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sexta-feira, 30 de junho de 2023

Just A Song Before I Go.

Antes que eu vá, digo que eu esperei por você.
Esperei pelos seus abraços de sêm-fim, e seus beijos amenos - ora na minha testa, ora na minha bochecha, mas quase sempre na bôca. Esperei idem pelos seus carinhos macios nas minhas costas, como por quantas vezes escrevi deles, assim como agora escrevo me despedindo de vós. Esperei pelo seu sorriso de chegada e por sua têz entristecida de partida, das faxinas, limpezas, arrumações, cariños e filmes regados a viños e pipoca com ajinomoto - das pizzas, churrascadas, e cuidança. Nas festas de amigos, ficaríamos orbitando no universo deles a beber, a rir, a cantar, a se abraçar e fazendo piadas, pois teríamos o tino do humor nêgro, da baixaria, mas ainda sim arriscaríamos tudo em uma tentativa de arrancar o riso um do outro...
Dos dias frios, cobertas no sofá, de você fazer um cachimbo para mim - afinal, conheceria a medida do tabaco e como gosto -, tanto como de que quando me mantenho só, olhando para o universo para encontrar ou a mim, ou a Deus, que você se atentando ao meu lado não dissesse nada. E apenas colocando sua mão em volta de meu braço, ou me abraçando, tampouco na mais ríducula das hipóteses, como naquele Céu estrelado que uma vêz vi na Serra de Santa Helena, e seria lá tu que deitaria um mantel sobre mim. De passar no mercado e perguntar o que você quer, o que você precisa, o que falta, o que quer comer. Dos dias de calôr, teria a praia, o clube, o veraneio, te ver dourar a pele, beber uma cerveja contigo, e sentir que o Sol nos aquece, e ao deitar contigo, seu calôr não me incomodar, e sentir alegria em queimar-me em ti.
Do seu carinho em minha cabeça, dos olhares, das piadas infames de casal, de ter a minha parceira a bandeirar pela cidade comigo, de não me preocupar se me fedo a fumo ou suor, porque estaria lá seu abraço como pôrto-seguro de tôdas as agruras que fêz esse mundo em mim. Seria lá, teu olhar e ter teu coração cousa mais bela e própria do que ter e obter Deus em si. Seria, por mais franca verdade retilínea um trabalho de vida. Ter-te num arrebato de abraço, para enfim descansar de forma concreta, precisa, e assim poder dormir finalmente em teu colo, ou em teu busto, ouvindo teu pulsante coração descansando perto do meu.
Seria, afinal, o que dizem êles em ser feliz.
E as noites sem final de violões, bandolins, e cantorias, para mais uma vez ouvir seu canto de rouxinol clarear a noite toda...
Esperei cuidar de você. De te dar cafunés, contar as coisas que sei, falar de dias de batalhas e glórias passadas; e de planos futuros que ninguém nunca há de saber, e de quando ir trabalhar, sentir sua mão tão macia me segurar pedindo um beijo de despedida, e que seus olhos acastanhados, translúcidos com um brilho tão incógnito fôssem então para mim motivo para que eu pudesse continuar adiantar, e lhe trouxesse a alegria e o cansaço de um labor, enquanto abriríamos uma garrafa e descansaríamos de toda a vida que morreria fora de nossa casa. Te encontrar no metrô seria como ir numa fila ao tomar a eucaristhia, de importância, reverência, temência, amôr e respêito. Te celebraria como o gôl de desempate, e do primeiro gole de Antarctica gelada. Seria lá tu a fôrça de minha fraqueza, e eu seria o teu baluarte para que passasses incólume.
A verdade é: cuidaria de você melhor do que eu algum dia pensei cuidar de mim.
O lado de dentro da calçada, o braço na cintura, o beijo inesperado, o vento que invade sua saia, as ondas violentas, o emboque do mar, as alegrias vindouras, a alegria de sermos mais de dois... esperei ansiosamente por isso, e Deus sabe como. 
Te encontrar, em qualquer lugar, em qualquer circunstâncea, de qualquer maneira, seria pra mim a cousa mais bela que existe. E só de sorrir para mim, saberia afinal o que seria isso que êles chamam de "ser amado". E eu saberia - de alguma maneira muito inóqua, muito estranha, muito bizarra, muito bela, muito chamativa, muito desesperada, muito involuntária, muito emocional, muito devota, muito minha, saberia que você também me amaria.
...e antes que eu vá agora, apenas saiba que te amei. E eles não vão te amar como eu amo você. Eu te amei pelo conjunto da obra e solidificação, eles te amam pelo que tens. E isso me difere em grã situação deles. 

E isso me diferencia de uma maneira que você nunca vai saber, porque talvez você nem saiba de mim. Sou só um escriba.

domingo, 1 de maio de 2022

Poema.

 Acordei agora pela madrugada. São quase quinze pras duas.

Sonhei com você, que usava com uma máscara assim como nos teatros gregos, que na forma sorria, mas abaixo da máscara você chorava e tangia a tristeza.
Meu coração contraiu, e eu me lembrei do bom tempo.
E agora, na madrugada que cai pela cidade, me pergunto: será que você também lembra de mim, e seu coração também se contrai?
Será, de fato, que você vão vê e não sente o amor que emana de teu peito? Que antes de tudo, o amor é a tríade da doação, da caridade, e do cuidado? Não sentes que você precisa ouvir a voz do coração e deixar a razão de lado, porque está faltando algo? E, que de tudo e de todos, o seu amor por mais que tente o silenciar, ainda está aí? E que esconder esse amor ou silenciá-lo também está a me machucar?
Tenho passado dias difíceis, mas Deus tem me aliviado o peso com seus anjos e santos. Você pode não estar passando por dias difíceis, mas sei no teu coração que eu ainda estou volta e meia circundo teu pensar. E está tudo bem, também está no meu. E, por favor, vêm-me-vêr. Ando precisando de você mais do que imagina e numa proporção drástica; tenho tanto a te contar daqui do cativeiro que você não imagina das coisas que ocorreram - as boas e as ruins.
Nós nos cuidamos, nos protegemos e batalhamos um pelo outro desde sempre, se você me lê, te peço que venha ter comigo com certa pressa, não só para eu ter um bom dia, mas para aliviar um pouco e extenuar o peso da vida. E se você quiser, ainda tenho guardados (e acumulados) todos os chameguitos para você, desde massagens até cafuné na cabeça.

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Muchacha (Ojos de Papel).

 Ela acordou, deitou ao lado, tirou a coberta e pôs os pés no chão, talvêz tateou pra achar os chinelos, ou algo assim. Deitou o jarro e pôs água. Olhou o horizonte e viu o tudo e o nada, se arrependeu e seguiu em frente, cumpriu o básico e se perdeu no espêlho da ilusão: amou sem amar.

Tenho visto que 21 é o anno de minha vida, e é também o anno em que deuses voltam a andar sôb a terra, e injustos morrem antes de ter a alma silênciada: As coisas estão têndo têmpo e eixo, e meu coração se alegra: É têmpo de esperança, e pôde ver do alto do átrio que êles também se alegram. Santo que intercede também comemora a graça alcançada. 

Preciso de uma cerveja. Preciso ir pros campos, ou ver o Sol nascer, preciso de um disco nôvo, e ouvir aquele síncopado, preciso ouvir aquela corvina cantar, e preciso urgentemente que ela sente no meu colo me dando minha cerveja, e se entrelaçando em meu pescoço, me dê um abraço e diga aquilo que preciso ouvir. Ouvir o que uma mulher que ama ao seu homem diz. As verdades.
Meu Deus, que saudades daquela bunda.
Era uma bunda bem estruturada, como a cintura era, e o rôsto bem ornado, de sorriso bonito e de olhos que escaneavam minha alma. Ela me toma de assalto quando (nas raras vêzes) olha nos meus olhos. Eu só queria, realmente, que ela me notasse.
Eu só não queria ser eu mesmo por um dia. Deitar e não acordar. Go out for an eternal lunch. E eu anatemizo a mim mêsmo, pois eu quebro as cadêias do degrêdo enquão digo coisas sem sentido, significado, razão ou porquê - luto quixotescamente contra coisas que bem sei que não acontecem aos que se ocupam moendo o trigo.
Ele quebrou a lira e denunciou os algozes de seu têmpo, guardaram em si tôdas as côisas, e minaram dele a virtude, amôr, caridade e fé. Sobrou a carne, e traiu ele a própria carne com o espírito. Da traição, fez a fidelidade como mãe. E ele ousou, fazendo da morte o seu pendão - e o quão sortudo quem faz e vive dessa sorte. Quatro homens trasladaram seu côrpo, e o morto ria.
Desaguou de seu pêito água e viño, e quem sentiu o cheiro de alecrim no vento não entendeu, e as mulheres que ouviram, choraram, os homens que confiaram manearam a cabêça, fizeram da morte ponto de glória - sendo que devia sê-lo honrado em vida. Fizeram tudo errado, e ainda hasteando o requiém, colocaram a culpa no imóvel. 

