cecília me guardarei, armarei, amarei e viverei, serei apenas a Sećanja de tempos idos: Olhos verdes de um audiófilo, um pierrot da era moderno, um trouxa. Um humano. Pugilista de côrpo a côrpo com a vida, que esperou e nunca teve, obteve ou conseguiu. A causa vazia. A casa vazia. Não vai aparecer ninguém no portão.
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segunda-feira, 7 de julho de 2014
Maria.
Maria, me ouve. Desce dessas nuvens e me acode. Me leva pra junto de ti e me guarda embaixo da barra do teu sari e me vela, me deixa ao menos alimentar da migalha do teu pão e guardar meu amor no teu coração materno. Maria, nada sou sem ti, meu coração é teu, mais ainda minha alma, e sem ti, me nada sou, e nada existo. Meu pendão e minha glória tem teu signo. Louvado o Deus que te escolheu e mais ainda eu que te tenho como Advogada, Mãe, Rainha, Amiga, Defensora e Amante. Conforta meu coração na hora ruim, e não deixa o mal adentrar em mim. Não, nunca.
Maria, me livra da angústia. Guarda o grito preso na garganta, e me faz calar a boca cada vez mais, e me faça cada vez mais voltar a ser aquela criança estúpida e boba que você abençoou: Inocente e bobo, sentia medo de ver um Cristo crucificado e rezava para não ser o próximo. Maria, olha por mim e pelo meu coração tão bobo, tão ousado, incandescente e inocente, que cada vez que passa se joga louca e inocentemente a cada relacionamento, não vendo a queda, e sim o vôo livre e se alguém um dia - quiçá - o pegará em pouso (leve o forçado). Maria, me põe nos teus braços e me faça dormir, como fizeste dormir tantos homens, que hoje estão do seu lado, lado que eu almejo estar cada dia da minha vida.
Guarda meu caráter embaixo das tuas mãos, e que toda a minha sinceridade contenha tua mão, teu beijo, teu carinho, teu tato, teu afago e tua sensatez. Maria, me faça ter compaixão do próximo e fazer por ele o que poderiam ter feito por mim e não fizeram (e nunca hão de fazer em suas vernas mais silenciosas, a eles peço justiça por nunca me olhar com olhos do seu povo, Mãe Maria, olha por nós, filhos teus que morrem e padecem por esta terra bruta, maldita e fétida, que nunca tem reconhecimento, amor, e afago de quem mais se precisa e ama).
Mãe Maria, me ouve. Ajoelha-se pra me ouvir, mesmo não merecendo isto. Dá-me maturidade para não entender as coisas por um prisma errado. Forja em mim a luz que incandeia do teu candinheiro, e não deixa meu caminho escurecer, ou que quaisquer pessoas o escureçam. Maria, olha por mim aqui embaixo, e me dá uma resposta, um sinal, qualquer coisa pra dizer que você tá me ouvindo, e que este texto, de alguma forma há de chegar até ti. Me manda um raio, um Sol, uma palavra amiga, um comentário, um beijo, um acorde perfeito, um sorriso, um sim, não ou talvez, mas, peço que me cegue com tua graça, porque não aguento o silêncio. Você tem uma das melhores partes de mim, que é seu afilhado. Teu afilhado, Maria, pode não ter sido um bom homem, mas, foi o homem mais importante da minha vida, mesmo não prestando, bebendo, xingando, ofendendo, rindo, cantando, dançando e olhando o pôr-do-Sol fumando seu maço esmaecido de Hollywood (que dentro tinha cigarro "Vila Rica"). Maria, guarda ele no seu colo, e o ensina a dormir o sono que perturbado algum dorme. Ensina ele a tua dormição, e que é a mesma dormição a qual tanto amo, tanto quero, tanto anseio...Demora muito pra gente se ver?
