Desde que me tenho por gente, eu sempre fui um Jó (senão, a reencarnação do mesmo) convicto e apto para fazer o seu melhor: Crer e esperar.
Esperar meus pais não se acertarem, esperar a separação deles, esperar que minha inteligência e negligência desse fato fosse igual a de todos que estavam ao meu redor, ter paciência por minha fala ser rápida, gaga e moto-contínua, e eu ter que a repetir, ter que esperar por ter o amor da minha vida por três anos, tive que nascer, morrer, ressucitar inúmeras vezes alter-egos dentro de mim, tive até mesmo que mentira para sobreviver, me esconder atrás de uma máscara de socos ingleses e cachecóis na cintura para me sentir vivo. Tive que ver coisas que nem eu acredito, para poder saber da existência de Deus Pai sobre a Terra.
Paciência, por quê eu? Me sou de Áries, tenho a forma certa de botar para quebrar, não me necessito de paciência, meu amor me ama deste jeito, então, por quê deveria te ter justamente agora, que não me falta quase nada?
Porque simplesmente é o que mais sinto falta. Vivo em constante desatino com você, porque te amo e sinto tua falta na minha vida, e por mais que você não acredite em mim, eu só quero você mais que tudo, mais que tudo, te adoro mais que tudo, e te desejo todas as noites antes de dormir, e espero um dia te ter somente para mim, conforme é dito em minhas rezas para Deus, Eu Amo Você.
Eu preciso ser Jó, porque me sei que depois de uma tempestade ajustada para morrer, eu estarei preparado para a onda que tentar virar o meu barco. Seja a vela que me indica a direção, para onde ir, o que fazer, por qual rota tomar, e eu lhe juro; Morena, que lhe farei o sangue ser pulsante sobre a crina/reia do baio branco; O infinito é pouco para nós dois.
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