...E seu coração, sem água e sem viño, secou e endureceu, assim cômo ele o pedia nas suas orações mais sinceras.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Swinging Along.

Se você me conhecesse, saberia do motivo do brilho dos meus olhos, e não me afastaria do que me faz bem. Me colocaria em um dos nichos, e nos muros de pó-de-ostra estaria eu cohabitando entre o tempo e a história, sendo mais um dos que se passaram, a viver o que convém.
No final, a história seria apenas um pedaço no tempo, e diversos períodos de tempo contemplam uma cena na biblioteca da vida, e se não houvesse memórias a se consultar, de nada valeriam, mas sabe-se que as referência mudam completamente. O livro escrito, por mais que semelhante ao que se escreve, tem lá suas diferenças. Muda-se as pessoas, e finalmente muda-se a cena, há uma nova fase em progresso, e a música continua a mesma - apenas entrou numa suíte diferentes.
Deitaria minha cabeça no seu colo e não diria nada, e no peso de seu colo sentiria como pesa uma cabeça que tenta achar a resposta de tudo, não para si, mas para ter o causo crítico da razão para tudo e para todos, e assim, vendo-me entre o acordar e dormir, iria respirar, e somente sorriria, e nada diria. Os carinhos cessariam, e minha cabeça, finalmente podendo descansar, faria a sua pensar. Os dias correm, e frios ou quentes os pássaros ainda estão lá, e pouco importa o que possa acontecer, somente valem que os pássaros estajam brigando contra o Céu para morar no ar, e ainda bem que em alguma fase de minha vida eu vou morar no Céu - cabe mais a terra funda que me encerca do que o concreto que me causaria uma ruína.
E não muito longe de onde ela olha da janela e vê a ávida multidão, ele anda na rua vendo as gotas de chuva caírem por completo na rua, o asfalto ficando úmido e as marquises se apoderando do mar de gentes que lhes cabem por baixo. Enquanto a chuva não derrete quem não é feito-de-açúcar, ela olha as gotas molharem a janela, meias no pé, e enquanto o pão está no forno, uma coberta quente e uma cama lhe esperam para descansar, afinal, o que mais lhe valeria? O corpo pequeno e macio que repousa é também aquele que abriga o esconderijo da alegria que se sente mais ainda não vê, os olhos cuidam de cruzar o que a alma não vê, e os corações ainda se fazem encontrar numa sintonia mesmo que dissonante, e aquilo que é alegria, não se estabiliza, apenas se mantém de forma alteradas, afinal: Não é a vida que acontece?

sexta-feira, 22 de março de 2019

Runaway.

Ela acorda, revira na cama com as mantas apregoadas ao côrpo, o cheiro de dormida e o Sol quarando seu côrpo. Alguém abriu a janela antes que ela despertasse: Está na hora. É mais um dia aonde tudo que não poderia, pode, e o que pode, há de ser mais ainda.
Ela levanta, toma banho, o velho novo cheiro de dormida dá lugar ao cheiro de sabonete, e a avenca que depois perfuma o restante. Escolhe qualquer roupa, e sai para o primeiro ponto. Senta-se, lê, predica, e vê, labora - os sorrisos denunciam as ações, e mesmo que ela não queira, corações grandes machucam grandemente. Não, não quebre um oldre de barro, menina. Não o jogue fora. Sorrisos carregados de olhares vagam pela cátedra onde o púrpuro rosa reina. A voz que acalma e atiça, é a que peçonha; Um bocadiho não faz mal, mas mais mal faz do que mal pouco. Ninguém sabe, ninguém vê - a Deus tudo vê. Por quanto tempo rondaras a essas noites vazias? Até onde a estrada vai dar para você (não) ser do jeito que é?
Ele deitado, tenta-se levantar, lê, olha, ora. Respostas demoradas, descompassadas, anos inteiros jogados no lixo dos dias. Ossos que doem. Imagens que fitam, testemunhas do que se passam na carne e alma, no pescoço um voto, no coração uma certeza, na cabeça um falso brilhante. Uma música gira na cabeça, e os olhos turvam. Do outro lado da cidade, a segunda parte da libra pesa de uma forma inacreditável, aqui, apenas se levanta para acender uma vela. Eia a candeia.
De um lado a oração, do outro a ação.
O silêncio que permeia é o veneno dos pensamentos, e o silêncio que permeia é a ausência. Pode estar fazendo como não está, o cheiro da avenca está se disseminando no ar, no riso, no cheiro, no beijo, no caxangá, e a falta do ar o corrompe, eles falam de amôr e Tarrasca Guidón, Marian.
É tudo o som das guitarradas no ar, ela brinca de amôr enquanto o escapamento solta fumaça no ar, e enquanto a garôa cai, há um beijo sem um casal, e um abraço incompleto - nada é (tão) real. A ausência da resposta evidência algo na mente, e mesmo que não se entenda, lá no fundo se sabe, a respiração afundada embaixo da água quente. E que evangelho é esse que a própria igreja não leva aos que necessitam, e que Deus sabe da verdade, e que beijos são esse que matam a cada íngua boca-a-boca, e que dôr é essa que não dói em mal algum? E que pôvo é esse que por carregar o dinheiro acha que a tudo pode, a tudo faz, e tão impune faz? Que síndrome de Oséias é essa ao povo, e que chaga é essa que nunca fecha, só aumenta e corrói? Que me faz isso que me corrói? Que me corrói.
Eles falam de um amôr impossível, e pregam uma realidade falsa, e rezam sem rezar, dizendo que estão certos, mas quando deitam a cabeça no travesseiro sabem que não estão, nunca estiveram, e mesmo quando estimarem saber algo sobre o que "pregam" nunca saberão, a avenca some do alvo corpo, já com cheiro de alguém, e um sorriso vazio no corpo esmaecido de outro cheiro - agora marinho, e nada é real, ELES FALAM DE AMÔR QUE MORREU, e das coisas do Céu, mulher. Descem pelo Rossio em canções lindas que só cortam um coração pesoroso. Isso de dizer em exaltação já cansou, e ele olha pela janela imaginando como era ser marrom. Ela olha pela janela, e pensa se amanhã de manhã será o mesmo ou outra coisa nova, uma nova atração, um novo a descobrir, e as estrêlas somem sem dizer se é a chua que arma, ou se no brumeio da tarde cai o Céu.
Você pode me dizer, Abba, se as coisas que predico são tão reais quanto as vejo, ou se tudo aquilo que finca em minha mente deveria morrer comigo, e eu deveria adentrar nessa caravana aonde não me reconheço, nem me pertenço, mas vejo cada vez mais que tenta me englobar - eu não vou deixar de ser meu, mas peço a Deus que a ávida multidão não me veja com essas armas de malícia. Que essa multidão, ao me tocar, não me macule como eu não tirarei deles o direito de se pertencerem. Que eu passe invisível e intocável a tudo o que não for Luz próximo de mim.

...E que eu só leve alegria a todos os corações, Amén.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Bolero.

