Modéstia a parte, eu sou do Largo, e meu lugar é o melhor, e minha mulher é a melhor, meu som é o melhor, e o Céu de outra cor que eu vejo, é mais lindo que o seu.
E você, dona dos meus carinhos, senhora da minha alegria, te peço mil por mil vezes: Faz da minha vida calmaria, e agita ela pra que não caia em besteira. Vem e dança comigo, depois vamos sentar e ver o movinento dos barcos, rir um pouco, e no cálido momento de não se dizer nada, num silêncio entre nós dois, que nossas bocas se encontrem. Que seja você, e sempre você aquela que me dá o sorriso, o beijo, a mão, o abraço, e minha mulher - põe-me entre seus abraços, beijos e sortes, e deixe eu ir adiante, abrindo nossas entradas e bandeiras, e que chegado ao regaço, descansemos, pois.Me solta esse sorriso, porque dele careço e preciso, e é até pecado gravíssimo com risco de entristecer Nossa Senhora você não sorrir mais. Deita no meu ombro, deixa eu te contar histórias de lá da banda de lá; míticos goytacazes, bugres místicos, gente brejeira de coração humilde, e mulheres de força louça - tal qual a vossa.
Dormiu o medo meu, enquanto teu cheiro permanece em mim; dormiu a fraqueza minha quando diz-me as coisas que por dias anseiava ouvir para criar um ego para se-ô afagar; e morreu a parte oculta de minha mão quando me disse o que diz em aberto.
Faz de minha vida então o teu passeio público, pois é disso que consome e precede a verdade: Tens livre acesso e livre verdade e precisa razão de dizer, falar, agir e tomar o timão de minha existência, me faria refinado e forte como um lampejo de viola, assim como me faria confortável como a terra depois da chuva, e carinhoso como a lambida de um cão - de forma adversa, chegaria a ser o ponto do ponto necessário.
E para a mãe da cor, Senhora Assunta que vi tantas vezes sorrir de volta para a dona, eu sei em meu coração - em largo espaço de estádio - que és e faz o melhor para nós, e assim como a donazinha, que de olhos fechados meditava sem medo, confiante em tal confiança magna, pus minhas fichas em tua emprêsa, e me valeu cada pedaço dessa alegria. Senhora Assunta, pavimenta essa estrada louca que é a vida, e deixa a gente ir levando pela sua permissão. E que a tristeza, mãe do feo, vá-s'embora no primeiro trovão, porque agora, queremos, e precisamos, só de alegria.
E Senhora Assunta, cuida daquela que dispara meu coração e me faz sentir fora das carnes.
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