Mostrando postagens com marcador São Tomás De Aquino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador São Tomás De Aquino. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Mambembe.

Boi não voa, my baby, é proibido por lei.

Disseram-me dessa negativa nesta bandeira passada, enquanto eu descia os montes e circundava as serras, mais sinuosas que o corpo da nêgra deusa de cabêlos nêgros, que era inviável: Boi voador não podia. Desci mais um tanto, e vi as pessoas me olhando de tôrto e direito, e vi que meu canto ainda estava só. Minha escrita, ad ibdem.
Mas, se boi voador não podia, porque então o canto não era livre? E tudo o que era contrário ao livre, era associado ao Boi Voador?
Que nos dizem, pois, os profetas então sobre isso?
Acaso pois, os profetas, também não estavam a sós e viviam sós? Aguardando a hora da morte, ou da santidade, e quando se perdiam em explicar ou expiar as situações, não levavam chumbo da ávida multidão, e não eram ouvidos, tampouco lidos?
Que nos diz, pois, o mundo?
Nada de novo contra o Sol, de fato. Ainda tento numa vã motivação por em letras o vaticínio de escrever, mas não me importa, pois letra dada não é letra lida, e os que dizem estar ao lado não sabem – disse-me êntre os brônquios, em segrêdo, que só é lido quão môrto, heróe ou dado de insensatêz. De fato, o estava certo. Talvez, no post-mortem meus dados textos, crônicas de ordem social, admoestações e garrafas-ao-além-mar façam sentido.
O santo, o profeta, o homem, só se torna depois de môrto. Devia de ter notado antes que a desventura da torrente de lêtras pegasse-me pelas ventas e deitasse-me no colo da mãe preta de côxas grossas, seios fartos e orbitantes, e olhos suntuosos que emanam prazer e raiva, como se necessitasse de minhas carnes para agora, adjunto meu suor, penar, e reter.
Ai de mim, Piratininga, só sou teu príncipe.
Deus vos Salve, Kali Durga, deusa selvagem de seios que pesam em minha fronte, enquão faço de tuas coxas meu travesseiro, e o teu cheiro de cinamomo sexual me confunde entre o sim e o não, mas não me permite o talvez. Deus vos Salve, deusa da morte e do sexo, que no confronto entre o conforto, me rouba o arfar e o gozo, e estando eu no sopé da morte, urjo vida, e quando me sinto vivo, me enfeitiça com a campa funda. Kali Durga, se me lancina com a morte, que eu vos pegue como uma cadelinha pela última vez, pois se for de morte, ao menos te carregarei comigo num último segrêdo – que todos sabem. Mandei escrêver no mural, mulher.
Carrego minha bolsa e meus pensamentos na mesma forma e maneira, mas não entrego a ninguém aquilo que coube a mim. O pendão que hasteio, faço de maestria que ninguém haveria de ter ou ver igual; admito entre o riso de orgulho e triste que sou único, mas sei dentro de meu pequeno e pobre coração que sou altamente passível de substituição – e os que me amam, podem amar outros, e os que me confiam, podem confiar em outros, e os que me olham, podem olhar para outros lados.
Sei, que sou inútil em termos eternos, e Kali me lembra disso a cada beijo, sussurro, beijo na nuca, olho no olho, ou quando move seu quadril para frente enquão empurro com força; tua cara rejante me mostra a dor e o prazer, e na morte se faz foz da vida, não é mesmo, deflorada senhorinha? Sei que quando esse enlace acabar, não há o que me segure ou prenda, e por mais que eu tenha posto muitas âncoras e raízes, elas são içadas e arrancadas.
Sei, que no fundo no fundo, como todo bôm coração ruim, não faço diferente/diferença para nada e ninguém. E talvez – com a benção do Bôm Senhor – depois de morto, alguém lembre que eu tentei ser alguém.
Um carinha. Maneirinho.

domingo, 10 de novembro de 2019

José.