Se quiser me entender, venha comigo, entenda o lirismo e o meu recente silêncio, olha minha mão vazia, mas tão cheia de marcas, e apenas ouve, sente, vê. Assim como mil vezes saí de mim para ter com os outros, necessito agora, de quem saia de si.
Quando eu era novo, me sentia velho; E quando envelheci, me sinto mais velho ainda. Não há um dia que eu não me sinta preparado para morrer - e não há um dia que eu não medite no rumo das coisas.
Minhas mãos vazias ficaram, e o fardão do matulo há muito está vazio. A vitrola empoeirada, a cama cheia de cobertas, e as imagens fitando qualquer mexida na cama durante o sono turbulento. A dôr no corpo, nas pernas, a visão rareando, as dôres na boca do estômago, e a falta de empatia com a belêza fisíca, e uma dependência exascerbada daquilo que não se conhece em Tôdo, mas pela veracidade da fé já maturada.
E tudo isso, nesse intermédio, só me faz sentir saudade de intes fixos do passado:
Dá-me saudades da casa de janelas históricas, do(s) convento(s), dos sorrisos, da cerveja pendurada, dos discos nas lojas, das moças, da imagem do Bôm Jesus que nos seguia com os olhos policromados, da Dona Antônia, do Fabinho, da Igreja Ortodoxa, do baixo estralando, do Daniel Leão, de tocar beatles, de viver as sextas e morrer aos domingos, e de principalmente ser meu. Saudades de sentir frio na barriga para beijar, de rir com a mão na boa após uma besteira, andar no centro descompromissadamente, dos amigos há muito já idos, já sumidos, já sentidos. Dá-me saudade do dia que eu ainda era rei, não só profeta da estepe; Dá-me o prazer da morte pela alegria que uma hora tudo isso acaba, e a libra dos homens será meu epígrafo: Se notarem minha bondade, serei santo; Se aclamarem só minha má conducta, louvado em Cristo pela minha morte serei. A libra de Deus me acanhará e me dará (espero) o convívio dos eleitos.
Deitado, vejo o côrpo dela quarando o Sol no meu quebra-luz, a abrir a janela, vendo o Sol nascer tão ímpar, com preguiça, me movo. Sinos tocam em algum lugar no espaço. O vestido curto evidência as coxas, que se sentam ao meu lado, e o riso morno denuncia o gostar, e o cabelo se confunde com carinho, o vento entra pela janela, e o sôm da voz me dá o sinal da dobração dos sinos, deitado com a cabeça em suas pernas, esqueço de mim, e morro no infinito de sua existência, e ao colher o último pensamento, antes de fechar os olhos, sorrio, pois enfim no último minuto tive o que lutei pela vida: A paz.
Ando cansado demais para tomar partido, apesar de ter minhas convicções, e muito triste para sorrir, apesar de querer fazer alegrias nos mais turvados corações. Minhas mãos não tocam mais a moça de vestido curto, e tampouco sorvem o mel da abelha, apenas querem rezar sintomáticamente, e alisam a barba, atestando que renunciei (a pouca) beleza fisíca que tinha, para não viver pelo mundo, e meus cabelos crescem para que a tonsura de minhas idéias não seja dolorosa. Me sinto confortável em poucos bandos, com pouquíssimos amigos, tomando o incrível café da moça de nome egipcío, me sinto bem quando louvo as coisas pequenas, puras e simples de coração - as borboletas que em suas asas levam a minha oração a Deus como mensageiras, na minha cachorra, nos archotes que ascendi no peito de meus conhecidos, quando pude levar o Evangelho, nos porres homéricos, no frango frito do Julioso, no vento que bate na beira do mar, na ruiva pequena, naquela história não terminada, dos barcos na marina, dos irmãos sendo irmãos, e da vida dando seus pequenos nuances. Sinto saudades da vida antes da vida.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Garip Gönlüm.

Entendo que cada vez mais tudo se transmuta, e as coisas tomam novas dimensões e tipos de agir, pensar e falar - mesmo não entendo como isso altera uma essência de uma pessôa, e se há a vera necessidade disso. Vejo minhas vitórias, uma por uma, e apenas penso na melhor maneira de expressá-las, e encontro neste velho e querido blog. Sei que poucos aqui realmente lê estas mal-fadadas linhas, e muitas pessôas que quis compartilhar estes textos nunca os viram, mas, cumpre-se aqui o desejo do cronista, e nunca o do ser. Aqui se postam textos para compreensão e legado de um anônimo, e não Odes a lírica das carnes. Aqui, a escrita continua sendo outra.
Olhando para trás, me sinto satisfeito com minha vida - tive tudo o que quis, como quis, e da forma, nada houve que pedi a Deus que Êle nunca tivesse me dado. E por vezes, me deu mais do que precisava, dando me o que eu veramente queria.
Logo, não anseio mais por nada, por mais que existam sim alegrias a ainda ter, viver e sentir. Ainda se faz necessário a Cecília diária ad aeternum da Anatólia (Teşekkürler, Aretha!), como se faz necessário beber da alma do Lgo Nº 133, como se faz necessário crer cada vez mais que estou na melhor fase de minha vida. Mesmo que tudo isso exista, e faça parte de meu presente, e próximo futuro, não anseio por algo fundamentamente que exija demandas físicas ou mentais de mim, deixei a nau a deriva de minha vida a Deus, e por isso mêdo ou desconfiança não sinto, e se estiver com mêdo, estarei com (São) Pedro. Não temo mais a morte (que a muito custo, Vaniltêra, Dellandrea, Mello, Diegão, Alvaça, Zé, Hollmann, Gustavão, Albino e tantos outros me ensinaram a chamar de Irmã), porque se ela mesma velada, de rosto alvo e cingido me encontrasse, me venceria sua frígia contra minha carne quente, e bendigaria o Senhor Deus acima de tudo quando me fôsse, pois assim O viria em sua Luz e Glória. Mas não anseio o Céu porque sei de mim, sei das minhas mãos sujas. A misericórida de Deus me caberia se ao invés do Céu; Deixasse-me Êle em algum lugar da espera do Juízo aonde eu o louvasse incessantemente, em nôme de Sua Perfeita, Absoluta e Infinita misericórdia para comigo, e com tôdos os do degredo - meus ou não. Meu Deus atendeu meu pedido, e me deu minha pérola. Ele me desceu até a mina d'água, e me levou, lavou, cingiu, abençoou e sorriu. Me sou meu, e sou o mesmo, mas, diferente. Ainda vivo da mesma forma, mas nas cucas e na (futura) longa barba, extensam-se novos planos muito bons.
E me alegra isso: Saber que a pérola que encontrei dentro de mim, finalmente foi tão útil a alguém, e que eu ao menos uma vez nesta vida fui utilidade para a eterna bondade, compaixão, amizade, esperança e renovação de fé o Amôr que faço ser re-Amado. Admirado seja Vós, Sacro Sacramento Sacramentado no Sacrário, com tua Luz, abre o peito de quem se sente triste em trevas e lama, Santa Clara, barravento do Senhor, olha por nós aqui no N º 133. Jo 16:33. Lembra?
Guarda esta carta, não como tôm de amizade, nem como tôm de bôm conselho, tampouco como sermão ou forma de vida, testamento ou epíteto, mas, guarda como o legado de quem venceu na vida dividindo o pouco que tem, e neste muito pequeno tanto pouco de quase nada saciar a mim e minha horda, e para se dignifique a bondade: A bondade existe e é vigente acima do feo, mas, ela não é divulgada - logo, se faz a bôa bondade. Apenas a má-bondade é divulgada, confrontando o Evangelho de Nosso Senhor (Mt 6:3), e criando falsos bôns, e fazendo a caridade ser moeda de troca entre os homens, e casa de interesse. Que se abram os olhos, e as portas das casas, que as lindas mulheres estedendo suas roupas nos varais de quintal ouçam, e que o Céu turve-se na chuva mais linda de primavera: Deus existe, e sua misericórdia e amôr se bastam e reinam, Deus a tôdos amam, e a tôdos que se amam, amam o Senhor, e se o bendizerem, assim cumprem-se para Deus, e cumprem a regra da salvação da alma: Amar.
Enquão a mim, Profeta das Estepes, cabe-me apenas o que tanto amo, escrever: Mas, atrelado com uma necessidade agora, de dizer nas mesas dos bares, na vida, no parque, nas ruas, nos picos, e em tôdos os lugares aonde procurei, devo dizer: Existe. E é Bôm.

"Nós Vos adoramos, Meu Bôm Senhor, e Vos bendizemos, porque pela Tua Santa Cruz (Tu) remistes o mundo."

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Você de Azul.

