sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

31 de Dezembro de 2012.

Eu não tenho nada;
Minhas mãos são vazias;
Meus sonhos são fortes;
Meu peito é cheio;
Meu coração é teu.
Cá estou eu, sozinho na reia da praia,
levando uma barca pra Iemanjá;
Estou na fé;
Estou na obrigação;
Na legitimação de um pendão que poucos seguram.
Deus na frente, São Jorge na proteção.
Mãe Iansã, acerta um raio na minha cabeça, se este ano demorar pra passar?
Sem dor, sem sofrimento;
Sem glória, sem nada.
Apenas eu, minhas coisas, e meus quatro quarteirões.
E agora, já passou da meia-noite,
nada mais me interessa, além de virar a garrafa, e ver a manhã chegar,
você não está comigo,
mais carrego você no coração e na mente;
Não basta, mais, é o que me tinha para estar atrelado a você.
Me peguei olhando entre os fogos, para uma estrela tênue, e me arreefei:
-Serás que olha pra esta estrela, para assim olhar para você?
O vento arrodeou minha cintura, e eu tomei minha garrafa,
esperei a manhã chegar...
...E nela não veio você, nem nada.
Então, nada me restou a fazer, a não ser ver tua foto e chorar.
Eu esperei que o dia trouxesse a vida, a iniciativa nova;
Apenas me trouxe um momento, um segundo, uma vontade.
A vontade de te ver, te tomar nos braços, te beijar, te por pra fumegar.
Seu sorriso tão lindo e tão branco,
seu coração tão fechado e tão aberto a mim;
E em todas as ruas em qual eu pedalei, não te vi, não te achei;
Mais em cada esquina, gota de chuva, vento forte, te achei;
E isso me fez um cadinho mais feliz,
E isso me fez um cadinho mais forte.

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