Quando a primeira gota de chuva cair;
Quando o Santo dos Santos passar;
Quando o Brumeio descer a nossas cabeças;
E o fogo do Sacrário tocar nossos corações;
Ele estará lá.
Quando o vento desarrumar tua juba;
E tudo pender a estar frio, cinza e nublado;
Saberás que tens meu casaco para lhe esquentar;
Meu abraço para te dar calor;
E eu estarei aqui.
E no balanço das horas;
Nada será real;
Só o que poderá ser pensado, feito, falado, sentido e compreendido,
e será apenas real;
O que iremos,
e poderemos,
construir para nós;
Só me resta saber se vens ou não.
E eu, o que faço agora?
Apenas sento e espero;
O dia de poder ir trabalhar,
de poder estudar e me cansar,
de poder comemorar,
algo que talvez possa perder;
Ou o que meu time possa ganhar;
A vida é tão passageira;
Você me daria ao menos cinco minutos;
Para eu te mostrar quem eu sou?
Se eu planto o bem, eu colho o bem;
Se eu planto o mal, de nada tenho.
E vocês, nobres senhores, sejam gentis e afáveis;
Afinal, a terra é a passagem pra casa verdadeira,
sejam mais compreensiveis, e mais certeiros,
deixem a verdadeira Resfa cuidar do seu morto,
E deixe cada um ter seu caminho;
E antes de falar algo, pense e reflita, e se lembre do que foi dito;
E lembre-se que falar, ouvir, pensar e agir, são quatro pilares,
E sem um deles, você está fodido.
Tenha a calmaria, e a guerra quando necessário,
Mas, nunca, diga que não foi avisado, e nunca grite em vão.
Um dia, seu grito pode não ser ouvido,
e as sortes e bençãos que lhe lançaram, podem ser removidas.
E, quando entenderdes tudo o que digo, venha ter comigo;
E eu lhe direi tudo o que quiserdes saber, meu amor.
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