Maria, as coisas não são como imagino, e disso já me sei até pro mês. Então, nada mais me resta além de sentar na bancada para ver emergir da lagoa o Monstro que come a virgem da aldeia. Protege ela, Mãe Maria, assim como me protegeu do Cão Da Bestafera, e me fez criança pra brincar na barra do seu vestido, mais de uma vez. Tira de mim as idéias feas, as pessoas erradas, os caminhos incertos, os passos infalsos e o medo de cair em meio a rua movimentada. Segue comigo, e que tua mão aperte a minha, e que de mãos dadas nós vamos para todos os locais juntos, sem medo de tiro, bala, faca, corda ou alabarda. Maria, a morte é a maior alegria da minha vida, porque é na minha morte que vou te rever e que vou poder entender todos os porquês, sim's e não's. Maria, em ti está a minha salvação, carinho, medo, glória, raiva aflição, enfim...Sem ti, de nada sou.
Maria, me ouve. Desesperadamente, me ouça. A ti, ascendo essas palavras, e sei que há de me responsoriar, porque a ti Deus corou de estrelas e planetas, então, sei que apesar d'Eu não merecer teu carinho, mais ainda tua benção, tu como a Mãe Santa que é, há de ouvir minha palavra sobre Israel. E quando eu me pegar em tempos de aflição, aperreia: me leva pra junto de ti, e que d'um alto duma nuvem, nós fiquemos rindo de toda a confusão e toda essa cousa estranha que é a vida.
Maria, obrigado por ontem, por hoje, por sempre. Por tudo.
Maria, me livra da angústia. Guarda o grito preso na garganta, e me faz calar a boca cada vez mais, e me faça cada vez mais voltar a ser aquela criança estúpida e boba que você abençoou: Inocente e bobo, sentia medo de ver um Cristo crucificado e rezava para não ser o próximo. Maria, olha por mim e pelo meu coração tão bobo, tão ousado, incandescente e inocente, que cada vez que passa se joga louca e inocentemente a cada relacionamento, não vendo a queda, e sim o vôo livre e se alguém um dia - quiçá - o pegará em pouso (leve o forçado). Maria, me põe nos teus braços e me faça dormir, como fizeste dormir tantos homens, que hoje estão do seu lado, lado que eu almejo estar cada dia da minha vida.
Guarda meu caráter embaixo das tuas mãos, e que toda a minha sinceridade contenha tua mão, teu beijo, teu carinho, teu tato, teu afago e tua sensatez. Maria, me faça ter compaixão do próximo e fazer por ele o que poderiam ter feito por mim e não fizeram (e nunca hão de fazer em suas vernas mais silenciosas, a eles peço justiça por nunca me olhar com olhos do seu povo, Mãe Maria, olha por nós, filhos teus que morrem e padecem por esta terra bruta, maldita e fétida, que nunca tem reconhecimento, amor, e afago de quem mais se precisa e ama).
Mãe Maria, me ouve. Ajoelha-se pra me ouvir, mesmo não merecendo isto. Dá-me maturidade para não entender as coisas por um prisma errado. Forja em mim a luz que incandeia do teu candinheiro, e não deixa meu caminho escurecer, ou que quaisquer pessoas o escureçam. Maria, olha por mim aqui embaixo, e me dá uma resposta, um sinal, qualquer coisa pra dizer que você tá me ouvindo, e que este texto, de alguma forma há de chegar até ti. Me manda um raio, um Sol, uma palavra amiga, um comentário, um beijo, um acorde perfeito, um sorriso, um sim, não ou talvez, mas, peço que me cegue com tua graça, porque não aguento o silêncio. Você tem uma das melhores partes de mim, que é seu afilhado. Teu afilhado, Maria, pode não ter sido um bom homem, mas, foi o homem mais importante da minha vida, mesmo não prestando, bebendo, xingando, ofendendo, rindo, cantando, dançando e olhando o pôr-do-Sol fumando seu maço esmaecido de Hollywood (que dentro tinha cigarro "Vila Rica"). Maria, guarda ele no seu colo, e o ensina a dormir o sono que perturbado algum dorme. Ensina ele a tua dormição, e que é a mesma dormição a qual tanto amo, tanto quero, tanto anseio...Demora muito pra gente se ver?
