terça-feira, 12 de agosto de 2014

Barracona.

Descendo a rua íngreme,
que tange e esnoba a linha férrea,
do outro lado do metal há um lugar,
perto de onde eu costumava ficar;
Lá era uma barracona humilde entre tantas,
cheia de gente boa, simples e feliz sempre,
vestidos de branco e amor,
e ali comiam-se todos,
cantavam-se todos,
e tudo estava bem.
Mas por ordem do tempo e dos homens;
O tempo virou;
O mal cessou água e luz,
o tempo virou, e tudo se perdeu de vista.

Quando eu era novo, meu pai me levou lá;
disse que aquele povo poderia me ajudar a curar meus medos,
e ali aprendi a ser mais forte, mesmo sem nenhum motivo...
E foi ali que eu aprendi,
quando o policial foi tirar a força a mulher iaô da barracona,
que a força tem motivo sim, e ela brotou ali;
Quando me fiz homem ante ao povo,
e quando me fiz homem ante ao momento,
para mostrar que tudo tem lugar no mundo.
Assim tudo cessou e as coisas passaram;
E com elas passaram o tempo,
mas toda vez que vejo a barracona do morro;
Noto que a coragem vem embutida, e só é desarmada na hora certa.

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