" [...] De mediocridade grande, pungente e visível, este são todos vocês [...]"
Somos todos humanos, passíveis de erros. Somos todos juízes e réus de um eterno sinédrio aonde nos dão a voz ativa. E ainda sim, alguns tentam gritar em vão. Estes tolos, pobres tolos tão moços. Moços mais experientes, e mais sabidos e mais senhores do que eu. Idade não mostra experiência, tampouco como botar um dedo na cara e dizer mil coisas é tolo, como nossos atos são tolos.
Veja, por exemplo: A moça diz que tal pessoa precisa crescer, evoluir, ser um homem, fazer, isto, aquilo, tirar a barba, bláblábláblá, e quer mudar totalmente o cenário para que ele seja um "homem", que seja mais durão...Mas, e aquele papo de que: "As pessoas vão gostar de ti como você é?"; E aquela exata de "Não se muda por ninguém"; E adjacentes.
E o que aconteceu com a tal pessoa que eu conhecia? Que era decidida, firme, inteira, e convicta de tudo? Disse que ouvia meus conselhos, que a cada três meses chorava por uma menina diferente e dizia que aquilo era tudo uma mentira, que era o Stand Up favorito de Deus, mais não ouviu minhas profecias, tampouco meus avisos, e as vezes que eu disse que o tempo dele inda estava por vir. O amigo que era um irmão, que toca bem, que tem boa voz e cuca legal, barba estilosa, e tinha os mesmos gostos que eu, e hoje me vê como apenas mais um, apenas um trouxa. Os tempos de Sionita voltaram, é hora de se encaminhar ao encontro dos ventos. Minha Mãe das Candeias, olha por mim, uma humilde jamanta mor do universo de 3ª classe, e pelas outras jamantas superiores que levantam as mãos cheias de pedras contra mim - pedras que também já as atiraram em outros, e em si mesmas.
Que as pedras que forem atiradas, não causem dor alguma, nem anulem-se de nada; Mais, que seja feita a vontade maior. E que ninguém dúvide disso, e que ninguém proíba o amor. Que quando meu corpo se curvar perante a terra, o sangue escorrer da carne batida, e eu não estiver mais entre vós, que seja ali saciada a sede de sangue de cada um de vocês, e que assim cada um de nós volte para a sua casa feliz, e assim durma em paz, com a cabeça no travresseiro, tendo a total certeza de que fez o bem, e fez certo, e que uma execução foi feita com toda a veracidade e voracidade, e assim mais um delinquente pagou bem pelos seus exércitos de erros. Parabéns senhores e senhoras, vocês fizeram um ótimo trabalho hoje.
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