As pessôas, ao longo dos dias idos, se alongaram de mim, e eu me deixei ser água, apenas as lavei, e esvaneci quaisquer sentimentos delas - as deixei irem embora, e de mim, sobrou apenas pequenas gotículas que fôram secadas em uma toalha de mão ou pano de prato, eu fui passagem necessária para algo melhor, ou pior, não fui mensagem, mas sim mensageiro. Aonde quer que eu vá, sei que estarei só; E mesmo que cada fécula da reia da praia se transforme em gente e que tôdas essas gêntes unidas me amassem e me quisessem para si, e ter comigo no mais completo ode a uma amizade, ainda sim estaria vazio e só. E mesmo que a mais amada das mais belas das mais desejadas da mais Cecília voltasse para minha mente e meu destino, só estaria: A minha solidão é de têmpos, e que apenas Deus cuida, Deus protege, Deus tira. A minha solidão é saber que sou um dos poucos, talvez o único num raio de 20 quilômetros que pensa de forma híbrida e consistente, como uma argila semi-moldada, que sempre pode ser adjustada ou retocada.
Minha solidão se dói sozinha, e se manifesta em mim porque minha Luz é forte, e quando eu eiei a candeia para olhar os pés da Concórdia, os lavar e os beijar, êles me taxaram de louco; Porque quando me humilhei na eucaristia, êles me entregaram olhares malecidentes; Porque quando eu comecei a anunciar minha fé e tomar meus nortes, louco fui e esquecido dos amigos me tornei; Porque o quanto mais fui fiel a minha essência, mais as idéias erradas e que há muito e há tanto eu exortei de minha mente, êles tentam pôr novamente. Deus viu tudo, os meus erros e acertos, e pra quem acreditou em mim, muito obrigado - a quem duvidou, peço perdão por nunca ter sido digno de confiança e elo.
Quando enfrentei meu último dragão, percebi que me tornei um daqueles eremitas loucos, que já sabiam da sua verdade, e não tinham mais nada a fazer, a não ser espalhar a boa-nova pelos muros, casas e campas; Dando ao mundo aquilo que se foi ganhado em recompensa - poucos ouvem, e dos poucos que ouvem, quase nenhum nota ou percebe, e com isso me torno um feo personagem Quixotesco, procurando um ideal antigo, vazio, mas que muito enche em meu peito, me fulgura e trás brilho nos olhos acinzentados agora, mel a tarde, verde de manhã, avelã durante a turvação. Eu sou o que preciso ser, e agora, sou a solidão: O menino que ganhou o não da amada e fica no salão vazio, chutando confettes e serpentinas, enquanto tôdos saem e a banda guarda seus metais. Sim, sou eu; Quem se sente só, porém sabe que a solidão não é ruim. Agora, eu sou água, e saber que caminho entre a ávida multidão se existir, me faz feliz, me faz ótimo, me faz môrto, me faz cada vez mais estar perto d'Ele - quem me amou primeiro; E sei que uma hora, em algum lugar do mundo, alguém veramente estará lá, e quando esse alguém me notar, e eu o ver entre as condensadas marés-de-gente, saudar irei, e juntos nos teremos, enquão isso, estaremos aqui na ilha, tentando acordar os mortos que passam e passeam nas minhas vistas, e são bem mais solitários que eu.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

She Has A Way.

No frio quero te encontrar, no meio da rua e dar-te o meu beijo, o meu carinho, o meu amôr, saber e deixar entendido que você foi por quem tanto esperei, por quem tanto errei, e agora, prostado ante a você, estou a me entregar pela última vez, longe de mim e de tôdo e qualquer tipo de coisa e pessôa, ter-te no meu infinito. Faça ser você a ligação de tôdos os pontos, a soma de tôdas as contas, a mulher da palavra, a buladora da minha regra, e motivo de sonho realizado.
E se aceitar esta módica proposta, será então você, a Madonna dos meus sonhos, escritos, e Concórdia dos meus dias, será a lança, razonete, pendão e escudo, forma e conteúdo, cabelos escuros, sorriso brejeiro, flôr de degredo - olhos que tangem o incerto, que me acertam pelo sincero, me sextavam, inflam, diminuem, me fazem ser tudo e nada, me fazem ser apenas teu - tôdo teu. Te descer até o Vale, te mostrar o acizentado do Céu, e no abrigo das marquises e de concreto, te contar tudo o que sei sobre esses concretos, sobre essas madeiras ornadas, sobre esses pó-de-ostras, sobre a garôa que cai sobre nossos ombros, seu casaco, seu sorriso, meus pés, nem tocam o chão. Não existem mãos que se dão no frio, e sim braços que se cruzam, existem olhos que se entendem, mesas de bares baratos aonde um de frente com o outro, tomaríamos algo para nos esquentarmos, e irmos ter mais com a cidade, comer aquele lanche, vermos o Sol descer do Jardim Suspenso, ter seu colo e afago, e de mim, ter minha música, ter minha escrita, minha devoção, ter minha proteção.
Te deixar na porta de casa, um beijo na testa, um abraço, toma pela mão, um beijo, até amanhã, avisa quando chegar, eu amo você, se cuida, você está linda hoje, e tantas outras frases, sentenças, lugares e coisas que até criaram poeira só por esperar você, só em poder achar que eram tão dignas de você, assim como eu achei que pudesse te ter, ser minha, tantas coisas que caberiam somente no incrível universo de nós dois, tudo aquilo que não poderia de forma alguma ficar para depois ou mais tarde, aprender de você, e te dar as palavras sobre mim, e ter em nós a tempestuosidade da intensidade mas as calmarias de se fazer preguiça na cama, com os corpos colados, dijuntos, com os batimentos sincronizados, com a resipiração se alternando, deixando ser infinito nosso sôpro, e fazendo a vida não apenas existir, mas, ser vivida e vívida com uma fulgoriosidade que somente Deus entenderia e abençoaria. Seria aquilo que não se nomearia porque não demos um nome ainda.
Seria a dissonância da minha guitarra, seria o sôm que as seis cordas tentariam - em vão - reproduzir em madeira vulgar, aquilo que ouso dizer que me lembra você, ou que em melodia te faria, minhas mãos, tão sujas para lhe tocar, harmonizar, meus olhos, tão ímpios que te tangem, prenunciam tôda a vistosidade que nasce e morre em teus lábios, meus braços e tronco, se não merecem o hábito, não merecem mais ainda o hábito de teu abraço. Abençoado eu por te ter. Por te viver. Por te sentir. Por te ser.
Não sei, aonde você está, e nem o valôr ou peso de sua existência, mas sei que está por aqui, em algum lugar que ainda não pude ver, saber, ou ter por onde. Talvez, durante minha existência, eu nunca te ache, mas, saiba que mesmo que esta incrível estória de amôr que nunca existiu, é mais humilde que o Taj Mahal, porém, mais ornada em detalhes e mais rica em vivacidade. E é tudo por você.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Ponta de Areia.

Espero, que daqui pra frente, seja diferente. Que a Cookie esteja comigo pra sempre, e que eu nunca mais volte a viver ou passar pelo que passei. Não quero me ferir, e nem por isso quero ferir meus amigos, meus semelhantes, nem a ninguém; E como um bom homem que sou, quero seguir minha vida e minha felicidade em eternas e constantes transformações - eterna busca que culmina no prazer de se amar, se estar em paz, se gostar de verdade e nunca mais voltar para a tristeza; Enfim longe de mim.
Busco o que a vida não me deu, e furtei do sorriso das crianças, das gotas de chuva que me molharam o cabelo, do Milton rolando na vitrola, da alegria sem fim de ser e estar feliz pelo clima, pelo Sol, pelo Vebnto, pela Cookie batendo com o rabo em minha cara, e com tudo aquilo que está guardado e espero receber logo, hora essa ou hora outra, e que minha felicidade esteja completa nisso para sempre. Para todo o sempre.
Acredito que tudo o que fiz, fiz ao meu modo, fui sucinto, verdadeiro e agi da forma que muitas pessoas agiriam, e não fiz nada por impulso, ou maledicentemente  - muito pelo contrário: Procurei palavras, aguentei palavras, sorri quando quis chorar e tomei notícias que me doeram a alma, mas tudo o que é amargo, não me machuca ou dói, me fere a alma, mas a fortalece, e mesmo eu sabendo que todo peso do mundo as vezes me dói as costas, quando ele resolve voltar a se penar e mostrar sua real força bruta: O soco que me dói o estômago, me dói as ventas, e me faz chorar copiosamente para deleite do mal que me quer em antigo, a minha vida está guardada num Sacrário, e só Maria tem chave, e só Cecília intercede, e só eu morro quando for a minha hora de morrer. Eu só vou deixar esfa carne quando for a minha hora, e ninguém há de dizer isto, e nem o contrário; Pois mais forte é Deus que habita acima de nossas cabeças, e nos faz cada vez mais fortes, sinceros, eternos e confiantes. E a cerveja só se faz gostosa quando envolve satisfação - ou de companhia, ou de alegria, ou de vencer, ou de benção.
E tudo aquilo que se oculta, ou se faz mentiroso, cai por terra, e é levado pela água corrente, igual a tudo aquilo que um dia tentei fazer de certo por errado, e o tempo afastou de mim. A verdade reina nos olhos, ouvidos, boca e espírito dos de bems e dos capacitados, daqueles que Deus quis que soubessem a verdade, e a verdade absoluta se encontra nas ruas, na pressa do metrô, da cerveja no bar, do sorriso da vitória, do dia de pagamento e dos dez reais achados no bolso da calça antes de por pra lavar.
E que todo dia traga uma alegria constante, com gosto, cheiro e sabor de jasmim, e que cubra de amor quem vive seco.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Djem Cêm.

