Cecília, não confie em ninguém. Até quem mais te ama pode te apregoar, e isso dói de tal forma que o sentimento se transmuta: Estado de Boddishatva. De tanto sentir um sentimento especificamente não se sente mais nada deste campo, e você se torna imune a todo tipo de coisa que possa vir a lhe ferir, ou fazer bem. É uma indiferença espiritual, só que com sentimentos carnais e humanos.
Nem é o caralho, é que mais um dia se passa, e mais pessoas vão embora: As poucas memórias do meu pai que estão vivas, começam a ruir, e assim perco o mito até em memória, sobrando as poucas secänjas que me restam. Doce e envenenado mistério velado por Deus é a vida, e suas adjascências. Cada dia que passa, parece que o cansaço não passa, nunca passa, nada passa. Tudo se mantém firme no mundo, menos eu. Talvez seja isso a pagança de meus pecados, provação divina, ou medo de ser um homem bom, que vota no PT, faz sexo em uma posição, vai na missa dominical e assiste o fantástico...
E, como está você? Você está fazendo algo indecente? Está sentindo o calor dentro de suas veias? Está traindo seu namorado bem gostoso enquanto ele te devota? Já teve medo do escuro? Você já fingiu gostar de um assunto só pra conquistar alguém? Está brincando com uma navalha de gosto metálico e delicioso? Está rindo das pombas? Já fingiu que gozou? Está trabalhando para um patrão ingrato? Se arde em vontade de se jogar na via do metrô quando ele vem? Quer sentir o gosto da vida pelo jeito incomum? É a favor do estado laico? Riu de alguém que se machucou feio? Torce para algum time? Mente pros seus filhos? Tem medo dos seus inimigos? Então, toma nota: Todas as coisas tem seu dever e curtição. Deve de fazer e curtição se o gostar do teu afazer.
Meça suas palavras e cuide de quem cuida de você, olhe o que você fez, e tenha decência, tenha temência. Olhe bem tudo o que você fez, e perceba que o sangue derramado é culpa sua, só não me sei se por maldade, ou por qualquer jeito. Quero meus filhos lindos, felizes, fortes e grandes, lutando contra todo o tipo de maldade, e que eles vençam na vida e sejam melhores que eu, e que meus pés cansados, que meu coração sôfrego, minhas mãos tremulas e meu olhar cansado. Quero o melhor num gole de cerveja, ou no beijo da mulher da minha vida, com a macieira do quintal do meu sítio dando boas maçãs, e que cair e ralar o joelho seja costumeiro para meus pequenos; Quero a alegria deles acima de tudo, não importando se isso dependa de minha própria vida, cuidar deles, os por acima de mim e abaixo de Deus e dos doces véus e mimos da Mãe Maria e do meu São Jorge Guerreiro.
E agora, não adianta. Já o fez tarde, ele não mais repousa.
Um comentário:
Centeeiro, fica bem. Não deixa ele te vencer, não este mês. Chelsea are in the skies are look'ng for us.
Remember.
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