Quando dizia no passado, até mesmo em posts deste blog mundado que devia/não devia " (...) Renegar a casa, rosa e o Jardim (...) ", talvez eu soubesse de tudo isso que fosse acontecer, ou talvez não, quem sabe? Sei que o cheiro de Jasmin ainda é semi-incógnito, e Cecília volta a ser um projeto ativo novamente, e a Lotus gentilmente fez eu me sentir um deus nessas últimas 72 horas, e na glória de se ser, sentir e fazer mulher, ela me honra com sua companhia - viagem sem volta de amor e aperreio, que faz eu me remoer e relampejar cada vez mais.
Estar com ela é como estar com a Iansã mais sensual, de seios belos e quadril voluptuoso, e ter a alegria de sua Consorte, como Lakshmini amiga-irmã e confidente de sorriso belo, e sua ira de Kali ou Obá com a voz firme e impetuosa, e ora tão terna como Maria das Candeias em seu colo, carinho e abraço, com suas pernas firmes e vontade de seguir como Artémis, ora tão amante como Afrodite e sua sensualidade exalando. Ela tem um pouco de tudo, e o tudo dela me satisfaz, me fazendo sentir o amor de forma diferente, como nunca senti antes por ninguém, e nem em mim, e me fazendo sangrar a cada instante, gotas de sangue que tem gosto e cheiro de amor.
E o sangue na camisa não é pouco. E a lembrança recorrente da madrugada interminável trás no lábio uma alegria de quem venceu na vida, quem teve do prazer um momento único; Deitou, e quando sentiu palpitar o coração, beijou: Amou, contrariando qualquer coisa do mundo, desejando sentir o cheiro de cada pétala da flôr da Lotus - a mais bela, querida, desejada, estimada. Aperta, sente, ama, força, pede-se a passagem e abre as pernas, sussurra, geme, deixa entrar, fazer parte, e o fluxo vir, e ser, tanto faz, importa ali, aqui - agora, o beijo, sorriso na boca, como pode ela ser tão impiedosa e completa, que até quando exala seu cheiro de flôr, cega a minha alma? Deitou, pôs seu corpo no meu, sorriu e adormeceu no(s) meu(s) braço(s).
Nos sorrisos e nas garrafas, encontra-se a alegria de estar ao lado de quem se ama, de dividir a cerveja com a mulher amada, e segurar proporcionalmente a cintura dela como dita o universo. Aquela cintura, que cabe com um braço meu, como bem cabe os dois, que se concentram o quadril que concentra minha indecência, meu amor, minha vontade de ser, e estar - cousa que só sabe é quem dito essas linhas tão minhas, tão delas, nossas.
E, delineado pelas linhas de teu corpo, escondido pela roupa que te cabe bem, vejo o meu sacrário, e contemplo a beleza única da flôr mais bela do degredo e rainha na arte de ser-quem-é. Toma minha garrafa da mão e bebe, olha, sorri e me beija, tomando de minha mão e deixando que eu a ponha onde cabe; Fita meus olhos, e não sabe o que é, mas sente a sintonia - Vestida de estrelas, corpo amorenado que estélica o meu Céu, boca vívida que pintada, me deixa sujar para amar.
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