Cecília, me guarde nos teus melhores pensamentos. Eu te amo.
É uma vergonha acreditar que as meninas se maqueiam para se achar bonitas, e acabam mais feias que o seu passado. Seu passado sim, dona moça! Você faz cara de séria no metrô quando alguém encosta ou esbarra em você sem querer, mais eu sei que quando tu foi praquela "balada" no centro novo da cidade, você foi pro banheiro unissex com três caras, e fingiu que nunca mais faria de novo. Dona Moça, a sua bondade de rede social não cabe em mim. Tenho entojo de compartilhar o mesmo oxigênio que você; Enfim, morra, dona moça.
Ahm, oi. Eu sou Marcus Queiroz, e eu não tenho nada a perder, e ninguém a temer. EU nasci no olho do furacão quando a trovoada seca bateu na pedra bruta. Eu sou o cara mais zicado do universo, por isso nem me acostumo com sua falsidade, seu interesse, sua vontade de ser maior que eu, seus amigos, seus pais e o mundo. Eu ando sem guarda-chuva, eu não entro em igreja em hora de missa, eu não preciso de um carrossel de sensações, e nem preciso descobrir mais nada novo. Tudo o que eu precisava descobrir, saber, confirmar e conseguir está aqui, a meu alcance, a minha mão direita, e palpável de qualquer certeza e dúvida, e tome cuidado, porque se você dúvida da minha sinceridade, então eu vou te magoar. E nem vai ser minha intenção, vai ser por meu jeito de ser.
Imagine a estrada, tão longa e extensa que cansa só de imaginar em percorrer-a já lhe cansa os pés, pois saiba que eu estou na metade desse caminho, rumando a lugar algum, sem amigo para chorar no ombro, reza pra aliviar a alma, Santo Guerreiro pra ajudar a matar o dragão, ou donzela para ser salva do dragão e ganhar o colo de recompensa. Minha sheepskin pesa como se quisesse me dizer algo, e meus pés cansam pela extensa caminhada para uma Canaã que não se chega, não se tem sinal, nem localização. A minha cerveja acabou, o vento corta em dois, e meu peito não é de ferro. 
As pessoas riem de mim porque eu beijo a mão das pessoas, mas, as pessoas tem a santidade embutidas nelas mesmas, e eu sempre beijo a mão de quem tenho respeito e honra de conhecer, é quase um ritual, as mãos dadas: Na cabeça pelo respeito, no peito pelo carinho, e o beijo pela devoção. Cada um tem seu jeito de demonstrar a sua vida e seus valores, e assim eu fui ensinado, assim eu fui conhecido ante a todos, e assim eu sou. Não venha rir de mim, e de como cumprimento as pessoas, sendo que você nem tem a pachorra de dar a face para beijar, ou beijar uma face alheia. Me perdoa, mas eu sou mais que você, e eu estou acima, mesmo estando por baixo e disso tenha a certeza: A minha humildade soa como pretensão, mas as portas pra mim sempre estarão abertas, e sempre hão de estar as mesmas portas para com quem andar comigo.
É triste olhar em volta e ver que de repente tudo o que é seu não é tão bonito como de todo mundo, e que de repente aquilo pelo o que você mais prima e prioriza na vida não te faz isso, e a grosso modo me sinto cada vez mais jogado para escanteio nas inúmeras coisas e contas de rosários que a vida me impõe, e fica sempre pra depois, num outro dia, outra hora, e isso me deixa absorto, e me dá vontade de ver as ondas do mar baterem nas pedras, e isso me desespera porque eu precisava contar para alguém tudo, e todas as coisas que eu sei antes que eu fosse embora, e o tempo fica cada vez mais curto, e de repente eu me sinto tão só e aquela sombra me segue a cada lugar, e aqueles sonhos cada vez mais frequentes e reais, e aquelas vozes que assopram bobagens no ouvido que não saem a rápido prazo. Meu Deus, por favor!
A solidão da alma de um homem tem densidades inimagináveis, e entre esses homens, cá estou eu. Será que você poderia me encontrar em qualquer lugar aonde eu esteja e ir me ajudar antes que seja tarde? Antes que tudo caia por terra e os homens maus venham pegar o novilho de ouro, e as jázigas se abrirem, você poderia rir comigo de qualquer abobrinha, fazer cafuné na minha cabeça, e simplesmente me fazer esquecer tudo aquilo que está ao meu redor? 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Ahoy; Deeshay.

Ahoy é saudação, Deeshay é despedida. E isso explica metade das coisas ditas e não ditas aqui e em qualquer outro lugar aonde esbocei minhas palavras tortas. Quando cruzo uma porta, que Deus abençoe quem está dentro da morada, e quando saio da casa, que Deus continue habitando dentro daquela casa, o Senhor tem tido feito o Seu refúgio em meu peito, eu que não sou sacrário mas tenho Ele em mim levo sua pacificação e espada aonde piso, entro e vivo. Mas, como em todas as outras coisas, me resta a função de filtro, aonde a paz que procuro e raramente tenho me é roubada, e minha estabilidade se ressona na corda aonde caminho, e aonde todas as coisas me mantém vivo, seguido e séquito as minhas tradições e convicções, mesmo que isso magoe, machuque, ferir, ou estagnar alguém. Que posso fazer, se é este meu jeito.
Desligo o telefone para não chorar, para não irromper em lágrimas tudo aquilo que se encontra preso em minha garganta. Há muita humilhação pra superar, muito dedo na cara pra quebrar e muito joelho pra dobrar, e muita reza por fazer. Muita saudade que se desfia num rosário sem fim. Quiçá Deus esteja me tornando forte para ver todo o resto do mundo ruir, e eu apenas me mantendo, seguindo, rindo, e cantando, enquanto danço um frevo rasgado com a cagibrina na cabeça. Talvez meu sonho esteja guardado do outro lado desta vida, e eu nem saiba. Agnish, beija minha boca, queima a tua agenda e foge. Não olha o povo vão, abre tua mente e conserva nosso mundo, nossas histórias, e tantas outras coisas. Morremos a cada dia, e a cada dia deixamos nossos rastros em tanto lugar...Não que me tenha em medo de morte, mas, tenho medo de cair antes de deixar meu legado aqui...
...Mas, que legado? Eu sou apenas um cara comum. 
Legado, do qual digo, e tanto quero afirmar nestes últimos escritos é a sua humildade, bonança, e vontade de mudar o mundo. Não que isso seja uma situação para você ficar omisso/submisso ante as cousas do mundo e suas pessoas vãs, não isso, não isso. Dê um "Deeshay" para tudo isso. Estou falando de você, seus quatro quarteirões, sua vida, corte os fios, seja livre de qualquer manipulação, e esteja pronto a se afirmar ante a tudo que vier para você. Vença os auto-desafios e barras. Apesar de cansado (a esta altura do campeonato) eu estou aqui - e inteiro. Mas, e você, leitor/leitora? Já se deixou abater? Não, não...Ergue. Força, Qualé, vamo lá! Isso...Hm. Agora, me dá um sorrisinho. Aí, diliça. Do jeito que eu gosto.
Eu tenho todos os motivos para não estar aqui. E estou, ou de teimoso, ou de raçudo que sou. Essa bagaça só é pros chegados, e pra alguns perdidos no mundo, e tem gente que começou ontem que tem mais divulgação e acessos! Tem gente que prefere ler as futilidades de um siri sem garra do que minhas garrancheadas, que que se há de fazer? Ao menos uma vez por semana penso em não estar, e no resto do tempo penso no todo restante. Penso constantemente em deletar isso, são posts muito extensos, que sempre resultam em nada, e ninguém entende, mas, é necessário tentar, mesmo que seja inútil, no fim das contas, e uma receita de como trair seu cachorro com uma enguia seja mais acessado que aqui. E, acabo vendo que a vida segue, a vida continua, os exemplos próximos e distantes me mostram isso piamente, então, nos resta bater de frente, ser bocudo quão necessário, e mostrar-mo-nos firmes em nosso pensar, agir e falar, para não só nos termos nos nossos próprios conceitos e alicérces, e sim para mostrar ao mundo para quê nós viemos, para quê estamos, e para d'onde vamos. Sem hesitações. Eu nasci pra quebrar na emenda.
Eu vou te buscar nas estrelas, e aonde mais me disserem e eu achar que você está. No chiado do disco, no cigarro paraguaio, na camisa de 1916, na barba e no cabelo bagunçado, na bolsa de aviador, no óculos escuro, na paciência, no sorriso amarelo e no humor ácido, nas músicas, nos livros e na hora que for mais proprícia para te lembrar. Na estrela de brilho mais moderado, é aonde você vai reinar. Não que mereceste a mais fulgurosa, mas, é de tua identidade ser apenas mais um na multidão, que burro, e bobo, trafega na rua assim como eu o faço hoje. M'assusta apenas o fato que você não há de ver Cecília por aqui, tê-la no colo, e cantar as músicas que me cantou quando eu era do tamanho do seu ante-braço. Mas, algo me diz que você ainda está aqui, e para você, é meu eterno "Ahoy", sem forma, maneira, ou qualquer tipo de "Deeshay". [...] Parecia ser tão óbvio, você ser o meu destino [...].
Mais um dia 3 está chegando. Mais um dia 3 sem você.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

I Me Mine.

