sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Take a Pebble.

Quando eu acordei essa manhã, senti que o dia se desenrolaria rapidamente, mas não me imaginava o quão rápido ele passou; Novamente, me sinto um lixo, e novamente me sinto um peso morto na terra, e novamente me sinto inútil ao universo. Mais uma vez estou eu de volta aqui ao velho cenário, e me cobrando velhas promessas e me questionando ainda o porquê da porta estreita sendo que até hoje, sabendo a resposta e o motivo, ainda me arrependo: Ainda renego A Casa, A Rosa e o Jardim, e ainda nego o pensamento quando aquele pronome é dito ou insinuado, ainda fecho os olhos.
As vezes acho que isso aqui é uma eterna jogança de garrafas ao mar, e em cada uma contém um post sortido, e isso me prova, e comprova que já sobrevivi a ondas maiores, e esse Sol não me pesa mais; E cada vez que eu leio uma dessas mensagens cifradas, eu percebo que mesmo que doa, não dói como antigamente, e mesmo que a dor almeje cada vez mais me tomar, minha alma ainda é limpida, e o Carneiro se sacrificou por mim, e em seu sangue eu me lavei. Meu batismo foi em sacrifício, e isso pode não lhe agradar.
Penso que (como eu), todo mundo já deve ter se sentido triste ou imprestável em uma sexta. Isso não significa nada, apenas que a tristeza, até com sua bondade, nos faz pensar em toda nossa vida, e nos ajuda a parabolizar a sutil queda até o chão: Sim, Deus, como Grão criador de tudo, também criou a irmã tristeza. Então, como em tudo que me é guardado no peito, não me cabe ter medo. Nenhum.
O silêncio vertiginoso de conversa alguma, o carinho de nenhum abraço, o medo da solidão, a força delicada da angústia, apenas me mostra que eu estou aqui, mais uma vez, mais um dia. E como tudo na vida, tudo passa, tudo volta, tudo se regenera (talvez não da forma que queremos/imaginamos, mas, enfim...) e se estabiliza. O amor é eterno e infinito, e nele não há mal algum, nem sofrer algum, tampouco ódio ou raiva. O amor é benevolente e manso, como o Carneiro já citado; E o amor só vencerá quando o ódio virar sentimento passageiro, e não morada fixa da cabeça pesada e cansada de tanto (se) machucar e sofrer. A dor vem, a dor machuca, mas assim como as 24 horas de um dia, ela acaba. E o amor é eterno. Tudo na vida é um eterno ciclo, e quando eu me lembro desse ciclo, eu me relembro o porquê da porta estreita, me lembro porquê este caminho, e não desistir dele.


Manter a Fé. Sempre.

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