Maria, as coisas não são como imagino, e disso já me sei até pro mês. Então, nada mais me resta além de sentar na bancada para ver emergir da lagoa o Monstro que come a virgem da aldeia. Protege ela, Mãe Maria, assim como me protegeu do Cão Da Bestafera, e me fez criança pra brincar na barra do seu vestido, mais de uma vez. Tira de mim as idéias feas, as pessoas erradas, os caminhos incertos, os passos infalsos e o medo de cair em meio a rua movimentada. Segue comigo, e que tua mão aperte a minha, e que de mãos dadas nós vamos para todos os locais juntos, sem medo de tiro, bala, faca, corda ou alabarda. Maria, a morte é a maior alegria da minha vida, porque é na minha morte que vou te rever e que vou poder entender todos os porquês, sim's e não's. Maria, em ti está a minha salvação, carinho, medo, glória, raiva aflição, enfim...Sem ti, de nada sou.
Maria, me ouve. Desesperadamente, me ouça. A ti, ascendo essas palavras, e sei que há de me responsoriar, porque a ti Deus corou de estrelas e planetas, então, sei que apesar d'Eu não merecer teu carinho, mais ainda tua benção, tu como a Mãe Santa que é, há de ouvir minha palavra sobre Israel. E quando eu me pegar em tempos de aflição, aperreia: me leva pra junto de ti, e que d'um alto duma nuvem, nós fiquemos rindo de toda a confusão e toda essa cousa estranha que é a vida.
Maria, obrigado por ontem, por hoje, por sempre. Por tudo.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Soneto Da Futura Amada.
O dia há de ser bom;
Mesmo que tudo possa vir a dar errado,
não vou me abater, tampouco chorar;
Pois, nem em pensamento vão me dirão tais coisas;
Eu vou é prosseguir, e fazer um sorriso;
Que o Sol não seque, nem a água enferruje;
Estaremos aqui, na contenção dos dias.
Aguardando o meu, e eu;
Sua presença.
Guardarei meu melhor para todos,
e o pior dos ascos para mim;
Assim, minha positividade flui,
e o ponto dá se em tom com a vibração;
Logo, você vai sentir o que falo;
Irá rir de minhas asneiras, e ser feliz;
Pronto: A positividade está em ti.
Eu consegui.
E quero devotar toda minha alegria a vós.
Quando cativar o sorriso mais lindo da moça,
será o anúncio de uma nova fase da roda;
Porque assim eu terei a missão de lhe fazer feliz;
Lhe cativando com esses versos tão honestos e tão pobres,
mas que pesa para quem os lê;
Apeia e vê do alto da colina, no campo de centeio:
-Estou indo ver você, te levar no meu coração.
Carregar sua presença e teu pendão a todos os locais,
mostrando que ainda se há o amor,
e entre erros e acertos, sim e não, o nós.
Quando lhe beijar a boca, não se espante;
Um cheiro de jasmin brotará entre nós,
se é amor não sei; Não hesitarei, menina moça;
Trago até ti meu coração, minha cara e coragem,
Minha bagagem de (MUITOS) erros e poucos acertos;
Essa minha vida se esvai, e morro a cada dia,
e para passar essa solidão e essa ermitância;
Conto contigo, para me completar.
E quiça enfeitar meu futuro, e ser meu arrimo.
Quando eu transpassar toda essa barreira e fosso,
eu irei ter contigo, e deitar no teu colo;
Ter do teu carinho, da tua massa, e tua alma.
Ser teu tudo e cuidar de ti, ser seu Beta e Psi.
Ter nossa casa, com cachorros e jardim;
E acordar do lado da mulher mais linda entre todas;
Você;
Eu irei ter.