Na madrugada, não muito longe desse mar, dois amantes se deitaram após de ver a rua, e no parco moviemento, como duas sentinelas, do alto da janela, se abstém. A cama quente sabe se entreter melhor que a madrugada que desponta pelos olhos acastanhados, olhos que só sobrevivem no crepúsculo, olhos que nascem quando o dia morrer. Ali, no eleio, elegem-se arrimo um do outro, e enquanto dorme, com o cabelo acacheado perfumado, no grosso do sono eu a ouvi dizer meu nome. Pele branca, cintura fina, pés pequenos, sorriso esmaecido e a tranquilidade que finalmente encontrou-se no sono. Dos justos, dos incertos, do que valer, mas ali se encontra o fim.
Eu ouvi, você chamar, o meu nome.
De fato, não me assusta por um segundo que a vida se aconteça e se renove. Me assusta as pessoas querem dominar o alheio, transfigurar aquilo que lhes cabem na vista de um palmo, para deturpar para seu próprio prazer - ou dor.
Cabe me a cova de desejos, e um mar ferreo aonde não consigo mais navegar - e foi ali, aonde deitei meu coração, por baixo do mar ferreo, aonde os heróis nunca saberão de seu panteão, e aonde as donzelas choram suas miçangas, lágrimas de môça e rugido de transformação, é ali onde ele está, pouco abaixo da linha da razão e um pouco acima da serviliência. Aonde os deuses podem pisar.
E dentre toda essa multidão, ouvi sua voz me dizer coisas, uma mão que segurou a minha, um abraço que me afagou e um beijo que tomou meu segredo. Eu estou esperando um milagre. Eu estou esperando os sinos tocarem. Eu estou esperando os pássaros marrons. Eu estou esperando o dia acontecer. Eu estou esperando o meu Sol rasgar o peito. Entretanto, esperar todas essas coisas nunca significou nada para os outros além de mim, e mesmo que as pessoas estejam a dizer: Estou aqui, conte comigo, só eu sei o que carrego - que vale dizer que está, e que compartilha, se no final não está e não compartilha? Me vale mais um silêncio do que a falsa esperança, e a falsa caridade. Me vale mais a solidão do que falsas companhias, e deixo o ouro na mão dos que o almejam, pois me basta apenas meus pés cansados, e o que tenho dentro de mim. Cabe a mim apenas ter a esperança de que já está tudo consumado entre os pés e contrapés da casa. Fiz o que pude e não pude, guardei a fé dentro de meu peito e distribui como a eucaristia a quem quis. O resto não me interessa.
Senhor, Tu tens tido feito o Vosso Refúgio em meu peito.
Nos velhos muros tricentenários, ainda consigo reunir as últimas forças para ver o Amado. E ao me entregar como cordeiro ao Pastor, sinto ao menos mais uma vez o Único amôr que realmente me ama sem ter adagas e pedras na mão, e sinto pela primeira vez que mesmo com todos os defeitos e falhas de minha vida, ainda tenho a minha redenção e glória. Sei que no final das contas tenho em minha alma uma grande coisa fervilhando, mas não sei o quê ou como, de qual forma ou proceder; Ponho-me defronte de um turbilhão de coisas que não sei decifrar, e apenas espero o tempo passar para entender tudo.
E toda vez que (se) sentir a dôr, respira, refrão. Acaso não sabe que a Mãe daquele que remiu o mundo olha pelo povo que come as migalhas? De certo, não é a destra do Senhor que se opera em maravilhas e salva o justo da morte? Que vida é essa, que faz os amados se degladiarem e dar a dôr em vez da esperança? Será mesmo que é isso, apenas brigar, até mesmo com quem se ama e crescer cada vez mais solitário, para depois de tudo ajeitado, vir alguém como um ladrão e dizer que sempre quis nosso bem? De fato, se a solidão nos faz bem, não nos cabe mais em sociedade ou como falsos amigos, falsos parentes, ou pequenos transeuntes de vida, que nos dão falsa força, ou falso carinho - a velha cultura do bate-e-assopra.

sexta-feira, 1 de março de 2019

A Fôrça do Vento.