Talvez a vida seja isso, enfim. Correr por correr e chegar a ponto algum, e padecer sobre a terra que perece de carinho, enquanto um riso brota nos lábios, estranha vida é esta que vivo, sinto e peno entrelinhas tênues que escrevo, sendo mais estranho ainda é a forma das coisas, como acontecem, porque acontecem e quando acontecem. 
Era preferível ter a certeza da hora e do tempo do que saber se era de verdade ou de brincadeira. Foram muitas as chagas, e poucos os remendos, quando perguntaram se ele estava bem, nada ele disse. Apenas sorriu, apenas maneou a cabeça. Lembrou de sua vida medíocre e seu patrão que era um quengo, de sua mulher tão ausente e de seu filho que cresceu sem sua paternidade, sem sua vida, seu amor. Ele escornou num canto qualquer e chorou muito. Retinou o óculos amarelado e foi fazer churrasco e tomar umas cervejadas. A vida exigia isso, ele se exigia isso - E ele sabia que apesar de tudo aquilo ter um fundo de verdade, era só uma obra do mal, invenção da cabeça pensante e nunca tinha nada exilado: Todo pensar era necessário, absolto e reinante, afinal da vida se espera tudo, e talvez qualquer linha de raciocínio o deixasse pronto pra qualquer cousa que aviesse. Ele era mais inteligente que eu, e muita gente que o julgava burro ou tolo.
Lembro de meu velho algumas vezes me dizendo algumas coisas miúdas e concisas que na hora mal faziam efeito frutífero em mim, mas, hoje eu percebo, sinto e compreendo, que sou só mais um entre tantos e que minha vida não se baseia em o que antes era alicerciada: Novamente, tudo mudou e me sinto velho demais para irromper mais uma vez a mim mesmo para recuperar as coisas dessa minha vida que logram-se passadas, afinal, minha vida irromperia e se abnegaria, do jugo sofrido só por estar comigo novamente?
Burro e bobo, trafego na rua com o som tampando qualquer palavra vil. Afinal, vil serão os outros, eu não mais. Tranco-me na casa de trovas e versos, e aqui me faço herói e ponta-de-ariete para qualquer pendão. Os pendões que eu levantei foi de amor, de gosto, de tradição, exaltação, de glória. S'é de lágrima, pois deixa cair e correr no teu frigido, lindo e meigo rosto. S'é realmente de lágrima, me guarde no amor do "eu amo você". É de lágrima, e nesta lágrima, cai o tempo para você de mim se lembrar.
Metade de tudo o que eu disser, é apenas metade sem você, e tudo aquilo que eu escrevo vagando uma lembrança de nós dois não existe, apenas vaga por vagar e existe por existir como uma forma de existir no mundo, ainda sim sendo-te a minha metade procurando sua forma, física, espiritual, ou ilusória. 
Hoje tive a impressão de ter te visto no metrô: O óculos amarelado, o cabelo agrisalhado e esvoaçado pelo vento, as mãos sôfregas, calejadas e penantes, e o riso bobo, amarelado, como se ainda estivesse aprendendo a rir. Por um instante senti sua presença, e por um instante Deus me deu de volta você. Por um instante eu estava ali com você, no mesmo tempo e espaço.
Cai o pano, e rosto se mistura ao cenário: Corpo porcelanado, místico como uma imagem de santo, só que bem mais atento aos detalhes núdicos do corpo velado ao ar. Deus, eu preciso de uma cerveja, eu não creio que estou vendo tudo isto, e que tudo isto élúcido, definitivamente. Deitou-se do teu lado e não diz palavra alguma, nenhuma palavra emite som maior do que a cama quando geme ao som do nosso amor, e amor nenhum no mundo é maior senão aquele do Cordeiro que se sacrificou por suas crias. Cordeiro que me lavou no sangue do bode, na água da cachoeira, no sal grosso, avenca, arruda, guiné, e mel, Cordeiro que tantas vezes me fez ver que a vida é mais que isso (e talvez mais mil vezes mostre), e mesmo que o mostre, eu ainda tenho minhas visões e pensamentos. Cousa que só mostra que o tempo pode ser senhor da razão, como o completo causador de motins, revoluções, dores e separações. O tempo é remédio de tudo, mas até mesmo mal-dosado, ele pode causar escárnio, vício - e consequentemente - a morte. Falando nisso, acho que já passei tempo demais aqui.
Bem, boa noite. 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

René.

Se alguém chorou;
Por seu amor,
e este alguém,
não lhe mereceu;
Não chore agora,
erga a cabeça,
pois este tango irá te vingar;
Saia andando feliz da vida,
e cante sua música preferida,
guarde a dor e sorria então,
E ande impecavelmente, René.

Se quem te quis;
Só lhe fez mal,
e em trova ruim,
lhe dedicou incertezas;
Pois tenha piedade,
desta alma qualquer,
que sofrerá o preço futuramente,
não olhe agora por favor,
mas talvez o amor da sua vida está te olhando,
apenas ria e ajeite o cabelo;
E ande impecavelmente, René.

Chegue em casa,
tire os sapatos,
abra toda a janela,
e veja o espaço;
Que Deus criou,
em sua homenagem,
só para lhe fazer tão feliz;
Por isso não deixe por um segundo;
Esta pessoa tão ruim lhe abater,
deite na cama e lembre do Céu;
E durma lindamente, René.

E nos teus sonhos;
Que sejam os melhores,
que brotem jasmins,
aonde tu bem passar,
e que seja eu o portador,
da notícia que mudará sua vida;
Que a pessoa que lhe completará,
Acabou de passar por aquela porta,
Seja humilde;
Simples, sinceramente normal;
E o enamore, René.

E vocês juntos;
Serão bem melhores,
do que qualquer,
outro casal,
se completarão, contemplarão,
estrelas e sonhos também;
E no auge deste amor,
sorrindo lhe dirá: Eu amo você,
o beije forte,
renove seus votos,
E seja bem feliz, René.

E aqui eu lhe conto,
o seu futuro,
do lado de fora do globo,
eu sei bem de tudo,
pois Deus me deu,
o dom de saber os teus passos,
Minha criança,
olha pra cima e vede as estrelas,
no futuro serei uma delas;
E olharei por você, René.

domingo, 22 de junho de 2014

Bep.

