terça-feira, 15 de junho de 2010

Para Ela.

Eu.
Que tanto jurei, que tanto prometi
Vi que o eterno era pouco pra nós dois.
Estava eu certo e você também no nosso paraíso.
Críamos nossas brigas e alegrias, éramos eu e você
Fiz o mundo, pintei cores, escrevi coisas, chorei rios
Você me notou, viu, sentiu, provou e até gostou
Hoje de nada sei, de nada quero, de nada tenho.
Hoje, se faz pó, o que eu tanto quis.
Primavera era apenas eu e você contra o mundo
No verão brigávamos contra o nosso calor
No inverno nos aquecíamos em bons beijos
E no outono vimos as coisas caírem.
Você fez de mim o que eu sou hoje e sempre.
És a Menina Dos Olhos de Deus, que hoje
Está com o vagabundo, o sem-razão alguma
Um errado que deu certo e ainda quer melhorar
Melhorar por você, e por ninguém mais.
Mais, se bem que sabemos, o esteio derrete;
E se faz no céu o desejo de gritar bem alto
Que é a dona do meu coração podre e inútil
E que um dia, quando eu morrer e ver o Sol
eu quero olhar ao outro lado e ver teu rosto junto ao meu.

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