E, há um ano atrás, pensastes errado e me machucou. Há um ano atrás, eu fui trocado, e não soube do facto. Fiquei só na multidão, e voltei a ser o monstro do pântano. As luzes da cidade...O mundo irá girar de forma tão violenta, que você vai ficar de joelhos, implorando perdão, e cumprindo o seu ciclo sem fim, o seu Karma comigo não terá preço ou tabela. É teu.
E, um homem, dono da arte do ferro, tinha uma mulher, que o amava sob todas as coisas, e o fazia feliz, e eram eles dois contra o mundo. Porém, um dia, num rastro de vento d'Essa Moça, chegou um homem "feito". Um conquistador barato, querendo a ter de todo jeito. Ela, sem pestanejar, e sem fraquejar, assumiu nova face e e deitou com outro. Ouve-se um vento frio batendo na boca da ferraria, e o ferreiro se sente só. Ele está.
Logo, a mulher do vento retorna, e o conta. O mundo d'Ele cai, e na raiva, a fere, lhe fazendo nove, e d'Ele, com um sopro de vento, se faz sete. A noite fica só, e o homem da cartola preta corre pelo som e pelo suor. Era um meio de Agosto. Hoje é meio de Agosto. Pessoas tem estranhos jeitos sobre o querer, e quando ferem, acham que assim deixam passar batido, mas, como disse a Borboleta Azul, "Velhos placares nunca empatam, e velhas feridas nunca se fecham".
E assim como a criança que tá com a espinha de peixe presa na garganta, eu ainda tenho que cantar feliz como o trem de ferro, e quero chegar na reta da chegada, pra descançar. Eu gostaria, e realmente até quero, sair com você nessa vida aventureira, e ver o que eu trouxe pra nós dois. O futuro é nosso, mas, me deixa ouvir o vento, e falar do que sei, porque isso se faz necessário, e porque os humilhados são exaltados, e Deus será justo com todos, e porque eu amo tanto você, que eu te perdôo do mal que cerca o nosso lufã.
Eu agora, estou no centro da cidade, no seio da saudade, por um instante jurei ouvir você me chamar, foi ilusão. Desci para correr na Liberdade, você não estava lá, mas, senti tua presença irradiando meu coração e tudo o que estava comigo. Cheguei no paraíso, e lá pensei até em cruzar a Paulista e falar com o Muça, só que, achei melhor não, o mundo estava ocupado demais para deixar eu ficar em paz.
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