O mundo sempre mantém a sua fórmula simétrica, seu arranjo sinfônico inegável: O mistério guardado e velado entre os seus dentes de terra e olhos invisíveis, a mulher que cuida de sua criança e a cidade que se engrandece e se fortifica em muros, em espírito, com a mente prosperando para se prosperar materialmente, e cada vez mais esquecendo da missão, daquilo que o espírito tenta buscar no dia-a-dia, naquilo que se peca a carne.
Um dia, eu irei te ver novamente, e quando lhe ver, sentirei sua mudança, e você não notará a minha; Minha mudança ocorre na minh'alma, nos meus trejeitos e tatos com assuntos e percepções, a minha atitude não lhe causará espanto, mas minhas brincadeiras, meus pensamentos, e minha visão vã sobre as coisas que me cercam, mostram que eu sei um pouco mais sobre a vida, que eu sei um pouco mais sobre mim e você, e que eu me esforço para viver.
Espero que venha comigo quem quiser, com o peito aberto, com a chaga a mostra para ser ferido e brotar de si o sorriso, o sentimento de perdão bem mais que perto assim como a chaga que existe no peito Daquele que me ama, e Daquela que me amou primeiro. A partir do momento que nos resignamos de nós para cuidarmos do outro, amarmos, nos armarmos para a boa batalha que nosso amigo passar só, e nos alistarmos em seu exército e levantar seu pendão, estaremos em comunhão consigo mesmos, acima de todo tipo de norma regulamentar ou pensamento.
As cabeças são livres, e o choro é a alma sendo exprimida no mais primal do seu sentimento, álias, eu liguei só para dizer que te amo, e eu te olhei só pra te sentir saudade, e eu falei que não só pra te ver sorrir, e te beijei no pescoço e esquentei seus pés nos meus, e te celebrei como nunca ninguém faria na face da terra. Você pode ir além, e eu acenderei a talhada da vela para sua ascensão, e quando estiverdes perto do Céu - estrela que agora não mais fulgura no meu peito - manda um abraço para meu pai e todos os meus que encontrardes em tua escalada, e ri e observa - estou novamente sendo bobo e pedindo que o inanimado se sinta vivo, e que toda a tristeza se converta em alegria, sendo que não me posso, e eu nem sou assim.
Sente a brisa, ela te revela o oculto, aquilo que rasga os véus do tempo, e que lhe pode ser a mudança. Olha e sente o estio, o começo da garoa que esta brisa tão criança faz, olha da tua janela tua fila brincar, e olha sua cachorra deitada ao teu lado, olha o infinito ser pouco para esta vida, porque aqui, neste agora você está sendo feliz, amigo. E nada, e ninguém pode lhe tirar este momento. Você é o seu rei, e nunca nada irá mudar isto. Tenha a fé, sempre, e a fé será sua força motriz, e seu medo da morte não existirá, e seus frutos serão bons, e lhe trarão a recompensa da vida lhe ofertada com fé. A mesma fé que tens, e recebe. Tenha a fé de um dia melhor, com uma mente melhor, e uma vida melhor, sempre.
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
segunda-feira, 27 de abril de 2015
As Verdades Não Ditas.
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segunda-feira, 13 de abril de 2015
O Evangelho da Vida segundo o Porco Do Mato.
Bep, acorda, sai da concha e brilha, sai de onde estás e louva o dia, porque tudo foi feito pelo Sol, e o mundo ruleia por nós.
Serenamente, uma estrela tocaria o solo com sua mais louca vontade de cruzar os Céus, rasgando a sua fuligem e véus, aonde nunca mais se pudesse existir: A casa cheia, o copo meio-completado, o moto-perpétuo, as roupas no varal, cambraia embaixo das panelas e micro-ondas, a vontade de ir embora. É tão resoluto quanto a vontade de vê-la. Velar-lá, vê lá, que tempo é, que horas são, que segundo se faz presente o que quero, Seu cabelo encaracolado, seu pé pequeno, sua coxa grossa, a boca pequena e carnuda, os seios em abundância que ousam sair do decote do vestido.
A estrada empoeirada cinzenta que me afastou me tantas cousas, que me levou e trouxe do do marasmo da solidão, dos amigos, da cerveja, daquela praia cheia de perdas, das pedras que atiraram em mim e nem sei se ainda estou vivo, e nem sei aonde estou, e nem sei se eu ainda estou pensando no que queria. Você sabe o que eu sei que eu pensei o mesmo que você quando vi aquela música tocar e aquele sorriso brotar dos furtosos que olham por nós. Por quê usar uma blusa tão grossa numa brisa repentina? Porque quis, Por quê olhar pra trás quando se pode caminhar extensivamente sem destino algum no mundo quando se pode apenas trilhar o mesmo velho caminho? Porque cada um tem seu destino guardo nos doces véus e mistérios de Deus, mesmo assim podendo alterar suas estradas.
