quinta-feira, 31 de julho de 2014

To Whom It May Concern.

Ahm, oi. Eu sou o Marcus. Marcus Queiroz, eu tenho 22 anos, e escrevo nesse blog desde os meus 15. Se você perceber, desde cedo tento evoluir minha escrita, coisa que deu certo em algumas vezes, e atraiu leitores da China, Rússia, Macedônia, Portugal, Bolívia, Nicarágua, Estados Unidos, Inglaterra, Japão e óbvio, Brasil.
Por aqui passaram muitas fantasias, dimensões, realidades, musas, casos, cartas, pessoas e homenagens (idem para maldições) e já falei muita asneira. Muita mesmo. Só que de uns tempos pra cá, a coisa mudou, entende? Parece que, de repente, minha escrita tinha um tom sério, acusações graves contra a vida, a cama e comida que eles comem, mas, se perdeu, como tudo em minha vida se perde. Álias, me perdoe você que leu meus textos e não entendeu, talvez a mensagem não tenha sido direta o suficiente, talvez não tenha sido pra você, ou tenha sido só um desabafo meu, mesmo. E sim, Cecília é um personagem do futuro, a filha que eu um dia quero ter, não me importa o que aconteça, mesmo sabendo que posso ser um pai bom, quero - se possível - o melhor pai do mundo.
Sou de Áries, e me rege a impaciência e intolerância, só que eu trabalhei tanto este meu lado, que hoje sou paciente até demais, e como digo a alguns amigos: "Estou mais zen que um buda". Mas, estou cansado de ser zen, sabe? Como pode notar a alguns posts atrás, sinto uma extrema, expressa e urgente vontade de deixar tudo para depois (tipo, pra próxima vida, sé quela existe...) e curtir de algum lugar tudo o que houver de merecimento meu.
Leitor, eu já fui ruim, e já fui pisado. Um dia eu resolvi acreditar no amor, e achei que ele poderia florescer pra mim, mas, acho que fui me enganando consecutivamente. Infelizmente, o que ela me disse agora faz todo o sentido: "Não confie em ninguém, nem mesmo em mim". E eu mesmo assim acreditei, quis crer, quis ao menos tanger o Sol e Céu com a cor do nosso amor, seja qual o fosse, mas, pra Ela tanto fez, eu acho, então não me restou nada além de esperar que ela fosse diferente de todas as outras, qu'ela me desse a alegria que eu tanto almejava, que ela botasse meu coração embaixo do seu, ou que lavasse ele na água corrente da cachoeira pra ver se ele se limpava das dores do passado. De nada valeu. Ela finge que está tudo bem, e não nota minha dor, oi, eu sou o Marcus, e como alguns Santos, faço da dor alegria, mesmo não sendo Santo algum (André, me retire de seu altar).
Quem lê meu post, sabe como me sinto sobre Agosto e sabe que a partir d'agora Agosto dá seus rugidos. E agora, levou o Mário para sua somatória. Mês maldito que afastou de mim meus sonhos, anseios, amigos, e agora quem eu amo e meus parentes. Quisera eu ter nascido morto antes de conhecer seus 31 dias de angústia e insensatez. Mário, lembra-te do Domecq, do sorriso, do Karaokê e da macarronada do meu pai, e vê que nada é em vão, nada é passageiro quando se vale a pena, tudo é eterno, e agora, deitado está você sobre essa eternidade - Eternidade essa que Agosto quase tomou pra si, mas Julho se resignou de mim. Agosto, infelizmente já tomou Agnish por completo, e eu sei que a perdi ali.
Mudando de assunto; Falemos sobre o cotidiano que tanto assolou meu blog, e na carta de hoje não poderia ser diferente: Hoje fez frio, e o frio me sentir sentir um pouco mais inglês, um pouco mais nobre, um pouco mais bonito, um pouco mais vivo, sabe? O frio me anima, e acho que você ainda deve se lembrar de disso. Não sei se na dimensão aonde você se encontra você tem acesso as outras, mas, eu ainda me lembro de você, e muito bem, obrigado.
Lembro de todas as coisas, todos os detalhes, todas as situações, e afins e lembro de todas as coisas que aguentei na vida, o quanto aguento, e quanto talvez eu ainda possa aguentar. 
Não me deixe acostumar com tudo isso de novo, por favor. Não por mim, mas, por nós. Olha por mim, e se deixe sangrar, porque a minha carne já está cortada.

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