No eleio, deleitado com o beijo da mais amada, calado faz-se um voto. Uma jura. O silêncio que no seu bôjo carrega a denúncia do que nem êles sabem, mas fazem.
Na escada, as pernas lhe dão de travesseiro, e sua mão lutando contra a gravidade de um tempo inerte, tange o pálido rosto, está ali, nasceu ali: Foi ali que o amôr nasceu. Ela tange os dedos com outros dedos e o sorriso bobo não é, sendo, justificado. Dando-se a entender que a coisa mais simples do mundo convém de grande peso e confiabilidade. Eis a marca do amôr, o mundo ruindo em desprezo, egoísmo, solidão, e dois seres desprezam o universo e dentro do seu verso, imaginam-se sendo o universo. E são. Ele se põe por ela, e ela dá-se a suporte d'ele.
E no final, quando a chuva toca o asfalto, nada realmente importa, porque nada nunca realmente importa quando alguém lhe põe o Sol no peito. Estrêla da manhã, Deus Vos salve, cheia de graça divina, formosa e louçã. E se meu chefe me ligar, nada realmente importaria agora, porque seu perfume não vale minhas contas pagas, mas paga toda a agitação da minha alma, e ela fitando o amado, sente-se completa pelos dias de solidão,  por não achar ter, não merecer ser. Nada além de você, nada além de você, por favor, deixa eu te amar mais uma vez depois desses últimos 30 segundos amando você. Despreparadamente, mesmo vivendo isso tantas outras vezes, noto que o amor dos tantos dois únicos unidos ao grupo de milhões dois únicos unidos é tão igual, mesmo sendo tão diferente. E isso não importa a ninguém, e isso não vale a ninguém. O sorriso dispara o peito, o beijo eleva o sangue, o abraço contrai a lágrima, e o perfume relaxa a mente, e a presença aflora algo de total débil verdade, que nem os escribas mais qualificados conseguiriam dizer. Faz-se tão presente o amôr, que de tão forte passa desapercebido, e quem está ao redor acha loucura a vida assim, dá-se a julgar loucura o amôr quem nunca amou - e digo o vero amor, e não esses amôres de hora comercial, ou de obrigação contratual.
Ela põe a blusa dele, ele a abraça por trás, ela sussura, ele ri, eles sorriem. Nada realmente importa. Ele levanta, ela pega a bolsa, ele estende a mão, ela aceita, ele a puxa para um beijo, ela sorri beijando, êle tem o Sol no peito, nada realmente importa. O Céu cai dentre as lindas nuvens que desabam água dos Céus, Jesus mandou lavar o casal para um começo purificado, a água mísitica científicamente comprovada pelo ciclo de evaporação cinge a luz do semáforo, ele anda de mãos dadas, ela pensa em até o fim do dia, ele planeja a semana, ela imagina o mês, ele ora por um semestre, ela não cria expectativas mas imagina os filhos, ele nem quer nada de tão ângular, mas pensa se ela vai amar ele até o fim da 2ª morte.
Fazem um sorriso, na escada rolante, outro beijo, ela cheira a avenca. Ele tem ótimas recordações de avenca, planta de infância. Ele pensa em amenar a barba, ela nunca cogita isso. Há uma alinhada de certezas no Céu que fazem as noites do centro serem bonitas e mágicas. Ele é recluso e evita multidões, ela sociabiliza e quer o movimento das ruas. Ele contempla e fita, ela sente e quer tanger, ele quer a casa, ela a caserna. Ele não quer, mas ela quer. Eles querem apenas o amôr. E tão só e somente.
Eles se despedem. Ele volta pra casa como um herói incerto, que poderia ter sido mais, e foi o comum, e se sente triste por não ser tôdo em expectativas. Ela volta, sorri, dança e turva, e ela manda mil mensagens se ele chegou bem. E o amôr assim se renasce, pela 27ª vez só naquele dia, pra esse casal.

E nada realmente importa.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Louvado Seja.

