"Sacro Deus do Mundo
Tu que ouves meu canto
Salva minha alma do medo
Seca então meu pranto
Do poço, tire-me do fundo"
Lá do escuro, de onde eu vim, tudo era estranho, era urbano, insosso e tinha fedor de gás carbônico. Eu andava pelo Centro e arredores com meus amigos, e pelo meio do caminho brigávamos, com quem fosse possível, mas, nos juntávamos para esquecer nossas vidas vazias, nossa solidão. Solidão esta que perdi em teus pequenos olhos de charme; Amor meu, Eu Amo Você.
Se você realmente quiser me encontrar, não acenda uma vela no beco, não ascenda um carneiro santo ao céu, nem clame por um nome ou divindade espiritual; Apenas vá até minha rua, suba até minha casa, e bata em minha porta. Na minha casa não há charcros, minhas chaves São pedro já as fez e já lhe deu, você pode vir e entrar e conversar comigo quando bem quiser, você pode sentar no meu colo em minha poltrona, ou rasgar minha camisa enquanto me joga no chão com nosso tapete felpudo branco, prontos para cometer um pecado. Venha, invista em mim, eu sou seu; Agora e sempre.
...Mas, quando eu for até sua porta, para visitar-te, e tocar-te, não te contas até Sete, venha até mim, abra a porta e depois a tranque, e deixe que assim a fique (mesmo que me esteje dentro ou fora) por um tempo. Deixe que eu invada todos os cômodos, sinta todas as texturas da parede, deixe que eu te leve no meu colo para - então, finalmente...- nossa cama. Deixe que eu lhe ame como você merece, deixe que um final de semana seja altamente curto para nós dois. Deixe que aos poucos eu ame você como sempre amei, mas, que na essência dos dias e na cuidança eterna do ser, sejamos eu e você; Cada vez melhores um com/para o outro.
Eu estarei como a Mãe dos Filhos Hebreus, te ninando e cantando cantigas de vida e morte ao teu ouvido, e você, cuidará de mim, e me apartará do mal quando o gosto do veneno for mais forte que o da verdade, e quando eu cair procurando algo para me levantar, não te penses em me levantar por um todo, dê-me tua mão, e eu estarei inteiro, por três quartos de tempo.
Quando algum tipo de contra-força, tentar abrir nossa porta, e nos fazer mal com o outro, esqueça e feche no ato (e melhor dizendo, não a abra) e esqueça isso. Quando o inverno chegar nas massas, eu estarei lá lhe dando amor, e não outras mãos com outros afagos e nem outros olhos com outras itenções, olhe para mim, e prove de mim para mim mesmo o que eu preso ouvir somente de você, em todos os dias. Só de você.
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