sábado, 8 de abril de 2017

Bangladesh.

Precisamos - como uma unidade - fazer algo sobre Bangladesh. Não só como lá, mas como em Nicarágua, como em Bophal, no Níger e no Nepal, ou as daqui. Precisamos urgentemente - e se achar longe, comece com as daqui, então, já é um ótimo e promissor começo.
Em Cristo, Buda, ou Krishna, independente do ser, a lição é idêntica: Amar o outro como se ama, se despir das maldades desse mundo, e ser claro como a água sagrada que jorra da pia. Ah, ela não é? Numas partes do Camboja, ainda não existe essa regalia.
Quando olhamos a nossa volta, e vemos tudo o que temos, conseguimos, e usufruimos, fica difícil de imaginar que existam pessoas realmente na pior maré. Nossos irmãos, e eu quando me posso, ajudo os meus, posso, por muitas vezes não os ter ajudado do jeito certo (se há um jeito correto para isso), mas o que pude fazer, eu fiz, e nunca - Obrigado, Deus Triúno - precisei tacar na cara ou trazer a clara-luz, assim como quando me ajudaram, também me salvaram, de alguma forma, de alguma coisa. E em tempos da fome, quando tive dinheiro, dei. Emprestei. Na dôr, chorei o chôro e prometi do bôm ânimo. Para a mais linda, dei a Cecília, e pro mais amado, minha devoção cega. Na solidão, fui quem chamava, e batia no portão da casa, e na dúvida, não me fiz certeza, mas ajudei a cabeça agitada a se encontrar. E nada por mim, nunca por mim. Tijolo por tijolo, pedra por pedra. Deus acima de tudo.
A quem gosto, oferto meu melhor, a quem amo, componho meu melhor, a quem dou melhor melhor, de música não faço, pois a música - apesar de pura - é suja antes os pés D'Ele. Ai, Mãe Cecília, olha a gente aqui outra vez, na barra do sari, aguentando firme o tranco e as viradas do destino, a dor de dente e a incerteza do caminho certo. A dor do desatino que tina com o ter pra ver pra crer - eu ainda acredito e levanto o pendão de tudo que creio, e de tudo, nada mais restou, a não ser o que guardei com mais amôr, mais afinco e mais nostalgjia no meu ser. O sorriso da gratidão, é o penhor da minha salvação, e motivo de querer ser cada vez mais quem está lá na hora do bicho pegar, e não no fim-da-feira.
Devemos ajudar o povo de Bangladesh, as pessôas no nosso país, e a nós mesmos, porém, gradativamente - tendo calma para nos equilibarmos com nosso jarrobatão para poder trespassar lanceiros e dividir o peso do outro. Precisamos de mais ombros, precisamos de amôr, compreensão, e atualmente quem mais prega isso é quem menos tem, menos deseja, "menos é" - e meu coração geme e chora profundamente com isso. Vivemos uma era de falso desinteresse, de fingir não se importar e de niilismo, de um foda-se precipitado que sai da boca de pessôas que mais repelem que atrai. Solidão é um câncer. E fere. E deixa sequela. E pode voltar. E mata. Deixa as cartas chegarem, solta o cabelo, ou prende de trança, toma um café, um chá, um suco, se põe na janela e olha o Sol se pôr: O milagre diário do firmamento que Deus te deu e você até agora - muito provávelmente - não agradeceu. A questão, não é ter gente bôba ou submissa, a questão é ter o tal "mais amôr por favor" que vocês tanto se pregam, mas acabam pregando suas carnes no ocaso. E eu lhes amaldiçoo por isso. Ninguém é maior que ninguém. Se você ao menos entendeu metade do que disse, eu me alegro; Caso não, eu peço: Ajude a criançada de Bangladesh.

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