Louvado seja Deus, aonde quer que Ele esteja, Seja, Faça e Obtenha.
Louvada seja a natureza que me circunda e me rodeia, pois dela tiro o sustento de minha carne para respirar, comer, ser, ter e obter.
Louvado seja tôdas as obras que hão de pesar neste mundo: O que é do Senhor, ao Senhor volta, ao Senhor pertence.
Louvados sejam, os pássaros nos Céus.
Louvados sejam, os peixinhos dos Mares.
Louvados sejam, os cãezinhos nas Terras.
Louvados sejam, os que louvam o louvar.
Louvados sejam, os que louvam o lavrar.
Louvados sejam, os namorados.
Louvados sejam, os beijos demorados.
Louvados sejam, os abraços.
Louvados sejam, os sorrisos.
Louvados sejam, os dizeres.
Louvados sejam, os escritos.
Louvados sejam, os que estudam.
Louvados sejam, os que padecem.
Louvados sejam, os que se encontram em Deus.
Louvados sejam, os que honram e louvam.
Louvados sejam, os que olham para seu passado.
Louvados sejam, os que planejam o futuro.
Louvada seja a mão de minha avó.
Louvado seja o joelho de minha mãe.
Louvada seja minha vida.
Louvados sejam os parentes.
Louvados sejam os amigos.
Louvados sejam os heróis.
Louvemos o Senhor Deus de Tudo e Tôdos.
Louvemos Mãe Maria, em sua Graça e Glória.
Louvemos tôdos os Anjos e Santos dos panteões.
Louvemos nosso passado, presente e futuro.
Louvado quem passou, quem está e quem ficará em nossos caminhos.
Louvado quem nos guarda, quem nos protege e nos segura.
Louvado quem mesmo nós nos afastando, nos recebe novamente sempre e sempre.
Louvado o Dulcíssimo, Pai de Bondade e Misericórdia
Louvado a Mãe Maria, que na barra de seu sari nos faz criança.
Louvado sejam tudo o quem provém só e somente de Deus e dos seus.
Louvado será o dia bôm e o dia ruim
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja o beijo e o tapa
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja o sorriso e o choro
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja o ganho e a perca
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja a paz e a atribulação
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Senhor, tende misericórdia de nós, pobres pessôas do degredo.
Senhor, tende piedade de nós, pobres pessôas das estepes.
Senhor, tende amôr por nós, mesmo que sejamos incapazes e ingratos ao longo do caminho da santidade.
Louvado seja Deus Pai Senhor de minh'alma, carne, vestes e amôr.
A Êle toda a honra desde sempre até a eternidade.
Amén.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Be Yourself.

Não há santidade eterna, mas, existem caminhos que nos limpam da sujeira que a vida nos joga. Somos espezinhados, humilhados, e jogados no acostamento, justamente para crescermos forte como o junco, e brotarmos de forma ímpar. Somos brotos de uma raíz forte, que precisa ter firmamento e sustância para nosso crescimento e desenvolvimento. E apesar de tôdo o pecado que nos afasta da santidade que tanto buscamos, ainda sim somos reis, e ainda sim somos profetas. Guardemos a língua contra a maldade feia, e sejamos mansos e humildes de coração - tenhamos, de forma ampla, aberta e irrestrita, o Santo Cordeiro posto no madeiro - para nossa melhora enquanto pessôas e enquanto almas de um reino invisível, em que um Rei é Real e visível, e ao nosso alcance está, e ao nosso alcance fica; Um Rei que habita e coexiste dentro de nós, ao nosso redor, em tôdas as coisas possíveis e imagináveis.
Tenha a fôrça nos seus ombros, ânimo, e segue; Nas voltas que a vida dá, a gente (o pôvo que padece e perece) irá ser feliz por demais da conta. A benção, Dona Antônia!
Doce menina, meu coração pula ao ver você feliz, e minhas mãos se erguem em forma de oração quando meu amigo consegue o que mais quer, e ao entrar e sair do trabalho, por mais bom ou não que o dia tenha sido, levanto as mãos pelo Bôm Deus que me deu mais do que eu precisava: Me deu o que eu queria. A gratidão é uma das chaves de acesso para aprender a têr a humildade em si, e para compreender o universo, para têr e não caber em si de tanta alegria que bate no peito - por ora, me sinto como São Thomás de Aquino, com um Sol me rasgando o peito, de tão abençoado, e como São Jorge, eternamente combatendo o dragão feo da maldade; Há dias que passam como manhãs e há dias em que as noites penam em dar as vésperas. Doce menina, comemora a vida de teu filho no colo, e olha pro universo, assim como se comemora a cerveja na mesa, o teto sobre a cabeça no dia da tempestade, do barco que pôde ser virado, do ouvir que gera o sôm indefectível das músicas, da Cecília bem mais que amada... O tino ainda me arrebata, e ainda sim sou aquela criança que me sinto afã quando aprendo algo sozinho, me sinto sozinho mesmo estando bem acompanhado.
Enquão profeta das estepes, deixo como legado estas séries de textos que tanto dizem e tanto ressonam vazios num obscuro canto do universo, deixo a vontade de mudar o mundo com a linha que abrange apenas uma pouca parte de meus amigos, e aquela vontade de abraçar tôdos que seguram a raiva do chefe, que seguram a barra de cuidar sozinho de casa, dos que engolem o orgulho, dos diferentes, dos massacrados, humilhados, rejeitados, passados para trás: A cada um de vocês, meu beijo e meu cingir: O Reino é tôdo de vocês, e queira Deus que se eu fôr para lá, seja eu um servo ativo no evangelho, e na atuação de vocês.
Quero ser o alferes do Alferes do Alferes da causa celeste, propagando por onde eu fôr, estiver e passar, aquilo que tanto inquieta a minha língua, palpita meu coração, domina minha mente e me faz suspirar de amôr. Por Cristo, com Cristo e Em Cristo. Se estiver difícil teu fardo, se a dôr querer dominar, vem comigo - toma uma cadeira, senta, eu estou aqui irmã(o), como sempre estive e estarei; Mas toma a régula: Sou amigo, não amôr, e tenho carinho, não outra intenção, e te ouvirei, serei compreensivo, e se fôr de vontade geral, juntos acharemos uma saída. A falta da união, compreensão e fraternidade tem nos feito máquinas carnais insensíveis, e por isso falhamos enquanto eiamos neste vale de lágrimas, nos degladiando por causa alguma - apenas pelo prazer do dinário e pela vaidade e culto as carnes; Lhe peço: Olhe além, irrompa, cresça. Floresça! E enquanto unidos estivermos, ninguém nos vence em vibração (Salve Bahea), e unidos somos um tôdo, seremos o príncipio do bom reino na terra, e assim, será dado a comunhão: Na terra como nos Céus, no sertão como no Mar. E tôdo o resto, será apenas lembrança, e tôdo o resto será só o vento lá fora, e o que nos cabe, é a nossa fôrça em sobreviver aos dias, que se baseia na alegria do Senhor, Nosso Deus.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Minha Gente.

