quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Revolta De Agosto.

Um dia, com a fé em Deus eu arrebento você. E irei te fazer pagar por toda a dor que eu tenho no meio do meu coração podre, filho de uma puta ! Eu peço a mais traiçoeira das vontades: Vingança. Eu rezo todas as noites, para que você caia das pedras, e que o vento cegue seus olhos, e que você perca o que tens de melhor.
Eu queria é poder beber num ar com os meus amigos, ter a Morena na qual eu possa chorar o ombro, e fazer amor com ela sem pressa de ser pego, andar de moto, passar pela barreira e morrer nos braços de um vento que tanto me abençoou, para eu poder parar de pensar o que corrói minha cabeça, e parar de chorar lágrimas incessantes, e parar de fazer um riso forçado, e parar também de atrapalhar a vida de todo mundo. Seria como apagar as luzes, depois de fazer a última faxina neste quarto.
Eu vi um mar, eu vi a praia, eu vi duas pessoas, eu vi o fim. Eu vi o que me matou, e ainda não me ressucitou, eu vi um mar de alegrias, eu vi pérolas aos porcos, e tudo o que me deixava feliz...Simplesmente morrer. Santo Deus, um miserável não tem felicidade nesta vida corriqueira ? Honestamente, quando penso nisso, eu gostaria de morrer - Sea Of Joy.
Você me fez de bobo, não ? Me pegou de jeito no nosso melhor momento, e me trouxe a verdade de um momento quando estávamos fracos. Você me enfraqueceu e me deixou no ponto de bala na Cruz. Você tirou de mim um Oceano de lágrimas, e graças a sua falta comigo, hoje estou assim: Insosso, leve, fraco. No ponto certo para levar um tiro e morrer, no meio do asfalto frio com meu sangue quente. Morrer, morrer; Morrer, morrer, morrer, morte morte bem matada mortezuda.
Eu, no final das contas, só preciso achar o caminho para a minha casa. Estou perdido por um bom tempo, e aqui nas ruas é tudo tão estranho.


Nenhum comentário: