quinta-feira, 6 de abril de 2017

A separação, a pobreza, e a morte.

Fecho (os) meus olhos
Não para aguçar os sentidos
Mas para meditar
Sobre o que acontece comigo
Vi três fantasmas
Dos quais não soube distinguir:
A separação, a pobreza, e a morte.

Encontrei-me com os atuais
Falando do passado
Reagiram com descrença
A tudo que lhes disse
O que faria (então?)
Tudo se mantém fértil para:
A separação, a pobreza e a morte.

Ida a mulher
Ficou seu perfume na cama
Levanto para viver
Mas meu corpo não compreende
Apenas quer entender
Como ainda pode haver:
A separação, a pobreza, e a morte.

Daniel disse: Calma
Não fique tão confuso assim
São coisas passageiras
Apesar de muito recorrentes
Frutos de nossas mãos
Que pelejam com a bondade:
A separação, a pobreza, e a morte.

Sentei próximo (do) Morto
Não pude arfar coisa alguma
Senti apenas que
Ele tinha muita sorte
Por estar longe de das três cônjugues
Que tôdo ser humano têm:
A separação, a pobreza, e a morte.

Logo me deitei
Me pus a pensar na toada
Então chamada vida
Que nem o prazer da amada daria
Mesmo se ela estivesse em minha cama
E mesmo com Deus ainda penso em:
A separação, a pobreza, e a morte.

Abri as janelas
Esperando ver algum futuro
Nada forte aconteceu
Apenas o vento que me acariciou
Deixe o futuro em seu devido lugar
Tudo há de derrotar:
A separação, a pobreza, e a morte.

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