sábado, 27 de abril de 2013

Sobre o Pai.

A noite desceu em meus ombros,
e eu mal percebi que ela pesava,
estava ocupado demais,
pensando no rumo do mundo,
e no que eu falaria para você.
Era tempo apenas de dizer oi,
mas você sabia que eu estava corrido,
não era minha culpa, eu juro,
mas resta em meu peito oco e podre,
a sensação que devia ter feito mais por nós,
assim como faço com mã, e com a véa.
Era tarde, não queria incomodar,
apenas sorri e entrei ligeiro,
me sentei, e me fiz de travesseiro,
para desapercebido velar teu sono,
e sussurrar tudo o que não disse;
Mas eu nem disse metade,
meus pés tomaram controle, e fui;
Correndo forte, chorando,
Você nem sentiu eu tocar nossa música.
Eu fui dormir, meio cabisbaixo,
éramos tão iguais, e de mundos tão diferentes,
mas ambos de nós tentamos, quebramos a barreira;
Fomos dormir como heróis, irmãos de Sol,
e na noite cosseguinte, Deus daria o dia,
que cada um de nós não se esqueceria.
Como pude ser tão tolo, meu velho?
Por quê eu deixei você esvanecer entre meus dedos?
Por quê eu não deixei você ficar mais?
O dia amanheceu, um Sol tão lindo,
Deus estava olhando por mim,
e quando eu fui te visitar,
sua cama vazia, de leito quente...
...Percebi que tinha acabado,
e aquele amontoado, nem pude dizer.
Foram dinheiros e anéis, que pus ao teu lado;
E foi minha oração e minha coragem,
que ainda fizeram, ser eu ser forte para dizer adeus,
você cruzou a ponte, e me deixou só,
e eu não pude dizer ainda, como amo você.
O Céu vai cair em mim?
Eu vou morrer? Você me recorda?
Ou seria apenas tua presença em mim?
Você me ouve? Eu tangi seu caminho?
A batida segue incessante e tranquila,
mais o teu retrato na minha muralha,
me dói e me faz sentir uma vontade de gritar.
Tenho que aprender a ser só,
antes que perca mais, do que não tenho,
sei que você está por aqui, então me ouça,
volte para mim antes que eu caia de novo.
Faz falta ter tua palavra, tua benção,
teu auxílio e teu amor.
Teus olhos tão vivos, tua mão tão calejada,
teus pés tão cansados, coração tão pesaroso,
você se lembra, do tempo que passou?
Dos dias idos de 2006 que éramos dois em um?
Sem mágoa ou dor, sem maldade ou rivalidade,
vamos guardar o melhor em nós, por favor.
Eu vou te guardar no meu infinito,
para que você em sua graça e glória,
possa me levar e me guardar totalmente no teu.
Se cuida, fique em paz, firma o ponto, e fica com Deus, moleque. Um beijo, paizão.

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