Hoje e sempre.
Mesmo que tudo possa vir a dar errado,
não vou me abater, tampouco chorar;
Pois, nem em pensamento vão me dirão tais coisas;
Eu vou é prosseguir, e fazer um sorriso;
Que o Sol não seque, nem a água enferruje;
Estaremos aqui, na contenção dos dias.
Aguardando o meu, e eu;
Sua presença.
Guardarei meu melhor para todos,
e o pior dos ascos para mim;
Assim, minha positividade flui,
e o ponto dá se em tom com a vibração;
Logo, você vai sentir o que falo;
Irá rir de minhas asneiras, e ser feliz;
Pronto: A positividade está em ti.
Eu consegui.
E quero devotar toda minha alegria a vós.
Quando cativar o sorriso mais lindo da moça,
será o anúncio de uma nova fase da roda;
Porque assim eu terei a missão de lhe fazer feliz;
Lhe cativando com esses versos tão honestos e tão pobres,
mas que pesa para quem os lê;
Apeia e vê do alto da colina, no campo de centeio:
-Estou indo ver você, te levar no meu coração.
Carregar sua presença e teu pendão a todos os locais,
mostrando que ainda se há o amor,
e entre erros e acertos, sim e não, o nós.
Quando lhe beijar a boca, não se espante;
Um cheiro de jasmin brotará entre nós,
se é amor não sei; Não hesitarei, menina moça;
Trago até ti meu coração, minha cara e coragem,
Minha bagagem de (MUITOS) erros e poucos acertos;
Essa minha vida se esvai, e morro a cada dia,
e para passar essa solidão e essa ermitância;
Conto contigo, para me completar.
E quiça enfeitar meu futuro, e ser meu arrimo.
Quando eu transpassar toda essa barreira e fosso,
eu irei ter contigo, e deitar no teu colo;
Ter do teu carinho, da tua massa, e tua alma.
Ser teu tudo e cuidar de ti, ser seu Beta e Psi.
Ter nossa casa, com cachorros e jardim;
E acordar do lado da mulher mais linda entre todas;
Você;
Eu irei ter.
Hoje e sempre.
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segunda-feira, 27 de maio de 2013
Otimismo para Byrdie.
"Eu não tenho medo do que ocorrerá;
A barca é vazia e arrasadora;
Mas estás nela e me afaga;
Não ouço tua voz;
Mas sinto tua presença..."
Quando eu dei o primeiro passo, não parei de caminhar. Eu caminho pela sobrevivência, pelo amor, pela alegria, felicidade, júbilo, graça, glória, e Hosana. Perdoa estes meus olhos, marejados e esverdeados olhos, que há tanto penam em derramar água da alma. Eles pensam nas vitórias vencidas e nas batalhas não findadas, Byrdie. Vim te trazer a alegria dos dias, um ouvido a ouvir, e uma reza a ser preenchida no teu devocionário. Byrdie, não se aperreie com essas coisas todas, é tudo a mudança do tempo, e de cada um de nós. Chega uma hora em que sua boca não reconhece suas mãos, seu sorriso brilha, porém seu coração brilha mais.
Byrdie, tenha a calma, e a paciência, seja como o trigo. O trigo quando é semeado, é semeado aos montes no inverno, para poder resistir, e dos grãos que resistem, os que crescem são sempre pisados, para crescem "quebrados", porém fortes e resistentes ao frio, geada, vento seco, chuva forte, assim como você, menina. Olhe sua cara séria, que há poucos quase perde esse riso tão belo e que entontece, e olha essas chagas, chagas tão bobas, apenas cicatrizes de um tempo que em ido está. Olha e apeia, que o Sol ainda pena, e há de brilhar por cada um de nós, por nossa dor e nosso feelin'. Andamos na rua, as vezes sem ao menos saber o porque, mas logo um motivo ou razão vem na cabeça, e isso ou nos abaixa a cabeça, ou nos irrompe em riso, e faço votos que tenhas pouquíssimos motivos para abaixar tua cabeça daqui pra frente, pequena e abençoada Byrdie.