Mãe, eu sou um dos malditos, escriba e profeta, escravo do mundo, e filho de Cecília e Tomás de Aquino, criado nos agogôs de Nanã, sabido das leis do Pentateuco, e proferidor do Nam Myoho Rengue Kyo quando triste ou bêbado, e Zé Canjica nas horas vagas - e obrigado por isso (é sina). E meu coração bate em festa quando Maria bateia sua roupa, quando Seo Fábio balança o corpo e o sorriso de canalha mostra o dente, quando o Mario chega em casa pra ver seu filho Ravi Diamante, quando o Rafael libera seus riffs, quando o Henrique cegamente crê num amanhã maior e melhor, quando o Heitor posta suas merdas e as meninas caem matando no abdomen de flango trincado,  quando a Beatriz se assemelha a flôr e completa, contempla e é, quando a Carol se faz de irmã, e a Karol de psicóloga, quando a Jéssica irrompe num sorriso e assim faz o Júlio flertar com ela, o vapor que segue ainda ativo na quinta da Bahea, Thiago Negrolícia me marcando nas nostalgjias que mexem com meu coração e me sentir ainda tão nôvo, apesar de tanta consumação, meus parentes da Correntina de Januária, eu sou das ruas do Centro, sou mais um dos incríveis seres que conversa no Divã do Doutor Olivio Neres. Sou do Olivio, da Cristina, Jussara, Marina, Maria do Socorro, Rainha Mãe Mor Antônia Chaves Mendes, eu sou do Fábião e do Flavio, sou da Eterna Rainha Assunta Ao Céu Maria José Cardoso de Queiroz e do Fábio Cardoso de Queiroz, eu sou da Márcia Chaves Mendes, sou da Cookie, e futuramente, serei da Cecília e do Vincente, Pedro, Jorge, Helena, Antônia, Bárbara, Teodoro, Carlos, Juliana, Henrique, Miguel, Leonidas, Davi, Martha, e quantos avierem. Meu pendão é grande, e eu o ergo com glória. Essa é a minha vida, e há de ser minha morte, Maria, Minha Fé!
Sou o grito oculto da canção, sou eu mesmo. Sou um dos profetas da beira de estrada que cativo e cultivo da tomada de palavras, saveiro que sou, levo de mim e dou de meu melhor a todos, e devolvo a mim que me merece, bom ou ruim. Eu te devolvo na mesma reverbe o que tenho dado, profeta não é messias - eu lanço o castigo. Quero ver geral piar, e quero que se foda. O profeta das estepes (árdua missão, na qual não me encontro sozinho: Olá André Somora, Patrícia Nunes, os incompreendidos do mundo contemporâneo) vê a miséria na perfeição e concordialmente (Deus Vos Salve, Concórdia) se põe a (se) fuder e fuder (os outros), porque quem tem culhão pra ver miséria nos planos traçados pelo Destino, tem crachá pros backstages de Deus pra ver, e alertar que(m) se fode(m). Timoneiro sou, Timoneiro vou, Timoneiro estou. Minhas pessoas lêem, umas entendem, outras não, outras entendem como divertimento, outras como desabafo, mas isso é tudo um grã registro e documento históricos: Eu sei de todos os vacilos de vocês (e dos meus mais ainda), mas não os digo, mas os guardo em cada chaga, assim cumpro meu trato com cada um, e demonstro meu amor sob cada um de vós, e a jogada foi dada: O barato é ser feliz, estar com quem se ama, curtir o sôm, e deixar a tristeza ir embora junto com a água do chuveiro. Eu sou profeta, e vocês são heróis, professores, senhores, moças, Lotus, e meus. Nossos. Somos fodas nas nossas interconcorrentes vidas. Há alguém por nós, idependente da Sua nomeclatura. E ele nos capacitou a vencer. Vençamos pois, todos juntos. E amemos nossa menina, guardemos a fé, e vamos. Até onde der.
Minha gente é isso. Gente do bem, gente feliz, humilde, nobre, (não muito) pura, de sorriso cativo, questionadora, e transgressora em seus limites. E eu, como profeta e escriba dessa gama de pessoas, estou aqui, datando mais um dia comum de cada um deles. A glória já se marca, idem a derrocada. Marquemos o comum para têr o que comemorar.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Beira Mar

