Não se perca no tempo, e nem deixe o tempo lhe dominar, tenha em si o controle de todas as coisas, e deixe elas, como satélites, orbitarem ao seu redor. Não deixe as coisas temporãs lhe sobrepujarem, tampouco tirarem o que é seu por direito, e o tempo ditoso e reconchecido pelo seu coração, ele sim há de dizer muito, senão tudo.
Sorria, respire, tire mais os pés no chão e sorria mais, ouse mais, seja mais, bem mais. Mais do que sei que podes ser. Dá limite ao tempo para o tempo não te consumir, e dá mais folga quando quiser que o tempo seja proveitoso, de qualidade, ou de corridez. Deita-se, e descansa o corpo. Olha pela janela o céu que turva, muda de cor e se faz novo para novo dia, e com ele, se refaz em novo: O amor, o sorriso, a esperança, a fé, e o viver. Levanta, o Sol insiste em nascer e te chama para uma bandeira, e você tendo a consorte do Sol há brilhar e iluminar onde passar - e após isso, a noite vai cair. Quando a têz da noite anunciar o fim, se lembra de mim, ao menos num momento; e com o tempo retido num instante, guarda um instante para nós dois, equilibra a libra que escandra o que não se mede, e assumindo o prumo, toma a diretriz do que deve ser.
Não pense que pode vir a dar errado o que já deu certo até aqui, não estamos fadados ao erro, fome, peste e morte, nascemos, somos, e pertencemos a glória. Abra seu coração e sinta os raios de Sol tangendo sua alma, abra seus ouvidos e ouça os peixes cantando, e principalmente, ouça mais seu coração para que tenhas visto que as coisas acontecem não só pela mente. Mas sem o impulso, uma mola não se comprime.
E lá vou eu de novo, encontrando cada pedaço o seu pedaço e a cada passo pensando no seu espaço, descabido e desmedido, me pus a enfrentar o leão que se encontra perdido dentro de mim, e após reencontrar o rugido preso em minha garganta, quebrei. E após basear meus alicerces, sentei e parei para ver a vista, e a vista do corpo delineado pelas sombras, com seu esmalte marrom (sic) e a lingerie roxa (sic) fazem sinais na escuridão. E teu nome é verbo, predicado e oração. E enquão garoa fino aqui fora, me pego pensando em tanta coisa, e principalmente se lembra de mim enquanto eu a cada segundo me pego pensando em você. Desço as ruas, acendo um cigarro, e mais uma vez me pego pensando. E não me canso em pensar, tampouco em lembrar - cousa que me faz concordar ao que dizem que "a memória é uma arma". E dos sorrisos, o que mais queria cativar é o teu. E dos teus braços, o que queria mais ter nos meus, são os teus.
Uma velha senhora católica me abraçou forte, e me disse tanta coisa boa e justa sobre a vida, que até me desnorteou. Ela sorriu, e nos abençoou; e daqueles que me destronaram, ela os amaldiçoou e os pôs em outro lugar; e enquanto a chuva aperta, eu engomo a calça aqui de frente a velha igreja, e me surpreendo em agora aprender a escrever numa nova categoria: o cotidiano, e no que minha cabeça pensa.
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