segunda-feira, 13 de junho de 2011

Névoa Densa.

Hoje, no alto do frio dos dias, a neblina se fez presente até as 11, ou por aí. Está frio, ainda assim estará mais, e eu preciso encontrar cada vez mais você, no meio da neblina, do vento, da multidão, ou o que possa revanescer em/entre nós dois. Eu estarei esperando você para me automaticamente completar; Fazer feliz e afagar minha cabeça com um cafuné enquanto me afogo em você.
E quando tudo estiver pronto, e minha cabeça olhar ao Céu, e eu ver anjos descendo a terra, eu irei ter medo, pois aí eu saberei que agora é a hora de cada um se armar, com sua fé ou faca, e seguir seu caminho, a Guerra dos Dias começa a cada momento em que te viras na cama, cochila mais cinco minutos, ou faz a amada concha do casal que só se vê aos finais de semana, e mesmo assim, se sente como se convivesse todos os dias, a cada segundo, unidos e fortes. Cada um de nós, quando formos chefes, heróis e tudo o mais, teremos visto que nossos sacrifícios terão valido os méritos - tanto os que colhemos desde agora, até os maiores do futuro - que nós ganhamos, sabendo-os ou não de onde vem.
Ninguém sabe o duro que damos, a guerra que vencemos diariamente pelo nosso espaço no metrô, nossa corrida até o ônibus para não chegar tarde, ninguém nunca saberá disso. Só saberá do nosso dinheiro, nossa roupa, nossa liberdade e tudo o que venha mais a ser benéfico a dois e não só a o que provenha de Um. E perante a todas as pessoas que andam em níveis diferentes, perante Deus, todos somos iguais, o nosso Um se torna nivelado, igual e justo; Por mais que isso nunca o seja.

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