Tira de mim tudo o que eu tenho. Desce-me até a água e eu permaneço lá. Lá eu fico, lá eu sou. Deixa que nenhuma dor se'a tão única quanto a do medo de ver o mar de cima das rochas, e deixa finalmente os olhos descansarem de forma tão pacífica. Deixa. A casa, o florete, o jardim, as plantas estão todas lá. Deita.
Que a dor de quem chega agora não atinja, por mais que isso doa ambivalentemente a todas as dores iguais (rochas iguais tem o mesmo peso mesmo tendo idades diferentes, disse o geólogo), e deita o corpo já sem vida na ribeira; Hoje o Viajante viaja. Hoje não existe dor alguma, nem maldade, nem nada. Hoje é dia de libertação. Lembra das cousas boas, e da bondade verdadeira que foi esparramada e fincada nas pessoas, e o resto é consequência.
E em algum lugar do mundo alguém te ama como é, e em algum lugar do mundo alguém gosta de você a ponto de chorar por você, e em algum lugar do mundo, a vida continua sendo a mesma sem você, e em algum lugar do mundo, ninguém se importa se sangra ou dói, afinal "Nada Realmente Importa", e os heróis não existem mais, e há muito o Santo Guerreiro nos deixa o exemplo, e nós mantemos uma perseverança com a vela acesa, e como isso dói, e como isso machuca.
Como tudo na vida, passa - alguns conseguem ser maiores que a dor, outros perecem diante do que não os pode fortalecer, e ninguém realmente não se importa com porra nenhuma, todo mundo só olha pro próprio umbigo, e a vida é uma grande batalha, onde você briga pelo cheiro de Jasmin, mas nem sempre o cheiro vem, e os pés descalços, cansados e descascados teimam em seguir viagem para algum lugar, mas meu corpo está na água, e dela não vou voltar. Faz-me silêncio. Acontece.
Tocando nas feridas: Cecília, obrigado. Obrigado por ter sido meu sonho mais ambicioso, minha história mais bela, meu amor mais que platônico; Obrigado por um dia achar que seria capaz de ter na minha vida alguém tão incrível quão você, e desculpe recusar o último projeto que me motivava. Desculpe por todo o tempo perdido, remanejamento, falta de viabilidade e comum-senso. Neste momento estou passando pra depois. Nem hoje, nem nunca mais.