Menina, ouça no vento o que poucos ouvem, e veja no horizonte o que ninguém vê, acenda e ascenda esta chama que está contida dentro de você, e abrace todo o universo, que ele lhe retornará todo este carinho contido. Abra seus olhos, e sinta toda essa sua áurea, toda essa energia positiva, e esse carinho. Todas as suas roupas, todos os seus meiões, todos os seus óculos, todos os seus caminhos, tudo o que vier de você, é certeiro e fatal, e assim o digo que é, desde sua maravilhosa e vasta cabeleira até o seu jeito meigo de se apoiar nos joelhos e por a mão no queixo. Tenha a alegria na tua missão, porque sei eu bem que já trilhei esse caminho, Byrdie, que seu dever está bem feito e cumprido medida por medida, não sinta vergonha, e quando o finalizar, lave sua alma com sal e arruda, porque ali você verá que sua estadia valeu a pena.
Olhe para o seu passado com orgulho. Você venceu hordas piores, viveu cenas incríveis, e há de contar para seus filhos, Byrdie, e eu enxergo isto sobre este tempo acinzentado ao redor de nós. Byrdie, crede quando lhe digo que sua felicidade vem a galope, pois como disse o Santo: "Aquele que serve, tem a recompensa em tempo de desfrute". Por isso, não te inquietas. Não tenha medo do que não foi feito, e não hesite, faça, ouse, inove, seja, desfrute, coma, destrua, provoque, excite, beije, ama, dance (ok, não dance ainda ;) ), corra, pense, veja, sinta, e fale. E deixe seus olhos brilharem mais que a graxa de nossos sapatos.
E um dia desses, tudo isso será re-lido, e a verdade será consumada ;)
A barca é vazia e arrasadora;
Mas estás nela e me afaga;
Não ouço tua voz;
Mas sinto tua presença..."
Quando eu dei o primeiro passo, não parei de caminhar. Eu caminho pela sobrevivência, pelo amor, pela alegria, felicidade, júbilo, graça, glória, e Hosana. Perdoa estes meus olhos, marejados e esverdeados olhos, que há tanto penam em derramar água da alma. Eles pensam nas vitórias vencidas e nas batalhas não findadas, Byrdie. Vim te trazer a alegria dos dias, um ouvido a ouvir, e uma reza a ser preenchida no teu devocionário. Byrdie, não se aperreie com essas coisas todas, é tudo a mudança do tempo, e de cada um de nós. Chega uma hora em que sua boca não reconhece suas mãos, seu sorriso brilha, porém seu coração brilha mais.
Byrdie, tenha a calma, e a paciência, seja como o trigo. O trigo quando é semeado, é semeado aos montes no inverno, para poder resistir, e dos grãos que resistem, os que crescem são sempre pisados, para crescem "quebrados", porém fortes e resistentes ao frio, geada, vento seco, chuva forte, assim como você, menina. Olhe sua cara séria, que há poucos quase perde esse riso tão belo e que entontece, e olha essas chagas, chagas tão bobas, apenas cicatrizes de um tempo que em ido está. Olha e apeia, que o Sol ainda pena, e há de brilhar por cada um de nós, por nossa dor e nosso feelin'. Andamos na rua, as vezes sem ao menos saber o porque, mas logo um motivo ou razão vem na cabeça, e isso ou nos abaixa a cabeça, ou nos irrompe em riso, e faço votos que tenhas pouquíssimos motivos para abaixar tua cabeça daqui pra frente, pequena e abençoada Byrdie.
