domingo, 1 de dezembro de 2013

Maria.

Ave Maria, mãe do amor. Quem anda no morro, é você. Me livra do medo da morte fea, que eu te ajudo a erguer o pendão do teu varal.
Mas, Mãe Maria eram apenas uns soldados, não tinham nem a culpa do fato que fizeram, e seu filho também já os perdoou, e nos livrou de todo o mal, e subindo o morro com graça, nos abençoou. Mas, Mãe Maria, estes seus lindos olhos são densos, e é n'eles que moram toda, toda, toda a minha e nossa paz, Rainha, reine sobre mim, nós e todos, e me livre de todo e qualquer tipo de mal, e sentada no topo do mundo, olhe por mim.
Maria, foi a escolha certa fugir para outro (qualquer outro) lugar. A policia logo tava mandando é matar, e foi pelo seu (Nosso) guri que tu fui é salvar, e na estrada, no lombo do jumento, rezando no desterro, você pôs a voz linda de rouxinol a rezar. Maria, foste tu o começo do Alfomega, da minha pequena, pobre e humilde criação. Acabou-se um vinho, não aperreia, chama o guri, para poder se reavivar, e o moro em feste sorri e se põe a festejar.
Maria, apôs pare de se chorar, porque nada disso foi culpa tua. Foi Alguém Maior que te escolheu para ser mãe do verbo vivo e divino. Pai José apenas segurou o Santificado rojão floreado de glória, quando a fea, boba e hipócrita favela do morro fez um baobá, e o medo de morrer na mão e boca do morro, foi o que te santificou.

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