quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Sem Título #59.

Algumas vezes,
me pego pensando,
no oculto de meu coração,
sobre minha ferida oculta;
Translúcida e perene,
jorra sem pedir licença.

No solitário andar,
cabe a mim apenas sentir,
e guardar num baú meu,
todas as belas coisas do mundo;
Do teu sorriso e teus olhos,
sentir talvez um tanto de alegria.

E os olhos meus que tangem,
não encontram vista alguma,
tampouco perspectiva,
ou alguma satisfação relevante;
Remo em alguma maneira,
de vã filosofia de manter o movimento dos barcos.

Outro dia numa rua dessas,
após uma garrafa de vinho infiel,
olhei a Lua e as estrelas,
lembrei de um bom tempo;
Um sorriso e um abraço com mãos dadas,
que descompassou até a batida de meu coração.

Dentro de mim,
tenho os sinos e ressonos,
guardado a voz altiva,
resto a mente em oração;
Ademais tendo a fé,
sorrio e guardo em mim uma esperança.

Fraca. Claudicante. A nível de morte. Passível de um atentado terrorista.

E de esperança,
crio a vida,
invento ânimo,
ressignifico a alegria;
Transmuto tudo o que há de triste,
para (te) escrever (em) coisas belas.

Assim, ao menos, amenizo a tua falta.


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