Menina, ouça no vento o que poucos ouvem, e veja no horizonte o que ninguém vê, acenda e ascenda esta chama que está contida dentro de você, e abrace todo o universo, que ele lhe retornará todo este carinho contido. Abra seus olhos, e sinta toda essa sua áurea, toda essa energia positiva, e esse carinho. Todas as suas roupas, todos os seus meiões, todos os seus óculos, todos os seus caminhos, tudo o que vier de você, é certeiro e fatal, e assim o digo que é, desde sua maravilhosa e vasta cabeleira até o seu jeito meigo de se apoiar nos joelhos e por a mão no queixo. Tenha a alegria na tua missão, porque sei eu bem que já trilhei esse caminho, Byrdie, que seu dever está bem feito e cumprido medida por medida, não sinta vergonha, e quando o finalizar, lave sua alma com sal e arruda, porque ali você verá que sua estadia valeu a pena.
Olhe para o seu passado com orgulho. Você venceu hordas piores, viveu cenas incríveis, e há de contar para seus filhos, Byrdie, e eu enxergo isto sobre este tempo acinzentado ao redor de nós. Byrdie, crede quando lhe digo que sua felicidade vem a galope, pois como disse o Santo: "Aquele que serve, tem a recompensa em tempo de desfrute". Por isso, não te inquietas. Não tenha medo do que não foi feito, e não hesite, faça, ouse, inove, seja, desfrute, coma, destrua, provoque, excite, beije, ama, dance (ok, não dance ainda ;) ), corra, pense, veja, sinta, e fale. E deixe seus olhos brilharem mais que a graxa de nossos sapatos.
E um dia desses, tudo isso será re-lido, e a verdade será consumada ;)
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terça-feira, 15 de junho de 2010
Para Ela.
Eu.
Que tanto jurei, que tanto prometi
Vi que o eterno era pouco pra nós dois.
Estava eu certo e você também no nosso paraíso.
Críamos nossas brigas e alegrias, éramos eu e você
Fiz o mundo, pintei cores, escrevi coisas, chorei rios
Você me notou, viu, sentiu, provou e até gostou
Hoje de nada sei, de nada quero, de nada tenho.
Hoje, se faz pó, o que eu tanto quis.
Primavera era apenas eu e você contra o mundo
No verão brigávamos contra o nosso calor
No inverno nos aquecíamos em bons beijos
E no outono vimos as coisas caírem.
Você fez de mim o que eu sou hoje e sempre.
És a Menina Dos Olhos de Deus, que hoje
Está com o vagabundo, o sem-razão alguma
Um errado que deu certo e ainda quer melhorar
Melhorar por você, e por ninguém mais.
Mais, se bem que sabemos, o esteio derrete;
E se faz no céu o desejo de gritar bem alto
Que é a dona do meu coração podre e inútil
E que um dia, quando eu morrer e ver o Sol
eu quero olhar ao outro lado e ver teu rosto junto ao meu.
Que tanto jurei, que tanto prometi
Vi que o eterno era pouco pra nós dois.
Estava eu certo e você também no nosso paraíso.
Críamos nossas brigas e alegrias, éramos eu e você
Fiz o mundo, pintei cores, escrevi coisas, chorei rios
Você me notou, viu, sentiu, provou e até gostou
Hoje de nada sei, de nada quero, de nada tenho.
Hoje, se faz pó, o que eu tanto quis.
Primavera era apenas eu e você contra o mundo
No verão brigávamos contra o nosso calor
No inverno nos aquecíamos em bons beijos
E no outono vimos as coisas caírem.
Você fez de mim o que eu sou hoje e sempre.
És a Menina Dos Olhos de Deus, que hoje
Está com o vagabundo, o sem-razão alguma
Um errado que deu certo e ainda quer melhorar
Melhorar por você, e por ninguém mais.
Mais, se bem que sabemos, o esteio derrete;
E se faz no céu o desejo de gritar bem alto
Que é a dona do meu coração podre e inútil
E que um dia, quando eu morrer e ver o Sol
eu quero olhar ao outro lado e ver teu rosto junto ao meu.
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