Bep, sinto sua falta. Bep, devo até admitir: Te amo, te amo. Sinto suas saudades e seus beijos e seus abraços e beliscos e discos e sorrisos e gestos obscenos, enquanto flertava com uma cara de riso bem cínico. Bep, você era demais, principalmente enquanto cantava comigo e eu tocava meu violão, e mesmo sendo apenas eu naquele banco, eu ouvia na minha cabeça a sua voz. Ouço até hoje, pra ser bem honesto, Bep, apesar de não saber aonde você está
Nem lembro mais quando foi que te conheci, lembro apenas que tinha uns 6 anos, e você simplesmente apareceu do nada, me tomou pela mão e me ensinou tudo o que sei, e lembro que quando eu estava na igreja, você estava lá com o cabelo trançado e o vestido branco, sorrindo para mim na primeira fileira dos bancos, e quando eu ia pra escola, você estava lá, sempre no recreio aptadíssima a conversar comigo, e até mesmo quando os outro garotos batiam em mim, você vinha me levantar, me abraçava, e me pedia para não se importar, que um dia tudo aquilo ia passar.
Bep, você é a mulher da minha vida, e fez parte de todas as minhas fazes. E mesmo ninguém te conhecendo ou te vendo, você sempre esteve comigo, porque você nunca existiu; Melhor dizendo, estava sempre comigo, porque eu sempre estive sozinho, como você também esteve durante sua existência, por isso nos apegamos tanto.
Ao contrário da Duda, e de algumas outras meninas de ordem menor, você sim fez parte da minha vida, da minha história, e das minhas metamorfoses, uma a uma, até eu ser o que sou hoje. Quando eu era só, eu tinha você, quando eu lia, você repousava no meu ombro, como o ar, e quando eu deitava na grama do chão, procurando algo para apoiar a cabeça, era você que me dava teu colo, e com o tempo, você foi sendo bem mais do que minha amiga, minha irmã, e meu divã. Bep, quantas vezes eu não queria te dizer, embaixo da nossa árvore que eu te queria pra sempre, e você me dizendo que tudo tinha um prazo de validade, ou que logo eu enjoaria de você? Bep, você me deixou só, e não deixou um bilhete, tampouco paradeiro, nem ao menos uma substituta a altura para seu lugar. Sua cadeira, ainda está vaga, volte quando puder, eu adoraria tomar um chá na nossa colina da Crédica, enquanto o Sr. Muma nos trás açúcar em arrrobos.
Bep, estou com medo, grilos e frustrações, precisamos nos encontrar e conversar ligeiramente para voltar a dar tudo certo, necessito de suas palavras, de sua amizade, de sua maternidade, e da tua atenção.
Lembro que você nasceu por causa do livro que lia constantemente: Bep, o nome da moça holandesa que ajudou o Sr. Otto a publicar o livro-diário da filha. E foi assim que te dei seu nome, e assim conheci você mais a fundo, e virei mais que teu amigo, virei é teu irmão de sangue e música. Virei teu parceiro em letras, e você me ajudou a fazer maravilhas que até hoje guardo como feitos e proezas na minha incrível e medíocre vida. A nada você me negava e a tudo me atendia.
Lembro que quando eu comecei a ouvir o som da Marquee, todos se apartaram de mim, menos ti. Tu me tomou da mão, e me levou para as incríveis lojas de discos e me ensinou tudo o que sei hoje sobre a vinilaria, e quando eu me resolvi gostar da música livre, você me respeitou, e ainda sim continuou na trincheira, não se importando se o Sr. Muma ainda nos serviria os torrões de chá, e ainda me disse em segredo, atrás dos bronquios: Ma, relaxa, se o Muma não trazer, a gente busca e volta pra cá. Bep, aonde está você agora? Em algum canto do meu hipotálamo que eu não consigo mais despertar?
Ninguém te via, mas, eu sempre te senti, vi, conversei e te segui. Você era a melhor.
Bep, tá chegando o dia de São João, é na terça-feira, e eu não tenho ninguém para comer milho comigo, cadê você pra debulhar mil espigas com aquele copo de coca-cola geladíssimo nas quermesses?
Quando eu fumei, você se afastou, idem para quando comecei a beber, e mais ainda quando questionei a divindade e o amor nas coisas, Bep. Quando eu me envolvi com pessoas erradas, mais ainda ficou distância entre nós, e nosso mundo ruiu a nossos pés. Bep, me perdoa por nunca ter dito que você foi a minha infância e juventude, e talvez, desde o começo, tudo o que estou fazendo agora, é recuperar a essência que eu tinha contigo, e dividir com todo o universo. Antes da maldade, antes de tudo isso, era só eu e ti, e era ótimo.
Entidade, Guia, Anjo Da Guarda ou Amiga Imaginária...Afinal, o que era você?
Bep, volta. Tua casa tá vazia, e tua cadeira ainda tá vaga, esperando sua bunda magra e seca para tomar um mate com limão e canela comigo. Sr. Muma se aposentou, mas, eu posso trazer o açúcar, juro! Olha pra mim, e apesar de barbudo e turrão, ainda sou o mesmo: Você que deve ter mudado muito, e deixado de ser a garota que habitava minha mente. Por favor, olha por mim, e volte a me dar conselhos produtivos, bons cafunés, e idéias genais para minhas composições. Bep, seus afrontamentos era o que me devam coragem, e foi na nossa última conversa, que você me trouxe ela. Por favor, volte, onde quer que você esteja habitando em minha massas encefálica e turvosa.

domingo, 1 de junho de 2014

Rabiscos Medíocres do Carneiro II

Eu paguei todas as minhas lágrimas sozinho.
Eu ouvi da boca dele que nasci perdedor, e vou morrer assim. Então, devo ter tomado a vida de alguém, esta não é a minha, nem há de ser. Tira esse sorriso de mim: Não me cabe, nem me mede. Tira de mim tudo o que for teu: Dana-te, não sou dos teus, nem almejo ser, tua veste me dá nojo e teus contos me dão medo, que mal durmo a noite pensando no teu passado, presente e futuro. Lanço meu pensamento na lama, porque as vezes é só na lama que estão guardadas as coisas tuas. te considerar e te achar no Céu e no Inferno é estranho: Me atordoa, e atordoado permaneço atento.
Olha nos meus olhos, e mede o azul do verde-mar e o verde da areia branca. Tira de mim tudo, porque só assim tem o que eu sou. Olha minha alma e perdoa ela por tudo, por qualquer sujeira que ela possa ter causado contra vós; Mostrado foi, por detrás dos arbustos: Não sou o melhor e tampouco faço questão de ser. Só quero o que me cabe de direito ante as pessoas que me cercam e me alteiam contra o chão, para novamente cair com o rosto na lama. A minha liberdade contra tudo isto e todos vocês está chegando digo-te, manda dizer, e paga uma página inteira de anúncios no jornal pra isso: Minha liberdade está vindo, e ela tem cheiro de jasmin, gosto de tâmara e abraço de fogo santo. Não tenta mais me acorrentar, tampouco me humilhar ante a magnética agradecida: Não tenho ninguém do meu lado, minha reia está sempre vazia, até o dia que eu morrer, eu vim do escuro, e eu conheço você. Eu vou pegar você e todas as suas maldições e predições. Cuidado. Eu estou atrás de você.
Alerta a Mãe das Candeias, e também quem anda embaixo do seu véu que hoje o jogo se inverte, agora, chegou a vez dos derrotados, de quem nada tinha e mesmo se perder, acaba perdendo nada. Engrossa o meu cordão e vem comigo, não lutar pelo o que é digno, pois digno só é o nome e Deus, do Santo Guerreiro montado no cavalo branco, e a doçura da Mãe Dele, que também é minha mãe. Olha nas cachoeiras, e avisa pra pedra firme que aguenta a água que ela vai se mover, e eu não vou mexer um dedo para isto. Eu vou fazer a geral piar, pap.
Menina, guarda na sua boca tudo aquilo que não me convém. Guarda, engole e digere, e assim cumpre a promessa (a única) que realmente te pedi naquele dia. Olha nos meus olhos, e nota o que ninguém nota, vede o que ninguém vê, põe se ao meu lugar e sente: Pedras doem, mas, palavras doem mais, ainda mais com quem mexe com as palavras.
Ninguém é igual a ninguém.
Mas, para quem não tem nada, perder o que consegue, é o primeiro passo para o suicídio (inevitável) do seu espírito: Sua luz enfraquece, seu brilho não incadeia, a voz não compenetra e a cadência diminui, sorriso não se tem, e a cara se fecha, e a dor só aumenta, e a raiva não fica sê passageira. Olha nos meus olhos, e vê a mágoa e a dor e a raiva e a tudo que tem na minha bagagem, e a luta desgrenhada do aprendiz devoto do Santo Guerreiro, matando seu próprio dragão (parte má e vil de si mesmo) para poder matar, e ti ter somente o bom, somente o que te merece. O troco do teu pão. Enquanto não se morre o dragão, não o alimente em força. Assopre, não morda. Ägit.
Pap, segure-me. Logo mais estou por aí, faço me em votos sinceros. Segure-me e me ensine aquela música do Ronnie Von que ninguém nunca me ensinou, e sorria com seu dente de ponte, porque o amanhã sorriu pra mim, e ele tem gosto de inverno - nosso inverno - que nunca, ninguém tomou, não toma agora, nem há te tomar nunca. Segura-me, porque eu tenho seu sangue, e vou me esmerilhar não por mim, mas por ti, e por qualquer um que se ponha ao meu lado e acredite em mim, e no meu mais além.

domingo, 26 de maio de 2013

Soneto do Passarinhedo.

Raio de Sol;
Venha até mim;
Está tão frio;
Eu estou só.

Eu viveiar mil vidas;
Para em mais mil;
Poder durar o nosso amor.
A cidade é tão cinza,
sua pele contrapõe,
dá tom ao meu olhar.
São apenas três da tarde,
nada é eterno;
Mas eu gostaria de ter você

Tudo com você;
Tudo por você;
Tudo em você;

E eu o que faço agora?
Sem teus beijos, teu carinho,
o teu amor todo...
...A vida é tão passageira,
Você teria um minuto;
Para saber quem eu sou?
Sinto tua presença,
seu cheiro até,
mas não lhe vejo mais.
Irei lhe abraçar!
Tentativa inútil...
...É só uma sombra de fel.

Quero você;
Desejo você;
Anseio você.

De todas as coisas,
eu quis foi você,
como a melhor de todas elas.
Me perdoa até meu desejo,
tão vão e louco,
de querer ser seu infinito.
Sei que eu errei;
Mais quem não erra,
quando se perde em um breu?
Por favor olhe para mim,
tenha a piedade,
deixe eu estar em você.

domingo, 12 de maio de 2013

Carta Para Depois.

