E quando nossos olhos são nossos maiores inimigos?
Quando nossas vontades, tão únicas e amplas - pedaços de sonhos mastigados e cuspidos pela realidade, que ainda recolhemos e atrelamos a nossa forma de vida - atingem um patamar de acensão, devemos erguer nossos arietes e batalhar pelo nosso querer. Qual de nós, não adoraria ver uma concretização, e ter na boca um gosto de satisfação, de que se venceu em absoluto (ou em momento) contra esta terra cã?
Devemos, sonhar de acordo com nosso braço, cansaço, fôrça, fé e vontade de alma. É totalmente vão ou inacessível sonharmos em um carro se não soubermos dirigir, ou totalmente estúpido viver uma vida de santidade se não buscarmos a santidade, ou tampouco sonhar numa felicidade, se não a buscarmos. Deus é que nos impulsiona, nos põe além, e nos força a entender a vida de um modo simplório e viver em ecclesia. Enquanto a fraternidade sem interesse, jôgo-de-poder ou maldade não existir, ainda sim existirão críticas direcionadas ao Divino por não atender este ou aquele pedido. As pessôas não sabem se contentar com o que tem, ou entender a necessidade do tempo e dos tempos de cada situação. E assim nos separamos, eu e você.
E este parágrafo é dedicado a Velha Senhora, Rainha que não tem trono, reza nove terços por dia, criou seus sete filhos lavando e bateando roupa na beira do São Francisco, e não se abriu para qualquer homem para buscar interesse, venceu, e até hoje carrega a aliança do Chico no dedo, e até hoje diz pra rezar o Ofício da Imaculada, que vem lá de Deocleciano, e hoje vê os netos virando chefes de família, e os bisnetos correndo ao seu redor; Minha dôce avó, minha eterna reverência a você e meu amôr, que por muitas vezes a senhora foi minha candeia na terra, a benção. Se Cecília é minha advogada, a senhora com tôda a certeza seria minha prima testemunha, que o Místico Guerreiro da Capadócia esteja com a senhora, Dôce Bruta Antônia. Marrom Glacé pra gente que é pra alegria ser a de sempre na casa da Rua J, na Waldemar, em tudo, em tudo, em tudo.
Observa a raíz, para a fruta não cair longe, mas, gerar boas sementes para novas raízes fortes, mais estruturadas que as nossas. Olhemos para nossos avós, pais, e vejamos os valores, conceitos, e formas que os trouxeram, e consequentemente nos trouxeram até aqui, pela lei, pela religião, pela ordem, contestação, humildade, rebelião, ou até mesmo silêncio. De tôda qualidade de nossa nascente desmembra uma virtude para nós, e deste desmembramento dá-se um nôvo desmembramento para nossa semente. A fé de minha avó deu a perseverança de minha mãe e me deu a fôrça, que se desdobrará em algo para meus filhos.
E tudo isso, nos ensina de modo claro, calmo e ameno a vermos nossos sonhos, sua necessidade de existir, e o quão isso nos impulsionaria ou nos afetaria, havendo-se este pensar, logo entenderíamos mais dos planos de Deus, da vida em ecclesia e da união, enquanto irmãos; E nos impulsionaria a sermos pessôas melhores.
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