Você acredita que o sorriso da criança tem mais de Deus do que na mão cravejada de anéis de ouro daquele homem que bate a mão na Sanctae Regvlae no Paço da Sé? Eu estou aqui, eu estou aqui. Eu sempre estive aqui.
Todas as estradas se cruzam, e todas as pessoas tendem a se encontrar e se ver um dia, ou de novo, ou pra sempre, ou pra nunca mais; E eu estou fadado a ver seu rosto novamente e novamente. A charada sincopada de vestido e salto, o penhoir vermelho e meia branca, a branca saltada num batom negro, que morde, beija, belisca. Urra.
Olha para o Céu, e vede. Todas as coisas, tantas coisas mal se comparam quando vistas em som separado. Una todos os sons, e mesmo no caos tenha em certeza, que todos os sons juntos, em frequência e tom diferente, emanam em si sua mensagem, abra os ouvidos de ouvir, os olhos de ver e ponha um som no olhar. Não tenha medo sequer do que eles dizem, o que eles dizem só diz, e o que você diz, faz, acontece. Dos teus cachos brotam as bençãos, as melodias, as profecias e a maravilha do amor puro e límpido, e sincero, Mãe Maria passou na frente pisando na cobra fea e nos escondendo debaixo de sua saia, nos livrando do dragão. Amén.
Serenamente, uma estrela tocaria o solo com sua mais louca vontade de cruzar os Céus, rasgando a sua fuligem e véus, aonde nunca mais se pudesse existir: A casa cheia, o copo meio-completado, o moto-perpétuo, as roupas no varal, cambraia embaixo das panelas e micro-ondas, a vontade de ir embora. É tão resoluto quanto a vontade de vê-la. Velar-lá, vê lá, que tempo é, que horas são, que segundo se faz presente o que quero, Seu cabelo encaracolado, seu pé pequeno, sua coxa grossa, a boca pequena e carnuda, os seios em abundância que ousam sair do decote do vestido.
A estrada empoeirada cinzenta que me afastou me tantas cousas, que me levou e trouxe do do marasmo da solidão, dos amigos, da cerveja, daquela praia cheia de perdas, das pedras que atiraram em mim e nem sei se ainda estou vivo, e nem sei aonde estou, e nem sei se eu ainda estou pensando no que queria. Você sabe o que eu sei que eu pensei o mesmo que você quando vi aquela música tocar e aquele sorriso brotar dos furtosos que olham por nós. Por quê usar uma blusa tão grossa numa brisa repentina? Porque quis, Por quê olhar pra trás quando se pode caminhar extensivamente sem destino algum no mundo quando se pode apenas trilhar o mesmo velho caminho? Porque cada um tem seu destino guardo nos doces véus e mistérios de Deus, mesmo assim podendo alterar suas estradas.
Você acredita que o sorriso da criança tem mais de Deus do que na mão cravejada de anéis de ouro daquele homem que bate a mão na Sanctae Regvlae no Paço da Sé? Eu estou aqui, eu estou aqui. Eu sempre estive aqui.
Todas as estradas se cruzam, e todas as pessoas tendem a se encontrar e se ver um dia, ou de novo, ou pra sempre, ou pra nunca mais; E eu estou fadado a ver seu rosto novamente e novamente. A charada sincopada de vestido e salto, o penhoir vermelho e meia branca, a branca saltada num batom negro, que morde, beija, belisca. Urra.
Olha para o Céu, e vede. Todas as coisas, tantas coisas mal se comparam quando vistas em som separado. Una todos os sons, e mesmo no caos tenha em certeza, que todos os sons juntos, em frequência e tom diferente, emanam em si sua mensagem, abra os ouvidos de ouvir, os olhos de ver e ponha um som no olhar. Não tenha medo sequer do que eles dizem, o que eles dizem só diz, e o que você diz, faz, acontece. Dos teus cachos brotam as bençãos, as melodias, as profecias e a maravilha do amor puro e límpido, e sincero, Mãe Maria passou na frente pisando na cobra fea e nos escondendo debaixo de sua saia, nos livrando do dragão. Amén.
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