domingo, 3 de agosto de 2014

O Diamante Cor-De-Rosa

Néia, abre teus braços e teu coração. A chaga que São Bernado questionou a Cristo não se compara a chaga que Maria sentiu ao ver o Filho padecer. A mãe, quando compadece se deu filho (mesmo que ele não o ame ou o "despreze"), é capaz de fazer coisas indelegáveis na condição humana. O braço forte da mãe, o coração de ferro de mãe. Filho é único que pisa. Amiga, Irmã de Sol, te dou de presente no bico do Assum Preto essa certeza: Ele vai te abraçar, te beijar, devotar e ter em si por completo a si. Até eu mesmo voltimeia abraçava minha mãe, e só de abraçar me sentia bem, me sentia abraçado. Não crie expectativas do amor dele, deixe o amor dele, na sua forma mais abstrata inundar você, e logo vocês dois serão o que nenhum outro momento qualquifor. Confia: Te ama. Sempre.
...Enfim, bora nóis pra matança do porco. O tempo esvai.
Childesh, me desculpe. Do fundo do coração, meus humildes e mais sinceros perdões. Cada vez mais me sinto ilhado e preso com um grilhão nos pés e uma atafama no pescoço. Sinto-me precariamente vivo, ou porpensavelmente morto. Olha de onde você estiver (e se existir) e entende minhas escusas, e o meu medo de tudo que se sucede, antecede e precede: Childesh, eu não tenho mais 15, e não me sinto mais afim de ver histórias se repetirem na minha vida, e sabes muito bem disso.
Em algum lugar intangível, você e Bep estão rindo de mim e do que falo agora, mas, não sei porque. Bep diz que entende meus motivos, mas acha que eu não deveria ser tão ruim (apesar d'eu estar certo) comigo mesmo e com os outros ao redor que estão me mantendo em pé. André, meu aprendiz, obrigado por me colocar em seu altar, mas, não acenda uma vela pra mim, me ponha no chão, atrás da porta: É mais fácil eu ser um patuá do que Santo Guerreiro: O meu dragão nunca morre e a princesa pra resgatar foi-s'embora. Sinto-me ainda cansado de um jeito que mesmo se seu deitasse no colo mais confortável da mais linda moça com o mais forte cheiro de jasmin, não consegueria expremir tudo o que sinto; The verborréia never stops, you know what i mean? Preciso da cerveja, do misto, do abraço, dos amigos, dos deuses, da música, de mim, e principalmente, preciso da minha alegria, o motivo da minha alegria.
Agosto começou, e o Leviatã já ronda minha cama. Eu sinto suas escamas gélidas e molhadas roçarem em meu pé, mas, mesmo assim, suas intenções não são boas. Nem um pouco. Hoje, no heliponto, eu pedi uma resposta, mas, a reposta que veio foi um: Cuidado pra não cair, menino. Você pode não voltar pra casa...Acho Deus de uma sabedoria tremenda. Senhor, Tu tens tido feito o Vosso refúgio em meu peito, e de mais ninguém será qual morada. O diabo está em mim, em minha mente, nos meus pensamentos vazios, e aonde eu andar, mas, você está em meu coração, e na minha alma: Tu tens tido feito o Vosso refúgio em meu peito, e nada além de Ti, garanhão.
E, a contrapartida de tudo isto dito acima, me sinto triste por não ter a mulher amada ao meu lado nesta última semana. Mário foi se juntar com o Fábio em algum boteco no cosmos, Maria saiu do hospital, Antônia chegou com as ventas abertas em trevoso, e minha gênese fêmea (tirando alguns "amigos") está fazendo piadas tanto quanto fortes sobre meu relacionamento e a atual barra que estou passando. Apesar de tudo isso, e ficar aguentando com um peso Atláico, não sei até quando vou aguentar, e isso me dá medo.  Qualquer dia o vento do heliponto pode me levar, ou o metal tanger a pele, ou eu apenas querer ir tomar uma com os outros dois originais canalhas...Me sinto fraca, e quase toda noite peno em choros - sinta triste esta deste crônista, que por não ter ninguém, se pena em lágrimas, e fere-se a si mesmo, olhando para o passado, presente e futuro com a mesma inanimidade de sempre: Morto está, morto fica, morto é.
Agosto, vá embora, e se quiser alguém, queira a mim.