Moça, somos como o trigo. Quem anda comigo, e quem está comigo, é como o trigo.
Tudo o que se apeia com o vento, vem de ti, e eu sinto isso, sabe? Hoje, sentado na grama fresca, molhando os pés semi-cansados, eu senti teu teu abraço, teu beijo, e o teu amor. Sei que não foi acaso, ou em vão, você estava comigo, assim como esteve a todo momento e eu tolamente não notei antes.
Seu sorriso, seu abraço, sua fortaleza, seus seios, seu cafuné na cabeça, seu amasso, seu beijo, seus olhos, suas pernas, sua voz  no meu ouvido, seu aperto e quando você me olha meio que assustada e feliz dizendo: Que quer que o dia aviesse logo para poder curtir mais e mais comigo. Parecia ser tão óbvio; Você ser o meu destino.
Moça, não estou preocupado. Eu estou barbudo, feio, burro, bobo, e corinthiano, mas, não preocupado, pois sei que logo mais você vai estar vindo por aqui, cruzando meu caminho com o teu, e nós vamos estar curtindo um domingo de Sol, comendo uma feijoada juntos, ouvindo discos, ou apenas andando no Brumeio, em plano Lgo. de São Bento. É sério! Tô aqui te esperando, e sei que seus sinais andam cada vez mais claros e rápidos, então, não mais me preoucupo.
Moça, fico eu aqui doido num aperreio sem limites querendo sentir a sua pele de canela fazendo um contra-tom na minha. Quero ver tua boca na minha, quero ver você dançando comigo, quero ver você gritando comigo, quero ver você me beijando a boca toda louca, quero ver você ficar corada quando eu tirar meu casaco de 5/6 quando eu lhe cobrir as costas, e quando eu beijar sua testa, e dizer como você é linda e especial. Quero ver você se emocionar, vendo que já fiz tudo isso com você aí no futuro, e ler e ver que planejo estar contigo desde agora, desde que tô sozinho no vão oco do universo...
Mais Moça! Somos como o trigo. Quem tem força para amar, tem força para suportar e força para viver o jogo dos dias. Eu lhe dou o riso dessa boca linda e carnuda quando seu choro desabrota, e eu lhe dou a Rosa dos Dias. Lhe dou meu carinho, e minha palavra. Assim como quando me (re) encontro inúmeras vezes no abismo do universo, você me retira de lá, e me atira no seu colo, e me põe no meio de um abraço tão forte, que até minha alma se alarma, e perde a calma e num frisson quer se unir a você.
Eu ando cuidando de mim, vivendo por mim, me amando e me querendo. Enquanto você não vier, eu vou ficar aqui por mim mesmo, porque eu quero agora minhas camisas, e minhas coisas, para quando você vier com esse seu sorriso, esse seu piercing, sorriso e charme, eu me avoar logo ao teu terreno, sem ter medo algum de não ser maneiro o suficiente ou inferior o suficiente. Então estou me nivelando para você ver que eu estou pareado a ti, e quero ter meus planos junto a ti, crescer e me enraízar com você, nossos agogôs e atabaques, nossas rezas, nosso Corinthians, e nossa história, nossa música mais ouvida, nosso segredo mais sacro.
De que adianta ser como o trigo num mundo tão cruel? Ter força, a fé, esperança, e você ao meu lado. Escrevo daqui do passado, para que você aí no futuro leia o que eu sinto agora, sabendo que você está chegando, cada vez mais. Não vou rir e tampouco suspirar, são minhas palavras, apenas bobas palavras, mas, neste agora (futuro) eu vou estar deitado no teu colo, tocando minha gaita, e você vai ler isso, e rindo meio que boba, e se perguntando por quê, vai se virar e me beijar, e daí eu vejo o amor nascer de novo, e nós dois no caminho do Um, sabe por quê, futura? Porque somos como o trigo.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Prumeio d'Abril.

Com o tempo, percebo que algumas coisas não se adequaram a mim, e ao meu laço, e precisaram ir embora. Algumas me fizeram falta, outras apenas notei ontem. Tudo na vida tem-se em começo, ameio e fim, como na linha da minha mão que aquela linda vó cigana leu na Praça Roosvelt. Meu destino é traçado de felicidade e coragem; Assim seja; Amén.
Os meus discos, minhas roupas, meus instrumentos, minha vida, minha fidelidade, meu Corinthians, meu Deus, meu Pai, minha Mãe, meus Avós, minhas raízes, meus amigos, meus inimigos, meus parentes, minha Mãe Maria, e meu São Jorge. A todos (sem exceção) sou grato. Se sou o que sou hoje (bicho bruto, de riso bobo, focado em um ponto cego e dado como um homem de problema psicomotor), meio amargo, meio feliz, meio revoltado, meio velho, e meio inteligente, devo tudo a vocês. Quem traçou meu caminho fui eu, quem chegou até aqui fui eu; Mas é inegável o fato que alguns de vocês fizeram eu mudar a idéia, tomar rumos certos e outros falsos. Obrigado a todos vocês que estiveram comigo a curto e longo prazo, vocês todos estavam ali na linha da minha mão!
Futura menina dona dos meus dias, dona da minha alma, do meu coração; Bem-vinda desde agora: Espero que você dance comigo os beats que eu tanto danço sozinho, cante comigo as músicas que há tanto muitas pessoas dizem que canto "bem", que toques comigo inúmeras melodias, que teu colo seja cada vez mais vezes meu travesseiro e divã confidenciador, como já o foi uma vez. Que teu beijo seja a motivação e razão d'eu estar aqui (beijo este, mais do que beijo. Ouso dizer até, razão de me atar mais e mais a você). Que seu abraço seja mais que um abraço; Que continue sendo "O" abraço, e que faça sentido e faça bonito a cada dia da minha vida. Que você deixe eu te beijar, quantas vezes eu quiser, ou você achar que eu precise ter de você em mim, e que eu possa...Não mimar, mais, cuidar de você. Se você analisar bem, você pensa demais em muito, em todos, e muito e tudo em todos; E nem sempre reserva tempo para ti; Isto é belo e louvável, mais, pensa-te em você; E deixe eu tentar ao menos, de algum jeito, retribuir a alegria tamanha e imdedida que é ter você na minha vida, e como é bom saber que tenho você em braços, mente, copos, e em tudo que eu quiser. Dizem que o nosso nome é um "auto-mantra"; E quando digo o seu, posso dizer que me dá até uma certa sensação de paz. Sem mentira, papo sério. E você também, futura menina, você também está na linha da minha mão; E não foi só a velha cigana que disse, meu pai e minha véa também me alertaram de tua vinda ao meu convés. E isto me alegra horrores.
E que na linha da minha mão, Deus reine, e não haja espaço pro mal ou injustiça, e que meus olhos apenas vejam e prevejam o bem de minhas mãos, e das mãos que aperto e acariciarei, e que o mal não se tenha em espaço, e saia da minha mão quando a lavo depois que chego em casa, e que o resto, vão zumbido feo em minhas orelhas cansadas de ouvir da música boa e da voz doce e envolvente dela, sejam apenas silêncio. Que tudo dê certo a todos, e que Deus mande um spotlight perfeito a cada um de nós. Que a roda gire, e cada um fique no seu devido topo, e que o resto seja só silêncio; Pai, Parma; Que vocês estejem bem, e Deus os livrem de todo e qualquer mal. Só alegrias, e longe de todo e qualquer tipo de negatividade; Muito amor, caridade, força e coragem. Vamo nóis! \o/
São os Votos do;
Queiroz; Marcus.

(Se não gostou, vá tomar no seu cú, e tenha um ótimo e abençoado dia :D )

sábado, 15 de setembro de 2012

Extensivo para Milady.

Não me deixe só.
Andar sozinho é para quem não tem amor.
Não me deixe só,
fique comigo tomando toddynho.
Por favor, fique comigo.
O Sol inda vai estar no seu lugar;
Mais, não será o mesmo que você. Sério
Para quê se importar?
É apenas eu e você, Milady.
Por quê não deixar levar?
Deixe escorrer, deixa lavar, deixa-se arrenovar!
Deixe então eu ser seu guia;
E te levar aonde o Sol tem outra cor.
Tantos os dias que eu viveria sem você:
Seriam eles os dias em que eu morreria.
Quantas horas formam um mês?
O Sol vai brilhar sem qualquer piedade;
E as estrelas serão apenas nossas sentinelas.
Nos livrarão de todo o tipo de mal-olhado,
e eu não quero que esse final de semana acabe.
Pequena, pequena, você diz não ter essência alguma,
imagino se o tivesse, pois a sua me é muito linda.
E eu só queria estar, aonde você estiver,
Com o riso aberto, olhos nos olhos, e um com o outro.