domingo, 1 de maio de 2022

Poema.

 Acordei agora pela madrugada. São quase quinze pras duas.

Sonhei com você, que usava com uma máscara assim como nos teatros gregos, que na forma sorria, mas abaixo da máscara você chorava e tangia a tristeza.
Meu coração contraiu, e eu me lembrei do bom tempo.
E agora, na madrugada que cai pela cidade, me pergunto: será que você também lembra de mim, e seu coração também se contrai?
Será, de fato, que você vão vê e não sente o amor que emana de teu peito? Que antes de tudo, o amor é a tríade da doação, da caridade, e do cuidado? Não sentes que você precisa ouvir a voz do coração e deixar a razão de lado, porque está faltando algo? E, que de tudo e de todos, o seu amor por mais que tente o silenciar, ainda está aí? E que esconder esse amor ou silenciá-lo também está a me machucar?
Tenho passado dias difíceis, mas Deus tem me aliviado o peso com seus anjos e santos. Você pode não estar passando por dias difíceis, mas sei no teu coração que eu ainda estou volta e meia circundo teu pensar. E está tudo bem, também está no meu. E, por favor, vêm-me-vêr. Ando precisando de você mais do que imagina e numa proporção drástica; tenho tanto a te contar daqui do cativeiro que você não imagina das coisas que ocorreram - as boas e as ruins.
Nós nos cuidamos, nos protegemos e batalhamos um pelo outro desde sempre, se você me lê, te peço que venha ter comigo com certa pressa, não só para eu ter um bom dia, mas para aliviar um pouco e extenuar o peso da vida. E se você quiser, ainda tenho guardados (e acumulados) todos os chameguitos para você, desde massagens até cafuné na cabeça.

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